"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

domingo, agosto 25, 2013

Pausa para um comentário...

- Núcleo -
 
 
Divinos personagens, permitam-me participar deste diálogo!

Antes, uma palavra de apresentação...

Quem Eu Sou é Aquele que É. Mas também, Quem todos Somos é Aquele que É. A questão não é Quem Sou ou Quem somos, mas sim, Quem ME vê? E a resposta é esta: Sou Eu! A chave de compreensão aqui é a visão; ou seja, é responder a pergunta: Quem ME vê?
 
A importância de assimilar esta “chave de compreensão” faz com que a experiência humana possa ser vista como “adorável” e não apenas como uma “confusão adorável”.
 
E neste ponto ressalta o ensinamento compartilhado pelo divino personagem Jesus, que assim orou: “Pai, não te peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal.”
 
Foi dito que a chave de compreensão aqui é a visão. A “visão equivocada” é a que vê o “mal”.
 
Assim, usando a linguagem do Núcleo, Jesus não pediu que os divinos personagens fossem “tirados da representação” [do mundo], mas, que estivessem livres da “visão equivocada”. Por isso compartilhou Sua visão na forma de Seus ensinamentos e de “percepções conscienciais”, como aquela na qual revelou que: “Antes que Abraão existisse Eu Sou”, querendo dizer que antes que houvesse representação [mundo] e qualquer personagem... Eu Sou, sou o Ser Real.
 
E nesse ponto Jesus dá a “chave de compreensão”, respondendo a pergunta: “Quem ME vê”? Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia. Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito. [João 12: 44-50].

Notem a sutil diferença na “visão” de Jesus dos demais “divinos personagens”, quando disse “Antes que Abraão existisse Eu Sou”. Narram as Sagradas Escrituras que aqueles divinos personagens viram Jesus apenas como sendo um homem que ainda não tinha cinquenta anos, e que, assim, não poderia ter conhecido Abraão, que vivera muito tempo antes daquele.
 
Jesus disse: “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se” [Jo 8.56]
 
Notem que a sutileza está no fato de que Jesus está se referindo a uma “visão” de Abraão e não a dele mesmo! Ou seja, Jesus está compartilhando uma visão atemporal de Abraão!
 
Estas “visões atemporais” são exemplos claros de “percepções conscienciais”. Assim, Jesus compartilha uma “percepção consciencial” de Abraão e é rejeitado veementemente por todos aqueles personagens que “pegaram em pedras para atirarem nele, mas Jesus se ocultou e saiu do Templo.” [ Jo 8.59 ]
 
Notem, por fim, que estas “visões atemporais” são compartilháveis por serem o que no Núcleo são chamadas de “percepções conscienciais”, e assim o são em virtude de serem percepções da Consciência [percepções conscienciais] e não percepções da mente de um personagem...
 
Sendo assim, Jesus compartilha a “visão de Abraão” por ser a Sua própria visão, que é a visão dAquele que existe antes que existissem o próprio personagem Jesus e o personagem Abraão!
 
Nosso Amigo, o divino personagem Gugu, se refere ao meu atual “personagem” como sendo o “representante do Núcleo” e observa que “Os ensinamentos do Núcleo apresentam o mesmo estilo da mensagem do livro "A Vida impessoal" que está sendo transcrito. Interessante notar é que as mensagens são idênticas, sendo que o livro foi escrito em 1914. Isso mostra que a Verdade é a mesma sempre, ou seja, é atemporal, pois não muda com o passar do tempo. Aquilo que Joseph Benner captou em 1914 é o mesmo que o representante do Núcleo captou/percebeu nos dias de hoje."
 
Como diria outro nosso Amigo, o divino personagem Paulo, é “mais que isso”! Como este atual personagem desperto todos os “personagens despertos” são conscientes de “Quem faz”, por isso compartilham da mesma visão que Jesus resumiu daquela forma:
 
"Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas."
 
Para concluir este comentário, assim como foi dito que a chave de compreensão é a visão e que, a “visão equivocada” é a que vê o “mal”; a visão focada no Real é que vê a divindade!
 
A visão “focada no Real” parte sempre do Real... E o “real” é a “visão da Consciência do Ser” e não a “visão da mente do personagem”!
 
A “visão da Consciência do Ser” é a PERCEPÇÃO, que é chamada “percepção consciencial" e a “visão da mente do personagem” é o “pensamento”, que é chamado de “percepção mental’.
 
Por isso no Núcleo é dito: “PERCEBA, desfrute e compartilhe!”, e não: “Pense, analise, julgue... e só então... desfrute e compartilhe”...
 
Isto porque a Percepção está na própria Consciência do Ser [o “reino de Deus” está no Núcleo do seu próprio Ser, que é onde está Deus, o Ser, que só pode ser visto a partir de Si mesmo!] Por isso está escrito que "nenhum homem jamais viu Deus”. O “pensamento” surge na “mente do homem” que sendo “personagem” está inserido em algo que não é real [é “representação”].
 
Assim, é preciso partir da PERCEPÇÃO e não do pensamento... 
 
Por isso é dito: “PERCEBA, desfrute e compartilhe”!
 
Mas não é só!
 
Há uma outra “chave de compreensão” que está condensada num ensinamento compartilhado no Núcleo que diz: “Não há percepção sem ação”!  
 
Os que quiserem “erguer-se do leito dos mortos... e receber a LUZ de Cristo”, ou seja, os que quiserem elevar-se do pensamento à PERCEPÇÃO devem atentar bastante a este ponto!
 
Da forma como é dito que “o mundo é uma representação” e que os “personagens” são apenas isso: personagens, alguns poderão estar concluindo que não há nada que o personagem possa fazer que faça qualquer diferença em suas vidas, e então se tornarem resignados ou fatalistas, partindo do pensamento de que “Deus escreve um texto e o personagem apenas o encena...”
 
Então aqui vai uma chave de compreensão que pode mudar a vida de todos os personagens que derem a ela a devida atenção! Esta chave de compreensão está implícita no ensinamento do Núcleo acima citado, no qual é dito que: “Não há percepção sem ação”!
 
O personagem não pode se iluminar porque “Quem ele É” já é “iluminado”. Isto significa que a real identidade dos personagens é o Ator, que certamente conhece o que vai interpretar e sabe que se trata de uma encenação. Notem bem, o Ator não acredita ou desacredita..., ele “sabe”! Assim como Jesus sabia o papel que veio desempenhar neste mundo... E efetivamente “agiu”, conforme a PERCEPÇÃO que tinha de sua real identidade de Filho de Deus!
 
Agindo, o personagem pode ter na representação a “percepção de Deus”!
Se Deus é AMOR, ele pode ter a percepção de ser o Amor de Deus!
Se Deus é VERDADE, ele pode ter a percepção de ser a Verdade divina!
Se Deus é VIDA, ele pode ter a percepção de ser a Vida de Deus!
Enfim, agindo, ele pode ter a “experiência de Deus”!
 
Portanto, parta da PERCEPÇÃO E AJA!

Justamente porque “Não há percepção sem ação”! Isto é assim porque “perceber consciencialmente” é perceber-Se em Unidade com o Ser! Os que querem ter a percepção e a experiência do que Deus É devem manifestar em atos o que Deus É!
 
Tanto na “representação” quanto na “Realidade” é “sendo” que experimentamos Quem Somos!
 
Atentem bem: Não basta “acreditar”. Para “perceber” é preciso “crer”! O “acreditar” é um tipo de “pensamento”, pelo qual damos crédito, aceitamos como verdadeiro, mas não necessariamente conhecemos o algo ou alguém em quem acreditamos. Se partirmos do “acreditar” em Deus não nos perceberemos em unidade com Deus. O ensinamento compartilhado no Núcleo estabelece esta distinção para enfatizar que é preciso crer para nos percebermos em unidade com Deus; não basta acreditar em Deus, pois, normalmente quem acredita espera... e quem crê age!... Ou seja, quem acredita em Deus espera que Ele faça, e quem crê em Deus faz o que pode fazer... Porque crer em Deus é perceber-se em unidade com Deus, como uma manifestação de Deus; é perceber-se como um instrumento de Deus estando consciente de que é Deus Quem faz!
 
Deus vem a nós sempre que nos dirigimos a Ele!
 
Atentem a este detalhe muito sutil no que se refere a ação: Do ponto de vista do personagem vai parecer que o personagem está agindo e se dirigindo a Deus. Mas, notem! O que em realidade está acontecendo é que Quem está efetivamente desenhando a cena, na qual o personagem está se aproximando de Deus, é em realidade o próprio Deus! Assim, “personagem e Ser” exercem o controle da ação e sempre agem em unidade, ou seja, aquele que se volta para Deus se eleva do pensamento à percepção de que em realidade é o próprio Deus Quem está se voltando para ele e sendo ele! Ou seja, percebe-se em unidade com Quem É. Por outro lado, aquele que “dá as costas para Deus” imerge na representação e permanece nos pensamentos e nas certezas mentais e não se percebe em unidade com Deus. A unidade essencial sempre existe mas nem sempre é percebida, desfrutada e compartilhada!
 
Em síntese, a chave está na visão correta, aquela focada em Deus! É perceber Quem faz! Foque-se em Deus e perceberá que Deus sempre esteve e sempre estará focado em você!
 
Note por fim que a percepção é sempre de um “eu”... resta saber de qual “eu”. O “eu” da mente, da persona, da máscara que vela o ser? Ou o Eu da Consciência [do Ser]?
 
A confusão, ainda que adorável, se desfaz no exato momento em que identificamos a qual destes “eus” se refere a nossa visão!
 
A visão mental “acredita”, e reage de forma inconsciente e condicionada aos personagens e à representação... ao ponto de se perder nela! Tornando assim a experiência algo confuso...
 
A visão consciencial “crê”, e interage de forma consciente e livre com o Ser na representação, que Se manifesta como incontáveis nomes e formas... tornando a experiência algo adorável!
 
Enfim, parta da “percepção” consciente de que Deus é de fato onipresente! Aja em unidade!
 
Por isso Jesus orou assim: “Seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no Céu...”

Aqui na terra [que é a representação divina], Ele “agiu efetivamente” como Filho de Deus! E manifestou sua natureza divina em Seus ensinamentos e nas percepções conscienciais que compartilhou.
 
Assim, algumas percepções estão chegando até você e sendo compartilhadas, a fim de que se volte para a realidade do Ser e de Sua real identidade e natureza divinas, e que você perceba e desfrute, para que também queira compartilhar esta adorável visão da divindade com todos!
    
Namastê.



14 comentários:

Jaime Pires disse...

Obrigado!
Você diz:
“Note por fim que a percepção é sempre de um “eu”... resta saber de qual “eu”. O “eu” da mente, da persona, da máscara que vela o ser? Ou o Eu da Consciência [do Ser]?
A confusão, ainda que adorável, se desfaz no exato momento em que identificamos a qual destes “eus” se refere a nossa visão!”
Então parece logicamente que essa confusão só acontece no nível do personagem que “de volta” experimenta uma espécie de nostalgia. Uma interrogação que permanece, do tipo: Algo libertador aconteceu... o que foi que esteve aqui? Mas a mente do personagem não compreende a percepção espiritual, como afirma São Paulo, não é mesmo?
A mente então começa especular como permanecer ou aumentar esses estados, mas como ensina Eckhart Tolle, isso cuidará de si mesmo.
Porque temos medo de falar, quando desconfiamos que é o ego quem está falando?
Namastê

Anônimo disse...

Bom, a confusão é total mas não é adorável, pelo menos no meu caso!! Já acordo angustiada, apreensiva , sem saber qual é o eu que está "fazendo". Tento focalizar no presente e observar os pensamentos e sinto como se tudo estivesse soando falso. Não sei o que quero, o que devo, o que posso, o que é bom, ou certo ou melhor... Intelectualmente entendo tudo mas não percebo absolutamente nada. E isso já se tornou físico, sinto dores tensionais por todo corpo e um intenso sentimento de medo . Entendo que é melhor tentar entender tudo isso , através dessa busca da verdade ao invés de tomar anti-depressivos e fazer de conta que por um tempo está tudo bem mas está difícil , muito difícil....

Gugu disse...

Essas perguntas que você fez, Jaime, são boas questões! Para serem levadas para dentro de uma meditação, a fim de que a resposta venha a nós a partir de dentro.

Realmente, a mente do personagem não compreende a percepção espiritual (ou consciencial). Pode a mente do Cebolinha perceber as coisas do Maurício de Sousa? A mente do Cebolinha vai perceber o que o Maurício de Sousa resolver desenhar. Até quando a mente do Cebolinha está pensando nas coisas do Maurício de Sousa, isso é o Maurício de Sousa desenhando.

Osho costuma dizer algo muito interessante: quando esses momento de meditação/percepção surgirem (a sensação inexplicável de que algo libertador aconteceu), aceite tudo conforme vier, e não julgue, não analise, não tente segurar essa sensação (na expectativa/medo de que ela se vá), não deseje por mais... sempre que uma dessas coisas ocorrerem, isso é a mente tentando agarrar Aquilo que não pode ser agarrado. E justamente quando tentamos compreender ou agarrar essa experiência, é quando a perdemos.

Quem cuida de proporcionar esses insights/vislumbres é o próprio Ser. É Ele Quem "entende", é Ele Quem "mantém". Nós (personagens) não precisamos "entender" ou "manter" (até porque somos totalmente impotentes, incapazes disso). Assim o conselho do Osho é: relaxe e desfrute as coisas como vierem, na medida e na intensidade em que vierem. Se vier pouco, desfrute desse "pouco", e quando ele se for, agradeça ao Universo pelo presente, não fique desejando mais. Se vier muito, o mesmo. O sentido disso é este: devemos perceber que não somos nós quem vivemos a nossa vida, mas a Existência é quem vive a nossa vida em/através de nós. Aqueles que percebem isso se entregam, entregam todo o controle que julgavam possuir.

Enfim, foram muito boas as suas observações. Continue acompanhando que, acredito eu, muitas coisas poderão ficar mais esclarecidas. (Mantenha sempre a percepção de que tudo sou Eu "aparecendo como". Esse é o modo de interagirmos com o Ser, ao invés de com os personagens.)

Grato pelo comentário,

Namastê!

Gugu disse...

Anônimo,

Ao invés de tentar focalizar no presente, comece a focalizar perceber todas essas coisas sobre as quais você falou: as sensações de angústias, de apreensão, de não "saber quem está fazendo", de você "tentar focar no presente, observar os pensamentos" sem muito sucesso, a sensação intrínseca de que "tudo estivesse soando falso", de "não saber o que quer", etc. Esteja presente, atenta e observe tudo isso! Ao invés de, por exemplo, tentar "focalizar o presente", observe o fato de que você está tentando focalizar o presente. Ao invés de tentar observar os pensamentos, observe "você tentando observar os pensamentos".

E quando vierem todos esses sobrecarregamentos que você citou (dores, medos, falta de forças, becos sem saídas), dê-se um tempo. Esqueça um pouco essa história de desenvolvimento/busca espiritual e vá fazer algo prazeroso, algo que você goste, que te dê alegria. Sim, as vezes faz bem para nós tirarmos umas "férias". Isso nos faz sentirmos ter o direito de sermos "ser humanos" com todas as fraquezas, fragilidades, dificuldades. Não temos que ser "super homens" o tempo todo, ou seja, aqueles que precisam conseguir a todo custo superar a grande ilusão que é Maya e alcançar, por fim, o extraordinário. Alguns dizem que a (realização extraordinária da) iluminação nada mais é do que viver a vida da forma mais simples possível. É encontrar o extraordinário dentro do simples, e as coisas grandes exatamente nas coisas pequenas.

Não vale a pena se desesperar e se angustiar tanto. O caminho que nos leva para o desenvolvimento é o da alegria... "follow your bliss.". É melhor tomar esse atalho, do que pegar o caminho pesado da angústia e do sofrimento. Se você sentir que deve, dê-se um tempo para descanso, e vá fazer coisas que te façam bem. Ok?

Grato pelo comentário.
Namastê!

Silvano disse...

Personificações da divindade!
Cada um que se eleva em percepção a muitos atrai a si.
Em termos mais explícitos: Cada um [cada personagem] que se eleva [em percepção... ou seja, na percepção de Quem É, na percepção de que é “Filho de Deus”] a muitos atrai a si [atrai a Quem É... atrai à Realidade do Ser... atrai a Quem Sou... atrai a Mim, a Minha percepção].
E cada um que é “aperfeiçoado na Unidade” [como orou Jesus para que todos sejam], nesta visão ou percepção da Unidade, Se expressa como Quem É, como o próprio Ser, como o UM!
Assim, poderia ser dito: Cada UM que se eleva em percepção a muitos atrai a Mim.
Por isso Jesus disse: “Quando Eu for levantado (no madeiro) a muitos atrairei a Mim”.
Isto significa que: “Quando o “Eu real”, de um divino personagem, ou seja, quando a “real identidade de Quem o personagem É”, é elevada na representação a muitos atrai a Mim!
Esse comentário está sendo feito em relação ao que percebeu o divino personagem, nosso Amigo Jaime Pires, que anteriormente havia dito:
“Muito obrigado! Estou adorando os ensinamentos do NUCLEU,não sei mais o que dizer porque não sei quem vai dizer, confusão adorável.Me sinto muito melhor assim, confuso.Acho que essa confusão é início da liberdade.” [De onde utilizei a expressão “confusão adorável”... que veio a ser utilizada em meu comentário anterior]
http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25215107&postID=7034009071517242135&isPopup=true

E que, após ter lido e assimilado o conteúdo do comentário anterior, assim se expressou:
“Então parece logicamente que essa confusão só acontece no nível do personagem que “de volta” experimenta uma espécie de nostalgia. Uma interrogação que permanece, do tipo: Algo libertador aconteceu... o que foi que esteve aqui? Mas a mente do personagem não compreende a percepção espiritual, como afirma São Paulo, não é mesmo?

http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25215107&postID=938784357757424009&isPopup=true
E em complemento, de forma bastante lúcida [não mais confusa...], comenta, citando o divino “personagem desperto” Eckhart Tolle:
A mente então começa especular como permanecer ou aumentar esses estados, mas como ensina Eckhart Tolle, isso cuidará de si mesmo.

E pergunta:

Silvano disse...

Porque temos medo de falar, quando desconfiamos que é o ego quem está falando?

Resposta: Porque quem está “em busca de iluminação”, está trilhando o caminho da Verdade, que só pode ser trilhado de forma intuitiva em sintonia com a Verdade, até percebermos que é a própria Verdade que nos conduz a ela e mesma! [Lembrem-se do texto “Pegadas na areia”...]
Então quem está “em busca de iluminação”, quer “compartilhar a percepção”, algo da Fonte, da Consciência do Ser, e não apenas meros pensamentos, da mente de nossos personagens.
Mas aqui vai outro ensinamento esclarecedor compartilhado no Núcleo: “A dúvida é NÃO!”
Sempre que tiver dúvida sobre se o que está dizendo provém da mente ou da Consciência é indício claro de que o ensinamento ainda não foi assimilado por você, e mesmo que seja uma afirmação da Verdade, está provindo de sua mente... você pode estar até “acreditando no que diz”, mas ainda não percebe o que diz...ainda não crê em Mim...
Uma coisa é alguém afirmar mentalmente: Eu sou Deus!
E repetir mil vezes Eu sou Deus! Eu sou Deus! Eu sou Deus!...
Outra coisa é perceber que Quem Eu Sou é Deus...
Permitam-me aproveitar este ponto para esclarecer aqui um ensinamento primoroso de Masaharu Taniguchi que ensina que devemos dizer com convicção: Eu Sou Filho de Deus!
Caso esta afirmação da Verdade esteja sendo feita sem a prática da Meditação Shinsokan ela terá o efeito de “fixar” o adepto à “porta”... impossibilitando-o de “entrar na casa”... E como esclareceu o próprio Masaharu Taniguchi Seicho-No-Ie é “casa”!
De uma forma geral, toda religião enquanto instituição estabelecida é apenas uma ”porta” pela qual se deve entrar na “casa”!
Quando um ensinamento religioso se concentra em vincular o adepto à doutrina que prega e não em conduzi-lo à salvação, este ensinamento aprisiona o adepto à “porta” e não o conduz à liberdade, ao interior da “casa”...
Por isso Jesus revelou: “Conheça a Verdade e a Verdade te libertará!”
Portanto, ensinamento ou “verdade que aprisiona” não é a Verdade!
Quando Jesus disse: “Eu sou a porta”, não estava se referindo a religião que futuramente iria ser formada em torno de seu nome e de sua imagem, não estava se referindo ao personagem que ele “estava sendo”, mas sim, estava se referindo a Quem É, à porta que dá acesso à Casa, o “reino de Deus”; à “percepção EM nós” que dá acesso ao reino de Deus EM nosso interior!
No ensinamento de Masaharu Taniguchi aquilo que ativa a “percepção” que dá acesso à casa, que é a verdadeira “Casa”, o verdadeiro “Lar do Progredir Infinito” é a Meditação Shinsokan! Esta se inicia invocando o Deus que Se manifesta através da Seicho-No-Ie e ativa a percepção: Neste momento deixo o mundo dos cinco sentidos e entro no mundo da Imagem Verdadeira.

Silvano disse...

Percebem a semelhança com a prece védica que diz: Senhor, Do irreal conduz-me ao real... ?
Não adianta ler os ensinamentos do Núcleo e achar que tem um personagem dando instruções de como alguém pode ir a algum lugar ou ir à Deus... O ensinamento é: “Eu apareço como”.
É sempre Deus Quem vem a nós! É sempre Deus “Quem faz”! Esta é a percepção consciencial.
“Eu de mim nada faço, o Pai EM mim é Quem realiza as obras”... disse Jesus.
O segredo é “se voltar pra Deus e agir” como se Deus estivesse se voltando pra você e agindo!
Eleve-se dos pensamentos e preocupações, aquiete sua mente e diga: O que Deus faria agora?
O que o AMOR de Deus EM Mim faria agora?
O que a Verdade divina EM Mim faria agora?
O que a VIDA de Deus EM Mim faria agora?
Isso se inicia como uma “crença” em Deus, mas se transubstancia numa “percepção” de Deus!
Se você afirma: “Eu Sou Deus”, mas não age com AMOR como o AMOR que Deus É, como pode ter a percepção de Quem você realmente É?
Por isso AJA em unidade ou conforme a percepção de que: Quem Eu Sou É Deus!
Para os adeptos de Masaharu Taniguchi basta adaptar para: Quem Eu Sou É Filho Deus!
Lembre-se: Não há percepção sem ação!
O sentido prático disso é que: Não há a percepção [de Quem Somos] sem a ação [correta]!
Aquele que age por interesse nos frutos da ação prende-se aos resultados da ação, que está no futuro... Como o futuro está na representação, é algo fictício, e aquele age em ilusão...
Aja por Deus e para Deus!
Deus é Omni presente!
Desfrute o presente!

Para a divina personagem anônima, que disse...
Bom, a confusão é total mas não é adorável, pelo menos no meu caso!! Já acordo angustiada, apreensiva , sem saber qual é o eu que está "fazendo". Tento focalizar no presente e observar os pensamentos e sinto como se tudo estivesse soando falso. Não sei o que quero, o que devo, o que posso, o que é bom, ou certo ou melhor... Intelectualmente entendo tudo mas não percebo absolutamente nada. E isso já se tornou físico, sinto dores tensionais por todo corpo e um intenso sentimento de medo . Entendo que é melhor tentar entender tudo isso , através dessa busca da verdade ao invés de tomar anti-depressivos e fazer de conta que por um tempo está tudo bem mas está difícil , muito difícil....
26 agosto, 2013 18:14

Silvano disse...

a mensagem divina vem do “pensamento do dia” através dos divinos personagens adeptos de Sai Baba, que no dia de hoje, no presente, diz:
Pensamento para o Dia 27/08/2013
“Nunca fique abalado em sua mente, nunca deixe sua fé vacilar ou declinar. Isso só aumentará a dor pela qual você já sofre. Faça disso seu voto para ser firme em sua fé. Quem quer que seja sua divindade escolhida - Shiva, Devi, Krishna, Alá, Baba ou Jesus, apegue-se a ela firmemente! Não perca o contato e a companhia, pois é somente quando o carvão está em contato com as brasas vivas que ele também pode se tornar uma brasa viva. Cultive proximidade a Mim no coração e você será recompensado. Então você também conquistará uma fração do Supremo Amor. Essa é uma grande oportunidade. Essa chance não aparecerá no seu caminho novamente, cuidado com isso. Se você não pode e não atravessa o mar de sofrimento agora, agarrando-se a essa oportunidade, quando poderá obter uma oportunidade como essa novamente? Na verdade você é muito afortunado.”
Vale lembrar aqui o que Jesus ensinou sobre as tribulações...
No mundo passará por tribulações, mas, tende bom ânimo, “Eu” venci o mundo!
O “Eu” que vence o mundo não é o “eu” da “persona”, da máscara que vela o Ser, o “eu” que se foca nos pensamentos e nas tribulações, mas sim, o “Eu” de nossa real identidade; o mesmo “Eu” que compartilha de forma atemporal a percepção consciencial de que:
“Na verdade você é muito afortunada...”
Assim seja! Pois, Assim É...
Retire o foco dos pensamentos e do que “está sendo” e foque na percepção de “Quem Sou”!
Sobre Quem Sou... Jesus compartilhou a seguinte percepção:
Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida!
Quem crê em Mim ainda que esteja morto viverá!

Silvano disse...

Estar “morto” é o resultado natural da “pendência para as coisas da carne”, a preocupação com as coisas do mundo [coisas da representação!.
Eis a íntegra do texto de Romanos, capítulo 8.
1Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
2Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.
3Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;
4Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
5Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.
6Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
7Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.
8Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
9Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
10E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.
11E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
12De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.
13Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.

Silvano disse...

15Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
17E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.
18Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.
19Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
20Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
21Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
22Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
23E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.
24Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?
25Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.
26E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
27E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.
28E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Silvano disse...

29Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
30E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.
31Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
33Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
34Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.
35Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
36Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
37Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
38Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
39Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
Leia, se necessário releia e ore, até que a PERCEPÇÃO de que o Espírito do Senhor está sobre mim... lhe sobrevenha, atenda a prece védica que te conduz ao real... e que esteja em Paz!
Leia em complemento o texto postado neste blog e os dois comentários a respeito em: http://www.busca-espiritual.blogspot.com.br/2013/03/o-espirito-do-senhor-esta-sobre-mim.html
Namastê!

Gugu disse...

Anônima,


Creio que estas palavras do Silvano farão muito bem a você, se realmente colocadas em prática:

"Eleve-se dos pensamentos e preocupações, aquiete sua mente e diga: O que Deus faria agora?
O que o AMOR de Deus EM Mim faria agora?
O que a Verdade divina EM Mim faria agora?
O que a VIDA de Deus EM Mim faria agora?
Isso se inicia como uma “crença” em Deus, mas se transubstancia numa “percepção” de Deus!
Se você afirma: “Eu Sou Deus”, mas não age com AMOR como o AMOR que Deus É, como pode ter a percepção de Quem você realmente É?
Por isso AJA em unidade ou conforme a percepção de que: Quem Eu Sou É Deus!
Para os adeptos de Masaharu Taniguchi basta adaptar para: Quem Eu Sou É Filho Deus!
Lembre-se: Não há percepção sem ação!
O sentido prático disso é que: Não há a percepção [de Quem Somos] sem a ação [correta]!
Aquele que age por interesse nos frutos da ação prende-se aos resultados da ação, que está no futuro... Como o futuro está na representação, é algo fictício, e aquele age em ilusão...
Aja por Deus e para Deus!
Deus é Omni presente!
Desfrute o presente!"

Namastê!

Anônimo disse...

Obrigada mais uma vez! Deus os abençõe sempre mais!

Gugu disse...

Divinos personagens,

Vejam como Eu apareço como... e expresso o que é perceber consciencialmente usando outra linguagem... [Mas que é em essência a mesma...]

Eis um vídeo sobre o que o Silvano está compartilhando...

http://www.youtube.com/watch?v=9FltvtXevRs

Om Shanti.