"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

sexta-feira, setembro 19, 2014

O "Paciente"

 Capítulo 08 

O "PACIENTE"

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Quando falamos de "cura espiritual", que vem a ser o "paciente" a ser tratado ou curado? Alguma pessoa? Alguma situação indesejável? Alguma coisa? Antes de qualquer coisa, precisamos aclarar bem esta questão, pois se nem ao menos conhecermos a natureza de nosso paciente, como poderemos lidar com ele?

Dissemos anteriormente que o PONTO DE PARTIDA FUNDAMENTAL, para o praticista, é o seguinte:

DIANTE DE QUALQUER CHAMADO DE AJUDA,
 SOLTE IMEDIATAMENTE O NOME, A DOENÇA OU O PROBLEMA
DO CHAMADO "PACIENTE" E PASSE DIRETAMENTEÀ PALAVRA "DEUS",
PONDERANDO SOBRE SUA TOTALIDADE.


É comum as pessoas procurarem um praticista trazendo consigo um papel contendo nome, idade, tipo de problema, etc., uma vez que elas próprias se colocam como pacientes. Porém, do lado do praticista, como isso é encarado? Iria ele buscar informações sobre a suposta pessoa em questão? Saber se o caso é muito grave ou não? Não! O praticista não necessitará de informação alguma dessa natureza. ELE DEVE ESTAR APTO A RECONHECER QUE DEUS É A ÚNICA PRESENÇA E O ÚNICO PODER, E QUE TODAS AS "PESSOAS" JÁ SÃO O CRISTO, A PRESENÇA INDIVIDUALIZADA DE DEUS!

O nosso "paciente" é unicamente "este mundo": o quadro ilusório mostrado pela mente carnal. Nunca iremos curar ou melhorar alguma pessoa ou condição. O nosso trabalho nada tem a ver com pessoas e condições. Este ponto deve ficar bem claro: o nosso trabalho é voltado à IDENTIFICAÇÃO DE TODO O CENÁRIO CAPTADO PELA MENTE CARNAL COMO SENDO UM QUADRO MENTAL ILUSÓRIO, SIMPLES APARÊNCIA, SEM REALIDADE, SUBSTÂNCIA OU PODER.

O praticista pode ver o cenário humano, contendo pessoas ou situações boas ou más; contudo, RECONHECE internamente que aquele cenário inteiro é uma ILUSÃO! Quando este reconhecimento é feito, estará o praticista numa posição de OBSERVADOR INCORPÓREO E INVISÍVEL, pois o seu "corpo físico" também estará incluído no "quadro" já reconhecido como ilusório. Desse modo, ele estará olhando todo o cenário de um ponto de vista transcendental, ou, como disse Cristo, estará "dando testemunho da Verdade". O processo assemelha-se a um ator encenando uma peça de teatro. Enquanto ele permanece atento ao seu desempenho, representando o personagem, a sua verdadeira identidade "parece não existir”, e o personagem fictício é que aparenta ser verdadeiramente existente. Se, em algum momento, ele deixar de se envolver com a peça, imediatamente TERÁ CONSCIÊNCIA DE SUA REAL IDENTIDADE. E o "personagem", que "parecia existir", exatamente no mesmo instante se mostra como INEXISTENTE.

Um ator é um ator; um Filho de Deus é um Filho de Deus

O Cristo é a única Identidade verdadeiramente existente de cada um de nós, pois somente Deus é PRESENÇA VERDADEIRA. Se deixarmos de reconhecer a nossa verdadeira identidade, "parecerá existir" um ser humano, mesmo estando aqui o Cristo presente. É o caso de "parecer existir" o personagem, quando, na verdade, quem está presente é o ator. Jamais o personagem virá a ser o ator, pois o ator permanece sendo sempre o ATOR, "exista" ou não o personagem por ele interpretado. São inúmeras as escolas religiosas que tentam "ensinar o personagem a se tornar o ator". Não é este o nosso objetivo, quando escrevemos estas "Notas". Nosso propósito é o seguinte: revelar que "o ator já é o ator", isto é, revelar que O HOMEM JÁ É O CRISTO! "Eis que EU estou convosco desde o princípio."

Este é o princípio de cura espiritual: a realização do autotratamento. Não necessitamos de dados sobre as supostas pessoas que nos pedem ajuda. Elas já são o Cristo! Assim, o nosso "paciente" será a todo instante este "quadro mental" que tenta se fazer passar por Realidade, mas não passa de uma "aparência", uma ILUSÃO!

Sempre que estivermos conscientemente realizando este RECONHECIMENTO, da ONIPRESENÇA DIVINA, todas as pessoas ou situações constantes daquele cenário mental da nossa consciência, se estiverem receptivas, mostrar-se-ão harmoniosas aos olhos da mente humana. A este fenômeno, dá-se o nome de "cura espiritual". Ao praticista, cabe também se cuidar para não se deixar envolver pelas "aparências" boas ou agradáveis. Ele deve se conservar naquele estado transcendental de consciência em que é feito o reconhecimento de que "O Meu reino não é deste mundo".

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quarta-feira, setembro 17, 2014

Meditação, Silêncio e Cura

 Capítulo 07 

MEDITAÇÃO, SILÊNCIO E CURA

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O silêncio interior é o estado desejado pelo praticista de cura espiritual. No silêncio e na quietude interiores é que os princípios espirituais podem ser vistos como verídicos e comprovados. Nesta condição, veremos nitidamente como são limitadas as palavras ou recursos outros de que dispomos humanamente para traduzir uma "experiência espiritual" para o nível intelectual. Por esse motivo, precisamos nos dedicar seriamente à "Prática do Silêncio", para vivenciarmos a Verdade exatamente onde a Verdade Se encontra: dentro de nós, constituindo o nosso próprio Ser.

A meditação como meio de Autotratamento

"Eu Sou a Verdade", "o Reino de Deus está dentro de vós"--- estas palavras nos informam intelectualmente o caminho para a vivência espiritual. Porém, devemos ir muito além das palavras e do intelecto, se desejamos "vencer o mundo" e vivenciar o paraíso. O papel da meditação é exatamente este: servir de meio para a comprovação dos princípios espirituais revelados, até então somente conhecidos intelectualmente ou teoricamente. Através da meditação, alcançamos o "silêncio interior" que nos possibilita discernir as coisas espiritualmente, e este próprio discernimento é que se traduz visivelmente como as chamadas "curas".

Tudo que já vimos anteriormente, os princípios, a explicação, as formas de autotratamento, tem por único objetivo a preparação da mente para a "Prática do Silêncio". E é sobre nossa atitude, durante esta "prática" que iremos, a partir de agora, tecer algumas considerações.

Se analisarmos as pessoas segundo o seu aspecto físico ou mental, poderemos classificá-las quanto à idade, peso, altura, grau evolutivo, etc. Entretanto, toda avaliação dessa natureza parte do "julgamento segundo as aparências". Um praticista jamais leva em consideração os aspectos transitórios do homem e do universo. A pessoa que avalia o próximo segundo os supostos "estágios de consciência" está se comportando de maneira idêntica àquela dos materialistas, ou seja, está se submetendo às sugestões da mente carnal coletiva. Já o praticista espiritual "impersonaliza" o quadro todo, vendo-o globalmente como um "cenário ilusório uno". (vide explicação sobre a "miragem una" no cap. 01)

A ilustração das laranjas verdes e maduras

Se olharmos um pomar repleto de laranjeiras, constataremos a presença de laranjas verdes (em evolução) e maduras (evoluídas). Se estivermos naquele pomar, poderemos classificar as laranjas segundo os estados de maturação de cada uma (estados de consciência). Porém, se estivermos numa exposição de quadros, contemplando a pintura de um pomar colocado numa moldura, veremos que tanto as laranjas verdes quanto as maduras são frutos da mesma espécie, isto é, todas são "imagens pintadas". Nem a laranja verde nem a madura, pintadas no quadro, são a laranja verdadeira. Assim, veremos TODO O QUADRO como ILUSÓRIO, uma APARÊNCIA, que somente busca expressar uma idéia ou conceito do verdadeiro pomar.

O praticista deve saber contemplar este mundo visível como um TODO, como um "CENÁRIO GLOBAL ILUSÓRIO", estejam presentes nele um Jesus Cristo ou um Barrabás, um religioso ou ou criminoso, e assim por diante. Por mais que contemplemos uma pessoa "perfeita", ou uma pessoa "pecadora", se esta contemplação não ultrapassar os limites de percepção da mente humana, nenhuma das duas será o Cristo, ou a Presença individualizada de Deus. A mente humana somente consegue registrar uma "aparência". A função do praticista de cura espiritual é admitir que TODO O CENÁRIO VISÍVEL É ILUSÃO, e que, no ÂMAGO daquela pessoa "perfeita" e da outra "pecadora", encontra-se realmente O CRISTO: Deus, onipresente, aparecendo COMO tudo aquilo que realmente é existente.

Isto corresponde à ilustração do "lápis dentro do copo com água", citada no sexto capítulo. O maior ou menor grau de distorção, que aparentemente o lápis apresenta, depende de fatores externos a ele, mas NUNCA DO LÁPIS EM SI, pois este permanece perfeito e intacto durante todo o tempo. O praticista rejeita a lógica das "aparências"; ele contempla o lápis do ponto de vista do próprio lápis, isto é, reconhece-o perfeito diante da aparente imperfeição; o praticista contempla o FILHO DE DEUS que está PERFEITO, exatamente agora, no exato local em que "aparenta existir" um paciente ou alguma personalidade humana passível de ser boa ou má, de estar bem ou mal.

Portanto, por mais que a mente humana capte pessoas em diversos graus de evolução, ou estágios de consciência, a Consciência Espiritual, contrariando radicalmente aquelas APARÊNCIAS, irá discernir o CRISTO manifesto COMO todas as pessoas existentes. Sim, todas elas! "Eu vim para que TODOS tenham vida(..)." Quando? AGORA! SOMENTE O AGORA EXISTE VERDADEIRAMENTE!

Com o que acabamos de expor, deve ter ficado claro o motivo pelo qual tanto enfatizamos que a terapia espiritual é um autotratamento. Por meio dele, NÓS soltamos o quadro ilusório que mostra pessoas boas e más e contemplamos espiritualmente o universo divino, em que "Deus faz chover sobre justos e injustos", já que Deus, a Consciência Espiritual, contempla a Si mesmo COMO cada um de nós. Os "justos e injustos" somente existem como aparências para a ilusória mente carnal coletiva. "Eu -- Consciência Espiritual-- vim ao mundo para dar testemunho da Verdade".

A cura é a consciente percepção da Presença do Cristo 

Quando "nos convencemos" das verdades espirituais, através do autotratamento, aguardamos a "vinda do Cristo" em nosso interior. Em outras palavras, quando soltamos por completo as sugestões da mente carnal, percebemos a PRESENÇA DE DEUS já manifesto COMO a nossa real identidade, que é espiritual. Eis por que sempre salientamos que não deve haver esforço mental durante a "Prática do Silêncio". Não iremos nos esforçar para atingir o Cristo! Aquilo seria impossível! Jamais a chamada "mente humana" alcançará o Cristo! Ela é ilusória! A ilusão nunca atingirá a Realidade! Ilusão é "NADA". Aquilo que é NADA jamais atingirá a TOTALIDADE. Por outro lado, a TOTALIDADE JÁ É AGORA! Deus constitui a TOTALIDADE de tudo o que existe. Muitos são os que sentem dificuldade para meditar devido a esse engano: tentam alcançar o Cristo empregando a suposta mente humana. "AQUIETA-TE E SABE, EU SOU DEUS." Este "aquietar" da mente humana tem o sentido de "soltar aquilo que não é", "soltar o nada", "soltar o falso conceito", "soltar da mente o lápis quebrado". Daí, segue-se o SILÊNCIO, o discernimento espiritual daquilo que É: SOMENTE DEUS É!

A "meditação de cura" se encerra nesta percepção plena: DEUS, SOMENTE, É!

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domingo, setembro 14, 2014

Sugestões de Autotratamento

 Capítulo 06 

SUGESTÕES DE AUTOTRATAMENTO

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


No capítulo anterior, ressaltamos que a prática da cura espiritual é um autotratamento, uma mudança interna de conceitos aliada à percepção de Deus sendo a nossa consciência. No início de A ARTE DE CURAR PELO ESPÍRITO, obra de Joel S. Goldsmith, seu tradutor, Huberto Rhoden, disse o seguinte: "Há quase 2000 anos que o maior dos curadores disse: "Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará" –– e há quase vinte séculos que os homens vivem escravizados pela inverdade: ouviram a mensagem da Verdade Libertadora, creram nela, repetiram-na em discursos, sermões e livros, mas não a realizaram na sua vida diária e não foram libertos dos seus males, porque não se libertaram das suas maldades pelo poder do Espírito. É chegada a hora de tomarmos a sério a mensagem do Cristo e realizarmos o homem crístico, em espírito e em verdade --o homem de perfeita santidade, sapiência e sanidade –– o homem integral".

Neste capítulo, falaremos sobre algumas maneiras de argumentação que podem ser utilizadas como "autotratamento". Evidentemente, as variações possíveis destas argumentações são infinitas, e as aqui citadas servirão somente como ilustração.

Todo o universo já é perfeito! O que nos chega como "imperfeição" não passa de um argumento ilusório (boato) trazido pela mente carnal coletiva. Assim, no autotratamento, na fase inicial, utilizaremos contra-argumentações fundamentadas na Verdade. Não empregaremos "esforço mental", mas, serenamente, iremos fazer ponderações sobre temas que nos levem à espontânea conclusão de que a Realidade já é perfeita, e que Deus é sempre a única Presença ou  Poder existentes.

Que explicaria tanta relutância, por parte da humanidade, no tocante a viver esta Mensagem Absoluta em proporção ao conhecimento da mesma? Muitos motivos e justificativas têm sido ventilados. Não iremos, aqui, enumerá-los todos, mas apenas apontar as três razões principais, segundo o nosso ponto de vista.

a) complexo de inferioridade

O homem, avaliando a si mesmo e aos demais em termos do que a mente humana falsamente lhe apresenta como sendo a sua identidade, não consegue admitir verdadeiramente a Verdade revelada de que "sua real identidade é Deus aparecendo como ser individual".

b) autopunição

Aceitando-se como ser humano,  sente-se de alguma maneira culpado pelas imperfeições e erros que julga ter causado, sente-se interiormente desmerecedor de levar uma vida de total felicidade; este conceito, acumulado no subconsciente, atua como desejo inconsciente de autopunição, criando um bloqueio invisível à prática da Verdade já conhecida. Daí podermos notar a importância do "Princípio de IMPERSONALIZAÇÃO do mal": O suposto "mal" não é pessoal; não se localiza em pessoa alguma! Trata-se de uma "crença falsa universal" em DOIS poderes. Uma crença IMPESSOAL.

c) falta de determinação

A pessoa lê, estuda os princípios, participa de cursos e palestras: porém, falta a ela a DETERMINAÇÃO de já colocar em prática O QUE JÁ SABE! Continua, desse modo, "querendo aprender sempre mais", sem ao menos se dedicar plenamente à implantação em sua vida dos princípios espirituais já sabidos, e que acabam ficando simplesmente armazenados na mente como informação.

Esta série de textos sobre a "cura espiritual" tem como OBJETIVO ÚNICO romper de vez com toda essa INÉRCIA MENTAL das pessoas. Os princípios devem ser lidos, conhecidos e postos em prática AGORA! Quem deseja estudar a Verdade precisa parar de se enganar, partindo de modo DECISIVO para esta VIVÊNCIA ILUMINADA que nos aguarda a todos. Não há meios-termos! É tudo ou nada! Ou é aceito que somos uma UNIDADE PERFEITA, vivendo num REINO DE ONIPRESENÇA E ONIPOTÊNCIA, ou é endossada a antiga crença forjada pelo "pai-da-mentira", de que somos um "ego humano" à espera de evolução ou redenção, habitantes de um imperfeito e efêmero "mundo material" em que atuam dois poderes: o bem e o mal. É uma coisa ou outra!

Vários movimentos filosóficos ou religiosos tiveram o receio de ensinar abertamente a Verdade Absoluta de que "O HOMEM REAL É DEUS", talvez por temerem um falso entendimento de que "o ego humano é Deus". Esta relutância acabou por cristalizar a crença e ocultar a Verdade, pois as "meias-verdades" fazem perdurar os errôneos conceitos de separatividade e dualidade. "A Verdade nos liberta", mas não as "meias-verdades".

Feitas estas considerações, passaremos ao nosso tema, o Autotratamento. Apresentaremos algumas sugestões ou idéias básicas para que cada um possa dar início às meditações contemplativas capazes de gerar o "vazio do ego" e a percepção da Presença de Deus. Ressaltamos, contudo, que as "formas de autotratamento", aqui sugeridas, não devem ser encaradas como "receitas" ou "métodos decorados para seguir"; são sugestões de atitudes mentais desejáveis para o início da prática, quando nos defrontarmos com as ilusórias "aparências" deste suposto mundo material. Cada pessoa, experimentando cada uma das formas sugeridas, identificar-se-á com uma ou mais delas e, pela prática constante, acabará por desenvolver por si mesma aquela que lhe será a mais apropriada e eficaz. 


O PONTO DE PARTIDA  FUNDAMENTAL DO AUTOTRATAMENTO É A TOTALIDADE DE DEUS: DIANTE DE QUALQUER CHAMADO DE AJUDA, SOLTE IMEDIATAMENTE O NOME, A DOENÇA OU O PROBLEMA DO CHAMADO "PACIENTE" E PASSE DIRETAMENTE À PALAVRA "DEUS", PONDERANDO SOBRE SUA TOTALIDADE.

Todas as formas ou exemplos de autotratamento, que iremos sugerir a partir de agora, terão o seu início relacionado diretamente com este PONTO DE PARTIDA FUNDAMENTAL.

autotratamento, dessa maneira, pode ser entendido como o "Buscai, primeiro, o reino de Deus e a Sua justiça...", recomendado por Jesus Cristo.

O tempo requerido para o autotratamento dependerá da condição em que o "praticista-curador" estiver a cada momento, isto é, dependerá de seu maior ou menor envolvimento com as sugestões hipnóticas deste mundo aparente. Um resultado, hoje obtido, por exemplo, em questão de minutos ou até de segundos, poderá exigir-lhe horas em outras ocasiões. A cura espiritual é acessível a todos nós, porém, precisamos nos dedicar integralmente à sua prática, se a desejarmos realmente. Vale lembrar o que já dissemos anteriormente: cura espiritual é a eliminação do falso conceito de universo que vínhamos retendo.

FORMA NÚMERO 1

É o chamado "autotratamento específico". Começamos com a palavra "DEUS", procurando encaixar o aspecto de Deus adequado ao caso específico apresentado. Exemplificando, se o caso  for de algum "órgão doente", imediatamente pensaremos em Deus como ÚNICA ATIVIDADE presente em todas as "células" do órgão citado. Sendo DEUS a única atividade realmente presente, é lógico que a atividade perfeita é onipresente. Nosso autotratamento específico deverá nos conduzir serenamente a esta conclusão: a atividade do órgão citado é uma atividade espiritual de Deus, e está se desenvolvendo na plenitude da perfeição imutável.

Este autotratamento não deve ser confundido com meras "afirmações mentais". Trata-se somente de uma contra-argumentação por nós empregada, para que possamos atingir a quietude interna em que o "nada" do problema nos possa ser revelado.

FORMA NÚMERO 2

Partimos da palavra DEUS, procurando associar as idéias que possuímos sobre Deus como ONIPOTENTE, ONIPRESENTE, ONISCIENTE E ONIATIVO. Exemplificando, se Deus é onipresente, Ele é a ÚNICA Presença realmente existente, seja no local em que estivermos, seja no local em que a "pessoa solicitante de ajuda" se encontre. Se Deus é onisciente, tudo que pode ser por nós conhecido, constitui um conhecimento "onipresente". Logo, toda Verdade conhecida por cada um de nós é a Verdade conhecida por Deus e também pelo suposto "paciente". Com o nosso conhecimento interior da Verdade sobre Deus, sobre o nosso ser e sobre o "paciente", concluímos que "somos somente UM Ser, UM Poder, UMA Presença e UM Saber. Com esta conclusão, aguardamos a quietude interior que endossará esta Verdade por ação do Espírito.

FORMA NÚMERO 3

Partimos de DEUS como CAUSA ÚNICA. Sendo Deus a Causa única, não pode haver nenhum poder real no "efeito" que possa prejudicar a "causa". A CAUSA É DEUS, e DEUS É "EU SOU". Eu Sou INVISÍVEL. Somente o INVISÍVEL é Poder. Tudo que é VISÍVEL, em termos humanos, não é poder. Este autotratamento faz com que eliminemos o temor frente às "aparências" do mundo visível.

FORMA NÚMERO 4

Bastante eficaz é utilizarmos algo que contrarie radicalmente o que diz a lógica humana. Exemplificando, se reconhecermos: "EU EXISTO HÁ INFINITOS BILHÕES DE ETERNIDADES", estaremos rapidamente nos desvencilhando deste suposto "ego humano temporal". Sendo Deus o único INDIVÍDUO que há, este EU, que é Deus, somente pode ser o EU que EU SOU. Assim, quando iniciamos o autotratamento com frases como a citada, logo descartamos o conceito falso e limitado que poderíamos estar retendo a nosso respeito ou a respeito do "paciente". Outros exemplos de frases de impacto poderiam ser: "O MEU EU OCUPA O UNIVERSO INTEIRO, EXATAMENTE AGORA", "O MESMO EU INFINITO QUE SE MANIFESTA COMO JESUS CRISTO CONSTITUI O MEU EU". Temos também a empregada por Jesus: "Antes que Abraão existisse, eu sou".

O Ser Infinito, que é Deus, aparece individualizado como o nosso Ser. Assim, por mais que empreguemos frases ou idéias sobre o "EU", toda a grandiosidade nelas contida ainda será irrisória, limitada e finita, frente à verdadeira e suprema grandiosidade de Deus sendo cada um de nós. O autotratamento deverá sempre preceder aquele período de "espera em quietude e silêncio", quando Deus conscientemente é discernido como EXPERIÊNCIA REAL E VIVA em nossa própria Vida. Neste ponto, saberemos que somos a própria Presença de Deus.

FORMA NÚMERO 5

Podemos empregar alguma "ilustração" como autotratamento. Algo que nos traduza a TOTALIDADE E PERFEIÇÃO DIVINAS e, ao mesmo tempo, o NADA de toda "aparência" que porventura surja à nossa frente. Exemplificando, citaremos uma ilustração bem difundida no meio metafísico: a ilustração do lápis mergulhado num copo com água. Observando-o pelo lado de fora, ao nível da água, teremos a IMPRESSÃO  de que ele se encontra torto e também quebrado. Mas, apesar desta "aparência”, O LÁPIS EM SI PERMANECE PERFEITO dentro do copo. Se considerarmos o nosso Ser visto "pelo lado de fora" (olhos humanos da crença coletiva), teremos a IMPRESSÃO de sermos um "ego humano", imperfeito, passível de cura, correção ou evolução, etc. Os "olhos da crença" somente captam uma "aparência" de nosso Ser real. Se nos contemplarmos do ponto de vista de nossa real identidade (com o "olho simples" do discernimento espiritual), constataremos a Presença de Deus já manifesta COMO o nosso "Eu", exatamente agora. Em vista disso, qualquer intenção objetivando "aperfeiçoar, curar, corrigir, fazer evoluir ou fazer com que o Cristo Se manifeste", em se tratando do nosso Ser, será vista como intenção absurda. Não seria absurdo querer "consertar o lápis" já perfeito dentro do copo, simplesmente por o estarmos vendo com uma "aparência" de imperfeição? O copo e a água não têm poder para danificar verdadeiramente o lápis.  Aquilo não passava de simples APARÊNCIA. Uma ILUSÃO!

O praticista de cura espiritual é a Consciência daquele que contempla o LÁPIS JÁ PERFEITO, exatamente onde a "mente carnal" julga existir o LÁPIS QUEBRADO.

Esta ilustração nos dá uma nítida diferenciação entre o que é REAL e o que é simples APARÊNCIA. Na moderna literatura metafísica, ou mística, há tantas outras ilustrações desse tipo, sendo todas elas de grande utilidade na prática do autotratamento.

FORMA NÚMERO 6

Certas palavras, quando analisadas profundamente, são também úteis no autotratamento. Citemos algumas delas: hipnotismo, sugestão, miragem, aparência, ilusão. Elas nos proporcionam uma visão nítida sobre o comportamento que um praticista de cura espiritual deve assumir: VER O QUE REALMENTE ESTÁ "EXISTINDO" EXATAMENTE ONDE ERA VISTO O QUE "PARECIA EXISTIR". Vêm bem a calhar, neste ponto, as seguintes palavras de Jesus Cristo: "Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos". (João 9:39)

No caso da palavra "hipnotismo", por exemplo, iremos assimilar o seu significado: "Que é hipnotismo? Imagem na mente! Um quadro que não existe 'lá fora' no mundo! Simples aparência; sem qualquer poder real sobre nós..." E, seguindo nessa linha de pensamento, iremos reconhecendo o "nada" das imagens hipnóticas da mente carnal e a "totalidade" de Deus, única realidade e única presença verdadeiramente existentes: iremos reconhecendo Deus como a presença que todos somos, como o "Eu Sou" de cada um, aqui e agora.

Expusemos, em linhas gerais, algumas dentre as inúmeras formas possíveis de autotratamento. Porém, algo de suma importância deve sempre ser lembrado: esta fase inicial, em que fazemos uso dos autotratamentos citados, é somente preparatória. A fase mais importante é a seguinte, quando deveremos permanecer receptivos, em quietude e silêncio, "percebendo" a Presença de Deus CONSTITUINDO o nosso próprio Ser infinito.

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quinta-feira, setembro 11, 2014

A Prática da Cura Espiritual

 Capítulo 05 

A PRÁTICA DA CURA ESPIRITUAL

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Neste capítulo, abordaremos objetivamente a aplicação prática dos princípios espirituais comentados anteriormente, e que se encontram resumidamente na frase acima.

O procedimento para curarmos espiritualmente é um "Autotratamento", ou seja, um trabalho interno de consciência, que jamais visa a alterar alguma condição imperfeita referente a alguma pessoa ou circunstância que vínhamos percebendo através da mente humana. A totalidade do que é discernido pela mente humana é NADA. Todos os problemas relacionados com pessoas e circunstâncias ao nosso redor são como "bolhas de sabão já estouradas" –– puro NADA. Nesse caso, quem são realmente as pessoas com quem estamos convivendo? "Eis que EU estou convosco desde o princípio". Esta é a resposta! Todos vivemos com a Vida que é Deus! Para percebermos isto, fazemos o Autotratamento.

 1. DEUS É. DEUS É A ÚNICA PESSOA QUE EXISTE. CADA PESSOA JÁ É O FILHO DE DEUS, O CRISTO, O PRÓPRIO DEUS MANIFESTO COMO SER INDIVIDUAL.

Devemos nos interiorizar e nos compenetrar do sentido destas palavras. Sem nenhum esforço mental. Apenas nos colocaremos em atitude receptiva, que nos conduzirá naturalmente ao discernimento claro desta realidade. JAMAIS LEVAMOS À NOSSA MENTE ALGUMA "PESSOA HUMANA" OU "PROBLEMA". JAMAIS! Pelo contrário, desconsideraremos radicalmente todas as impressões colhidas pela mente humana. Nossa mente se ocupará exclusivamente com a Verdade de que DEUS É TUDO! Se soltarmos da mente aquilo que já é NADA, a Verdade será percebida como já ocupante do espaço todo (Onipresença), enquanto o que é NADA será por nós conscientizado como inexistente –– ILUSÃO.

2. NÃO PRETENDEREMOS AJUDAR OU CURAR OUTRAS "PESSOAS", MUITO MENOS A NÓS MESMOS. COMO IRÍAMOS "CURAR ILUSÃO"? NÃO! O AUTO-TRATAMENTO CONSISTE NUMA COMPREENSÃO INTERIOR DA IDENTIDADE ESPIRITUAL DE CADA SER. A CHAMADA "CURA" SERÁ UMA CONSEQÜÊNCIA DIRETA DESTA COMPREENSÃO INTERNA DA NATUREZA DIVINA DE CADA PESSOA.

Para nos desvencilharmos rapidamente das alegações errôneas sugeridas pela mente carnal, poderemos utilizar, no autotratamento, meditações contemplativas como as do seguinte tipo:

"Acabei de receber informação sobre alguém com um problema. Porém, isto não se refere a alguma pessoa. Tampouco é algo relacionado com a pessoa. Todo ser que existe, é DEUS INDIVIDUALIZADO. Assim , a informação que me veio não passa de uma sugestão. Uma "tentação" no sentido de que eu venha a acreditar na existência de "alguém" separado de Deus. Não me deixarei enganar! Somente considerarei a verdadeira existência de Deus, aparecendo COMO ser individual."

Desse modo, pelo reconhecimento interno de que apenas nos defrontávamos com uma "imagem hipnótica", sem realidade, sem substância, puro NADA, contemplaremos intuitivamente, com os "olhos espirituais", a Identidade Divina da pessoa em questão. Não iremos resolver problema algum de saúde, financeiro, moral, etc. Reconheceremos que DEUS É ONIPRESENÇA E INFINITUDE! Não há, no universo inteiro, "espaço para ser ocupado por imperfeição", já que Deus é onipresente e infinito. Ponderaremos a esse respeito durante o autotratamento.

3. CADA PROBLEMA QUE PARECE ENVOLVER ALGUMA PESSOA OU CONDIÇÃO SERÁ RESOLVIDO "DENTRO DE NÓS".

O chamado "problema" nunca será solucionado pela "mudança da outra pessoa". Iremos resolvê-lo DENTRO DE NÓS. Eis por que damos ao "tratamento" o nome de AUTOTRATAMENTO. Jamais deveremos dizer que "a pessoa está hipnotizada pela crença coletiva", ou que "ela está na ilusão". Se assim dissermos, estaremos endossando a ilusão. Deveremos, imediatamente, dar o "autotratamento", isolando mentalmente a pessoa por completo do problema, conforme dissemos anteriormente. No ensinamento de O Caminho Infinito, isto recebe o nome de "impersonalização da ilusão".

4MANTENDO A MENTE TOTALMENTE OCUPADA COM A VERDADE DO SER, FICAREMOS DIANTE DO QUADRO MENTAL (MUNDO VISÍVEL) COMPLETAMENTE DESCONTRAÍDOS, SEM TEMÊ-LO E SEM ODIÁ-LO. NESTE PONTO, SABEREMOS QUE O CENÁRIO VISÍVEL É "MIRAGEM", PURO "NADA".

Quando estivermos conscientes de que o "quadro" a nós trazido pela mente carnal é "miragem", sem qualquer poder sobre nós, sua nulidade será constatada. O Caminho Infinito dá a este princípio o nome de "nadificação da ilusão". Trata-se de uma postura neutra diante do quadro visível apresentado, em que nos colocamos convictamente apoiados na Verdade: Deus constitui o Ser individual. Deus constitui o nosso Ser individual. Deus constitui o Ser individual de todas as pessoas. 

"Isto não é o que aparenta ser: isto é Deus que Se manifesta como...". Firmes nesta conscientização, veremos a manifestação espontânea da Verdade dentro de nós.

5. O AUTOTRATAMENTO NÃO TERMINA COM A MUDANÇA OCORRIDA NA "OUTRA" PESSOA, MAS QUANDO SENTIMOS A “SOLTURA” DA CRENÇA FALSA DENTRO DE NÓS.

Não deveremos ficar voltados a verificar se houve alterações nos demais, o que seria simplesmente voltar a buscar impressões baseadas na mente carnal. O praticista da cura espiritual busca somente uma "impressão interna", um sinal revelado de que "a obra está feita". SOMENTE DEUS EXISTE! 

Este discernimento se traduz como a "cura espiritual".

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terça-feira, setembro 09, 2014

A Unicidade

 Capítulo 04 

A UNICIDADE

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Todo o trabalho de cura espiritual se baseia no despertar interior para a Verdade contida nesta única declaração de Cristo: "Eu e o Pai somos um". À primeira vista, podemos ser levados a uma falsa concepção do sentido absoluto desta frase. Caso isso ocorra, isto é, se continuarmos aceitando a existência de um "Eu" e, também, a de um "Pai", vistos como "duas" existências, e não como "uma só", estaremos novamente iludidos pela crença na dualidade ou separatividade.

A dualidade e a separatividade não existem

Não existe ser algum separado de Deus. Sendo Deus a própria Onipresença, a mínima ideia que possa desviar o nosso pensamento para a crença na existência de um "Eu" que possa "se tornar um com Deus" não passa de "ilusão".

Não podemos "nos tornar" um com Deus. Esta UNIDADE já existe! Quando dizemos "Eu e o Pai somos um", nada mais queremos afirmar, senão esta Verdade fundamental: DEUS SE MANIFESTA COMO O SER QUE EU SOU.

Esta UNIDADE já existe AGORA! Não será fato a ser gerado através de estudos ou meditações. Deus aparece como o Ser individual, independentemente de a "mente carnal" estar consciente ou não deste fato, ou realidade. Com efeito, estejamos ou não conscientes desta Verdade, o fato é que Deus constitui o nosso EU, isto é, EU SOU DEUS INDIVIDUALIZADO!

Em muitos textos metafísicos, encontramos frases explicativas sobre esta Verdade, e é dada ênfase particular no sentido de que devemos "conscientizar" esta Unidade. Entretanto, este "conscientizar" não implica esforço mental algum, ou melhor, não implica nenhum tipo de esforço: pelo contrário, trata-se de um "despertar", um simples e suave "reconhecer", uma natural e interna modificação de conceitos, feita com "coração de criança". Poderia ser comparado ao "reconhecimento" de que o sol está "agora" brilhando no firmamento, embora a "mente carnal" possa estar aceitando que "é noite" ou que é "dia nublado".

Deus já está manifesto como o Cristo que constitui seu "Eu"

Não devemos acreditar que o Cristo está em nós em forma "latente", ou que "precisa ser dinamizado ou posto em expressão"; não devemos  acreditar que, "tendo o Cristo em nosso interior", precisamos conscientizar a Verdade para "fazer" com que Ele Se manifeste! O Cristo, nosso "Eu", já está manifesto! O Cristo constitui a nossa real identidade: Deus aparecendo como Ser individual! Deus já está manifesto agora! Deus é Vida! Estamos vivos! Estamos vivendo agora num universo espiritual e perfeito, mas que não pode ser discernido pela ilusória "mente carnal". Também aqui podemos recordar o paralelo já visto: o sol já está brilhando no céu, mas a "mente carnal" não o pode perceber durante a noite. Entretanto, somos capazes de RECONHECER que, apesar de a aparência ser a de estarmos "sem sol", o fato verídico é o de que ele permanece brilhando no firmamento. Quando modificamos nossos conceitos desta maneira, percebemos que o sol sempre esteve brilhando, mesmo nos intervalos em que, sem analisarmos deste modo, acreditávamos que ele estivesse ausente.

Também o Cristo já está manifesto como o Eu de cada um de nós. Não há forma de O colocarmos "em expressão". Não podemos gerar um acontecimento que Deus já faz acontecer agora. É deste "despertar" que estamos falando. "Eis que estou à porta, e bato". Tudo é AGORA!  Neste exato momento! Não adie este simples reconhecimento! Acolha esta Verdade revelada com "coração de criança"! O paraíso será vivenciado aqui e agora.

Não devemos partir do "mundo visível" para julgar tanto a nós como ao nosso próximo. Não. Este "conceito de mundo" não é o Reino de Deus, o nosso universo real. Precisamos partir do "Mundo Invisível", em que realmente estamos vivendo na mais absoluta perfeição. Jamais poderemos reconhecer a nós mesmos como "Deus aparecendo como Ser individual", se partirmos dos conceitos feitos sobre nós tendo por base esta "aparência" de mundo. Tampouco conseguiremos reconhecer o Cristo manifesto como todas as demais pessoas! Já dissemos anteriormente: o "mundo visível" é somente uma "aparência" do universo: não é um "mundo verdadeiro". Assim, deixemos "este mundo" de lado e passemos, internamente, a reconhecer a "mente de Cristo" sendo a nossa mente, cônscios de que ela está agora discernindo o real Reino de Deus, eternamente perfeito, em que todos habitamos.

"Não julgueis segundo as aparências"

Se deixarmos de nos julgar segundo a "aparência" de nosso ser, e reconhecermos que somos "invisíveis" para a suposta "mente carnal", poderemos discernir a Presença de Deus, aqui e agora, como o nosso próprio Eu Individual, isento de imperfeições e problemas de qualquer espécie. Com plena nitidez, estaremos percebendo o significado real, amplo e absoluto da frase "Eu e o Pai somos um". A chave da chamada "cura espiritual" encontra-se na percepção desta UNIDADE.

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domingo, setembro 07, 2014

A Perfeição Presente

 Capítulo 03 

A PERFEIÇÃO PRESENTE

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Quando afirmamos que já estamos num universo perfeito, isto entra em direto conflito com o que se pode observar através da mente humana. O mundo por ela captado necessita de muitas correções e melhorias. Porém, observemos o seguinte: a mente que discerne este mundo limitado, mortal e transitório é a mesma que intenta melhorá-lo ou corrigi-lo em algum aspecto ou em muitos deles. Isto merece uma análise mais profunda, pois passamos a notar que, afinal, todo o processo envolvido se dá unicamente num plano humano, sem qualquer relação com o universo verdadeiro e perfeito em que vivemos realmente.

Se a mente captar o universo corretamente, ela própria ficará desprovida de algo a ser corrigido ou melhorado. O universo aparente, por não traduzir corretamente o real universo, que é divino, somente "existe" como "aparência", como analisamos na primeira parte desta série. Nós, como estudantes da Verdade, não podemos cair na armadilha de querer corrigir ou melhorar um "conceito de universo" distorcido, empregando a própria mente distorcida "autora" do mesmo! O papel de nossa mente é o de captar o universo tal como ele já é: perfeito! E nunca o de aceitá-lo inicialmente como imperfeito para, depois, dar-lhe algum tipo de "tratamento espiritual".

Vejamos uma ilustração: certa pessoa observa uma paisagem, através das "lentes naturais" de seus olhos e, juntamente, através das lentes vermelhas de seus óculos. A paisagem observada trará informações trazidas em conjunto por esse jogo de lentes -- naturais e artificiais; assim, ela "verá" uma "paisagem aparente", avermelhada, somente "existente" na mente dela, porém destituída de qualquer realidade no mundo exterior. Se a pessoa quiser contemplar a paisagem em seu colorido natural e coletivo, terá que primeiro descartar os óculos de lentes vermelhas. A paisagem colorida será por ela vista de imediato, pois já estava ali disponível mesmo enquanto era reconhecida como avermelhada. Seria absurdo a pessoa pretender  "melhorar ou corrigir" a imagem vermelha, forçando-a a se mostrar com todas as cores, que sempre ali estiveram presentes, sem tirar os óculos de lentes vermelhas. A paisagem já estava colorida! O fator que a limitava à cor única era a utilização das lentes vermelhas.

Analogamente, o mundo em que vivemos já está infinitamente perfeito. Nada há para ser curado, corrigido ou melhorado! E, para podermos contemplá-lo corretamente, teremos que lançar fora a "lente limitante": a chamada "mente carnal" ou mente humana coletiva. Todo o universo mortal não passa de uma imagem mental ilusória, inexistente, mas que "aparenta" existir externamente a exemplo da paisagem "vermelha", que jamais pôde ser exteriorizada realmente. Desse modo, por pior que possa ser a "condição externa" a nós apresentada pela mente humana, não devemos nos preocupar com ela nem desejar ansiosamente melhorá-la. Nossa atitude deverá ser a de imediatamente reconhecer que "o quadro todo" não existe realmente "lá fora". Ele é  a "paisagem vermelha", pura ilusão. Lá fora, intacto, está o universo espiritual, infinitamente perfeito, exatamente agora. Este mecanismo de reconhecimento precisa ser analisado, assimilado, treinado e posto em prática. O treino continuado irá nos facilitando descondicionar a mente do hábito coletivo da humanidade, que é o de aceitar as "aparências" como realidades externas para, depois, tentar corrigi-las ou melhorá-las.

Leitor, observe bem a sua mente. Analise o grau de intenção, nela contido, de melhorar ou corrigir algum aspecto de sua vida. O seu "problema" será exatamente equivalente a este seu grau de intenção. Abandone conscientemente tal intenção ilusória! Reconheça que tudo já está perfeito! SOMENTE EXISTE DEUS! Somente a Onipresença É!

Nossa permanência neste simples reconhecimento da existência única de Deus, feito segundo os moldes aqui expostos, constitui a "Prática da cura espiritual". Não iremos "curar" nada! Apenas reconheceremos que, externamente, tudo está constantemente perfeito ou curado! Não aceite argumentos que pareçam justificar algum adiamento na aplicação dos princípios da Verdade. Toda Verdade que conhecemos deve e pode ser praticada agora! Como já frisamos anteriormente, somente existe o "agora". Dissemos, também, que somente existe Deus. Conclusão: DEUS É TUDO AGORA! Como "EU" vivo agora, e, como SOMENTE EXISTE DEUS, "EU SOU DEUS AGORA!" Este  radical reconhecimento nos será requerido "agora", caso desejarmos desfrutar da Verdade Absoluta libertadora.

A afirmação "EU SOU DEUS AGORA" sempre encontrará rejeição por parte da ilusória "mente carnal". São diversas as teorias apresentadas, e que visam a dar justificativas referentes aos males e sofrimentos do mundo. Foi criada, inclusive, uma chamada "lei de causa e efeito", ou "lei do carma", como se de fato fosse possível haver algo que se contrapusesse à Vontade divina, revelada por Jesus, que é a de "com agrado dar-nos o Reino". Não atribuamos poder algum às teorias ou ensinamentos humanos que busquem justificar o ilusório "mal". Tudo isso parte da ilusória "mente carnal", a crença em dois poderes, quando, por revelação, sabemos que DEUS É ONIPOTENTE!

Os que realmente desejarem desfrutar da Verdade, em nível prático, deverão convictamente viver a partir deste alicerce verdadeiro: HÁ SOMENTE UM PODER REAL, QUE É DEUS! Toda limitação que aparenta existir no universo está, o tempo todo, nesta "mente ilusória", tal qual um pesadelo noturno, sendo, portanto, sem realidade e sem substância verdadeira.

Façamos uma pausa! Paremos o suficiente para nos compenetrarmos de que estamos todos, já agora, na plenitude da Perfeição divina. "Nele vivemos, nos movimentamos, e temos o nosso ser." (Atos 17:28). Não devemos nos resignar diante de quaisquer aparentes limitações! Precisamos nos sentir divinamente plenificados, em todos os sentidos, exatamente aqui e agora! Somente existe O AGORA! Basta que despertemos para este fato. Jamais adie o seu bem. Jamais espere que Deus venha, futuramente, preencher alguma lacuna em sua vida.

VOCÊ É, AGORA, TUDO AQUILO QUE DEUS É! DEUS É TUDO! DEUS SE EXPRESSA COMO TUDO! VOCÊ É A EXPRESSÃO VIVA DO PRÓPRIO DEUS! Eis por que Cristo disse: "Eu e o Pai somos um".

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sexta-feira, setembro 05, 2014

O que acelera a percepção da Verdade

 Capítulo 02       

O QUE ACELERA A PERCEPÇÃO DA VERDADE

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Há pessoas que dizem sentir enorme dificuldade para "conscientizar a Verdade", apesar de já terem conhecido intelectualmente os princípios fundamentais da Metafísica. Nesta parte, procuraremos abordar alguns pontos que poderão ajudá-las a praticar os princípios, acelerando, desse modo, a própria conscientização dos mesmos.

1. Não devemos julgar que o estudo ou as meditações nos tornam mais iluminados, enquanto o grosso da humanidade permanece na ilusão. "Tornamo-nos" iluminados à medida que reconhecermos que "a humanidade toda já é iluminada". Se, pelo contrário, fôssemos acreditar na existência de seres em ilusão, nós é que a estaríamos endossando, movidos pela crença de que existem seres apartados de Deus.

Assim, devemos estar alerta para o fato de ser a Verdade algo de natureza universal: A VERDADE É, AQUI E AGORA, PARA TODOS OS SERES.

Este item, de certa forma, nos amplia a visão da "Conclusão Fundamental" com que encerramos o capítulo anterior, e que iremos, agora, repetir devido à sua importância:TODO O UNIVERSO JÁ É INFINITAMENTE PERFEITO AGORA. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA. TODOS OS ACONTECIMENTOS ESTÃO SE MANIFESTANDO EM HARMONIA PERFEITA AGORA. SÓ EXISTE O UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO; SÓ EXISTE O AGORA. NADA HÁ PARA SER CORRIGIDO OU MELHORADO.

2. Quando se diz "conscientizar a Verdade", isto não implica nenhum esforço mental. Conscientizar a Verdade significa RECONHECER a Verdade, sem a necessidade de qualquer esforço. Sim, a Verdade É! Não iremos alterá-La sob nenhum aspecto. Cabe a cada um de nós um sereno reconhecimento interno de cada um de seus princípios. A cada Verdade que formos reconhecendo, iremos testemunhando visivelmente a livre manifestação "DAQUILO QUE ERA DESDE O PRINCÍPIO", através da mente humana.

3. Há estudantes da Verdade que se afastam do mundo e das pessoas para unicamente "ficarem conscientizando a Verdade", isoladamente. Permanecem meses e meses presos a citações bíblicas, etc., e se esquecem de que exatamente "o mundo e as pessoas" são os objetos principais, reais e ideais para nosso "treino de percepção". Em outras palavras, se aproveitarmos todos os nossos contatos "humanos" para nos conscientizarmos de que "estamos num universo espiritual, em que TODOS os habitantes já são o Cristo", rapidamente adquiriremos o hábito de "não julgar segundo as aparências".

Não será "fugindo das aparências" que iremos conscientizar a Verdade; exatamente no meio delas é que iremos, internamente, reconhecer a Onipresença Divina.

Uma emissora de TV emite sinais invisíveis à mente humana, e que se tornam visíveis na forma de imagens ao serem sintonizadas por um aparelho de televisão. Se o aparelho usado for do tipo preto-e-branco, os sinais invisíveis serão "vistos" em preto e branco; se ele for a cores, os sinais invisíveis serão observados como imagem colorida. Porém, nos dois casos, as imagens não passam de "aparências" das ondas invisíveis. De modo análogo, a ONIPRESENÇA DIVINA INVISÍVEL pode Se tornar "visível" em conformidade com os recursos de captação da mente humana.

Para não "julgarmos segundo as aparências", devemos procurar viver o nosso cotidiano em estado de "julgamento justo", ou seja, viver conscientes de que as imagens do mundo visível são meramente imagens-reflexo das Ondas Divinas. Quando pudermos olhar as imagens "deste mundo" da mesma forma com que olhamos as imagens em preto e branco da televisão, cientes de que "não são existência real", mas representações visíveis das ondas invisíveis emitidas, então poderemos dizer que estamos CONSCIENTES da Verdade. Não precisaremos "fugir" das imagens em preto-e-branco para fazermos o reconhecimento de que elas são mero "conceito eletrônico" e não uma existência real. Na mesma hora, já saberemos internamente, sem esforço algum, que a tela de TV nos mostra uma imagem aparente. Este reconhecimento será feito automaticamente. É este o estado de consciência em que deveremos viver. Iremos olhar o mundo e as pessoas de forma que, automaticamente, de imediato nos chegue à lembrança o "julgamento justo": estamos num mundo invisível, habitado por seres invisíveis, na perfeição eterna absoluta, na ONIPRESENÇA DIVINA, e, o mundo visível é mera "imagem finita", captada pela "televisão" da mente carnal.

4. Não devemos cair na armadilha de acreditar que existam muitos males e problemas no mundo, DOS QUAIS poderemos nos livrar através da Verdade. Não existem "males", no plural, mas UMA ILUSÃO, no singular. Se Deus é ONIPRESENÇA, a imagem ilusória não pode estar existindo realmente. Assim, não devemos nos preocupar em resolver vários problemas de saúde, de finanças e outros, que pareçam estar existindo ao mesmo tempo. O "problema" é sempre UM SÓ: a crença de que somos seres apartados de Deus. Lembremo-nos de nossa verdadeira identidade: "Aquieta-te e sabe, EU SOU DEUS".

5. Há pessoas que costumam argumentar da seguinte maneira: "Não dei a menor  importância às queixas de doença de um conhecido meu, mas mesmo assim esse meu 'tratamento' não o curou." Há enorme diferença entre conscientizarmos internamente que a ilusão é NADA e, simplesmente, ficarmos numa atitude de "indiferença" diante dos quadros ilusórios. A indiferença não constitui "tratamento espiritual", pois nela não se inclui o reconhecimento interno e consciente da ONIPRESENÇA DIVINA. Esta conscientização é o "julgamento justo", recomendado por Jesus. Não devemos "julgar segundo as aparências", mas precisamos "julgar consoante julgamento justo".

6. Outro aspecto a ser considerado é o seguinte: a conscientização da Verdade não elimina os "males" do conceito material de mundo, isto é, não corrige este mundo retratado pela mente humana. A conscientização da Verdade elimina o próprio conceito material de mundo, capacitando-nos a discernir o universo espiritual verdadeiro, único  realmente  existente. Portanto, não devemos buscar resultados no "mundo visível", mas sentir (perceber) a Atividade do Cristo em nossa consciência. Os resultados visíveis serão "os bens vindos de acréscimo", quando não os  buscarmos diretamente, mas sim, em primeiro lugar, buscarmos dentro de nós "o reino de Deus e a Sua justiça".

7. Quando nos sentamos para meditar, normalmente ficamos com os "olhos carnais" cerrados, aguardando uma "abertura dos olhos espirituais". Se procurarmos viver o nosso dia-a-dia dedicando-nos à conscientização da Verdade em nosso meio ambiente, estaremos realmente vivendo os princípios espirituais na prática. Este modo de viver é o do "orai, e vigiai sem cessar", segundo o qual  nos mantemos permanentemente conscientes daquilo que é REALIDADE e daquilo que é ILUSÃO. Este modo de viver é também aquele em que "vivemos no mundo sem pertencer-lhe". Não seria preciso cerrar os olhos físicos. Mesmo com eles abertos, estaríamos meditando, pois abertos estariam os nossos sentidos internos. Chegaremos, então, à compreensão de que somente existe o sentido espiritual interno, divino, a Mente do Cristo em nós, que discerne as coisas espiritualmente.

"Conclusão Fundamental", citada anteriormente, deve ser cuidadosamente analisada e posta em prática COM DECISÃO. Se nos decidirmos por colocá-la realmente em prática, em breve constataremos os frutos da Verdade aparecendo em nossas vidas.

O conhecimento intelectual da Verdade e a meditação isolada têm papéis importantes em nosso estudo; porém, é na vida prática que podemos vir a comprovar realmente o nosso grau de conscientização. A VERDADE É! Assim nos ensinam os princípios metafísicos. A VERDADE É! Assim devemos comprová-los na PRÁTICA.

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quarta-feira, setembro 03, 2014

Universo Verdadeiro vs. Universo Aparente

 Capítulo 01       

UNIVERSO VERDADEIRO versus UNIVERSO APARENTE


Os princípios da cura espiritual, quando corretamente aplicados, nos conduzem a resultados rápidos e duradouros. A cura espiritual, num sentido mais amplo, trata da eliminação do falso conceito de universo que vínhamos retendo, dando-nos uma compreensão correta deste mesmo universo. Daí, poder considerar que um indivíduo se encontra “curado espiritualmente” quando se mostrar consciente de que se encontra, já agora e neste exato instante, num perfeito reino espiritual. 

Neste primeiro capítulo, daremos uma visão global do assunto. Caso alguém julgar confuso ou difícil, isto é natural. Nos capítulos seguintes, cada passo desta parte inicial será analisada detalhadamente, até que a "terapia metafísica" seja plenamente compreendida, assimilada e passível de ser posta em prática.

Relação entre o Universo real e o Universo da aparência 

Existe somente um universo, e este é o espiritual. O universo visível, ou perceptível pela mente humana (universo aparente), é um conceito do universo espiritual, ou seja, é como a mente humana consegue traduzir ou captar este universo espiritual em que estamos. Portanto, não há dois universos, mas apenas um, e, deste universo único, é criado um conceito, baseado em informações limitadas colhidas pela mente humana. A esse “conceito” de universo, damos o nome de “universo aparente”. 

O Universo real possui infinitas dimensões

O conceito de universo, que coletivamente aceitamos, é de natureza muito limitada. Tudo é traduzido nas três dimensões de comprimento, largura e profundidade, e  no fator tempo. São estes  os elementos de que dispomos, humanamente, para compor este conceito. Se partirmos do ponto de vista humano, estaremos irremediavelmente limitados pelos parâmetros de tempo e espaço. Mas, será que realmente estamos sendo limitados pelo universo em que nos encontramos? Ou nos limitamos somente pelo conceito de universo? No primeiro caso, estaríamos limitados pela própria Vontade de Deus. No segundo, nós próprios é que estaríamos traçando nossas limitações. Como saber qual das hipóteses é verdadeira? Certamente, poderíamos lançar mão de inúmeros argumentos, teorias e exemplos. Porém, nestes capítulos sobre a “cura", não pretendemos abordar o assunto intelectualmente. Queremos apresentar uma visão puramente espiritual do universo, que o considere ilimitado e composto de infinitas dimensões; e, a partir disso, visamos à comprovação da veracidade do exposto pelos frutos obtidos graças a esta nova conceituação. Resumindo, assumiremos, "a priori", a hipótese de já estarmos vivendo num UNIVERSO INFINITODIMENSIONAL, ESPIRITUAL E PERFEITO, e iremos observar os resultados que serão obtidos no desdobramento de nosso dia-a-dia.

AXIOMA PRIMEIRO: ESTAMOS NUM UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO E DE INFINITAS DIMENSÕES

O vocábulo "Unidade" é largamente empregado nos textos metafísicos, por ser de máxima importância. O universo "causa" é uno; assim, o universo "efeito" também deve permanecer em unidade. Sendo una a causa, uno será o efeito, apesar de o "efeito" se manifestar como infinitas formas. Em outras palavras, o Todo-Infinito-Causa aparece como o Todo-Infinito-Efeito, e a totalidade do "Agente-Causa" permanece no "Efeito" também integralmente. O Princípio da Unidade estabelece que a Causa-Una permanece como Efeito-uno, apesar de discernido como se existissem infinitas manifestações isoladas, independentes ou autônomas entre si.

AXIOMA SEGUNDO: A TOTALIDADE DO UNO SE FAZ PRESENTE COMO CADA UM DE NÓS E COMO CADA SITUAÇÃO OU CIRCUNSTÂNCIA POR NÓS DISCERNIDA

Relação entre o Universo uno e o Universo aparente

Como vimos, o universo real, uno, é traduzido pela mente humana como  mundo de três dimensões. Mas, sendo uno o universo real, una também deverá ser a imagem dele criada pela mente humana na forma de conceito ou "tradução finita". Isto significa que o mundo captado pela mente humana é uma cópia finita do mundo real; e, sendo "cópia", também deverá ser encarado como uno.

AXIOMA TERCEIRO: O UNIVERSO APARENTE É "REFLEXO" UNO: UM QUADRO MENTAL IMPESSOAL E ISENTO DE SUBSTÂNCIA, REALIDADE  E PODER.

Apesar de termos dito que o "universo aparente" é uno, é  bom esclarecermos que este linguajar é utilizado meramente para fins didáticos. Estas considerações, que à primeira vista podem parecer complicadas, serão depois bem compreendidas, tornando-se o alicerce para a "edificação" da mente transparente ou receptiva ao discernimento das "coisas espirituais". Se este universo visível, tal como aparenta ser, é mero conceito feito pela mente carnal coletiva, podemos concluir que todo ele é uma "ilusão", pois não se fundamenta em realidade alguma! Somente o universo espiritual é real. Quando as vibrações infinitas são captadas pela mente humana limitada às três dimensões, elas são de certo modo "filtradas", e mostradas de maneira distorcida ou incompleta sob o aspecto deste suposto "mundo visível". É por este motivo que o chamamos de ILUSÓRIO! Não passa de uma imagem mental (reflexo) do universo espiritual, ou seja, de simples "aparência". É preciso que saibamos que no âmago deste universo aparente, exatamente agora, existe o universo real e perfeito, o chamado "Reino de Deus". Nosso Axioma 1, já citado, é o RECONHECIMENTO desta Verdade.

Mas, sendo ilusório este mundo visível, por que chegamos a comentar que ele é "uno"? Por nos facilitar na aplicação do "Princípio de impersonalização da ilusão" (a ser discutido). Se o que vemos é um "quadro mental uno", cópia imperfeita do verdadeiro universo-causa, poderemos contemplá-lo como um "cenário ilusório global". Passaremos a abandonar a falsa idéia de que o mal está localizado em determinada pessoa ou condição isolada: antes, tomaremos consciência de que o chamado "mal", além de ser ilusão, é ilusão impessoal. Nossa permanência nesse "reconhecimento" constitui a aplicação deste "Princípio de impersonalização da ilusão".

O cenário visível não possui poder algum

Após a aplicação do "princípio de impersonalização", daremos o passo seguinte: o "reconhecimento" de que o universo visível, este "cenário-uno" captado pela mente humana, não tem realidade nem poder, justamente por não passar de simples "quadro na mente humana", uma "aparência". Poderemos contemplá-lo sem a ânsia de querer "melhorá-lo", por termos já reconhecido que nele não reside poder algum. Esta contemplação descontraída do "universo aparente" -- com ou sem problemas --, feita com o reconhecimento de que ele não passa de uma espécie de miragem, um cenário ilusório -- puro NADA --, constitui o "Princípio de nadificação da ilusão", que completa a ação humana de preparação para a cura espiritual.

Receptividade ao discernimento espiritual

Com a mente ocupada no RECONHECIMENTO DA PRESENÇA DO UNIVERSO INFINITO PERFEITO E AUSÊNCIA DA "APARÊNCIA VISÍVEL IMPERFEITA", tornamo-nos receptivos à livre manifestação da Mente divina em nós, à livre manifestação de nossa verdadeira identidade, que é espiritual. Este "livre fluir" da Realidade é a ação verdadeira que, a partir de então, passa a surgir visivelmente para a mente humana como  "terapia de cura divina".

Uma análise cuidadosa de tudo que aqui foi dito, trará uma nítida visão dos profundos ensinamentos espirituais que nos foram revelados. A chamada "cura" é, portanto, uma conseqüência natural da prática convicta destes princípios.  

 CONCLUSÃO FUNDAMENTAL: 
(a base de todo o trabalho metafísico)

TODO O UNIVERSO JÁ É INFINITAMENTE PERFEITO AGORA. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA. TODOS OS ACONTECIMENTOS ESTÃO SE MANIFESTANDO EM HARMONIA PERFEITA AGORA. SÓ EXISTE O UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO; SÓ EXISTE O AGORA. NADA HÁ PARA SER CORRIGIDO OU MELHORADO.

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segunda-feira, setembro 01, 2014

A Cura Espiritual em seus Princípios Básicos (Introdução)

Gugu


Terminamos a exposição da primeira parte desta série. Para quem não sabe, esta série está sendo dividida em duas partes. A primeira parte consiste na publicação de um novo livro de Joel Goldsmith intitulado "Deus, a Substância de toda a forma", ainda não editado em português. A cada capítulo do livro foram tecidos comentários visando destacar e esclarecer pontos importantes que compõem os ensinamentos do Caminho Infinito. Agora vamos iniciar a segunda parte, que trata de um livro brilhante escrito por Dárcio Dezolt, que explica detalhadamente os princípios da Cura Espiritual ensinados no Caminho Infinito. Este livro "A Cura Espiritual em seus princípios básicos" complementa ainda mais a exposição de toda a mensagem que veio sendo passada até agora. Como o próprio nome diz, é um livro voltado inteiramente para o aprendizado da Cura Espiritual, todavia este livro objetiva – antes de tudo – o despertar espiritual/consciencial do indivíduo. E isso é realmente assim, porque uma cura espiritual somente pode ocorrer se o praticante tiver algum grau ou medida de iluminação espiritual. É possível realizar curas sem que a pessoa tenha despertado para uma consciência iluminada, porém tal cura será de natureza mental e não espiritual.

Em tempo: O que é a Cura Espiritual? Talvez muitos interpretem o termo "cura espiritual" como sendo "cura realizada por intermédio de médiuns ou espíritos", mas o significado dessa expressão está muito além disso. "Cura espiritual" pode ser também denominada "Cura divina". Não se trata necessariamente de cura de "doenças" ou "problemas", e sim de curar o "homem em si", restaurando-lhe a integridade à nível da Alma/Consciência. Joel Goldsmith explica exatamente o significado da cura espiritual em seu livro "A Arte de Curar pelo Espírito". Ele diz:

"Por motivos vários procura o homem cura espiritual. Muitos a procuram por causa de doenças corporais, outros para solucionar problemas de ordem emocional, moral ou econômica; outros ainda por causa de uma inquietação interna que os atormenta, apesar de todos os sucessos externos que talvez tenham encontrado em sua vida. Cedo ou tarde, descobrirão eles, que nunca deixará de haver inquietação, tristeza e descontentamento enquanto não estabelecerem contato consciente com a Fonte da vida, mesmo que se encontrem em plena saúde e prosperidade. O homem só encontra verdadeira harmonia em seu ser quando encontra Deus, quando entra numa comunhão interna com algo maior do que ele mesmo. E isto é a sua cura verdadeira e permanente. É esta a cura que o mundo busca. Cura espiritual é muito mais que uma experiência meramente física ou psíquica; é o descobrimento de uma comunhão interna com algo maior, algo muitíssimo maior do que jamais possa ser encontrado no mundo; é a experiência do nosso encontro com Deus. Quando repousamos nessa maravilhosa paz, o corpo toma as suas funções normais, e essas funções se realizam, daí por diante, por uma força que não parece ser dele. E é então que o nosso corpo revela saúde perfeita e plena, força, juventude e vitalidade - dons de Deus todos eles. Cura espiritual é o contato do espírito de Deus com o do homem; a alma, quando tocada pelo espírito divino, desperta para uma nova dimensão da vida, uma dimensão espiritual - e "onde reina o espírito de Deus, aí há liberdade". Quando o homem atinge esse estado de consciência vive ele numa nova dimensão da vida, além do estado tridimensional conhecido, e faz experiências totalmente desconhecidas no plano comum da vida humana. É esta a meta que a humanidade demanda, embora não saiba nitidamente qual seja essa meta e quais os métodos que a ela conduzem."

O tema do presente é livro a Cura Espiritual. Este é um livro é especial porque consegue expor uma mensagem grandiosa, poderosa (e muito profunda!) de forma super simples, eloquente, clara e objetiva. Exemplos e analogias são apresentados de maneira bastante didática e consistente, propiciando ao leitor não apenas a assimilação teórica dos ensinamentos, mas também a prática dos princípios espirituais. O livro fala tudo por si mesmo, dispensando a necessidade de comentários. Aqueles que assimilarem as mensagens deste livro (e as praticarem em períodos de contemplações) passarão a ter grande capacidade para trazer saúde, harmonia, suprimento, e todas as formas de bem necessários às suas vidas. É um livro realmente extraordinário. Assim, registro aqui os meus sinceros agradecimentos à Dárcio Dezolt por ter se colocado como instrumento ou veículo para conceber de forma tão pura e inspirada este livro maravilhoso. É motivo de imensa alegria para mim a oportunidade de publicá-lo neste blog e compartilhá-lo com o mundo. Agradeço também a Deus, que é Quem realmente tudo faz.

Namastê!

Agora entraremos no livro "A Cura Espiritual em seus Princípios Básicos". Seguem as palavras de introdução:


INTRODUÇÃO
- Dárcio Dezolt -

Cristo disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28). Este volume, versando sobre a cura espiritual, destina-se ao leitor "cansado e oprimido", não apenas em vista dos desafios e problemas que a vida lhe tem apresentado, mas, também, "cansado e oprimido" diante de tanta coisa que lhe tem sido oferecida sob o rótulo de Verdade, religião, ou denominação, e que não chegou, efetivamente, a lhe proporcionar o "alívio" prometido.

A humanidade está viciada em tentar obter as coisas "vindas de fora". O convite libertador nos dá outra diretriz: "Vinde a MIM, (...) e EU vos aliviarei."  Voltemo-nos para DENTRO de nós mesmos, para reconhecer a milenar revelação de todos os grandes mestres, ou seja, para reconhecer que este "EU", exatamente agora, é a nossa própria Consciência espiritual: o próprio Deus aparecendo como o ser individual que é o nosso ser.

As palavras aqui expostas não tentarão "convencer" alguém de que os princípios citados são verdadeiros. Isto seria adotar um propósito intelectual, dirigido à mente humana, e esta jamais iria se dar por satisfeita. Nosso objetivo é o de unicamente registrar os princípios divinos, acompanhando-os com comentários que julgamos serem úteis na aplicação dos mesmos por parte daqueles que se sentirem sinceramente atraídos e interessados.

A Verdade não é algo de que devamos "convencer" alguém a seu respeito. Será aceita ou não em função da abertura interna que cada um  demonstrar possuir no momento. Quando o EU ÚNICO, presente, portanto, no "autor" e no "leitor", Se mostrar como estando em "sintonia total", a mensagem será reconhecida como verdadeira e a aceitação será vista como natural ou espontânea. Neste sentido, disse Cristo: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem."

Os capítulos são curtos e objetivos. A cada leitura, cada um deverá ficar mais convicto de que jamais deverá conseguir alguma coisa "lá fora", diretamente no suposto mundo das aparências, mas sim DENTRO DELE  MESMO!

"O reino de Deus está dentro de vós". Apesar da clareza desta declaração de Cristo, muitos se vêem "cansados e oprimidos", tentando a todo custo obter a felicidade "fora de si mesmos". Os materialistas se esforçam no "mundo material"; os mentalistas se esforçam no "mundo mental"; entretanto, apesar destes esforços todos, muitos continuam na posição de "cansados e oprimidos". Por quê? Não vieram "A MIM", ao "Pão da Vida", à Presença de Deus em SI mesmos! Esta é a Verdade contida no Salmo 127:1: "Se Deus não edificar a casa (consciência), em vão trabalham os que nela labutam."

Mas o Caminho continua aberto! DEUS É! "Vinde a MIM (EU, a SUA Consciência espiritual), e EU VOS ALIVIAREI".

Após o conhecimento e estudo da mensagem aqui exposta, se VOCÊ, leitor, se achar convicto de que a solução para tudo reside em VOCÊ PRÓPRIO, pelo atingir do SILÊNCIO INTERIOR, e que o "mundo objetivo" é mero reflexo do "mundo subjetivo", esteja certo de ter alcançado o nosso objetivo, quando da apresentação do presente livro.

"Buscai, em primeiro lugar,
o reino de Deus e a sua justiça,
e todas as demais coisas
 vos serão
 acrescentadas".


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