"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quarta-feira, outubro 29, 2014

IMORTALIDADE TRAZIDA À LUZ - 1/7

Dorothy Rieke


Jamais poderei esquecer a iluminação e a alegria que invadiram a minha consciência, assim que me foi revelado pela primeira vez o fato de eu ser uma filha imortal de Deus e não uma criatura mortal e material. Esta revelação deu-se durante uma conferência da Ciência Cristã, quando era eu ainda uma estudante muito recente desta Ciência. Permitam-me agora partilhar convosco o relato que, pela primeira vez na minha existência, me revelou a imortalidade.

A história centra-se num jovem príncipe que quando ainda criança, deixou a sua ama e foi passear sozinho num bosque onde acampava um grupo de ciganos. Estes últimos raptaram o menino e criaram-no como um verdadeiro cigano. Tendo vivido alguns anos ao ar livre com os seus raptores, o rapaz tornara-se tão moreno e trigueiro como os ciganos que o rodeavam. Vestia-se com as mesmas vestes, falava a mesma língua e usava também já um nome cigano. Assim, tendo a aparência de um verdadeiro cigano, era natural, que ele se considerasse como tal. Quando o rapaz atingiu a idade adulta, o grupo de ciganos acampou novamente nos bosques que circundavam o palácio e um amigo íntimo do rei, que nunca havia deixado de procurar o príncipe, ao ver o jovem, ficou impressionado com a forte parecença deste, com o rei. A despeito da sua aparência de cigano, o velho cortesão ficou perfeitamente convencido de que se tratava do filho do rei. Conhecendo um pouco do idioma cigano, perguntou ao jovem: “Sabeis quem sois?” Fitando o seu interlocutor com extrema admiração, ele respondeu: “Se eu sei quem sou? Claro que sei.” E apressou-se então a pronunciar o seu nome cigano. “Ah! — exclamou o amigo do rei —, mas esse não é o vosso verdadeiro nome. A verdade a vosso respeito é que sois o filho do rei.” O jovem abanou decididamente a cabeça, retorquindo: “Está enganado, eu não sou o filho do rei; sou cigano.” Mas o cortesão respondeu: “Eu sei que é isso que pareceis ser, mas de fato, sois realmente filho do rei.”. “Se isso que afirmais é verdade — retorquiu o jovem — , então eu devo ter um sósia, porque somos duas pessoas diferentes: eu o cigano, e o filho do rei. Mas eu não sei onde este se encontra.” “Não — insistiu o nosso amigo — sois apenas um. E é a vós que eu me refiro, ao filho do rei.”

“Então — continuou o jovem na esperança de que a questão seguinte resolvesse o caso —, se eu sou realmente o filho do rei, qual é a origem do cigano?” O seu interlocutor respondeu-lhe que ele não possuía absolutamente nada de cigano, que apenas o parecia, e depois prosseguiu, explicando que toda essa aparência não era senão uma mentira a seu respeito, a qual nunca poderia modificar o fato de ele ser realmente o filho do rei. Resumindo, apenas na sua ignorância e no seu desconhecimento se tinha alojado o seu conceito de cigano, uma vez que ele jamais pudera ser outro senão o filho do rei.

Chegando a este ponto, o conferencista declarou: “Não é maravilhoso que durante todo aquele tempo o rapaz sempre fora o filho do rei e nunca um cigano?” A seguir, ele frisou bem o fato de que, apesar de todos os sinais exteriores evidentes — a linguagem, as vestes, o comportamento e a pele morena — o jovem não era de fato um cigano, mas sim o filho do rei. Então, dirigindo-se ao público, anunciou: “Vós também sois os filhos e as filhas do rei — sois os filhos de Deus. Não importa a evidência que o sentido material apresente a respeito de cada um de vós — que sois um mortal, uma criatura material, filha de pais humanos e possuidora dos seus próprios problemas e aflições —, a verdade é que cada um de vós é realmente o filho imortal de Deus e nunca deixou de o ser.”

Contudo, para o velho cortesão, não foi suficiente ter convencido o rapaz que ele era filho do rei e assim, insistiu em que este o devia acompanhar até a presença do rei, identificá-lo e reivindicar as suas origens. O príncipe assim o fez, mas desta vez, ele não afirmou: “Observem-me, vejam como eu me pareço com um cigano,” mas exatamente o oposto: “Reparem como eu me assemelho muito com o rei. Sou a imagem e semelhança de meu pai. Sou o filho do rei e tudo o que o meu pai possui também me pertence.” Claro está que, como consequência, o príncipe foi reconhecido como o verdadeiro descendente e assim, ao herdeiro foram atribuídos todos os seus direitos.

O conferencista sublinhou que também nós nos devemos aproximar com coragem do trono da graça, identificando-nos como os filhos de Deus, nada menos que a Sua própria imagem e semelhança, e reclamar a nossa herança, reivindicar a saúde, o sucesso, a felicidade e o trabalho. Se mantivermos firmemente a nossa verdadeira identidade e reivindicarmos a nossa herança, também nós receberemos a nossa parte de tudo aquilo que é maravilhoso e bom.

Deixei essa conferência regozijando-me no fato de não existirem em mim duas identidades, de nunca ter sido uma cigana, uma mortal, mas sempre a filha do rei, a filha perfeita de Deus. Logicamente, já havia me decidido a reivindicar a minha verdadeira herança. Nunca deixarei de ser grata pelo fato de me ter sido tão prontamente revelada a imortalidade no meu estudo da Ciência Cristã.

Cont...

segunda-feira, outubro 27, 2014

Agradecimentos



Chegamos ao final desta série de ensinamentos místicos/metafísicos em homenagem a Joel Goldsmith. Quero deixar os meus agradecimentos a todos os que acompanharam a série. Todos os textos foram selecionados por estarem em absoluta sintonia com os ensinamentos de O Caminho Infinito. Tenho a convicção de que o estudo e aplicação desses ensinamentos têm o poder de trazer às nossas vidas as mais diversas conquistas e benefícios: primeiramente as conquistas interiores, que são: paz, sabedoria, confiança, alegria, elevação espiritual, comunhão com o Divino; e as conquistas exteriores, as quais decorrem das interiores: saúde, prosperidade, amor, harmonia e proteção. Que possamos todos nós alcançar a conscientização de que a Vida de Deus (Deus!) vive em nós. Quando conquistamos isso, concomitantemente ganhamos tudo. Certamente, de todos, Deus é o maior presente! Ele é a única realização que pode trazer real satisfação, preenchimento e contentamento para o ser humano. 

Aos que possam interessar, deixo aqui dados contendo o nome, o endereço e o telefone da loja onde o livro "A Cura Espiritual em Seus Princípios Básicos" pode ser adquirido. Vale a pena adquirir e ter em mãos para estudar, treinar os princípios apresentados, e aplicá-los no dia-a-dia. Isso gerará grandes resultados.



Quanto ao livro de Joel Goldsmith: "Deus: A Substância de toda a Forma", os leitores que desejarem obtê-lo, podem compilá-lo a partir deste site, ou então enviar um comentário informando o desejo de recebê-lo por e-mail, que enviaremos o livro (e os comentários ao livro) em arquivo formatado. É o meu desejo que as mensagens de Luz espalhem-se por todos os cantos e lugares do mundo. Gratidão a Deus! Gratidão ao Universo! Gratidão a todos! 

Namastê!

sábado, outubro 25, 2014

A cura sem palavras ou pensamentos

 Capítulo 23 
- Final -

A CURA SEM PALAVRAS OU PENSAMENTOS

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


"Porque a sabedoria deste mundo é
 loucura diante de Deus; pois está escrito:
 Ele apanha os sábios na sua própria astúcia.
 E outra vez: o Senhor conhece
os pensamentos dos sábios, que são vãos." 
I Coríntios 3:19-20

Imediata reação diante das aparências

Pelo uso contínuo dos princípios aqui apresentados, chegará o praticista espiritual a uma condição que lhe propiciará uma imediata "reação" às aparências deste mundo, no sentido de soltá-las tão logo quanto estas lhe cheguem, sem que para isto ele se veja forçado a fazer uso de palavras ou de pensamentos; o praticista simplesmente se porá na posição de Deus, vendo o Seu Universo pronto e perfeito, e reconhecendo-o como já estando "muito bom”. 

A cura sem palavras e pensamentos corresponde à IMEDIATA REAÇÃO, da parte do praticista, quando ele imediatamente interrompe toda avaliação dos quadros da aparência para permitir que FLUA O PLANO DIVINO, antes mesmo que a mente humana possa dispor de tempo para avaliar aquele "Plano" e mostrá-lo à sua moda, isto é, antes mesmo que a mente humana ache oportunidade para atuar hipnoticamente sobre o praticista e lhe sugerir o seu ilusório conceito distorcido referente ao próprio Plano divino.

Não devemos pensar que a simples permanência numa condição de indiferença, frente aos problemas trazidos, possa realizar o trabalho de cura; antes, eles devem ser encarados de frente, para serem impersonalizados e nadificados. A cura sem palavras e pensamentos somente poderá se dar quando o praticista estiver "acima das aparências", ou quando ele puder se colocar nessa altitude de modo imediato, reconhecendo as aparências pelo que são por natureza: puríssimo NADA!

A cura “sem palavras ou pensamentos” é a mais elevada e eficaz. O praticista, convicto dos princípios estudados e assimilados, se abre rápida e inteiramente ao FLUIR LIVRE DA REALIDADE DIVINA. É o ponto em que já não existem mais as noções de "praticista" e de "paciente". Há somente Deus! Há somente o Eu Sou, o divino Eu que constitui o ser individual de todos nós. 

A ilustração do Parque de Diversões

Se contemplarmos descontraidamente um "parque de diversões", veremos enorme quantidade de brinquedos em funcionamento, cada qual dentro de suas próprias características. Poderemos estar vendo, por exemplo, a roda-gigante, o carrossel, o trem-fantasma, etc. De repente, suponhamos que tudo ficasse parado. Que a energia elétrica tivesse sido cortada. Que conclusão iríamos tirar? Que não havia, de fato, um número enorme de brinquedos funcionando! Havia somente UMA ENERGIA ELÉTRICA em atividade, que se mostrava como a atividade específica de cada um daqueles inúmeros brinquedos. 

A compreensão desta ilustração facilitará muito para que um praticista possa realizar a chamada "cura sem palavras ou pensamentos”. Ciente de que SOMENTE EXISTE UM SER, DEUS, rapidamente ele poderá descartar tudo que parecesse relacionado com algum "ele", "ela", "dele", "dela", etc., para simplesmente se dar conta da ONIPRESENÇA FLUINDO E SENDO.

Nas revistas da UNIDADE, com freqüência encontramos a frase: "DEIXE IR! DEIXE DEUS!". Esta é a chave da vivência espiritual, e da "cura espiritual". DEUS É! O Universo perfeito da Realidade não necessita de "pensamentos dos sábios", que, segundo a Bíblia, "são vãos".

O Princípio do Não-Poder 

A cura, "sem palavras ou pensamentos", pode ser realizada através da aplicação imediata do chamado "Princípio do não-poder". Como temos visto, a mente humana aceita que há "dois poderes", o do bem e o do mal; assim, partindo dessa crença falsa, ela nos tenta compelir a "enfrentar o mal". Muitos vão em busca de um "poder divino", na esperança de que poderão usá-lo no combate ao mal. Porém, Jesus nos advertiu para que "não resistíssemos ao maligno", e esta recomendação nos conduz a um dos mais profundos segredos da cura espiritual. Não existe "poder maligno"! Não há DOIS poderes reais em atividade! Desse modo, não poderíamos considerar haver um "poder divino" que fosse combater um suposto, mas inverídico, "poder maligno". Quando estudamos que DEUS É O ÚNICO PODER, isto quer dizer que Deus deve ser encarado como o Princípio Infinito Automantenedor do Universo, e que Deus deve ser reconhecido como o TODO EM EXPANSÃO INFINITA, UNO, PERFEITO, SEM OPONENTES DE QUALQUER ESPÉCIE. O discernimento pleno deste ponto nos leva ao "Princípio do não-poder".

O praticista de cura espiritual não entra em lutas contra o mal. Ele sabe que Deus, sendo a Consciência Universal, Se manifesta livre e infinitamente COMO cada Ser individual. E sabe que esta Consciência é, exatamente AGORA, a REALIDADE AUTO-SUFICIENTE que constitui TODO O UNIVERSO.

Não há um "poder do bem", uma vez que não há nenhum "poder do mal". O que há é somente Deus! O "Adão que comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal" não é o "Eu VERDADEIRO". A REAL IDENTIDADE DO HOMEM É A CONSCIÊNCIA DIVINA, O PRINCÍPIO SEMPRE-OPERANTE DO UNIVERSO. A CONSCIÊNCIA DIVINA É A SUBSTÂNCIA DE NOSSO SER, É AUTO-SUFICIENTE, E ABRANGE, EM SI MESMA, TODO O UNIVERSO INFINITO, A EXEMPLO DO OCEANO, QUE ABRANGE, EM SI MESMO, A TOTALIDADE DE SUAS GOTAS.

Considerações Finais

Procuramos, nestes capítulos, apresentar didaticamente o que nos foi possível colocar em palavras, a respeito do complexo tema que é a "cura divina". Sabemos que o que não foi escrito será espontânea e diretamente revelado ao leitor por sua própria Consciência Iluminada, caso realmente se interesse pelo assunto. Alguém "interessado e dedicado" saberá ler, interpretar e extrair muito mais das entrelinhas do que das próprias linhas escritas. Sua dedicação sincera o fará consciente de sua eterna e inquebrantável condição de integração ou de unidade com a própria mensagem.

FIM

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quinta-feira, outubro 23, 2014

A Atitude Mental do Praticista

 Capítulo 22 

 A ATITUDE MENTAL DO PRATICISTA

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


"Por isso vos digo que tudo o que pedirdes,
orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis." (Marcos 11: 24)

"Vosso Pai sabe o que vos é necessário,
antes de vós lho pedirdes." (Mateus 6: 8)

As duas citações bíblicas acima, embora pareçam contraditórias à primeira vista, retratam dois aspectos fundamentais da atitude que um praticista ou estudante da Verdade precisam assumir. Temos reiterado que estamos, já aqui e agora, no perfeito Universo espiritual de Deus. A totalidade de Deus encontra-Se exatamente agora constituindo ou sendo o nosso Ser. Nada nos pode ser acrescentado, e nada nos pode ser tirado! O Infinito constitui o nosso verdadeiro "Eu", e este Infinito é que Se desdobra incessantemente como expansão ilimitada de nossa Consciência. 

Deus é a nossa Consciência individual, e isto deve ser reconhecido em interiorizações profundas, e não em simples superficialidades mentais.

De sua própria experiência, escreve Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã: "As limitações se desvanecem na proporção em que a natureza carnal desaparece e o homem aparece no reflexo do Espírito. Esse grande fato conduz a alturas insondáveis. O conceito humano material desvanecia-se cada vez mais, à medida que eu, flutuando, penetrava em latitudes mais espirituais e esferas mais puras de pensamento. Desde aquela hora a corporalidade pessoal tornou-se para mim menos importante do que o é para as pessoas que não conseguem apreciar o caráter individual. Esforcei-me por elevar o pensamento acima da personalidade física, ou a identidade na matéria, até alcançar a individualidade espiritual do homem em Deus, na Mente verdadeira, onde o mal perceptível aos sentidos se perde no bem supersensível. Esse é o único modo de abandonar a falsa personalidade". (Retrospecção e Introspecção, p. 73)

Deus é a nossa Consciência individual. Nós somos Consciência! O único Deus que pode atuar no ponto em que estamos é o Deus-Consciência-Eu-Sou, quer seja discernido por mim, quer pelo leitor ou por toda a humanidade. Falando desse modo, alguém poderia pensar que há "várias consciências", isto é, a "minha", a do "leitor" e a "de toda a humanidade". Eliminemos desde já esta errônea idéia, pois, HÁ UMA SÓ CONSCIÊNCIA, E ESTA, SENDO ÚNICA, APARECE COMO A CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL DE CADA UM DE NÓS.

Somos Consciência! Somos Um! Eis a maravilhosa Verdade que esclarece todo o princípio da cura espiritual. A Consciência divina, que Eu Sou, abrange todo o Universo e seus habitantes, mantendo tudo em PERFEITA E DIVINA ORDEM, além de Se expandir de forma a "preencher e suprir" cada necessidade própria de Si mesma. Eis por que "o Pai já sabe o que nos é necessário, antes que lho peçamos algo".

A carência não passa de ilusão 
aceita pela "mente carnal"

Todas as nossas reais necessidades "já estão supridas! Exatamente agora! Mas, como a "mente carnal" apenas consegue captar um "conceito finito" do Universo infinito, ela acaba sendo um instrumento deficiente para discernir a PLENITUDE ONIPRESENTE; assim, continuamente ela reconhece imagens de carência ou limitação... Nada disso existe, mas aparenta existir, e ser real! Para contradizer esta errônea noção de carência ou limitação, Jesus nos ensinou a "pedir, acreditando que a carência será infalivelmente suprida, e assim nos será feito". Portanto, as duas citações se completam, e promovem perfeita sintonia entre mente e Espírito. 

Nossa Consciência, que é Deus, sabe o que nos é necessário. Ao "pedirmos, crendo que seremos atendidos", estaremos operando também ao nível da "mente carnal", realizando um tipo mais completo de autotratamento, enquanto "aguardamos" a sensação de comprovação interna, trazida pelo Pai, nossa Consciência Espiritual.

Jamais devemos aceitar como reais as aparências de limitação apresentadas pela "mente carnal". "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai." (Mateus 11: 27). Esta é a atitude exigida de um "praticista" de cura espiritual, principalmente durante a fase mental e inicial do Autotratamento. Com esse comportamento, ele refutará de início as pretensas limitações, todas falsas ou ilusórias, aceitas pela "mente carnal". Logo em seguida, estará plenamente aberto à consciente EXPERIÊNCIA DE DEUS EM SI MESMO! Esta Experiência, EM SEU PRÓPRIO SER, constitui a "solução definitiva" para todos os aparentes problemas.

A mente humana jamais deve ficar "vazia" durante o processo. Ela deve se ocupar com a Verdade, ao nível mental, numa ponderação espontânea e sem esforços de alguma citação bíblica, ou algum princípio espiritual estudado, sentindo-se suprida, plena, e aguardando suavemente a "descida do Espírito Santo", ou seja, o endosso interior vindo da própria Consciência divina que constitui o nosso ser.

Sugerimos, neste instante, que VOCÊ, leitor, faça uma profunda reflexão sobre o Fato revelado de que VOCÊ PRÓPRIO sempre foi, é, e será uma Consciência divina. Após permanecer durante alguns segundos na quietude desta reflexão, PERCEBA que esta "sua" Consciência é "perfeita em Unidade", ou seja, Ela abrange o Universo inteiro, e supre a Si mesma exatamente AGORA, de tudo que lhe possa parecer "necessário". O Silêncio contemplativo, em dois, três ou alguns minutos mais, lhe trará a confirmação interna desta Verdade.

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segunda-feira, outubro 20, 2014

Convicção de que o milagre está feito: a base da cura


 Capítulo 21 

 CONVICÇÃO DE QUE O MILAGRE ESTÁ FEITO: 
A BASE DA CURA

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O milagre já está feito

Um praticista de cura espiritual não é alguém que realiza "milagres", como muitos chegam a pensar. É aquele que, por ter conhecido a Verdade, sabe que "todo milagre está feito". Existe, aqui mesmo, um Reino divino pronto! Este é o "milagre"! O Universo divino é habitado, neste exato "agora", unicamente por deuses! Seres perfeitos! Cada qual já é o Cristo. Dotado desta convicção, o praticista somente aquieta sua mente para permanecer repousado no reconhecimento desta Verdade.

Temos afirmado que um praticista jamais deve levar em consideração o nome ou o tipo de problema da pessoa que a ele se dirija para "ser curada". Deus é a Pessoa Única que há; portanto, imbuído desta convicção, o praticista não se deixa levar pela natural, mas errônea, tendência da mente humana de "pretender curar".

Todo "milagre" já está feito! Este é o conhecimento que dá alívio e confiança ao praticista. Ele sabe que a parte que lhe cabe não é a de eliminar algum tipo de doença ou problema. Sua única função se reduz ao seguinte: reconhecer que o milagre já está feito. Solidamente apoiado nesta convicção, o praticista permanece em meditação contemplativa, na quietude de seu próprio íntimo, totalmente solto dos pretensos problemas a ele sugeridos pela ilusória "mente carnal". Nesse reconhecimento contínuo, de que "o milagre já está feito", pode-se demonstrar a Verdade de que as "aparências de problemas" deste mundo são o puríssimo NADA. O conhecimento verdadeiro economiza esforços.

A cura espiritual não exige esforços mentais por parte do praticista. Pelo contrário, ela exige que ele esteja bem relaxado, com a mente serena e confiante, voltada unicamente a Deus e Seu Universo perfeito. Nestas condições deve ele permanecer, até que a "Voz interior"  lhe anuncie que, de fato, a Harmonia já É! A Onipresença já É!

Aquiete-se! Faça-o agora! Interrompa esta leitura para "Ouvir a Pequenina Voz" de Sua própria Consciência, que é Deus! Prepare-se para aguardar, por alguns instantes, a "descida do Espírito Santo", a vinda do "sentimento interior" que testifica o grandioso fato espiritual de que "o milagre está feito". Somente então, continue a ler este texto.

A convicção nos chega do próprio íntimo

Se foi seguida nossa orientação dada logo atrás, a respeito da interrupção desta leitura para a "Voz interna" ser ouvida, o leitor terá dado grande passo na obtenção da CONVICÇÃO necessária ao praticista espiritual. A "mente carnal" reluta em interromper leituras para dar lugar às meditações! Ela "sabe" que estas paradas propiciam uma percepção ampla e clara da Voz Interior, e, que estas acabam revelando a natureza ilusória da suposta "mente humana".

De fato, "mente humana" é sinônimo de "nada"! A mente que insiste em aprender a Verdade exclusivamente através de contínuas e demoradas sessões de leitura é a "mente carnal"! Precisamos quebrar este condicionamento ilusório, para ficarmos habituados a "discernir através da Voz interior”; esta, sim, é a Voz de Deus sendo nossa legítima identidade perfeita!

Deixe "o milagre" fluir por si mesmo

O Universo divino já está pronto. Isto não significa que este Universo seja algo estático; pelo contrário, a PERFEIÇÃO ESPIRITUAL continuamente Se desdobra, em proporções infinitas, dentro das Leis divinas de máxima Ordem ou Harmonia. Assim, ao afirmarmos que "o Universo está pronto", queremos dizer que TODO O DESDOBRAR DA AÇÃO DIVINA SE FAZ AGORA, E ETERNAMENTE, NA MAIS PERFEITA HARMONIA. Quando a "mente carnal" reconhece esta Verdade, de que "o Universo já está feito", isso corresponde à função única do praticista: "deixar fluir" o "Milagre da Existência".

As contemplações constituem o alicerce da prática de cura

Precisamos nos dedicar diariamente às "contemplações da Verdade", para formarmos o hábito de "discernir as coisas espiritualmente". Estes períodos contemplativos podem durar somente poucos minutos, desde que sejam praticados com a máxima sinceridade de propósito, e não como simples rotina ou obrigação. O interessado na "cura espiritual" é o tipo de pessoa que não consegue passar um dia sequer sem se dedicar à "Prática do Silêncio". Para ele, estes momentos, destinados à percepção do Universo real, são os mais aguardados e felizes do dia.

As contemplações da Verdade podem ser feitas várias vezes por dia, em períodos curtos e de máxima atenção voltada ao objetivo das mesmas. Se ocorrer a lembrança de alguma citação ou declaração sobre a Verdade, nela permaneceremos por alguns segundos, constatando conscientemente a Presença divina sendo o "Eu absoluto" que cada um de nós já É! Também cada princípio espiritual estudado pode e deve servir como tema para "contemplação". O importante é que a pessoa se sinta "isolada" das crenças ilusórias "deste mundo". Melhor dizendo, ela deve se sentir isolada da crença universal que "encobre" o Paraíso aqui presente. Uma crença infundada nos mostra este conceito finito, mortal e ilusório de existência; assim, "isolados" do que é NADA, conscientemente nos posicionamos na Perfeição, que é TUDO!

Se as contemplações forem efetuadas com o propósito de criar em nós o hábito de "discernir espiritualmente" o Universo real e perfeito já aqui presente, poderemos realizá-las em curtíssimos intervalos de tempo, dependendo da nossa disponibilidade diária. Porém, se estivermos frente a frente com alguma "aparência" que nos requeira o que chamamos de "cura espiritual", a "Prática do Silêncio" deverá se alongar (ou ser repetida) o tempo que se mostrar necessário para que NÓS nos sintamos interiormente isolados da sugestão ilusória e em UNIDADE com o Todo Perfeito.

Há vários métodos de meditação. Cada pessoa deverá conhecer alguns e praticar aquele que, para ela, se mostre eficaz. Lembramos, contudo, que as "meditações contemplativas" jamais empregam esforço mental humano, nem são feitas para que "algo seja dito" a Deus. Elas devem ser realizadas com a mente serena, tranqüila e alerta, ciente de que O MILAGRE ESTÁ FEITO, até que, conscientemente, a Onipresença divina Se mostre revelada COMO o Ser que cada um de nós JÁ É! Este será o ponto final da "Prática do Silêncio": a percepção marcada pelo alívio pleno da sugestão falsa com o concomitante discernimento de que DEUS É TUDO, TUDO É DEUS.

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sexta-feira, outubro 17, 2014

O Eterno e Sagrado "Agora"

 Capítulo 20 

 O ETERNO E SAGRADO "AGORA"

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O Princípio da Graça imediata

Na tela da TV, é passado um filme com a duração de duas horas. No filme, o personagem é mostrado em três épocas distintas: a de sua infância, a de sua juventude e a considerada atual, de sua fase madura. As três épocas, no filme, duram em seu todo cerca de trinta e cinco anos, idade com que o personagem se apresenta ao término do filme. Desta maneira, o telespectador consegue, em apenas duas horas, acompanhar o desenrolar de três épocas, ou seja, trinta e cinco anos, enquanto o personagem vive, efetivamente, o período de trinta e cinco anos, totalmente alheio ao prazo de duas horas que é a duração "real" de todo o trabalho.

Os trinta e cinco anos estão contidos nas duas horas. Dependendo do referencial que considerarmos, a resposta correta sobre a duração da estória poderá ser a de trinta e cinco anos (para o personagem), ou a de duas horas (para o telespectador).

Algo análogo se dá no comportamento de um praticista espiritual. Ele se coloca na posição similar à do "telespectador", mas de forma totalmente radical. Para ele, toda a seqüência de tempo mostrada pela "mente humana", no filme "Mundo material", é considerada como de "duração-zero". O passado, o presente e o futuro são considerados como um "filme de duração-nula"; sem começo, meio ou fim: NULA! 

Que resulta desta consideração? Um dos maiores princípios espirituais conhecidos: o Princípio do eterno "AGORA". Com ele, teremos a visão crística que contempla unicamente a ONIPRESENÇA DIVINA! Também com ele, convictamente poderemos "perdoar a adúltera", "perdoar o ladrão na cruz". "perdoar", enfim, "setenta vezes sete" vezes. Unicamente o AGORA existe! Deus é Tudo! Onipresença! Os supostos "culpados e seus acusadores" somente eram "personagens" do filme "Mundo material", projetado pela "mente carnal". Saindo do filme (impersonalização) e encarando-o como "ilusório" e de nula-duração (nadificação), o praticista se verá vivenciando o glorioso e sagrado "AGORA"! O "Agora" que já é perdão incondicional; o "Agora" que já é cura completa, o "Agora" que é Graça divina!

Por pior que aparentem ser a "doença", o "pecado", a "situação discordante", ou a "pessoa", tudo pertence ao "filme", e em nada se relaciona conosco, desde que nos posicionemos conscientemente fora do mesmo. A Graça divina constitui ELEMENTO INTRÍNSECO AO NOSSO SER REAL. Cada ser já vive na Graça divina; já É a própria Graça divina em manifestação. O conceito absoluto do "AGORA" tem elo de unidade com o conceito da disponibilidade IMEDIATA da Graça divina.

Consciência Crística somente reconhece o AGORA

Devemos apreender com clareza este ponto: sempre existe unicamente o "AGORA". Se reconhecermos esta Verdade, estaremos automaticamente vivenciando o Paraíso da Eternidade, pois, a mente que contempla e admite como real somente o AGORA é a nossa Mente Crística, nossa Mente única e verdadeira. Este "Agora" não significa o "momento presente da aparência", reconhecido pela suposta "mente carnal". O chamado "momento-presente" é tão-somente parte do ilusório filme que deveremos anular por completo. O "momento-presente", captado pela "mente carnal", aceita o "bom momento" e o "mau momento", ou seja, aceita a crença dualista e a mutabilidade.

O "AGORA", o eterno e sagrado "AGORA", é o MOMENTO TRANSCENDENTAL DO ABSOLUTO; PERENE, PERFEITO, ISENTO DOS CONCEITOS DE BEM E MAL. 

O "AGORA" É! Assim, todos os problemas relacionados com "passado", "presente" e "futuro" são puríssimo "nada". Estamos agora vivendo num Universo impossível de ser captado pela chamada mente humana; porém, este Reino do Absoluto é discernido ininterruptamente pela nossa Mente Crística, a Mente que "zera" o filme "Mundo material" pela percepção deslumbrante do Reino de Deus, o Universo do Espírito, em que sempre já nos encontramos todos.

A pessoa que deixa de se identificar com o "conceito humano" dela própria", criado pela "mente carnal", e passa a perceber que DEUS E ELA SÃO O VERBO, UMA ÚNICA SUBSTÂNCIA, é o "filho pródigo de volta ao lar", citado na parábola de Jesus. No "LAR DO AGORA", o praticista contempla a "dissolução" de todo o hipnotismo coletivo visto pela "mente carnal". Mais que isso: ele vê que não existe nenhuma "mente carnal". Já sabe que a Mente infinita é a ÚNICA Mente real em existência!

Consciência do AGORA elimina a tendência de se "querer saber" se o chamado "paciente" melhorou ou se curou. A Consciência do "AGORA" sabe, em conhecimento eterno, que o suposto "paciente" é sempre o CRISTO!

Precisamos refletir com profundidade sobre a grandiosidade deste princípio e suas implicações. Ele é  valiosíssimo instrumento para todos os que estudam a Verdade, principalmente aos que se interessam pelo campo da "cura espiritual".

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quarta-feira, outubro 15, 2014

A Experiência de Deus

 Capítulo 19 

A EXPERIÊNCIA DE DEUS

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Toda a humanidade já é iluminada

Deus é a totalidade de tudo que existe. Quando falamos de "princípios de cura espiritual", nosso objetivo, com eles, é unicamente este: aquietar a "mente humana", que atua hipnoticamente sobre nós, para podermos "ter" A EXPERIÊNCIA DE DEUS.

Experiência de Deus pode ser considerada como sendo a própria cura espiritual, pois, na Presença Divina, a Harmonia sempre já É! A pessoa interessada no aprendizado da "cura espiritual" deve compreender com clareza este ponto: não será "ela", humanamente, a realizadora da chamada cura pelo emprego dos princípios que temos apontado: A CURA É A ESPONTÂNEA EXPERIÊNCIA DE DEUS, jamais obtida com artifícios humanos, mesmo sendo eles artifícios com objetivos espirituais.

Na verdade, como já comentamos anteriormente, não existe realmente a personalidade humana desejosa de realizar uma cura espiritual. O que há, portanto, é uma ILUSÃO, uma ilusória CRENÇA em dois poderes, ou em duas presenças, quando, na verdade, o que de fato existe é a ONIPRESENÇA! 

Deus é a totalidade de tudo que existe! A chamada "pessoa desejosa de curar" não passa de um componente deste filme ilusório projetado pela "mente humana". Também a "pessoa-paciente, que deseja a cura, é outra integrante do mesmo filme falso. Devemos, portanto, levar em conta o filme ilusório como um TODO. Fazendo uma analogia, é como se víssemos, pela TV, uma cena de novela, e fôssemos, não melhorar ou curar algum personagem do enredo, mas sim DESLIGAR a tomada do aparelho para fazer sumir a cena toda.

Enquanto estivermos na fase de aplicação dos princípios, não estaremos no campo da cura espiritual propriamente dita. Os princípios atuam na parte mental --mente humana--, como ponto inicial de apoio e como argumentos que contrariam os condicionamentos dessa mente, que aceitavam erroneamente a existência de dois poderes. Com a aplicação destes princípios, de uma maneira tranqüila e serena, sem esforços mentais, perceberemos a "mente humana" ir se aquietando até ser experienciado o SILÊNCIO INTERIOR, sempre presente. Sim, experienciado, e não obtido. Este Silêncio, esta condição interna de Paz profunda, sempre esteve, está e estará existindo em nós! Este Silêncio é a "Minha Paz", o estado de Ser, o estado de percepção de que "EU SOU", de que TODA A HUMANIDADE JÁ É ILUMINADA.

A Experiência de Deus é nossa própria Autodescoberta; a percepção de nossa identidade única e verdadeira como sendo o Cristo: Deus aparecendo individualizado COMO cada um de nós!

Diante desta "percepção", o "mundo ilusório" se revela como "nada", e Deus é percebido como a TOTALIDADE de tudo que existe. Em outras palavras, é o cumprimento, em nós, das seguintes palavras bíblicas: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Colossenses 3; 4).

Com a "Experiência de Deus", Deus é infinitamente contemplado como todo o Universo e como cada manifestação nele contida. Fica discernido o fato de que TUDO E TODOS JÁ SOMOS ILUMINADOS! Todos os textos, autores e cursos sobre a Verdade são relegados a segundo plano. Por quê? Por causa desta nossa EXPERIÊNCIA! A EXPERIÊNCIA DE DEUS! Com ela, descartamos a necessidade de teorias ou argumentações. Estas páginas são escritas unicamente para motivar cada leitor a se dedicar, de corpo e alma, a "perceber" esta Experiência de Deus em si mesmo! EXPERIENCIAR DEUS! EM SI MESMO! ESTE É O OBJETIVO ÚNICO!

Experiência de Deus comprova os princípios

Os princípios de cura, aqui apresentados, não existem apenas para serem lidos e arquivados na mente humana como um conhecimento a mais. Se isso ocorrer, a falsa aparência do nosso "Eu" correrá o risco de se julgar "iluminada", ou seja, poderá ocorrer o "endeusamento do ego", e tal presunção absurda somente dificultará o RENASCIMENTO, que constitui a Experiência de Deus em si. Os princípios devem ser conhecidos e APLICADOS corretamente, ou seja, conscientemente.

a) Impersonalização do erro: Devemos "isolar" o erro, o suposto mal ou problema da pessoa. O chamado "mal" jamais está na pessoa. Ela, em todos os casos, estará sendo sempre o Cristo! O "mal", portanto, está na "mente carnal coletiva", um "quadro hipnótico coletivo", que em nada se relaciona com a pessoa.

b) nadificação do erro: O "hipnotismo coletivo" (mente carnal) não constitui real adversário de Deus. Deus é a única Presença e o único Poder. Assim, as "formações mentais" a nós sugeridas pela "mente carnal" são AUSÊNCIAS, puríssimo NADA, sem qualquer poder para criá-las ou mantê-las. São ILUSÃO! Jamais devemos "combater o mal". Mas devemos "nadificá-lo", isto é, devemos perceber internamente que "aquilo" é NADA, não-existente, "vazio". O "nada" não possui pessoa alguma sobre a qual pudesse atuar!

Desse modo, "isolando" todo o cenário humano -- visto de forma global -- com todos os seus integrantes (incluindo também o conceito humano referente ao nosso "eu"), iremos "impersonalizar" e "nadificar" o quadro todo. Isso feito, "perceberemos" a EXPERIÊNCIA DE DEUS! A Experiência de estarmos vivendo nossa REAL IDENTIDADE! Veremos a comprovação de todos os princípios estudados.

Experiência de Deus elimina os complexos de inferioridade e de superioridade

Com a "Experiência de Deus", mesmo que a pessoa volte a se envolver com as crenças hipnóticas da "mente carnal", jamais ela voltará à condição de antes, aparentemente falando. Os complexos de inferioridade (ser alguém diferente de Deus) deixarão de operar sobre ela da forma intensa com que o vinha fazendo antes. A EXPERIÊNCIA DA REAL IDENTIDADE PERMANECE REGISTRADA NA MENTE! Terá, então, enorme facilidade em eliminar os complexos de inferioridade e os sentimentos de culpa e autocondenação. A partir daí, adquirirá o hábito de rapidamente descartar as "sugestões ilusórias" apresentadas pela "mente carnal" a respeito da existência de alguma pessoa apartada de Deus. Com isso, a pessoa se livrará também dos ilusórios "complexos de superioridade" que a fariam crer ser "mestre de alguém", ou ser "pessoa iluminada vivendo entre a massa em ilusão". A EXPERIÊNCIA DE DEUS REVELA TODA A HUMANIDADE JÁ ILUMINADA, facilitando-nos "contemplar o Cristo" em cada pessoa que encontrarmos. A EXPERIÊNCIA DE DEUS REVELA QUE ESTE MUNDO VISÍVEL, TAL COMO APARENTA SER, É NADA!

A Experiência de Deus não pode ser explicada ou traduzida por palavras. Aprendamos, pois, a "praticar o Silêncio"; dediquemo-nos a humanamente "falar menos”, para podermos discernir a "suave Voz silenciosa" vinda de nós mesmos! De nossa Consciência Iluminada! De Deus sendo o nosso ser!

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domingo, outubro 12, 2014

"Eu venci o mundo"

 Capítulo 18 

"EU VENCI O MUNDO”

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


A Verdade jamais é afetada pelo erro

A Bíblia contém inúmeras citações iluminadoras, verdadeiras fontes de inspiração, que podem nos servir como temas para darmos início às meditações de autotratamento. Não devemos encarar as citações como "promessas para o futuro", pois a Verdade sobre nós -- sobre o Eu que cada um de nós já É -- é a Verdade a nosso respeito exatamente AGORA, mesmo que, segundo o julgamento "deste mundo", tudo possa parecer testificar o contrário.

Um praticista de cura espiritual deve manter nitidamente em sua consciência este importantíssimo ponto: a Verdade jamais é afetada pelo erro. O Universo divino jamais é afetado pelos ilusórios conceitos ou falsas crenças que a mente humana cria ou retêm a seu respeito. Há um princípio! Absoluto! Portanto, mesmo que a "mente carnal" esteja testificando algum erro, a PERFEIÇÃO ABSOLUTA constitui o Fato verdadeiro existente, apesar de todas as aparências supostamente em contrário.

Mesmo que um aluno de matemática "erre na conta", e chegue à conclusão de que cinco maçãs mais cinco laranjas sejam onze frutas, a resposta "dez" continuará existindo, intacta, garantida pelo eterno princípio verdadeiro da matemática. Mesmo que a humanidade inteira, olhando para o quadro-negro, enxergue nele escrito aquele erro do aluno, o "onze", ou seja, mesmo que coletivamente esteja sendo dado aquele falso testemunho da presença do erro, a VERDADE continuará sendo o ÚNICO resultado realmente existente: o número "dez".

Precisamos analisar o Universo dessa forma, caso tenhamos por meta, "vencer o mundo". Precisamos RECONHECER o resultado divinamente revelado como o CORRETO, sempre presente, mesmo que "o mundo" nos traga seus incontáveis resultados FALSOS, que são desprovidos de qualquer princípio que os pudesse sustentar ou endossar.

Seriedade e Serenidade

Os princípios espirituais devem ser aplicados com seriedade e serenidade. Se o resultado da conta for DEZ, não precisamos ficar apreensivos ou preocupados em afirmar esse resultado correto centenas de vezes, ou em negar, um por um, resultados FALSOS para a questão em pauta. Os princípios devem ser utilizados "sem esforços mentais". A VERDADE É! O praticista é aquela pessoa que, diante dos infinitos resultados falsos para a conta, olha para todos eles considerando-os como um "todo falso". Por que? Simplesmente por já ter, estabelecido em sua mente, o único RESULTADO CORRETO possível. Por já ter, a priori, seguindo nossa analogia com a matemática, reconhecido o "DEZ" como a verdade para aquela questão.

O praticista é aquele que JÁ SABE A RESPOSTA DO TESTE, mesmo que este lhe seja apresentado juntamente com uma infinidade de alternativas possíveis.

Deixe o mundo do "quadro-negro"

O quadro-negro de uma escola aceita tanto o resultado correto como o incorreto de uma conta. A consciência do professor de matemática, já convicta do resultado certo, ao olhar para o "onze" escrito pelo aluno na lousa, imediatamente "enxerga" o "dez" em seu lugar. Sequer por um momento iria levar em consideração aquele resultado absurdo, ou erro, e tampouco iria correr o risco de admiti-lo como verdadeiro.

O Universo Real também existe incólume em nossa Consciência da Verdade. Todos os males e imperfeições sugeridos pela "mente carnal" são meramente "erros", resultados descabidos, pura ilusão insubstancial desenhada no quadro "este mundo". Para o praticista espiritual, o resultado único possível, diante de quaisquer "erros", é a presença constante da HARMONIA DIVINA! A ONIPRESENÇA DIVINA! Ele sabe, de antemão, que o Cristo é a única Vida presente como todos os seres; sabe, portanto, ser ele próprio este Cristo de Deus, e que todo suposto "paciente seu" é igualmente este mesmo Cristo. Desse modo, através deste discernimento espiritual, ele acaba por "vencer o mundo".

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sexta-feira, outubro 10, 2014

"Não são do mundo, como eu do mundo não sou"

 Capítulo 17 

"NÃO SÃO DO MUNDO, COMO EU DO MUNDO NÃO SOU" 
(João 17: 16)

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O foco de nossa atenção

Pelo condicionamento trazido pela "mente carnal", a humanidade se habituou a tudo conseguir através de esforços e lutas empreendidos no mundo percebido pelos sentidos físicos. O pior de tudo é que este condicionamento, de "aguardar vir de fora", abrange também o campo do estudo e conhecimento da Verdade. E assim, inúmeras pessoas, levadas por tais aceitações errôneas, ficam anos a fio à espera de um "MESTRE" que as possa salvar. 

Precisamos aniquilar radicalmente este ilusório condicionamento! Nossa atenção deve, necessariamente, permanecer centralizada na Verdade, e o FOCO desta atenção é unicamente o seguinte: EU SOU!

Quando o discípulo está preparado, o Mestre aparece

A frase “Quando o discípulo está preparado, o Mestre aparece”, é bem conhecida pelos estudantes da Verdade. Porém, levados pelo condicionamento da mente humana, muitos deles ainda estão À ESPERA do "mestre", ora tentando achá-Lo em algum ensinamento, curso ou livro, ora através de "preparações”, das mais variadas, na esperança de que através delas, um "mestre" lhes possa aparecer.

Além disso, há também pessoas que acreditam tê-lo encontrado! Mas, para elas, o "mestre" é alguma "pessoa iluminada", com a qual tiveram a oportunidade de trocar idéias e revelações sobre a Verdade. Desse modo, uma vez mais, as pessoas se limitam a reconhecer fora delas próprias a existência do "mestre prometido". Realizam cursos e mais cursos, lêem livros e mais livros, sentem-se um pouquinho fortalecidas, mas acabam por concluir que NÃO SE REALIZARAM PLENAMENTE! O motivo? O de sempre! Aguardar que "do mundo" lhes venha a "Minha paz". Obviamente, não somos contrários aos cursos, palestras e livros sobre a Verdade! Apenas alertamos que eles são um meio e não o fim. Cada pessoa precisa possuir nítida consciência deste ponto: O ÚNICO MESTRE QUE EXISTE CHAMA-SE: "EU SOU".

Quando alguém perceber que o EU que ele próprio já é, constitui "o Mestre", esta percepção será a "preparação única" a fazer com que "o Mestre" lhe apareça. Em outras palavras, "o discípulo preparado é seu Mestre"! Unidade! Quem se dedicar à Prática do Silêncio levando em conta todos estes pontos, acabará por comprovar que a Verdade é esta!

Encontrar o Mestre significa encontrar a Si mesmo

O "Mestre" é a Consciência Espiritual própria de cada um. Encontrá-Lo significa reconhecê-Lo. Quando "encontramos" a nossa Consciência Iluminada, estamos, na verdade, descobrindo nossa REAL IDENTIDADE, sempre-existente, pois, "quando vier o Consolador, ...ele testificará de MIM. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio."

A função dos princípios

Os princípios de cura, que temos visto nestas páginas, não devem ser utilizados como instrumentos de luta contra os erros do mundo. Eles somente nos servem como alicerce momentâneo, durante a fase inicial de "autotratamento", para podermos soltar os falsos condicionamentos oriundos da "mente carnal" e perceber, na quietude do Silêncio interno, que JAMAIS FOMOS SERES DESTE MUNDO. Discerniremos que o "EU", a nossa Consciência Iluminada, é a própria Presença divina aparecendo COMO o " nosso ser".

Contemplemos esta Verdade: "Eu, do mundo, não sou", pois vivo no Meu reino! A despeito de todas as aparências ou crenças em contrário, EU, DO MUNDO, NÃO SOU! EU, simplesmente, SOU! Percebamos a profundidade da revelação de Cristo: "Não são do mundo, como eu do mundo não sou". E, mais importante ainda, percebamos sua validade para cada um de nós!

PSApesar de Cristo nos ter dito: "Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra”, Buda nos ter dito: "O homem jamais esteve no ventre materno", e a Ciência Cristã nos ter revelado que "Não existe vida, inteligência nem substância na matéria", a maioria vive, até hoje, à mercê destas crenças falsas! Por quê? Por não ter se dedicado a reconhecer radicalmente estas Verdades como VERDADEIRAS!

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quarta-feira, outubro 08, 2014

A miragem não se encontra no deserto

 Capítulo 16 

A MIRAGEM NÃO SE ENCONTRA NO DESERTO

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Se um andarilho, no deserto, repentinamente visualizar um lago inexistente, fruto de sua alucinação, esta miragem somente irá "existir" para a mente dele. A compreensão deste ponto é de vital importância na prática da cura espiritual. Se a miragem não se encontra no deserto, mas apenas na mente iludida da pessoa, seria ridículo acreditarmos que tal imagem mental ilusória pudesse, de alguma forma, atuar verdadeiramente no deserto, já que este, durante todo o tempo, permaneceria em seu estado originário, isto é, seco!

Sempre que estivermos diante de alguma situação de imperfeição, devemos, instantaneamente, "localizar" este quadro a nós apresentado. A tendência normal seria a de crermos que a "situação imperfeita" estivesse realmente acontecendo "lá fora", e que nós, de algum modo, devêssemos tentar "corrigir" aquela "imperfeição". Porém, do ponto de vista da "cura espiritual", nada conseguiremos positivamente, se formos agir desta forma. O quadro "este mundo", com todas as suas situações, boas ou más, não existe "lá fora"; tal qual a MIRAGEM, este quadro somente está "existindo" dentro da mente coletiva da humanidade.

Assim como o deserto permanece seco lá fora, sem lago algum, também o Universo Divino em que estamos, permanece perfeito, infinitamente perfeito, "lá fora", independente de quaisquer imperfeições por nós vistas na "miragem" criada pela mente carnal. Em outras palavras, deveremos abandonar radicalmente a errônea tendência de querer "curar", "melhorar" ou "corrigir" alguma situação supostamente presente "lá fora", no mundo.

O Procedimento Correto

Quando afirmamos que o Universo já é perfeito, e que o "mundo imperfeito" não existe "lá fora", não passando de uma espécie de filme ou quadro mental, presente em "nossa mente" (a ilusória mente coletiva), em geral surge esta pergunta: "Como transformar estes quadros mentais desarmônicos em quadros harmoniosos?” O praticista de cura espiritual não pode estar munido desta intenção: sua função é permanecer numa posição neutra e transcendental diante destes quadros falsos. Para tanto, ele se utiliza dos princípios de cura e da "Prática do Silêncio". Os princípios lhe dão a ajuda inicial no sentido de se posicionar de forma neutra, diante dos quadros ilusórios. Assim, caminhando contemplativamente rumo ao seu próprio íntimo, paulatinamente acabará por se descobrir em sua real identidade divina, "habitando no esconderijo do Altíssimo e repousando à sombra do Onipotente". Somente neste Silêncio interior poderemos constatar a veracidade do Poder Único e da Presença Única constituindo o NOSSO PRÓPRIO SER!

Há, aqui, um ponto importante a ser lembrado: os princípios não irão nos isolar das crenças coletivas para que possamos "nos tornar um com Deus". Eles apenas nos auxiliarão no RECONHECIMENTO de que JÁ ESTAMOS ISOLADOS DAS CRENÇAS UNIVERSAIS E JÁ SOMOS UM COM DEUS. A miragem jamais poderá ser isolada do deserto, pelo simples fato de ser meramente miragem. O homem jamais poderá ser isolado das crenças ilusórias, pelo simples fato de serem todas elas ilusórias.

Precisamos CONTEMPLAR a Realidade da maneira MAIS DIRETA POSSÍVEL! Sem esforços! Deus É! A Graça divina é de imediata e instantânea disponibilidade! 

Volte-se interiormente e reconheça o Reino DENTRO de seu próprio Ser; sinta-se imerso em Deus e interpenetrado pelo Amor Onipresente! Lembre-se do Ponto de Partida Fundamental do Autotratamento:

Diante de qualquer chamado de ajuda, 
solte imediatamente o nome, o corpo, a doença ou 
o problema do chamado "paciente", 
e passe diretamente 
à palavra"Deus".

Para ser entendido como a pessoa receberá a ajuda, sem que seu nome ou condição sejam informados ao praticista, podemos empregar a seguinte ilustração:

Suponhamos que as ondas espirituais perfeitas do Universo Divino fossem as ondas de televisão. Quando estas ondas são captadas pela antena coletiva de um prédio, passam a ser captadas por todos os aparelhos de TV ligados que estiverem no edifício. Assim, a antena coletiva terá captado uma "imagem coletiva", vista por todos os moradores do prédio. Se a antena coletiva receber os sinais da emissora de TV com a perfeição total, todos os aparelhos receberão a "imagem coletiva" também perfeita. O praticista de cura espiritual pode ser comparado à "antena que capta a perfeição". Todos os que a ele estiverem "ligados", em Consciência, receberão a "imagem perfeita" por ele captada. A antena coletiva não aperfeiçoa a onda emitida! Apenas CAPTA-A corretamente. O praticista também não tenta aperfeiçoar nada. Ele simplesmente capta e reconhece a PERFEIÇÃO DIVINA ONIPOTENTE E ONIPRESENTE. Assim, todos os seus "pacientes" poderão ser os "televisores" que transmitem as imagens perfeitas.

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