"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

segunda-feira, outubro 20, 2014

Convicção de que o milagre está feito: a base da cura


 Capítulo 21 

 CONVICÇÃO DE QUE O MILAGRE ESTÁ FEITO: 
A BASE DA CURA

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O milagre já está feito

Um praticista de cura espiritual não é alguém que realiza "milagres", como muitos chegam a pensar. É aquele que, por ter conhecido a Verdade, sabe que "todo milagre está feito". Existe, aqui mesmo, um Reino divino pronto! Este é o "milagre"! O Universo divino é habitado, neste exato "agora", unicamente por deuses! Seres perfeitos! Cada qual já é o Cristo. Dotado desta convicção, o praticista somente aquieta sua mente para permanecer repousado no reconhecimento desta Verdade.

Temos afirmado que um praticista jamais deve levar em consideração o nome ou o tipo de problema da pessoa que a ele se dirija para "ser curada". Deus é a Pessoa Única que há; portanto, imbuído desta convicção, o praticista não se deixa levar pela natural, mas errônea, tendência da mente humana de "pretender curar".

Todo "milagre" já está feito! Este é o conhecimento que dá alívio e confiança ao praticista. Ele sabe que a parte que lhe cabe não é a de eliminar algum tipo de doença ou problema. Sua única função se reduz ao seguinte: reconhecer que o milagre já está feito. Solidamente apoiado nesta convicção, o praticista permanece em meditação contemplativa, na quietude de seu próprio íntimo, totalmente solto dos pretensos problemas a ele sugeridos pela ilusória "mente carnal". Nesse reconhecimento contínuo, de que "o milagre já está feito", pode-se demonstrar a Verdade de que as "aparências de problemas" deste mundo são o puríssimo NADA. O conhecimento verdadeiro economiza esforços.

A cura espiritual não exige esforços mentais por parte do praticista. Pelo contrário, ela exige que ele esteja bem relaxado, com a mente serena e confiante, voltada unicamente a Deus e Seu Universo perfeito. Nestas condições deve ele permanecer, até que a "Voz interior"  lhe anuncie que, de fato, a Harmonia já É! A Onipresença já É!

Aquiete-se! Faça-o agora! Interrompa esta leitura para "Ouvir a Pequenina Voz" de Sua própria Consciência, que é Deus! Prepare-se para aguardar, por alguns instantes, a "descida do Espírito Santo", a vinda do "sentimento interior" que testifica o grandioso fato espiritual de que "o milagre está feito". Somente então, continue a ler este texto.

A convicção nos chega do próprio íntimo

Se foi seguida nossa orientação dada logo atrás, a respeito da interrupção desta leitura para a "Voz interna" ser ouvida, o leitor terá dado grande passo na obtenção da CONVICÇÃO necessária ao praticista espiritual. A "mente carnal" reluta em interromper leituras para dar lugar às meditações! Ela "sabe" que estas paradas propiciam uma percepção ampla e clara da Voz Interior, e, que estas acabam revelando a natureza ilusória da suposta "mente humana".

De fato, "mente humana" é sinônimo de "nada"! A mente que insiste em aprender a Verdade exclusivamente através de contínuas e demoradas sessões de leitura é a "mente carnal"! Precisamos quebrar este condicionamento ilusório, para ficarmos habituados a "discernir através da Voz interior”; esta, sim, é a Voz de Deus sendo nossa legítima identidade perfeita!

Deixe "o milagre" fluir por si mesmo

O Universo divino já está pronto. Isto não significa que este Universo seja algo estático; pelo contrário, a PERFEIÇÃO ESPIRITUAL continuamente Se desdobra, em proporções infinitas, dentro das Leis divinas de máxima Ordem ou Harmonia. Assim, ao afirmarmos que "o Universo está pronto", queremos dizer que TODO O DESDOBRAR DA AÇÃO DIVINA SE FAZ AGORA, E ETERNAMENTE, NA MAIS PERFEITA HARMONIA. Quando a "mente carnal" reconhece esta Verdade, de que "o Universo já está feito", isso corresponde à função única do praticista: "deixar fluir" o "Milagre da Existência".

As contemplações constituem o alicerce da prática de cura

Precisamos nos dedicar diariamente às "contemplações da Verdade", para formarmos o hábito de "discernir as coisas espiritualmente". Estes períodos contemplativos podem durar somente poucos minutos, desde que sejam praticados com a máxima sinceridade de propósito, e não como simples rotina ou obrigação. O interessado na "cura espiritual" é o tipo de pessoa que não consegue passar um dia sequer sem se dedicar à "Prática do Silêncio". Para ele, estes momentos, destinados à percepção do Universo real, são os mais aguardados e felizes do dia.

As contemplações da Verdade podem ser feitas várias vezes por dia, em períodos curtos e de máxima atenção voltada ao objetivo das mesmas. Se ocorrer a lembrança de alguma citação ou declaração sobre a Verdade, nela permaneceremos por alguns segundos, constatando conscientemente a Presença divina sendo o "Eu absoluto" que cada um de nós já É! Também cada princípio espiritual estudado pode e deve servir como tema para "contemplação". O importante é que a pessoa se sinta "isolada" das crenças ilusórias "deste mundo". Melhor dizendo, ela deve se sentir isolada da crença universal que "encobre" o Paraíso aqui presente. Uma crença infundada nos mostra este conceito finito, mortal e ilusório de existência; assim, "isolados" do que é NADA, conscientemente nos posicionamos na Perfeição, que é TUDO!

Se as contemplações forem efetuadas com o propósito de criar em nós o hábito de "discernir espiritualmente" o Universo real e perfeito já aqui presente, poderemos realizá-las em curtíssimos intervalos de tempo, dependendo da nossa disponibilidade diária. Porém, se estivermos frente a frente com alguma "aparência" que nos requeira o que chamamos de "cura espiritual", a "Prática do Silêncio" deverá se alongar (ou ser repetida) o tempo que se mostrar necessário para que NÓS nos sintamos interiormente isolados da sugestão ilusória e em UNIDADE com o Todo Perfeito.

Há vários métodos de meditação. Cada pessoa deverá conhecer alguns e praticar aquele que, para ela, se mostre eficaz. Lembramos, contudo, que as "meditações contemplativas" jamais empregam esforço mental humano, nem são feitas para que "algo seja dito" a Deus. Elas devem ser realizadas com a mente serena, tranqüila e alerta, ciente de que O MILAGRE ESTÁ FEITO, até que, conscientemente, a Onipresença divina Se mostre revelada COMO o Ser que cada um de nós JÁ É! Este será o ponto final da "Prática do Silêncio": a percepção marcada pelo alívio pleno da sugestão falsa com o concomitante discernimento de que DEUS É TUDO, TUDO É DEUS.

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sexta-feira, outubro 17, 2014

O Eterno e Sagrado "Agora"

 Capítulo 20 

 O ETERNO E SAGRADO "AGORA"

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O Princípio da Graça imediata

Na tela da TV, é passado um filme com a duração de duas horas. No filme, o personagem é mostrado em três épocas distintas: a de sua infância, a de sua juventude e a considerada atual, de sua fase madura. As três épocas, no filme, duram em seu todo cerca de trinta e cinco anos, idade com que o personagem se apresenta ao término do filme. Desta maneira, o telespectador consegue, em apenas duas horas, acompanhar o desenrolar de três épocas, ou seja, trinta e cinco anos, enquanto o personagem vive, efetivamente, o período de trinta e cinco anos, totalmente alheio ao prazo de duas horas que é a duração "real" de todo o trabalho.

Os trinta e cinco anos estão contidos nas duas horas. Dependendo do referencial que considerarmos, a resposta correta sobre a duração da estória poderá ser a de trinta e cinco anos (para o personagem), ou a de duas horas (para o telespectador).

Algo análogo se dá no comportamento de um praticista espiritual. Ele se coloca na posição similar à do "telespectador", mas de forma totalmente radical. Para ele, toda a seqüência de tempo mostrada pela "mente humana", no filme "Mundo material", é considerada como de "duração-zero". O passado, o presente e o futuro são considerados como um "filme de duração-nula"; sem começo, meio ou fim: NULA! 

Que resulta desta consideração? Um dos maiores princípios espirituais conhecidos: o Princípio do eterno "AGORA". Com ele, teremos a visão crística que contempla unicamente a ONIPRESENÇA DIVINA! Também com ele, convictamente poderemos "perdoar a adúltera", "perdoar o ladrão na cruz". "perdoar", enfim, "setenta vezes sete" vezes. Unicamente o AGORA existe! Deus é Tudo! Onipresença! Os supostos "culpados e seus acusadores" somente eram "personagens" do filme "Mundo material", projetado pela "mente carnal". Saindo do filme (impersonalização) e encarando-o como "ilusório" e de nula-duração (nadificação), o praticista se verá vivenciando o glorioso e sagrado "AGORA"! O "Agora" que já é perdão incondicional; o "Agora" que já é cura completa, o "Agora" que é Graça divina!

Por pior que aparentem ser a "doença", o "pecado", a "situação discordante", ou a "pessoa", tudo pertence ao "filme", e em nada se relaciona conosco, desde que nos posicionemos conscientemente fora do mesmo. A Graça divina constitui ELEMENTO INTRÍNSECO AO NOSSO SER REAL. Cada ser já vive na Graça divina; já É a própria Graça divina em manifestação. O conceito absoluto do "AGORA" tem elo de unidade com o conceito da disponibilidade IMEDIATA da Graça divina.

Consciência Crística somente reconhece o AGORA

Devemos apreender com clareza este ponto: sempre existe unicamente o "AGORA". Se reconhecermos esta Verdade, estaremos automaticamente vivenciando o Paraíso da Eternidade, pois, a mente que contempla e admite como real somente o AGORA é a nossa Mente Crística, nossa Mente única e verdadeira. Este "Agora" não significa o "momento presente da aparência", reconhecido pela suposta "mente carnal". O chamado "momento-presente" é tão-somente parte do ilusório filme que deveremos anular por completo. O "momento-presente", captado pela "mente carnal", aceita o "bom momento" e o "mau momento", ou seja, aceita a crença dualista e a mutabilidade.

O "AGORA", o eterno e sagrado "AGORA", é o MOMENTO TRANSCENDENTAL DO ABSOLUTO; PERENE, PERFEITO, ISENTO DOS CONCEITOS DE BEM E MAL. 

O "AGORA" É! Assim, todos os problemas relacionados com "passado", "presente" e "futuro" são puríssimo "nada". Estamos agora vivendo num Universo impossível de ser captado pela chamada mente humana; porém, este Reino do Absoluto é discernido ininterruptamente pela nossa Mente Crística, a Mente que "zera" o filme "Mundo material" pela percepção deslumbrante do Reino de Deus, o Universo do Espírito, em que sempre já nos encontramos todos.

A pessoa que deixa de se identificar com o "conceito humano" dela própria", criado pela "mente carnal", e passa a perceber que DEUS E ELA SÃO O VERBO, UMA ÚNICA SUBSTÂNCIA, é o "filho pródigo de volta ao lar", citado na parábola de Jesus. No "LAR DO AGORA", o praticista contempla a "dissolução" de todo o hipnotismo coletivo visto pela "mente carnal". Mais que isso: ele vê que não existe nenhuma "mente carnal". Já sabe que a Mente infinita é a ÚNICA Mente real em existência!

Consciência do AGORA elimina a tendência de se "querer saber" se o chamado "paciente" melhorou ou se curou. A Consciência do "AGORA" sabe, em conhecimento eterno, que o suposto "paciente" é sempre o CRISTO!

Precisamos refletir com profundidade sobre a grandiosidade deste princípio e suas implicações. Ele é  valiosíssimo instrumento para todos os que estudam a Verdade, principalmente aos que se interessam pelo campo da "cura espiritual".

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quarta-feira, outubro 15, 2014

A Experiência de Deus

 Capítulo 19 

A EXPERIÊNCIA DE DEUS

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Toda a humanidade já é iluminada

Deus é a totalidade de tudo que existe. Quando falamos de "princípios de cura espiritual", nosso objetivo, com eles, é unicamente este: aquietar a "mente humana", que atua hipnoticamente sobre nós, para podermos "ter" A EXPERIÊNCIA DE DEUS.

Experiência de Deus pode ser considerada como sendo a própria cura espiritual, pois, na Presença Divina, a Harmonia sempre já É! A pessoa interessada no aprendizado da "cura espiritual" deve compreender com clareza este ponto: não será "ela", humanamente, a realizadora da chamada cura pelo emprego dos princípios que temos apontado: A CURA É A ESPONTÂNEA EXPERIÊNCIA DE DEUS, jamais obtida com artifícios humanos, mesmo sendo eles artifícios com objetivos espirituais.

Na verdade, como já comentamos anteriormente, não existe realmente a personalidade humana desejosa de realizar uma cura espiritual. O que há, portanto, é uma ILUSÃO, uma ilusória CRENÇA em dois poderes, ou em duas presenças, quando, na verdade, o que de fato existe é a ONIPRESENÇA! 

Deus é a totalidade de tudo que existe! A chamada "pessoa desejosa de curar" não passa de um componente deste filme ilusório projetado pela "mente humana". Também a "pessoa-paciente, que deseja a cura, é outra integrante do mesmo filme falso. Devemos, portanto, levar em conta o filme ilusório como um TODO. Fazendo uma analogia, é como se víssemos, pela TV, uma cena de novela, e fôssemos, não melhorar ou curar algum personagem do enredo, mas sim DESLIGAR a tomada do aparelho para fazer sumir a cena toda.

Enquanto estivermos na fase de aplicação dos princípios, não estaremos no campo da cura espiritual propriamente dita. Os princípios atuam na parte mental --mente humana--, como ponto inicial de apoio e como argumentos que contrariam os condicionamentos dessa mente, que aceitavam erroneamente a existência de dois poderes. Com a aplicação destes princípios, de uma maneira tranqüila e serena, sem esforços mentais, perceberemos a "mente humana" ir se aquietando até ser experienciado o SILÊNCIO INTERIOR, sempre presente. Sim, experienciado, e não obtido. Este Silêncio, esta condição interna de Paz profunda, sempre esteve, está e estará existindo em nós! Este Silêncio é a "Minha Paz", o estado de Ser, o estado de percepção de que "EU SOU", de que TODA A HUMANIDADE JÁ É ILUMINADA.

A Experiência de Deus é nossa própria Autodescoberta; a percepção de nossa identidade única e verdadeira como sendo o Cristo: Deus aparecendo individualizado COMO cada um de nós!

Diante desta "percepção", o "mundo ilusório" se revela como "nada", e Deus é percebido como a TOTALIDADE de tudo que existe. Em outras palavras, é o cumprimento, em nós, das seguintes palavras bíblicas: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Colossenses 3; 4).

Com a "Experiência de Deus", Deus é infinitamente contemplado como todo o Universo e como cada manifestação nele contida. Fica discernido o fato de que TUDO E TODOS JÁ SOMOS ILUMINADOS! Todos os textos, autores e cursos sobre a Verdade são relegados a segundo plano. Por quê? Por causa desta nossa EXPERIÊNCIA! A EXPERIÊNCIA DE DEUS! Com ela, descartamos a necessidade de teorias ou argumentações. Estas páginas são escritas unicamente para motivar cada leitor a se dedicar, de corpo e alma, a "perceber" esta Experiência de Deus em si mesmo! EXPERIENCIAR DEUS! EM SI MESMO! ESTE É O OBJETIVO ÚNICO!

Experiência de Deus comprova os princípios

Os princípios de cura, aqui apresentados, não existem apenas para serem lidos e arquivados na mente humana como um conhecimento a mais. Se isso ocorrer, a falsa aparência do nosso "Eu" correrá o risco de se julgar "iluminada", ou seja, poderá ocorrer o "endeusamento do ego", e tal presunção absurda somente dificultará o RENASCIMENTO, que constitui a Experiência de Deus em si. Os princípios devem ser conhecidos e APLICADOS corretamente, ou seja, conscientemente.

a) Impersonalização do erro: Devemos "isolar" o erro, o suposto mal ou problema da pessoa. O chamado "mal" jamais está na pessoa. Ela, em todos os casos, estará sendo sempre o Cristo! O "mal", portanto, está na "mente carnal coletiva", um "quadro hipnótico coletivo", que em nada se relaciona com a pessoa.

b) nadificação do erro: O "hipnotismo coletivo" (mente carnal) não constitui real adversário de Deus. Deus é a única Presença e o único Poder. Assim, as "formações mentais" a nós sugeridas pela "mente carnal" são AUSÊNCIAS, puríssimo NADA, sem qualquer poder para criá-las ou mantê-las. São ILUSÃO! Jamais devemos "combater o mal". Mas devemos "nadificá-lo", isto é, devemos perceber internamente que "aquilo" é NADA, não-existente, "vazio". O "nada" não possui pessoa alguma sobre a qual pudesse atuar!

Desse modo, "isolando" todo o cenário humano -- visto de forma global -- com todos os seus integrantes (incluindo também o conceito humano referente ao nosso "eu"), iremos "impersonalizar" e "nadificar" o quadro todo. Isso feito, "perceberemos" a EXPERIÊNCIA DE DEUS! A Experiência de estarmos vivendo nossa REAL IDENTIDADE! Veremos a comprovação de todos os princípios estudados.

Experiência de Deus elimina os complexos de inferioridade e de superioridade

Com a "Experiência de Deus", mesmo que a pessoa volte a se envolver com as crenças hipnóticas da "mente carnal", jamais ela voltará à condição de antes, aparentemente falando. Os complexos de inferioridade (ser alguém diferente de Deus) deixarão de operar sobre ela da forma intensa com que o vinha fazendo antes. A EXPERIÊNCIA DA REAL IDENTIDADE PERMANECE REGISTRADA NA MENTE! Terá, então, enorme facilidade em eliminar os complexos de inferioridade e os sentimentos de culpa e autocondenação. A partir daí, adquirirá o hábito de rapidamente descartar as "sugestões ilusórias" apresentadas pela "mente carnal" a respeito da existência de alguma pessoa apartada de Deus. Com isso, a pessoa se livrará também dos ilusórios "complexos de superioridade" que a fariam crer ser "mestre de alguém", ou ser "pessoa iluminada vivendo entre a massa em ilusão". A EXPERIÊNCIA DE DEUS REVELA TODA A HUMANIDADE JÁ ILUMINADA, facilitando-nos "contemplar o Cristo" em cada pessoa que encontrarmos. A EXPERIÊNCIA DE DEUS REVELA QUE ESTE MUNDO VISÍVEL, TAL COMO APARENTA SER, É NADA!

A Experiência de Deus não pode ser explicada ou traduzida por palavras. Aprendamos, pois, a "praticar o Silêncio"; dediquemo-nos a humanamente "falar menos”, para podermos discernir a "suave Voz silenciosa" vinda de nós mesmos! De nossa Consciência Iluminada! De Deus sendo o nosso ser!

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domingo, outubro 12, 2014

"Eu venci o mundo"

 Capítulo 18 

"EU VENCI O MUNDO”

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


A Verdade jamais é afetada pelo erro

A Bíblia contém inúmeras citações iluminadoras, verdadeiras fontes de inspiração, que podem nos servir como temas para darmos início às meditações de autotratamento. Não devemos encarar as citações como "promessas para o futuro", pois a Verdade sobre nós -- sobre o Eu que cada um de nós já É -- é a Verdade a nosso respeito exatamente AGORA, mesmo que, segundo o julgamento "deste mundo", tudo possa parecer testificar o contrário.

Um praticista de cura espiritual deve manter nitidamente em sua consciência este importantíssimo ponto: a Verdade jamais é afetada pelo erro. O Universo divino jamais é afetado pelos ilusórios conceitos ou falsas crenças que a mente humana cria ou retêm a seu respeito. Há um princípio! Absoluto! Portanto, mesmo que a "mente carnal" esteja testificando algum erro, a PERFEIÇÃO ABSOLUTA constitui o Fato verdadeiro existente, apesar de todas as aparências supostamente em contrário.

Mesmo que um aluno de matemática "erre na conta", e chegue à conclusão de que cinco maçãs mais cinco laranjas sejam onze frutas, a resposta "dez" continuará existindo, intacta, garantida pelo eterno princípio verdadeiro da matemática. Mesmo que a humanidade inteira, olhando para o quadro-negro, enxergue nele escrito aquele erro do aluno, o "onze", ou seja, mesmo que coletivamente esteja sendo dado aquele falso testemunho da presença do erro, a VERDADE continuará sendo o ÚNICO resultado realmente existente: o número "dez".

Precisamos analisar o Universo dessa forma, caso tenhamos por meta, "vencer o mundo". Precisamos RECONHECER o resultado divinamente revelado como o CORRETO, sempre presente, mesmo que "o mundo" nos traga seus incontáveis resultados FALSOS, que são desprovidos de qualquer princípio que os pudesse sustentar ou endossar.

Seriedade e Serenidade

Os princípios espirituais devem ser aplicados com seriedade e serenidade. Se o resultado da conta for DEZ, não precisamos ficar apreensivos ou preocupados em afirmar esse resultado correto centenas de vezes, ou em negar, um por um, resultados FALSOS para a questão em pauta. Os princípios devem ser utilizados "sem esforços mentais". A VERDADE É! O praticista é aquela pessoa que, diante dos infinitos resultados falsos para a conta, olha para todos eles considerando-os como um "todo falso". Por que? Simplesmente por já ter, estabelecido em sua mente, o único RESULTADO CORRETO possível. Por já ter, a priori, seguindo nossa analogia com a matemática, reconhecido o "DEZ" como a verdade para aquela questão.

O praticista é aquele que JÁ SABE A RESPOSTA DO TESTE, mesmo que este lhe seja apresentado juntamente com uma infinidade de alternativas possíveis.

Deixe o mundo do "quadro-negro"

O quadro-negro de uma escola aceita tanto o resultado correto como o incorreto de uma conta. A consciência do professor de matemática, já convicta do resultado certo, ao olhar para o "onze" escrito pelo aluno na lousa, imediatamente "enxerga" o "dez" em seu lugar. Sequer por um momento iria levar em consideração aquele resultado absurdo, ou erro, e tampouco iria correr o risco de admiti-lo como verdadeiro.

O Universo Real também existe incólume em nossa Consciência da Verdade. Todos os males e imperfeições sugeridos pela "mente carnal" são meramente "erros", resultados descabidos, pura ilusão insubstancial desenhada no quadro "este mundo". Para o praticista espiritual, o resultado único possível, diante de quaisquer "erros", é a presença constante da HARMONIA DIVINA! A ONIPRESENÇA DIVINA! Ele sabe, de antemão, que o Cristo é a única Vida presente como todos os seres; sabe, portanto, ser ele próprio este Cristo de Deus, e que todo suposto "paciente seu" é igualmente este mesmo Cristo. Desse modo, através deste discernimento espiritual, ele acaba por "vencer o mundo".

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sexta-feira, outubro 10, 2014

"Não são do mundo, como eu do mundo não sou"

 Capítulo 17 

"NÃO SÃO DO MUNDO, COMO EU DO MUNDO NÃO SOU" 
(João 17: 16)

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O foco de nossa atenção

Pelo condicionamento trazido pela "mente carnal", a humanidade se habituou a tudo conseguir através de esforços e lutas empreendidos no mundo percebido pelos sentidos físicos. O pior de tudo é que este condicionamento, de "aguardar vir de fora", abrange também o campo do estudo e conhecimento da Verdade. E assim, inúmeras pessoas, levadas por tais aceitações errôneas, ficam anos a fio à espera de um "MESTRE" que as possa salvar. 

Precisamos aniquilar radicalmente este ilusório condicionamento! Nossa atenção deve, necessariamente, permanecer centralizada na Verdade, e o FOCO desta atenção é unicamente o seguinte: EU SOU!

Quando o discípulo está preparado, o Mestre aparece

A frase “Quando o discípulo está preparado, o Mestre aparece”, é bem conhecida pelos estudantes da Verdade. Porém, levados pelo condicionamento da mente humana, muitos deles ainda estão À ESPERA do "mestre", ora tentando achá-Lo em algum ensinamento, curso ou livro, ora através de "preparações”, das mais variadas, na esperança de que através delas, um "mestre" lhes possa aparecer.

Além disso, há também pessoas que acreditam tê-lo encontrado! Mas, para elas, o "mestre" é alguma "pessoa iluminada", com a qual tiveram a oportunidade de trocar idéias e revelações sobre a Verdade. Desse modo, uma vez mais, as pessoas se limitam a reconhecer fora delas próprias a existência do "mestre prometido". Realizam cursos e mais cursos, lêem livros e mais livros, sentem-se um pouquinho fortalecidas, mas acabam por concluir que NÃO SE REALIZARAM PLENAMENTE! O motivo? O de sempre! Aguardar que "do mundo" lhes venha a "Minha paz". Obviamente, não somos contrários aos cursos, palestras e livros sobre a Verdade! Apenas alertamos que eles são um meio e não o fim. Cada pessoa precisa possuir nítida consciência deste ponto: O ÚNICO MESTRE QUE EXISTE CHAMA-SE: "EU SOU".

Quando alguém perceber que o EU que ele próprio já é, constitui "o Mestre", esta percepção será a "preparação única" a fazer com que "o Mestre" lhe apareça. Em outras palavras, "o discípulo preparado é seu Mestre"! Unidade! Quem se dedicar à Prática do Silêncio levando em conta todos estes pontos, acabará por comprovar que a Verdade é esta!

Encontrar o Mestre significa encontrar a Si mesmo

O "Mestre" é a Consciência Espiritual própria de cada um. Encontrá-Lo significa reconhecê-Lo. Quando "encontramos" a nossa Consciência Iluminada, estamos, na verdade, descobrindo nossa REAL IDENTIDADE, sempre-existente, pois, "quando vier o Consolador, ...ele testificará de MIM. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio."

A função dos princípios

Os princípios de cura, que temos visto nestas páginas, não devem ser utilizados como instrumentos de luta contra os erros do mundo. Eles somente nos servem como alicerce momentâneo, durante a fase inicial de "autotratamento", para podermos soltar os falsos condicionamentos oriundos da "mente carnal" e perceber, na quietude do Silêncio interno, que JAMAIS FOMOS SERES DESTE MUNDO. Discerniremos que o "EU", a nossa Consciência Iluminada, é a própria Presença divina aparecendo COMO o " nosso ser".

Contemplemos esta Verdade: "Eu, do mundo, não sou", pois vivo no Meu reino! A despeito de todas as aparências ou crenças em contrário, EU, DO MUNDO, NÃO SOU! EU, simplesmente, SOU! Percebamos a profundidade da revelação de Cristo: "Não são do mundo, como eu do mundo não sou". E, mais importante ainda, percebamos sua validade para cada um de nós!

PSApesar de Cristo nos ter dito: "Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra”, Buda nos ter dito: "O homem jamais esteve no ventre materno", e a Ciência Cristã nos ter revelado que "Não existe vida, inteligência nem substância na matéria", a maioria vive, até hoje, à mercê destas crenças falsas! Por quê? Por não ter se dedicado a reconhecer radicalmente estas Verdades como VERDADEIRAS!

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quarta-feira, outubro 08, 2014

A miragem não se encontra no deserto

 Capítulo 16 

A MIRAGEM NÃO SE ENCONTRA NO DESERTO

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Se um andarilho, no deserto, repentinamente visualizar um lago inexistente, fruto de sua alucinação, esta miragem somente irá "existir" para a mente dele. A compreensão deste ponto é de vital importância na prática da cura espiritual. Se a miragem não se encontra no deserto, mas apenas na mente iludida da pessoa, seria ridículo acreditarmos que tal imagem mental ilusória pudesse, de alguma forma, atuar verdadeiramente no deserto, já que este, durante todo o tempo, permaneceria em seu estado originário, isto é, seco!

Sempre que estivermos diante de alguma situação de imperfeição, devemos, instantaneamente, "localizar" este quadro a nós apresentado. A tendência normal seria a de crermos que a "situação imperfeita" estivesse realmente acontecendo "lá fora", e que nós, de algum modo, devêssemos tentar "corrigir" aquela "imperfeição". Porém, do ponto de vista da "cura espiritual", nada conseguiremos positivamente, se formos agir desta forma. O quadro "este mundo", com todas as suas situações, boas ou más, não existe "lá fora"; tal qual a MIRAGEM, este quadro somente está "existindo" dentro da mente coletiva da humanidade.

Assim como o deserto permanece seco lá fora, sem lago algum, também o Universo Divino em que estamos, permanece perfeito, infinitamente perfeito, "lá fora", independente de quaisquer imperfeições por nós vistas na "miragem" criada pela mente carnal. Em outras palavras, deveremos abandonar radicalmente a errônea tendência de querer "curar", "melhorar" ou "corrigir" alguma situação supostamente presente "lá fora", no mundo.

O Procedimento Correto

Quando afirmamos que o Universo já é perfeito, e que o "mundo imperfeito" não existe "lá fora", não passando de uma espécie de filme ou quadro mental, presente em "nossa mente" (a ilusória mente coletiva), em geral surge esta pergunta: "Como transformar estes quadros mentais desarmônicos em quadros harmoniosos?” O praticista de cura espiritual não pode estar munido desta intenção: sua função é permanecer numa posição neutra e transcendental diante destes quadros falsos. Para tanto, ele se utiliza dos princípios de cura e da "Prática do Silêncio". Os princípios lhe dão a ajuda inicial no sentido de se posicionar de forma neutra, diante dos quadros ilusórios. Assim, caminhando contemplativamente rumo ao seu próprio íntimo, paulatinamente acabará por se descobrir em sua real identidade divina, "habitando no esconderijo do Altíssimo e repousando à sombra do Onipotente". Somente neste Silêncio interior poderemos constatar a veracidade do Poder Único e da Presença Única constituindo o NOSSO PRÓPRIO SER!

Há, aqui, um ponto importante a ser lembrado: os princípios não irão nos isolar das crenças coletivas para que possamos "nos tornar um com Deus". Eles apenas nos auxiliarão no RECONHECIMENTO de que JÁ ESTAMOS ISOLADOS DAS CRENÇAS UNIVERSAIS E JÁ SOMOS UM COM DEUS. A miragem jamais poderá ser isolada do deserto, pelo simples fato de ser meramente miragem. O homem jamais poderá ser isolado das crenças ilusórias, pelo simples fato de serem todas elas ilusórias.

Precisamos CONTEMPLAR a Realidade da maneira MAIS DIRETA POSSÍVEL! Sem esforços! Deus É! A Graça divina é de imediata e instantânea disponibilidade! 

Volte-se interiormente e reconheça o Reino DENTRO de seu próprio Ser; sinta-se imerso em Deus e interpenetrado pelo Amor Onipresente! Lembre-se do Ponto de Partida Fundamental do Autotratamento:

Diante de qualquer chamado de ajuda, 
solte imediatamente o nome, o corpo, a doença ou 
o problema do chamado "paciente", 
e passe diretamente 
à palavra"Deus".

Para ser entendido como a pessoa receberá a ajuda, sem que seu nome ou condição sejam informados ao praticista, podemos empregar a seguinte ilustração:

Suponhamos que as ondas espirituais perfeitas do Universo Divino fossem as ondas de televisão. Quando estas ondas são captadas pela antena coletiva de um prédio, passam a ser captadas por todos os aparelhos de TV ligados que estiverem no edifício. Assim, a antena coletiva terá captado uma "imagem coletiva", vista por todos os moradores do prédio. Se a antena coletiva receber os sinais da emissora de TV com a perfeição total, todos os aparelhos receberão a "imagem coletiva" também perfeita. O praticista de cura espiritual pode ser comparado à "antena que capta a perfeição". Todos os que a ele estiverem "ligados", em Consciência, receberão a "imagem perfeita" por ele captada. A antena coletiva não aperfeiçoa a onda emitida! Apenas CAPTA-A corretamente. O praticista também não tenta aperfeiçoar nada. Ele simplesmente capta e reconhece a PERFEIÇÃO DIVINA ONIPOTENTE E ONIPRESENTE. Assim, todos os seus "pacientes" poderão ser os "televisores" que transmitem as imagens perfeitas.

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segunda-feira, outubro 06, 2014

O Corpo Espiritual - O Templo Sagrado

 Capítulo 15 

O CORPO ESPIRITUAL - O TEMPLO SAGRADO

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Deus aparece COMO tudo o que realmente existe. Cada um de nós, inegavelmente, é um ser existente. Assim, como Deus totaliza a Existência real, cada um de nós somente pode estar sendo a própria manifestação divina individualizada, conforme nos revelam as Escrituras.

ONIPRESENÇA: Deus aparece agora COMO cada um de nós. Mas, sabemos que temos também um corpo; portanto, sendo Onipresente, Deus aparece também COMO o nosso corpo.

UNIDADE: Deus aparece COMO cada um de nós, e Deus aparece COMO o nosso Corpo.

AUTOTRATAMENTO: Não existe "o Corpo de Deus"e o "nosso corpo". O Corpo de Deus é o que vínhamos chamando de "nosso corpo". Somente existe UM CORPO, UNO, UNIVERSAL: Deus aparecendo COMO o Corpo-Universo e, ao mesmo tempo, especificamente COMO cada "Corpo individual". Deus é Espírito. O Espírito aparece COMO Corpo: UNIDADE ESPIRITUAL -- ONIPRESENÇA.O corpo que vínhamos considerando ser "o nosso corpo", nada tem a ver com o Corpo que aqui estamos considerando. Como temos visto, todo o Universo, reconhecido mediante os limitados recursos da mente humana, é uma "imagem mental finita", uma "sombra-una" da Realidade Una. Este chamado "corpo visível" não passa de uma imagem ou conceito do Corpo Espiritual, e não é existência verdadeira, por mais que pareça ser. Ele apenas é "integrante" do quadro ilusório: nada tem a ver conosco ou com nosso Corpo real.

Nosso Corpo verdadeiro é espiritual, invisível aos olhos da "mente carnal": é, portanto, transcendental, eterno e perfeito. Pessoa alguma consegue visualizar o seu próprio corpo com o auxílio da mente carnal. Quando realizamos o autotratamento relativo à cura espiritual, encaramos todo o cenário perceptível à mente carnal como ILUSÃO, sem deixarmos de incluir o "conceito de corpo" como componente do quadro ilusório. Passamos a contemplar todo o cenário a partir de um referencial ou ponto de vista transcendental com relação a ele.

Após o período de autotratamento, permanecemos numa atitude ATIVA de "escuta", aguardando a "percepção" da Presença divina aparecendo como o nosso ser. E é quando o ilusório conceito de dualidade se rende à Verdade Absoluta, transcendente às aparências deste "conceito de mundo" aceito pela mente carnal. O Cristo constitui AGORA a totalidade de nosso Ser. Já somos o Cristo em manifestação! Somos EXISTÊNCIA AUTÔNOMA em relação à falsa existência aparente -- o conceito ilusório a nosso respeito e a respeito de nosso corpo, "criado" pela mente carnal.

Quando afirmamos esta VERDADE, muitos fazem a seguinte pergunta: "Se somos o Cristo e se temos um corpo espiritual perfeito, por que não "vemos" esta realidade? A resposta é a seguinte: "Nós VEMOS esta Realidade, mas com os nossos "Olhos Reais". Os olhos humanos apenas vêem o "mundo de sua criação", ou seja, ilusão somente vê ilusão. Quando sumir a "mente que não vê o Cristo", terá sumido também a "mente" autora da pergunta. Tanto a "mente que pergunta" como a "mente que responde" são a mesmíssima "mente carnal", e devem ser reconhecidas como NADA! Isso feito, a Mente Onipresente, a nossa Mente verdadeira, Onisciente, revelará a natureza real de nosso Ser, e de nosso Corpo: NATUREZA ESPIRITUAL.

É por esse motivo que, num autotratamento, jamais levamos em conta o "corpo do paciente". Pelo contrário, abandonamos imediatamente aquilo tudo, cientes de que apenas deixamos de lado o "falso corpo" do mesmo, criado pela mente carnal, para reconhecermos o Princípio da Unidade: DEUS APARECENDO COMO O CORPO VERDADEIRAMENTE EXISTENTE, O ÚNICO CORPO EXISTENTE. E, ESTE CORPO JÁ É ESPIRITUAL E PERFEITO, jamais passível de curas.

O "conceito de corpo", aceito pela "mente carnal", jamais consegue interferir em nosso Corpo verdadeiro: uma ilusão jamais interfere naquilo que é real. A ilusão é para ser reconhecida imediatamente como "nada". A mente carnal coletiva emite seu "conceito de corpo", mas aquilo jamais se torna um corpo verdadeiro: não passa de simples imagem mental ou hipnótica -- sem realidade, substância, lei ou presença.

Para a mente carnal, é muito difícil aceitar que as suas "criações" são puríssimo "nada". Precisamos comprovar a Verdade por nós mesmos, aplicando com seriedade os "Princípios de cura" que, com naturalidade, nos levam a concluir que "temos a mente de Cristo".

Jamais devemos considerar o Corpo real como algo separado de nosso Ser. O Ser que Deus é, aparece COMO o Ser que cada um de nós é, e aparece COMO o Corpo que cada um de nós possui --- UNIDADE E INDIVISIBILIDADE: AQUI E AGORA! Entremos no Silêncio e contemplemos estas Verdades!

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmosPorque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (I Coríntios 6: 19-20)

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sexta-feira, outubro 03, 2014

A mente humana e suas armadilhas

 Capítulo 14 

A MENTE HUMANA E SUAS ARMADILHAS

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Comentamos rapidamente, no sexto capítulo, os três pontos principais que, de uma forma ou outra, influenciam a humanidade no sentido de impedi-la de vivenciar a Verdade a ela revelada, ou seja: que cada um de nós já é a própria Presença Viva de Deus na forma de Ser individual.

Os pontos que foram abordados são os seguintes:

a) complexo de inferioridade
b) autopunição inconsciente
c) falta de determinação para vivenciar a Verdade.

Precisamos analisar bem estes três fatores, caso ainda estejamos relutantes quanto a acolher os princípios espirituais e, deste modo, endossando as ilusórias sugestões da mente carnal e "vivenciando" as suas conseqüências.

Já vimos a base do estudo: ESTAMOS VIVENDO AGORA NUM UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO. SOMOS A PRÓPRIA PRESENÇA DE DEUS SE MANIFESTANDO COMO DEUS EM FORMA INDIVIDUAL. Estaríamos afirmando que "o homem já é Deus"? Sim! Exatamente isto! Mas, antes, deveremos entender claramente que aquilo que a humanidade rotula de "homem" não é Deus! Esta compreensão é fundamental!

O HOMEM É DEUS! Porém, devemos saber realmente em que consiste a natureza do "homem". Em João 12:45, encontramos a seguinte frase de Cristo: "E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou." Falava do "homem real", presente exatamente onde a mente carnal simplesmente via um "ser humano material". O Universo divino e seus integrantes são INVISÍVEIS para a mente humana! Assim, tudo que for visto humanamente é mero CONCEITO FINITO referente à Realidade espiritual onipresente, ou seja, mera "imagem aparente". Este CONCEITO não pode nem deve ser confundido com a REALIDADE.

Do ponto de vista espiritual, O HOMEM JÁ É O PRÓPRIO DEUS. E esta Verdade é uma realidade já manifesta AQUI e AGORA! Eu, você, todos os seres, somos exatamente AGORA a AUTO-EXPRESSÃO INDIVIDUALIZADA DO SER ABSOLUTO. Não devemos julgar "segundo as aparências".

A cura espiritual está diretamente ligada à nossa capacidade de "não julgar segundo as aparências". Já sabemos: as "aparências" não nos revelam a Realidade presente; e, somente isto já constitui motivo para as deixarmos de lado radicalmente. Nós não somos "vistos" pela mente humana da maneira que realmente nós já somos! A mente cria um "conceito visível", e nos induz a crer ser ele uma realidade. Desse modo, crendo que somos o "conceito falho", assumimos como nossos todos os defeitos e falhas apresentados pelo "conceito". Isto é a "ilusão". Quem, com esta aceitação ilusória, poderia acreditar que ELE PRÓPRIO É DEUS? Ninguém! Seria mesmo impossível! Nós, entretanto, "conhecemos a Verdade libertadora". Qual seria esta Verdade? O HOMEM É DEUS! A "aparência", este "conceito" forjado pela mente humana, é "ilusão": puro NADA!

A ilustração do espelho e a poeira

Se estivermos diante de um espelho empoeirado, nossa primeira impressão poderá ser: "O espelho está todo sujo". Mas, se analisarmos de outra maneira, poderemos concluir: "Existe poeira sobre o espelho". As duas conclusões, sobre o mesmo fato, apesar de parecidas, trazem idéias totalmente diferentes. No primeiro caso, o "espelho" e a "poeira" foram unificados: no outro, o "espelho" e a "poeira" foram considerados isoladamente. Mesmo que a poeira esteja sobre o espelho, o espelho estará sempre limpo, e a sujeira estará sendo a poeira em si. Assim, estaria incorreto afirmarmos que "o espelho estaria sujo".

Esta simples ilustração mostra o mecanismo sutil pelo qual nos isolamos das "crenças coletivas" para assumir que DEUS É O NOSSO SER INDIVIDUAL. As aparentes limitações, ou imperfeições, não fazem parte de nosso Ser real; assim, não podem ser "unificadas" e "incorporadas" ao nosso Ser. Eis por que a Bíblia registra: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito." 

Nos ensinamentos de O Caminho Infinito, como já vimos anteriormente, existe o chamado "Princípio de Impersonalização do mal", utilizado justamente para este fim: auxiliar-nos a separar o que "somos" daquilo que "não somos", ou seja, dar-nos a nítida visão de que "o espelho é o espelho, e a poeira é a poeira". Com a utilização correta do princípio, poderemos eliminar radicalmente todos os complexos de inferioridade e demais conceitos ilusórios que nos dificultavam a fazer a identificação sincera como nossa VERDADEIRA E ÚNICA IDENTIDADE: a nossa Identidade espiritual, o Cristo.

Os complexos de inferioridade, a falsa modéstia, a atitude tomada por aquele que diz: "Quem sou eu, para dizer que sou Deus?", tudo isso não passa de armadilha da mente humana. A pessoa, argumentando dessa maneira, sempre encontra uma justificativa para seus supostos erros. Ela acaba "ficando com o direito de errar", pois alega que somente Deus é perfeito. O ensinamento absoluto é radicalmente contrário a esta cômoda e ilusória posição. Neste estudo, a exemplo de Jesus Cristo, cada um deverá assumir, resolutamente, uma atitude de perfeição em todos os aspectos de sua vida. A recomendação deixada por Jesus foi a seguinte: "Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus." (Mateus 6: 48). Naturalmente, ele não esperava que o "conceito" de homem fosse perfeito, mas, que o descartássemos de nós, para que pudéssemos assumir nossa real condição divina, sempre imaculadamente perfeita!

Não devemos fazer uso de subterfúgios! PRECISAMOS VIVENCIAR A VERDADE REVELADA COM DETERMINAÇÃO CRÍSTICA! A Verdade é esta: SOMOS SERES ESPIRITUAIS PERFEITOS! Devemos reconhecer a perfeição divina manifestada COMO a nossa própria Vida! Nossa VIDA já é perfeita! É o Cristo! "Eu sou a ressurreição e a vida". 

EU, a CONSCIÊNCIA INFINITA ESPIRITUAL, SOU A "SUA" VIDA. Não devemos jamais confundir o nosso "Eu Perfeito" com esse aspecto visível aparente, ou com seus ilusórios pensamentos. Sempre que notarmos, em nós, algum comportamento que difira da perfeição, deveremos decididamente IMPERSONALIZAR O ERRO: "Isso nada tem a ver comigo! São pensamentos hipnóticos sugeridos pela "mente carnal". Somente existe a Mente divina! E esta, sim, é a Minha Mente!"Se persistirmos nestes autotratamentos, rapidamente eliminaremos os complexos de inferioridade e os sentimentos de culpa e autopunição. Mas, isto nos irá requerer DECISÃO!

Após "impersonalizarmos o erro", deveremos dar o passo seguinte, e aplicarmos o já visto "Princípio de nadificação", reconhecendo que, como DEUS É TUDO, o "erro" é NADA: sem substância, realidade, ou poder.

A chamada "mente carnal" não é mente verdadeira. Trata-se de uma "crença ilusória" em dois poderes. Aceitemos, com determinação, a Verdade de que DEUS É O ÚNICO PODER, e fiquemos livres da atuação hipnótica desta falsa crença e de suas armadilhas em nossas vidas.

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quarta-feira, outubro 01, 2014

Como Aplicar a Verdade Libertadora

 Capítulo 13 

COMO APLICAR A VERDADE LIBERTADORA

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Iremos, à medida que formos acompanhando o presente texto, aplicar os princípios já vistos anteriormente, e que permitem a atuação direta da Verdade em nossas vidas.

Somos, neste exato instante, a própria EMANAÇÃO DIVINA -- uma Existência Eterna -- isenta de quaisquer conceitos de bem e de mal. Somos um SER PURO! SIMPLESMENTE SOMOS! Isto, de forma individual, representa o fato de que EU SOU! Nada além disso: EU SIMPLESMENTE SOU!

O Ser que EU SOU, já é o Cristo (O Ungido). Isento de quaisquer pecados, carmas ou limitações! As crenças coletivas não podem operar através de minha Natureza Crística! A Minha Mente, um instrumento divino, unicamente permite a atuação da Verdade em minha vida!

Reconheço, desta maneira, que tanto eu quanto todas as demais pessoas, estamos também formando ou sendo esta plenitude da Unidade Divina, totalmente isolados das crenças falsas em dois poderes.

Acabo, agora, de aplicar o Principio de Impersonalização do erro, difundido por Joel S. Goldsmith. Reconheço que o mal nada mais é que uma simples aparência -- um quadro mental -- sem nenhuma relação com alguma pessoa ou condição.

Sinto a Presença de Deus sendo o Ser que EU SOU. Apesar disso, continuo vendo este "mundo aparente", constituído de uma sucessão de quadros mentais. Apesar de vê-los, mantenho-me internamente isolado deles. Vejo-os de um ponto de vista transcendental. Assim, apenas os observo sem a mínima intenção de modificá-los. Também não os rotulo de quadros "bons" ou "maus"; Simplesmente encaro-os serenamente e numa atitude de total neutralidade. (sem julgamentos)

A partir de agora, sejam quais forem as pessoas ou condições presentes neste quadro mental por mim observadas, eu reconheço tudo aquilo como simples cenário hipnótico -- transitório, sem poder, sem substância, jamais vindo de Deus! Conseqüentemente, reconheço que quadros desse tipo são o puríssimo NADA! Sim, se estes quadros não são eternos, não são provenientes de Deus. E, se não vieram de Deus, eles simplesmente NÃO VIERAM DE LUGAR ALGUM! São simples MIRAGENS!

Desta forma, aplicamos o Princípio de Nadificação do erro: o erro é NADA desde o princípio: não pode desaparecer justamente porque jamais teve início ou chegou a existir.

A localização do "quadro hipnótico" que contém o bem e o mal

Como já dissemos, os conceitos de bem e mal são ilusórios. Não existem no Universo Espiritual em que agora (e sempre) vivemos. Os quadros mentais sugeridos pelas crenças coletivas NÃO PODEM JAMAIS SER PROJETADOS NO MUNDO EXTERIOR! Onde estariam? Unicamente na ilusória "mente carnal". Entendendo-se este ponto fundamental, isto é, que as imagens que vemos como "Este mundo" nunca estão exteriorizadas, mas sim sempre "presentes" dentro da mente carnal -- a falsa mente que acredita em dois poderes, quando, na verdade, há somente UM --, compreendido este fato, compreender-se-á também o motivo de não necessitarmos de "modificar", "curar" ou "melhorar" alguma pessoa ou condição do MUNDO EXTERIOR.

Este é o segredo: O MUNDO EXTERIOR É SEMPRE PERFEITO! Nele, as obras de Deus são permanentes, já estão realizadas. O "mundo defeituoso" somente aparenta existir, mas não passa de um "quadro mental", uma espécie de sonho, presente apenas como forma hipnótica na mente humana, sem realmente estar existindo. A experiência das pessoas hipnotizadas, que viram quadros inexistentes a elas sugeridos por um hipnotizador, bem ilustra este mecanismo.

Isto elucida melhor o fato de termos dito, em capítulos precedentes, que "o paciente" do praticista de cura espiritual nunca é uma pessoa ou condição do mundo exterior. Naquela ocasião, afirmamos que “o nosso paciente será a todo instante este "quadro mental" que tenta se fazer passar por Realidade, mas que não passa de uma "aparência”, ou de uma ilusão(vide Cap. 08)

Uma vez compreendido que o "mundo aparente" é somente um quadro mental, entenderemos a afirmação de que:

JÁ ESTAMOS, EXATAMENTE AGORA, 
NO PERFEITO UNIVERSO ESPIRITUAL DE DEUS, 
VIVENDO COMO A PRÓPRIA EMANAÇÃO INDIVIDUALIZADA DIVINA!

Após isolarmos completamente o "mal" de nós mesmos, e de todas as pessoas (impersonalização), e reconhecermos que aquilo tudo era simplesmente um quadro mental ilusório, simples NADA, já que não veio de Deus (nadificação), permaneceremos serenos, relaxados e tranquilos. Neste Silêncio, o EU ÚNICO Se nos revelará como Onipresença e Onipotência. Por piores que pareçam ser os "problemas" ou as "condições", não nos deixemos sugestionar por eles! Não são reais! São simples quadros mentais sem substância! O Silêncio Interior contemplativo provará serem eles o NADA!

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domingo, setembro 28, 2014

O Princípio da Neutralidade e a Cura

 Capítulo 12 

O PRINCÍPIO DA NEUTRALIDADE E A CURA

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O estado de cura é a posição imediata da pessoa que aplica o que chamamos de "princípio da neutralidade". O nosso verdadeiro EU se encontra permanentemente em condição de neutralidade, ou seja, em posição transcendental, isenta dos opostos "bem e mal". O nosso verdadeiro EU já se encontra nesta condição transcendental. Os conceitos de bem e mal não são pertencentes à nossa Essência! Nada têm a ver conosco. Ambos os conceitos somente existem para a ilusória mente humana e não passam de crenças coletivamente aceitas, sem qualquer fundamento, realidade, substância e poder.

Como o nosso EU se encontra permanentemente alheio às crenças coletivas falsas, não seria de todo incorreto afirmarmos que estamos permanentemente em "estado de cura". Isto equivale a dizer que o "trabalho de cura" consiste unicamente do reconhecimento de que o "estado de cura" já é uma realidade.

Enquanto permitirmos que a mente humana atue hipnoticamente sobre nós, por meio de suas crenças errôneas, iremos aceitar a irrealidade da presença do bem e do mal como se ambos realmente fossem verdadeiros. Porém, se partirmos da premissa correta, que reconhece que SOMENTE DEUS É, simplesmente É, e que tanto o bem como o mal não passam de conceitos insubstanciais, evitaremos a atuação das crenças errôneas em nossas mentes e conseguiremos visualizar a perfeição divina transcendental em seu conceito limitado possível de ser captado pela mente humana.

A mente humana analisa tudo segundo as aparências que desfilam à sua frente, rotulando-as de boas ou más. Se não tomarmos as rédeas em nossas mãos, ficaremos à mercê daqueles falsos julgamentos e sempre ansiosos nesta vida: ora fugindo das más aparências, ora buscando as boas aparências, ou mesmo procurando conservá-las. É neste ponto que a humanidade falha. As aparências não têm substância real. Não passam de quadros mentais transitórios de natureza puramente hipnótica! SOMENTE A REALIDADE ESPIRITUAL É EXISTÊNCIA REAL E PERMANENTE!

O "Princípio da neutralidade" é um recurso prático de que dispomos para nos isolarmos internamente da ilusória crença em dois poderes e para nos isolarmos das aparências deste mundo. Com ele, ficamos com uma idéia melhor de nosso objetivo: a permanência em atitude neutra diante de quaisquer aparências deste mundo, na consciência de que SOMENTE DEUS É!

Exemplo de aplicação

Suponha que encontremos duas pessoas conhecidas, e que elas nos venham contar as novidades atuais de suas vidas. Uma delas, muito satisfeita, nos informa ter ganhado na loteria, ficado muito rica e feliz. A outra, pelo contrário, começa a se lamentar por sua falta de sorte, contando ter perdido o seu emprego e que está atualmente sem qualquer perspectiva de melhoria em seu destino. Qual seria a nossa reação? Sem a aplicação dos princípios espirituais, sem dúvida seríamos levados pela crença universal em dois poderes, que aceita a existência de situações boas e situações más. Ficaríamos felizes com as notícias da primeira pessoa e, ao mesmo tempo, tristes por causa da segunda. Observe, aqui, como atuam sobre nós as sugestões hipnóticas. A nossa amizade humana fez com que nos abríssemos totalmente às crenças universais! E quem veio a se beneficiar com isso? Ninguém!

Encaremos a mesma situação com a aplicação do Princípio da neutralidade. Isolemo-nos internamente de todo aquele cenário visível. Ao realizarmos isto, contemplemos o quadro em sua íntegra, com toda a condição e com todas as pessoas nele presentes, sem deixar de incluir nossa aparência visível. Nós próprios, os demais, os diálogos travados, as boas e más notícias comentadas, enfim, todo o cenário será internamente reconhecido como um quadro global aparente. Não nos sentiremos inclinados a internamente influenciá-lo em qualquer aspecto. Longe disso, estaremos reconhecendo que não existe Deus em parte alguma daquele cenário. Reconheceremos que não existe componente algum daquele quadro que contenha características de eternidade e imortalidade. Nem tampouco existem recursos para fazer com que tal quadro transitório venha a se tornar eterno. Reconheceremos, então, a sua transitoriedade ou efemeridade. Em seguida, constataremos que no quadro, em si, não há poder algum capaz de atuar sobre nós. Se não permitirmos que ele nos influencie, jamais ele terá, por si mesmo, algum poder para tal. Continuando, observaremos que o quadro todo não contém nenhum elemento de bem ou de mal. Nós é que o vínhamos conceituando daquela maneira, por o estarmos avaliando segundo os ditames da mente humana. A nossa posição, assim, será NEUTRA diante do cenário em questão. Não iremos levar em consideração nenhum de seus supostos bons ou maus acontecimentos. A aplicação deste princípio possibilitará à nossa mente se tornar serena e isenta de ansiedade diante de quaisquer condições presentes no quadro. Não levaremos em consideração nem condições, nem problemas e nem as pessoas nele presentes. Consideraremos unicamente o quadro em si:

Eis à minha frente o quadro "Este mundo". O que vejo nele não é bom nem mau. Ele é um simples quadro! Sem poder e sem substância. Não quero mudá-lo nem criticá-lo. Olho para ele como se fosse uma tela de televisão. Não o julgo. Apenas reconheço-o como uma APARÊNCIA. Nele não existe Deus! Nele não existe substância nem realidade. Ele não passa de um simples quadro hipnótico sugerido pela mente humana. Aquieto-me no reconhecimento desta Verdade. Vou ainda mais além: somente a Mente divina existe realmente! Assim, a chamada "mente humana" não é existência verdadeira. Se a mente que sugeria aquele quadro não existe, não existe mente alguma para "pensá-lo". Sendo a MINHA MENTE a Mente única que existe, e ela não reconhece mais nenhum desses quadros como reais ou dotados de poder, posso discernir a Presença de Deus aparecendo COMO a própria Substância de tudo que realmente existe. Somente Deus É!

Qualquer que seja o quadro sugerido à nossa mente, por mais catastrófico que pareça ser à mente humana, ele não passa de uma imagem hipnótica! Enquanto sentirmos o "peso" do cenário em nossa mente, numa tentativa de criar em nós alguma reação no sentido de tentar melhorá-lo, odiá-lo ou amá-lo, precisaremos persistir na aplicação do Princípio da neutralidade.

Chegaremos, por fim, à nossa Consciência verdadeira, a Consciência transcendente ao bem e ao mal ilusórios, para discernirmos diretamente o perfeito Universo do Espírito, em que nos encontramos exatamente agora e sempre.

Não devemos acreditar que Deus participe deste mundo aparente. Não existe Deus na ilusão. Não acreditemos que Deus tenha "ressuscitado Lázaro" algum dia! As obras de Deus são permanentes! Deus jamais atua em cenários transitórios. O que não é eterno nada tem a ver com Deus. "EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA". EU SOU A CONSCIÊNCIA QUE SABE QUE TUDO JÁ ESTÁ CURADO. EU SOU A SUA CONSCIÊNCIA! EU SOU A CONSCIÊNCIA ÚNICA! EU SOU!

A aplicação do Princípio da neutralidade tem o seu final determinado pelo sentimento interno de alívio e de total desprendimento com relação ao quadro sugerido pela mente humana -- o nosso "paciente"--, e esse sentimento ocorre concomitantemente com o sentimento da Presença de Deus constituindo o nosso Ser e constituindo todo este Universo da Realidade em que estamos.

Se, por acaso, terminarmos o "autotratamento" relativo a determinado quadro e ele voltar à nossa mente posteriormente, deveremos repetir o processo até que o alívio interior se torne permanente, numa condição de serenidade e convicção plenas. Este será o "sinal" de que a cura foi realizada.

Um ponto a ser lembrado é o seguinte: nós poderemos concordar externamente com as outras pessoas do quadro, quando seus problemas forem por elas apresentados; porém, interiormente, isolamo-nos totalmente de toda a condição para aplicarmos os princípios aqui expostos. Jamais iremos discutir ou contra-argumentar com os demais. Já dissemos, e agora repetimos, que todo tratamento é "autotratamento". Depende somente de nós mesmos. Assim, deveremos realizá-lo com determinação. As "Obras de Deus" já estão realizadas, e são a Perfeição Absoluta! Os princípios apenas nos auxiliam no reconhecimento desta Verdade.

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