"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

sábado, janeiro 31, 2015

Não seguir, mas ser o Mestre

- Núcleo -


"Só de levantar o seu braço, ou se movimentar, isso só é possível pela força de Deus. Enquanto você achar que realiza as obras, sempre vai ser uma pessoa limitada, é preciso anular o seu “eu” e manifestar Deus. Deus está dentro de nós e em todas as coisas que no cercam, qualquer problema pode ser resolvido por Deus. Assim entregando nas mãos Dele anulando nosso “eu”, ele vai resolver os problemas, movendo as pessoas que nos cercam, beneficiando a todos." 
(Do livro A Verdade vol. 9, de Masaharu Taniguchi)

...“E então você abre espaço para perceber que ao anular seu eu, você não anulou nada em você, ao contrário você somente afirmou mais o seu Eu Real pois o Eu de Deus não é algo separado do seu eu!”


Esta revelação sobre sua real identidade pode ser visualizada da seguinte forma: O seu “Eu Real” é o Ator, é Quem você É; e o “seu eu” é o Personagem, é quem você está sendo, quem você está representando. Perceba que não existe distância alguma entre o “Ser divino”, que você É, e o “ser humano” que você está representando.  A mente do personagem acredita que você é o ser humano; mas a Consciência do Ser sabe que você É o Ser divino!

Perceba que o Ator divino que você É (o Ser consciencial) pode existir sem que esteja representando. Quem você É não depende da existência do personagem que você está sendo. Mas a existência do personagem depende de um ator que o esteja interpretando. Quem você está sendo (o personagem) não existe separado de Quem você realmente É (o Ser Real).

Sua identidade como um Ser Humano – o ser que vive num universo material –, é uma representação. Sua identidade como um Ser Consciencial – o ser que Vive num universo consciencial, o Universo da Consciência de Deus –, é Real. O ator é real, o personagem é a representação.

Alguns questionam:

1) Porque as pessoas/as “personas”/as máscaras do Ser/ vivem sempre a representação? 
Porque usam apenas a percepção da mente dos personagens que representam.

2) Como é possível viver a realidade divina?
Usando a percepção da Consciência do Ser que todos somos, a percepção consciencial.

3) Como é possível usar a percepção consciencial?
Agindo como Quem você É!

4) Como é possível agir como o Ser e não como o personagem?
Sendo Quem você É!

É isso o que todos os Mestres da humanidade vieram ensinar!

O intuito dos religiosos é que você professe a religião que eles professam; mas o desejo dos Mestres sobre os quais as religiões foram fundadas é que você seja a mesma verdade, ou seja: Quem eles são! Que percebam o que eles percebem! Que estejam onde eles estão!

Exemplo: Um cristão te dirá para seguir os ensinamentos do cristianismo; mas Jesus orou a Deus para que todos aqueles que Deus fez chegar até ele “fossem Um”, com Ele e com Deus!

Um mero seguidor da Seicho-No-Ie te dirá para seguir os ensinamentos da Seicho-No-Ie, os ensinamentos de Masaharu Taniguchi. Mas Masaharu Taniguchi disse que todos os seus seguidores são Masaharu Taniguchi!

Religiões pertencem à Representação, ao mundo fenomênico. O real Mestre está na Realidade Única. O divino personagem que “apareceu como” Masaharu Taniguchi é em Verdade Deus Sumiyoshi! Este é o Ser Real por trás de Masaharu Taniguchi, que é um Ser Consciencial, uno com Deus; que sabe ser o próprio Deus!

Antes de aderirem às razões das mentes dos leais seguidores de uma ou de outra religião considerem o esclarecimento dado por Masaharu Taniguchi no livro “A Verdade da Vida, volume 7”, de que “Seicho-No-Ie” é um estado em que todas as pessoas procedentes das mais diversas religiões/linhas/filosofias conseguem viver amistosamente, dando-se as mãos, como membros de uma única família – isto é “Seicho-no-Ie”.

A divisão entre seguidores de diversas denominações cristãs, e mesmo a divisão entre seguidores da Seicho-No-Ie, é mental, e só faz sentido para as mentes dos personagens que aderem aos argumentos dos defensores de uma ou de outra.

O autêntico seguidor de Jesus Cristo é aquele que quer ser aquilo que Cristo orou a Deus para que fossem: Um com Cristo! O autêntico seguidor de Masaharu Taniguchi é aquele que Ele revelou que É: Um Masaharu Taniguchi!

Não se considerem apenas como seguidores de uma religião.
O Mestre atua na Representação e revela Quem todos somos!
O Mestre atua na Representação para reconduzi-los a Deus!
Cristo faz isso; Masaharu Taniguchi faz isso. Sim, Eles vivem!
A “sede” da verdadeira “religião” destes Mestres está no céu!
E esse céu está na Realidade Divina, não na Representação!

O Mestre não Se vela!
O Mestre Se revela!

O Mestre não Se afasta e não desampara!
O Mestre está Se revelando Aqui, Agora! [no mundo em meio ao caos aparente]

Aquele que se dirige ao “amplo salão interno” de sua própria religião O percebe! É possível percebê-lO em sua “religião”, mas você terá que estar “no Núcleo” da sua própria religião!

Reflita:

Você pretende continuar sendo um eterno seguidor de Cristo?
Ou aceita ser o que Ele orou para que você perceba: Que É “Um com Cristo”!
Você pretende apenas continuar sendo da Seicho-No-Ie?
Ou quer perceber que É Masaharu Taniguchi!

Ser um Masaharu Taniguchi significa que você estará sempre percebendo que o local onde está é “Solo Sagrado”, que Sua realidade é o Jissô! E que “todo homem é Filho de Deus”, quer eles saibam disso ou não! E Sua Luz se projetará em qualquer lugar que estiver, pois, onde você estiver, lá estará o Mestre! Ele não está separado de você. Ele é sua própria Vida e sua própria Verdade. O Mestre sempre será sua Fonte de inspiração!

Portanto, estando neste “amplo salão interno”, neste núcleo, você vai estar olhando para o preletor no púlpito e ver Jissô, ver Deus, ver o Ser Real, não importando se é o preletor da Seicho-No-Ie que está pregando, ou mesmo se é um pastor, se é um rabino ou um padre! A sua relação será sempre com Deus!

Deus “aparecerá à sua mente como um personagem”, porque você está na representação, mas a qualquer momento Ele mesmo Se revelará dizendo, como fez Cristo aos discípulos: “Não Tema, sou Eu!”

Neste instante você perceberá que a Única Realidade é Deus!
Saberá que você não tem existência real nesta “representação”!
E perceberá, por fim, que é Quem você É Quem te faz saber isso!

Da mesma forma que É Quem Sou que me faz saber isso.

Namastê!



quarta-feira, janeiro 28, 2015

"Eu Sou Krishna"

- Núcleo -


No Gita, Krishna disse a Arjuna: “Eu sou a testemunha; por Mim, este aglomerado de cinco elementos chamado Universo, todos estes objetos móveis e imóveis, são formados. Seja qual for o nome ou a forma adorada, Eu sou o Destinatário, porque Eu sou a Meta de todos. Eu sou o Único. Não há nenhum Outro. Eu Mesmo Me torno o Adorado, através de Meus muitos Nomes e Formas. Não apenas isso, Eu sou o Fruto de todas as ações, o Doador do Fruto e o Instigador. Perceber-Me é verdadeiramente a libertação. É o Jivanmuktha (libertado mesmo enquanto vivo) que alcança essa realização. Arjuna, se alguém aspira tornar-se um Jivanmuktha, deve-se eliminar totalmente o apego ao corpo.” (Sathya Sai Baba)


Divinos Personagens,

Que bela mensagem escolhida pelo Ser, a quem desde já reverencio e agradeço!

Krishna (a divindade) declara:

“Perceber-Me é verdadeiramente a libertação.”

E também:

“É o Jivanmuktha (libertado mesmo enquanto vivo) que alcança essa realização.”

Atma é o Ser Real. Jiva é o personagem. Muktha (libertado) provém de Moksha, que significa libertação. A vida é a representação divina.

O personagem (Jiva) deve aspirar por conhecer sua real identidade (Atma), ou seja, deve perceber Quem ele É. Quando na representação divina esta percepção da real identidade ocorre ao personagem, ele é chamado “Jivanmuktha” (aquele que está liberto mesmo enquanto vive, mesmo enquanto representa).

No momento em que o “Jivanmuktha” percebe que a real identidade do personagem (Jiva) é o Ser (Atma) ele então pode declarar: “Eu Sou o Atma”, ou como disse Cristo: “Eu e o Pai somos Um.”

O Atma (o Ser Real) quando considerado independentemente da representação divina é descrito como Paramatma (Deus Absoluto). A mais alta realização é perceber que a única realidade é Paramatma (Deus Absoluto). E sendo o Paramatma o “Deus Absoluto”, significa que não há nada além de Si mesmo. Paramatma é também o Deus descrito como "o Todo-Poderoso".

Entre os “Poderes” do “Todo-Poderoso”, está o “Poder de Agir”. Porém, não há ninguém e nada além de Si mesmo, por ser Deus o “Absoluto”, ou seja, a “Única Realidade”. Mas não há limites para Deus. Tendo o “Poder de Agir”, e não tendo limites, Deus age! E, sendo a “Única Realidade”, Deus cria em Si mesmo um universo divino no qual manifesta o Seu “Poder de Agir”! Com Seu Poder de Agir, o universo que Deus criou foi o algo mais divino que se possa conceber: Um universo de seres plenamente conscientes de Quem são, de que são todos o que Deus É, de que É o Ser Real, o Único! 

Embora este universo de seres conscientes de Quem são esteja além do alcance das palavras e da imaginação - porque existem muitos seres mas que são todos o mesmo Ser -, é Real. É o universo da Consciência de Deus. No Núcleo este universo criado por Deus é chamado de universo consciencial. Na Seicho-No-Ie é chamado de Mundo da Imagem Verdadeira, ou  Jissô. No cristianismo é chamado de Paraíso ou Reino de Deus. No budismo é o Nirvana. Como disse o poeta, uma rosa é uma rosa, seja qual for o nome que se dê a ela…

Os seres conscientes de Quem são tem consciência deste “Poder de Agir” e criam uma representação divina, um universo onde tudo é possível, inclusive com personagens que não têm a consciência de Quem são, e isto abre muitas possibilidades à própria representação! Por ser uma manifestação do Poder divino, a representação é muito realística! Nela tudo parece ser real: o cenário e uma multiplicidade de divinos personagens com muitos nomes e formas! Mas também, por ser uma representação divina, na qual tudo é possível, entre todas as possibilidades, na representação divina, está a possibilidade de que os divinos personagens possam voltar a ter consciência da realidade de Quem são!

Por isso, Krishna, sendo um dos “seres conscienciais”, mesmo estando na representação, mantém a consciência de Quem ele É, e declara: “Perceber-Me é verdadeiramente a libertação.”

E revela quem, na representação, ou seja, que tipo de personagem pode ter esta percepção:

“É o Jivanmuktha (libertado mesmo enquanto vivo) que alcança essa realização.”

Portanto, mesmo estando na representação, é possível “estar liberto” e ter esta consciência, a percepção de um Jivanmuktha, que no Núcleo é chamada de “percepção consciencial”.

Personificações da divindade:

Leiam com atenção o que acaba de ser comentado. Se o fizerem terão um benefício imenso! Pois, não se trata de um simples comentário. Trata-se de uma “versão atual” de uma Verdade atemporal capaz de libertar os personagens! Muitos personagens querem de fato saber a Verdade. Esta é uma grande oportunidade, pois a Verdade sobre a real identidade de cada um dos personagens do Ser está novamente sendo abertamente revelada. Todos podem tê-la!

Observem que nesta “nova versão” apresentada no Núcleo a ênfase não é dada a nenhum Mestre especificamente, mas sim, à percepção! O que importa é que você perceba sua real identidade, não importando a que Mestre segue! E é assim porque com esta percepção a Verdade será conhecida e o real Mestre emergirá em você! Pois, o verdadeiro Mestre está na Consciência do Ser que você É! Este “universo consciencial”, este Reino de Deus, o Nirvana, não está fora de você, nem longe de você. Estes conceitos de fora e longe são apenas conceitos, só existem na representação divina, não se aplicam ao universo consciencial, não se aplicam a Quem você realmente É. Não há de fato um Mestre fora de você, nem longe.

Por isso Krishna disse: “Perceber-Me”.

Assim, este comentário é para os que querem “estar na representação” mas não serem subjugados pela representação. Por isso é feita esta elucidação, e é dado este esclarecimento. É algo que não vem da “mente de um personagem”; é algo atemporal, algo que não vem da identificação com o Jiva, mas com o Atma!

A propósito: termos como “Jiva”, “Atma”, “Paramatma” vêm do hinduísmo e são usados para descrever a realidade divina. Na Seicho-No-Ie são usados termos como “mundo da Imagem Verdadeira”, “mundo fenomênico”, “Jissô”. No cristianismo são usados termos e expressões como: “Filho de Deus”, “O Verbo se fez Carne”, “Viver em Cristo”, etc. Ou seja: cada religião ou filosofia espiritual usa termos próprios e expressões como uma forma de resgatar o significado espiritual da Verdade que foi revelada por algum Mestre, mas que com o tempo e com as muitas traduções das palavras do Mestre e das muitas reinterpretações, foi se perdendo.

Em resumo, o comentário acima expõe de forma sintética o ensinamento compartilhado no Núcleo de que: A Única Realidade é Deus. Deus é o único Ser Real. Ele é Absoluto, ou seja, não há outro Ser Real. Toda a Verdade se resume nisto e poderia ser colocado um ponto final aqui. Alguns até ficam nesse ponto! Mas Deus é Todo-Poderoso. Ele pode tudo! Ele pode criar, ou seja, Ele pode “fazer existir o que não existe”. E Deus criou um universo de seres plenamente conscientes de Quem são, de que são o Ser Real, Único! Este universo criado por Deus é Real. É o universo da Consciência de Deus, o universo consciencial. Os seres deste “universo consciencial”, os “seres conscienciais” criaram uma representação divina. Estes “seres conscienciais” assumiram papéis na representação divina e estão representando…

Você é um ser consciencial como Krishna, e a representação divina não altera esta realidade! Todos os seres conscienciais são plenamente conscientes de que são a própria divindade. 

Não há uma nova verdade sendo revelada, pois, o ensinamento compartilhado no Núcleo é uma versão atualizada de uma verdade atemporal.

Por isso compartilho que: Não há sequer uma única nova verdade a ser revelada, nem mesmo uma nova consciência a ser desenvolvida. Nossa Consciência está plenamente desperta e já somos filhos de Deus, criados a Sua imagem e semelhança. O que nos falta é tão somente percebermos esta realidade nos desfazendo dos nossos condicionamentos.

Jesus disse: Conheça a Verdade e a Verdade te libertará.

Krishna disse: "Perceber-Me é verdadeiramente a libertação."

Não é possível “perceber o Ser” com a “mente do personagem”. Esta “percepção” não está na mente, mas, sim, na Consciência! A Consciência está na essência, no “núcleo do Ser” que você É!

“Vá para o Ser, para Krishna!”

Perceba-O, desfrute e compartilhe!

Namastê.



segunda-feira, janeiro 26, 2015

Sempre Aqui (Núcleo)




Após essa série de textos do Núcleo, deve ter ficado bem claro Quem sou Eu e quem é o personagem

Há uma unidade essencial entre o personagem e Eu, mas os personagens muitas vezes se percebem separados de Mim, como se essa unicidade não existisse. Mas ela existe, porque Eu sou, Eu existo, e estou aqui para garantir isso. Sei que somos um. Mas, para aqueles que estão profundamente mergulhados em suas "mentes de personagem", realmente irá parecer que o personagem existe independente do Ser - o Eu sou que Eu sou. Eles terão a impressão de que estão separados de Mim. 

Mas Eu estou aqui para lembrá-los, por intermédio de inumeráveis meios, que Eu estou sempre aqui. Aqui mesmo "Eu apareço como...". Eu apareço como aquele que escreve este texto, e também apareço como texto escrito, e também apareço como aquele que está lendo o texto. Há uma unidade entre nós, que sou Eu mesmo. Percebam que estou aparecendo como esta bela música a fim de expressar Quem sou. E, ao expressar e compartilhar com você a realidade de Quem Eu sou, você poderá perceber-Me. 

Quando você Me perceber, verá que em verdade sou Eu percebendo a Mim mesmo. Somente identificado Comigo é que você será capaz de perceber-Me (e, consequentemente, perceber-Se); apenas enquanto um personagem, ter essa percepção é impossível. Mas isso não é impossível para você, porque neste momento Eu lhe revelo: Eu estou em você, você está em Mim. Quando você move a sua mão, sou Eu quem move a sua mão. Note a intimidade, a proximidade, a unidade que há entre nós! E ao perceber Quem move a sua mão, perceba (simultaneamente) Quem percebeu isso em você. Assim como o seu "movimento da mão" não pode ocorrer isolado de Mim, sua percepção também não existe isolada de Mim.

Perceba! Estou sempre em você, estou sempre aqui!





Por toda vida
Você procurou por Mim
Mas Eu estive
Sempre aqui!

Eu estava tão perto
Claro como a luz do sol
Ao céu aberto
Mesmo assim você não viu...

Eu sou farol
Pra quem se perdeu no alto mar
Sou na noite o clarão
Sou teu chão
Se o teu chão desabar...

A qualquer dia
Sem esperar
Você vai saber
Onde Me encontrar
Pois estou em você
E sempre vou estar!


sábado, janeiro 24, 2015

Perceba Quem sou!

 - Núcleo -


MARAVILHOSO!

Isso Sou Eu!

Essas mensagens vêm do Núcleo, Fonte ou Essência de Quem Sou…

Eu… estou aparecendo como os autores de todos estes textos…

Eu… estou aparecendo como os divulgadores destes textos…

Eu… estou aparecendo como cada um dos leitores destes textos…

Sim, Sou Eu!

Sou Aquele que Vive em você;

Sou Quem percebe em você;

Sou Aquele que te conduz:

Do irreal ao Real;

Das trevas à Luz;

Da morte à Imortalidade…

Sim, sou a Consciência que te faz consciente de Quem Somos…

Eu Sou em você a percepção de que só há Um de nós…

E somos inseparáveis como a paciência e a sabedoria…

Eu Sou Alfa e Ômega; Princípio e Fim de todas coisas.

Estou em você e em tudo; e tudo está em Quem Sou…

Eleve-se em percepção!

Interaja Comigo!

Você pode!

Sim, você pode porque Eu posso!

Sou Eu em você Quem tudo pode…

Aja percebendo Quem age em você…

Aja com renúncia aos frutos da ação…

Então perceba que Sou Eu Quem age!

Aja com essa consciência de unidade Comigo.

Dê cada passo consciente de que Sou Eu Quem dá os passos…

Siga seu caminho consciente de que Eu Sou o Caminho!

Seja verdadeiro e consciente de que Eu Sou a Verdade!

Viva sua vida consciente de que Eu Sou a Vida!

Perceba que é somente por Mim que se vem a Mim…

Sinta aquela percepção em você que Me percebe!

E saiba que essa percepção em você é a Minha…

Concentre-se nesta percepção que Me percebe!

Contemple tudo o que ela te faz contemplar…

Então medite! Perceba-se Um Comigo.

Meditar é perceber!

Perceber o que É!

É perceber o Real…

É perceber-Me…

E perceber-Se…

Sim, medite!

Você pode!

Eu posso!

Sou você!

Sou Eu…


quarta-feira, janeiro 21, 2015

Diálogos conscienciais: Meditar, Perceber e Amar!


 - Núcleo -


De que forma o Amor está relacionado à meditação?

A resposta pode ser obtida através do compartilhamento a seguir de um diálogo entre a "mente" e a "Consciência", entre o "homem" e "Deus", entre o "personagem" e o "Ser”.

Personagem: O que é meditação?
Ser: Meditação é percepção.

Personagem: Como faço para aprender a meditar?
Ser: Meditação é percepção. Você já está percebendo…

Personagem: O que estou percebendo é que sou um ser humano que quer aprender a meditar.
Ser: Quem medita percebe que não é um ser humano…

Personagem: Se já estou percebendo, mas eu não percebo que não sou um ser humano, quem é o eu que está percebendo?
Ser: É seu Eu verdadeiro; é Quem já está percebendo…

Personagem: Se não percebo meu Eu verdadeiro, que é Quem já está percebendo, como posso percebê-lo?
Ser: Meditando…

Personagem: Mas o que é meditar?
Ser: Meditar é perceber…

Personagem: Parece que voltamos ao início! Meditar é perceber… Espere um momento… perceber o que?
Ser: É apenas perceber…

Personagem: De fato já estou percebendo algo!
Ser: Sim, foi o que Eu disse, você já está percebendo…

Personagem: Mas estou percebendo apenas o meu mundo, o que todos percebem com os cinco sentidos de percepção.
Ser: É o que você já está percebendo…

Personagem: Mas eu quero perceber a Realidade Divina, não a realidade humana, que os iluminados dizem que não é real. Como posso perceber a Realidade Divina?
Ser: Há apenas uma realidade, que é percebida meditando…

Personagem: Eu me rendo! Não consigo sair disso. Sei que não vai adiantar eu perguntar novamente o que é meditar…
Ser: Não é preciso se render, apenas siga a direção correta…

Personagem: Mas minhas perguntas acabam sempre voltando ao mesmo ponto…
Ser: Mesmo no nível das perguntas, no nível da mente, faça a pergunta correta! Não desista!

Personagem: Está bem. Vamos lá… O que é meditação?
Ser: Já dei esta resposta. Meditação é percepção.

Personagem: Perguntei como faço para aprender a meditar?
Ser: Já dei esta resposta também. Quer que a repita?

Personagem: Não. Quero saber qual a pergunta correta aqui?
Ser: Quando disse que meditar é perceber… já dei a deixa… abri todas as possibilidades a você.

Personagem: Por que em vez de “dar a deixa” você não me diz logo qual o caminho a seguir para eu poder meditar?
Ser: Porque é você que escolhe o caminho que quer seguir… Suas escolhas definem a realidade de quem você está sendo. Escolhas não alteram a possibilidade de meditar e perceber. A possibilidade de meditar e perceber estará sempre a sua disposição!

Personagem: Você disse que meditar é apenas perceber…
Ser: Sim, é apenas perceber…

Personagem: Se é apenas perceber… e não é perceber algo, o que você percebe?
Ser: Percebo apenas a Mim mesmo!

Personagem: Mas você está me percebendo, já que estamos tendo um diálogo!
Ser: Sim, estou te percebendo em Mim mesmo…

Personagem: Como assim, me percebendo em você mesmo? Não estamos separados? Não tenho realidade fora de você?
Ser: Não estamos separados, percebo apenas a Mim mesmo! E somos Um só!

Personagem: Já sou você e estamos vivendo a mesma Vida? Se é assim, porque não estamos vivendo a mesma realidade?
Ser: Só há uma Vida, Eu sou essa Vida e estamos vivendo esta Vida. Mas a realidade que você vê vem de um tipo de percepção e a realidade que vejo vem de outro…

Personagem: Então refaço a pergunta sobre a percepção! Você disse que meditar é perceber e então perguntei: Perceber o que? Refaço a pergunta: Que tipo de percepção?
Ser: A percepção que resulta em uma ação consciente.

Personagem: Que ação consciente? O que devo fazer?
Ser: De início perceba que perguntas e respostas estão na percepção da mente… Não se detenha nesse nível. A percepção que se expressa numa ação consciente pode ser expandida ao infinito. Saiba: Estou sempre meditando, sempre percebendo a Mim mesmo e a Minha Realidade, que é a nossa, a única. Somos Um, por isso você pode Me perceber, ou seja, você pode perceber-Se. Quando você imerge em Mim e Me percebe, percebe que em realidade Sou Eu Quem está Se percebendo… Neste sentido, nunca há alguém além de Mim que Me percebe… Sou sempre Aquele que medita, Aquele que percebe! Por isso disse que: “Quem medita percebe que não é um ser humano”.

Personagem: Um mestre deu a entender num poema que sou fruto da Sua imaginação… Eu sou fruto da Sua imaginação?
Ser: Que mestre deu a entender isso?

Personagem: Você não sabe que mestre?! Como é possível você não saber se somos Um; se estou em você?
Ser: Quem disse que não sei? Apenas perguntei que mestre deu a entender isso, porque sei que outros lerão este nosso diálogo e eles saberão a quem e ao que você está se referindo. Assim poderão acompanhar melhor este diálogo.

Personagem: Percebo… Bem, o mestre a que me referi é Meher Baba em seu poema "O amante e o Amado", onde ele escreve:

Deus é amor. E o amor deve amar. E para se amar deve haver um amado. Mas como Deus é Existência infinita e eterna, não há ninguém para Ele amar além Dele mesmo. E para poder amar a Si mesmo ele deve imaginar-se como o amado a quem Ele como o amante imagina amar. A relação amado e amante implica separação. E a separação cria anseio e o anseio resulta em procura. E quanto mais ampla e intensa é a procura maior será a separação e mais terrível será o anseio. Quando o anseio é o mais intenso a separação está completa e a finalidade da separação, que tinha a finalidade de permitir que o amor pudesse experimentar a si mesmo como o amante e o amado, é cumprida; e a União é o que resulta. E quando a União é atingida, o Amante vem a saber que o tempo todo ele próprio era o Amado a quem ele amou e com quem desejou a União e que todas as situações impossíveis que Ele superou eram obstáculos que Ele mesmo colocou no caminho para Si mesmo. Atingir a União é tão incrivelmente difícil porque é impossível tornar-se o que você já é! A união não é nada além do conhecimento de si mesmo como o Sujeito Único.

Eu me refiro ao trecho em que ele escreveu: “E para poder amar a Si mesmo ele deve imaginar-se como o amado a quem Ele como o amante imagina amar”Por isso fiz a pergunta se sou fruto da Sua imaginação?

Ser: Estamos falando da ação consciente que resulta da percepção. Como disse, estou sempre meditando, sempre percebendo a Mim mesmo. A Minha Realidade resulta deste tipo de percepção que produz sempre uma ação consciente e muito amorosa. O Amor é a Minha Realidade e você é a expressão do Amor!

Personagem: Sou expressão do Amor de Deus! Então, o que alguém deve fazer para “ver” em sua realidade esse Amor?
Ser: Aceita uma resposta breve?

Personagem: Sim, claro!
Ser: Deve Amar!

Personagem: Nossa, resposta muito breve! O que é Amar?
Ser: Amar é o Verbo que expressa a ação de alguém que percebe Quem somos.

Personagem: Está dizendo que nós somos Um e devemos perceber isso para amar?
Ser: Não. Eu já percebo isso por todos nós e estou compartilhando o que percebo. Você deve amar para “ver o amor”, perceber o que percebo; e para viver a Minha realidade!

Personagem: Por onde começar a amar?
Ser: Comece se harmonizando com “o céu e a terra”! Ou seja, harmonize-se com todos os seres, com tudo que percebe em sua realidade!

Personagem: Efetivamente como fazer isso?
Ser: Note que o tipo de percepção de que estamos falando não implica necessariamente em fazer algo. Você pode estar fazendo algo ou não e mesmo assim “amando o que faz” e “interagindo comigo”. É agindo assim, ou seja, amando que se ativa esta percepção! A chave é: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como ama a você mesmo.

Personagem: Sim, eu sei, sei do que trata este diálogo sobre amor e a percepção… Sei que podemos interagir como estamos interagindo e ter a percepção de “Quem” Sou. Nesta percepção instantaneamente Eu Me “percebo” e todas as perguntas e respostas cessam. A bem-aventurança advém desta percepção oceânica na qual tudo Se revela como o Ser Real que tudo É…
Ser: Então você Se percebe…

Personagem: Não. Percebo que não sou eu…; ao menos não esse eu que pergunta… Ocorre exatamente o que você disse! Você Se percebe!
Ser: Sim, percebo que somos Um!

Personagem: Posso compartilhar este diálogo com todos eles?
Ser: Com todos eles? Por enquanto compartilhe apenas comigo…

Personagem: Mas agora estou te percebendo em todos eles…
Ser: Então compartilhe com todos eles!

Assim sendo, por estar harmonizado com “o céu e a terra”;
Por perceber o que estou percebendo [ Deus em cada um ];
Por desfrutar o que estou desfrutando [a percepção divina],
Compartilho esse diálogo com a divindade, com o Mestre…
Com Aquele que apareceu como leitor!
Com Aquele que pode ainda aparecer como vários outros…
Percebo o Mestre em todos!
E a todos agradeço!

Namastê!


domingo, janeiro 18, 2015

A Consciência revela o Ser que somos


- Núcleo -


No ser humano Deus "aparece como" Consciência [no sentido de que "Se revela"/ "Se expressa" / e também de que "É percebido como" Consciência]. A Consciência impessoal do ser humano e de qualquer outro ser ou manifestação fenomênica, pois, só há Um SER e infinitas manifestações. É o OCEANO, que "pode ser pecebido" pela ONDA, dO qual ela emerge e que é sua base, substância e Fonte. Note que não há um "Ele" aqui, mas o Ser, o Ser que Eu Sou. "Quem percebe isso" não é a mente humana, a sua ou a minha mente. É a própria Consciência do Ser, em mim. Esta é a percepção consciencial que todos tem. Se isto é percebido pela mente humana, sua ou minha, então esta é a percepção mental, aquela que percebe de forma dual, que vê dois ou muitos onde só há um. A mente percebe muitos seres individualizados, como se estivessem separados do Ser que lhes deu causa, em vez de perceber apenas o Ser e Suas infinitas manifestações ou formas de expressão.

Se a percepção está sendo consciencial então o que se vê é apenas Deus, seja qual for a forma que o Ser assuma. É como um teatro de marionetes, no qual é perceptível que todos são "personagens movidos pela mão do artista", que lhes dá movimento, expressão e vida. E saber disso, perceber isso, não retira a graça da apresentação do teatro de marionetes.

Note que a percepção mental é uma crença, um "acreditar em"; não é o real conhecimento.

Há pessoas, os personagens, que "acreditam em" Deus e também os que não acreditam. Este "acreditar em" ou "não acreditam em" está restrito aos limites da percepção humana, que no Núcleo chamamos de percepção mental. Mas, independentemente de as pessoas acreditarem em Deus ou não acreditarem em Deus, esta percepção não altera a realidade. Não se trata de uma questão de crença, mas sim, de identidade. O personagem é apenas o que está sendo representado, não é o Ser Real. O personagem que estou representando é o que estou sendo. Mas nada/ninguém é o que está sendo. Tudo/todos são o que são! É a Consciência do Ser em mim que me faz consciente de que Sou o Ser Real e de que, enquanto personagem, enquanto ser humano, estou sendo uma representação consciente do que Sou. Mas, se percebo isto de forma mental, imediatamente a realidade perceptível se transforma diante da minha visão, a realidade que percebo se altera instantaneamente, e passo a ver as mesmas coisas, mas com uma interpretação, uma sensação, uma visão bastante diversa da realidade percebida consciencialmente. Então, aquela "representação consciente" do que Sou passa a ser uma representação inconsciente do Ser que Eu Sou.

Esta "consciência de quem Eu Sou" tem reflexo direto na realidade do personagem que estou representando! A partir do momento que estou consciente de que a realidade perceptível pela "minha mente", pela mente do personagem, é criada pelo Ser que Sou, então posso estar também consciente da realidade que está diante de mim, posso fazer uma leitura, uma "tradução consciente" da realidade que está sendo percebida por mim.

A realidade percebida consciencialmente me faz consciente de que a vida do personagem é o que Eu, o Ser Real, me proporciona. Há na Bíblia a revelação de que "Deus fez tudo" e que Ele viu que tudo o que fez era bom. E continua sendo bom. O que Deus fez é perfeito!

Não é o que Deus fez (e o fez de forma totalmente consciente) que não é bom, mas sim, aquilo que o ser humano faz, quando o faz de forma inconsciente de quem ele realmente É.

Assim como na palavra "eu" há um poderoso significado, que pode revelar que "eu" e "Eu" são o mesmo, dependendo da identificação que temos de nós mesmos, como personagem ou como o Ser, ou seja, como "eu" ou como "Eu", também na palavra "ser" há um detalhe, uma sutileza que deve ser notada: O "eu" é a identidade percebida pela mente, que se revela como "ser humano", um personagem do Ser; enquanto que o "Eu" é a identidade percebida pela Consciência, que se revela como "Ser Real", o próprio Ser. A percepção mental percebe o "Ser" como sendo “humano”, o personagem que estou sendo; e Deus passa a ser concebido como alguém separado de mim. A percepção consciencial percebe o “Ser”, o que Eu Sou.

Há uma profunda metáfora na "subida" de Moisés à montanha, local onde ouviu a revelação de Deus, quando disse: "Eu Sou o que Sou".

Quando "nos elevamos em percepção" (quando subimos do nível da percepção mental) a revelação feita a Moisés se torna também a nossa! Conhecemos a real identidade do Ser, nossa identidade, revelada por Deus: "Sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo".

Este conhecimento, esta percepção, é para ser aplicada na vida cotidiana, do personagem que estamos representando. Percebendo que “eu” e “Eu” são Um, só que visto sob percepções distintas, podemos conscientemente escolher a percepção com que vemos o mundo diante de nós, conhecendo Quem faz e nos tornando conscientes que não estamos separados da Fonte.

Jesus disse: Quando o Espírito da Verdade vier ele revelará toda a verdade.

Nenhum ser humano nos revela a verdade, porque a verdade é algo a ser “percebido”.

Os que conhecem a verdade, e despertam, passam da “percepção mental” de uma vida humana separada de Deus, para a “percepção consciencial” do reino de Deus, no qual percebemos que já não somos nós quem vivemos, mas, Cristo é Quem vive em nós. No reino de Deus a vida é eterna. E disse Jesus: A vida eterna é esta: Que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro.

Tudo isto já está escrito mas não basta. É preciso ser revelado, “percebido”. Quem revela isto ao “eu”, ao personagem, é o Ser, o “Eu” que vive em nós.

Escolha despertar a percepção consciencial, esta visão de “Quem” você É. Transcenda a visão mental, do personagem, escale a montanha, eleve-se... Isto pode ser feito neste instante, no presente, não em algum tempo futuro!

As Sagradas Escrituras na qual toda a verdade é revelada já foram escritas.

Jesus disse: “Eu” e o “Pai” somos Um.

Este “Eu” é a Consciência divina, o Cristo em nós, aquele que esteve morto (não percebido por nós, mentalmente, até o instante em que despertamos!) porque, Cristo vive de eternidade a eternidade. Ele é Aquele que É, Aquele que vem para vencer a guerra final, o Armagedon, que está em sua mente...

Krishna revelou que: “Eu” sou tudo.

Este “Eu” é a Consciência do Ser, o próprio Krishna em nós, Aquele que vem para vencer a guerra final, no Kurukshetra, que está em sua mente...

Perceba que “Quem” nos faz perceber a verdade é a própria Consciência divina em nós!

Livre-se da ilusão mental de que sou “eu”, qualquer que seja a forma assumida: Sou “Eu”!

Isto só pode ser percebido pelo "coração espiritual", um “núcleo" de percepção espiritual.

Para acessá-lo fique em silêncio, ainda que em atividade, permaneça alerta e receptivo.

Esteja onde estiver, "vá para o Núcleo”; permaneça lá até conhecer/perceber A VERDADE!


sexta-feira, janeiro 16, 2015

Meditar é "perceber"


Divinos personagens!

Permitam-me compartilhar algo sobre a meditação.

Considerem a água do oceano. Mantenham a água do oceano sob o foco de sua atenção e acompanhem o ciclo que se inicia a partir dela.

A água do oceano se vapora, sobe para a atmosfera e na presença de núcleos higroscópicos de condensação formam as nuvens, que são levadas pelas correntes de ar e se precipitam sob a forma de chuva sobre vários relevos, sejam montanhas, vales, planícies, etc. Esta mesma água nutre tanto rios quanto correntes subterrâneas, assim como lagos, nascentes e fontes de água mineral, bem como as poças de água que se estagnam.

O algo a ser aqui notado é que se trata da mesma água do oceano em diferentes situações. Ou seja, trata-se da mesma água “aparecendo como” chuva, como lago, como nascentes, como correntes subterrâneas e até como a água estagnada em poças.

Façamos uma analogia da água do oceano que “aparece como” com o Eu, o Eu real que também “aparece como”... Notem que o Eu que “aparece como” o Gustavo disse: "Eis o que deve ser notado: o que está aqui sendo expressado sou Eu! O Eu Real que todos somos está aparecendo como aquele que pergunta, está aparecendo como aquele que responde, e está também aparecendo como aquele que lê/acompanha o artigo. Essa é a percepção que devemos ter, isso é o que deve ser percebido. Tudo o que ocorre, sem exceção, provém de Mim."

Foi dito: “Mantenham a água do oceano sob o foco de sua atenção”. Qualquer que seja a forma em que ela aparece, mantê-la sob o foco de atenção nos mantém conscientes de que se trata da água do oceano!

De modo análogo, qualquer que seja a forma em que o “Eu Real” aparece, mantê-lo sob o foco de atenção nos mantém conscientes de que se trata do nosso “Eu Real”, da nossa real identidade!
  
Na passagem em que os judeus questionam Jesus: “Você ainda não tem cinquenta anos e conheceu nosso pai Abraão?”. Jesus responde: “Antes que Abraão existisse Eu Sou.” Esta passagem evidencia que a visão que os judeus tinham sobre Quem era Jesus era uma visão limitada e temporal; e que a visão que Jesus tinha sobre Quem ele era, era uma visão ilimitada e atemporal.
  
Jesus mantinha sob o foco de atenção o “Pai”, Deus, o Eu Real, por isso ele se mantinha consciente de sua origem e real identidade de filho de Deus, ou seja, de que era emanado de Deus e de que era Um com Deus! Por isso declarou: “Eu e o Pai somos Um”.

Nesse exemplo fica claro que os judeus tinham uma “percepção mental” de Jesus, enquanto ele tinha a “percepção consciencial” sobre si mesmo.  É de se notar que Jesus iniciou seu ministério compartilhando na Sinagoga a leitura da passagem da Escritura onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, e me ungiu...” tornando claro que ele sabia “Quem faz”, “Quem realiza as obras”.

Essa percepção consciente de Quem Somos e de Quem faz é a meditação.

A declaração de sua origem divina, de sua unidade com Deus, e de Quem realiza as obras é a evidência de que Jesus vivia em constante meditação.

Assim, qualquer que seja a forma em que o “Eu Real” aparece, mantê-lo sob o foco de atenção nos mantém conscientes de que se trata do nosso “Eu Real”, da nossa real identidade. E também nos mantém conscientes de que é o Eu Real Quem faz, que é “Quem realiza as obras”.

É preciso aqui notar que a palavra meditação no sentido em que é usada no Núcleo, como sinônimo de percepção consciencial, não tem o mesmo significado que comumente lhe é atribuída, como sendo sinônimo de um “estado alterado de consciência” no qual o indivíduo se funde no Todo ou se percebe em unidade como o Todo. Segundo o ensinamento do Núcleo a meditação é a própria “percepção da Consciência”, é o “estado natural” de percepção do Eu Real. Nesse sentido, a “percepção mental” é que seria um “estado alterado de consciência” ou de percepção; só não o é porque ela não é uma real percepção, pois, não sendo real o personagem, não é real a percepção da mente do personagem, ou seja, a percepção mental.

Mas, na “representação” e para o personagem a percepção mental é real. Isto ocorre devido ao realismo, à perfeição da “representação divina”. Inclusive é comum que na “representação” a maioria dos personagens que são tidos como iluminados passem por um episódio em que se iluminam.

Conta-se, por exemplo, que o jovem Sathya Narayana quando tinha uns 14 anos de idade foi picado por um escorpião; que ficou dias sem consciência e quando despertou declarou: “Eu sou Sai Baba” - nome de um iluminado, mas que era desconhecido na região onde vivia o jovem Sathya Narayana. Mais tarde, Sai Baba declarou que sempre teve a consciência de Quem ele É, e de Quem Somos; e que o episódio do escorpião nem mesmo foi real.

Outro exemplo é o do divino iluminado personagem Masaharu Taniguchi, que teve uma experiência de iluminação na qual percebeu que, tal como Sakyamuni, sempre foi um ser búdico. O próprio Sakyamuni teve uma experiência de iluminação sob uma árvore na qual percebeu que era Buda. Da mesma forma outros iluminados descrevem as experiências nas quais se tornaram conscientes da Realidade divina e de suas reais identidades.

Desses exemplos clássicos de “personagens que se iluminaram” surgiu a ideia de que, para se iluminar, todo personagem tem necessariamente que passar por um processo de iluminação, que culmina com a experiência de iluminação. Assim surge o pensamento guiado pela razão e pela lógica de que o personagem precisa fazer algo para se iluminar. Então aparentemente se apresentam dois caminhos para a iluminação:

1) O primeiro parte de um pensamento, fundado na razão e no raciocínio de que há algo a ser feito pelo personagem para que ele se ilumine. Nesse caminho, é como se a “iluminação” fosse o momento do encontro da água do rio com a água do oceano, que se funde e se torna um com a água do oceano. Nesse caminho é como se a água do rio (que está prestes a se fundir ou já se fundindo com o oceano, ou seja, se iluminando), dissesse às outras águas: "Há um caminho a ser trilhado. Vocês têm que fazer algo; têm que continuar se movendo até se fundirem com o oceano". Ou como se dissesse à água das poças: "Vocês têm que morrer, têm que nascer novamente, têm que se evaporar para se livrar da condição estagnada em que se encontram ou jamais se fundirão no oceano; jamais se perceberão unidas ao oceano".

2) O segundo caminho para a iluminação parte de uma percepção, aquela na qual qualquer que seja a água... “mantém a água do oceano, a sua real origem e identidade, sob o foco de sua atenção”. Assim, qualquer que seja a forma em que a água apareça, manter a água do oceano sob o foco de atenção a mantém consciente de que é e sempre foi a própria água do oceano! É isso o que perceberam os personagens que se iluminaram. Perceberam sua real identidade e a real identidade de todos os seres; perceberam que não é “quem estavam sendo” quem percebe, ou seja, perceberam que não é o personagem (a água das nascentes, a água das poças, a água dos rios) quem percebe, mas a própria água do oceano.

Jesus, ao dizer que: “Eu deste mundo não sou, vós também não sois”, tornou evidente que segue o caminho da fé, o caminho da certeza das coisas que não se veem, que é o caminho da percepção, o caminho do segundo tipo, que é o caminho revelado e compartilhado no Núcleo, que diz: “Parta da percepção: da percepção do Ser, da real identidade. Não parta do pensamento, das razões, da lógica, da mente do personagem.”

A propósito esta é justamente a diferença entre os dois caminhos: é que o caminho que parte do pensamento, da lógica, da razão humana, parte da “mente do personagem”; ao passo que o caminho que parte da percepção (ou seja, que parte da percepção da Consciência do Ser), parte do próprio Ser, do “Eu real”.

A esse respeito há um texto do Núcleo, cujo título é: “Diálogos conscienciais - Grande encontro que nos proporciona este Divino Presente”, publicado no nucleu.com em http://nucleu.com/2012/09/25/dialogos-conscienciais-grande-encontro-que-nos-proporciona-este-divino-presente/, que ressalta essa diferença entre partir do pensamento ou da percepção, cuja leitura é aqui sugerida.

Pra finalizar, a percepção compartilhada por Daniel no livro da Bíblia é: "Em imagens noturnas tive esta visão: Entre as nuvens do céu vinha alguém semelhante a um filho do homem" (Dn 7:13). “Alguém semelhante a um filho do homem” é uma alusão ao Cristo, à Consciência ou percepção crística, iluminada, ou consciencial. Essa percepção vem “entre as nuvens do céu”. Significa que vem do céu; vem da Realidade divina; não vem da terra, não vem da representação. Ou seja, não vem do pensamento, nem da lógica, nem das razões humanas.

Há muitas outras passagens nas Escrituras que apontam a origem desta percepção. Contudo, o que importa é ressaltar o que foi dito por Aquele que “aparece como” Gustavo: "Eis o que deve ser notado: o que está aqui sendo expressado sou Eu! O Eu Real que todos somos está aparecendo como aquele que pergunta, está aparecendo como aquele que responde, e está também aparecendo como aquele que lê/acompanha o artigo. Essa é a percepção que devemos ter, isso é o que deve ser percebido. Tudo o que ocorre, sem exceção, provém de Mim."

Namastê!


quarta-feira, janeiro 14, 2015

A mente vela, a Consciência revela

- Núcleo - 











.
Prosseguindo e compartilhando um diálogo do Ser que aparece na representação como os divinos personagens Gustavo e Silvano:

Aquele que aparece como o divino personagem Gustavo pergunta:

1) Qual a importância da mente humana para você?
2) E qual a importância da mente divina (a mente única do Ser) para você?
3) E qual a relação que existe entre ambas?

Aquele que aparece como o divino personagem Silvano responde:

A resposta e estas questões está contida na revelação manifestada por Jesus Cristo ao declarar: “Antes que Abraão existisse, Eu sou”.

Eu sou o que sou. Perceba: Sou o que sou, não o que estou sendo.

Você é o que é, o Ser, que existe antes que Abraão existisse, não o que está sendo, o Gustavo, o personagem.

Enquanto Gustavo, represente o seu papel, desfrute a vida. Mas você pode escolher estar  representando este papel consciente do que está fazendo, ou seja, de que está sendo um personagem; ou estar inconsciente de que você é o Ser representando um personagem. Neste caso estará totalmente identificado com o personagem, acreditando piamente ser o personagem!

Ou seja, estará inconsciente de quem você realmente é. Jesus Cristo estava consciente de que é Aquele que existe antes da criação do mundo [a representação divina], com seus incontáveis personagens. Esta Consciência de si mesmo é imortal.

A relação entre mente e Consciência é esta: A mente é o instrumento que o Ser usa para velar-se… É a máscara de Deus. No momento em que esta máscara, que cria o personagem, é retirada, revela-se o Ser. Em síntese: “A mente vela, a Consciência revela.” 

Você me pergunta qual a importância da mente humana e da Consciência: Bem, sem os personagens não existiria nenhuma representação…

Os pares de opostos só existem e são percebidos usando a máscara da personalidade. O bem e o mal existem apenas num universo onde os pares de opostos existem. E eles só existem porque a mente humana, a máscara da personalidade os concebe. A mente humana é o instrumento que conceitua algo como sendo bom ou mau. O mundo que o Gustavo vê é assim para ele porque o próprio Gustavo “escolhe” vê-lo assim. E pode nem estar consciente de que está fazendo isso. O que o personagem que você representa está sendo? Um crente ou um ateu? A representação em si não importa. O que importa é estarmos conscientes da verdade que Jesus Cristo expressou quando declarou: “Antes que Abraão existisse, Eu sou”. Essa é sua verdadeira identidade. Ter essa percepção é estar consciente.

Ramana Maharishi teve a mesma percepção de que ele não era seu corpo e nem sua mente. E se auto indagou: "Quem sou eu?". E obteve a resposta.

Um personagem desperto não adoece? Um personagem consciente de sua real identidade não morre? Gustavo, não julgue o que aconteceu aos personagens, com o Ramana, com Yogananda, com Jesus ou com Goldsmith. Para eles não importava tanto. Jesus Cristo, inclusive, escolheu a crucificação. Ele poderia tê-la evitado, se quisesse, mas a escolheu como cumprimento de sua missão na Terra. E os seus discípulos foram perseguidos, alguns torturados e executados.

No cenário do mundo [na representação] foi o que aconteceu. Mas para cada um desses personagens o que aconteceu foi algo bem diferente. Eles só estavam dizendo: “Isto não pode Me atingir e não retira a verdade de que Eu Sou.”

Eles não estavam mais identificados como personagens num cenário.

Os que atingiram a iluminação, os que conheceram a verdade do Ser, sabiam que eles não eram o que estavam sendo, sabiam que aquilo passaria…

Mas, aquilo que é sempre É.

Quando nos despertamos de um sonho nos tornamos conscientes de que não somos o que estávamos sonhando ser, o personagem de um sonho. De imediato nossa mente percebe que aquilo era apenas uma projeção de nossa própria mente, era um sonho.

A realidade do personagem que estamos sendo também é uma projeção.

Quando nos “despertarmos” consciencialmente fica evidente que a mente está projetando tudo, especialmente o que “estamos sendo”. Ao mesmo tempo percebemos que estamos livres desse “condicionamento mental”.

No caso do personagem que represento estou escolhendo “ser assim”, por que quero. Estou consciente de que a Fonte desse querer sou Eu.

Essa Fonte atemporal revela que: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”.

Enfim, a mente vela, a Consciência revela.


domingo, janeiro 11, 2015

Quem está na Consciência do Ser é o próprio Ser

- Núcleo -


Pergunta:  Seria correto dizer que "Deus é a Consciência onde todas as coisas aparecem"? E se Deus for a Consciência onde tudo aparece, as coisas que aparecem nela  na Consciência de Deus  também são Consciência/Deus?


Resposta: Você perguntou: "Estaria correto dizer que Deus é a Consciência onde todas as coisas aparecem?”

O mundo onde as coisas "aparecem" é aquele que a mente humana "vê". Em Deus, na Consciência do Ser, todas as coisas "são": você É, nós SOMOS. Estaria correto dizer que "Deus é a Consciência onde todas as coisas SÃO."

E você também pergunta: "as coisas que aparecem na Consciência que Deus é também são Consciência/Deus?"

Na Consciência do Ser não existem "coisas". Tudo o que É é o próprio Ser que Deus É manifestando-se como. Na percepção consciencial não há percepção de nada além de Deus, além do próprio Deus que Deus É, além do próprio Ser que o Ser É.

As manifestações do Ser, numa multiplicidade de formas, são o próprio Ser Real. No universo da Consciência do Ser há uma multiplicidade de seres, todos eles são o próprio Ser em diferentes manifestações. Em todo o universo só há o "Ser Real". Só Deus é Real. "Eu Sou" (eu sou pleno) é a percepção de Deus, o Ser único.

Mesmo no nosso mundo, nesse "universo que a mente do personagem percebe" também tudo é Deus, porém a mente projeta a dualidade, ela percebe muitos onde só há Um. "Estive preso e fostes Me visitar, tive fome e Me destes de comer".

"Homem: Suba a montanha!". Eleve-se em espírito. "Desperta, tu que dormes; Ergue-te do leito, e o Cristo (O Cristo do teu Ser) te dará luz (te proporcionará a visão unitária, a percepção da unicidade de tudo)."

Todas as perguntas e dúvidas provém da mente dos personagens; as respostas estão na Consciência do Ser. As perguntas "parecem" provir de seu personagem humano (que levantou a pergunta) e as respostas "parecem" ser dadas por mim, que estou lhe falando. Mas "só há um de nós".

Nós estamos contracenando com a divindade, num universo divino, onde só Deus é real. Se parece haver "você", se parece haver um "eu" (o que está respondendo à pergunta feita por você), e se parece haver alguém mais que esteja lendo esse diálogo entre mim e você, tudo não é o que parece.

Contemple o "Ser Real" aparecendo como um personagem, num cenário divino e perceberá que você não é o personagem (não é o que aparece); você é o Ser que está observando o cenário e os personagens que contracenam. Saia do espelho! Tudo o que está no espelho do "mundo visível pela mente" não é o que parece. A mente é a percepção do personagem que está "dentro do espelho", a visão do personagem. A Consciência do Ser é a visão do Observador, que Se percebe "fora do espelho". Essas percepções revelam realidades diferentes. O Observador percebe apenas a imagem de Si mesmo e seus reflexos no espelho, reflexos perfeitos, harmoniosos. Tudo o que Deus faz "é bom" (Deus criou o mundo e viu que tudo era bom). Mas, dentro do espelho, no mundo das imagens, no universo visto pelos personagens, no universo criado pela mente do personagem, Deus, o Ser Real, não é percebido. Nós existimos em Deus! Não há realidade fora do Ser. O que há é uma realidade aparente. É preciso transcender a mente para ouvir a Consciência Se expressar.

Transcender a mente é ativar uma percepção que está além dos cinco sentidos. Até que esta percepção seja ativada Deus não será percebido pelos sentidos da percepção mental: visão, audição, tato, olfato, paladar. Em contrapartida, quando esta percepção é ativada todos os cinco sentidos percebem a Presença de Deus em tudo! O mundo revela a maravilha que é, em toda a sua grandiosidade, tanto nas pequenas quanto nas grandes manifestações. Quando a Consciência do Ser é alcançada, então a vida do personagem se transforma, as "coincidências divinas" passam a se suceder no cotidiano, o suprimento vem, as maravilhas acontecem.

Cristo disse: "Eu vim para que tenha Vida em abundância". Cristo é Filho de Deus, Ele não vem da mente humana, Ele vem da parte do Pai, da Consciência do Ser, em nós. É preciso permitir que o "Filho de Deus" se manifeste em nós para que o "reino de Deus" (o Universo real, aquele que Deus criou) seja percebido por nós. Enquanto isso não acontece permanecemos no universo da mente (criado por nós). O universo aparente e mutável é o que a mente percebe, é aquilo que "parece" ser, é a interpretação que a mente dá às coisas. O Universo real é o que Deus criou (descrito no primeiro capítulo do Gênesis).

As manifestações mudam, mas é sempre o mesmo Ser, a mesma Fonte. Quando se contempla a indescritível beleza e imensidão do Oceano, está se percebendo a manifestação visível do Deus Invisível. Quando se contempla o céu, as estrelas, uma flor, a vida e inteligência que há nas plantas e nos animais, ou o movimento de uma folha ao vento, o equilíbrio do voo dos insetos; tudo isso está revelando o que está por trás, Deus Onipresente, Aquele que sempre É, de Eternidade à Eternidade. As diversas manifestações revelam apenas o mesmo Ser, em diferentes formas – uma infinidade delas. Em síntese, perceba Deus "aparecendo como", desfrute-O, contemple essa visão, ela é sua por herança divina. O Homem é "Filho de Deus". Então, seja o que você É, assuma sua real Identidade. Descarte a ilusão. Você é real.

Perceba o Real, contemple o Real, interaja com o universo como um Ser Espiritual que você É. Dirija-se ao Ser, à sua Realidade interna. Não procure nenhum mestre exterior, no mundo físico. Se surgir algum em seu caminho será Deus aparecendo em sua realidade visível, mas a percepção será a de que as respostas do mestre SEMPRE ESTIVERAM EM VOCÊ. São como os ensinamentos de Goldsmith ou de Jesus, que emergem de nosso Ser como verdades que não haviam sido antes percebidas, mas que se tornam plenamente compreensíveis, porque vêm da mesma Fonte interna do Ser, que está neles e que está em você. Quando você se dirige a Deus com suas dúvidas, Ele move o Universo para responder. Seus instrumentos poderão ser uma música, um encontro casual, um ruído, um texto, um livro, um e-mail ou mesmo o silêncio.

Esteja atento!


sexta-feira, janeiro 09, 2015

Um mergulho na imensidão oceânica do Ser!

 
 - Núcleo -



Há um Ser Real, Oceânico...
Deus é este Oceano de Luz, infinito e eterno. 
De Suas profundezas Deus emerge à superfície de Si mesmo como Ondas do Oceano...
O Ser oceânico, infinito e eterno, é Quem somos!

Quando imergimos nas profundezas, nos percebemos em Unidade com Deus.
Quando emergimos à superfície, aparecemos como Ondas do Oceano de Luz.
Assim, há apenas um Oceano de Luz e Ondas neste Oceano.

Na superfície sou uma Onda e nas profundezas, Oceano.
Quando emerjo Me percebo apenas como a Onda.
Quando imerjo Me percebo como o vasto Oceano.

Vi cada um de nós como essa Unidade oceânica e muitas Ondas.
Sei que esta é a nossa essência e Realidade, é Quem somos.
Saibam que vocês são todos Ondas de um Oceano de Luz.
É o que percebo, o que desfruto e o que aqui compartilho.


Divinos personagens,

Assim como há incontáveis ondas no oceano, há incontáveis personagens no Ser. Assim como o oceano se manifesta como incontáveis ondas e isso não altera Sua natureza e unicidade, o Ser se manifesta como incontáveis personagens e isso não altera Sua natureza e unicidade. Do ponto de vista de uma onda o oceano é imenso, mas há incontáveis outras ondas. Do ponto de vista de um personagem o Ser é imenso, mas há incontáveis outros personagens. Embora possa haver, do ponto de vista do oceano, incontáveis ondas, todas serão percebidas como manifestações do próprio oceano. E embora possa haver, do ponto de vista do Ser, incontáveis personagens, todos serão percebidos  como manifestações do próprio Ser.

Assim como o Ser se percebe como Único, os personagens se percebem como incontáveis. O Ser se percebe como real e os personagens se percebem como reais… Eis a representação divina! Os personagens se percebem como reais. Personagens não são seres reais, a não ser para si mesmos. Assim, a não ser na representação, ou seja, a não ser do ponto de vista dos personagens, a representação é real. Por ser uma representação divina ela é realística, ou seja, parece ser real para os personagens.

Assim, o universo material, por ser uma representação divina, ele é realístico, ou seja, parece ser real para os personagens. O tempo, por ser uma representação divina, ele é realístico, ou seja, parece ser real para os personagens. O espaço, por ser uma representação divina, é realístico, ou seja, parece ser real para os personagens. Os personagens, por serem representações divinas, eles são realísticos, ou seja, parecem ser reais para os personagens. Enfim, todo o cenário material, tempo, espaço e os próprios personagens, por serem representações divinas, eles são todos realísticos, ou seja, parecem ser reais para os personagens.

Há duas percepções possíveis, uma delas percebe o Ser Real; a outra, percebe a representação do Ser. A primeira percepção é real; a outra é realística. No momento em que perceber que a representação é o que é, ou seja, que é apenas uma representação, estará percebendo o real! Não haverá o que temer, pois ela já não será o seu Senhor e não te afetará como pode estar te afetando hoje. Você poderá inclusive descartá-la! O fim da representação não acarreta o fim do Ser, nem sequer o afeta! [Quem você É não é afetado por quem você está sendo!] No Núcleo temos falado sobre as duas percepções possíveis e temos enfatizado que a percepção que vê a representação e o realismo é a percepção mental; e que a percepção que vê o real é a percepção consciencial.

Na Bíblia, em sentido figurado, mas como uma profunda revelação, há a seguinte afirmação: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram." (Ap 21:3-4)

As “primeiras coisas” a que se refere esta revelação bíblica é aquilo percebido pela mente, ou seja, é a representação, na qual existe mundo material, tempo, espaço e personagens.

O capítulo 21 do Apocalipse descreve “o novo céu e a nova terra”, e relata uma experiência consciencial de João. Há que se observar que no Núcleo temos enfatizado que por ser uma “experiência consciencial”, ela não pertence apenas a quem a teve, ou seja, não é válida somente para quem a teve, mas também, é válida para quem a percebe! As “experiências conscienciais” são percepções da realidade do Ser, e como tal são atemporais, são não espaciais, imateriais e impessoais. Isto quer dizer que as “experiências conscienciais” não são experiências da mente de um personagem, são revelações da Consciência do Ser Real [por isso são experiências conscienciais]. E uma vez vivenciadas, podem ser desfrutadas e compartilhadas com todos. Relatos de “experiências conscienciais” estão presentes nas Sagradas Escrituras de todas as religiões e devem ser assimilados consciencialmente. Não fará sentido analisar mentalmente uma “experiência consciencial”, e pretender contextualizá-la como sendo de alguém [personalizá-la]; ou como sendo de algum tempo [passado, presente ou futuro]; ou como sendo de algum lugar [um local na terra, ou no espaço].

Aceite com naturalidade, a princípio, a percepção mental, sem esforço, sem lutar contra a representação, sem negá-la, sem pretender desmascará-la. Apenas observe todo o cenário e os personagens. Observe seus argumentos, seus gestos, suas convicções e não julgue, apenas observe. Observe a tudo. Depois, siga adiante! Imerja-se em sua própria observação e a contemple! Sim, veja seu personagem observando a tudo.

Se seguiu estes dois passos [se observou a tudo sem julgar e se contemplou seu personagem observando a tudo] estará a um passo de meditar, de ter “uma experiência consciencial”! Note que sua parte vai apenas até aqui! Concentração e contemplação. Não pretenda ir além, não tente “meditar”, pois, não é a mente Quem medita, é a Consciência, e ela não é influenciada por nada que a mente [a percepção do personagem] possa fazer.

Quando você decide se concentrar e contemplar o cenário, parece ser você quem está “batendo à porta” da Consciência para que você tenha a “experiência de meditação”, mas não é isso o que realmente está ocorrendo. É algo muito mais divino. É algo além da imaginação! É o próprio Ser Real “Quem” está “batendo à porta” da sua mente e te convidando a deixá-la.

Do ponto de vista do personagem parece que ele se dirigiu ao Ser, mas, em verdade foi o Ser Quem se dirigiu ao personagem! Isto é assim porque todo o enredo do personagem é escrito pelo Ser. Como exemplo, um personagem de quadrinhos, como o “cebolinha” não dá um passo se o Maurício de Souza [se o Autor do personagem “cebolinha”] não o desenhar dando um passo! Assim o “cebolinha” só pode ter a percepção de que ele, “cebolinha”, é um personagem, se o Maurício de Souza escrever este enredo para o “cebolinha”. Mesmo assim, o “cebolinha” jamais terá “esta percepção” [A percepção consciencial é sempre do Autor, nunca do personagem]. É a “Consciência do Ser” Quem percebe “consciencialmente”, não a “mente do personagem”.

Apenas quando o personagem se volta ao Ser Real é que ele está prestes a perceber Quem realmente É. Em qualquer outra busca o personagem está se enveredando na representação. No momento em que percebe Quem É, percebe que não é ele, enquanto personagem, Quem percebe; mas sim, que é Deus Quem percebe; e que há apenas o Ser; que somente Deus é Real.

Este texto é endereçado aos que estão compartilhando a Verdade de si mesmos, a percepção de sua real identidade! Nesta visão não há porque deixar de estar na representação. Nós não somos “personagens”; essa não é nossa real identidade! Somos Quem sempre fomos, Quem sempre seremos! Sabemos que "antes que houvessem personagens, nós somos"! Cada um de nós É Quem realmente É. Somos o Ser Real, a divindade atemporal.

O que muda entre nós, enquanto personagens, é a percepção deste fato! Muitos estão completamente imersos na ilusão, e se vêem separados de Deus, se imaginam “filhos pródigos”. Outros se vêem imersos em Deus, e se percebem “Filhos de Deus”! O que muda é a percepção que cada um quer ter, não o fato em si, pois, a única realidade, a “real identidade” de todos é Deus!

A humanidade sempre teve esse conhecimento. Krishna veio ao mundo e revelou este conhecimento divino; Buda veio ao mundo e revelou este conhecimento divino; Jesus Cristo veio ao mundo e revelou este conhecimento divino. Muitos mestres, como Yogananda, Ramakrishna, Ramana Maharishi e Masaharu Taniguchi vieram ao mundo e revelaram este conhecimento divino. Não é um conhecimento novo, nem uma “verdade nova”. Trata-se apenas de uma “revelação da Fonte”, uma “revelação do Núcleo”. Todos os que convergem para esta Fonte têm esta percepção. É uma percepção para ser desfrutada e compartilhada entre todos, não para ser imposta, mas apenas para ser vivenciada.

Assim, os que estão no Núcleo não devem ter a intenção de reunir seguidores de uma nova doutrina ou de uma nova religião, mas sim, devem ter a intenção de compartilhar com aqueles que quiserem, de todas as religiões, esta visão da divindade!

Afinal, não faz diferença para Deus que o personagem esteja na representação percebendo apenas a representação, mas, faz enorme diferença para o personagem que ele esteja na representação percebendo a divindade! É a diferença entre estar “vivendo o que a mente concebe” ou “vivendo o céu”!

Por fim, lembro esta revelação do Cristo, a divindade que “apareceu como” o divino personagem, o Filho de Deus: O “reino de Deus” está dentro de vós! O Ser Real é o “Oceano de Luz e Bem-aventurança”! E no Núcleo desfrutamos a imensidão deste Oceano. Glorifiquemos a Deus por compartilhar esta percepção!

A paz seja com todos.

Muito obrigado.