"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

sexta-feira, novembro 30, 2018

A Cabala e o Nosso Destino Final: Ser como Deus - 7/13

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E A MORTE NÃO TERÁ DOMÍNIO


Há uma história no Zohar que conta sobre o falecimento de um sábio chamado Rav Yosi.

Desde o momento da morte dele, o filhinho de Rav Yosi estava inconsolável, chorando sobre o leito de seu pai, pressionando firmemente sua boca na boca de seu pai, impedindo qualquer pessoa de se aproximar do corpo do grande sábio.

"Onde está a justiça?", chorava o menino. "Eu devia ter sido levado em vez do meu pai."

Recusando consolo, ele agarrava seu pai com firmeza, como se acreditasse que seus braços curtos e magros fossem suficientemente fortes para resistir à partida do pai para o outro mundo. Ele implorava aos céus para que levassem a ele em vez do pai, e seus lamentos se provaram tão comovedores que por fim um visitante chamado Rav Elazar começou a chorar junto com a criança. Ele recitou um versículo da Bíblia. De repente, uma coluna de fogo se ergueu e separou os enlutados do falecido, embora a criança permanecesse grudada aos lábios do pai.

Uma voz falou ao sábio morto: "Bendito é você, Rav Yosi, que as palavras e as lágrimas da criança se elevaram ao trono do Rei Santo. Vinte e dois anos foram acrescentados a sua vida, para que você tenha tempo de educar seu filho, o perfeito e amado, perante o Sagrado, bendito seja Ele."

A coluna de fogo desapareceu, e Rav Yosi abriu seus olhos. Ele viu seu filho, cujos lábios continuavam grudados aos seus, e ouviu Rav Elazar anunciar: "Abençoada é nossa porção, porque nós testemunhamos a ressurreição dos mortos."


Aqui temos o tabu final. O impensável e inegável. O solvente universal. A morte.

A CABALA VEM A NÓS DE UM MUNDO  VINDOURO,  NOS  CONVIDANDO  A TER UMA NOVA CORAGEM: NÃO A CORAGEM DE MORRER, A MEDIDA TRADICIONAL DE BRAVURA, MAS AO CONTRÁRIO, A CORAGEM DE NÃO MORRER. A CORAGEM DE ENFRENTAR A IMORTALIDADE FÍSICA.

Baseado em que podemos desafiar a verdade indisputável de que nascemos para morrer?

"Ele engolirá a morte para sempre e Deus enxugará as lágrimas de todos os rostos", diz a Bíblia. Não é possível ler esta afirmação e continuar calmo. A BÍBLIA PROMETE A MORTE DA MORTE.

Quando Enoch faleceu, diz a Bíblia, ele não morreu. Na verdade, Enoch "não estava mais ali porque Deus o levou", o que para a Cabala significa que ele deixou a terra com seu corpo físico, que não morreu.

A Bíblia diz também que Elias não morreu, mas foi elevado aos mundos superiores com seu corpo, subindo ao céu numa carruagem de fogo.

Desafiamos a hegemonia da morte baseados nessas afirmações da Bíblia e em verdades reveladas no Zohar. O Zohar nos conta que EXISTEM DOIS PÓLOS, LUZ E ESCURIDÃO. A LUZ É DEUS, A VIDA ETERNA E A PLENITUDE TOTAL, E A ESCURIDÃO É O EGO, OU O DESEJO DE RECEBER SOMENTE PARA SI MESMO, E É A FORÇA DA MORTE. QUANDO ESCOLHEMOS NOS CONECTAR COM A ESCURIDÃO, NOS APROXIMAMOS DA MORTE. QUANDO ESCOLHEMOS NOS CONECTAR COM A LUZ, POR OUTRO LADO, ATRAÍMOS MAIS FORÇA VITAL. NOSSA TAREFA É VIAJAR PARA A LUZ. E QUANDO A ALCANÇARMOS POR COMPLETO, QUANDO NOS TORNARMOS COMO DEUS, A MORTE DEIXARÁ DE TER DOMÍNIO.




Este é o fim da morte, não com base na crença ou na fé religiosa, ou depois de um apocalipse. Nós mesmos precisamos fazer com que isso aconteça. A sabedoria do Zohar está aqui não para fortalecer um determinado sistema de crença, mas para nos inspirar a nos aventurarmos além da crença, para o plano da ação, onde as mais profundas esperanças humanas saem do plano do mito e entram no plano da vida diária.


A IMORTALIDADE FÍSICA É POSSÍVEL PORQUE NÓS TEMOS O PODER DE CRIÁ-LA.

E, sabendo disso, temos uma obrigação de fazer acontecer.


O Zohar conta que um dia Rav Yitzchak se aproximou de seu amigo, Rav Yehuda, com um pedido: que depois que ele, Rav Yitzchak, tivesse ido para o túmulo, seu bom amigo deveria rezar por ele todos os sete dias de luto.

Espantado, Rav Yehuda perguntou por que o mestre supunha que iria morrer, ao que Rav Yitzchak deu dois motivos. Primeiro, quando sua alma o deixava durante o sono ela já não o iluminava mais com sonhos. Segundo, ele não via mais sua sombra. "Quando a sombra de um homem não é mais vista", ele recordou seu amigo, "ele deixa este mundo."

Rav Yehuda respondeu: "Eu realizarei seus pedidos, mas também peço que você reserve um lugar para mim do seu lado no outro mundo, assim como estive ao seu lado neste mundo."

Perturbados pelo prospecto de sua separação iminente, os dois amigos foram ver seu mestre, um dos maiores cabalistas da história e o autor do Zohar, Rav Shimon bar Yochai. Rav Shimon estava num tal nível em sua própria jornada para se tornar como Deus que simplesmente levantou seus olhos e pôde ver o anjo da morte dançando na frente de Rav Yitzchak. Ele convidou seus dois alunos a sua casa, mas recusou entrada ao anjo da morte. "Quem for um visitante habitual na minha casa pode entrar", ele disse, "e quem não for está barrado." Uma vez dentro de casa, Rav Shimon levantou-se e disse: "Mestre do universo, temos um  certo Rav Yitzchak conosco. Veja, estou com ele. Dê-o para  mim!" Uma  voz  ressonante  respondeu: "Muito bem, Rav Yitzchak é seu."

Rav Yitzchak caiu no sono e em seu sono viu seu pai, que proclamou: "Filho, feliz é sua porção neste mundo e no mundo vindouro, porque você senta entre as folhas da árvore da vida no Jardim do Éden." Um som ecoou por todos os mundos: ''Amigos que se encontram aqui, enfeitem-se para Rav Shimon que fez um pedido ao Sagrado que Rav Yitzchak não morresse e foi atendido."

Rav Yitzchak acordou e sorriu. Seu rosto brilhava.


Se o cabalista Rav Shimon bar Yochai tinha o poder de afastar o anjo da morte com um simples ato de vontade, por que nós convidamos a morte para nosso quarto de dormir com tanta facilidade? Por que a inevitabilidade da morte não está na pauta e está marcada como NÃO SE DISCUTE? Simplesmente porque sempre foi assim? Somente porque estamos pilotando pela história com nossos olhos no espelho retrovisor em vez de olhar para a estrada à nossa frente?

A vida deveria vir com o mesmo aviso legal que as propagandas financeiras: PERFORMANCE PASSADA NÃO É GARANTIA DE RESULTADOS FUTUROS. OS PONTOS DE VIRADA NA HISTÓRIA NADA MAIS  SÃO  DO  QUE O REGISTRO DE SUPOSIÇÕES DERRUBADAS: UM DIÁRIO DE IMPOSSIBILIDADES E DAQUELES QUE CONSEGUIRAM REALIZÁ-LAS.

Houve tempo em que um terço da humanidade morria de vírus e bactérias. Hoje, peste bubônica é apenas o nome de um grupo de rock. Quando ainda havia lampiões a óleo, peritos declararam que tudo o que havia para ser inventado já tinha sido inventado. Hoje, tiramos e enviamos fotografias digitais com nossos telefones celulares.

A história não é gentil com a impossibilidade. Por mais impossível que a imortalidade física possa parecer, a evolução abolirá esse ditame.

A imortalidade não acontecerá simplesmente por termos construído uma máquina do tempo, desenvolvido antibióticos mais fortes ou baixado nosso DNA para discos rígidos. A imortalidade acontecerá por causa do nosso trabalho para nos tornarmos como Deus, e porque já somos imortais. Em nossas almas, nós já somos como Deus, mas, por estarmos separados da natureza de compartilhar divina, sofremos e morremos. Quando nos tornamos como Deus, apagamos nossas próprias doenças, transformamos as amolações cotidianas em oportunidades de nos tornarmos livres, descartamos com um aceno os pensamentos que causam depressão, vivemos com um objetivo mais grandioso do que sobreviver mais um dia na prisão, e nos tornamos a causa de todas as nossas experiências. COMO RAV SHIMON BAR YOCHAI, NÓS ATÉ COLOCAREMOS UM SINAL DE ENTRADA PROIBIDA PARA O ANJO DA MORTE, DE FORMA QUE, DE AGORA ATÉ A ETERNIDADE, A MORTE NÃO TERÁ DOMÍNIO.


(Fonte: https://pt.scribd.com/document/61497692/Tornar-Se-Como-Deus-A-Cabala-e-Nosso-Destino-Final-MICHAEL-BERG)

quarta-feira, novembro 28, 2018

A Cabala e o Nosso Destino Final: Ser como Deus - 6/13

- Rav Michael Berg - 


SUA VIDA MUDA AGORA

Agora sabemos a fórmula.

Estamos ou indo em direção à vida ou indo em direção à morte. Passo a passo, ou atingiremos a total e completa conexão com Deus — e dor, sofrimento e morte desaparecerão deste mundo — ou atingiremos a desconexão completa de Deus e morreremos. AGORA, NESTE EXATO INSTANTE, ENQUANTO VOCÊ LÊ ESTAS PALAVRAS, VOCÊ OU ESTA SE DIRIGINDO PARA A VIDA  ETERNA  OU  ESTÁ  COMETENDO SUICÍDIO.

Esta compreensão não é uma mudança de paradigma. É uma destruição de paradigma. E, no entanto, sendo que você encontrou este livro em meio a milhões de outros e me acompanhou até aqui, há uma boa chance de que você saiba que ela é verdadeira.

Deus existe. E Ele jamais consignaria a raça humana ao sofrimento eterno e à morte inevitável. A União com Deus é possível e sua consequência é uma felicidade sem fim e a eliminação da morte. Deus não sofre nem morre; portanto, nós não precisamos sofrer e morrer.

Sendo assim, a única pergunta é por onde começar.

COMECEMOS  COM  INEXORÁVEL HONESTIDADE  QUANTO  AO  NOSSO ESTADO ATUAL. DEVEMOS ESPECIFICAR ATÉ ONDE O EGOÍSMO REGE CADA AÇÃO NOSSA. Devemos focar a verdade sobre nós mesmos e revelar que tudo que fazemos nasce do desejo egoísta. O Desejo de Receber Somente para Si Mesmo está permanentemente LIGADO. Isso é ainda  mais  verdadeiro  quando  pensamos  estar  agindo  de  modo abnegado. Quando fazemos uma doação, ajudamos nosso vizinho, fazemos a tarefa extra no trabalho, rezamos pela humanidade num lugar de orações, o que estamos fazendo na verdade? Estamos tentando obter vantagem para nós mesmos, ou pode ser que nosso interesse seja nos sentirmos bem com nós mesmos. Pode ser que queiramos parecer espirituais perante os olhos do mundo. Mas um olhar puro sobre nossos motivos sugere que eles raramente são puros.

A FÓRMULA DE DEUS É UM ATAQUE DE DUAS CAMADAS CONTRA O EGO: O PROCESSO DE DESTRUIR NOSSO EGO POR DENTRO E DE EXECUTAR O COMPARTILHAR TRANSFORMADOR POR FORA. Um ataque sem descanso, sem concessão, e um teste constante de verificação: Eu já sou como Deus, ou ainda não?

O processo de destruir o ego não é uma decisão moral. É uma decisão com pés no chão, sensata, prática, porque nos leva à felicidade e à realização.

O compartilhar transformador não vem automaticamente; pelo contrário, ele viola nosso senso de direito adquirido. Ele é tão contrário a nossa natureza, na verdade, que transforma nossa própria natureza. Compartilhar e ego são inversamente proporcionais, assim como um muro e a luz do sol são inversamente proporcionais: quanto mais muro, menos sol. Quanto menos muro, mais sol. COMPARTILHAMOS COM OS OUTROS PARA QUE POSSAMOS VERDADEIRAMENTE DAR A NÓS MESMOS.


VERDADEIRO EGOÍSMO

Os cabalistas ensinam que o mundo foi criado com um único objetivo: proporcionar ao Criador uma oportunidade de compartilhar Sua abundância com Suas criaturas. Com este objetivo em mente, o Criador formou receptores para receber essa abundância. Esses receptores algumas vezes recebem o nome de "seres humanos". Infelizmente, nós receptores desempenhamos mal nossa função.

Fomos projetados para nos tornar Um com o nosso Criador. Fomos construídos para conter uma carga útil de saúde, felicidade e vida. Em vez disto, temos uma saúde parca. Umas poucas gotas infinitesimais de felicidade e uns 75 anos de dor e sofrimento. Em vez de sermos infinitos, somos como ilhotas num vasto oceano da vida. O que aconteceu?

Nós receptores, verifica-se, fomos construídos com um material defeituoso chamado Desejo de Receber Somente para Si Mesmo.

Quando o eu está preocupado com seus próprios desejos, obcecado com sua própria sobrevivência, e impelido pelo anseio por gratificação imediata, o eu se torna opaco à Luz do Criador. Nós receptores fracassamos, não por querermos receber, mas por querermos receber tão pouco.

Como disse o grande cabalista Rav Ashlag, não há nada de errado com o desejo em si. O problema é o fato de o receptor que usamos para receber nosso desejo ser tão limitado. Consumidos pelo ego, nossos desejos na verdade não são simplesmente limitados. Eles são nocivos. Nós somos como a criança na seguinte história:

Um pai e seu garotinho caminhavam pela rua. O menino estava extremamente contrariado com seu pai, gritando: "Você é malvado, papai! Dá eles para mim!" O pai segurou firme as mãos de seu filho e continuou andando pela rua sem responder.

Chegou ao ponto em que o menino estava fazendo tanta choradeira e o pai parecia tão abstraído de seu filho, que um passante se sentiu impelido a perguntar ao pai por que ele tratava tão mal o filho. "O senhor não vê que o está frustrando Que tipo de pai diz não para um filho sofrendo tanto?"

O pai olhou com paciência para o passante. "Não é o que o senhor está pensando. Algumas ruas atrás, meu filho viu alguns alfinetes com cores brilhantes numa vitrine. Ele quer que eu compre os alfinetes para ele brincar. Eu disse que alfinetes são perigosos para crianças da idade dele e que ele se arrisca a se machucar muito."


TRANSFORMAR O DESEJO DE RECEBER SOMENTE PARA SI MESMO NUM DESEJO DE COMPARTILHAR NA VERDADE É UM ATO SUPREMO DE INTERESSE PRÓPRIO desde que você escreva Próprio com um P maiúsculo. Não é o interesse próprio que vem do ego, o eu que só pode morrer. Falo do Eu que pode se tornar um com Deus, que permite que Sua Luz brilhe sem obstrução para sempre, porque quando você é um com Deus, você é como Deus, com todos os direitos e privilégios de Deus. O direito da vida eterna; o privilégio da felicidade ilimitada; o poder de curar, de abençoar e de ressuscitar os mortos.

Dentro do tecido do universo, existe abundância. Em cada átomo e cada célula de vida, existe suficiência. Não há nada de errado, de imoral ou de pecaminoso no interesse próprio. Não há nada de mau em querer receber. De fato, a mera tentativa de eliminar o interesse próprio não passa de mais um truque do ego. A razão pela qual buscamos o compartilhar transformador é porque queremos receber. A palavra Cabala, a fonte desta sabedoria, significa "receber". Nós nos

conectamos com nossa natureza divina com o intuito de transformar nosso receptor em um copo sem fundo para que possamos receber infinitamente.




Um sábio conhecido como o Mestre de Kotzk costumava dizer aos seus alunos: "Vocês querem saber onde está a Luz de Deus? A Luz de Deus está onde vocês O deixarem entrar." Não precisamos rezar para Deus ou implorar a Deus por Sua Luz. Precisamos apenas remover os muros que construímos.
A Fórmula de Deus é um rolo compressor.


BEM-VINDO AO ESTADO DE AMNÉSIA

Você está perdido num deserto. Anos se passaram, e seu corpo está coberto com poeira quente e seca. Você sonha com água gelada e frutas, mas dia após dia você sobrevive somente na base dos cactos. Cactos de manhã, cactos de noite. Até que um dia um batedor chega com uma mensagem incrível: 44 quilômetros adiante há um oásis, com águas cristalinas, palmeiras e tâmaras.

Qual a sua reação?

Existe uma única reação sensata: você larga tudo em um nanossegundo e corre loucamente na direção do oásis. Nada o detém, nada o distrai, nada preenche sua mente exceto imagens do alívio que vem da água fresca e da sombra prazerosa.

Com este livro, um batedor está lhe trazendo notícias de um oásis. Ele não oferece somente tâmaras e palmeiras, ele proporciona felicidade e realização eternas. Qual a sua reação?

Alguns dirão que o batedor está enganado, que ele provavelmente viu uma miragem. Outros serão inspirados, se dirigirão ao oásis, e depois de algumas milhas se depararão com uma palmeira esquelética, sob a qual ficarão anos sentados, insistindo ser este o oásis. Outros se reunirão para conversar infinitamente a respeito do oásis bebendo um belo copo de cactos. Outros argumentarão serem os cactos as plantas mais deliciosas do mundo, e sendo assim, quem precisa de um oásis? A grande maioria logo se esquecerá do fato de a palavra oásis ter sido mencionada.

O que está acontecendo?

O ESTADO DE EGO É UM ESTADO DE AMNÉSIA. NÓS NÃO NOS LEMBRAMOS DO QUE VIEMOS FAZER AQUI. MANIFESTAR NOSSA VERDADEIRA NATUREZA E NOS TORNAR COMO DEUS.

Por isso lemos alguma coisa inspiradora que mexe conosco. Anos depois, nos deparamos com o texto por acidente e percebemos que tínhamos esquecido completamente daquilo. Rezamos ou meditamos ou temos experiências que mudam a vida. Nos sentimos diferentes. Depois passa. O que acontece? Num momento temos uma experiência transformadora e no momento seguinte estamos xingando a pessoa que esbarra em nós na rua? Por quê?

Nós esquecemos porque está em nossa natureza esquecer. Anos vivendo numa consciência desconectada de Deus se acumularam sobre nós e nos cobriram como uma concha, ao ponto em que nossa natureza divina agora não passa de uma chama piloto tremeluzindo numa vasta escuridão de comportamento egoísta, mecânico.

Precisamos de um plano para seguir a cada momento de nossas vidas — agora, neste instante, porque no instante seguinte nós esqueceremos, e depois nos lembraremos de novo. A Fórmula de Deus não pode ser simplesmente mais uma coisa que sabemos. Deve ser lembrada constantemente com clareza. O ataque sobre o ego e o processo de compartilhar transformador devem se tornar nosso sistema operacional: SISTEMA OPERACIONAL DEUS. UMA GOTA DE SER VALE UM QUILO DE SABER. Ser é verdadeiro conhecimento, porque o saber sem ação tem um valor limitado. Começamos a agir; quando o ego aparece, o destruímos. Quando não sentimos vontade de compartilhar, compartilhamos. Cada ação nos aproxima um pouco da Luz, nos aproxima um pouco de nos tornarmos como Deus, nos afasta um pouco da morte.

E a verdade mais importante de todas é o fato de que se tornar como Deus é possível. Podemos fazê-lo. Esta é a verdade mais simples e mais extraordinária. Sabe-se que usamos somente 4% do nosso cérebro (em dias bons). Quem sabe quanto de nosso coração e de nossa alma estamos usando? Há um oásis não muito distante, não esqueça! Este livro é um laço amarrado no seu dedo; Não esqueça! E cada vez que você não se esquece, fica um pouco mais fácil de se lembrar.


(Fonte: https://pt.scribd.com/document/61497692/Tornar-Se-Como-Deus-A-Cabala-e-Nosso-Destino-Final-MICHAEL-BERG)

domingo, novembro 25, 2018

A Cabala e o Nosso Destino Final: Ser como Deus - 5/13

- Rav Michael Berg - 


A FÓRMULA DE DEUS

Quer dizer então que nós vivemos numa prisão — uma prisão estranha, com certeza, porque a maior parte de nós, prisioneiros, nem percebe que está atrás das grades. Estamos condicionados até a ridicularizar a ideia de que poderia de fato existir um outro mundo, um mundo de alegria e Luz, brilhando logo atrás dos muros da prisão.

Então, um dia, alguém nos entrega um plano de escape que inclui uma planta da prisão e um plano de fuga passo a passo. Um plano infalível.

O que faremos?

O que estou para revelar é um projeto para a liberdade. É claro, não vivemos literalmente dentro dos muros de uma prisão, e não estamos literalmente confinados em celas sombrias de concreto, mas estamos aprisionados pela dor, pelo sofrimento e pela morte. SENDO ASSIM, NA VERDADE O QUE ESTOU PRESTES A APRESENTAR É UM PLANO DE FUGA DA PRISÃO DE SEGURANÇA MÁXIMA MAIS PODEROSA JAMAIS CONSTRUÍDA.

Se isso for verdade, se, ao contrário do que diz o Club Med, a vida não é como deveria ser, se realmente existe uma vida de alegria e fartura destinada a nós pelo Criador, a lógica ditaria que o plano que estou prestes a revelar é mais que um conselho interessante, é mais do que apenas mais um livro de informação positiva sobre a vida para ler e esquecer. Se este realmente for um plano de fuga viável, a lógica dita que esta é a informação mais importante que já lhe apareceu. Não deve simplesmente ser lida, deve ser aprendida. Deve ser estudada e memorizada, ou copiada e colocada no bolso para poder ler na rua, ou colada no espelho para que seja a primeira coisa que você vê quando acorda.

Este plano envolve seis afirmações e o que chamarei de a Fórmula de Deus. As seis afirmações que se seguem servem como uma explicação da vida como ela é, e da vida como ela deveria ser. A Fórmula de Deus fornece um método para ir de um lugar para o outro. É rigorosamente lógica, mas não é, no entanto, um produto da razão humana. Nasceu da informação revelada ao longo de milênios a homens cujo destino era receber tais verdades e repassá-las para o resto de nós. É uma mensagem do outro lado do muro, um raio de sol passando através de uma fresta na porta da prisão.


1. O MUNDO É A GUERRA ENTRE DUAS FORÇAS OPOSTAS: LUZ E ESCURIDÃO.




Não existe permanência no universo. Existe somente movimento. Das duas uma, ou estamos indo em direção à Luz ou estamos indo em direção à Escuridão. Através de nossas ações, escolhemos nossa direção.


2. A FONTE DA LUZ, MAIS CONHECIDA COMO DEUS, É A ORIGEM DE TODA FELICIDADE, SATISFAÇÃO E VIDA. A FORÇA DA ESCURIDÃO, MAIS CONHECIDA COMO NATUREZA DO EGO, É A FONTE DE TODA DOR, SOFRIMENTO E MORTE.




Todas as coisas positivas que experienciamos em nossas vidas são manifestações da Luz do Criador. Ego é o estado de total desconexão da Luz de Deus; portanto, traz Escuridão completa. Nós navegamos entre essas duas forças. Quando uma pessoa está nas garras do Desejo de Receber Somente para Si Mesmo, tende a ir cada vez mais para perto da Escuridão. Ali, nos fartamos numa dieta estável de caos e doença e somos por fim condenados à morte.


3. NÓS CRIAMOS NOSSAS VIDAS DEPENDENDO DA FORÇA COM A QUAL NOS CONECTAMOS.




Há uma escolha a ser feita a cada momento.

Temos o poder de escolher nossa realidade. A cada momento, nos conectamos em diferentes níveis com a Luz e com a Escuridão, dependendo de nossas ações. Na medida em que nossas ações estiverem conectadas com Deus, experienciaremos Luz e satisfação. Na medida em que nossas ações estiverem conectadas com a Escuridão e com o ego, experienciaremos dor. Quando escolhemos nos aproximar da Luz, experienciamos um nível maior de satisfação e menos dor.

Quando escolhemos nos aproximar da natureza do ego e da ausência da Luz de Deus, aumenta nossa experiência de dor e diminui nossa satisfação.

Estas são nossas únicas escolhas.


4. NÓS NOS CONECTAMOS COM AS DUAS FORÇAS ATRAVÉS DA LEI DA SIMILARIDADE DE FORMA: NÓS NOS CONECTAMOS E NOS TORNAMOS AQUILO COM QUE NOS TORNAMOS SEMELHANTES.




Estamos acostumados com a ideia das coisas estarem separadas por espaço.

Num nível mais profundo, as coisas estão separadas ou conectadas por uma semelhança ou dessemelhança de forma. Estamos separados de Deus, por exemplo, por não sermos como Ele; não igualamos Sua essência. Sua essência é compartilhar, a nossa é receber.

De acordo com a Lei de Similaridade de Forma, quando as essências se igualam, a separação termina. Isso significa que à medida que nossa essência se torna mais semelhante à essência de Deus, nos aproximamos de ser como Deus.

Uma outra maneira de dizer isto, nos tornamos como Deus nos comportando como Deus.


5. NÓS NOS TORNAMOS COMO DEUS ATRAVÉS DE SISTEMATICAMENTE DESTRUIRMOS O EGO, PORQUE O DESEJO DE RECEBER SOMENTE PARA SI MESMO É O OPOSTO DE DEUS. DEUS NÃO RECEBE DE NINGUÉM.




Devido a um caso cósmico de identidade equivocada, nos conectamos com o ego, com uma dessemelhança de natureza com Deus. O mundo foi meticulosamente estruturado pelo Oponente para o cuidado e a nutrição desse ego — o anseio sem fim por prestígio, vaidade, louvor e bajulação, e a incessante indulgência a desejos egoístas.


Para alcançar similaridade de forma, para igualar a essência de Deus, devemos nos mover de todo coração na direção oposta: confrontar, humilhar, embaraçar e purgar essa natureza do ego em vez de estimulá-la, e nos livrar da necessidade de ceder aos desejos egoístas, até que nossa essência por fim se torne como a essência de Deus.


6. NÓS NOS TORNAMOS COMO DEUS AO NOS TRANSFORMARMOS EM SERES QUE COMPARTILHAM, PORQUE DEUS É UMA FORÇA DE INFINITO COMPARTILHAR.




O Desejo de Receber Somente para Si Mesmo é o oposto da natureza de Deus, que é uma natureza de compartilhar infinito. Através de nos opormos a este desejo egoísta e nos tornarmos seres que compartilham, nos igualamos à essência de Deus. Transformar-se num ser que compartilha não significa efetuar um ato ocasional de generosidade. Exige um movimento contínuo em direção à Luz e a mudança de forma: se tornar um ser em que todo pensamento, toda ação e toda fala vem do Desejo de Compartilhar.

Esta transformação, na qual o compartilhar se torna uma forma de vida, e não meramente um ato ocasional, no qual o compartilhar é feito quando não é fácil e confortável compartilhar, tem um nome especial.

É chamado de compartilhamento transformador.


A FÓRMULA DE DEUSATRAVÉS DE UM PROCESSO DUPLO DE ERRADICAR O EGO E REALIZAR O COMPARTILHAR TRANSFORMADOR, NÓS DESPERTAMOS NOSSA VERDADEIRA NATUREZA E NOS TORNAMOS COMO DEUS, CRIANDO UMA VIDA DE TOTAL FELICIDADE E SATISFAÇÃO.




Sempre que pudermos, devemos fazer ações para destruir o ego. Com o passar do tempo, deixaremos de ter receio de situações embaraçadoras e humilhantes; daremos boas-vindas a elas, porque nos ajudam a destruir o ego e realizar nossa verdadeira natureza.

Sempre que pudermos, compartilharemos, principalmente quando não for fácil ou confortável fazê-lo. Quando vivemos como Deus, constatamos a natureza de Deus em cada célula e erradicamos as barreiras entre nossa verdadeira natureza e nós mesmos.

Quando não vivemos como Deus, vivemos em separação, na natureza do ego, no Desejo de Receber Somente para Si Mesmo. Neste caso, cada desejo torna nossa separação mais sólida, nos condenando a dor, sofrimento e morte.

Portanto, temos uma tarefa a cumprir neste plano físico: arrancar continuamente o Desejo de Receber Somente para Si Mesmo. Momento a momento, a cada instante a partir de agora, devemos operar como seres que compartilham.

Nossa tarefa é nos tornarmos como Deus.


(Fonte: https://pt.scribd.com/document/61497692/Tornar-Se-Como-Deus-A-Cabala-e-Nosso-Destino-Final-MICHAEL-BERG)

sexta-feira, novembro 23, 2018

A Cabala e o Nosso Destino Final: Ser como Deus - 4/13

- Rav Michael Berg - 


CERTEZA


Durante os nove meses que passamos no útero de nossas mães, um anjo fica segurando uma vela para nós, ensinando-nos a sabedoria do universo. Ficamos sabendo de tudo, desde o princípio do mundo até o fim do mundo. Quando estamos para nascer, o anjo nos dá um golpe no lábio superior que nos faz esquecer tudo o que aprendemos. Contudo, traços de memória permanecem em nossas almas, a ideia de Deus ressoa conosco, e é em cima dessa ressonância e dessas memórias residuais que nós construímos nossa consciência. (- conto cabalístico)


Entramos no mundo físico com a nossa identidade esquecida.

Mas em algum lugar de nossas almas nos lembramos de alguma coisa. O potencial de nos tornarmos como Deus se revolve.

Essas memórias são a base para o que os cabalistas chamam de certeza. A certeza, de acordo com o Zohar, é um dos segredos para ativar nossa natureza divina — certeza não somente de que podemos alcançá-la, mas de que iremos alcançá-la.

A certeza é um receptor.

De acordo com a Cabala, PARA QUE A LUZ DO CRIADOR SE REVELE, É PRECISO QUE HAJA UM RECEPTOR PARA RECEBÊ-LA. O NOME DESSE RECEPTOR É CERTEZA, E O NÍVEL DE LUZ REVELADO DEPENDE DA FORÇA DESSA CERTEZA. O Zohar afirma que não existe nenhum momento em que não haja Luz. É unicamente o receptor que limita a quantidade de Luz manifestada. Quando alcançamos certeza total, nos tornamos como Deus.




O Oponente é anticerteza. O OPONENTE É O SEMEADOR DA DÚVIDA, O FATOR LIMITANTE DO RECEPTOR. NO PARADIGMA  DE INSIGNIFICÂNCIA DO OPONENTE, NÓS NÃO NOS TORNAMOS COMO DEUS PORQUE ACREDITAMOS QUE NÃO PODEMOS NOS TORNAR  COMO DEUS.


A Bíblia conta a história de uma mulher de Shunam que cuidava do profeta Eliseu.

"Você cuidou tão bem de mim", disse Eliseu para a mulher. "O que eu posso fazer por você? Posso interceder com o rei em algum assunto ou com algum dos generais dele? Como posso fazer alguma coisa por você?"

A shunamita respondeu que era uma mulher simples, sem pedidos especiais. Mas depois que ela foi embora, Eliseu perguntou em voz alta: "O que eu posso fazer por esta mulher fiel?"

Gehazi, seu ajudante, respondeu: "Mestre, a shunamita é uma mulher idosa e nunca teve um filho."

Eliseu chamou-a de volta e disse a ela: "Você dará a luz um filho", especificando o dia exato em que o filho nasceria. Estupefata, a shunamita respondeu: "Não brinque comigo. Não minta para mim", mas Eliseu calmamente reassegurou-a de que isso aconteceria exatamente como havia sido profetizado. E aconteceu. Ela teve um menininho no dia exato da profecia de Eliseu.

Anos se passaram e a criança cresceu. Um dia, enquanto cortava feno no campo, o menino reclamou de uma dor de cabeça. Sua condição piorou e mais tarde, sentado no colo de sua mãe, ele morreu.

A shunamita carregou o menino para a cama onde Eliseu dormia quando estava na cidade, e o deitou nela. Fechou a porta, procurou o marido e disse: "Mande-me um dos empregados - um dos jovens que trabalha com você - e também um dos burros, e eu irei ao Homem de Deus, que está ensinando nos arredores da cidade." O marido perguntou por que ela ia ao profeta, já que não era o primeiro dia do mês nem o sábado, mas a shunamita simplesmente disse: "Que a paz esteja com você. Até logo.”

Ela foi até o Monte Carmel onde Eliseu estava ensinando, e quando o profeta a viu pediu a Gehazi que perguntasse notícias da família dela. A shunamita disse ao ajudante que estava tudo bem. No entanto, quando chegou ao lugar onde Eliseu estava, ela agarrou as pernas dele com os braços. Gehazi veio afastá-la, mas o profeta disse: "Deixe-a. Ela está em grande dor. Deus não me permitiu saber disso; Ele não me permitiu ver, e Ele não me contou."

Em lágrimas, a mulher se lamentou: "Por acaso eu pedi um filho a Deus? Não pedi. Eu roguei que você não me fizesse de boba. Que tipo de favor foi este de me dar um filho que morre tão jovem?"

Eliseu mandou Gehazi colocar uma capa, pegar seu bastão e ir colocá-lo sobre o rosto da criança. "Se você cruzar com alguém", Eliseu preveniu, "não fale sobre este assunto. Mesmo se alguém saudar você, não responda."

A mulher ficou bem perto de Gehazi enquanto ele se dirigia à criança, prometendo que não se afastaria dele enquanto ele não tivesse revivido seu filho. Contudo, apesar do aviso de Eliseu e dos protestos da shunamita, Gehazi contou sua missão para diversos conhecidos que encontrou. Quando chegaram à criança, ele colocou o bastão no rosto do menino, conforme Eliseu havia instruído, mas nada aconteceu. O menino estava imóvel como uma pedra, sem mover nem uma pálpebra. Gehazi e a shunamita correram de volta para Eliseu, e a mãe começou a soluçar incontrolavelmente. Eliseu vestiu sua capa e foi ele mesmo à casa da mulher. Fechou a porta do quarto, rezou para Deus, e se deitou em cima da criança. Colocou sua boca sobre a boca do menino, seus olhos sobre os olhos do menino, e suas mãos sobre as mãos do menino. Lentamente, o corpo da criança se aqueceu. Eliseu se levantou, caminhou pelo quarto por alguns instantes, e depois se deitou novamente em cima do menino. Repetiu esse procedimento sete vezes, e depois da sétima vez a criança abriu os olhos. O  profeta mandou Gehazi chamar a shunamita. Ela entrou no quarto e, ao ver seu filho vivo, caiu de joelhos e se curvou diante de Eliseu. Chorando, mas agora com lágrimas de alegria, ela pegou o menino no colo e saiu.


Esta é a história do receptor chamado certeza, criptografada com diversos níveis de significado.

Por que a mulher disse até logo para seu marido em vez de informá-lo da morte do filho?

A resposta está na tecnologia da certeza. QUANDO NÃO ACREDITAMOS QUE A MORTE POSSA SER VENCIDA, ISSO NÃO ACONTECERÁ. A FALTA DE CERTEZA FECHA O RECEPTOR. A shunamita não contou ao marido porque sabia que o nível de certeza dele não abrangia a ideia de o filho retornar da morte. Se ela tivesse contado ao marido, o profeta teria sido incapaz de operar o milagre. O pai com certeza teria rezado pela ressurreição do filho. Ele gostaria muito de acreditar na possibilidade. Mas querer acreditar não é o mesmo que ter certeza. Apesar de serem boas as intenções, ainda assim elas limitam o receptor.

Este é o insidioso poder da dúvida. Muitos consideram a Bíblia como a palavra de Deus, no entanto se recusam a crer na possibilidade da ressurreição, embora esteja declarada nas páginas da Bíblia. É o trabalho do Oponente, plantando suas sementes nos campos da dor, do sofrimento e da morte, convencendo-nos de que não podemos nos tornar como Deus. Porque o Oponente conhece o poder da certeza ativada, o saber último de quem nós somos e daquilo que podemos nos tornar: Deus.

Com a certeza como um alicerce, podemos abordar o que se segue: um conjunto impressionante de afirmações que mudará para sempre nossas vidas.


(Fonte: https://pt.scribd.com/document/61497692/Tornar-Se-Como-Deus-A-Cabala-e-Nosso-Destino-Final-MICHAEL-BERG)

quarta-feira, novembro 21, 2018

A Cabala e o Nosso Destino Final: Ser como Deus - 3/13

- Rav Michael Berg - 


DEUS DISFARÇADO DE VOCÊ

O guarda na porta da prisão é totalmente implacável. O tratamento brutal dado aos prisioneiros tem perdurado por milênios, e agora os prisioneiros estão derrotados, sem esperanças, encolhidos em seus colchonetes, olhando para fora pelas barras de suas celas. Um dia bom é simplesmente aquele em que resistimos sem sentir dor.

O guarda, o Oponente, convenceu seus prisioneiros de que somos pequenos e insignificantes, quando na verdade, por mais fantásticos que possam ser nossos sonhos de realizações, eles não chegam nem a arranhar a superfície do que de fato é possível.

A VERDADE É, ESTAMOS DESTINADOS A NOS TORNAR DEUS. MAS FOMOS ENGANADOS E CONVENCIDOS A NOS TORNAR PRISIONEIROS, POSANDO COMO FORMIGAS INDIFERENTES AO ASSUSTADOR ABISMO ENTRE O QUE SOMOS E O QUE PODERÍAMOS SER.

Ficamos saltando para a frente e para atrás entre ações e reações. Podemos ser infinitos. E até começarmos a compreender este potencial, ficaremos deitados com indiferença nos colchonetes de nossa prisão.

De acordo com a Bíblia, "O homem foi criado à imagem de Deus, à imagem de Deus o homem foi criado". A Cabala nos ensina que não existem palavras supérfluas na Bíblia. Sendo assim, por que a repetição? Ela instiga o leitor a prestar atenção. NÃO DEIXE ISTO ESCAPAR. VOCÊ FOI CRIADO À IMAGEM DE DEUS.

Você tem a mesma essência e, portanto, o mesmo potencial que Deus. Você está destinado a se tornar como Deus, então pergunte a si mesmo: eu já sou como Deus? Estou manifestando poderes divinos? Consigo curar doentes e abençoar as pessoas? Ressuscitei os mortos? O padrão de medida repentinamente se estende ao infinito. Eu não me meço mais em relação a mim mesmo. Eu meço a mim mesmo em relação a Deus.





Este é o nosso potencial, quem quer que sejamos, quaisquer que sejam nossos impedimentos, reais ou imaginados. Moisés era fisicamente frágil e tinha um defeito de fala. A grandeza não está reservada para os grandes. OS GRANDES SIMPLESMENTE SÃO AQUELES QUE SE ERGUERAM PARA IR AO ENCONTRO DE SEU DESTINO Todos os que estão vivos têm um destino infinitamente mais rico do que imaginam.

O aborrecimento e o tédio provêm de um potencial não atingido ou abandonado. São os índices de audiência da televisão aumentando. É ficar jogando videogame no computador quando seu destino é compor sonatas. SE VOCÊ NÃO ESTA FAZENDO O QUE ESTÁ DESTINADO A FAZER — E CADA PESSOA ESTA DESTINADA A ALGUMA COISA INCRÍVEL — VOCÊ NUNCA DESFRUTARÁ DO CONTENTAMENTO. Imagine o Dr. Jonas Salk (criador da vacina da poliomelite) se tornando um homem de negócios bem-sucedido, um cidadão generoso e um pai maravilhoso, mas jamais tendo entrado num laboratório. O que poderia parecer uma vida boa teria sido na verdade algo trágico, porque a dor e o sofrimento que ele estava destinado a eliminar nunca teriam sido removidas do mundo.

Um grande líder espiritual com milhares de alunos e autor de muitos livros certa vez contou sua história:

Quando eu tinha 11 anos, eu era um caso perdido como estudante. Não prestava atenção nos professores e sempre que podia matava aulas na escola. Até que numa certa noite, ouvi meus pais no quarto ao lado falando de mim. Minha mãe estava chorando.

"O que vamos fazer com nosso filho? Ele não tem interesse nos estudos. Não quer ir à escola e qualquer dia acaba sendo expulso. O que será dele então?"

Enquanto eu ouvia, ocorreu algo estranho: senti a angústia dela tão intensamente como se fosse minha. Corri para dentro do quarto e pedi desculpas para ela. Prometi que seria um aluno bom e obediente daquele momento em diante. Fiz esta promessa não por me preocupar com os estudos, mas sim com minha mãe, e não queria causar dor a ela. Mantive minha palavra e mudei meus modos. Tornei-me estudioso e nunca perdia um dia de aula, e acabei me tornando o erudito que vocês veem agora a sua frente.

O que quero dizer é o seguinte: se eu não tivesse escutado meus pais conversando naquele dia, o que teria sido de mim? Bem, eu teria sido uma boa pessoa, já que isto fazia parte da minha natureza. Eu teria rezado, teria feito doações para a caridade, teria possibilitado que outras pessoas ganhassem um bom salário. No entanto, imagina o que teria acontecido depois que eu tivesse deixado este mundo e chegado ao lugar chamado "corte celestial".

Meus julgadores iriam dizer: "Onde estão seus milhares de alunos?"

Eu olharia pasmo para eles e responderia: "Do que vocês estão falando? Eu fui um comerciante e fiz bons negócios, mas eu não tinha informação para compartilhar nem para um punhado de alunos, quanto mais milhares. Vamos falar, em vez disso, sobre as somas de dinheiro que eu dei para a caridade."

E eles então diriam: "Onde estão as dúzias de livros que você deveria ter escrito?"

Novamente, eu olharia para eles como se estivessem desvairados. "De que 'dúzias de livros' vocês estão falando? Eu não era analfabeto - sabia ler e escrever mas não  tinha motivos para escrever livros; não tinha nada para ensinar para ninguém. Vamos falar, em vez disso, sobre as muitas bondades que conferi a meus amigos, a minha família e a meus clientes."

Eles me mostrariam então tudo que eu poderia ter realizado, tudo que eu deveria ter feito. Dá para imaginar a dor que eu teria sentido naquele momento? Não existe inferno pior do que ver o que poderíamos ter feito, mas que na verdade deixamos de fazer.


ESTA É, PORTANTO, A MEDIDA: ONDE ESTOU, NÃO TENDO COMO REFERÊNCIA OS OUTROS, MAS TENDO A MIM MESMO COMO REFERÊNCIA? ONDE ESTOU NO CAMINHO DO MEU PRÓPRIO POTENCIAL?

O crescimento não deve ser linear, mas exponencial. Um pequeno crescimento aumenta nossa sensação de satisfação exponencialmente, e cada passo torna o seguinte mais fácil.

Se nossos pensamentos e ações não estão nos levando em direção a Deus, precisamos mudar. Que progresso estamos fazendo? Isto não pode ser quantificado por ninguém fora de nós mesmos. Precisamos nos perguntar o seguinte: se continuarmos na trajetória de nossa vida por cinco, dez ou 20 anos, aonde chegaremos? Já teremos nos tornado Deus?

A resposta deveria nos fazer repensar nossos esforços. À medida que dissolvemos as correntes de nossa prisão e unimos nossa essência novamente com a essência de Deus, revelamos nossa natureza divina cada vez mais. Por fim, podemos nos tornar imortais e, até mesmo, ressuscitar os mortos. É essa visão que mantemos fixa diante de nós.

Até que isso ocorra, o Oponente fará seu trabalho como supremo guarda da cela da penitenciária que habitamos, e principal diretor executivo em nosso sistema universal de dor e sofrimento. Sua tarefa é garantir que não atinjamos o nosso potencial. No entanto, se pudéssemos acreditar, nem que fosse somente por um minuto, em quem realmente somos e em como é grande o nosso destino, o equilíbrio mudaria e nós emergiríamos da prisão, não como prisioneiros, mas como Deus.


O MUNDO EM EQUILÍBRIO

Estamos aprisionados num paradigma de insignificância. O que dizemos não importa. O que fazemos não tem efeito. Somos isolados, separados, finitos. Somos pedras.

Compreender o nosso potencial destrói o paradigma da insignificância e leva a mais uma compreensão: tudo importa; tudo conta; tudo afeta todo o resto.

O Oponente nos mantém convencidos de nossa impotência, sendo que, a cada ação, o mundo se encontra na balança e nós estamos afetando o braço da balança. Se cometermos uma ação negativa hoje, alguém do outro lado do mundo pode receber a energia negativa que nossa ação lançou no universo. Por sua vez, ele ficará inclinado a fazer algo negativo e a negatividade crescerá exponencialmente. Por fim, ela retornará à pessoa que a originou.

Um conto:

Na época do grande cabalista Rav Isaac Luria, viveu um eminente sábio e estudioso chamado Rav Yosef Karo. Certa vez, depois de semanas de meditação em cima de um trecho difícil da Bíblia, Rav Karo descobriu seu significado mais profundo. Deliciado, ele apresentou a questão para um aluno, esperando que este iria apreciar a explicação do mestre. Para sua surpresa, o aluno imediatamente enxergou a resposta. Rav Karo não  conseguia acreditar que o que lhe tinha tomado semanas de estudo intenso para descobrir, tinha custado ao aluno uns poucos minutos.

Desanimado, começou a se questionar. Talvez o seu prestígio fosse excessivo. Talvez ele devesse desistir de ensinar. Caminhava sem rumo pelas ruas e encontrou o eminente Rav Luria, que lhe perguntou por que estava tão abatido. Depois de ouvir pacientemente, Luria falou:

"Havia um vilarejo cuja água vinha de uma fonte no alto de uma montanha. Poucos aldeãos tinham forças para caminhar até o topo, por isso era tarefa de um homem buscar água para todo o vilarejo. Ele levava muitas horas enchendo baldes enormes. Quando terminava, todos vinham e enchiam seus pequenos copos partir desses baldes, o que, obviamente, só levava alguns minutos. Mesmo para o mais fraco deles aquilo não era problema.

"O que estou dizendo é que suas semanas de trabalho abriram um canal de entendimento. Uma vez aberto o canal, ficou simples para seu aluno entender também."


O que pensamos e o que fazemos entra na consciência global e a modifica. De acordo com o Rav Ashlag, toda vez que alguma pessoa remove algum fragmento do Desejo de Receber Somente para Si Mesmo, o aumento de consciência é acrescentado para a alma global. Cada vez que um de nós revela mais de sua natureza divina, isso influencia o Ser coletivo. À MEDIDA QUE VOCÊ SE TORNA COMO DEUS, SE TORNA MAIS FÁCIL PARA OUTRA PESSOA SE TORNAR COMO DEUS. O MUNDO ESTÁ PENDURADO NA BALANÇA.


(Fonte: https://pt.scribd.com/document/61497692/Tornar-Se-Como-Deus-A-Cabala-e-Nosso-Destino-Final-MICHAEL-BERG)

domingo, novembro 18, 2018

A Cabala e o Nosso Destino Final: Ser como Deus - 2/13

- Rav Michael Berg - 


UMA FRESTA NA PORTA DA PRISÃO

Era uma vez um príncipe que morava num grande palácio. Estava lotado de tesouros de todos os cantos da terra: tapetes persas, tapeçarias francesas, mesas esculpidas a mão, e as mais lindas pinturas da Europa e da Ásia. Seus quartos estavam cheios de bandejas de prata com frutas, orquídeas e buquês de flores exóticas.

Mas havia um problema: venezianas lacravam todas as janelas. Nem um único raio de sol penetrava, e o palácio vivia na escuridão. O problema era que o príncipe desconhecia a abundância que o rodeava.

Um dia, um empregado tomou coragem e perguntou ao príncipe por que ele habitava um palácio tão escuro como a noite mais densa, e o príncipe ficou atônito. Ele não tinha ideia de que havia alternativa. Com alegria, o empregado abriu as venezianas do palácio pela primeira vez, e de repente o príncipe pôde ver a beleza e a abundância em toda parte. Elas estavam ao seu alcance o tempo todo. Ele simplesmente tinha sido incapaz de vê-las.

Assim como as venezianas nesta história, existe uma fresta na porta da nossa prisão.

Não sabemos como ela surgiu. Mas ela muda tudo.

A luz do sol banha a escuridão e imagens de um mundo imensamente alegre dançam na parede. De repente, percebemos que, na verdade, a prisão não é o mundo, conforme fomos levados a crer. É meramente uma prisão. Pode ser uma prisão com acesso à internet em alta velocidade. Mas não deixa de ser uma prisão, cujos muros são o sofrimento e cujos portões são a morte.




A fresta na parede nos desafia a fazer uma avaliação implacável de nossa situação, a versão para maiores de 18 anos, não a versão com censura livre.

TEMOS QUE COMPREENDER QUE ESTA VIDA É UMA PRISÃO. Em vez de gerar desespero, na verdade esta avaliação é uma afirmação de liberdade e esperança. Desaparecer no tempo, estar destinado a morrer, apegado a uma ilusão de separação de Deus — estas sãos as origens últimas do desespero. Substituí-las requer uma decisão. Cruzar uma fronteira. É como se estivéssemos numa situação destrutiva, doentia, num relacionamento amoroso degradante ou num emprego insatisfatório, e depois de todas as negações e racionalizações, fôssemos atingidos por um momento de clareza, quando de repente cai a ficha. Não dá mais para ficar fazendo contas, não dá mais para pesar judiciosamente os diversos prós e contras. Simplesmente vamos embora, porque sabemos que temos que ir.

Esta é a impetuosidade do comprometimento necessário para deixar esta existência de dor e sofrimento e retornar para um mundo de felicidade.

A jornada para se tornar como Deus deve se tornar mais do que uma ideia intrigante. Deve se tornar uma como preensão que invade nossas células com a força do destino, uma compreensão de que uma união sem costuras com Deus — onde os pensamentos de Deus se tornam nossos pensamentos, as ações de Deus se tornam nossas ações, as intenções de Deus se tornam nossas intenções — é um processo natural, não uma conversão religiosa. É uma transformação que se dá num lugar invisível de nossas almas, tão natural como uma semente que se torna um carvalho, e que não tem nada a ver com fé, moralidade ou ganhar o paraíso com base no bom comportamento. É uma transformação nascida da mais antiga de todas as ciências da verdade, a Cabala, e Cabala não é religião, mas sim tecnologia — tecnologia que antecede a religião.

A pergunta passa a ser por que, se a fuga é um processo tão natural, ela é uma estrada tão pouco viajada? Por que tão poucos na história tiveram sucesso em se libertar dos muros desta prisão? A resposta é que o CAMINHO PARA A LIBERDADE NOS CONDUZ A PASSAR PELO GUARDA DE PRISÃO DERRADEIRO. A força negativa a qual os textos antigos se referem como DESEJO DE RECEBER SOMENTE PARA SI MESMO. É uma força programada dentro dos átomos de nossa natureza física que se opõe a qualquer esforço que façamos para mudar.

Então, de agora em diante, eu darei um nome a esta força: o Oponente.

A não ser que entendamos a natureza traiçoeira do Oponente, não há esperança de escape. O Oponente vem vestido nas roupas de um amigo, e não no uniforme de um guarda, e depois nos trai indefinidamente, nos colocando nas mãos de nossos captores. Pior ainda: O OPONENTE NOS CONVENCE DE QUE ELE É CADA UM DE NÓS. O que chamamos de Vida é um grande caso de engano de identidade, e enquanto não distinguirmos nossa identidade da do nosso Oponente, continuaremos prisioneiros.

Portanto, vamos começar uma jornada numa auto-estrada de transformação, impulsionados pela repulsão ao Oponente. Uma jornada conduzida de forma infinita, implacável e alegre, na qual nos perguntamos a cada momento — será que esta escolha está me aproximando ou me afastando de Deus?

É claro que a mente dirá: Isto é apenas um livro. Não pode ser sério. Que chance tenho de me lembrar desta natureza divina que eu supostamente possuo cada vez que tomar uma decisão? Como eu posso escalar muros que tão poucos antes de mim já escalaram?

O Oponente fica feliz que você pense assim.

Mas os irmãos Wright não pensavam assim. Nem Leonardo da Vinci. A cada mudança de paradigma, o impossível apresenta suas credenciais impecáveis, é ultrapassado, e o impensável se torna a norma. E agora mais uma mudança sísmica ocorreu. Temos a sorte de estarmos vivos para o momento mais extraordinário na história da consciência humana. É um momento no qual aquilo que já foi absurdo se tornará lugar-comum: AGORA É POSSÍVEL PARA UM GRANDE NÚMERO DE PESSOAS ESCAPAR DA PRISÃO DA DOR, DO SOFRIMENTO E DA MORTE. E AO FAZÊ-LO, ELES FORMARÃO UMA MASSA CRÍTICA QUE MUDARÁ O MUNDO PARA TODOS OS OUTROS.

Agora se trata apenas de uma questão de mecânica.

Com qual pequeno instrumento cego nós cavaremos os muros da masmorra, dia após dia, ano após ano, até o dia em que respiraremos a luz do sol? Chegaremos lá.

Que esperança temos contra o pérfido guarda que muda de forma, que fica nos portões da prisão? Chegaremos lá.

Este livro é um convite para uma jornada, a jornada suprema, de prisioneiro a Deus. É estendido a você por cortesia de uma fresta que acabou de se abrir na porta nesta era na qual somos bastante afortunados de viver.


(Fonte: https://pt.scribd.com/document/61497692/Tornar-Se-Como-Deus-A-Cabala-e-Nosso-Destino-Final-MICHAEL-BERG)

quinta-feira, novembro 15, 2018

A Cabala e o Nosso Destino Final: Ser como Deus - 1/13

- Rav Michael Berg - 


PRÓLOGO: UMA CARTA ABERTA

Este livro é uma carta dirigida aos prisioneiros de uma prisão. É uma prisão estranha, porque dentro de seu muros existem montanhas, rios, madrugada e pôr-dol-sol. Há nela pássaros raros, doenças raras, minidramas, maxidramas, melodramas e os últimos DVD's. A prisão não tem nome, mas ao longo dos anos seus presos criaram um nome para ela, e este nome "pegou". Eles a chamam de VIDA. Ninguém ganha liberdade por bom comportamento, e neste local estão todos condenados a morrer.

É por isso que esta carta foi escrita com grande paixão e urgência. Vocês, que a leem, mesmo os mais bem instalados, habitam esta prisão, assim como eu. A história de nossa prisão está cheia de lendas sobre tentativas de fuga, e cheia de conselhos de especialistas em fuga, mas a vida na prisão anda quase que do mesmo jeito há milhares de anos. O que significa que a maior parte dos presos nem sabe que está na cadeia.

Mas agora uma oportunidade incrível se apresenta. Uma oportunidade historicamente ordenada. Uma oportunidade escrita no código de DNA do nosso universo. Uma fresta se abriu na porta da prisão e permitiu a entrada de um raio de Luz.

Considere o ensinamento desta mensagem como uma descrição desta Luz.

Esta Luz emana do Criador do nosso universo. Podemos segui-la até sua origem, e quando o fazemos, descobrimos nossa própria origem. Quando o fazemos, em vez de rezar para Deus, obedecer a Deus, temer a Deus, ou rejeitar Deus, nós nos tornamos como Deus.

Baseado em que fonte autorizada eu faço uma declaração tão fora do comum? Numa boa fonte, que não é minha própria. De fato, nenhuma verdade que estou a ponto de revelar vem de mim pessoalmente. Sou apenas um repórter, e minha fonte de notícias é um corpo de sabedoria de 5 mil anos chamado Cabala. Minha referência principal são 23 volumes de texto em Aramaico, que compõem o principal repositório da sabedoria da Cabala: o Zohar. Há dois mil anos, o Zohar revelou verdades que só agora a Ciência está confirmando. Eu tive o privilégio incomum de traduzir o Zohar - sua primeira tradução completa em inglês, um projeto que me tomou mais de dez anos.

Em termos humanos, minha autoridade vem de uma linhagem de gigantes: cabalistas e eruditos que por milhares de anos viveram, revelaram e transmitiram os ensinamentos da Cabala, algumas vezes em segredo, algumas vezes enfrentando grande perigo, mas sempre com a certeza de que viria um momento em que este conhecimento emergiria de seu âmbito privado, esotérico, e se tornaria disponível para todos na Terra. Um momento em que as portas da prisão se abririam e uma longa história de dor, sofrimento e morte teria um fim. Um momento em que as pessoas se tornariam como Deus.

Este momento é agora.


INTRODUÇÃO: A PEDRA E A MONTANHA

Uma pedra é cortada de uma montanha. Ela tem a mesma natureza que a montanha, mas, quando desconectada, ela deixa de ser chamada de montanha, é chamada de pedra. Nem um único átomo de sua essência mudou, mas o fato de ter sido retirada da montanha a tornou uma outra coisa. Coloque a pedra de volta na montanha e ela deixa de ser uma pedra. Desta forma, a existência da pedra não é determinada por sua substância, mas por sua relação com a montanha que é sua origem.

A Cabala ensina que, assim como pedras são retiradas de montanhas, os humanos emergem de Deus. NO NÍVEL DA ALMA, OS HUMANOS TÊM EXATAMENTE A MESMA ESSÊNCIA QUE DEUS. EM ESSÊNCIA, OS HUMANOS SÃO COMO DEUS.

SENDO ASSIM, COMO NOS TORNAMOS PEDRAS?

A Cabala fala de uma força negativa no universo, uma picareta que nos remove de Deus. Esta força tem um nome estranho, mas você estará bem familiarizado com ele até o fim deste livro. ELA É CHAMADA DE DESEJO DE RECEBER SOMENTE PARA SI MESMO. É CONHECIDA TAMBÉM COMO NATUREZA DO EGO, UM ESTADO QUE VIRTUALMENTE TODOS NÓS HABITAMOS TODO O TEMPO. ESSA FORÇA É A ORIGEM DE TODA A NOSSA DOR E SOFRIMENTO.




É este o assunto deste livro: superar esta força; revelar nossa verdadeira essência, nos tornarmos como Deus.

Este livro é um guia para esta jornada definitiva. Ele se propõe a apontar o caminho; a motivar; a oferecer ferramentas, instrução e encorajamento. Eu o ofereço em nome dos estudiosos que me antecederam, sábios que completaram suas próprias jornadas para se tornarem como Deus e nos deixaram um mapa do caminho. A lista dos autores do mapa começa com Abraão e Moisés e abarca séculos, incluindo cabalistas como Rav Shimon bar Yochai, Rav Isaac Luria e o Baal Shem Tov. Mais notadamente, no último século, Rav Ashlag recebeu autorização divina para revelar informação da Cabala que havia sido mantida em segredo desde tempos imemoriais. Ele foi o primeiro cabalista a registrar por escrito uma sabedoria que durante milhares de anos somente havia sido transmitida oralmente de mestre para aluno.

Pode-se dizer, portanto, que este livro se tornou possível por uma concessão do universo. Graças a esta decisão divina, e à janela no cosmos que se abriu nesta era, a sabedoria da Cabala já pode ser exposta a todos, homens, mulheres e crianças.

Uma nota antes de prosseguirmos: a palavra Deus não é um termo ideal. Nenhuma outra palavra carrega tal fardo de interpretação e erro de interpretação. Por esse motivo, os cabalistas raramente usam a palavra. Luz do Criador é uma expressão mais acurada, porque o Criador que conhecemos é uma energia de compartilhamento e plenitude. É a Luz do Criador que experienciamos naqueles momentos em que somos tomados de alegria ou quando a beleza repentinamente ilumina nossas vidas.

Dito isso, uma vez que a palavra Deus é extensamente compreendida como representando um ser divino de perfeição total e potencial máximo, a usaremos aqui com este sentido, com neutralidade com relação a qualquer conjunto de crenças religiosas.

Certa vez, um grupo de almas desceu para este mundo numa longa escada. Chegando ao último degrau, eles suspiraram, pousaram no mundo, e se tornaram seres humanos. Eles suspiraram, sabendo que seu nascimento neste mundo significava se separar de Deus.

À medida que passavam seus dias na Terra, eles repetidamente pulavam para agarrar o degrau mais baixo da escada, numa tentativa vã de subir de volta aos céus. Alguns pulavam algumas vezes e então desistiam e se acomodavam com a existência humana. Outros pulavam centenas, até milhares de vezes, mas estes também fracassavam em alcançar a escada.

Com uma pessoa, porém, foi diferente. Ele começou a pular, continuou pulando, e então, ao contrário de todos os outros, não parou nunca de pular. Finalmente, Deus  o pegou e o trouxe de volta para o céu.

Pode não parecer, mas este livro é um grande cartaz de néon. Sua mensagem é CONTINUE PULANDO. A TAREFA É INCESSANTE. CONTINUE PULANDO. AS PREOCUPAÇÕES DA VIDA PODEM PARECER INTRANSPONÍVEIS. CONTINUE PULANDO. PODEMOS ATÉ ESQUECER DO QUE ESTAMOS TENTANDO ALCANÇAR. CONTINUE PULANDO.

E se tivermos uma pergunta, não cabe a nós questionar por quê, quando, quem ou o quê. A ÚNICA PERGUNTA É: EU JÁ SOU COMO DEUS?


(Fonte: https://pt.scribd.com/document/61497692/Tornar-Se-Como-Deus-A-Cabala-e-Nosso-Destino-Final-MICHAEL-BERG)

segunda-feira, novembro 12, 2018

O Poder e a Sabedoria da Cabala - 10/10

- Rav Yehuda Berg -


PARTE CINCO: O DNA DA ALMA

O ALFABETO DA CRIAÇÃO

"Em meio à bondade do Ser Bendito para a Sua criação, está o fato de ter lhes preparado o caminho para que pudessem se elevar da cova de seus atos e escapar do alçapão de suas transgressões; para se salvarem da destruição e para afastar deles Sua ira." (- Portões do Arrependimento)

Todos já ouviram falar do código genético humano/ conhecido pelas iniciais DNA. Mas, poucas pessoas fora da comunidade científica sabem explicar o que é o DNA ou descrever o que ele faz, realmente. O DNA é mais bem descrito como um manual de instruções para as nossas células. Todas as células começam num estado indiferenciado. Nosso DNA então determina quais células evoluirão para se tornarem órgãos internos, ossos, a substância do cérebro, ou outros tecidos. Hoje, a ciência está se voltando para a terapia genética para encontrar as curas de diversas doenças sérias, porque, se conseguirmos mudar as instruções do DNA, poderemos mudar o ser humano.

Como todos os manuais de instrução, o DNA é escrito numa língua que utiliza um alfabeto. No final da década de 1950, os geneticistas quebraram o código genético da vida e determinaram que o alfabeto do DNA é composto de "quatro" letras, que eles designaram como A, T, C e G.

A, T, C e G são quatro tipos diferentes de nucleotídeos. Esses quatro nucleotídeos se combinam para criar 20 aminoácidos, que produzem as "palavras" e "frases" que compõe o código genético de cada indivíduo. Os seres humanos têm cerca de 3 bilhões de letras em seus códigos genéticos. As diferenças entre os indivíduos estão na combinação e na seqüência dos quatro nucleotídeos. Uma cópia completa de nosso manual de instrução do DNA está contida dentro de cada célula de nossos corpos. Cada célula contém a biblioteca completa de três bilhões de letras.

Tudo o que nós somos, na verdade, num sentido físico, é um conjunto de letras vivas. Um alfabeto vivente, andante, respirante e falante.

E mais, o universo inteiro é alfabético por natureza. Assim como as letras se combinam para formarem palavras, os átomos se combinam para criar estruturas mais complicadas, como moléculas. Assim como as palavras se combinam para formar frases, as moléculas se combinam para criar diferentes tipos de matéria.

O renomado astrofísico Hubert Reeves dá exemplos de nosso universo alfabético em seu livro A Hora do Deslumbramento. Reeves escreve:

"Na química, água é uma palavra composta por duas letras, chamadas de hidrogênio e oxigênio... A imensa variedade de pedras, minerais, e formações rochosas deriva de uma combinação de somente um pequeno número de átomos: oxigênio, silicone, ferro, cálcio, alumínio, magnésio e alguns outros. Com essas letras podemos escrever toda a geologia... Quando exploramos o nosso sistema solar, as estrelas em nossa Via Láctea e nas galáxias mais distantes, descobrimos que os mesmos átomos ocorrem em todos os lugares e se combinam de acordo com as mesmas leis. Essa linguagem atômica, definitivamente, é universal."

Reeves conclui que a natureza não é estruturada como uma língua, mas que, ao contrário, a língua é estruturada como a natureza.

De forma extraordinária, toda essa informação sobre o DNA e sobre como o universo é estruturado alfabeticamente foi descoberta recentemente, no decorrer dos últimos 50 anos.

Bem mais extraordinário foi um homem que viveu há cerca de quatro mil anos — um homem que pode ser mais bem descrito como o primeiro geneticista do mundo. Seu nome foi Abraão, e ele é o pai do judaísmo, do cristianismo e do islamismo.

Abraão foi o autor do primeiro livro conhecido de Cabala, o Livro da Formação. Este antigo manuscrito cabalístico antecede a Bíblia por muitos séculos. No Livro da Formação, Abraão escreveu que o universo inteiro tinha os seus blocos construtivos genéticos. Além disso, ele disse que esses blocos construtivos eram de natureza alfabética. Abraão descreveu uma série de forças energéticas primordiais, como nucleotídeos cósmicos, que se combinavam para formar toda a realidade espiritual e física.

Mais especificamente, Abraão revelou como a Luz unificada do Criador se fragmentou em 22 forças distintas para criar o nosso universo.

Esta é uma noção mística maravilhosa. Quem sabe, de maneira ainda mais maravilhosa, nós também possamos nos tornar poetas da criação, utilizando o alfabeto do Criador para inscrever um novo livro de nossas vidas. Podemos nos tornar geneticistas espirituais, usando as 22 letras para fazer a reengenharia da constituição genética de nossas almas. Podemos alterar nossas naturezas reativas e transformar nossas vidas.

Mas o que são essas 22 forças primordiais? Como manejá-las e controlá-las?


AS 22 FORÇAS DA CRIAÇÃO

"Vinte e duas letras bases: Ele as esculpiu, as gravou, as permutou; Ele as pesou, as transformou, e com elas, representou tudo o que foi formado e tudo o que viria a ser formado." (- Abraão, Livro da Formação)

Abraão escreveu que as 22 energias se manifestam em nosso mundo como 22 padrões de freqüências. Elas aparecem como formas e vibrações que podemos tanto visualizar quanto vocalizar. As 22 formas são apresentadas abaixo. São as letras do alfabeto hebraico. Escaneie as letras da direita para a esquerda.





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A Cabala ensina que estas letras estavam presentes no próprio momento da Criação. Não como letras escritas num pedaço de pergaminho, mas como forças magnificentes de energia primordial. As letras hebraicas são instrumentos de poder. De fato, a palavra "letra", em hebraico, na verdade significa pulso ou vibração, indicando um fluxo de energia. Por meio de sua forma, som e vibração, uma letra funciona como uma antena que estimula e acessa a energia do universo


ALFABETO UNIVERSAL

As letras do alfabeto hebraico transcendem religião, raça, geografia e o próprio conceito de língua. Sua influência é universal. Seu alcance, abrangente. Seu poder é compartilhado com toda a humanidade, apesar de esta verdade controversa ter ficado enterrada por milênios.

Alguns dos maiores pensadores da história compreenderam essa verdade e a sua força universal. Cientistas. Filósofos. Matemáticos. Médicos.

Considere o grande filósofo e médico da Renascença Francis Mercury van Helmont (1614-1698). Segundo a estudiosa Allison Coudert, van Helmont ajudou a formar o desenvolvimento da ciência contemporânea. Ele associou-se a pessoas como Sir Isaac Newton, e teve um efeito profundo sobre Gottfried Wilhelm Leibniz, que inventou o cálculo em 1684 e é considerado um dos intelectos supremos do século 17. Francis Mercury van Helmont estudou Cabala. Ele era um grande intelectual, e uma das almas boas que agraciou sua geração.

Van Helmont e seus companheiros estavam convencidos de que o hebraico era o alfabeto universal do cosmos, e de que toda a humanidade podia se beneficiar do seu poder. Ele o chamava de "Alfabeto Natural", e escreveu um livro com o mesmo título. Vindo da boca de um filósofo e médico católico, era uma perspectiva corajosa. Em seu livro, "O Impacto da Cabala no Século Dezessete: Vida e Pensamento de Francis Mercury van Helmont" (1614-1698), Allison Coudert afirma que van Helmont acreditava que os poderes místicos das letras hebraicas podiam, enfim: "... revelar respostas para todas as perguntas que ocupam a mente humana acerca de Deus e do universo.”

Coudert escreve que um outro estudioso renascentista, Johannes Reuchlin, concordava com van Helmont: Reuchlin acreditava que a Cabala era a "fonte" de onde todas as culturas e filosofias posteriores tiraram suas idéias.

O hebraico seria a língua não corrompida e divina da criação. "A fala do hebraico é simples, pura, não corrompida, sagrada, breve e constante." É a língua da revelação de Deus para o homem. O estudo da gramática hebraica é importante, portanto, como a chave para destrancar esses segredos divinos.


TECNO HEBRAICO

Médicos dos tempos modernos também concordam com o médico da antiguidade, van Helmont.

Considere o caso do Dr. Artur Spokojny. Spokojny é médico e cardiologista diplomado. Estudou medicina em Harvard e se formou summa cum laude na Universidade de Düsseldorf. Spokojny, que foi instrumental no desenvolvimento de tratamentos a laser para doenças cardíacas, mantém uma posição de ensino no Cornell Medicai College e trabalha no Hospital Presbiteriano de Nova York. Desde 1988, é diretor-assistente do Centro de Cateterização do New York Hospital. Dr. Spokojny conta a seguinte história, sobre um de seus pacientes.

"Um paciente foi levado para a Emergência com um ataque cardíaco. Ele estava consciente, mas eu estava preocupado porque seu ritmo cardíaco estava terrivelmente lento. Pedi que fosse levado ao laboratório, e no caminho seu coração chegou a parar duas vezes. Como acabamos descobrindo, sua artéria coronariana direita estava completamente bloqueada. Trabalhamos em cima dele durante cerca de 30 minutos, mas não estávamos conseguindo nada. Tudo o que tentávamos falhava. Senti- me totalmente impotente. Minha última opção foi começar a meditar intensamente sobre uma seqüência de letras hebraicas, , usada para a cura.”

"Pude sentir alguma coisa acontecendo enquanto visualizava as letras. Do nada a artéria bloqueada se abriu! O mais inexplicável era o grande coágulo de sangue na artéria, que devia ter impedido que ela se abrisse.”

"Quando a provação estava terminada, simplesmente não havia nenhum dano no coração. Nada. Nenhum indício de um ataque cardíaco.”

"O paciente me disse que durante este episódio ele sonhou que estava preso dentro de um monitor de computador. Todas as portas estavam trancadas. De repente, ele encontrou uma seqüência correta de letras, que era a senha. A porta se abriu e ele escapou. Os outros médicos não tinham idéia do que ocorrera. Discutimos o assunto, mas não pudemos encontrar uma explicação. Eu não estava disposto a contar a eles o que tinha feito, e por isso o mistério ficou sem resposta.”


BENEFÍCIOS PRÁTICOS

Diferentes seqüências de letras liberam enormes quantidades de influências espirituais, que nos dão o poder emocional e a força interna para pararmos o nosso comportamento reativo. Diferentes combinações de letras criam diferentes misturas de energia, da mesma forma como diferentes combinações de notas musicais criam diferentes melodias. A Luz que elas emitem purifica nossos corações. Sua influência espiritual purifica os impulsos destrutivos do nosso ser. Sua energia santificada elimina emoções impetuosas e intolerantes, medo e ansiedade. Elas têm o poder de nos ajudar a deixar de ser tiranos temperamentais, passando a ser pessoas equilibradas e com compaixão. As letras podem despertar a cura, o sustento financeiro e o bem-estar emocional.


OS OLHOS SÃO AS JANELAS DA ALMA

Muitos de nós podemos não saber ler hebraico. Será que este obstáculo torna o poder das letras sem efeito? De jeito nenhum. Na verdade, os antigos sábios nos ensinam que os olhos são as janelas da alma. A alma reconhece as forças da Criação, conforme expressas através das letras hebraicas. Uma das maneiras mais poderosas para os que não são versados na pronunciação das letras hebraicas poderem capturar a sua energia é simplesmente através de contato visual. É como escanear.


O PODER DE ESCANEAR

Todos nós conhecemos os códigos de barra dos produtos de supermercado. Quando passados pelo scanner, eles fornecem uma quantidade infinita de informação, processada em segundos pela máquina. O scanner elimina erros de preço, atualiza instantaneamente o inventário e economiza tempo, esforço e dinheiro. Se um objeto inanimado como um scanner de código de barras pode produzir tanto, imagine o que a mente humana pode fazer.

Meditar, ou simplesmente escanear visualmente essas letras e suas variadas seqüências, nos ajuda a estimular uma abundância de forças espirituais. Considere como um "encantamento visual". Ou um "mantra ótico". Interagir com essas letras, de qualquer maneira possível, nos proporciona uma conexão direta, porém subconsciente, às nossas almas e ao âmbito do 99 por cento da realidade. Assim como a forma de uma chave é um mecanismo através do qual abrimos uma porta, as formas específicas das letras hebraicas são as chaves para abrir o portal para a alma.

A ciência reconhece que a humanidade faz uso de somente 10 por cento de seu potencial pleno de consciência. Mas, quando escaneamos, meditamos e interagimos visualmente com as letras, acessamos o segmento maior, que resta de nossa consciência. Nosso subconsciente absorve o poder e as influências espirituais que emanam de cada palavra.


RESSONÂNCIA

Quando os olhos escaneiam as formas das letras hebraicas, é criada uma ressonância entre a Luz e nossas almas. O mesmo princípio pode ser observado com um par de diapasões. Quando um diapasão é tocado, é criada uma ressonância no outro, e o som é duplicado. A alma humana e as forças embutidas nas letras hebraicas são ambas formadas a partir da Luz flamejante do Criador. Quando as duas estão em proximidade — que é alcançada ao interagir visualmente, meditar ou recitar as letras — uma ressonância é criada, e a energia das letras é duplicada na alma.

E aqui você tem o Décimo Segundo Princípio da Espiritualidade: A mudança interna verdadeira é criada através do poder de DNA das letras hebraicas.


A LUZ DAS LETRAS EM AÇÃO

Determinadas sequências de letras atuam como um agente condicionador que enfraquece e limpa de nossa natureza os nossos impulsos reativos. As letras nos infundem com força e disciplina interna para aplicar a Resistência e parar nossos momentos reativos. Elas têm como alvo nosso adversário — o nosso ego — em todas as suas diferentes manifestações.

No momento em que paramos o comportamento reativo, somos proativos e nos assemelhamos a Deus. E então começa a mudança positiva. Transformações dramáticas ocorrem no que diz respeito ao nosso destino e sorte na vida, à medida que a Luz do 99 por cento ilumina aquele aspecto de nossa existência.

Cada pequeno passo proativo nos dá plenitude permanente naquela área específica da vida onde efetuamos a transformação. O número de áreas a ser coberto é grande, porém. Enfrentamos passos no trabalho, e em nossos relacionamentos como pais, como esposos e como amigos. Devemos transformar nossas naturezas reativas em cada área de nossas vidas. Para realizar isso, nos foi dado um conjunto de ferramentas que são tão antigas quanto o próprio tempo. Começando com os 72 Nomes de Deus.


OS 72 NOMES DE DEUS

Quando Moisés abriu o Mar Vermelho, utilizou uma tecnologia espiritual muito poderosa, combinada com o poder da certeza. Ele tinha posse de uma fórmula que literalmente lhe dava acesso ao âmbito subatômico da natureza.

A fórmula que Moisés usou para superar as leis da natureza estava oculta no Zohar. Por
2. 000 anos, somente algumas poucas pessoas justas tiveram conhecimento dessa fórmula. Agora, com o súbito renascimento da Cabala, a fórmula finalmente foi revelada ao mundo.

A fórmula é esta:


























Esta fórmula é chamada de 72 Nomes de Deus. Esses nomes não são nomes como Betty, João e Bárbara, mas sim 72 seqüências que têm o poder extraordinário de ir acima das leis da natureza em todas as suas formas, incluindo a natureza humana. Essas seqüências de três letras são condutores que transmitem diversos tipos de energia da Luz para o nosso mundo físico. O poder dessas letras foi documentado no mundo moderno. Dr. Spokojny conta uma outra história a respeito de um de seus pacientes:

"Um paciente do sexo masculino estava sofrendo uma operação do seu aneurisma aórtico. Depois da cirurgia, o coração ficou arrítmico e sofria paradas. Eu ia fazer uma Cateterização, mas literalmente não conseguia tirá-lo da mesa sem que o coração parasse. Chamei outros especialistas. Demos todos os tipos de medicação para estabilizá-lo. Nada funcionava. Seu coração continuava parando. Tivemos que aplicar repetidos choques para reanimar o órgão. Sabia que íamos perdê-lo.

Fui para o meu consultório e comecei a escanear o volume 15 do Zohar, que os cabalistas dizem ter um incrível poder de cura. Depois de alguns minutos de meditação, saí do escritório e ele se mantinha estável. O homem literalmente saiu andando do hospital, sem nenhum dano ao seu coração.

Como eu explico isto? Não sei.

Mas posso dizer o seguinte: Na minha opinião, o corpo humano é como um computador. Como qualquer computador, precisa de um sistema operacional para funcionar corretamente. Quando um computador fica corrompido, é preciso reinstalar o sistema operacional. Às vezes se utiliza o programa antivírus para depurar o sistema. O mesmo princípio funciona aqui. Escanear ou meditar sobre as letras hebraicas é como descarregar e instalar um novo sistema operacional no corpo. Outras sequências de letras atuam como um programa antivírus, depurando o sistema imunológico do corpo."

Dez dos 72 Nomes são apresentados aqui, junto com os propósitos para os quais eles podem ser usados. Apesar de você provavelmente não saber hebraico, pode mesmo assim escanear ou meditar sobre os caracteres. Simplesmente olhe com atenção concentrada para cada letra, lembrando sempre de escanear da direita para a esquerda. (A propósito, essas seqüências não são palavras, nem são pronunciáveis, de nenhuma maneira que seja relevante neste ponto.)


PARA REMOVER PENSAMENTOS NEGATIVOS COMPULSIVOS OU RECORRENTES



Todas as pessoas, em algum nível, apresentam uma forma de comportamento obsessivo. Comportamento obsessivo pode ser algo muito angustiante, porque nos impele a executar rituais repetitivos que interferem em nossa vida diária. Alguns de nós:

Nos vestimos numa ordem específica... Caminhamos de determinada maneira... Fazemos um caminho específico quando andamos de carro... Limpamos e arrumamos continuamente as nossas casas... Verificamos trancas, luzes e interruptores... Contamos as coisas de uma maneira particular...

Costumamos acreditar que este tipo de comportamento ritualístico irá impedir que alguma catástrofe aconteça.

O comportamento obsessivo começa com pensamentos compulsivos. Esses pensamentos intrusivos atormentam a nossa consciência até que, das duas uma: ou realizamos o ritual, ou ficamos tomados pela ansiedade. Esses pensamentos recorrentes não desejados podem incluir dúvidas constantes, incerteza, preocupação incessante, pavor e medo excessivos. De acordo com a ciência médica, o neurotransmissor serotonina parece desempenhar um papel-chave nessa doença. Entretanto, pergunta a Cabala, por que a serotonina está causando um problema, para começo de conversa? Todas as dores físicas têm uma causa espiritual, e devemos chegar ao nível da raiz para podermos efetuar uma mudança genuína.

Estas forças espirituais ajudam a transformar pensamentos destrutivos e opressivos, atacando o problema no nível de semente — a alma e a consciência do indivíduo. Por nos ajudar a fechar nossos processos mentais negativos, as forças espirituais libertam a mente desse tipo obsessivo de pensamento, e automaticamente constringem o comportamento negativo.


PARA ESTIMULAR A CERTEZA TOTAL EM QUALQUER SITUAÇÃO



Existe uma única maneira de tornar inoperantes e inúteis todas as ferramentas e princípios da Cabala. Esta maneira se chama incerteza. Se estamos duvidosos ou incertos a respeito de qualquer aspecto dos ensinamentos cabalísticos, literalmente acionamos o interruptor e os desligamos. "Quero ver para crer", deve ser substituído por "quando eu crer, então vou ver!" Na vida, certeza não se trata de receber o que queremos, mas, ao invés, certeza significa reconhecer que estamos recebendo o que precisamos para nosso crescimento espiritual.

Quando enfrentamos situações que acendem dúvidas e incertezas, estas letras irão despertar certeza, convicção e confiança.


PARA ESTIMULAR PODER DE CURA



Esta seqüência é composta pelas mesmas letras que formam o nome Moisés, mas estão numa ordem diferente. Moisés foi um líder espiritual para a nação que ele ajudou a formar no deserto do Sinai. Os cabalistas nos dizem que as letras — como um DNA — que compõem o seu nome carregam um grande poder espiritual.

Quando o nome de Moisés em hebraico é rearrumado neste padrão, as letras transmitem poderosas forças de cura — mas, para ativar plenamente essas forças, temos que pensar em outras pessoas que estejam precisando de cura. À medida que essa energia passa através de nós para ajudar outras pessoas, automaticamente nós mesmos recebemos os benefícios. É melhor visualizar luz azul ou branca passando através das letras, e usar essa luz para banhar o corpo inteiro, ou uma área específica que precise de cura.


PARA REMOVER FORÇAS NEGATIVAS DE PESSOAS OU LUGARES



A Cabala ensina que o contato com lugares negativos e com pessoas desagradáveis pode influenciar nossas vidas. Cada um de nós tem um campo de energia espiritual que se estende até a 2,20 metros de nossos corpos, segundo os sábios cabalistas. Se este campo fica carregado com energia negativa, isto pode baixar o nosso bem-estar, causando tristeza, depressão, hostilidade ou dúvidas.

Se você é confrontado com uma situação ou com uma pessoa potencialmente destrutiva, visualizar estas letras vai ajudá-lo a anular qualquer força negativa.


PARA GERAR A ENERGIA DE SUSTENTO FINANCEIRO



Se você acredita ser o arquiteto do próprio sucesso, está reagindo ao seu ego e duvidando da existência da Luz. Se fortunas são conquistadas e perdidas em sua vida, se você continuamente se encontra numa montanha-russa financeira, se sua riqueza foi acumulada à custa dos relacionamentos ou da sua saúde, é porque você tem atraído riqueza através do sistema reativo da natureza humana, deixando o adversário com completo controle de suas finanças e de sua vida.

Você precisa compreender que toda a riqueza se origina da Luz do Criador. Meditar sobre esta seqüência é um reconhecimento dessa verdade espiritual. Estas letras garantem que você atraia sua riqueza da Luz, e não do adversário.


PARA REMOVER A EGOMANIA



A maior parte das pessoas vive sob a ilusão de que agimos livremente. Na verdade, somos escravizados por nossos egos e por aspectos da existência material que têm base no ego. Somos mantidos prisioneiros de nossos empregos, de nossos empréstimos, de nossas roupas e de nossas necessidades de superar os outros.

Esta seqüência ajuda a destravar e remover as algemas do ego, nos oferecendo a maior liberdade que uma pessoa pode alcançar — a liberdade do eu. Estas influências espirituais imprimem dentro de nós a sabedoria e a força para resistir a trocar os verdadeiros prazeres da vida — o casamento, os filhos, a amizade e a plenitude espiritual — pelos prazeres fugazes gerados pela gratificação de nossos próprios egos.


PARA REMOVER A FORÇA DA MORTE



A experiência da morte não é limitada somente ao corpo físico. A morte se manifesta no fim dos relacionamentos, na falência dos negócios, no final de um casamento, ou na perda da felicidade.

Confrontando a morte no nível mais básico, podemos evitar muitas das "fatalidades" que ocorrem em todas as áreas da vida. Esta formação de letras ajuda a eliminar a influência destrutiva do Anjo da Morte. Quando escanear, visualize qualquer área de atuação que esteja na iminência de chegar a um fim.


PARA RETORNAR AO NÍVEL DE SEMENTE DA NOSSA EXISTÊNCIA



Um princípio da física afirma que para cada ação existe uma reação igual e oposta. Para cada causa existe um efeito. Em nosso mundo físico, existe um intervalo entre a causa e o efeito. Conforme aprendemos, a Cabala define esse divisor como sendo o tempo.

O tempo é a distância entre a conduta e a retribuição.
O tempo é a separação entre o comportamento e a repercussão.
O tempo é a lacuna entre o crime e a conseqüência.

Por causa da existência do tempo, acreditamos equivocadamente que a bondade fica sem recompensa; que o mal fica sem punição; que a vida carece de justiça verdadeira. Além disso, tendemos a esquecer os atos negativos que nós mesmos cometemos, à medida que o tempo passa. O comportamento negativo abrange mais que simplesmente o assassinato.

Algumas palavras más para nosso vizinho, parceiro ou amigo também colocam em movimento o princípio de causa-e-efeito. Na verdade, em alguns casos, assassinar a personalidade de uma pessoa ou destruir a sua auto-estima é tão negativo como cometer o homicídio físico.

A Luz emitida através desta seqüência de letras nos leva de volta ao nível causal de nossa existência. Considere isto como o efeito de "túnel do tempo" último. Temos uma oportunidade de alterar positivamente as sementes negativas que plantamos há muito tempo. A meditação pensativa, somada à penitência em nossos corações por crimes anteriores, nos ajuda a alterar o nosso passado, reformar o presente e obter um futuro mais pleno.


A FORÇA PARA SE LEVANTAR DEPOIS DA QUEDA



Subir o caminho da espiritualidade talvez seja o desafio mais difícil que enfrentamos. O Zohar diz que a pessoa precisa de muito mais grandeza e força para ascender a escada espiritual do que para conquistar nações ou acumular grande riqueza no mundo material.

Conseqüentemente, o caminho cabalístico está repleto de obstáculos e testes. Às vezes, esses testes nos derrubam. Quando perdemos o equilíbrio espiritual, é importante levantar de novo, e não cair em dúvidas ou depressão. Nosso adversário utiliza um plano de ataque duplo.

1. Nos fazer cair.
2. Nos manter no chão através de sentimentos de culpa e desapontamento pela queda.

Nos levantarmos de novo geralmente gera mais Luz espiritual no mundo do que se nem mesmo tivéssemos caído, para começo de conversa. Desta forma, o fato de termos caído não é o que importa. É no ato de se levantar novamente que a verdadeira grandeza é encontrada. Este Nome sagrado de Deus nos imbui com a força emocional para levantarmos depois do tombo; para nos erguermos após a queda; para suportarmos quando o caminho parece ser insuportável.


A CORAGEM PARA FALAR E OUVIR A VERDADE



Existem momentos em que se torna difícil sermos verdadeiros de todo coração com os outros. Bloqueios e temores emocionais podem nos sobrepujar como se fossem a mais alta das montanhas. O coração dispara, nossa adrenalina sobe com o prospecto de falar o que pensamos. É mais fácil falar para as pessoas aquilo que elas querem ouvir. E da mesma forma, pode ser igualmente assustador confrontar verdades dolorosas a respeito de nós mesmos — o que obriga nossos amigos a dizerem somente aquilo que queremos ouvir.

Aqui recebemos a força e a coragem espiritual para encarar essas confrontações externas e internas. As letras chamam para nós a determinação para falar aquelas difíceis palavras da verdade para nossos amigos. E por essas verdades poderem freqüentemente machucar, a Luz desperta a compaixão, para que as palavras sejam geradas pelo amor, e não pela raiva. A coragem é convocada para que estejamos abertos para ouvir quais de nossas características maculam os nossos próprios corações, quais de nossas qualidades imperfeitas causam dor aos outros.


RESPONSABILIDADE

"Existe um antigo ensinamento transmitido pelo grande cabalista do século XVIII conhecido como o Mestre do Bom Nome — em hebraico, o Baal Shem Tov:

Um homem ou uma mulher que realmente seja puro não consegue ver nenhum mal ou injustiça em nenhuma outra pessoa. Tampouco uma alma pura pode escutar algo mau a respeito de qualquer outra pessoa. Nenhum tipo de negatividade ou mal terá lugar na consciência desta pessoa.

Portanto, afirma o Mestre do Bom Nome, quando as pessoas vêem erros ou malícia, devem saber e compreender, sem nenhuma sombra de dúvida, que elas têm algo daquela natureza má dentro de si próprias. Para que a pessoa que cometeu o erro corrija a si mesma, a pessoa que testemunhou o erro ou que propagou o fato deve antes fazer a sua própria correção.

Uma responsabilidade pesada! Nós não somente afetamos nossas próprias vidas, mas nossas ações e palavras afetam profundamente as vidas dos outros. Existe um ditado que diz que numa avalanche, nenhum floco de neve nunca se sente responsável.


O ESPELHO

Suponha que houvesse um espelho que refletisse todos os seus traços negativos de caráter, todos os instintos reativos que você veio a este mundo para transformar. Suponha agora que você quebrasse esse espelho e o dividisse em mil pequenos pedaços. Cada pedaço iria refletir uma característica negativa diferente de sua natureza. Agora, suponha que você espalhasse todos os fragmentos por toda a parte. Adivinhe o quê? Todas as pessoas negativas em sua vida, todas as situações negativas e os obstáculos que você enfrenta, todas as coisas que você vê de errado nos outros, são simplesmente peças a mais desse espelho. Cada pedaço representa um reflexo diferente do seu próprio caráter. Quando você conserta e transforma uma determinada parte do seu caráter, um fragmento do espelho irá refletir essa transformação. Você começará a ver os aspectos positivos das outras pessoas. As situações começarão a mudar para melhor.

Lembre-se que tudo que existe em sua vida está ali por um motivo, e por um motivo único: para lhe oferecer a oportunidade de se transformar. A transformação é a única maneira de efetuar mudança positiva em sua vida e neste mundo. Pare de desperdiçar a sua energia encontrando defeitos nos outros. Comece a transformação interna. Comece a buscar as situações desconfortáveis na vida e a evitar os caminhos fáceis. A Luz só poderá ser encontrada nas águas turvas da vida. Por quê? Porque mares agitados despertam reações.

Está certo, haverá turbulência durante algum tempo. Você será esmurrado por todos os lados, inicialmente. Mas se você mantiver a certeza de que está somente sendo testado, e não reagir, os mares rapidamente se acalmarão. E é então que você virá a conhecer o poder da Cabala. É então que você experimentará uma Luz extraordinária que tem tentado chegar a você e lhe dar tudo que sempre desejou, desde o princípio dos tempos.

E assim, chegamos ao Décimo Terceiro Princípio: Todas as características negativas que você identifica em outras pessoas são simplesmente um reflexo de suas próprias características negativas. Somente consertando a si mesmo você pode mudar os outros.


CONCLUSÃO: VÁ E APRENDA

Tentar viver as nossas vidas de maneira que se assuma responsabilidade completa talvez seja a mais difícil de todas as tarefas. Nosso adversário estará presente a cada passo do caminho. Ele torna a fofoca tentadora e prazerosa. Torna muito melhor encontrar erros nos outros do que olhar no espelho e encontrar esses mesmos erros em nós mesmos. Nosso adversário nos cega para as nossas próprias falhas. Encontramos uma extrema dificuldade para detectá-las, quanto mais para admiti-las. Portanto, aqui vão alguns conselhos de místicos que dominaram os segredos do nosso universo misterioso: Não podemos mais nos considerar vítimas. Deste ponto em diante, devemos assumir responsabilidade pelas coisas más que acontecem em nossas vidas. Temos que admitir que nós somos a causa. É chegada a hora de perceber que somente nós mesmos, consciente ou inconscientemente, através de nossas ações anteriores, convidamos situações e pessoas para nossas vidas que irão iluminar e apontar todos os traços destrutivos que estamos aqui para transformar.

Isto representa uma mudança profunda e dramática na consciência humana. Vai contra todas as inclinações e tendências naturais de nossa natureza instintiva. Significa que nós somos a causa de cada momento caótico da vida. Significa que reconhecemos a nós mesmos como a causa de nosso próprio infortúnio. Caso você tenha se esquecido, ser a causa é um dos principais atributos de ser proativo. E, conforme aprendemos ao longo deste livro, nos tornar proativos é o objetivo último de nossa existência.

Desta forma, quando transcendermos além do poder de impulso inato; quando nos elevarmos acima da força impelidora do instinto animal; quando pararmos de apontar o dedo da culpa para o outro e, ao invés disto, fecharmos o punho e acertarmos um golpe de atordoar no verdadeiro adversário no jogo da vida, faremos contato com o domínio do 99 por cento. Iremos nos conectar com uma emanação da Luz infinita, ilimitada. Teremos invocado o poder infinito de Deus para nossas vidas. E então, o impressionante poder de mudar toda e qualquer coisa será, imediatamente, colocado nas palmas de nossas mãos.


QUANDO ESTÁ TUDO DITO E FEITO

Há um Princípio Final, o Décimo Quarto, para o jogo da vida. Este segredo único incorpora e abrange todos os princípios que aprendemos até este ponto.

No caso de você ter dificuldade para rememorar todas as lições apresentadas neste livro, os cabalistas nos entregaram um pedaço singular de sabedoria que contém em si todos os outros princípios. É como um segredo mágico, e nos é revelado através de uma antiga parábola cabalística, que é mais ou menos assim:

Um aluno vai ao seu venerado mestre e pede a ele que lhe revele todos os segredos sublimes e todos os mistérios magníficos do cosmos no curto espaço de tempo em que se equilibra numa perna só. O eminente mestre é um dos maiores gigantes espirituais que já caminhou por esta terra. Ao escutar o pedido do ávido aluno, considera a questão com muito cuidado. Seus olhos então brilham com infinita sabedoria... 

Ele diz: "Ama a teu próximo como a ti mesmo. Todo o resto é apenas comentário. Agora vá e aprenda.”


APÊNDICE: OS 14 PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS DA CABALA

1. Não acredite numa única palavra do que ler. Teste as lições aprendidas.

2. Existem Duas Realidades Básicas: Nosso Mundo do 1 Por Cento da Escuridão; o Âmbito do 99 Por Cento da Luz!

3. Tudo o que uma pessoa realmente deseja na vida é Luz espiritual!

4. O objetivo da vida é a transformação espiritual, passar de ser reativo para ser proativo.

5. No momento de nossa transformação, fazemos contato com o âmbito do 99 por cento!

6. Nunca — mas nunca mesmo — coloque a culpa em outras pessoas ou em eventos externos.

7. Resistir aos nossos impulsos reativos cria Luz permanente.

8. O comportamento reativo gera faíscas intensas de Luz, mas deixa em seu rastro, por fim, a escuridão.

9. Os obstáculos são a nossa oportunidade de nos conectarmos com a Luz.

10. Quanto maior o obstáculo, maior a Luz em potencial.

11. Quando os desafios parecem insuperáveis, injete certeza. A Luz está sempre presente!

12. Mudança interna verdadeira é criada através do poder de DNA das letras hebraicas.

13. Todas as características negativas que você identifica em outras pessoas são simplesmente um reflexo de suas próprias características negativas. Somente consertando a si mesmo você pode mudar os outros.

E finalmente, para terminar:

14. Ama a teu próximo como a ti mesmo. Todo o resto é apenas comentário.

Agora vá e aprenda.


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*Fonte: https://pt.scribd.com/doc/39897856/O-Poder-Da-Cabala-Tecnologia-Para-a-Alma-Yehuda-Berg

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(*Nota: Tenha acesso a todos os 72 Nomes de Deus, clicando no link abaixo: