"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quinta-feira, julho 19, 2012

O despertar da Percepção Consciencial

- Núcleo -


"Senhor, 
Do irreal conduz-nos ao Real, 
das trevas conduz-nos à Luz 
e da morte, à imortalidade.

Paz para o nosso corpo, 
paz para a nossa mente e 
paz para o nosso espírito."


Este texto se propõe a expor a teoria que fundamenta o desenvolvimento da "percepção consciencial" que conduz a um mergulho em nosso Ser Real, produzindo o chamado "despertar consciencial". Nela estão expostos conceitos espirituais sobre a divindade amplamente difundidos e aceitos tanto no Ocidente quanto no Oriente com as reflexões que eles nos suscitam.


O DESPERTAR CONSCIENCIAL

As Sagradas Escrituras definem Deus como o Ser onipotente e onipresente. Onipresente significa que está presente em tudo, inclusive em nós. Mas, quem tem percebido a Presença Divina em si mesmo? E por que a maioria das pessoas não percebe essa Presença?

Afirmar que Deus é onipresente é algo aceitável, mas, vivenciar essa realidade é uma experiência que transforma plenamente nossa visão da vida e do que somos!

Sendo Deus onipresente, qual nossa identidade? Quem ou o quê somos?

Os livros espirituais da Índia definem Deus como sendo: Sat (Ser/Verdade), Chit (Consciência/Alegria) e Ananda (Bem-Aventurança).

Estes livros revelam também que Deus é onipresente e que o homem é a divindade que assumiu um corpo para desempenhar um papel num cenário criado pela própria divindade. E ao fazê-lo se esqueceu de Sua real identidade.

Esse esquecimento acontece porque o homem se torna vítima da ilusão criada pelos sentidos da mente do personagem que assumiu e que o faz acreditar ser esta realidade apreendida, pela mente, a única existente. Essa percepção mental da realidade faz com que a representação divina se torne realística e por vezes dramática. Contudo, se nossa real identidade é a divindade, podemos readquirir a consciência do que somos. Essa "recordação" se torna possível com o conhecimento da verdade sobre nossa real identidade. É preciso uma percepção da realidade pela consciência do Ser e não pela mente do personagem.

O processo do despertar se inicia com a distinção entre mente e consciência. A mente é apenas um instrumento do Ser real, enquanto a consciência integra e compõe sua natureza divina.

Portanto, há duas formas de percepção da realidade: Uma é realizada pela mente do personagem: a percepção mental. A outra é feita pela consciência do Ser. Por esta razão foi denominada "percepção consciencial".

A percepção mental da realidade é a condição padrão do ser humano, enquanto que a percepção consciencial é fruto de um despertar sobre nossa identidade real, sobre a realidade da essência e natureza divinas do ser humano.

A mente está ligada à matéria, aos cinco sentidos de percepção, pelos quais são captadas informações do mundo exterior. O processamento das informações resulta na concepção mental que fazemos da realidade. Nossa visão de mundo é assim a interpretação de dados captados pelos cinco sentidos e das inferências realizadas no âmbito mental.

Vivemos o universo do personagem que criamos e o identificamos como sendo nós mesmos! Essa identificação com o personagem que criamos é uma deturpada concepção sobre nossa real identidade, o maior equívoco e fator limitador da maioria dos seres humanos.

Para podemos vivenciar a natureza divina do Ser, que é nossa essência, precisamos nos abstrair da percepção mental da realidade. Isso ocorre no instante em que nos dissociamos do personagem que estamos vivendo e recriando cotidianamente. O foco de nossa consciência em seu estado normal está centrado na percepção da realidade pela mente do personagem. Isso nos causa um sentido de identificação como sendo a mente e o corpo nosso "eu" ou identidade real.

Contudo, mente e corpo são ambos instrumentos do que realmente somos. Quando nos interiorizamos, nossa consciência nos revela um nível de percepção supra-mental pelo qual percebemos quem somos e quem estamos sendo. Em níveis profundos de percepção consciencial podemos sentir que somos o Ser real, eterno, a consciência, que observa o que estamos sendo, um personagem, evanescente, a mente.

A mente se dirige ao exterior, aparente. Julga e reage ao que interpreta como sendo real. A inquietação é sua característica. A consciência apreende o interior, o real. Apenas observa e permanece equânime. A serenidade é sua natureza.

Estes são passos essenciais para o despertar da percepção consciencial. Eles fazem a consciência dissociar-se ou desfocalizar-se da mente, causando uma percepção distinta entre aquilo que está sendo percebido pela mente e a percepção da consciência, que observa a mente.

O despertar da consciência, que tem natureza espiritual, nos faculta a transcender a realidade aparente, vislumbrada pela mente, nos proporcionando uma percepção consciencial da realidade e o acesso à dimensões espirituais, não físicas, através de portais existentes entre elas e nos capacita vivenciá-las concretamente, tanto quanto vivenciamos a dimensão física.

Enfim, um ser desperto age usando o corpo e a mente, mas mantém a consciência de que está desempenhando um papel no teatro cósmico divino. É sempre um observador de seu próprio personagem em ação. Percebe o corpo, o fluxo dos pensamentos na mente, mas não se identifica com eles. Assim pode eliminar maus pensamentos da mente e más emoções. Desta forma torna-se senhor de si mesmo e passa a agir com consciência do que faz, colocando-se em sintonia com sua natureza divina. Sua vida passa então a refletir plenamente e em todos os sentidos esse nível de percepção da realidade.

Jesus disse: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse eu vo-lo teria dito." - João 14,2.

Essas são as bases para um efetivo e real despertar consciencial.



3 comentários:

Anônimo disse...

Divinos Personagens,

Caro Gugu,

Ontem tive vontade de me encontrar com os amigos aí de Brasília no Solo Sagrado de Ibiúna, supondo que eles já tivessem chegado lá, mas como aqui choveu preferi ficar e meditar e tive uma “experiência consciencial” com Masaharu Taniguchi. Depois liguei e soube pela Gabi que houve um contratempo com um dos ônibus da caravana e que eles ainda estavam na estrada. Mas contei por alto a experiência pra Gabi, por telefone, e fiquei de contá-la pessoalmente no sábado, pois estou pretendendo ir a Ibiúna com o Paulo passarmos o dia com eles.
Agora recebo este seu email, Gugu, em razão de um comentário antigo, de 2.008 [talvez o primeiro comentário que fiz no “Templo dos Iluminados”], sobre o post “Masaharu Taniguchi recebe a Verdade”
[ Remeto aqui os leitores para o post publicado neste blog, em 21/07/2008, "Masaharu Taniguchi recebe a Verdade" ]:
Agradeço ao Mestre, que aparece como dois divinos personagens, Sandra Spencer e Gugu, no Templo dos Iluminados, que é um autêntico Templo Sagrado Virtual, por revitalizar um tema eterno, do post de 2008...
Minha experiência consciencial com Masaharu Taniguchi foi também num “Templo Sagrado”, mas, numa dimensão consciencial, e ele estava prestes a iniciar uma aula para crianças... Quando reassumi a percepção mental peguei um livro da coleção Masaharu Taniguchi, cujo título é: Comande sua Vida com o Poder de sua Mente; e abri numa página onde li algumas palavras a serem mentalizadas, assim: “Caso surjam complicações ou contratempos, faça com que eu encontre abrigo no Seu templo sagrado”.
Bem, as complicações ou contratempos [ pneu do ônibus da caravana deles que furou na estrada e a chuva que caiu aqui ] me impediram de encontrar os amigos em Ibiuna na terça, mas, também me fizeram “encontrar abrigo no Seu templo sagrado.”
Esta semana tive também uma muito significativa experiência consciencial com o Sai Baba, que foi um verdadeiro “festival de vibhuti” sendo jogado em todo mundo! Comentei com o Paulo, que fez uma observação muito interessante. Ele disse que há uma diferença entre nos vermos como sendo quem vem do “pó ao pó” e Quem vem do “vibhuti ao vibhuti”... Talvez ele comente aqui. Certamente comentará presencialmente em Ibiúna.

Anônimo disse...

E agora você publica um dos primeiros textos falando sobre a percepção consciencial. Bem, eis aqui dois exemplos de “experiências conscienciais” com dois grandes divinos personagens. Estas “experiências conscienciais” acontecem e não deveriam ser a exceção, mas a regra quanto à percepção! Estes textos, as experiências compartilhadas por várias pessoas por email e agora nestes blogs, o surgimento da AUM, estão tornando este ano de 2012 um verdadeiro “fim dos tempos”, mas para algo bem melhor e mais pleno! A percepção mental está deixando de ser a regra. O novo paradigma passa a ser a percepção consciencial, o que faz deste “o ano aceitável do Senhor”! Sim, quando Jesus iniciou seu ministério tomou o livro e abriu na passagem que revela várias realizações sobre aquele que estava por vir; uma delas era anunciar o “ano domini”, “o ano aceitável do Senhor”! O “ano domini” ou ano do Senhor, é o momento do eterno agora em que passamos a nos guiar pela Consciência do Ser, que é Onipresente e que deve ser o nosso Senhor; e não mais pela “mente do personagem” que estamos apenas representando. Da mesma forma um dos ensinamentos de Masaharu Taniguchi é o de que devemos nos ver como “Filhos de Deus”, pois, essa é nossa real identidade!
O que sei é que todos estes fatos tem um simbolismo e estão conectados; e me veio a orientação interior para remeter você a um email que te enviei há anos comentando o “recebimento da Verdade pelo Masaharu Taniguchi”, que adaptei e que se tornou um post no site do Núcleo, em 18/06/12, com o título: Masaharu Taniguchi, como “surgiu” a Seicho No Ie. O texto recebeu lá um interessante comentário da Inalda, que relatou sua experiência divina.
A propósito, na experiência consciencial com o Masaharu Taniguchi, assim que olhei diretamente para ele, ele assumiu a aparência bem jovem...
Meu jovem Amigo! Agora sei o significado de o Mestre estar “aparecendo bem jovem” em Seu Templo Sagrado, e pronto a dar aulas para iniciantes...
Ficou claro também que o Mestre está “cobrindo todo mundo de vibhuti”!
Um belo trabalho! Que todos os seres de todos os mundos sejam felizes!
Obrigado.
Namaste,
Silvano

Gugu disse...

Que todos os seres de todos os mundos sejam felizes!

Muito obrigado pelo presente, que foi este comentário.

Om Shanti!