"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quinta-feira, janeiro 16, 2014

A Consciência revela o Ser que somos


- Núcleo -

No ser humano Deus "aparece como" Consciência [no sentido de que "Se revela"/ "Se expressa" / e também de que "É percebido como" Consciência]. A Consciência impessoal do ser humano e de qualquer outro ser ou manifestação fenomênica, pois, só há Um SER e infinitas manifestações. É o OCEANO, que "pode ser pecebido" pela ONDA, dO qual ela emerge e que é sua base, substância e Fonte. Note que não há um "Ele" aqui, mas o Ser, o Ser que Eu Sou. "Quem percebe isso" não é a mente humana, a sua ou a minha mente. É a própria Consciência do Ser, em mim. Esta é a percepção consciencial que todos tem. Se isto é percebido pela mente humana, sua ou minha, então esta é a percepção mental, aquela que percebe de forma dual, que vê dois ou muitos onde só há um. A mente percebe muitos seres individualizados, como se estivessem separados do Ser que lhes deu causa, em vez de perceber apenas o Ser e Suas infinitas manifestações ou formas de expressão.

Se a percepção está sendo consciencial então o que se vê é apenas Deus, seja qual for a forma que o Ser assuma. É como um teatro de marionetes, no qual é perceptível que todos são "personagens movidos pela mão do artista", que lhes dá movimento, expressão e vida. E saber disso, perceber isso, não retira a graça da apresentação do teatro de marionetes.

Note que a percepção mental é uma crença, um "acreditar em"; não é o real conhecimento.

Há pessoas, os personagens, que "acreditam em" Deus e também os que não acreditam. Este "acreditar em" ou "não acreditam em" está restrito aos limites da percepção humana, que no Núcleo chamamos de percepção mental. Mas, independentemente de as pessoas acreditarem em Deus ou não acreditarem em Deus, esta percepção não altera a realidade. Não se trata de uma questão de crença, mas sim, de identidade. O personagem é apenas o que está sendo representado, não é o Ser Real. O personagem que estou representando é o que estou sendo. Mas nada/ninguém é o que está sendo. Tudo/todos são o que são! É a Consciência do Ser em mim que me faz consciente de que Sou o Ser Real e de que, enquanto personagem, enquanto ser humano, estou sendo uma representação consciente do que Sou. Mas, se percebo isto de forma mental, imediatamente a realidade perceptível se transforma diante da minha visão, a realidade que percebo se altera instantaneamente, e passo a ver as mesmas coisas, mas com uma interpretação, uma sensação, uma visão bastante diversa da realidade percebida consciencialmente. Então, aquela "representação consciente" do que Sou passa a ser uma representação inconsciente do Ser que Eu Sou.

Esta "consciência de quem Eu Sou" tem reflexo direto na realidade do personagem que estou representando! A partir do momento que estou consciente de que a realidade perceptível pela "minha mente", pela mente do personagem, é criada pelo Ser que Sou, então posso estar também consciente da realidade que está diante de mim, posso fazer uma leitura, uma "tradução consciente" da realidade que está sendo percebida por mim.

A realidade percebida consciencialmente me faz consciente de que a vida do personagem é o que Eu, o Ser Real, me proporciona. Há na Bíblia a revelação de que "Deus fez tudo" e que Ele viu que tudo o que fez era bom. E continua sendo bom. O que Deus fez é perfeito!

Não é o que Deus fez (e o fez de forma totalmente consciente) que não é bom, mas sim, aquilo que o ser humano faz, quando o faz de forma inconsciente de quem ele realmente É.

Assim como na palavra "eu" há um poderoso significado, que pode revelar que "eu" e "Eu" são o mesmo, dependendo da identificação que temos de nós mesmos, como personagem ou como o Ser, ou seja, como "eu" ou como "Eu", também na palavra "ser" há um detalhe, uma sutileza que deve ser notada: O "eu" é a identidade percebida pela mente, que se revela como "ser humano", um personagem do Ser; enquanto que o "Eu" é a identidade percebida pela Consciência, que se revela como "Ser Real", o próprio Ser. A percepção mental percebe o "Ser" como sendo “humano”, o personagem que estou sendo; e Deus passa a ser concebido como alguém separado de mim. A percepção consciencial percebe o “Ser”, o que Eu Sou.

Há uma profunda metáfora na "subida" de Moisés à montanha, local onde ouviu a revelação de Deus, quando disse: "Eu Sou o que Sou".

Quando "nos elevamos em percepção" (quando subimos do nível da percepção mental) a revelação feita a Moisés se torna também a nossa! Conhecemos a real identidade do Ser, nossa identidade, revelada por Deus: "Sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo".

Este conhecimento, esta percepção, é para ser aplicada na vida cotidiana, do personagem que estamos representando. Percebendo que “eu” e “Eu” são Um, só que visto sob percepções distintas, podemos conscientemente escolher a percepção com que vemos o mundo diante de nós, conhecendo Quem faz e nos tornando conscientes que não estamos separados da Fonte.

Jesus disse: Quando o Espírito da Verdade vier ele revelará toda a verdade.

Nenhum ser humano nos revela a verdade, porque é algo a ser “percebido”.

Os que conhecem a verdade, e despertam, passam da “percepção mental” de uma vida humana separada de Deus, para a “percepção consciencial” do reino de Deus, no qual percebemos que já não somos nós quem vivemos, mas, Cristo é Quem vive em nós. No reino de Deus a vida é eterna. E disse Jesus: A vida eterna é esta: Que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro.

Tudo isto já está escrito mas não basta. É preciso ser revelado, “percebido”. Quem revela isto ao “eu”, ao personagem, é o Ser, o “Eu” que vive em nós.

Escolha despertar a percepção consciencial, esta visão de “Quem” você É. Transcenda a visão mental, do personagem, escale a montanha, eleve-se... Isto pode ser feito neste instante, no presente, não em algum tempo futuro!

As Sagradas Escrituras na qual toda a verdade é revelada já foram escritas.

Jesus disse: “Eu” e o “Pai” somos Um.

Este “Eu” é a Consciência divina, o Cristo em nós, aquele que esteve morto (não percebido por nós, mentalmente, até o instante em que despertamos!) porque, Cristo vive de eternidade a eternidade. Ele é Aquele que É, Aquele que vem para vencer a guerra final, o Armagedon, que está em sua mente...

Krishna revelou que: “Eu” sou tudo.

Este “Eu” é a Consciência do Ser, o próprio Krishna em nós, Aquele que vem para vencer a guerra final, no Kurukshetra, que está em sua mente...

Perceba que “Quem” nos faz perceber a verdade é a própria Consciência divina em nós!

Livre-se da ilusão mental de que sou “eu”, qualquer que seja a forma assumida: Sou “Eu”!

Isto só pode ser percebido pelo "coração espiritual", um “núcleo" de percepção espiritual.

Para acessá-lo fique em silêncio, ainda que em atividade, permaneça alerta e receptivo.

Esteja onde estiver, "vá para o Núcleo”; permaneça lá até conhecer/perceber A VERDADE !


segunda-feira, janeiro 13, 2014

A mente é seu Guru? (Mooji)

Mooji

Participante - Existe uma força dentro de mim que não quer perceber tudo isso.

Mooji - E daí? O que importa o que a mente diga? O que importa que ela diga não? E daí? Sua mente é seu guru? Você dá muita importância ao que sua mente diz. Você diz que a minha mente, minha mente isso, minha mente aquilo... e daí?

O que isso importa? (risos...)

Eu digo: "Gosto dessa garota". Mas minha mente diz: "Não!". E daí?

Sua mente é seu guru? Minha mente... minha mente... minha mente... (risos...). A mente diz para não ir. E daí? Porque continuar dando tanta importância ao que a mente diz? Os pensamentos chegam, como visitantes noturnos, e se você dá a eles muita atenção eles se tornam seus mestres, viram donos da casa e transformam você em prisioneiro deles. Mas porque você dá permissão a sua mente de te governar. Está bem minha mente? (Mooji se vira para o lado como se estivesse falando com alguém).

- Não? 
Minha mente disse não. (risos...)

É isso que acontece.

Esse poder precisa ser mudado.

A mente parece que tem poder, mas é você que dá esse poder a ela. Se ela te manda sair da frente para que ela comande, você diz: "Não eu quero ficar aqui."

Você pode existir sem essa mente psicológica, mas a mente psicológica não pode viver sem você. O julgador não é o que tem poder. Você é que tem o poder, porque vive sem a mente, mas a mente não vive sem você.

Sua mente quer a liberdade Hollywodiana, ela quer sempre a estrela, mas você na verdade é o Ser, que é o Universo.

Aquilo que disse anteriormente "existe uma força dentro de mim que não quer perceber tudo isso", essa vontade que parece ser sua na verdade não é a sua vontade, é a sua mente comandando. Agora vocês podem vislumbrar a profundidade daquilo que lhes digo. Você pode mover-se durante o dia sem estar sob o controle da mente.

Se sua mente diz que a tal hora você tem um compromisso, a tal hora você tem outro compromisso, e mais isso e aquilo, e programa todo o seu dia, isso é viver uma existência programada. Aparentemente é uma maneira útil de se viver. Vejam como meus dois mil compromissos me dão a sensação de que estou vivendo intensamente. Isso é a sua vida? Você vive sem tempo para nada? Então, quando você está simplesmente sem compromisso, sem obrigações, sem julgamentos, as pessoas se sentem perdidas. Você vê?

Isso tudo são jogos da mente, brincando em você. Você não é isso. Você nunca foi isso. E nunca será isso também. Tudo isso é pura imaginação. Nós somos o Self. Pura Consciência. É sempre presente.

Ninguém precisa ativar a consciência. Ninguém precisa ativar esse Oceano de Consciência. Tudo tem seu lugar, tudo está brincando neste Oceano. Deixe brincar. Deixe o sonho acontecer. Mas permaneça desperto. Não se feche em nenhum conceito. Use-os mas deixe-os livres para ir também. Não se torne devoto de nenhum conceito.

Seja devoto do Self, do puro Self. Não do ego, não da pessoa, mas do Indefinível, Imutável, Aquele que nunca muda, o Self, que está aqui por detrás de todos os conceitos, pensamentos, desejos, histórias. Tudo isso são apenas projeções da mente egóica.

O Self está aqui. Você precisa encontrá-Lo HOJE, esta é a atitude.

Isso precisa ser confirmado HOJE."


sexta-feira, janeiro 10, 2014

Iluminação - Adyashanti


- Núcleo - 

Divinos personagens,

Mais uma vez, um vídeo evidenciando que Eu "apareço como", desta vez como o divino personagem desperto Adyashanti.

Notem que este divino personagem usa o termo "estado natural" para descrever a percepção da Consciência, percepção sem a lente do ego; sem lente mental.

Com esta percepção tudo é claramente perceptível como Eu "aparecendo como"!

Esta visão do Real sem distorções revela a glória divina, a qual se referiu Jesus como "Minha Glória", assim:

"Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo." (João 17:24)

Na página 140 do livro "Despertar Espiritual", de Masaharu Taniguchi, está escrito: Muitas pessoas pensam que "jobtsu" significa "tornar-se um buda", mas o significado verdadeiro é "ser buda desde o princípio". 

Em continuidade, Masaharu Taniguchi escreve algo em perfeita sintonia com o ensinamento compartilhado no Núcleo: de que somos todos "seres conscienciais" e que estamos vivendo na "Realidade consciencial", a "Consciência do Ser", o Ser único, que é nossa própria Verdade e Realidade.

No texto que se segue, a "Realidade consciencial" é chamada de "Terra Pura" (expressão do budismo); e os seres conscienciais são denominados "seres búdicos". Nossa real identidade é a de seres conscienciais ou búdicos e estamos desempenhado papéis na "representação", chamada no texto de "palco do mundo fenomênico". O que gera a identidade de nossos personagens é a mente, que é a máscara que vela nossa real identidade. Com a lente mental, chamada por Adyashanti de "lente do ego", entramos num estado alterado de percepção pelo qual nos vemos como seres individualizados e dotados de uma identidade separada do Ser Real, uma identidade distinta de Quem Somos. Feita essa observação, atentem ao que escreve Masaharu Taniguchi: 

O sábio monge budista Dogen ensinou que "todos os seres dotados de Vida possuem a natureza búdica". Todos somos seres búdicos desde o princípio, e se as bençãos não nos aparecem é apenas porque desconhecemos essa Verdade. Em "Anotações sobre Dainichikyo" (Mahavairocana Sutra) o grande mestre Kobo escreveu: "Todas as pessoas possuem diversos poderes que fazem parte de sua natureza verdadeira. Mas, por ter a mente obstruída pela ilusão, desconhecem essa verdade e, por essa razão, não conseguem promover a manifestação dessa força latente"

Somos todos seres búdicos desde o princípio. Podemos dizer que cada um de nós é um grande artista ou um grande dramaturgo, autor de inúmeras peças teatrais. Na realidade, nunca sofremos nem nos afligimos, mas, no "palco da vida", criamos diversas tragédias e as mostramos para as "plateias". O que acontece no palco não é real; é apenas uma encenação do ator. Nós, seres humanos, usamos "atores mentais" para apresentar no palco chamado "mundo fenomênico" cenas de acontecimentos fictícios. Por trás desse palco existe o mundo verdadeiro, o paraíso búdico. Na Sutra do Lótus existe um trecho do seguinte teor: "Mesmo quando chegar o dia em que o tempo da humanidade parecer ter se esgotado e este mundo estiver ardendo em chamas, a nossa Terra Pura, repleta de seres celestiais, permanecerá pacífica e aprazível". Podemos dizer que, mesmo quando estiverem sendo travadas batalhas sangrentas no "palco do mundo fenomênico", por trás desse palco existe o mundo real. Ou seja, o mundo da Imagem Verdadeira, e ali todos os protagonistas conversam alegremente em perfeita harmonia. 


No mundo da imagem Verdadeira não existem pessoas más nem coisas ruins, mas ela parecem existir no "palco do mundo fenomênico". Atuamos nesse palco usando a mente como intérprete. Aos olhos físicos, as cenas apresentadas no palco parecem reais. Mas nem as doenças, nem os infortúnios, nem as calamidades, nem a decrepitude, nem a morte existem de verdade. O que existe de verdade é unicamente o mundo da Imagem Verdadeira. Aqui e agora, já existe o paraíso. No entanto, não o enxergamos. Por isso, é necessário efetuar com frequência a prática meditativa que consiste em fechar os olhos, por um momento, para as coisas do mundo fenomênico e contemplar a Imagem Verdadeira. Caso contrário, tendemos a ver como realidade os aspectos ilusórios do mundo fenomênico. Na seita Shingon é realizada a prática meditativa denominada Ajikan, e na Seicho-No-Ie praticamos a Meditação Shinsokan, que consiste em contemplar a Imagem Verdadeira do mundo e do ser humano, que é perfeita e totalmente livre. A Imagem Verdadeira do ser humano não é matéria, não é corpo carnal. Somos existência espiritual, somos budas em pessoa, somos seres búdicos mesmo sendo humanos - é assim que contemplamos a nós próprios.

              
Com este texto, a oração de Jesus pode ser percebida e desfrutada assim:

"Pai, aqueles que me deste [que faz chegar até Mim] quero que, onde Eu estiver [onde Eu, o "Ser consciencial" que se percebe em Unidade divina, estiver] também eles estejam comigo [que percebam nossa Unidade, tal como expressou "Eu neles e Tu em Mim"] para que vejam a minha glória [a visão do Real, visão da Unidade de todos os mundos e todos os seres] que me deste; porque tu me amaste [assim como amaste a todos] antes da fundação do mundo [antes que houvesse qualquer "representação"]. (João 17:24)

Nota: A palavra "antes" não tem o sentido de antecedência temporal, mas sim, o de algo que "está antes", que "está por trás", ou seja, algo subjacente. O sentido é o de que a Realidade divina é subjacente à "representação". Deus nos ama. É isto que Jesus está orando para que todos percebam! Deus nos mantém em Unidade em Sua própria Consciência e Realidade! Esta Realidade divina não se altera em razão da representação vista pela mente.

Enfim, Jesus orou que todos percebam a Verdade, a Realidade divina da qual ele percebe ser Um com Deus, e que sejamos Um com ele nessa percepção de unidade; e que partindo dessa percepção unitária a desfrutem e compartilhem! 

Masaharu Taniguchi disse: Não pensem que "jobtsu" significa "tornar-se um buda"; percebam que o significado verdadeiro é "ser buda desde o princípio"! 

O pensamento leva os personagens à pretensão de se tornarem budas "um dia", ou seja, num tempo futuro. A percepção de "Quem Somos" revela que todos somos budas desde sempre! 

Portanto, não partam do pensamento (que está na realidade da mente, ou seja, na representação; e que é tão ilusório quanto a mente). Partam da "percepção" consciencial (que está na Realidade da Consciência, que é a própria Verdade!)

Ao dizer: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", Jesus está compartilhando a percepção de sua natureza e identidade divinas, não para se enaltecer diante dos demais seres humanos, mas para despertar neles a percepção de unidade.   

Jesus disse: "Eu e o Pai somos Um". Então, dizer que "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" também quer dizer: "Por sermos Um, o próprio Pai é o Caminho, a Verdade e a Vida".

E dizer "Ninguém vem ao Pai senão por mim", também quer dizer: "Ninguém vem ao Pai senão por Quem Eu sou".

Ao orar "Eu neles e Tu em Mim, para que sejam perfeitos em unidade", Jesus revela que não podemos perceber a nossa Unidade divina partindo de nossos pensamentos mas somente partindo da percepção divina que existe em nós, que é chamada de fé no ensinamento cristão. Assim, é pela fé - e não pela razão - que podemos "ir ao Pai". Essa fé na presença do Filho de Deus em nós é que nos leva ao Reino de Deus.

Esse é o sentido do "nascimento" do Filho de Deus em nós. É o fenômeno da transubstanciação da hóstia sagrada, que é tomada como o "corpo de Cristo" na percepção do Cristo em nós e de nossa unidade com ele, em cumprimento a sua oração: "Eu neles e Tu em Mim, para que sejam perfeitos em unidade". 

Que todos tenham essa percepção do "nascimento" do Filho de Deus em nós; que a desfrutem e a compartilhem entre todos.


terça-feira, janeiro 07, 2014

"Assim é o verdadeiro Mestre"

- Núcleo -

Comentário ao vídeo:

Mooji, referindo-se a uma imagem do Mestre do seu Mestre disse: “é a mesma coisa; Jesus Cristo é a mesma coisa; Buda é a mesma coisa; Krishna é a mesma coisa; Vocês são a mesma coisa; Eu também sou a mesma coisa. Mas no mundo da multiplicidade e da diversidade a imagem do meu mestre está acima de tudo para mim. Eu não sei quem é que pode compreender isso. Ele parece estar separado, mas é Um. Ele está dentro do meu coração e eu estou dentro do coração do meu mestre. Do mesmo modo, vocês estão no meu coração. É a mesma coisa. Eu não sei se a lógica é suficiente para compreender estas coisas. Você tem que entendê-las com algo mais profundo que isso…”

Este vídeo é “nuclear” e algumas ponderações do Mooji dão ensejo para discernir percepção mental e percepção consciencial. Ele está expondo o que percebe consciencialmente quando diz: “Jesus Cristo é a mesma coisa; Buda é a mesma coisa; Krishna é a mesma coisa; Vocês são a mesma coisa; Eu também sou a mesma coisa.” Porém, essa “Unidade” não é compreendida mentalmente, porque a mente só percebe de foma dual; essa é uma das características da percepção mental: perceber de forma dual. A mente fragmenta a realidade que percebe em “eu”, como sendo um personagem, e “você”, como sendo outro personagem; e, de forma geral, em “eu”, como sendo um personagem, e “tudo mais”, como sendo tudo mais que está no cenário dos personagens. Ela também fragmenta a realidade em “passado, presente, e futuro”. Por isso, Mooji diz: “Eu não sei quem é que pode compreender isso.” De fato, nenhum personagem pode, pois, a mente percebe de forma dual; a “mente dos personagens” percebe a diversidade e a multiplicidade do universo dos personagens, mas não percebe a “Unidade” do universo do Ser. 

Quando Mooji diz que todos aqueles divinos personagens são a mesma coisa, que “Jesus Cristo é a mesma coisa; Buda é a mesma coisa; Krishna é a mesma coisa; Vocês são a mesma coisa; Eu sou a mesma coisa”, ele está percebendo a “Unidade”, a real identidade de todos aqueles “seres conscienciais”, que são imagens do Ser, do mesmo Ser, do único Ser. Ele está percebendo todos “consciencialmente”. Só assim é possível perceber a “Unidade”. Ao expressar esta percepção unitária ele diz que: “Ele está dentro do meu coração e eu estou dentro do coração do meu mestre. Do mesmo modo, vocês estão no meu coração. É a mesma coisa. Eu não sei se a lógica é suficiente para compreender estas coisas. Você tem que entendê-las com algo mais profundo que isso…”. Sendo a lógica um processo de percepção mental, não é suficiente para compreender a “Unidade do Ser”, que só pode ser percebida, realmente, com “algo mais profundo”. Apenas consciencialmente é possível perceber a “Unidade”. Para isso, é preciso transcender a “mente do personagem”, que percebe a multiplicidade e perceber com a “Consciência do Ser”, que percebe a Unidade. A “transcendência” é uma correta identificação! Quando nos identificamos como sendo “seres humanos”, com passado (o tempo quando nascemos); presente (o tempo da vida atual); e futuro (o tempo quando morreremos), esta identificação é com quem estamos sendo, com quem estamos representando, com o nosso “personagem”, não é com Quem Somos, com o Ser Real. A percepção resultante desta falsa identificação (com o personagem que estamos sendo) é mental. É denominada “avidya”, que significa ignorância de nossa real identidade.

Quando nos identificamos como “seres conscienciais”, seres criados à imagem e semelhança de Deus, seres eternos, sem nascimento e sem morte, que “aparecem” na Consciência do Ser, esta identificação é com Quem Somos, com o Ser Real. É denominada “vidya”, cujo significado é sabedoria, ou seja, o conhecimento supremo de nossa real identidade, e também a real identidade de todos os seres, que então são percebidos como sendo “a mesma coisa”, de mesma natureza e realidade do Ser. É nesta Consciência ou realidade do Ser que estão vivos eternamente os seres conscienciais: “Jesus Cristo, Buda, Krishna, Vocês ou Eu”.

É isto que o Mooji está percebendo, desfrutando e compartilhando, ao dizer que o mestre dele está em seu coração e que ele está no coração do seu mestre, e que todos estão no coração dele! É uma percepção consciencial plena!

A você que agora lê este texto:

Transcenda a visão de “quem está sendo” e perceba “Quem voce É” !
Perceba “Quem” está “aparecendo como” Mooji neste vídeo;
Perceba “Quem” está “aparecendo como” aquele que postou o vídeo;
Perceba “Quem” está “aparecendo como” aquele que comenta o vídeo;
E, por fim, para que a transcendência seja plena, completa e realizadora: Perceba “Quem” está “aparecendo como” aquele que lê este texto!

É possível “acordar do sonho”, de uma existência e cenário humanos e despertar para a realidade de Quem somos, na Consciência do Ser. É neste “solo sagrado” [na Consciência do Ser] onde realmente vivemos, nos movemos e temos nossa exitência. Somos “seres conscienciais”!

Perceba!
Desfrute!
Compartilhe!

Todos estes vídeos são para isso; estes comentários são para isso; este site é para isso. Enfim, o “Núcleo” é isso! É algo “de coração a coração”.

“Aparecemos como” muitos, mas em essência somos todos o Ser Real.

Namastê!


sábado, janeiro 04, 2014

Prece de Cáritas

A mensagem desta linda prece carrega a essência de todo ensinamento verdadeiro e sagrado: o Amor. Somente Deus é a Verdade, e as sagradas escrituras ensinam que Deus é Amor. Tudo o que é santo, tudo o que é bom, belo e verdadeiro provém do Amor, provém de Deus. Dedicamos essa santa oração em homenagem às diversas personalidades  as que viveram no passado e as que vivem no presente  e que, independentemente de sua religião, pregaram (e pregam) e praticaram (praticam) o amor ao próximo e a Deus.


 PRECE DE CÁRITAS

"Deus nosso Pai,
que Sois todo poder e bondade,
dai força àquele que passa pela provação,
dai Luz àquele que procura a Verdade,
ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus,
dai ao viajor a estrela Guia,
ao aflito a consolação,
ao doente o repouso.
Pai,
dai ao culpado o arrependimento,
ao espírito, a verdade,
à criança, o guia,
ao órfão, o pai.
Senhor, que a Vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.
Piedade, Senhor, para aqueles que não Vos conhecem,
esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores,
derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé.
Deus,
um raio, uma faísca do Vosso  amor pode abrasar a Terra.
Deixai-nos beber nas fontes da Vossa bondade fecunda e infinita,
e todas as lágrimas secarão,
todas as dores se acalmarão.
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós,
como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha,
nós Vos esperamos de braços abertos.
Oh! bondade, Oh! beleza, Oh! perfeição.
E queremos de alguma sorte alcançar a Vossa misericórdia.
Deus,
Dai-nos força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós,
Dai-nos a caridade pura,
Dai-nos a fé e a razão,
Dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas
o espelho onde se refletirá a Vossa Divina imagem."


quarta-feira, janeiro 01, 2014

Lapidando e santificando o próprio ser

Com a Vossa graça, PAI, e graças a ela, viveremos o esplendor da vida, com esperança e coragem, para fora de nós mesmos, em direção a Vós. Renovamos, portanto, uma vez mais, a nossa disposição em sermos mensageiros da LUZ, servindo a VIDA e fazendo florescer o AMOR, no respeito e na dignidade, sem medo e sempre tomados por profunda gratidão. Queremos anunciar a PAZ, ajudar a criar condições dignas de vida para todos, consolar os aflitos, os que sofrem, proclamar um ano de graça. Portanto, que ninguém se desespere diante das durezas da vida terrena. Juntos, desapegados do ego (pequeno eu) manifestaremos na Terra - por meio do Vosso Amor - o "Vosso Reino", o Mundo do JISSÔ. Muito obrigado!


Pe. Fábio de Melo

 
“É mais fácil acreditarmos numa santidade que não passe pela humanidade.
 
Mas quando a gente identifica que a santidade é o aprimoramento do humano, retirar os excessos para fazer prevalecer a parte boa de nós. Ou até mesmo esculpir, lapidar como um garimpeiro lapida uma pedra bruta até que ela se torne preciosa. Vamos descobrindo que na nossa vida é a mesma coisa.
 
Eu preciso ter a consciência que a minha lapidação vai acontecer diariamente, pela graça de Deus e também pelo meu empenho.
 
Eu também sou uma pedra bruta que precisa ser lapidada.
Você também é uma pedra bruta que precisa ser lapidada.
É a isso que nós chamamos de santidade.
 
Nós somos muitas vezes cheios de cascas que impedem o nosso brilho. Cascas que foram colocadas pela vida, pelas escolhas erradas que nós fizemos, pelas influências negativas que as pessoas tiveram sobre nós.
 
Talvez você já tenha experimentado isso na sua vida, viveu um relacionamento, uma pertença que ofuscou o seu brilho, que lhe fez esquecer a pedra preciosa que você é.
 
Quando tomo consciência disso permito-me uma postura de querer modificar, de não querer mais levar comigo esse peso que o outro deixou em mim.
 
E a conversão é justamente esse processo humano que nós fazemos à luz da fé, auxiliados por Deus.
 
Eu creio em Deus, e eu creio que Ele vai me iluminar no dia-a-dia para que, orientado pela sua Palavra, para que motivado pelos seus sacramentos, eu tenha coragem de olhar para as minhas misérias e, a partir delas, querer a santidade!”


segunda-feira, dezembro 30, 2013

Contemple-se como Consciência Iluminada

Metafísica Absoluta
 
 
Este texto não é de leitura, é um exercício de contemplação/percepção. É meditação. Contemple a Verdade: “EU SOU CONSCIÊNCIA ILUMINADA”, através dos seguintes passos:
 
1. Reconhecer, em quietude e silêncio, sem esforços mentais, que a Consciência divina plenamente iluminada abrange a totalidade deste Universo infinito.
 
2. Reconhecer internamente: Eu sou consciente que Eu existo.
 
3. Ponderar: Se estou consciente de algo, e se Deus é a Única Consciência, com qual Consciência eu percebo que eu existo?
 
4. Aguardar que haja a PERCEPÇÃO da Consciência divina (universal) sendo a sua própria Consciência (individual).
 
 
Realmente, Deus é a única Consciência que existe. Deus infinito e universal é a totalidade de tudo, e está aparecendo como a Sua Consciência individual, no ponto exato em que VOCÊ se encontra/se percebe. Você é somente e inteiramente pura Consciência divina iluminada.
 
Ao afirmar "Eu Sou Consciência Iluminada", você estará reconhecendo a Verdade em seu sentido máximo. Durante as contemplações, a mente poderá pensar frases do tipo: “Eu ainda estou muito condicionado, devido aos vários anos em que pensei de outra maneira”. Se surgirem frases assim, elas deverão ser substituídas, a cada instante, pela sequência de passos acima. Este hábito promoverá uma natural soltura das crenças mentais para um efetivo discernimento e experiência da Verdade.
 
 

sexta-feira, dezembro 27, 2013

"Eu Vim"

 
Joel S. Goldsmith / Núcleo
 
Se disser que Deus é onisciência, onipotência e onipresença, ou que Jesus é onisciência, onipotência e onipresença, não fará nenhuma diferença, pois estará considerando Deus e Jesus separadamente do “Eu” que você é.
 
Quando considerar que “Eu  o Pai somos um”, sabendo que este “Eu” é onisciência, onipotência, onipresença, você, nesta UNIDADE, será infinito. Nesta UNIDADE, o “Eu” de seu Ser será imortalidade. E poderá verificar a diferença que se fará notar em sua vida diária.
 
A cada reconhecimento do “Eu”, você estará demonstrando a presença de Deus. Feche os olhos; volte-se internamente em atitude de “escuta”: Deus Se revelará. Deus revelará Sua Presença em seu âmago; mas será você quem Lhe deverá abrir caminho; terá de esvaziar recipientes já cheios; terá de entrar no silêncio sem quaisquer conceitos.
 
Pensar que Jesus, ou algum místico, “falava de si mesmo”, ao revelar o “Eu”, é enorme erro. Quando o Mestre disse “Eu”, referia-se àquele “Eu” que está em seu Centro, o que dava sentido a uma das maiores passagens das Escrituras: “Eu vim para que tenham vida, e que a tenham com abundância”. Se você lembrar que esta passagem está se referindo ao “Eu” que está em seu Centro, nunca mais temerá por sua vida, por seu suprimento, por sua felicidade ou por sua segurança. Para este “Eu”, em seu interior, é que você deverá olhar, e para nenhum outro. Deixe o divino “Eu” viver sua vida, vivendo conscientemente no “Eu” de seu próprio íntimo, no “Eu” que você declara ter vindo para que você tenha vida infinita, abundante e eternamente. (Joel S. Goldsmith)
 

Comentário (Núcleo):
 
A mensagem contida neste texto é profunda!
 
Goldsmith usa a palavra "centro"... No Núcleo dizemos: "Vá para o núcleo!"
 
"Ir para o núcleo" significa exatamente ir para este "centro" que está em nós, que Jesus chamou de "Reino de Deus", no qual percebemos que "Eu e o Pai somos Um". Este centro de percepção nos proporciona a percepção do Eu. 
 
Permita-me revelar um detalhe sutil.... O que nenhum "personagem" percebe é que quando aparentemente nos dirigimos a este núcleo ou centro de percepção, a este Eu, em realidade é o próprio Eu que está se dirigindo, se revelando a nós! Isto não é possível perceber do ponto de vista do próprio personagem, porque parece ser ele quem se dirige ao Ser... mas é o próprio Ser Quem Se revela! O "personagem" que estamos sendo não tem vida em si mesmo e nada pode fazer se o próprio Ser não o fizer! É Deus, o Ser Real, o Cristo, Quem Vive em nós! Por isso o apóstolo e divino personagem que teve esta percepção ou revelação disse: "Vivo, mas já não sou eu Quem vive; é Cristo Quem vive em mim."
 
A revelação compartilhada no Núcleo de que "Não há percepção sem ação" traz em si esse detalhe sutil, mas poucos se dão conta e perguntam seguidamente: Como faço para ativar esta percepção? A resposta é a própria percepção! E está contida nesta revelação de que "não há percepção sem ação".

O que deve ser percebido é: "Perceba Quem percebe em você!". Para ter a percepção do Ser e perceber como o Ser percebe é preciso ser como o Ser É. Por isso Jesus ora para que sejamos todos perfeitos em Unidade - "Eu neles e Tu em mim para que sejam perfeitos em unidade". Assim, para ter a percepção do Ser e perceber como o Ser percebe é preciso "ser UM com Deus". Esta unidade com o Ser, do ponto de vista do personagem, se realiza pela ação! Por isso é revelado que não há percepção sem ação. Desta forma, é "amando" que percebemos que Deus é Amor; é "sendo verdadeiros " que percebemos que Deus é a Verdade; é "vivendo em comunhão com Deus" que percebemos que Deus é a própria Vida. É preciso notar que esta ação de que estamos falando não é necessariamente um "fazer", mas um "estado de ser". Podemos "amar" sem mesmo estarmos fazendo algo; mas o amor nos leva a agir de determinada forma; Podemos "ser verdadeiros" sem mesmo estarmos fazendo algo, mas isto nos leva a agir de determinada forma; Podemos "viver em comunhão com Deus" sem mesmo estarmos fazendo algo, mas a vida em comunhão com Deus nos leva a agir de determinada forma. Jesus nos dá o exemplo de um ser que aparentemente não age – uma árvore –, e nos faz ver que pelos seus frutos a árvore é conhecida! Assim, a árvore também "age". Em verdade é a Vida de Deus quem Se manifesta, quem age, pela árvore! E no tempo devido ela produz seus frutos ou seus frutos podem ser conhecidos. Toda a natureza manifesta este tipo de ação, que é a própria ação de Quem faz. É o Ser subjacente a tudo Quem verdadeiramente está agindo, é Ele Quem faz. Por isso Jesus declara: "Eu de mim nada posso; o Pai em mim é Quem realiza as obras."
 
Agir pra perceber Quem faz é algo semelhante a nos voltar em direção a luz... Percebemos a luz vindo em nossa direção [percepção] quando nos voltamos em direção à luz [ação]. Somente quando nossa ação é voltada para a Luz divina, Deus, é que percebemos que em realidade é Deus Quem está "vindo" a nós!
     
É dito que: "Não há percepção em ação." Esta ação parte da percepção de que há uma luz divina vindo a nós. Por isso aquele que percebe Deus deve agir e se voltar para Deus para ativar, firmar ou confirmar esta percepção! Caso contrário esta percepção ficará apenas como algo pressuposto, algo em que acreditamos mas que não temos evidência. É algo como perceber a claridade e olhar para a sombra. A fonte de luz não será vista e será apenas pressuposta por estarmos voltados para a sombra que ela projeta... Essa é a percepção dos que acreditam que Deus existe, mas que de fato não o percebem; esta é a percepção mental. Outra é a visão dos que se voltam para Deus que percebem que veem porque é a própria Luz de Deus que se projeta neles que os faz ver! 
 
Assim, é o próprio Eu "projetado" em nós Quem nos faz vê-lo! Contudo, essa "projeção" do Eu em nós depende de estarmos voltados para este Eu em nós. Por isso a oração de Jesus é: Eu neles e Tu em  mim. "Eu neles" significa que nosso foco de atenção deve estar "voltado para" o Cristo em nós! Ou seja, deve estar focado no Cristo que Vive em nós. O Cristo em nós está voltado para o Eu, para o Pai, ou seja, a percepção crística em nós está sempre voltada para Deus mas se não estivermos voltados para ela, se estivermos voltados para as nossas mentes, focados em nossa visão e certezas mentais, não veremos a Realidade de Deus; veremos apenas a "representação", que é a realidade vista pela mente.
 
Sempre que um personagem desperto – Aquele que percebe a Realidade –, dá este esclarecimento, ele está projetando essa luz sobre a humanidade e sabe Quem de fato é a Fonte dessa Luz. O personagem desperto não é quem projeta a luz mas é um dos que a refletem... e em assim o fazendo dá oportunidade para que todos possam fazer o mesmo, que possam refletir a luz que incide sobre todos. A luz divina já está incidindo sobre todos! E isto pode ser percebido por todos. 
 
Todos os que olham para um mestre, e percebem que ele de fato se trata de um mestre, só o fazem porque a percepção do mestre já está desperta e ativa neles! Estes são os que estão voltados ou focados na percepção do mestre que está neles
 
Poderia ser dito: Todos os que olham para um buda e percebem que se trata de um buda só o fazem porque a percepção do buda já está desperta e ativa neles! São os que estão voltados ou focados na percepção do buda que está neles. 
 
A propósito, a expressão "divinos personagens", que é usada no Núcleo, tem como base a percepção de que apenas Deus é Real. A "realidade" vista pela mente é uma representação, nela nada é real, a não ser como representação mesmo, assim como um personagem de quadrinhos é real na realidade dos quadrinhos. Somos "seres conscienciais", vivemos na Consciência de Deus; somos todos Imagem e Semelhança de Deus, como está na linguagem bíblica; somos todos seres búdicos, como revela o budismo.             
 
Enfim, o texto "Eu Vim" fala da percepção que emerge em nós vinda do centro... Todos os textos sagrados falam desta percepção. Esta percepção não nos faz sair do mundo, mas nos torna conscientes de qual é nosso verdadeiro mundo... Nosso verdadeiro mundo não é a representação, mas a Realidade divina. Jesus disse: "Eu desse mundo não sou, vós também não sois."  E disse também: "Eu vim para que tenha Vida e Vida em abundância." A vida dos personagens não é a Vida do Ator, que é o Ser Real. Da mesma forma, nossa Vida não é a vida de "quem estamos sendo", dos "personagens", mas sim, a Vida de Quem Somos! Somos o Ser, o Eu verdadeiro. Isto é o que é percebido quando emerge em nós, quando "vem a nós" Aquele que já veio, que já É; o Cristo que disse: "Eu Vim"!
  
Assim seja percebido por todos, pois, assim É.
 
É o que percebo, desfruto e compartilho.

 

quarta-feira, dezembro 25, 2013

Uma reflexão sobre o Natal

- Núcleo -
 
Em 25 de dezembro se comemora em todo o mundo o nascimento de Jesus.
 
Mas, então, surge uma questão... Qual Jesus?
 
- Aquele de quem disseram: "Ainda não tens cinquenta anos e dizes que viu nosso pai Abraão?", ou aquele que disse: "Antes que Abraão existisse Eu Sou"? [Jo 8:58]
 
- Aquele que disse: "Eu Sou o pão que desceu do céu"? Ou aquele de quem disseram: "Este não é Jesus, o filho de José? Nós conhecemos o pai e a mãe dele. Então, como é que ele diz que desceu do céu?" [Jo 6:41]
 
Não há dúvida de que no natal se comemora o nascimento de Jesus, por sua condição de Filho de Deus, que fez muitas declarações que estavam acima da compreensão da maioria daqueles de seu tempo.
 
Ainda hoje é assim!
 
Muitos ainda seguem o Jesus, Filho de José... embora ele mesmo tenha declarado que, em verdade, Ele é aquele que desceu do céu!  
 
Muitos ainda seguem o Jesus, que não chegou a ter cinquenta anos... embora ele mesmo tenha revelado ser aquele a quem Deus amou antes que houvesse mundo. [Jo 17:24].
 
Vejamos o testemunho de João Batista, um profeta que sabia interpretar os sinais do céu, e que conheceu pessoalmente a Jesus: "Vi o Espírito descer do céu como uma pomba e parar sobre ele. Eu não sabia quem ele era, mas Deus, que me mandou batizar com água, me disse: 'Você vai ver o Espírito descer e parar sobre um homem. Esse é quem batiza com o Espírito Santo.' E eu de fato vi isso e por esta razão tenho declarado que ele é o Filho de Deus." [Jo 1:32]
 
Agora que identificamos a qual Jesus estamos nos referindo – o Filho de Deus, em quem Deus Se compraz –, vejamos o que o próprio Jesus disse sobre o "nascimento", já que no natal é comemorado o Seu nascimento...   
 
Jesus disse a Nicodemos: "A pessoa nasce fisicamente de pais humanos, mas nasce espiritualmente do Espírito de Deus." E completou: "Por isso não se admirem de Eu dizer que todos vocês precisam nascer de novo."  [Jo 3:6-7]
 
Eis aqui o núcleo dessa reflexão sobre o natal: Identificamos o "Jesus" e também o "nascimento" ao qual estamos nos referindo!
 
Estamos nos referindo ao Jesus eterno, atemporal, o Filho de Deus que nos advertiu que todos nós temos que "nascer espiritualmente"!
 
Esse nascimento espiritual nos fará cogitar das coisas de Deus, porque, como está escrito na Bíblia, em Romanos 8:5, "os que vivem como a natureza humana têm as suas mentes controladas por ela. Mas os que vivem como o Espírito de Deus têm suas mentes controladas pelo Espírito. Ter a mente controlada pela natureza humana produz morte; mas ter a mente controlada pelo Espírito produz vida e paz".
 
Então esse é o verdadeiro "natal" que devemos comemorar: O do "nascimento" do Espírito de Deus em nós, que nos faz pender para as coisas de Deus, que nos dá Vida e Paz! O "nascimento" que nos leva a viver em Unidade com o Filho de Deus, que assim orou a Deus: "Eu estou neles, e tu estás em mim, para que eles sejam completamente unidos, a fim de que o mundo creia que me enviaste e que os amas como também me ama." [Jo 17:23]     
 
Notem que revelação: "... e que os amas como também me ama."
 
Assim, por essa oração percebemos que "viver em Unidade com o Filho de Deus" nos torna conscientes do Amor de Deus por nós!  
 
Enfim, a "reflexão sobre o natal" nos levou a essa mensagem do eterno Amor de Deus por nós, através da oração de Seu Filho amado, que é Aquele que verdadeiramente "desceu do céu e fez nascer em nós o Espírito de Deus", e por isso comemoramos!
 
Com essa mensagem de Amor universal, desejo a todos um Feliz Natal!
 

terça-feira, dezembro 24, 2013

O amor e a inutilidade

 
 
"Se você quiser saber se alguém te ama de verdade, é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade.
Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo: quem nesta vida já pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora?
E é assim que nós descobrimos o significado do amor...
Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim!
Feliz aquele que tem, ao final da vida, a graça de ser olhado nos olhos, e ouvir a fala que diz:
"Você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você!" (Pe. Fábio de Melo)