"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

sexta-feira, junho 21, 2013

Um mergulho na imensidão oceânica do Ser!

 
 - Núcleo -
 
 
Há um Ser Real, Oceânico...
Deus é este Oceano de Luz, infinito e eterno. 
De Suas profundezas Deus emerge à superfície de Si mesmo como Ondas do Oceano...
 
O Ser oceânico, infinito e eterno, é Quem somos!
Quando imergimos nas profundezas, nos percebemos em Unidade com Deus.
Quando emergimos à superfície, aparecemos como Ondas do Oceano de Luz.
 
Assim, há apenas um Oceano de Luz e Ondas neste Oceano.
Na superfície sou uma Onda e nas profundezas, Oceano.
Quando emerjo Me percebo apenas como a Onda.
Quando imerjo Me percebo como o vasto Oceano.
 
Vi cada um de nós como essa Unidade oceânica e muitas Ondas.
Sei que esta é a nossa essência e Realidade, é Quem somos.
Saibam que vocês são todos Ondas de um Oceano de Luz.
É o que percebo, o que desfruto e o que aqui compartilho.
 
 
 
Divinos personagens,

Assim como há incontáveis ondas no oceano, há incontáveis personagens no Ser. Assim como o oceano se manifesta como incontáveis ondas e isso não altera Sua natureza e unicidade, o Ser se manifesta como incontáveis personagens e isso não altera Sua natureza e unicidade. Do ponto de vista de uma onda o oceano é imenso, mas há incontáveis outras ondas. Do ponto de vista de um personagem o Ser é imenso, mas há incontáveis outros personagens. Embora possa haver, do ponto de vista do oceano, incontáveis ondas, todas serão percebidas como manifestações do próprio oceano. E embora possa haver, do ponto de vista do Ser, incontáveis personagens, todos serão percebidos  como manifestações do próprio Ser.
 
Assim como o Ser se percebe como Único, os personagens se percebem como incontáveis. O Ser se percebe como real e os personagens se percebem como reais… Eis a representação divina! Os personagens se percebem como reais. Personagens não são seres reais, a não ser para si mesmos. Assim, a não ser na representação, ou seja, a não ser do ponto de vista dos personagens, a representação é real. Por ser uma representação divina ela é realística, ou seja, parece ser real para os personagens.
 
Assim, o universo material, por ser uma representação divina, ele é realístico, ou seja, parece ser real para os personagens. O tempo, por ser uma representação divina, ele é realístico, ou seja, parece ser real para os personagens. O espaço, por ser uma representação divina, é realístico, ou seja, parece ser real para os personagens. Os personagens, por serem representações divinas, eles são realísticos, ou seja, parecem ser reais para os personagens. Enfim, todo o cenário material, tempo, espaço e os próprios personagens, por serem representações divinas, eles são todos realísticos, ou seja, parecem ser reais para os personagens.
 
Há duas percepções possíveis, uma delas percebe o Ser Real; a outra, percebe a representação do Ser. A primeira percepção é real; a outra é realística. No momento em que perceber que a representação é o que é, ou seja, que é apenas uma representação, estará percebendo o real! Não haverá o que temer, pois ela já não será o seu Senhor e não te afetará como pode estar te afetando hoje. Você poderá inclusive descartá-la! O fim da representação não acarreta o fim do Ser, nem sequer o afeta! [Quem você É não é afetado por quem você está sendo!] No Núcleo temos falado sobre as duas percepções possíveis e temos enfatizado que a percepção que vê a representação e o realismo é a percepção mental; e que a percepção que vê o real é a percepção consciencial.

Na Bíblia, em sentido figurado, mas como uma profunda revelação, há a seguinte afirmação: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram." (Ap 21:3-4)

As “primeiras coisas” a que se refere esta revelação bíblica é aquilo percebido pela mente, ou seja, é a representação, na qual existe mundo material, tempo, espaço e personagens.

O capítulo 21 do Apocalipse descreve “o novo céu e a nova terra”, e relata uma experiência consciencial de João. Há que se observar que no Núcleo temos enfatizado que por ser uma “experiência consciencial”, ela não pertence apenas a quem a teve, ou seja, não é válida somente para quem a teve, mas também, é válida para quem a percebe! As “experiências conscienciais” são percepções da realidade do Ser, e como tal são atemporais, são não espaciais, imateriais e impessoais. Isto quer dizer que as “experiências conscienciais” não são experiências da mente de um personagem, são revelações da Consciência do Ser Real [por isso são experiências conscienciais]. E uma vez vivenciadas, podem ser desfrutadas e compartilhadas com todos. Relatos de “experiências conscienciais” estão presentes nas Sagradas Escrituras de todas as religiões e devem ser assimilados consciencialmente. Não fará sentido analisar mentalmente uma “experiência consciencial”, e pretender contextualizá-la como sendo de alguém [personalizá-la]; ou como sendo de algum tempo [passado, presente ou futuro]; ou como sendo de algum lugar [um local na terra, ou no espaço].

Aceite com naturalidade, a princípio, a percepção mental, sem esforço, sem lutar contra a representação, sem negá-la, sem pretender desmascará-la. Apenas observe todo o cenário e os personagens. Observe seus argumentos, seus gestos, suas convicções e não julgue, apenas observe. Observe a tudo. Depois, siga adiante! Imerja-se em sua própria observação e a contemple! Sim, veja seu personagem observando a tudo.

Se seguiu estes dois passos [se observou a tudo sem julgar e se contemplou seu personagem observando a tudo] estará a um passo de meditar, de ter “uma experiência consciencial”! Note que sua parte vai apenas até aqui! Concentração e contemplação. Não pretenda ir além, não tente “meditar”, pois, não é a mente Quem medita, é a Consciência, e ela não é influenciada por nada que a mente [a percepção do personagem] possa fazer.

Quando você decide se concentrar e contemplar o cenário, parece ser você quem está “batendo à porta” da Consciência para que você tenha a “experiência de meditação”, mas não é isso o que realmente está ocorrendo. É algo muito mais divino. É algo além da imaginação! É o próprio Ser Real “Quem” está “batendo à porta” da sua mente e te convidando a deixá-la.

Do ponto de vista do personagem parece que ele se dirigiu ao Ser, mas, em verdade foi o Ser Quem se dirigiu ao personagem! Isto é assim porque todo o enredo do personagem é escrito pelo Ser. Como exemplo, um personagem de quadrinhos, como o “cebolinha” não dá um passo se o Maurício de Souza [se o Autor do personagem “cebolinha”] não o desenhar dando um passo! Assim o “cebolinha” só pode ter a percepção de que ele, “cebolinha”, é um personagem, se o Maurício de Souza escrever este enredo para o “cebolinha”. Mesmo assim, o “cebolinha” jamais terá “esta percepção” [A percepção consciencial é sempre do Autor, nunca do personagem]. É a “Consciência do Ser” Quem percebe “consciencialmente”, não a “mente do personagem”.

Apenas quando o personagem se volta ao Ser Real é que ele está prestes a perceber Quem realmente É. Em qualquer outra busca o personagem está se enveredando na representação. No momento em que percebe Quem É, percebe que não é ele, enquanto personagem, Quem percebe; mas sim, que é Deus Quem percebe; e que há apenas o Ser; que somente Deus é Real.
 
Este texto é endereçado aos que estão compartilhando a Verdade de si mesmos, a percepção de sua real identidade! Nesta visão não há porque deixar de estar na representação. Nós não somos “personagens”; essa não é nossa real identidade! Somos Quem sempre fomos, Quem sempre seremos! Sabemos que "antes que houvessem personagens, nós somos"! Cada um de nós É Quem realmente É. Somos o Ser Real, a divindade atemporal.

O que muda entre nós, enquanto personagens, é a percepção deste fato! Muitos estão completamente imersos na ilusão, e se vêem separados de Deus, se imaginam “filhos pródigos”. Outros se vêem imersos em Deus, e se percebem “Filhos de Deus”! O que muda é a percepção que cada um quer ter, não o fato em si, pois, a única realidade, a “real identidade” de todos é Deus!

A humanidade sempre teve esse conhecimento. Krishna veio ao mundo e revelou este conhecimento divino; Buda veio ao mundo e revelou este conhecimento divino; Jesus Cristo veio ao mundo e revelou este conhecimento divino. Muitos mestres, como Yogananda, Ramakrishna, Ramana Maharishi e Masaharu Taniguchi vieram ao mundo e revelaram este conhecimento divino. Não é um conhecimento novo, nem uma “verdade nova”. Trata-se apenas de uma “revelação da Fonte”, uma “revelação do Núcleo”. Todos os que convergem para esta Fonte têm esta percepção. É uma percepção para ser desfrutada e compartilhada entre todos, não para ser imposta, mas apenas para ser vivenciada.

Assim, os que estão no Núcleo não devem ter a intenção de reunir seguidores de uma nova doutrina ou de uma nova religião, mas sim, devem ter a intenção de compartilhar com aqueles que quiserem, de todas as religiões, esta visão da divindade!

Afinal, não faz diferença para Deus que o personagem esteja na representação percebendo apenas a representação, mas, faz enorme diferença para o personagem que ele esteja na representação percebendo a divindade! É a diferença entre estar “vivendo o que a mente concebe” ou “vivendo o céu”!

Por fim, lembro esta revelação do Cristo, a divindade que “apareceu como” o divino personagem, o Filho de Deus: O “reino de Deus” está dentro de vós! O Ser Real é o “Oceano de Luz e Bem-aventurança”! E no Núcleo desfrutamos a imensidão deste Oceano. Glorifiquemos a Deus por compartilhar esta percepção!

A paz seja com todos.

Muito obrigado.
 
 
 

3 comentários:

Silvano disse...

Divinos personagens,

A escolha do Gugu por iniciar uma série de textos do Núcleo com este texto, em especial, foi primorosa! Mais que isso... Não há nenhum Gugu, mas sim Eu aparecendo como! E quem lê este texto também sou Eu aparecendo como. Só há um Ser Real e infinitas manifestações deste Ser único, portanto, "só há Um de nós"! Sei que deve parecer estranho ouvir [ou ler]isso, a princípio. Mas no momento em que a percepção do Ser emerge em nós torna-se evidente dizer e ouvir isso! Isto porque a revelação que está agora sendo aqui compartilhada, a mensagem do Núcleo provém de uma Fonte impessoal, que é a Consciência do Ser, do meu e do seu Ser, que é único, o Ser Real. Contudo, não há percepção sem ação. Assim, os que quiserem desfrutar essa percepção devem participar, devem estar atentos a "Quem faz", a Quem aparece como; devem "interagir com o Ser" em quaisquer de suas múltiplas manifestações. Este blog é uma delas, o Gugu é uma delas; eu sou uma delas... e você é outra! Como você está "olhando para fora" eu estou aparecendo no que parece ser esta sua "realidade exterior"! Mas se você me percebe, perceba que esta percepção está em você... se continua me percebendo como se eu estivesse fora de você é porque sua percepção mental está ativada... Quando me perceber EM você estará me percebendo consciencialmente, e verá que somos o Oceano de Luz...

Gugu disse...

Sem dúvida,

Aos que quiserem conhecer o que é a percepção consciencial e exercitá-la, o que devem fazer é o seguinte:

Ao lerem o texto ou os comentários dos personagens (o personagem nunca é o foco de nossa atenção, quem quer que possam ser), devem interagir Comigo e percebe que Eu estou aparecendo como texto e também como aqueles que comentam os textos. Fazendo assim, o foco da percepção se extravia dos personagens (multiplicidade) e estebelece-se em Mim (Unidade, Eu sou o Tudo presente em tudo). Ao perceber que Eu estou aparecendo como, você estará interagindo Comigo, e não mais com personagens externos que parecem existir separados e isolados uns dos outros. Se você Me perceber, verá que Eu Me manifesto através do que quer que seja, pois Sou Onipresente. Minha manifestação (e sua interação Comigo) depende unicamente da sua percepção. Eu estou sendo Quem você é. Você é Quem sou, e não o personagem que está sendo. Então, por que não tenta interagir Comigo? Leia os textos partindo dessa visão consciencial, e não mais da visão mental. Interaja Comigo com essa mesma visão consciencial, e não levando em conta a sua percepção mental.

Comece agora!

Namastê!

Silvano disse...

Estejam no mundo mas não sejam do mundo...

Divinos personagens,
Jesus orou assim: “Pai, não te peço que os tire do mundo mas que os livre do mal.”

Em termos da linguagem usada no Núcleo o “mundo” é a “representação divina”. Notem que Jesus não orou a Deus para que fôssemos tirados do mundo, ou seja, não orou a Deus para que fôssemos tirados da representação, mas sim para que fôssemos libertos do mal, que é o pecado (tsumi, envoltório, como ensina Masaharu Taniguchi), ou seja, que é a “visão encoberta”, que vê somente a representação divina e nos faz permanecer inconscientes da “realidade divina” que subjaz à “representação divina”. Se permanecermos apenas na percepção mental, que vê somente a representação, iremos apenas “reagir aos personagens ou ao cenário”, e não iremos “interagir com o Ser”, por permanecermos inconscientes de Sua presença e realidade (em tudo).
Assim, estejam no mundo mas não sejam do mundo! Em outras palavras, estejam na representação mas não sejam da representação... E para estarmos na representação mas não sermos da representação é preciso estarmos “interagindo com o Ser” e não “reagindo aos personagens ou ao cenário”. Uma correlação direta do que acaba de ser compartilhado está na Bíblia em Romanos, capítulo 8, no qual é ensinado que: “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne e os que se inclinam para o Espírito, cogitam das coisas do Espírito.” A palavra “carne” diz respeito a tudo que se refere à “representação divina”, ou seja, ao mundo; e a palavra “Espírito” diz respeito a tudo que se refere à “realidade divina”, ou seja, a Deus. Assim, estarmos “no mundo” e não sermos “do mundo” significa que devemos “cogitar das coisas do Espírito”, ou seja, devemos “interagir com o Ser” e, que não devemos “cogitar das coisas da carne”, ou seja, não devemos “reagir aos personagens ou ao cenário”, porque é assim que a percepção mental se sustenta [reagindo aos personagens. Quando não reagimos ela se esvai e revela-se a face do Ser, o amor de Deus em nós]. Por isso Jesus ensinou que se alguém nos ferir a face devemos “oferecer a outra face” o que significa que devemos “não reagir a quem nos fere a face” e, mais que isso, devemos “oferecer a outra face”, a real face de Quem Somos, que é a compaixão, a bondade, a compreensão e o Amor!
No versículo 9 do capítulo 8 de Romanos está escrito que: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós.” Ou seja, “Vós, porém, não estais na percepção mental (que cogita das coisas da representação e reage de forma inconsciente ao que acontece na representação), mas na percepção consciencial (que cogita das coisas da realidade divina e interage de forma consciente com Deus), se, de fato, o Espírito de Deus (a percepção da Unidade) habita em vós.”
Por isso está escrito: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo (a percepção da Unidade pela qual Jesus orou em sua oração sacerdotal) esse alguém não é dele.” E ainda está escrito: “Se habita em vos o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, este mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do Seu Espírito (que percebe a Unidade) que em vós habita.”
Enfim, Filhos de Deus, estejam na representação mas não sejam da representação...