"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quinta-feira, junho 27, 2013

Quem está na Consciência do Ser é o próprio Ser

- Núcleo -


Pergunta:  Seria correto dizer que "Deus é a Consciência onde todas as coisas aparecem"? E se Deus for a Consciência onde tudo aparece, as coisas que aparecem nela  na Consciência de Deus  também são Consciência/Deus?


Resposta: Você perguntou: "Estaria correto dizer que Deus é a Consciência onde todas as coisas aparecem?”

O mundo onde as coisas "aparecem" é aquele que a mente humana "vê". Em Deus, na Consciência do Ser, todas as coisas "são": você É, nós SOMOS. Estaria correto dizer que "Deus é a Consciência onde todas as coisas SÃO."

E você também pergunta: "as coisas que aparecem na Consciência que Deus é também são Consciência/Deus?"

Na Consciência do Ser não existem "coisas". Tudo o que É é o próprio Ser que Deus É manifestando-se como. Na percepção consciencial não há percepção de nada além de Deus, além do próprio Deus que Deus É, além do próprio Ser que o Ser É.

As manifestações do Ser, numa multiplicidade de formas, são o próprio Ser Real. No universo da Consciência do Ser há uma multiplicidade de seres, todos eles são o próprio Ser em diferentes manifestações. Em todo o universo só há o "Ser Real". Só Deus é Real. "Eu Sou" (eu sou pleno) é a percepção de Deus, o Ser único.

Mesmo no nosso mundo, nesse "universo que a mente do personagem percebe" também tudo é Deus, porém a mente projeta a dualidade, ela percebe muitos onde só há Um. "Estive preso e fostes Me visitar, tive fome e Me destes de comer".

"Homem: Suba a montanha!". Eleve-se em espírito. "Desperta, tu que dormes; Ergue-te do leito, e o Cristo (O Cristo do teu Ser) te dará luz (te proporcionará a visão unitária, a percepção da unicidade de tudo)."

Todas as perguntas e dúvidas provém da mente dos personagens; as respostas estão na Consciência do Ser. As perguntas "parecem" provir de seu personagem humano (que levantou a pergunta) e as respostas "parecem" ser dadas por mim, que estou lhe falando. Mas "só há um de nós".

Nós estamos contracenando com a divindade, num universo divino, onde só Deus é real. Se parece haver "você", se parece haver um "eu" (o que está respondendo à pergunta feita por você), e se parece haver alguém mais que esteja lendo esse diálogo entre mim e você, tudo não é o que parece.

Contemple o "Ser Real" aparecendo como um personagem, num cenário divino e perceberá que você não é o personagem (não é o que aparece); você é o Ser que está observando o cenário e os personagens que contracenam. Saia do espelho! Tudo o que está no espelho do "mundo visível pela mente" não é o que parece. A mente é a percepção do personagem que está "dentro do espelho", a visão do personagem. A Consciência do Ser é a visão do Observador, que Se percebe "fora do espelho". Essas percepções revelam realidades diferentes. O Observador percebe apenas a imagem de Si mesmo e seus reflexos no espelho, reflexos perfeitos, harmoniosos. Tudo o que Deus faz "é bom" (Deus criou o mundo e viu que tudo era bom). Mas, dentro do espelho, no mundo das imagens, no universo visto pelos personagens, no universo criado pela mente do personagem, Deus, o Ser Real, não é percebido. Nós existimos em Deus! Não há realidade fora do Ser. O que há é uma realidade aparente. É preciso transcender a mente para ouvir a Consciência Se expressar.

Transcender a mente é ativar uma percepção que está além dos cinco sentidos. Até que esta percepção seja ativada Deus não será percebido pelos sentidos da percepção mental: visão, audição, tato, olfato, paladar. Em contrapartida, quando esta percepção é ativada todos os cinco sentidos percebem a Presença de Deus em tudo! O mundo revela a maravilha que é, em toda a sua grandiosidade, tanto nas pequenas quanto nas grandes manifestações. Quando a Consciência do Ser é alcançada, então a vida do personagem se transforma, as "coincidências divinas" passam a se suceder no cotidiano, o suprimento vem, as maravilhas acontecem.

Cristo disse: "Eu vim para que tenha Vida em abundância". Cristo é Filho de Deus, Ele não vem da mente humana, Ele vem da parte do Pai, da Consciência do Ser, em nós. É preciso permitir que o "Filho de Deus" se manifeste em nós para que o "reino de Deus" (o Universo real, aquele que Deus criou) seja percebido por nós. Enquanto isso não acontece permanecemos no universo da mente (criado por nós). O universo aparente e mutável é o que a mente percebe, é aquilo que "parece" ser, é a interpretação que a mente dá às coisas. O Universo real é o que Deus criou (descrito no primeiro capítulo do Gênesis).

As manifestações mudam, mas é sempre o mesmo Ser, a mesma Fonte. Quando se contempla a indescritível beleza e imensidão do Oceano, está se percebendo a manifestação visível do Deus Invisível. Quando se contempla o céu, as estrelas, uma flor, a vida e inteligência que há nas plantas e nos animais, ou o movimento de uma folha ao vento, o equilíbrio do voo dos insetos; tudo isso está revelando o que está por trás, Deus Onipresente, Aquele que sempre É, de Eternidade à Eternidade. As diversas manifestações revelam apenas o mesmo Ser, em diferentes formas – uma infinidade delas. Em síntese, perceba Deus "aparecendo como", desfrute-O, contemple essa visão, ela é sua por herança divina. O Homem é "Filho de Deus". Então, seja o que você É, assuma sua real Identidade. Descarte a ilusão. Você é real.

Perceba o Real, contemple o Real, interaja com o universo como um Ser Espiritual que você É. Dirija-se ao Ser, à sua Realidade interna. Não procure nenhum mestre exterior, no mundo físico. Se surgir algum em seu caminho será Deus aparecendo em sua realidade visível, mas a percepção será a de que as respostas do mestre SEMPRE ESTIVERAM EM VOCÊ. São como os ensinamentos de Goldsmith ou de Jesus, que emergem de nosso Ser como verdades que não haviam sido antes percebidas, mas que se tornam plenamente compreensíveis, porque vêm da mesma Fonte interna do Ser, que está neles e que está em você. Quando você se dirige a Deus com suas dúvidas, Ele move o Universo para responder. Seus instrumentos poderão ser uma música, um encontro casual, um ruído, um texto, um livro, um e-mail ou mesmo o silêncio.

Esteja atento!


8 comentários:

ALSIBAR disse...

Cadê o autor?

Gugu disse...

Olá, Alsibar,

Nos textos do Núcleo, o autor é sempre Eu (não o personagem, mas o Ser que está atuando por detrás de todos os personagens).

Isso porque o Núcleo não dá ênfase aos personagens, mas ao Ser. Ao invés de interagir com os personagens, buscamos perceber que "Eu apareço como", e nosso objetivo é interagir com o Eu, o Ser, que aparece como um personagem.

Por exemplo, neste instante, ao ler sua pergunta, minha mente poderia pensar (ela está pensando isso!) que é o personagem Alsibar quem está fazendo a pergunta. Mas, se eu conseguir perceber que sou Eu aparecendo como Alsibar (e também como a pergunta), estarei interagindo Comigo. Nessa percepção, Eu está aparecendo como Alsibar (e tb como a pergunta feita por ele) porque Eu tem algum propósito a cumprir através disso (mesmo que seja simplesmente esclarecer outras pessoas que, graças à pergunta, passam a se interessar pela mensagem). Ao meu personagem não cabe o papel de julgar o que vai acontecer, mas apenas observar o que vai se desenrolar.

Neste mundo, parece que são os personagens quem fazem as coisas (visto pela percepção mental é assim!), mas em realidade ninguém está fazendo coisa alguma. Tudo é Eu Quem faz. Esse Eu Real é Quem somos. Os personagens... apenas estamos sendo.

Não sei se você já leu a série "Preleções Nucleares: A Unidade Essencial". Antes de começar a postar os textos do Núcleo aqui, eu fiz um texto abordando o método didático do Núcleo de falar sobre a não-dualidade. Há também uma explanação de um quadro comparativo de duas colunas, tratando da percepção consciencial e da percepção mental. Se estiver gostando de ler os textos do Núcleo, sugiro que leia esta série, pois com ela você vai poder se situar melhor quando estiver lendo as outras mensagens do Núcleo que serão postadas.

E não esqueça, sou Eu quem está aparecendo como.

Gratidão, meu amigo!

Namastê!

Gugu disse...

Acredito que você tenha achado interessante no texto a questão dos mestres. Ele diz:

"Perceba o Real, contemple o Real, interaja com o universo como um Ser Espiritual que você É. Dirija-se ao Ser, à sua Realidade interna. Não procure nenhum mestre exterior, no mundo físico. Se surgir algum em seu caminho será Deus aparecendo em sua realidade visível, mas a percepção será a de que as respostas do mestre SEMPRE ESTIVERAM EM VOCÊ."


É isso. A nossa interação, o nosso foco deve ser sempre com o Ser, e não com os personagens (sejam eles iluminados ou não iluminados). As pessoas que no mundo vivem buscando encontrar "mestres" ou "sábios" para conseguir a iluminação... pessoas assim correm o risco de dar de cara com vários não-iluminados que se fazem passar por mestres espirituais (oferecendo satsangs, etc.) e isso faz com que a pessoa se desiluda. isso ocorre porque o foco de tais pessoas está errado, elas estão mirando o mundo, os personagens. Quando deveriam estar voltadas não para o mundo, mas para as cosias do alto (para o Ser).

E mesmo nos raros casos em que deparamos com uma pessoa iluminada... às vezes podemos ter a oportunidade de conviver com uma pessoa como um Mooji, um Krishnamurti, um Ramana... e, nesses casos, se nossa interação estiver sendo com os personagens ao invés de com o Ser, o nosso proveito espiritual não será o mesmo. Mesmo diante de um personagem iluminado, nós não devemos coloca-lo na frente do Ser (porque é o Ser quem proporciona a luz para aquele personagem iluminado). O Ser é a fonte, não o personagem.

Foi por isso que Jesus repreendeu um de seus discípulos. Um deles chamou-o de "bom mestre", e Jesus respondeu-lhe dizendo: "Por que me chamas 'bom'? Há apenas um que é bom, e este é o Pai que está no céu".

Em suma, quando percebemos consciencialmente, deixamos de dar ênfase aos personagens externos (iluminados ou não iluminados), deixamos de considerar que o mestre está lá fora em algum personagem e passamos a compreender que o Mestre está dentro! Dentro de nós. Se algum personagem iluminado aparece diante de nós, isso é o Mestre aparecendo. A ênfase (a interação) é sempre com o Mestre e não com o personagem. Por isso o texto diz: "não procure nenhum mestre no exterior, no mundo físico. Se surgir algum no seu caminho será Deus aparecendo em sua realidade visível. Deus move o Universo para responde-lo quando você se dirige a Ele." Mas, se Ele aparecer fora e você der mais ênfase ao personagem através do qual Ele aparece, você se desviou do caminho. Deverá, portanto, aprender a Me perceber aparecendo como tudo e todos e ter sua atenção voltada para Mim.

Namastê!

SERgio disse...

Maravilha de texto, cuja a Origem é o "Único Real-Onipresente"!

Deleito-Me(Eu sou EU...)com esta moderna linguagem do Núcleo, sobre a Verdade do Sempre!

Um texto que coloca -mesmo como um conceito- o que é essencial no que se refere ao que É...

A mente(que mente) é cega(e sempre será )para a Realidade subjacente às aparências, para a Vida "por trás" do que "parece mais não é"...
A mesma só "vê" o teatro de sua criação. Fazendo uma ilustração,é como se a Tela(tudo é a Tela) manifesta como personagem, dentro de um filme,e partindo do ponto de vista do personagem tentasse perceber a Tela,o que seria impossível.

Espero ver outros "apontes" como este do Núcleo,neste "Templo".
Diria que os mesmos são "novas edições" de revelações de outrora.

Grato a TI que aparece comoGustavo!

SERgio

Gugu disse...

Sim, SERgio, muitos outros textos do Núcleo serão compartilhados aqui. Espero que os leitores realmente saibam aproveitar o potencial contido nessas mensagens, que é muito grande.

Aliás, agradeço a você, por aparecer como Sérgio, mas datíssima vênia, você não conseguiu se esconder direito desta vez, pois o próprio nome "Sérgio" revela Quem você é. Então, meu amigo, devo dizer que a sua representação desta vez esteve muito fraca, não enganou ninguém! Mas é com Você mesmo que eu gosto de interagir! rssss.

Gratidão por aparecer como!

Namastê!

Anônimo disse...

Ativar a percepção .... Tão simples e tão dificil... Leitura de puro aprendizado. Obrigada!

Gugu disse...

Isso anôninma!

É bom ter em mente que nós não precisamos desenvolver ou despertar a percepção consciencial. Essa percepção já existe, já está desenvolvida, já está completa. Ela não é uma percepção mantida por nós (personagens), mas é mantida pelo próprio Ser. A percepção consciencial é do Ser. Por isso, nós não necessitamos despertá-la ou desenvolvê-la. O que temos de fazer é ativá-la (pois ela já existe, já está lá).

Fique com esses conceitos, tente ir interiorizando eles. Com o tempo eles vão entrando fundo e você, irão se assentar, e pouco a pouco causar uma transformação. O seu grau intuitivo da Verdade irá aumentando. Você não precisa fazer nada. O Ser cuidará de proporcionar a você essa percepção, no devido tempo. Apenas vá colocando-se disponível, receptiva, fazendo a sua parte.

Gratidão!
Namastê!

Anônimo disse...

No caso sou eu quem agradece. Suas palavras me causaram um certo alívio. Namastê!