"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

segunda-feira, agosto 17, 2015

O Mestre

- Núcleo - 


O Mestre se percebe a Si mesmo!

Só o Ser é real. O personagem é o próprio Ser representando. Quando o Mestre escolhe estar Se identificando com a representação, então surgem os personagens. Ele percebe a Si mesmo encenando. O Mestre está plenamente consciente de sua personificação como cada personagem.

Quando um personagem está à procura do Mestre, eis o Mestre! É o Mestre representando divinamente o papel de um personagem à procura do Mestre! Sua representação é tão divina que o personagem acredita ser o personagem, e certamente encontrará o Mestre. Sim, todos encontrarão o Mestre, porque já são Quem buscam, e perceberão a real identidade de Si mesmos. Quando esta percepção ocorre a um personagem, a representação continua no papel de muitos outros personagens.

Tudo o que está sendo percebido é a divindade representando papéis.

Sempre que um personagem percebe sua real identidade ele, sabendo ser Quem é, pode escolher permanecer no cenário em silêncio ou compartilhar sua percepção com os personagens que representam papéis de buscadores espirituais ou mesmo outros papéis. É isto que estamos fazendo no Núcleo. Estamos compartilhando a percepção de Quem somos, para que outros personagens saibam que é possível ter esta percepção e que continuem suas representações, mas já não mais inconscientes de sua unidade com o Ser, com a Vida, com Deus e suas incontáveis manifestações.

Há uma unidade essencial entre personagem e Ser que se revela por uma especial percepção que, uma vez sintonizada, revela toda a graça da criação divina! Esta é a real visão do Mestre, daquele que percebe, e que, por estar percebendo, sabe Quem percebe! Daquele que está representando e que, por estar percebendo que está representando, sabe Quem representa! Daquele que está vivendo o presente e que, por estar percebendo que está vivendo o presente, sabe Quem está vivendo o presente!

A Consciência de Quem faz é a percepção do Mestre a ser compartilhada. O “Mestre” é a Consciência do Ser; é Quem nos faz perceber o que disse o Mestre: “Eu de mim nada posso, o Pai em mim é Quem realiza as obras.”

Meditem sobre esta revelação. Estejam sintonizados no Ser, “in Theos”, desfrutem esta percepção e quando souberem que devem, compartilhe.

4 comentários:

Silvano disse...

No texto está expresso que “Tudo o que está sendo percebido é a divindade representando papéis”.

Poderia surgir a dúvida: “Se a divindade representa todos os papeis como é possível que Deus sendo Amor represente o papel de animais ferozes e até de seres humanos que agem como se fossem autênticas feras?”
A resposta está na própria pergunta na qual se depreende que se trata de uma representação, e que o ator divino sabe que nada de real está de fato acontecendo, a não ser no contexto da própria representação cujo realismo é convincente para a percepção das mentes dos próprios personagens que estão nela inseridos e que se identificam totalmente com quem estão sendo.
A identificação do ator divino com quem Ele “está sendo”, ou seja, com o “personagem” que “está representando” se dá através da percepção da “mente do próprio personagem” que está representando e não pela “percepção da Consciência do Ser”, dAquele que em realidade ele É.
A esse respeito importa observar que nem sempre o ator está representando um personagem inconsciente de sua real identidade! Basta que na representação o personagem passe a se ver através da percepção consciencial, ou seja, com a percepção da Consciência do ator divino e a real identidade do personagem se desvelará ao próprio personagem. É o que acontece com os “personagens despertos”, aqueles que mesmo ainda estando na Representação não fazem a identificação através da mente dos personagens que estão sendo, mas sim, com a Consciência do Ser Real. Na linguagem dos primeiros cristãos isso assim foi expresso:
“Já estou crucificado com Cristo [a identificação com a vida do personagem ou com o ego humano através da mente do personagem que estive representando, inconsciente do Ator que vive em mim foi transcendida]; e vivo, não mais eu [o personagem], mas Cristo [o Ator] vive em mim; e a vida que agora vivo na carne [a vida do meu personagem] vivo-a na fé no filho de Deus [vivo na percepção do Ator divino], o qual me amou {verdadeiramente com o Amor do Cristo, do Ator], e [na representação divina] se entregou a si mesmo por mim.”
E nesse ponto importa também observar que nem sempre o ator divino está representando um personagem inconsciente de sua real identidade mesmo estando na representação divina como um animal!
É o que é revelado nas escrituras védicas na qual a divindade esteve na representação divina consciente de sua própria identidade por exemplo com Peixe [Matsya], Tartaruga[ Kurma], Javali [Varaha], Homem–Leão[ Nara-Simha], Elefante [Ganesha], Macaco [Hanuman]
Contudo, quando a identificação do personagem é feita pela mente do próprio personagem todo o tipo de atitude desumana e inconsequente é possível por que neste caso os ”divinos personagens “ permanecem inconscientes de sua real identidade e “não sabem o que fazem”.
Assim, está escrito que: Apesar de tudo, Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo!” Lucas 23: 33

Silvano disse...


Por outro lado, por ser a própria divindade representando, por vezes podem alguns “divinos personagens” surpreender e revelar a Consciência do Ator!
Essa foi a percepção consciencial compartilhada por Jesus, como está escrito:
“Naquele mesmo momento, Jesus exultando no Espírito Santo [desfrutando a percepção consciencial] exclamou [compartilhou com esta ênfase]: “Ó Pai, Senhor do céu e da terra! [Senhor da Realidade Divina – céu - e da Representação – terra] Louvo a ti, pois ocultaste estas verdades dos [divinos personagens] sábios e cultos e as revelaste aos pequeninos [divinos personagens que aparentemente sem conhecimento algum da vida manifestam percepções conscienciais]. Amém, ó Pai, porque Tu tiveste a alegria de proceder assim.” Lucas 10: 21
Por isso é compartilhada aqui uma vez mais a percepção de que subjacente a todos os divinos personagens é apenas, e sempre, o Mestre Quem se percebe a Si mesmo!
Por ser assim, com esta mesma percepção da Consciência do Ser Pedro a compartilhou dizendo que: “Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas”.Atos 10: 34
É o que Aquele presente em Pedro, em você, em mim e em todos os “divinos personagens” me faz perceber, desfrutar esta percepção, e compartilhá-la.
Por isso é dito: Percebam, desfrutem essa percepção divina e a compartilhem!
A paz seja com todos!

Anônimo disse...

Fantastico este texto, somente quem está sintonizado ou sintonizando com o infinito pode realmente compreender a profundidade deste texto. quando o homem tem esses vislumbres de presença ou melhor preenchimento interno desfruta de uma paz quando está em si, e sofre uma inquietação quando está derramado na sociedade, seja trabalho, faculdade e outros, essa é a minha dinâmica realidade.

Gustavo disse...

De fato, o texto apresenta uma grande profundidade, que pode melhor ser compreendida quando usamos a intuição, e não o intelecto. A mente não é capaz de saber das coisas do Espírito. Somente o Espírito discerne o que é de natureza espiritual. Busquemos, então, estar sintonizados com Deus, sempre caminhando em direção a Ele.

Grato pelo comentário.

Namastê!