"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

segunda-feira, novembro 24, 2014

A convicção de ser o Ser Supremo

- Masaharu Taniguchi -


É lamentável que haja muitas pessoas que não conhecem a Verdade de que o homem é Deus. A Seicho-No-Ie surgiu neste mundo para transmitir esta Verdade suprema a todas as pessoas. É um equívoco pensar que o homem se torna arrogante  se compreender que ele é Deus. É um erro pensar que o homem perde a humildade quando compreende que sua essência é Deus. Quem faz tal suposição é aquele que jamais teve a experiência de despertar para a Verdade de que ele é Deus.

A pessoa que compreendeu que é Deus torna-se verdadeiramente humilde. Se Jesus conseguiu lavar os pés de seus discípulos, é porque havia compreendido que ele é Deus. A verdadeira humildade vem da convicção de ser Deus. Mesmo que uma pessoa pareça humilde, se não se conscientiza de Deus em seu interior (Natureza Verdadeira), está apenas se humilhando. Não confundam o humilhar-se com a humildade. A verdadeira humildade consiste em reconhecer sem resistência alguma a Verdade: "Sou filho de Deus originado de Deus e, por conseguinte, sou nada mais nada menos do que o próprio Deus". Quem reconhece esta Verdade é uma pessoa realmente humilde e dócil. É arrogante aquele que se rebela contra essa Verdade. Todas as arrogâncias e teimosias resultam da arrogância básica de não reconhecer a Verdade: "Eu sou Deus".

Os que têm ponto de vista diferente não têm como compreender a Verdade. Há quem pense que as grandes obras humanas são obras de espíritos que influenciam os encarnados e que o homem é mero fantoche dos espíritos, mas isso é uma heresia. Ensinamento correto é aquele que ensina que no interior (na natureza divina) do homem existe algo mais grandioso do que as sugestões  de espíritos-guias. O homem não é corpo carnal nem fantoche. O homem é Espírito, é Deus, é autônomo. Se os espíritos-guias podem pregar ensinamentos grandiosos e realizar obras grandiosas por serem espíritos, o próprio homem também pode, obviamente, pregar grandes ensinamentos e realizar grandes obras porque ele também é Espírito. Entretanto, há variação na qualidade de seus ensinamentos e obras porque há diferença de conscientização da infinitude do seu interior, tanto nos espíritos desencarnados como nos encarnados.

Sakyamuni não é, absolutamente, fantoche dos espíritos. Cristo também não é, absolutamente, fantoche dos espíritos. Ambos se aprofundaram na conscientização da infinitude de seu interior e finalmente atingiram, respectivamente, a natureza búdica e a natureza divina, razão pela qual inúmeros espíritos do mundo espiritual vieram servir a esses dois divinos. São dignos de pena os que veem apenas os espíritos vinculados a Sakyamuni e a Jesus, e não veem a natureza búdica que Sakyamuni conscientizou e a natureza divina que Jesus conscientizou. Ensinamentos de nível atingível por espíritos, o próprio homem é capaz de pregá-los. Portanto, se alguém diz que os ensinamentos de Sakyamuni e de Jesus não são ensinamentos deles próprios, mas de espíritos-guias deles, está sendo contraditório.

Homens, conscientizem-se da dignidade de si próprios. Conscientizar-se dela significa retomar a dignidade do próprio homem. A Seicho-No-Ie é o farol que surgiu para retomar a dignidade do homem.


2 comentários:

Silvano disse...

Personificações da divindade!
Meu divino Amigo Gustavo, que belo texto!
Este texto expressa a real natureza e identidade humanas! Quando todas as "certezas mentais" são postas de lado o que resta é a percepção daquilo que É, aquilo que é real e verdadeiro. Deus é real, portanto, o que é "nascido" de Deus é real. Sakyamuni e Jesus expressaram a "percepção" nascida de Deus e a compartilharam. Esta percepção por eles compartilhada é a mesma revelada neste texto por Masaharu Taniguchi. A importância maior desta percepção está no fato de que continua válida de forma atemporal e impessoal. Além disso, é a natureza divina do homem quem manifesta esta percepção e também quem a reconhece. Foi o divino neles quem percebeu o divino no "outro". É também o divino em nós quem percebe o divino no "outro". Em verdade é o divino em nós quem percebe a onipresença divina e que, assim, não há nenhum "outro"! Agradeço por Aquele que aparece como Sakyamuni, Jesus. Masaharu Taniguchi e agora como Gustavo por compartilhar a percepção divina!

Gugu disse...

Obrigado, Silvano!

Este texto foi retirado do livro "Revelações divinas", da Seicho-No-Ie. Masaharu Taniguchi recebeu várias revelações divinas ao longo de sua vida fenomênica... acredito que tenha sido algo em torno de 40 revelações. A revelação divina mais conhecida na Seicho-No-Ie é a "Revelação Divina da Grande Harmonia", aquela que começa com... "Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra (...)".

Com certeza, este texto expressa tanto a natureza divina quanto a natureza humana. É bastante nuclear.

Muito obrigado por suas palavras, sempre nucleares, sempre revelando o essencial. É um ótimo comentário.

Aguardo sua vinda à Bsb, em dezembro!
Grande abraço, meu Amigo!

Namastê!