"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

sexta-feira, novembro 28, 2014

DEUS É TUDO!


 - Frances T. Seal -


UMA EXPERIÊNCIA

Deus é tudo o que existe. Deus está sempre presente. Deus preenche todo o espaço. Nada há, senão Deus. Quantos de nós vêm repetidamente dizendo estas palavras em momentos de aparente necessidade para, em seguida, perceber as nuvens se dissiparem e a luz amanhecer novamente em nossa experiência! Entretanto, quantos não existem e que ainda precisam captar o sentido básico oculto em sentenças tão estupendas! São estas afirmações, aparentemente simples, que, compreendidas e praticadas, fazem com que as invenções chamadas pecado, tristeza e morte desapareçam, e que a Glória de Deus seja vista, compreendida e sentida "assim na terra como nos céus".

Recentemente, ocorreu-me uma bela experiência, reveladora de muitas coisas. Certa noite, notei que um de meus canarinhos estava indisposto. Pneumonia seria o nome a ser dado ao problema. Na manhã seguinte, ao me aproximar da gaiola cumprimentando os passarinhos, este pequenino lutava enormemente consigo mesmo e parecia estar à morte. Abri a gaiola e o tomei em minha mão. Ele caiu para o lado e fechou os olhos. Suavemente, coloquei-o no piso da gaiola e me afastei. Os seguintes pensamentos me vieram: quão frágeis e delicados são os canários; quão inúteis nos sentimos diante de um passarinho agonizando! De repente, bem rápido, veio-me a voz da Verdade, com sua força e poder: "É possível Deus ser tudo, e este canário estar existindo ao lado desse tudo?"

Bem, isso me parecia original e novo, como se nunca anteriormente houvesse considerado estas verdades. Mas, claro, Deus é tudo, e não poderia haver nada além de Deus. Deus é tudo – não há nada mais, e isto pôs fim à questão ali mesmo. Imediatamente o canário foi esquecido. A responsabilidade de curar, destruir a morte e demonstrar a vida, desapareceu. Nada mais havia, além da gloriosa consciência: DEUS É TUDO O QUE EXISTE. A voz continuou: "Se Deus é tudo o que há, então Deus está exatamente aqui, e Deus não pode morrer". Isto foi visto, sentido e compreendido, e eis que o canário voou para o alto de seu puleiro passando a gorgear em poucos minutos. Pouco depois, cantava a plena voz.


COMPREENDENDO O PRINCÍPIO

Como o botão fechado de uma rosa contém a rosa completa, assim esta percepção tem sido um botão de Luz Gloriosa, de onde provém uma grande iluminação. Foi percebido que Deus é tudo o que poderia estar presente, e a partir desta visão, o canário se apresentou vivo e passando bem. Por que a eliminação do canarinho do pensamento, pela renúncia em aceitá-lo como estando doente ou saudável, morto ou vivo, e apenas com este esquecimento pleno do pássaro, ele pôde ser restaurado à vida, à saúde e à harmonia?

Para ilustrar isto, visualize, no topo desta página (*nota: o texto original foi escrito em papel), uma foto de ovelhas pastando numa planície verdejante e, por perto, um pastor com o seu cachorro. E eu pergunto: que faz com que o pastor, as ovelhas e o cachorro sejam semelhantes? Para serem todos o mesmo, que coisa será esta, comum a todos eles ? Qual a substância deles? Eis a resposta: eles todos são papel. Sim, o papel é tudo o que eles são. As ovelhas que você vê, o pastor e o cachorro, todos são semelhantes, todos são a mesma substância. Não há nada ali, a não ser o papel! O cachorro não está ali como algo diferente do papel, mas o papel e o cachorro são um e o mesmo. Mas, apenas por diversão, pela alegria do quadro ou de sua forma, um é chamado de cachorro, o outro de pastor, o terceiro de ovelha, e assim por diante. Entretanto, por todo tempo, estaremos internamente conscientes de que o que existe é unicamente a presença do papel.


A UNIDADE

Chegamos agora a Deus e ao homem. Aliás, alguma vez lhe ocorreu que essa é uma afirmação ambígua? "Deus e homem?" Não seria melhor dizer de uma vez "o Tudo e algo mais?" Nós já lemos, ouvimos e falamos de Deus e idéia, de Deus e manifestação, de Deus e homem, mas temos de nos certificar que não podemos aceitar Deus como tudo e a existência de algo mais: se tivermos de ter o homem, a única forma coerente de fazermos isto é considerarmos Deus e homem sendo a mesma coisa, sendo o mesmo ser. Olhamos ao redor e vemos homens, mulheres, crianças, animais, pássaros e planetas. Qual é a substância de todos? Bem, a substância de uma coisa é aquilo de que a coisa consiste, aquilo que é essencial, vital. A substância de um tapete pode ser lã. A substância de uma cadeira pode ser madeira. A questão é: "Qual é a substância de todos os seres viventes?" Resposta: "É a Vida". Uma vez que Deus é a Vida, e Deus é tudo, a Substância de tudo é Deus, a Vida. A Substância do homem é sua Vida – é Deus.

Tudo que há de vital para o homem que seja real, imortal, imutável, é a sua Vida, sua Alma, seu Espírito. E isto, que é a sua Vida, sua Alma, seu Ser, é Deus, pois Deus é toda a Vida, Alma, Ser e Espírito em existência, agora e eternamente. Mantendo isso em vista, continuamos e deduzimos: se a Vida do homem é Deus, não poderíamos por um momento penetrar a forma chamada homem, mulher, criança, e perceber a Vida, a Alma, o Ser e dizer: "Isso é Deus – Deus é tudo o que existe?" Agora podemos facilmente olhar a foto com o homem, o cachorro e as ovelhas, e dizer: "Estas formas não estão separadas nem distanciadas do papel: aqui está o papel, e aqui estão as formas; o papel e as formas são um."

Então, após ver que o papel é a substância da forma, e que a forma não é nada separada ou afastada do papel – nada em si mesma –, podemos prosseguir: isto é um cão, isto é uma ovelha, este outro é um homem. Nós os chamamos por nomes diferentes; no entanto, em todo o tempo, sabemos que nada são por eles mesmos, mas que cada um é aquilo que o papel é. Isto não elucida a experiência com o canário? A revelação tinha sido esta: Tudo o que há para o canário é a sua própria vida; então, a Vida não é o canário, a Vida é Deus. E Deus não pode morrer. Para manter a visão na totalidade de Deus, eu teria de incluir incluir o pássaro, pois ele não existiria fora de Deus. Assim, à medida que espiritualmente fui percebendo que a Vida toda é Deus, e que Deus é a Vida toda em existência, o canarinho foi visto em sua condição correta de saúde e harmonia.

Aqui está outra lição maravilhosa. Se extrairmos o cachorro, o homem e a ovelha do papel, e percebermos a totalidade do papel, poderemos depois trazê-los-los de volta e compreendê-los. De forma que, quando eliminamos aquilo que é chamado de canário, homem, animal, e percebemos que a Vida que é Deus é tudo o que há para eles serem, podemos tê-los, compreendê-los e neles nos regozijarmos. E quando for percebido espiritualmente que Deus é tudo que há para qualquer vida e ser, não teremos mais mortos, e isto será demonstrado aqui mesmo, neste mundo.

Não profetizou Jesus: "Quem perder a vida – achá-la-á?" (Mateus 10-39). Aquele que perde o seu conceito de vida como homem, e percebe, com alegria indescritível, que sua Vida é Deus, encontra o verdadeiro Ser.

A Vida do seu Ser, a Alma do seu Ser, o Espírito do seu Ser, o Deus do seu Ser, é tudo o que há para você estar sendo. Assim, esqueça um pouco que você possa ser um homem, ou uma mulher, e pense em Deus como sendo tudo o que há – DEUS É TUDO.


A ILUMINAÇÃO NA PRÁTICA

Este é o significado da "renúncia". Você renuncia à noção de que haja Deus e algo mais. Você reconhece Deus como Tudo-em-Tudo. Olhe para a árvore em frente à sua janela. Elimine a forma dessa árvore e veja a Vida que está lá. Olhe para a criança, o homem, a mulher e veja a Alma deles, o Espírito deles, a Substância deles, o Deus deles. Que Universo maravilhoso do Espírito você tem!

Agora, não lhe será inato e natural saber que Deus não pode estar doente? Que Deus não pode estar enfermo, que Deus não pode ser pobre nem estar morto? Você sabe disso imediatamente, com todo o fervor do seu ser. Quando um homem olha para o outro, qual é a notícia que ele ouve? "Eu sou pobre, estou doente, sou ignorante". Mas, quando Deus olha para Deus, qual é a parte deles que é noticiada? "Este é o meu filho amado, em quem me comprazo". Qual das duas visões você prefere? Quais são as palavras que você adora dizer e ouvir?

Certa mulher veio a uma praticista para solicitar ajuda, afirmando que havia tentado, sem nunca ter conseguido, superar suas fortes dores de cabeça. Ela foi compelida a admitir que Deus não poderia ter uma dor de cabeça, e que Deus é tudo o que existe. Foi então que se tornou capaz de dar o alegre testemunho que chegou de Deus: "Tudo está bem". Outra mulher disse que seu lar e o seu marido eram um grande fracasso. Ele bebia muito, além de ser um pai e marido cruel. A ela foi dito que parasse de olhá-lo como seu marido, pois, Deus é que era realmente o marido dela. "Deixe que a forma chamada homem seja apagada de sua visão e veja, em seu lugar, aquilo que realmente está diante de você, a Alma dele, o ser dele, que é Deus, incapaz de pecar, e que é totalmente bondoso, terno, amável e compassivo. Saiba que Deus só pode expressar aquilo que Deus é". A resposta lhe veio no momento devido: "O nosso lar está maravilhoso! Meu marido é um novo homem. Ele é tão gentil e silencioso para comigo e as crianças, que nem sabemos como expressar tanta alegria e felicidade".

Jesus reservou seus ensinamentos mais profundos aos seus discípulos, àqueles que somente têm o amor de Deus em seus corações, dispostos a nascer de novo e dispostos a deixar de lado o sentido pessoal do ego. Dizer que Deus é tudo, sem conhecer esta luz e iluminação interior, é exaltar o ego, é colocar a glória e o poder onde não estão. Foi sussurrado a Jesus, que discernia profundamente as coisas, que se ele apenas reivindicasse esse poder para ele próprio, seria Rei de toda a terra, poderia marchar pelas ruas e soldados e escravos lutariam por ele e o adorariam. Mas não; ele lançou fora a noção tola do ego, e exaltou o Eu que é Deus.

Muitos não conseguem entender que todos os dizeres de Jesus se fundem num sentido único. Por exemplo, ele disse: "Todo o poder me é dado"; disse também: "Nada faço de mim mesmo"; disse ainda, "Aquele que vê a mim, vê o Pai", e "Eu sou o filho de Deus". Seria como se, na foto que você imaginou na folha de papel branco, uma das ovelhas pudesse dizer: "Quando você me vir, verá o papel, pois, eu e o papel somos um". Perceba que, separada do papel, a ovelha não tem existência alguma. Assim também é verdade que separado de Deus, não existe Ser algum. Não é este um fato glorioso? Uma rocha sobre a qual se apoiar para se antever?

"Aquele que exalta a si mesmo, será humilhado", pois sabe que, antes mesmo que possa sussurrar o significado de tais gloriosas palavras como, por exemplo, "Deus é Tudo", precisará receber Iluminação interior que lhe revele que ele, o conceito pessoal ou ego, nunca é Deus, pois somente Deus é Deus.

Olhamos ao nosso redor e vemos as formas chamadas homem, mulher e criança. Eliminando estas delineações, estas formas, que irá restar? A Vida! Isto já está ilustrado pelo fato de que, se você retirar a delineação da ovelha na foto, você terá como sobra o papel. Bem, poderia esta Vida – o Ser que é Deus, que é ilimitado – ter pneumonia, estar morto, ser cego, ou aleijado? Poderia esta Vida, que é livre, que é indefinível, que é incorruptível, imutável, imortal, ser condicionada, ignorante ou contaminada? Milhares de vezes, não! Coloque sua visão nesta Vida que você é, neste Deus que você é. Creia e tenha fé de que toda doença, tristeza, pobreza e morte são impossíveis e contrários à razão.

Poderia, por acaso, aquela ovelha da foto ter alguma coisa que não estivesse no papel? Tampouco poderia você possuir algo que não estivesse em Deus, e que não viesse de Deus. Seu Deus não pode ter febre, sarampo, ossos fraturados, doença, preocupação, medo; portanto, tais fatores não existem e você não os pode ter, tendo em vista que Deus é tudo e não há outro além dEle.


"Eu sou Deus, e além de mim não há outro".


Uma vez firmemente estabelecido nesta rocha, que poderia haver contra você? Suponha que a crença seja de surdez: poderia Deus ficar surdo? Aquele que instalou a audição poderia, Ele próprio, ficar sem ouvir? Você, de si mesmo, não possui audição. Deus é o único ouvinte.

Desde que não haja surdez de maneira alguma, por não haver nada além de Deus, saiba que "o Deus em mim" escuta perfeitamente, e que não há nada capaz de interferir com a perfeição de Deus. Deus é tudo o que existe, aqui e agora: o imutável, o perfeito, o absoluto e incondicionado, o Tudo-em-tudo.

Suponha que a crença seja de uma doença, dor, ou enfermidade. Saiba, com toda a sua força, coração e ser, que Deus não pode estar doente, enfermo ou em dor. Não há nada mais, além de Deus. Deus é harmonia, Deus é alegria, Deus é glória, Deus é Amor. Deus é saúde e inteireza, inevitáveis, irrevogáveis, aqui, agora, de todas as formas e para sempre. Nada há, senão Deus. A vida do corpo é Deus. A saúde do corpo é Deus. A ação do corpo é Deus. Isto não deixa Deus bem mais perto de você? É impossível que a vida esteja enferma, cega, surda, aleijada – impossível! A sua própria substância é a sua própria vida e ser, a própria saúde e força, não é verdade? O homem não está separado de Deus.

Não negamos a ideia da forma chamada homem; antes, nós a enaltecemos. Percebemos que a forma da individualização não é nada de si mesma, mas que sua realidade é o Espírito, é Deus, a Substância única em existência. O universo do Espírito está, portanto, povoado de seres espirituais, cujas identidades e individualidades são para sempre sustentadas e preservadas

Deus e homem são um, e este um é Deus. E poderíamos dizer, naquela foto que você visualizou, que a ovelha e o papel são um. Este "um" é papel. A Vida e suas formações são um, e esse "um" é Vida. Entretanto, esta unidade é tríplice, ou seja, uma trindade. A compreensão da trindade, Deus, constitui-se numa explanação do Pai, Filho e Espírito Santo, a qual é clara e extensivamente dada no livro-texto da Ciência Cristã. Toda forma representa o Espírito, Deus; e, à medida que o nosso discernimento de Deus como Tudo se torna mais iluminado e mais transparente, veremos, aqui e agora, seres tão glorificados, perfeitos e imortais, livres de nascimento e morte, como são eternamente agora, mantidos na Toda-Presença, no Deus que é Tudo.


5 comentários:

Silvano disse...

Meu divino Amigo Gustavo, o post atual revela que Deus é tudo!
Em seu comentário no post anterior a este você escreveu: “Que, neste Agora - e através da Mente que Deus é -, todos possam perceber Quem são!”
O ponto é este: Somente “através da Mente que Deus é” é possível perceber que Deus é tudo!
Sobre este ponto permita-me compartilhar o que segue.
Essa “Mente que Deus É” é a única Mente, a verdadeira! Na linguagem do Núcleo a Mente de Deus é chamada Consciência do Ser por ser ela a Consciência do Ser Único e Real. Este Ser é o Eu Verdadeiro, a nossa real identidade.
No texto este Ser Real é a própria Vida que subjaz a tudo o que está no papel, que é a representação divina. O texto concluiu afirmando que: Toda forma representa o Espírito, Deus; e, à medida que o nosso discernimento de Deus como Tudo se torna mais iluminado e mais transparente, veremos, aqui e agora, seres tão glorificados, perfeitos e imortais, livres de nascimento e morte, como são eternamente agora, mantidos na Toda-Presença, no Deus que é Tudo.
Para fins meramente didáticos, para que o nosso discernimento de Deus como Tudo se torna mais iluminado e mais transparente em contraposição à “Consciência do Ser”, que é a “Mente de Deus”, há a “mente humana”, que na linguagem do Núcleo é chamada de “mente do personagem”.
Enquanto imersos na “Representação”, ou seja, na “realidade dos personagens”, na realidade aparente, não percebemos a Realidade, o Universo Verdadeiro; o Universo da Consciência, o Universo de Deus, porque a mente dos personagens, que não é de fato nossa “Mente”, tem uma percepção própria, que na linguagem do Núcleo é chamada de “percepção mental”, que percebe conforme sua própria natureza, que é irreal. Assim, não sendo a nossa Mente, a mente do personagem não sendo real não percebe o real. É algo como a percepção que temos em sonho que durante o sonho percebe a realidade do sonho e não percebe que a realidade do sonho não tem substância, não percebe que o sonho não é de fato a realidade. Mas mesmo durante o sonho, em todo o tempo, a Mente Verdadeira está presente. No instante em que o sonhador se desperta reassume a identidade de Quem ele é.

Silvano disse...

E também entre os seres humanos há os que, mesmo durante o período de sonho, estão conscientes de que estão sonhando! Eles continuam “desfrutando o sonho” sabendo que é apenas um sonho. Os que são conscientes de que a “realidade dos personagens”, a “Representação”, não é a Realidade do Ser, a realidade de Quem Somos, na linguagem do Núcleo são chamados de “personagens despertos”. Eles são personagens que se identificam com “Quem realmente São”, se identificam com o Ser Real, com o Eu Verdadeiro, e não com “quem estão sendo”, com quem estão representando, não se identificam com a “identidade de seus personagens”.
Este é o motivo de Jesus, que é exemplo de um personagem desperto, ter dito: “Eu e o Pai somos Um.” E também: “Quem vê a mim vê Aquele que me enviou”.
Pelo mesmo motivo Sakyamuni, que é outro exemplo de personagem desperto, disse: “Eu sou Buda”, cujo significa é “Eu sou Desperto”!
Na representação, a fim de que os personagens possam ter parâmetros nos quais se referenciar há sempre “personagens despertos”. Por vezes esses personagens são bastante evidentes, mas na maior parte das vezes eles não são tão evidentes. Eles existem, sempre existiram e sempre existirão; estão dispersos no cenário mas nem sempre são notados. É assim para que a representação possa seguir o seu curso sem interferências em relação aos divinos personagens que não querem se despertar. Por outro lado para os que querem se despertar e perceber o Real há sempre um personagem desperto que compartilha sua percepção da Realidade e revela o caminho para a percepção do real. Neste texto Frances T. Seale evidencia ser um destes personagens. Mas certamente não é o único instrumento pelo qual a divindade está Se evidenciando. Os que compartilham suas percepções também são. Basta notar que o ocorreu a Aquele que na representação aparece como o divino personagem Gustavo, idealizador deste blog, ao compartilhar a percepção de que: “Lembrei que, na Bíblia, Eu já disse que: "Os Meus pensamentos não são os teus pensamentos; os Meus pensamentos são mais altos do que os teus pensamentos".
Esta aparente “lembrança” é em si uma grande chave de compreensão que remete ao texto sobre dois outros personagens: “Unicidade nos ensinamentos de Cristo e Buda”.
Um relevante comentário a este texto trata da relação entre “Percepção e Ação” e em certo ponto é exposto que:

Silvano disse...

“Na Bíblia Deus diz que os seus pensamentos não são os Meus pensamentos e os seus caminhos não são os Meus caminhos… Isto evidencia que há pensamentos que são mais elevados do que os pensamentos que são gerados na mente e que há uma percepção que é mais elevada que a percepção mental.
O referido comentário começa expondo que: No Núcleo dizemos que: “Não há percepção sem ação.” Mas, há dois tipos de percepção: A percepção mental e a percepção consciencial.
Devemos notar que a percepção mental, por ser a percepção da mente do personagem, tem a mesma natureza do próprio personagem, ou seja, existe apenas na representação. Assim, com a percepção mental, que é uma representação e, portanto, irreal, é impossível perceber o universo consciencial, que é real. O irreal não pode perceber o real.
A percepção real é da Consciência do Ser. A percepção a que se refere a frase acima é, portanto, a percepção consciencial! O sentido daquela frase é então: “Não há percepção consciencial sem ação.”
Mas, há também dois tipos de ação: A ação por interesse, que é motivada pelos frutos da própria ação; e a ação correta, que é desinteressada.
Percepção consciencial e ação correta estão sempre juntas. A manifestação de uma acompanha a manifestação da outra! Na “cosmologia do Núcleo” foi exposto que Deus concebeu em Sua própria Consciência um Universo repleto de “Seres”, e que todos são conscientes de que são o Ser Único, o próprio Deus.
O Universo consciencial e os seres que nele existem são reais!
Notem que o Universo Consciencial, o universo gerado por Deus em sua Consciência, é a manifestação da “percepção da Consciência do Ser” que Deus É em ação; é manifestação da percepção consciencial.
A realidade do Universo consciencial e dos seres conscienciais e a unicidade com Deus só é percebida consciencialmente. Só aquele que se percebe como um Ser Consciencial sabe que é “Um com Deus”, o único Ser real.
Da mesma forma como Deus partiu da percepção consciencial e agiu, também é possível partir da ação correta e perceber!

Silvano disse...

Com base neste princípio da reciprocidade, entre percepção consciencial e ação correta, é que os Mestres embasam Seus ensinamentos.
Observem que os Mestres dirigem Seus ensinamentos para o “reto agir”, para a forma correta de se viver. É a prática desta ação correta o que desperta em nós a percepção consciencial. É agindo como “Quem somos” o que nos torna conscientes de que somos “o Ser Real, o Ser consciencial, o Ser que não é material, que não é da “representação”. Cristo declarou: “Aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que Lhe agrada.” E disse anida: “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus.”
A ação correta está relacionada aos pensamentos elevados e aos sentimentos nobres, que quando vivenciados geram uma expansão dos limites da percepção do personagem e despertam a percepção da Presença do Ser.
Em outro trecho do comentário é exposto que Escreve Masaharu Taniguchi:
“Não é através do fenômeno que se conhece a Essência. Esta somente pode ser conhecida pela Essência da própria pessoa.
No budismo se diz que “somente Buda pode conhecer Buda”. Em termos cristãos, diríamos que “ninguém conhece o Pai, senão o Filho” (Mt. 11;27) ou “ninguém vai ao Pai senão pelo Cristo interior”. Por mais que analisemos o fenômeno, não conheceremos a Essência. Por mais que dissequemos o homem carnal, não encontraremos o homem-Essência. Somente alcançamos a iluminação quando a nossa Essência e a Essência do Universo se tocam diretamente, isto é, por meio da percepção direta, por meio do sentido da Essência.”
Perfeita explanação! Esta “percepção direta” ou “sentido da Essência” é a própria “percepção consciencial”, ou seja, é a percepção da essência do ser humano, de sua real natureza de ser consciencial, que é a percepção real; que percebe que toda forma representa divinamente o Espírito, Deus, e que de fato: Tudo é Deus!.
A íntegra do referido texto e comentário pode ser acessado no endereço http://nucleu.com/2012/09/06/unicidade-nos-ensinamentos-de-cristo-e-buda/
Namastê.

Gugu disse...

Meu Amigo Silvano,

Excelente e bela explanação, foi este seu comentário! Permita-me publicá-lo como texto deste site, pois acho importante ter um texto como este ao lado de tantos outros, igualmente verdadeiros e profundos!

Agradeço imensamente por essas palavras compartilhadas!

Namastê! _/\_