"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

segunda-feira, julho 28, 2014

Um importante comentário

 
 - Núcleo -


Permita-me compartilhar o que segue sobre uma citação bíblica postada.

"Disse-lhes, pois, Jesus: se Deus fosse o vosso Pai, certamente me [Cristo] amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus [a Realidade, que a Consciência sabe ser algo real]. Não vim de mim mesmo, mas Ele [o Ser Real] me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. Vós tendes por pai ao diabo [a Representação, que a mente acredita ser algo real. Mas por ser apenas uma "Representação" não é algo real. Tudo o que se origina da "Representação" tem a natureza da própria "Representação", ou seja, é também irreal], e quereis satisfazer o desejo de vosso pai."

O termo "pai" aqui se refere à "fonte de onde provém", ou seja, "aquilo que dá origem" à Representação. Ele tem a mesma natureza da Representação. Portanto, sendo a Representação algo irreal sua fonte é também irreal. Nos ensinamentos do Caminho Infinito o mais sutil a ser percebido é que só há uma Realidade, e Joel Goldsmith compartilha essa percepção ensinando e enfatizando que "só há um Poder"! Essa é a base de todo ensinamento espiritual. A contraposição entre bem e mal é uma criação puramente mental, vez que nada há de real que se contraponha ao Real, à Realidade. A Realidade é o que É. A Representação não se contrapõe à Realidade, pois suas naturezas são totalmente distintas. A Realidade É; é real. Representação não É; é irreal. Há uma prece védica que diz: "Oh Senhor; Do irreal nos conduza ao Real; Das trevas nos conduza à Luz; E da morte nos conduza à Imortalidade." Trevas e morte pertencem ao irreal, ou seja, pertencem à Representação; Luz e Imortalidade pertencem ao Real, ou seja, pertencem à Realidade. Neste ensinamento Jesus revela que veio do Ser Real, da Realidade que é Deus; e não de si mesmo, ou seja, não veio da Representação na qual ele aparece como um "personagem" ou "ser humano". Em outra passagem quando os judeus argumentam que: "Ainda não tens 50 anos e conheceu nosso pai Abraão?" Jesus responde revelando que: "Antes que Abraão existisse Eu Sou." Isto porque os "personagens" têm origem e existência na Representação, mas o Ser Real tem origem e existência na Realidade. Jesus, na referida passagem dá a conhecer sua real identidade, de que é o Ser Real, atemporal, que É e sempre É, por isso declarou: "Eu Sou". É de tal forma distinta a natureza da Realidade em relação à natureza da Representação que aqueles que são da Representação, ou seja, os personagens, não entendem a linguagem e nem sequer conseguem ouvir a palavra daquele que é da Realidade. Por isso Jesus adverte dizendo: "Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra."

Nesse ponto é oportuno transcrever a percepção compartilhada por aquele que aparece como o divino personagem Gugu como sendo um comentário, mas que é de fato uma percepção consciencial, a qual expressa:

"A crença coletiva é derivada de um pensamento universal ilusório que diz que "o homem se separou de Deus". Esse pensamento universal ilusório gera a crença de que "se o homem se separou da perfeição, então ele é um ser imperfeito passível de erros, pecados, culpas; e uma vez que seja pecador ou culpado deve ser punido a fim de que sua transgressão seja apagada e ele recupere sua perfeição". Todavia, quem diz isso é a ilusão. A ilusão quer fazer o homem "pagar" por seus erros/culpas. Porém, uma vez que a ilusão tem sua origem em um pensamento de separação, por mais que o homem pague pelos seus (supostos) pecados, nunca retorna realmente à sua condição de pureza ou perfeição. A ilusão engana o homem dizendo que se o indivíduo for punido por suas culpas poderá expiar os pecados e recuperar sua inocência; todavia, devido à sua natureza, a ilusão não tem o poder de conceder ao homem o seu estado íntegro e puro, porque a perfeição, a integridade e a pureza são pensamentos ["pensamentos elevados" ou "percepções conscienciais"] da Verdade. O homem não é perdoado de seus pecados por sofrer ou por realizar penitências ou práticas ascéticas, não realmente. O perdão verdadeiro ocorre quando se reconhece desde o princípio que o pecado não existe – desde o princípio!"

E aqui está a chave de compreensão! "Reconhecer desde o princípio que o pecado não existe" significa "perceber" este fato! Significa "perceber consciencialmente" este fato, o que difere de "acreditar" (mentalmente) que o pecado não existe... Acreditar (ou não acreditar em algo) é próprio da mente do personagem, e continua sendo algo que está na Representação, na visão da mente dos próprios personagens. Outra coisa é "perceber", ou seja, "perceber consciencialmente" a Realidade, que significa "conhecer a Verdade". Jesus não disse: "Acreditem na verdade - e ela os libertará." Isto porque o "acreditar" é uma forma de "percepção mental", algo que não liberta da visão da Representação. Jesus disse: "Conheça a Verdade - e ela os libertará". É a visão que transcende a Representação o que liberta da visão da Representação; não é o acreditar, não é a crença, numa Realidade transcendente à Representação o que liberta da visão da Representação. E aqui vai outra chave para apreensão dos ensinamentos espirituais: "Perceber" é algo imediato; diferentemente de "acreditar", que é um processo, que depende de raciocínio ou de associações com fatos e experiências passadas, e não é imediato. Para "perceber" é necessário estar em estado de silêncio e receptividade interior. Perceber é ouvir, não é falar... É "perceber-Se"; é "perceber-se em Unidade com o Ser Real". Na Bíblia é revelado: "Aquieta-te e saiba: Eu Sou Deus.". O termo "saber" tem aqui o sentido de perceber. Ou seja: Aquieta-te e perceba: Eu Sou. Perceba a real identidade!

Ao dizer que: "O perdão verdadeiro ocorre quando se reconhece desde o princípio que o pecado não existe", isto, o reconhecimento de que o pecado não existe, desde sempre, desde o princípio, exemplifica uma "percepção". Outro exemplo de percepção foi a compartilhada por Masaharu Taniguchi que disse: "O homem é filho de Deus." Esses são exemplos de percepções conscienciais que têm sido compartilhadas pelos que percebem, mas que só têm efeito quando assimiladas da mesma forma como o foram compartilhadas! Essas percepções conscienciais compartilhadas têm que ser percebidas e não apenas acreditadas como sendo revelações divinas. Isto porque não se assimilam percepções conscienciais a não ser consciencialmente. Em termos bíblicos é revelado que "as coisas espirituais se discernem espiritualmente."

Por isso disse Jesus: "E, se vos digo a verdade, por que não me credes? ["crer" aqui não significa apenas acreditar, mas sim, significa "perceber", ou seja, "ter fé", "ter a percepção", "a certeza das coisas que não se veem"] pois... "Quem é de Deus escuta as palavras de Deus..." (João 8: 41-47). E quem são os de Deus? Eis outra percepção compartilhada, que é a chave de compreensão desta revelação divina: "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus." (Romanos 8:14).

Namastê!


Um comentário:

Gugu disse...

Agradecimentos ao meu Amigo Silvano por este comentário enriquecedor!

Namastê!