"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Liberdade da Vida - 2/2

Masaharu Taniguchi


Sendo assim, como a Seicho-No-Ie pode transcender os quatro sofrimentos? Não é nada difícil. É fato que há pessoas que vieram à Seicho-No-Ie e estão felizes porque se curaram de doenças. Outras, porque ganharam dinheiro. Outras, porque vem a elas tudo que desejam. Tais fatos são estados de liberdade da vida. Uma pessoa que estava com a mobilidade limitada pela doença se cura e passa a se movimentar livremente – isso é, sem dúvida, prova de que a Vida retomou a liberdade. Alguém recebe dinheiro justamente quando estava precisando dele, ou ganha castanhas quando sentia o desejo de comê-las, ou recebe de presente maçãs quando as desejava, ou chegam doces quando os desejava – podemos dizer que, em tais casos, manifestou-se a liberdade da Vida da pessoa. Sem dúvida, isso é um fato. 

Mas, se há pessoas que dão importância apenas a essas coisas materiais e vivem agradecendo apenas por isso, elas estão por demais inclinadas para o lado material, e não se pode dizer que vivem o verdadeiro estado de libertação. Quem pensa que ter liberdade é apenas receber graças materiais, um dia acaba tropeçando. Em suma, a verdadeira liberdade não é obtida por aqueles que se contentam em obter graças materiais no mundo limitado. O mundo fenomênico, material, que percebemos através dos cinco sentidos, é um mundo transitório. Sakyamuni disse: “Tudo é efêmero”. Todo fenômeno é passageiro e não tem outro destino senão desaparecer. Mesmo que a pessoa se cure da doença, um dia acabará morrendo. Mesmo que ganhe dinheiro, este poderá diminuir. Ainda que não diminua, um dia o corpo carnal chegará ao fim, e a pessoa terá de deixar seus bens e partir. Isso é um fato. Essa é uma verdade. Os fenômenos materiais que conhecemos através dos sentidos são todos transitórios. Se não conseguimos obter a verdadeira libertação, a verdadeira liberdade da Vida dentro dessa transitoriedade, não podemos dizer que experimentamos verdadeiramente a liberdade da Vida. Eis a verdadeira libertação religiosa, a salvação religiosa.

Religião não existe para as pessoas ganharem dinheiro, nem para curar doenças. Naturalmente, há casos em que as pessoas ganham dinheiro e também há casos em que as pessoas se curam de doenças. Bem entendido: há casos. Isso porque trata-se de fenômenos consequentes. O mundo fenomênico é manifestação das ondas mentais, que são passageiras. Quando produzimos ondas mentais positivas, estas se projetam na tela tridimensional do mundo fenomênico, em forma de corpo saudável ou de um lar feliz. Mas essas coisas também são transitórias e um dia deverão desaparecer. Se nos apegarmos a esses resultados benéficos, considerando-os perenes, perderemos a liberdade da Vida. Nós, vivendo neste transitório mundo fenomênico, devemos apreender o nosso Eu Verdadeiro, imperecível e verdadeiramente livre, que está por trás da imagem passageira, destrutível, fadada a desaparecer um dia. Somente quando apreendemos verdadeiramente esse Eu, conseguiremos experimentar realmente a liberdade permanente, em meio às coisas passageiras. Isso não pode ser conhecido por observador externo: trata-se de conscientização individual. Conscientizar a Vida eternamente imutável e indestrutível dentro da transitoriedade – isto é a verdadeira salvação, a libertação religiosa.

Na Seicho-No-Ie, encontramos a expressão “Viver o agora” em várias passagens da coleção “A Verdade da Vida”. Quando conseguirmos viver o “agora eterno”, viver o eterno instante do “agora”, teremos a real sensação de que não nos importamos de morrer fisicamente logo a seguir. É essa a verdadeira liberdade vivenciada pelas pessoas que vivem a vida eterna no instante do agora. Portanto, quem age como aquela mulher idosa que pediu “Mate-me agora” e, quando alguém ameaçou mata-la, pediu que lhe poupasse pelo menos a vida, não conhece a verdadeira liberdade da Vida. Obviamente, não existe aí a verdadeira libertação. A verdadeira liberdade deve consistir em experienciar a Vida eterna em cada momento, em cada instante. Nesse momento, conscientizamos que naturalmente, no estado presente, vivemos o infinito, a eternidade. 

O importante é o agora no estado presente. Alcançamos a verdadeira liberdade quando apreendemos o “naturalmente, no estado presente”. Esta expressão é difícil de explicar, mas, quando apreendermos esse “naturalmente, no estado presente”, estaremos reconciliados com tudo e com todos, unido a todos. E a Revelação Divina constante do início de A Verdade da Vida, Vol. 1, diz o seguinte: “Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra. Quando se efetivar a reconciliação com todas as coisas do céu e da terra, tudo será teu amigo. (...) A reconciliação verdadeira não é obtida nem pela tolerância nem pela condescendência mútua”. Tentar tolerar o outro, pensando “Vou-me reconciliar com ele, pois a reconciliação é o princípio fundamental do Universo” não é harmonizar-se verdadeiramente. Quando nos colocamos num ponto do Universo, isto é, num instante do tempo que corre desde o passado infinitamente remoto até o futuro sem fim, compreendemos que a Vida eterna vive agora em nós, que todas as vidas vivem dentro dessa correnteza eterna, e que estamos salvos agora, naturalmente, no estado presente. Quando compreendemos isso, todos os fatos e coisas se transformam em motivo de gratidão. É diferente de tolerar e condescender para tentar viver em harmonia com os outros.  Quando despertamos espiritualmente e sentimos “Sou grato, assim como estou. Aqui, agora, vive a Vida eterna. Graças! Muito obrigado!”, somente então, tudo e todos estão harmonizados verdadeiramente.

Quando Buda Sakyamuni alcançou o despertar e compreendeu que vive o agora eterno, a Vida eterna agora, e alcançou a verdadeira libertação, a liberdade da Vida, somente então o seu despertar manifestou-se como luz da misericórdia. 

Por exemplo: vejamos os dedos das mãos. Cada dedo está situado num determinado ponto da palma da mão e aparentemente existe independente de outros dedos, mas essa aparência é falsa. Situando-se separadamente no tempo e no espaço, todos os dedos estão, ao mesmo tempo, integrados na mão como um todo e ligados entre si como irmãos. Cada dedo é extensão de uma vida ou substância chamada “palma da mão”. Como podemos perceber por este exemplo dos dedos, o que vemos como “outros”, aparentemente distintos de nós, não são de forma alguma seres separados de nós; todos os seres viventes e nós constituímos um só ser. Quando compreendemos esta Imagem Verdadeira da unidade dos seres, surge em nós o sentimento de misericórdia ao próximo, e realizamos trabalho para a salvação dos semelhantes ou “ações de bodisatva”. Portanto, o trabalho de Buda Sakyamuni após despertar para a Verdade consistiu em propagar a toda humanidade esse despertar que alcançara. Eis a missão de um Buda.  

Segundo registros, em determinada ocasiões, ele ajudou as pessoas materialmente e deu remédios para doentes, mas o que Sakyamuni desejou proporcionar à humanidade foi que cada pessoa conseguisse atingir a verdadeira liberdade da Vida. Permitir às pessoas viver a Vida eterna em cada instante do “agora”, sem se apegar aos aspectos transitórios do “nascimento, velhice, doença e morte”, e fazer com que elas despertem para a Vida verdadeira, que é infinita e livre, e que existe agora em cada instante do viver – foi esse o maior desejo do grande e santo homem Buda Sakyamuni. E é nisso que se baseia toda a sua pregação. Segundo ele, a salvação das pessoas necessitadas nem sempre consiste na doação de bens materiais. Disse até que, nos anos em que uma região fosse castigada pela fome, os discípulos deveriam visitar a casa de camponeses pobres para fazer mendicância religiosa. Chegar à casa de um camponês que sofre de pobreza, má colheita e fome, e pedir uma tigela de comida, significa tirar ainda mais do pobre que está sofrendo.

Mas a liberdade que Sakyamuni desejou às pessoas não é a liberdade material. É a liberdade que faz brotar no coração da pessoa o sentimento de amor, ou seja, o desejo de dividir com o religioso o pouco da comida que tem. Esse sentimento de amor constitui a natureza búdica. A misericórdia constitui semente (natureza) de Buda. Sakyamuni disse que fazer mendicância religiosa entre os camponeses pobres na época da escassez, com o intuito de despertar neles essa natureza (semente) búdica, é que constitui, paradoxalmente, a verdadeira misericórdia. Naturalmente, trata-se de pregação-expediente, feita de acordo com o nível e a situação das pessoas. Ele pregou de variadas formas, de acordo com variadas situações. Em seus 40 anos de pregação, pregou de várias formas, e por isso o budismo de hoje está dividido em várias ramificações. Mas, em suma, o que pretendeu Buda Sakyamuni para as pessoas não foi a cura de doenças nem ganho de dinheiro. Foi a libertação, que transcende tais benefícios materiais. Esse foi o objetivo da salvação da humanidade empreendida por Buda. Naturalmente, algumas vezes ocorreram curas como consequência. 

Consta na sutra Agon-Kyô (Sutra Agama) que, certa vez, Sakyamuni visitou um discípulo e o encontrou doente, com febre. Então, disse-lhe que recitasse novamente as sete fórmulas para alcançar o despertar, que lhe tinha ensinado havia algum tempo. O discípulo obedeceu, recitando novamente as fórmulas, e imediatamente ficou curado. Considerar por isso que Sakyamuni era possuidor de poderes sobrenaturais não é totalmente errado. Mas, na realidade, esse monge estava doente porque havia se esquecido dos sete meios para alcançar o despertar. O mestre mandou que se relembrasse deles e os recitasse, e o discípulo ficou curado quando assim fez. Semelhante conselho é feito pela Seicho-No-Ie quando recomenda a leitura de “A Verdade da Vida”. Diante do conselho: “Recite, pronuncie novamente”, o discípulo recitou na hora; portanto, ensinamento devia estar na memória. Mas, como não estava à tona do consciente, o discípulo estava em ilusão e, consequentemente, havia adoecido.

Mesmo que entendamos perfeitamente o teor dos livros da Verdade, devemos relê-los em voz alta, para que entre em ação a força da palavra (vibração). Assim é a força do mantra Shingon, do Odaimoku, do Namu-Amida-Butsu, da transcrição manual de sutra, enfim, o poder da palavra. Pelo poder da palavra se desperta o Buda de nosso interior. Por isso, não devemos pensar que não há necessidade de novas recitações porque já atingimos o despertar espiritual, ou que não há necessidade de releitura porque já compreendemos a Verdade. Devemos constantemente recitar Namu-Amida-Butsu, recitar o Odaimoku,  ler livros sagrado e Sutras Sagradas. Assim procedendo, a Verdade – que estava esquecida (se bem que é impossível esquecê-la por completo) e escondida no fundo do subconsciente – submerge vivamente pela força da palavra. Com isso são eliminadas todas as impurezas mentais, e acabam acontecendo curas como a do discípulo citado na sutra Agon-Kyô. 

Mas o corpo físico é algo transitório, uma imagem projetada no mundo fenomênico. É semelhante a um filme: por mais saudável que seja o lutador projetado na tela do cinema, ele inevitavelmente acaba desaparecendo. Por mais saudável que se apresente o nosso corpo, ele não passa de uma imagem passageira. Por isso mesmo, consta na Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade que “por mais saudável que esteja um lutador, desde que ele veja o corpo como seu Eu, ele é um elemento perecível e não é verdadeiramente saudável”. É verdade que na Seicho-No-Ie, dizemos que doenças são curadas e que vem a nós o que desejamos; mas, se nos apegarmos a tais fatos, acabaremos caindo no fundo do poço da ilusão.

Esta manhã recebi carta de um adepto, cujo teor diz o seguinte: “Enviei-lhe uma carta com um pedido de cura à distância, mas recebi de outra pessoa, e não do mestre Taniguchi, uma resposta fria dizendo que ‘A Seicho-No-Ie não é médico e, por isso, não faz tratamentos de doença. Sentimos muito, mas pedimos compreensão.’”. Mas isso é óbvio, pois a Seicho-No-Ie não é médico e, por isso, não cura doenças. A referida carta está escrita em tom raivoso e diz mais o seguinte: “Eu pedi cura à distância. Para começar, quem iria pedir cura à distância a um médico? Justamente por ser Seicho-No-Ie que solicitei esse tipo de cura”. Ele pensa equivocadamente que a Seicho-No-Ie é uma clínica de cura espiritual ou algo parecido. Mas a Seicho-No-Ie não é lugar onde se pratica cura espiritual. Ela recomenda: torne a recitar o meio para alcançar o despertar, repita-o em voz audível, repita-o mentalmente e conquiste a verdadeira liberdade da Vida, para assimilar a vida eterna no instante do Agora. Isto é o fundamental. Fazendo o que é fundamental, manifesta-se a saúde no transitório mundo fenomênico, e também a difícil situação financeira é solucionada de modo natural, manifestando-se a abundância. Isso é uma consequência natural, pois, quando a nossa mente alcança a liberdade, esta se projeta na tela de tempo e espaço em forma de benefícios materiais. 

Porém, aquela carta diz: “Seicho-No-Ie é falsa? Consta em A Verdade da Vida dois ou três exemplos de doentes que se curaram quando pediram oração ao mestre Taniguchi. Causa-me estranheza que, quando solicitei cura à distância, respondeu-me outra pessoa em seu lugar, afirmando que a Seicho-No-Ie não é médico. Serão mesmo verdadeiros os inúmeros exemplos de cura constantes no livro A verdade da Vida?, etc., etc.”. Enfim, consta uma série de palavras insultuosas.  

De fato, há pessoas que me enviaram carta pedindo cura à distância e que realmente se curaram. Mas as pessoas que obtiveram a cura têm estado de espírito condizente com a cura. Jesus também disse: “Tua fé te curou”. Se alguém tenta ligar um aparelho de rádio de má qualidade ou quebrado e não consegue ouvir nada, a culpa não é do locutor ou da emissora. Por isso, é um erro dizer “Não ouço o locutor falando; e a emissora é um embuste”. Aquele que, dessa forma, critica os outros e alimenta ódio contra o próximo não alcançou nenhuma liberdade de espírito; ele tem unicamente ilusão mental e sentimento de apego, que são como aparelho de rádio avariado. Enquanto tal vibração de ilusão se manifestar no mundo fenomênico, não pode aparecer outra coisa senão doenças e dificuldades. Peço que tais pessoas abram e leiam as primeiras páginas do volume 1 da coleção A Verdade da Vida, onde consta solenemente: “Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra”. Prosseguindo, na sutra está escrito claramente: “Não havendo a reconciliação com todas as coisas do Universo, mesmo que Deus queira te auxiliar, as vibrações mentais de discórdia não te permitem captar as ondas da salvação de Deus”. 

Porém, o missivista citado anteriormente segura firme na mente apenas a doença e fica ressentido por não ser curado. Está muito enganado, se pensa que com tal atitude mental será curado e se foi com essa intenção que abraçou a Seicho-No-Ie. Infelizmente, ele não compreendeu realmente o que a Seicho-No-Ie prega. Por isso digo: “Antes de mais nada, leia A Verdade da Vida. Releia-a muitas vezes, até compreender a fundo a Verdade”. Seja oito ou dez vezes, lendo e relendo atentamente, acabará por compreender a Verdade e, de acordo com o grau dessa compreensão, acabarão desaparecendo, por si, tanto a doença quanto todas as infelicidades fenomênicas. Já que o mundo fenomênico é projeção de ondas que se modificam a todo instante, é preciso produzir ondas positivas por meio da compreensão da Verdade.

Certa vez, recebi a visita de uma senhora que é fervorosa leitora da coleção A Verdade da Vida.  Segundo me disse, ela sofria de tuberculose, doença cardíaca, neuralgia intercostal e muitas outras doenças. Ela relatou que leu e releu a coleção cerca de oito vezes. Para ler, costumava sentar-se em posição ereta diante do oratório da família, e o seguinte episódio aconteceu quando lia o volume 3 da coleção (Sagrado Espírito/Testemunhos – hoje, volumes 5 e 6). Inexplicavelmente, ela puxou para si a oferenda de doces que estava no oratório e, sem se dar por isso, começou a belisca-los. Acontece que um dos familiares havia passado raticida nos doces, para evitar que surgissem ratos na sala de oferendas onde fica o oratório. Sem saber disso, ela continuou beliscando-os. Como fez isso concentrada na leitura, não percebeu o odor característico do veneno, e acabou comendo todos os doces da oferenda. Então começou a sentir fortes dores, e os familiares resolveram chamar o médico. Mas essa senhora já era possuidora de inabalável fé religiosa. Pensou: “Minha vida é Vida que recebi de Deus. Se Deus deseja que eu continue vivendo, Ele me fará viver. Se for Sua vontade eu morrer agora, morrerei feliz”. Ela estava com o sentimento de entrega total a Deus. Quando o médico chegou, ela já se encontrava inconsciente.

Certamente, o médico tomou providências adequadas, e, dali a pouco, ela foi voltando a si. Ouviu então, vinda do céu, uma melodia indizivelmente sublime, semelhante a músicas apresentadas no Palácio Imperial e em templos xintoístas, que subitamente se transformou no Canto Evocativo de Deus que entoamos na Meditação Shinsokan. Ficou ouvindo extasiada e, novamente, foi voltando a si. E pensou “Minha vida eu a recebi de Deus. É Deus Quem me vivifica. Se eu devo morrer, Ele me levará”. Estava, assim, calma, com o sentimento de entrega total a Deus. Tal estado espiritual constitui a verdadeira libertação. “Eu sou um com Deus, vivendo ou morrendo estou sempre junto a Deus; eu vivo no fluxo da Grande Vida” – esta, sim é a verdadeira libertação.

Curar-se de doença ou ganhar dinheiro não constitui a verdadeira felicidade. “Encontro-me no fluxo da Grande Vida, e tanto o viver quanto o morrer são providenciados por Deus. Se minha presença neste mundo ainda for necessária, Deus permitirá que eu viva” – entregando-se totalmente a Deus com tal pensamento, essa senhora pôde se levantar no dia seguinte. No terceiro dia, já haviam desaparecido todos os sintomas de intoxicação, e, ao mesmo tempo, fora curada da tuberculose que tanto a atormentava. Não só a tuberculose, mas também a doença cardíaca, a neuralgia intercostal e todas as outras doenças haviam desaparecido. 

Quer dizer, essa senhora abandonou totalmente o seu eu no instante em que teve tontura e caiu por intoxicação. Ou seja, tornou-se uma com a Grande Vida e alcançou a verdadeira liberdade, e, consequentemente, foi curada de todas as doenças. Também a nossa saúde física deve ser manifestação do nosso verdadeiro despertar espiritual no mundo fenomênico. Aquele que se esquece do Eu verdadeiro e se encontra no estágio espiritual de procurar ajuda dos outros, está em nível bem inferior ao do estado espiritual dessa senhora. Em tal estado espiritual, não é possível adquirir a saúde verdadeira, nem há como alcançar a verdadeira liberdade da vida.
Cont...

Do livro “A Verdade da Vida, volume 39”, pp.  24-36

4 comentários:

Silvano disse...

Um comentário sobre o que Aquele que aparece como o divino personagem Gugu, escreveu:
Os comentários estão entre colchetes [...]
“Quando olhamos para o oceano e suas ondas, podemos fazer isso a partir de dois pontos de vista. Em um ponto de vista [o ponto de vista da “mente do personagem”; ou seja, o ponto de vista da “percepção mental”], veremos as ondas como se tivessem capacidade de "movimento próprio" a cada vez que uma delas se levanta e retorna ao mar. A partir desse ponto de vista, parece que é a onda que está se movendo. O outro ponto de vista [o ponto de vista da “Consciência do Ser”; ou seja, o ponto de vista da “percepção consciencial”] é perceber que na realidade é o oceano quem realiza o movimento de cada onda que surge e desaparece. Quando olhamos para o cenário a partir desse último ponto de vista, compreendemos que a capacidade de "movimento das ondas" desaparece para em seu lugar haver apenas a força do "movimento do oceano".”
Esta metáfora elucida que o é o próprio Oceano Quem está Se manifestando como cada onda!
Nesta metáfora o Oceano está presente em cada onda e Sua percepção também está!
Foi dito num comentário à parte 1 / 2 deste post:
“O parâmetro de percepção [da percepção consciencial] está em você porque Aquele que percebe está em você! É isso o que deve ser percebido!”
Lembremos de um detalhe sobre a Meditação Shinsokan ensinada por Masaharu Taniguchi...
A Meditação Shinsokan se inicia assim: “Neste momento, deixo o mundo dos cinco sentidos e entro no mundo da Imagem Verdadeira”
O detalhe é que: É a percepção da Imagem Verdadeira que deixa o mundo dos cinco sentidos!
Assim sendo, é a percepção do Eu Verdadeiro, em nós, que deixa o mundo dos cinco sentidos!
Em meditação estamos vivenciando a percepção do eterno agora!
Em meditação nos sintonizamos com a percepção do Eu Verdadeiro!

Silvano disse...

Por isso foi dito:
“E no eterno momento do agora em que você perceber que é o Mestre em você Quem percebe simplesmente desfrute! Sim, desfrute! Permita que esta percepção se sedimente em você, que te dê Paz e liberdade!”
É esta “liberdade” de que está falando Masaharu Taniguchi, que escreveu o que comento a seguir:
A verdadeira liberdade deve consistir em experienciar a Vida eterna em cada momento, em cada instante [experienciar a Vida eterna é estar percebendo a Vida eterna em cada momento, o que só é possível a partir da percepção do Eu Verdadeiro em nós]. Nesse momento, conscientizamos que naturalmente, no estado presente, vivemos o infinito, a eternidade.

O importante é o agora no estado presente. Alcançamos a verdadeira liberdade quando apreendemos o “naturalmente, no estado presente”. Esta expressão é difícil de explicar, mas, quando apreendermos esse “naturalmente, no estado presente”, estaremos reconciliados com tudo e com todos, unido a todos. E a Revelação Divina constante do início de A Verdade da Vida, Vol. 1, diz o seguinte: “Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra. Quando se efetivar a reconciliação com todas as coisas do céu e da terra, tudo será teu amigo. (...) A reconciliação verdadeira não é obtida nem pela tolerância nem pela condescendência mútua [A reconciliação verdadeira não é fruto da percepção mental, ou seja, não provém dos pensamentos ou do raciocínio]”. Tentar tolerar o outro, pensando “Vou-me reconciliar com ele, pois a reconciliação é o princípio fundamental do Universo” não é harmonizar-se verdadeiramente. Quando nos colocamos num ponto do Universo, isto é, num instante do tempo que corre desde o passado infinitamente remoto até o futuro sem fim [Quando nos colocamos no referencial percepção consciencial, que é atemporal], compreendemos que a Vida eterna vive agora em nós, que todas as vidas vivem dentro dessa correnteza eterna, e que estamos salvos agora, naturalmente, no estado presente. Quando compreendemos isso [quando percebemos consciencialmente isso], todos os fatos e coisas se transformam em motivo de gratidão. É diferente de tolerar e condescender [É diferente de percebermos mentalmente] para tentar viver em harmonia com os outros. Quando despertamos espiritualmente [quando percebemos que é o Eu Verdadeiro Quem percebe em nós] sentimos “Sou grato, assim como estou. Aqui, agora, vive a Vida eterna. Graças! Muito obrigado!”, somente então, tudo e todos estão harmonizados verdadeiramente.

Gugu disse...

Perfeito! _/\_

Nada a acrescentar!

Agradeço ao Eu que aparece como Silvano para compartilhar essas percepções.

Reverências...

Gugu disse...

Aliás,

Em relação aos comentários acima, Eu me fez perceber que deveria compartilhar o seguinte:


MARAVILHOSO!

Isso Sou Eu!

Essa mensagem vem no Núcleo, Fonte ou Essência de Quem Sou…

Eu… estou aparecendo como a autora deste texto…

Eu… estou aparecendo como os divulgadores deste texto…

Eu… estou aparecendo como cada um dos leitores deste texto…

Sim, Sou Eu!

Sou Aquele que Vive em você;

Sou Quem percebe em você;

Sou Aquele que te conduz:

Do irreal ao Real;

Das trevas à Luz;

Da morte à Imortalidade…

Sim, sou a Consciência que te faz consciente de Quem Somos…

Eu Sou em você a percepção de que só há Um de nós…

E somos inseparáveis como a paciência e a sabedoria…

Eu Sou Alfa e Ômega; Princípio e Fim de todas coisas.

Estou em você e em tudo; e tudo está em Quem Sou…

Eleve-se em percepção!

Interaja Comigo!

Você pode!

Sim, você pode porque Eu posso!

Sou Eu em você Quem tudo pode…

Aja percebendo Quem age em você…

Aja com renúncia aos frutos da ação…

Então perceba que Sou Eu Quem age!

Aja com essa consciência de unidade Comigo.

Dê cada passo consciente de que Sou Eu Quem dá os passos…

Siga seu caminho consciente de que Eu Sou o Caminho!

Seja verdadeiro e consciente de que Eu Sou a Verdade!

Viva sua vida consciente de que Eu Sou a Vida!

Perceba que é somente por Mim que se vem a Mim…

Sinta aquela percepção em você que Me percebe!

E saiba que essa percepção em você é a Minha…

Concentre-se nesta percepção que Me percebe!

Contemple tudo o que ela te faz contemplar…

Então medite! Perceba-se Um Comigo.

Meditar é perceber!

Perceber o que É!

É perceber o Real…

É perceber-Me…

E perceber-Se…

Sim, medite!

Você pode!

Eu posso!

Sou você!

Sou Eu…


Fonte: (http://nucleu.com/2014/02/04/comentario-sobre-o-texto-a-mistica-de-o-caminho-infinito/#comments)


Namastê!