"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

domingo, abril 21, 2013

A identidade de todas as religiões

Seicho-No-Ie

O mundo onde estamos vivendo, o mundo que vemos, este é o mundo do fenômeno. O mundo da Imagem Verdadeira é o mundo exatamente como foi criado por Deus. No Gênesis consta que Deus criou o mundo através do verbo, ou seja, através da palavra. Através do pensamento, que também é palavra, Deus criou a luz. Assim, segundo o Gênesis, Deus criou o mundo através do verbo, da palavra. Este é o mundo criado por Deus. A Bíblia diz, ainda, que Deus criou o mundo em seis dias e no sétimo dia verificou tudo o que tinha criado e disse que estava "tudo muito bom". Será que esse "tudo muito bom" refere-se ao mundo onde estamos vivendo, ou a outro mundo? Se olharmos ao nosso redor, percebemos que há pessoas doentes, pobres, miseráveis, gente que não trabalha, gente que rouba, gente que mata, percebemos que existe toda essa variedade de pessoas. Será que são todas pessoas maravilhosas? Da forma como estão manifestadas, não podemos dizer que são maravilhosas. Mas, Deus analisou tudo o que havia criado e disse que "tudo estava muito bom". Então, Deus estava vendo este mundo material em que estamos vivendo, ou estaria vendo um outro mundo? Esse mundo "muito bom" a que Deus se referiu é o mundo da Imagem Verdadeira. Não é o mundo palpável, que vemos, que tocamos, mas, o mundo que está na Mente de Deus. No mundo da Imagem Verdadeira tudo é perfeito. Nesse mundo não existe pobreza, não existe miséria, não existe desemprego, nem guerra, nem assassinatos, não existem coisas negativas. Isso porque Deus criou o mundo perfeito, e é nesse mundo perfeito que nós nos encontramos em nossa Imagem Verdadeira. Eu estou nesse mundo da Imagem Verdadeira e todos os senhores também se encontram nele. Todos estamos vivendo essa Vida perfeita e maravilhosa que nunca adoeceu, nunca errou, nunca pecou, nunca vai morrer. É, realmente, o mundo perfeito. Nesse mundo da Imagem Verdadeira, todas as religiões são iguais.
 
Como o mundo material é projeção do mundo da Imagem Verdadeira, nessa projeção do mundo da Imagem Verdadeira para o mundo material existe a interferência da mente do ser humano. Nessa passagem do mundo da Imagem Verdadeira para a projeção (interferência) é que podem vir distorções. Essas distorções é que fazem com que o mundo material, o mundo do fenômeno, seja imperfeito.

Existem, assim, as diversas situações que acontecem no mundo material. No mundo da Imagem Verdadeira tudo é perfeito, tudo é uma coisa só [uma Verdade]. Mas, ao manifestar-se no mundo do fenômeno surgem as diferenças entre as religiões. Isso ocorre porque elas surgiram em locais diferentes, em épocas diferentes e para pessoas diferentes. Assim, há diferenças no modo de pregar, no modo de manifestar, e no entendimento religioso. Esses fatores fazem com que as religiões possam parecer umas diferentes das outras.
 
Por exemplo, o mundo da Existência Verdadeira (mundo da Imagem Verdadeira), mencionado na Sutra do Lótus (a Sutra do budismo), é o mundo exatamente como foi criado por Deus, através da palavra, através do verbo. O mundo da Existência Verdadeira onde "tudo é bom" é o mesmo a que se refere o livro de Gênesis com a frase "Deus viu tudo quanto fizera e disse que era muito bom". Então, Deus viu tudo aquilo que já havia criado e chegou à conclusão de que “estava tudo muito bom". Na Sutra do Lótus existe a seguinte frase: "Mesmo quando chegar o fim do ciclo da humanidade e este mundo (mundo do fenômeno) for destruído pelo fogo, a minha Terra Pura (o mundo da Imagem Verdadeira) permanecerá tranquila e repleta de seres celestiais", exatamente como foi dito no Gênesis, que o mundo que Deus criou é um mundo perfeito e maravilhoso. Então, de duas formas totalmente diferentes, tanto o budismo como o cristianismo estão pregando a mesma Verdade. Nesta Sutra consta, ainda, "Deus criou o mundo da Existência Verdadeira e não o mundo fenomênico". Então, quem foi o criador do mundo do fenômeno? É claro que, no início, foi Deus, mas, depois da criação de Deus, vieram todas as transformações, exatamente de acordo com a mente do ser humano. Portanto, a mente do ser humano é que fez com que houvessem todas essas transformações. Se o mundo fosse exatamente conforme criado por Deus, e permanecesse dessa forma, seria um mundo perfeito. Não haveria guerra, não existiria pobreza, nem roubo, nem desemprego. Não existiria nada disso. No entanto, como vieram as transformações devido à interferência da mente humana, o mundo em que nós estamos vivendo é um mundo totalmente diferente.

Esse mundo fenomênico não passa de projeção da mente, logo, as teorias cristã e xintoísta da criação do Universo por Deus não entram em choque com a teoria budista de que o mundo surgiu da ilusão. O budismo diz que este é um mundo criado através da ilusão. Esse mundo material realmente é a manifestação da mente em estado de ilusão. Como nós temos essa ilusão e pensamos que é difícil viver nesse mundo material, devido a essa ilusão da mente humana, criamos esse mundo difícil de viver. Então, todos os problemas, as crises financeiras, os problemas provenientes de acidentes da natureza, tudo isso vem a ocorrer em função da ilusão da mente humana. O “Satanás” que é citado no cristianismo, nada mais é que a expressão personificada da ilusão a que se refere o budismo. O Mestre Masaharu Taniguchi, através desses exemplos, vai mostrando que, na essência, tanto o cristianismo quanto o budismo pregam a mesma Verdade, só que de formas diferentes. Isso ocorre porque um ensinamento surgiu em determinada época e o outro surgiu muito tempo depois. Surgiram em locais totalmente diferentes. Então, é natural que ocorram essas diferenças no modo de pregar, no modo de explicar, mas, a essência é uma só. É isso que o Mestre Masaharu Taniguchi está querendo nos mostrar.
 
A maioria dos religiosos prega a respeito do Reino dos Céus, que é citado no cristianismo, ou da Terra Pura, que é citada no budismo, como sendo apenas o mundo fenomênico, criado pela ilusão, motivo pelo qual o Reino dos Céus não se concretiza na Terra. Tais religiosos pensam no Reino dos Céus, só que visto com olhos em estado de ilusão. Olhando o mundo material, tentam projetar o mundo perfeito, mas, como nossos olhos materiais veem este mundo imperfeito, estão acostumados a olhar este mundo imperfeito, a mente também está acostumada a ver e sentir somente a imperfeição. É claro que, assim, não há condições de projetar a perfeição.
 
Quando Jesus disse: "Retira-te Satanás!", quis dizer às pessoas o seguinte: "Retirai a cortina de ilusão de vossa mente e vereis o Reino dos Céus concretizado diante de vós". Retire a cortina que existe entre você e a Imagem Verdadeira. Essa cortina é que está impedindo você de ver a Imagem Verdadeira. Então, retire essa cortina e você vai visualizar a Imagem Verdadeira.
 
A Sutra do Lótus também diz a mesma coisa: "Percebei a indestrutível Terra Pura que existe transcendendo o mundo fenomênico repleto de sofrimentos". Quando o homem desperta para a Verdade de que a indestrutível Terra Pura existe aqui e agora, livra-se dos sofrimentos que o cercam.

Quando o Mestre Masaharu Taniguchi esteve em Lima, Peru, em 1973, numa entrevista, um dos repórteres perguntou: "Professor, a Seicho-no-Ie fala da identidade de todas as religiões. No fundo, o senhor, na verdade, não está querendo unir todas as religiões e fazer com que todas passem a ser Seicho-no-Ie?". O Mestre respondeu: "Não, não tenho nenhum desejo de fazer isto; a Seicho-no-Ie não está querendo unificar todas as religiões. Todas as religiões que, no passado, tiveram muita luz, tiveram muita força de salvar as pessoas, com o passar do tempo foram perdendo essa luz, perdendo a capacidade de salvar as pessoas. O objetivo da Seicho-no-Ie é fazer com que todas as religiões voltem ao estado anterior, da época em que foram iniciadas pelos seus pregadores, como Jesus Cristo, como Sakyamuni. Possibilitar que cada religião tenha condições de voltar a salvar grande número de pessoas, esse é o verdadeiro objetivo da Seicho-no-Ie. Isto porque a Seicho-no-Ie parte do princípio de que todas as religiões, na sua essência, pregam a mesma Verdade".

Outro repórter perguntou: "Com base em quê o senhor afirma que todas as religiões pregam a mesma Verdade?" O Mestre assim respondeu: "Há dez anos fiz uma viagem em que tive a oportunidade de visitar diversas partes do mundo. Em todos os locais onde estive vi que todas as pessoas têm os olhos dispostos na horizontal, o nariz disposto na vertical e a boca na horizontal. Ou seja, o rosto de todas as pessoas tem a mesma constituição física. Quando estudamos a ciência, percebemos que não só o rosto, como também todo o corpo, desde a estrutura óssea e os órgãos internos, na verdade, têm a mesma constituição física. Isso significa que o criador de todas as pessoas é um só, é um único Deus. Se o criador é um só, se todos os seres humanos foram criados de um único Deus, a Verdade para poder salvar todas as pessoas que têm um único ser como criador, esta Verdade também só pode ser uma. E esta Verdade é que está sendo pregada através de diversas religiões de formas diferentes, de acordo com a época, o local e a pessoa”. Portanto, mesmo que as religiões, na forma de pregar, na forma de existir, sejam diferentes entre si, na essência, todas elas estão pregando a mesma Verdade. Justamente por isso é que a Seicho-No-Ie, através do estudo dessa mesma Verdade pregada por todas as religiões, deseja fazer com as religiões possam manifestar a mesma capacidade, a mesma força, que tinham inicialmente, na época em que foram criadas por seus iniciadores e, desta forma, fazer com que todas as pessoas sejam salvas. Esse é o objetivo da Seicho-no-Ie e isto é o ensinamento da identidade de todas as religiões, na sua essência.
 
Então, mesmo que, aparentemente, todas as religiões sejam diferentes entre si, tenham denominações diferentes, modos de pregar diferentes, denominações diferentes de seus pregadores, um é pastor, outro é padre, de toda forma, mesmo que hajam todas essas diferenças, a Verdade profunda que está dentro da essência de todos os ensinamentos dessas religiões, a essência é uma coisa só. E é através dessa essência que todos nós somos salvos porque é a Verdade que está sendo pregada por Deus, criador de todas essas religiões. Assim, o ensinamento da Seicho-no-Ie é esse ensinamento maravilhoso que estuda essa Verdade pregada por todas as religiões, não faz distinção em relação a outras religiões, respeita e valoriza todas as religiões, procura ajudar a todas essas religiões e, junto com elas, procura salvar toda a humanidade. Isso é o ensinamento da Seicho-no-Ie que todos os senhores estão estudando e eu fico muito feliz que estudem bastante. Estudem e continuem com essa garra, essa força, essa vontade de estudar e, não só estudem como também passem a transmitir para outras pessoas.
 
(Este texto foi extraído de uma aula proferida pelo preletor da Sede Internacional, Sinji Takahashi)

 
 

2 comentários:

Isis Ludmila disse...

Ah Gu! Imagina que ontem ganhei o quadro da Deusa Kanon da mãe do João Jissô, e vc posta ela hoje aqui!! Veja como Eu apareço por todos os lugares!!! Ainda vendo-a hoje de manhã na parede pensei: "Uma deusa/deus sempre vai aparecer em qualquer forma, pq se vc fosse deus vc ficaria se escondendo?? Claro que não! Por isso Ela/EU é linda e aparecida, toda trabalhada na flor de lótus!!!

Namastê!!!

Gugu disse...

Bonita história e descrição, parabéns pelo presente.

Namastê.