"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

sábado, novembro 11, 2006

SIMPLICIDADE 01


A linguagem da Vida é a simplicidade. Essa palavra é muito, mas MUITO importante para a obter a compreensão acerca da Existência, acerca de quem você é. A Vida é muito simples; ela existe por si mesma. Mas a mente dos homens está sempre querendo complicá-la: quanto mais complicada ela for, então mais interessante ela também será. É assim que a mente humana pensa. E quanto mais você souber à respeito dessas complicações, mais você se sentirá importante... se sentirá alguém que sabe das coisas, dos mistérios "difíceis de serem entendidos". E mais estará iludido. Dessa forma, o homem está sempre distorcendo Aquilo que a Vida É, para ver aquilo que a Vida não é: Ilusão.

A Existência é tão simples, que você ficaria com medo de olhar para ela. Você não conseguiria acreditar que basta apenas olhar para ela, da maneira como ela é agora. Você prefere buscar as respostas em algum outro lugar: Elas não podem estar aqui de graça... as coisas não podem ser assim tão fáceis!! Isso não pode ser possível. (...) E isso é o que acontece com todos. Então, você tenta olhar para a Vida de todas as formas possíveis, pensando daqui e dali, e procurando as respostas e o sentido da Vida. Você nunca vai achar.

A Vida é simplicidade. Ela é despida; está nua e está dançando a sua volta. E, ao olhar para ela, você a veste com seus pensamentos, suas idéias, suas intenções e pretensões. Se você puder tirar a roupagem dos seus olhos, você conseguirá vê-La. Não é preciso nada, apenas olhar despreocupadamente para ela. E todo problema é que, ao tentar olhar para a Existência dessa forma, a sua mente começa dizer a você: "Ei! porque você está parando de procurar? Não há nada ali. Continue tentando encontrar! Não relaxe! Você não vai encontrar nada parando de procurar". E a armadilha é essa. Você precisa estar confiante, do contrário você não conseguirá relaxar e olhar para a Vida com olhos puros. Você se sentirá inseguro quanto a continuar o aprofundamento de não procurar nada. Por isso, você precisa desenvolver uma confiança que lhe permita ir avançando cada vez mais. Eu lhes asseguro: olhem com simplicidade para a Vida. Confiem e não tenham medo de ver as coisas com a qualidade simples.

Se você meditar à respeito disso, chegará a conclusão de que o homem tem medo de olhar para a Vida da maneira como Ela é agora: essa simples Presença que Ela é. Ele tem de buscar o sentido das coisas. Admitir que o sentido de tudo já está presente é demais para ele. Porque... se o sentido já estiver presente, então o que será daquele homem, dali em diante? O que ele fará? Ele não poderá mais continuar buscando. Terá de fazer outra coisa, que ele ainda não sabe o que será. Assim, a atividade de estar procurando o sentido das coisas é o que entretém o homem e o faz sentir-se seguro. Mas ela jamais pode cessar, porque, se assim o for, então toda segurança que o homem construiu em sua mente irá desabar.

Por isso o porquê da Existência é tão difícil de ser compreendido. Ele é tão simples, tão fácil, que a mente perde TODA compreensão ao tentar tornar as coisas complexas. A vida é totalmente simples: torne-a complexa, pelo mínimo que seja, e você não conseguirá mais vê-la: você terá vestido ela com uma roupagem.

Olhe para Ela! Você perceberá que não encontrará nada ali! E, de fato, não encontrará mesmo. Por isso o medo virá. Mas, quanto mais você puder se aprofundar na simplicidade das coisas, mais as coisas começarão a acontecer por si mesmas... e você já não necessitará mais procurar por nada. Tudo estará achado para você; o sentido da vida ficará evidente, claro, límpido. Estará tudo ali, despido. Não busque o sentido!!!!

Quando você olhar e começar a perceber que as coisas estão simples demais e que não encontrará nada, esse é o momento: confie nisso! Nada de ruim irá lhe acontecer. Sua mente lhe tentará a não entrar ali. É somente com confiança que você poderá avançar. Repito: confie!! E vá em frente.


Leia este texto:

“Aniruddha fez uma pergunta dizendo que quando ele veio até aqui, imaginava–me uma pessoa erudita, especial, extraordinária. Agora ele diz: 'Vivendo aqui com você durante muitos dias, vejo-o como um homem, como um outro homem qualquer. Então por que tanto estardalhaço?'

Eu não tenho nenhuma obrigação de preencher suas exigências. Sou apenas o que sou, totalmente comum. A realidade é comum. Sou apenas o que sou, totalmente comum. A realidade é comum. A rosa é uma rosa, a rocha é uma rocha, o rio é um rio. A realidade é absolutamente comum.

Então qual é a diferença entre você e eu? A diferença é a seguinte: eu celebro minha mediocridade, você não celebra.

Esta é a diferença.

Eu dou as boas - vindas a ela, sinto-me completamente feliz com ela; você não. Eu sou um ser, você é um tornar-se.

Eis a diferença.

Não que eu seja especial e você seja comum - isso é inteiramente absurdo: se eu fosse especial, então todo mundo seria especial;se você fosse comum, então todo mundo seria comum.

Pertencemos à mesma realidade.

Eu sou totalmente comum.
Mas a diferença é que eu celebro isso...

Não tenho rancor, não tenho nenhuma queixa, não estou tentando tornar-me alguém que não sou.Aceitei-me inteiramente – não desejo mudar nem mesmo uma única coisa.

Neste relaxamento, nesta aceitação,
a celebração começou a acontecer em mim.”

(OSHO, O Segredo dos Segredos ,Vol. I)


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*Para entender melhor essa mensagem, leia o diálogo disponível no próximo post! Ele poderá lhe ser de grande ajuda.

Um comentário:

Marcelo Ferrari disse...

>>> sua mente começa dizer a você: "Ei! porque você está parando de procurar? Não há nada ali. Continue tentando encontrar! Não relaxe! Você não vai encontrar nada parando de procurar". E a armadilha é essa.

--- e como sair da armadilha?

sobre simplicidade:

http://minhocaga.blogspot.com/2006/11/simples-assim.html

paz e amor
ferrari