"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

domingo, agosto 22, 2010

A origem impessoal do mal

Joel S. Goldsmith


Um dos pontos mais importantes desta mensagem é a revelação da origem e natureza do mal, e de como devemos tratá-lo. Todas as religiões ensinam que Deus é onipresente e onipotente; porém, todos os males continuam presentes sobre a face da terra. O mero conhecer intelectual da totalidade de Deus é pouco. Que mais será preciso? Esta Verdade precisa ser conscientizada. Para isso, utilizamos alguns princípios.

A origem e natureza impessoal do mal é um dos princípios mais importantes. Seja qual for o mal, ele é impessoal. Isto quer dizer que jamais ele é criado pela mente errônea de alguma pessoa. Procurar pela causa do problema dentro de si, ou dentro de alguém que nos solicite ajuda, é o mesmo que perpetuá-lo ou impedir que ele seja resolvido. O mal, ou erro, que está se expressando em você, seja como doença ou como algum traço negativo de caráter, não tem absolutamente nada a ver com você.

A origem do mal está em algo que, por ora, chamaremos de “mente carnal”. Se este termo não lhe diz nada, substitua-o por palavras como satanás, aparência, pretensão ou ilusão. O nome não importa: importa saber que o mal, de qualquer nome ou natureza, provém de uma origem universal impessoal. Se você não for capaz de separar por completo o mal de um indivíduo, a ponto de ver um homem roubando uma carteira e conscientizar: “Obrigado, Deus, sei que ele não é ladrão. Há, por trás disso, a ação da mente carnal”, se não puder fazer isto, suas possibilidades como curador serão remotíssimas. E se, frente a alguma doença, você for tentado a crer ser algum estado mental negativo a sua causa, ou alguma outra condição ou circunstância, há pouca esperança de que consiga ser bem-sucedido como curador.

Nenhuma qualidade humana é causadora de doença. Você deve impersonalizar instantaneamente todo problema que lhe vier, conscientizando que ele tem sua origem numa fonte impessoal. Esteja certo de que ele não se encontra em você, nem em seu aluno nem em que lhe tenha solicitado auxílio. Deus constitui a identidade do ser individual. Seu nome é EU, e este EU também é Deus. O “Eu” não é dotado de nenhuma qualidade ou propensão de caráter maligno.

Quando este “princípio de impersonalização” tiver sido aplicado, teremos vencido a metade da batalha. O passo seguinte será reconhecermos que a “mente carnal” é nada. A “mente carnal” é uma crença em dois poderes.

Deus nunca criou dois poderes; Deus nunca criou uma crença em dois poderes. Assim, esta crença não tem poder divino. Não é causa e não possui lei que a possa manter. Para nos livrarmos dela, precisamos conhecer a Verdade, e a Verdade é que Deus é o único Criador: o que Deus não criou não foi jamais criado! Como a crença em dois poderes não foi feita por Deus, não é por Ele mantida, e inexiste qualquer lei para perpetuá-la.

O primeiro passo, então, é impersonalizar o mal, isolá-lo da pessoa, sem jamais dizer um “ele” ou “ela”, reconhecendo que o mal está na “mente carnal” universal. Em seguida, declarar que esta “mente carnal” não é algo contra Deus, mas uma crença sem Deus, sem lei, presença ou poder que a sustente. Com isto, cerca de oitenta por cento dos casos serão resolvidos. Não há, de fato, a remoção dos problemas: a visão clara da perfeição eterna revela aquilo que sempre tem existido, exatamente onde a suposta discórdia parecia estar presente.

A dificuldade poderá estar nos outros vinte por cento dos casos, a que se referiu Jesus: “Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”. Para resolver alguns deles, o curador terá de elevar-se muito alto em consciência. De minha experiência, posso dizer que nenhum curador resolveu cem por cento dos casos. Mas, grande número poderá ser solucionado, e poderemos chegar a noventa e cinco por cento de sucesso. Para o restante, teremos de nos elevar ainda mais, para alcançarmos a consciência capaz de permitir-nos dar uma solução.

4 comentários:

Rui Fragassi disse...

Interessante estas idéias de Joel Goldsmith. Gostaria de ter o nome do livro de onde foram extraídas essas passagens. Você poderia me fornecer?

fragassi@gmail.com

Obrigado, Rui.
http://saudeperfeitarfs.blogspot.com

Gugu disse...

Acredito que o nome do livro seja "A arte de curar pelo Espírito".

Abraço!

Anônimo disse...

gostaria de um comentário de alguém ou explicação mais aprofundada, sobre o último parágrafo do texto. Obrigado.

Gugu disse...

O que o texto busca esclarecer é que o mal não tem poder para existir. Se acaso o mal parece possuir alguma existência, ele não existe por força de si mesmo, mas ele ganha emprestado de alguém a crença de que ele existe e é algo real. Essa crença alimenta a suposta existência do mal. Mas em si mesmo o mal é nada, porque Deus não o criou. Se Deus não criou o mal, Ele não sustenta a sua existência. O que sustenta, então, a existência do mal? A ilusão. Esse é o ponto. Isso não significa que existe 'algo' criando o mal e sustentando-o. Aquilo que cria e sustenta o mal é a 'mente carnal' ( que pode ser considerada como sendo uma mente oposta à mente de Deus) mas a 'mente carnal' é nada. Enquanto que a Mente de Deus existe, a mente carnal não existe. Mas ela parece existir, e parece sustentar a existência do mal. Mas ambos, tanto o mal quanto a mente que o sustenta, não existem. A Bíblia diz que o homem sofre porque escolheu seguir o caminho da carne. Assim, o homem não sofre realmente, mas sofre apenas no âmbito da ilusão, enquanto está preso/adormecido na ilusão. É necessário que ele desperte. Por isso que, ao longo do texto, Goldsmith diz que o mal não tem absolutamente nada a ver com ninguém, e por isso deve ser impersonalizado.

Impersonalizar o mal é isolá-lo de tudo aquilo que somos tentados a relacionar com ele. Isolamos o mal de todas as coisas na medida em que compreendemos que o mal habita um plano de não-existência enquanto que 'todas as coisas' habita o plano da existência. Quando isso é visto claramente, essa sabedoria/verdade dissipa a ilusória presença do mal no mundo em que existimos. De uma coisa temos certeza: que nós existimos. Essa é uma verdade incontrariável. Portanto, encontramo-nos no plano da existência. Podemos ter a certeza disso quando a nós - porque é absolutamente evidente que existimos, nós estamos vivos! -, mas não podemos ter a certeza disso quanto ao mal, porque nós não o somos. Como não somos o mal, não podemos ter certeza de que ele existe da forma como existimos, porque só podemos constatar isso quanto a nós mesmos. Jamais poderemos ter certeza de que o mal habita o mesmo plano de existência que habitamos, exceto pela crença de que ele assim existe e habita. Mas quando a verdade da 'existência única do bem e inexistência do mal' é vista, as coisas são devidamente separadas e colocadas em seu devido lugar. O mal é dissipado, deixa de aparecer misturado com o mundo da existência.

Goldsmith diz que a maioria dos casos podem ser resolvidos mediante a clara visão/compreensão de que o mal não é existente, não é poder. Todo o poder que o mal parece possuir, é porque existem crenças que lhe confere esse poder emprestado. E a conscientização da verdade anula essas crenças. em decorrência disso o mal desaparece. Algumas crenças são muito sustentadas/reforçadas coletivamente (pela mente coletiva da humanidade toda), e são tão fortes, que Goldsmith diz que não podem ser facilmente dissipadas. É aquele caso dos 20% a que ele se refere no último parágrafo do texto. Para anular essas crenças mais reforçadas seria necessário a pessoa elevar a consciência a grandes níveis de reconhecimento da existência única da Verdade e da inexistência do erro.

Apesar de tudo isso, o princípio básico permanece: somente Deus, o Bem, o Amor, existe. O mal não existe. Mas parecerá existir se sua mente aceitar a existência dele como algo real. Busque e esforce-se para compreender isso. Leia os livros, medite, ore, busque a Deus, tenha o desejo sincero, puro e verdadeiro de conseguir essa iluminação. Se for paciente e não desistir, no tempo certo ela virá. É assim que é pra todo mundo.

Grande Abraço.