
Bem-vindo ao Templo! O Amor de Deus habita o seu coração. Você é filho de Deus! Um Ser santo, sagrado, perfeito, eterno, sublime e bem-aventurado. Toda Vida é expressão da Grande Vida de Deus. Só existe a Unicidade Perfeita e Total! Essa Unicidade é Amor Absoluto - eis a Verdade. Este espaço é para aqueles que estão prontos para descobrir que já estão despertos, mas também é aberto a todos. Sejam todos bem-vindos ao Templo!
sexta-feira, agosto 07, 2020
Unidade Divina que somos!

segunda-feira, agosto 03, 2020
Você é Deus unicamente porque Deus é Você


quinta-feira, julho 30, 2020
Vida nova pela Graça (Goldsmith)

segunda-feira, julho 13, 2020
A Existência é Substância; a vida é sombra

- Meher Baba -
quarta-feira, julho 08, 2020
Palestra: O Deus que Você É!
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segunda-feira, julho 06, 2020
Pense Deus

Pense Deus!
Pense só em Deus!
Pense em Deus sendo o Universo único!
Pense em como Você vive em Deus!
Pense em como Deus vive em Você!
Pense com a Mente que Deus é!
Pense na Mente de Deus sendo a sua!
Pense em sua Mente sendo a de Deus!
Pense em Deus pensando em Você!
Pense em Você pensando em Deus!
Pense em Deus neste agora!
Pense neste agora sendo Deus!
Pense em Deus sendo Tudo!
Pense em Deus sendo Você!
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terça-feira, junho 30, 2020
Deus é tudo! (Núcleo)

Por outro lado para os que querem se despertar e perceber o Real há sempre um personagem desperto que compartilha sua percepção da Realidade e revela o caminho para a percepção do real. Neste texto Frances T. Seal evidencia ser um destes personagens. Mas certamente não é o único instrumento pelo qual a divindade está Se evidenciando. Os que compartilham suas percepções também são. Basta notar o que ocorreu a Aquele que na representação aparece como o divino personagem Gustavo, idealizador deste blog, ao compartilhar a percepção de que: "Lembrei que, na Bíblia, Eu já disse que: 'Os Meus pensamentos não são os teus pensamentos; os Meus pensamentos são mais altos do que os teus pensamentos'."
A ação correta está relacionada aos pensamentos elevados e aos sentimentos nobres que, quando vivenciados, geram uma expansão dos limites da percepção do personagem e despertam a percepção da Presença do Ser.
quinta-feira, junho 25, 2020
DEUS É TUDO!
- Frances T. Seal -
Deus é tudo o que existe. Deus está sempre presente. Deus preenche todo o espaço. Nada há, senão Deus. Quantos de nós vêm repetidamente dizendo estas palavras em momentos de aparente necessidade para, em seguida, perceber as nuvens se dissiparem e a luz amanhecer novamente em nossa experiência! Entretanto, quantos não existem e que ainda precisam captar o sentido básico oculto em sentenças tão estupendas! São estas afirmações, aparentemente simples, que, compreendidas e praticadas, fazem com que as invenções chamadas pecado, tristeza e morte desapareçam, e que a Glória de Deus seja vista, compreendida e sentida "assim na terra como nos céus".
Recentemente, ocorreu-me uma bela experiência, reveladora de muitas coisas. Certa noite, notei que um de meus canarinhos estava indisposto. Pneumonia seria o nome a ser dado ao problema. Na manhã seguinte, ao me aproximar da gaiola cumprimentando os passarinhos, este pequenino lutava enormemente consigo mesmo e parecia estar à morte. Abri a gaiola e o tomei em minha mão. Ele caiu para o lado e fechou os olhos. Suavemente, coloquei-o no piso da gaiola e me afastei. Os seguintes pensamentos me vieram: quão frágeis e delicados são os canários; quão inúteis nos sentimos diante de um passarinho agonizando! De repente, bem rápido, veio-me a voz da Verdade, com sua força e poder: "É possível Deus ser tudo, e este canário estar existindo ao lado desse tudo?"
Bem, isso me parecia original e novo, como se nunca anteriormente houvesse considerado estas verdades. Mas, claro, Deus é tudo, e não poderia haver nada além de Deus. Deus é tudo – não há nada mais, e isto pôs fim à questão ali mesmo. Imediatamente o canário foi esquecido. A responsabilidade de curar, destruir a morte e demonstrar a vida, desapareceu. Nada mais havia, além da gloriosa consciência: DEUS É TUDO O QUE EXISTE. A voz continuou: "Se Deus é tudo o que há, então Deus está exatamente aqui, e Deus não pode morrer". Isto foi visto, sentido e compreendido, e eis que o canário voou para o alto de seu puleiro passando a gorgear em poucos minutos. Pouco depois, cantava a plena voz.
COMPREENDENDO O PRINCÍPIO
Como o botão fechado de uma rosa contém a rosa completa, assim esta percepção tem sido um botão de Luz Gloriosa, de onde provém uma grande iluminação. Foi percebido que Deus é tudo o que poderia estar presente, e a partir desta visão, o canário se apresentou vivo e passando bem. Por que a eliminação do canarinho do pensamento, pela renúncia em aceitá-lo como estando doente ou saudável, morto ou vivo, e apenas com este esquecimento pleno do pássaro, ele pôde ser restaurado à vida, à saúde e à harmonia?
Para ilustrar isto, visualize, no topo desta página (*nota: o texto original foi escrito em papel), uma foto de ovelhas pastando numa planície verdejante e, por perto, um pastor com o seu cachorro. E eu pergunto: que faz com que o pastor, as ovelhas e o cachorro sejam semelhantes? Para serem todos o mesmo, que coisa será esta, comum a todos eles ? Qual a substância deles? Eis a resposta: eles todos são papel. Sim, o papel é tudo o que eles são. As ovelhas que você vê, o pastor e o cachorro, todos são semelhantes, todos são a mesma substância. Não há nada ali, a não ser o papel! O cachorro não está ali como algo diferente do papel, mas o papel e o cachorro são um e o mesmo. Mas, apenas por diversão, pela alegria do quadro ou de sua forma, um é chamado de cachorro, o outro de pastor, o terceiro de ovelha, e assim por diante. Entretanto, por todo tempo, estaremos internamente conscientes de que o que existe é unicamente a presença do papel.
A UNIDADE
Chegamos agora a Deus e ao homem. Aliás, alguma vez lhe ocorreu que essa é uma afirmação ambígua? "Deus e homem?" Não seria melhor dizer de uma vez "o Tudo e algo mais?" Nós já lemos, ouvimos e falamos de Deus e idéia, de Deus e manifestação, de Deus e homem, mas temos de nos certificar que não podemos aceitar Deus como tudo e a existência de algo mais: se tivermos de ter o homem, a única forma coerente de fazermos isto é considerarmos Deus e homem sendo a mesma coisa, sendo o mesmo ser. Olhamos ao redor e vemos homens, mulheres, crianças, animais, pássaros e planetas. Qual é a substância de todos? Bem, a substância de uma coisa é aquilo de que a coisa consiste, aquilo que é essencial, vital. A substância de um tapete pode ser lã. A substância de uma cadeira pode ser madeira. A questão é: "Qual é a substância de todos os seres viventes?" Resposta: "É a Vida". Uma vez que Deus é a Vida, e Deus é tudo, a Substância de tudo é Deus, a Vida. A Substância do homem é sua Vida – é Deus.
Tudo que há de vital para o homem que seja real, imortal, imutável, é a sua Vida, sua Alma, seu Espírito. E isto, que é a sua Vida, sua Alma, seu Ser, é Deus, pois Deus é toda a Vida, Alma, Ser e Espírito em existência, agora e eternamente. Mantendo isso em vista, continuamos e deduzimos: se a Vida do homem é Deus, não poderíamos por um momento penetrar a forma chamada homem, mulher, criança, e perceber a Vida, a Alma, o Ser e dizer: "Isso é Deus – Deus é tudo o que existe?" Agora podemos facilmente olhar a foto com o homem, o cachorro e as ovelhas, e dizer: "Estas formas não estão separadas nem distanciadas do papel: aqui está o papel, e aqui estão as formas; o papel e as formas são um."
Então, após ver que o papel é a substância da forma, e que a forma não é nada separada ou afastada do papel – nada em si mesma –, podemos prosseguir: isto é um cão, isto é uma ovelha, este outro é um homem. Nós os chamamos por nomes diferentes; no entanto, em todo o tempo, sabemos que nada são por eles mesmos, mas que cada um é aquilo que o papel é. Isto não elucida a experiência com o canário? A revelação tinha sido esta: Tudo o que há para o canário é a sua própria vida; então, a Vida não é o canário, a Vida é Deus. E Deus não pode morrer. Para manter a visão na totalidade de Deus, eu teria de incluir incluir o pássaro, pois ele não existiria fora de Deus. Assim, à medida que espiritualmente fui percebendo que a Vida toda é Deus, e que Deus é a Vida toda em existência, o canarinho foi visto em sua condição correta de saúde e harmonia.
Aqui está outra lição maravilhosa. Se extrairmos o cachorro, o homem e a ovelha do papel, e percebermos a totalidade do papel, poderemos depois trazê-los-los de volta e compreendê-los. De forma que, quando eliminamos aquilo que é chamado de canário, homem, animal, e percebemos que a Vida que é Deus é tudo o que há para eles serem, podemos tê-los, compreendê-los e neles nos regozijarmos. E quando for percebido espiritualmente que Deus é tudo que há para qualquer vida e ser, não teremos mais mortos, e isto será demonstrado aqui mesmo, neste mundo.
Não profetizou Jesus: "Quem perder a vida – achá-la-á?" (Mateus 10-39). Aquele que perde o seu conceito de vida como homem, e percebe, com alegria indescritível, que sua Vida é Deus, encontra o verdadeiro Ser.
A Vida do seu Ser, a Alma do seu Ser, o Espírito do seu Ser, o Deus do seu Ser, é tudo o que há para você estar sendo. Assim, esqueça um pouco que você possa ser um homem, ou uma mulher, e pense em Deus como sendo tudo o que há – DEUS É TUDO.
A ILUMINAÇÃO NA PRÁTICA
Este é o significado da "renúncia". Você renuncia à noção de que haja Deus e algo mais. Você reconhece Deus como Tudo-em-Tudo. Olhe para a árvore em frente à sua janela. Elimine a forma dessa árvore e veja a Vida que está lá. Olhe para a criança, o homem, a mulher e veja a Alma deles, o Espírito deles, a Substância deles, o Deus deles. Que Universo maravilhoso do Espírito você tem!
Agora, não lhe será inato e natural saber que Deus não pode estar doente? Que Deus não pode estar enfermo, que Deus não pode ser pobre nem estar morto? Você sabe disso imediatamente, com todo o fervor do seu ser. Quando um homem olha para o outro, qual é a notícia que ele ouve? "Eu sou pobre, estou doente, sou ignorante". Mas, quando Deus olha para Deus, qual é a parte deles que é noticiada? "Este é o meu filho amado, em quem me comprazo". Qual das duas visões você prefere? Quais são as palavras que você adora dizer e ouvir?
Certa mulher veio a uma praticista para solicitar ajuda, afirmando que havia tentado, sem nunca ter conseguido, superar suas fortes dores de cabeça. Ela foi compelida a admitir que Deus não poderia ter uma dor de cabeça, e que Deus é tudo o que existe. Foi então que se tornou capaz de dar o alegre testemunho que chegou de Deus: "Tudo está bem". Outra mulher disse que seu lar e o seu marido eram um grande fracasso. Ele bebia muito, além de ser um pai e marido cruel. A ela foi dito que parasse de olhá-lo como seu marido, pois, Deus é que era realmente o marido dela. "Deixe que a forma chamada homem seja apagada de sua visão e veja, em seu lugar, aquilo que realmente está diante de você, a Alma dele, o ser dele, que é Deus, incapaz de pecar, e que é totalmente bondoso, terno, amável e compassivo. Saiba que Deus só pode expressar aquilo que Deus é". A resposta lhe veio no momento devido: "O nosso lar está maravilhoso! Meu marido é um novo homem. Ele é tão gentil e silencioso para comigo e as crianças, que nem sabemos como expressar tanta alegria e felicidade".
Jesus reservou seus ensinamentos mais profundos aos seus discípulos, àqueles que somente têm o amor de Deus em seus corações, dispostos a nascer de novo e dispostos a deixar de lado o sentido pessoal do ego. Dizer que Deus é tudo, sem conhecer esta luz e iluminação interior, é exaltar o ego, é colocar a glória e o poder onde não estão. Foi sussurrado a Jesus, que discernia profundamente as coisas, que se ele apenas reivindicasse esse poder para ele próprio, seria Rei de toda a terra, poderia marchar pelas ruas e soldados e escravos lutariam por ele e o adorariam. Mas não; ele lançou fora a noção tola do ego, e exaltou o Eu que é Deus.
Muitos não conseguem entender que todos os dizeres de Jesus se fundem num sentido único. Por exemplo, ele disse: "Todo o poder me é dado"; disse também: "Nada faço de mim mesmo"; disse ainda, "Aquele que vê a mim, vê o Pai", e "Eu sou o filho de Deus". Seria como se, na foto que você imaginou na folha de papel branco, uma das ovelhas pudesse dizer: "Quando você me vir, verá o papel, pois, eu e o papel somos um". Perceba que, separada do papel, a ovelha não tem existência alguma. Assim também é verdade que separado de Deus, não existe Ser algum. Não é este um fato glorioso? Uma rocha sobre a qual se apoiar para se antever?
"Aquele que exalta a si mesmo, será humilhado", pois sabe que, antes mesmo que possa sussurrar o significado de tais gloriosas palavras como, por exemplo, "Deus é Tudo", precisará receber Iluminação interior que lhe revele que ele, o conceito pessoal ou ego, nunca é Deus, pois somente Deus é Deus.
Olhamos ao nosso redor e vemos as formas chamadas homem, mulher e criança. Eliminando estas delineações, estas formas, que irá restar? A Vida! Isto já está ilustrado pelo fato de que, se você retirar a delineação da ovelha na foto, você terá como sobra o papel. Bem, poderia esta Vida – o Ser que é Deus, que é ilimitado – ter pneumonia, estar morto, ser cego, ou aleijado? Poderia esta Vida, que é livre, que é indefinível, que é incorruptível, imutável, imortal, ser condicionada, ignorante ou contaminada? Milhares de vezes, não! Coloque sua visão nesta Vida que você é, neste Deus que você é. Creia e tenha fé de que toda doença, tristeza, pobreza e morte são impossíveis e contrários à razão.
Poderia, por acaso, aquela ovelha da foto ter alguma coisa que não estivesse no papel? Tampouco poderia você possuir algo que não estivesse em Deus, e que não viesse de Deus. Seu Deus não pode ter febre, sarampo, ossos fraturados, doença, preocupação, medo; portanto, tais fatores não existem e você não os pode ter, tendo em vista que Deus é tudo e não há outro além dEle.
Desde que não haja surdez de maneira alguma, por não haver nada além de Deus, saiba que "o Deus em mim" escuta perfeitamente, e que não há nada capaz de interferir com a perfeição de Deus. Deus é tudo o que existe, aqui e agora: o imutável, o perfeito, o absoluto e incondicionado, o Tudo-em-tudo.
Suponha que a crença seja de uma doença, dor, ou enfermidade. Saiba, com toda a sua força, coração e ser, que Deus não pode estar doente, enfermo ou em dor. Não há nada mais, além de Deus. Deus é harmonia, Deus é alegria, Deus é glória, Deus é Amor. Deus é saúde e inteireza, inevitáveis, irrevogáveis, aqui, agora, de todas as formas e para sempre. Nada há, senão Deus. A vida do corpo é Deus. A saúde do corpo é Deus. A ação do corpo é Deus. Isto não deixa Deus bem mais perto de você? É impossível que a vida esteja enferma, cega, surda, aleijada – impossível! A sua própria substância é a sua própria vida e ser, a própria saúde e força, não é verdade? O homem não está separado de Deus.
Não negamos a ideia da forma chamada homem; antes, nós a enaltecemos. Percebemos que a forma da individualização não é nada de si mesma, mas que sua realidade é o Espírito, é Deus, a Substância única em existência. O universo do Espírito está, portanto, povoado de seres espirituais, cujas identidades e individualidades são para sempre sustentadas e preservadas
Deus e homem são um, e este um é Deus. E poderíamos dizer, naquela foto que você visualizou, que a ovelha e o papel são um. Este "um" é papel. A Vida e suas formações são um, e esse "um" é Vida. Entretanto, esta unidade é tríplice, ou seja, uma trindade. A compreensão da trindade, Deus, constitui-se numa explanação do Pai, Filho e Espírito Santo, a qual é clara e extensivamente dada no livro-texto da Ciência Cristã. Toda forma representa o Espírito, Deus; e, à medida que o nosso discernimento de Deus como Tudo se torna mais iluminado e mais transparente, veremos, aqui e agora, seres tão glorificados, perfeitos e imortais, livres de nascimento e morte, como são eternamente agora, mantidos na Toda-Presença, no Deus que é Tudo.
sexta-feira, junho 19, 2020
Ensinamento "Homem Filho de Deus" (Núcleo)


segunda-feira, maio 11, 2020
CURA: CONHECER A DEUS CORRETAMENTE


segunda-feira, agosto 06, 2012
A Existência é Substância; a vida é sombra

- Meher Baba -
sábado, dezembro 17, 2011
Esclarecimentos profundos sobre a Verdade - 2/2

Masaharu Taniguchi
Sassaki - Concordo plenamente com o senhor, no tocante à visão de que o bem está intrinsecamente ligado à felicidade, e o mal, ao sofrimento. Os conceitos morais até hoje conhecidos tendem a enaltecer os sofrimentos, o que eu considero um grande erro. Costumo referir-me à moralidade como sendo "o caminho feliz". Penso que o modo de viver da Seicho-no-ie é expansão desse caminho feliz. Estou plenamente de acordo também com o modo de viver da Seicho-no-ie, que consiste em viver segundo a Verdade, cuidando da vida cotidiana com a mente alegre. Acredito sinceramente que considerar rotineiro ou sem sentido o trabalho ou a própria existência é um artifício da mente. Por isso, quando algo que faço me parece sem sentido, reflito que isso é devido à falha de minha própria mente e empenho-me em corrigí-la. Tenho certeza de que Deus criou todas as coisas de modo que trabalhássemos com alegria e reverência. Portanto, faço o possível para afastar o pensamento de que o meio em que vivo e o meu trabalho sao aborrecidos.
A "realidade tal como é", de que estou falando, não é, em absoluto, aquilo que é apreensível aos sentidos como a pedra, a água, etc. Minha crença fundamental é a de que tudo neste mundo surge com o "colorido" que nossa mente em ilusão lhes atribui (à água, à pedra, etc.). A realidade pura, que está além dos coloridos atribuidos pela nossa mente subjetiva, não pode, em absoluto, ser conhecida através do "eu" constituído de cinco sentidos. Nós, seres humanos, vivemos alegres ou tristes vendo o que nós mesmos pintamos. Portanto, penso que a verdadeira salvação consiste em "apagar" o quadro pintado pela nossa própria mente.
A realidade que só se revela quando eliminamos o colorido atribuído pela mente - ou seja, os artifícios da mente -, essa é que é a "realidade tal como é", a que estou me referindo. É a realidade que só podemos conhecer no estado de total comunhão do mundo interior com o exterior, no estado em que não há o confronto entre "aquele que apreende" e "aquilo que é apreendido". Em última análise, o que apreendemos como realidade não é a "realidade tal como é". A "realidade tal como é" a que me refiro é anterior à percepção por parte da mente humana. penso, pois, que tudo aquilo que ora se apresenta aos nossos olhos, isto é, que é apreendido por nossos sentidos, não passa de imagem resultante do colorido que nossa própria mente atribuiu à realidade propriamente dita. será que é a essa imagem que o senhor se refere como sendo "projeção distorcida do Jissô"? Essa é a questão. A "realidade tal como é" (o Jissô), a que me refiro, não é realidade distinta e separada dos fatos concretos a que estamos presenciando, mas também não é a própria realidade percebida pela nossa mente. Penso que, quando penetramos no Jissô através do despertar, simplesmente passamos a reverenciar todos os seres e todas as coisas do universo, e isso é feito natural e espontaneamente. Creio que a negação de tudo quanto é apreensível aos sentidos, pregada pela Seicho-no-ie, identifica-se com a minha negação da realidade aparente, como sendo resultado do colorido atribuído pela mente. O Jissô de que falo persiste em nós, seja nas dores ou na alegria; se ele não é percebido, é apenas porque está oculto sob a capa da dor ou da alegria. A maioria das pessoas, face a um sofrimento, vê apenas a realidade da dor. Mas eu acredito que uma mesma realidade da dor encerra duas realidades: a realidade pura que transcende as dores e a realidade aparente que se apresenta a nível dos sentidos. Por isso,meus esforços de auto-aprimoramento têm-se concentrado em superar a realidade aparente - ou, em outras palavras, apagar o colorido atribuído pela mente.
Segundo o meu conceito de Jissô (realidade pura), mesmo estando-s doente, é possível superar a doença, ainda que não ocorra a cura. Chamo isso de "felicidade fundamental". O mesmo se aplica às vicissitudes da vida em geral. Superando-se o fato tal como ele se apresenta, ocorre a cura da doença ou a melhora da situação, e chamo isso de "felicidade secundária". A "felicidade secundária" vem gradativamente. Assim, superando-se primeiramente a doença pela conscientização da verdadeira natureza humana isenta de doença e morte, começa, depois, a ocorrer gradativamente a cura da doença, e consegue-se a longevidade. A "felicidade fundamental" é algo que pode ser alcançado mesmo estando-se no meio de adversidades. Mas, ocorrendo tal conscientização, essas adversidades também desaparecem naturalmente. Eu faço questão de traçar clara distinção entre a "felicidade fundamental" e a "felicidade secundária". A primeira pode ser alcançada igualmente por todas as pessoas, mas quanto à segunda há diferença de pessoa para pessoa.
Tendo lido A Verdade da Vida e tendo ouvido agora há pouco as explanações suas, constatei muita identidade entre o modo de viver preconizdo pela Seicho-no-ie e o meu próprio modo de viver, e isso me deixou bastante entusiasmado. Porém, há um ponto com o qual não posso concordar plenamente. O senhor tem afirmado, com demasiada ênfase, que a felicidade surge imediatamente na vida real com consequência do repentino despertar espiritual, mas eu acho que isso tende a suscitar a ideia de que a felicidade neste mundo seja algo absoluto. Se é que simultaneamente ao despertar espiritual manifesta-se a total felicidade neste mundo, obviamente a pessoa nunca mais haveria de ficar doente nem sofreria a morte física. Eu penso que a inexistência absoluta da doença e da morte só se verfica a nível da conscientização do Jissô. Obviamente, essa conscientização influencia o corpo humano e age sobre a matéria, e a felicidade vai se concretizando naturalmente, tornando-se possível que a pessoa fique relativamente livre de doenças e que sua vida alcance relativa longevidade. Mas isso é sempre relativo. Quando sentimos a felicidade íntima proveniente da conscientização de nossa essência eterna e perfeita, deixamos de dar exagerada importância às agruras e alegrias desta vida, e justamente por isso os altos e baixos da maré da vida vai se amainando naturalmente. Meu desejo é levar uma vida de serena alegria, baseada na conscientização de nossa essência eterna e perfeita, sem me preocupar nem mesmo em amainar os altos e baixos da maré da vida.
No meu presente estado espiritual, prefiro apreender o Jissô, penetrando fundo no sofrimento, em vez de descartar o sofrimento como sombra da mente. Quero crer que "Deus estpa presente também no meio das dificuldades". Em outras palavras, sei que existem dois caminhos, um que consiste em descartar os sofrimentos considerando-os ilusões, e outro que consiste em mergulhar fundo neles, para depois superá-los e alcançar a alegria eterna, e, pelo menos por enquanto, eu prefiro este último caminho.
RESPOSTA:
Taniguchi - Os ensinamentos da Seicho-no-ie são fáceis e difíceis, ao mesmo tempo. Isto é, são aparentemente fáceis, mas, na verdade encerram pensamentos muito profundos. Assim sendo, entre os simpatizantes da Seicho-no-ie, há os que concordam com a doutrina, tendo-a compreendido apenas superficialmente, e outros que, tendo-a apreendido em maior profundidade, fazem perguntas para esclarecer eventuais dúvidas. O senhor, sr. Sassaki, pertence a este último grupo.
Alegra-me muito que o senhor esteja de acordo com os ensinamentos da Seicho-no-ie, no tocante a seus pontos essenciais, difíceis de compreender. talvez nos divirjamos quanto à maneira de explicar, pois o senhor fala em "superar o sofrimento admitindo-o tal como ele está manifestado", o que é mais um modo de dizer que é preciso superar o sofrimento depois de admitir a sua existência, ao passo que eu digo que o sofrimento não existe verdadeiramente porque é apenas ilusão ("um aspecto resultante do colorido atribuído pela mente", conforme o senhor disse), e afirmo que não é preciso nem se pode superar o sofrimento, porque ele não existe. Ao fato de alguém estar doente e não se prender a doença diz-se "transcender a doença". Todavia, se a doença não existe, não há necessidade de transcendê-la. somos originariamente isentos de doença. Mesmo que a doença pareça existir, ela não passa de ilusão (falso aspecto) resultante do colorido atribuído pela mente. Pode-se dizer que o próprio fato de admitir o confronto entre o Jissô (existência verdadeira) e o falso aspecto é ilógico, pois existe unicamente o Jissô.
Algumas pessoas, admitindo a doença e o sofrimento como existências verdadeiras, acreditam haver um sentido neles e concluem: "A doença e o sofrimento são realidades, nas quais Deus está presente e, portanto, são bênçãos; a mente que não os aceita como bênçãos é a mente em ilusão". Quem pensa assim faz com que seu subconsciente crie afinidade com doença, sofrimento, pobreza, etc., e passa a ter uma atitude mental negativa como a de atrair por si mesmo a doença e sentir uma espécie de prazer no ato de ficar doente. Nos casos extremos, a pessoa pode tornar-se tal qual São Francisco de Assis, que apesar de ter sido um santo de extraordinárias virtudes, deixou-se dominar pela ideia de aceitar prazerosamente os sofrimentos, passou a orar para que fosse permitido experimentar as mesmas dores que Jesus Cristo suportou, e finalmente passou a apresentar em seu corpo as marcas das cinco chagas de Cristo. As pessoas relgiosas que buscam sua realização pessoal nos sofrimentos e nas doenças passam a sentir prazer em contrair doenças, em vez de manifestar em seu corpo o aspecto perfeito do seu eu verdadeiro originariamente isento de sofrimentos, doenças e iniquidades. Assim, passam a procurar atrair, intencionalmente, a doença e a miséria, que as pessoas comuns abominam. Na verdade, tanto aquelas pessoas como estas últimas estão presas à matéria, de uma ou de outra forma. Se despertarem para a Verdade de que "o corpo carnal é apenas uma sombra projetada pela mente e, portanto, não é existência real", compreenderão que a doença e todos os demais sofrimentos referentes ao corpo carnal também não existem realmente. E, já que não tem sentido acreditar naquilo que não existe, não mais sentirão necessidade de fugir dos sofrimentos, nem de enaltecê-los e desejar que eles venham. Então, terã transcendido realmente os sofrimentos.
Contudo, observandoo mundo fenomênico, constatamos a manifestação de sofrimentos, doenças, etc., e isso é um fato que não podemos negar. No estado subsequente ao "despertar repentino" a que o senhor se refere, a pessoa passa a viver, durante algum tempo, num mundo dualístico em que, de um lado, se reconhece a perfeição do seu eu verdadeiro e, do outro, se vê a doença (aspecto aparente). E, no processo em que o aspecto aparente vai cedendo lugar à perfeição do eu verdadeiro, a pessoa vai vencendo passo a passo as imperfeições fenomênicas e aproximando-se gradativamente da original perfeição do Jissô (eu verdadeiro) conforme o senhor mesmo disse. Completando-se esse processo, o homem atinge, finalmente, o estado em que "seu corpo tal como é, torna-se imortal". Nesse momento, seu corpo deixa de ser um simples corpo carnal e se transforma num corpo espiritual que supera as limitações físicas.
Na verdade, o corpo carnal, atualmente cheio de limitações e imperfeições, é produto da mente e é sustentado pela mente. Logo, com a transformação da mente que o sustenta, transformam-se também a natureza e o estado do corpo. Se alguém supõe que o corpo carnal em si seja imortal, é porque não sabe que o corpo carnal é projeção da mente. Se compreendesse que o corpo carnal é projeção da mente, compreenderia que o corpo está morrendo e nascendo a todo instante, isto é, transformando-se constantemente conforme a mudança da mente. Se a pessoa libertar sua mente da ilusão e conseguir apreender realmente a sua Essência, ocorrerá uma grande transformação também no corpo, que então se tornará um corpo espiritual e sublime. E quando tal corpo deixa este mundo, causa-nos a impressão de que morreu, mas isso não é morte; é evolução da natureza do corpo. Quando uma pessoa que alcançou o despertar liberta-se do corpo incômodo e passa para um estado espiritual e livre (nota: o autor não está se referindo a morte no sentido concebidos pelo espiritismo), diz-se que atingiu o nirvana. Isso difere totalmente do fato de alguém morrer doente, sem despertar, com a mente apegada ao corpo carnal por considerá-lo existência verdadeira. Aparentemente, os dois fatos parecem a mesma coisa, mas há grande diferença no seu conteúdo - a diferença é intrínseca. No primeiro caso, a pessoa, devido ao seu despertar, alcança um estado de total liberdade, enquanto que, no segundo, a pessoa permanece no estado de auto-prisão mental e continuará a sofrer reencarnando várias vezes, enquanto não despertar.
A parapsicologia está provando que, após o desencarne, o espírito continua possuindo um corpo imaterial, cujo grau de liberdade varia conforme o grau de despertar. A maioria dos espíritos que aparecem nas fotografias e sessões mediúnicas são os que ainda não alcançaram o estado de verdadeira liberdade, mas são uma prova de que existe corpo espiritual, que é bem mais livre do que o corpo carnal.
Bem, retomando o tema principal, devo esclarecer que o modus vivendi da Seicho-no-ie baseia-se na compreensão de que este mundo visível é mundo da projeção da mente e que, justamente por ser uma imagem projetada, melhora quando se aperfeiçoa a mente, que é o filme. Obviamente, o aperfeiçoamento do mundo projetado é secundário, e não o consideramos mais importante que a apreensão do mundo do Jissô (mundo verdadeiro e absoluto), que é fundamental. Entretanto, a maioria das pessoas está interessada no aperfeiçoamento do mundo fenomênico e pouco lhe interessa um apelo como "Não se apegue ao mundo fenomênico porque ele não é existência verdadeira", pois este soa como algo despropositado e alheio à vida real do cotidiano. Por esse meio, é difícil conduzir as pessoas à compreensão da Verdade. Então a Seicho-no-ie diz: "Se você prentende aperfeiçoar sua vida neste mundo fenomênico, deve ajustar o 'filme' mental porque este mundo é projeção da mente". Assim, as pessoas, ajustando a mente e vendo sua situação material melhorar de fato, convencem-se: "Realmente, este mundo é mera projeção da mente".
Até agora, a maioria das seitas budistas aconselhava: "Rejeite o mundo fenomênico porque ele é mera imagem projetada". Mas eu digo que não é preciso rejeitá-lo, justamente porque é mera imagem projetada. A Seicho-no-ie permite aperfeiçoar o mundo da projeção e por esse meio conduz as pessoas à compreensão do mundo verdadeiro, o Jissô.



