"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quarta-feira, junho 12, 2019

Preleções Nucleares: A Unidade Essencial - 1/4

- Gustavo -


I - INTRODUÇÃO

O objetivo deste texto é facilitar a compreensão que temos da Verdade. Para isso, vou me valer das explicações didáticas ensinadas no Núcleo. O Núcleo é uma instituição (ainda não oficial) que visa difundir ao mundo ensinamentos espirituais profundos, percepções conscienciais, iluminadas. São ensinamentos de grande porte, tal como os de muitos mestres iluminados já tão amplamente conhecidos. Não se trata de algum ensinamento novo, apenas de uma nova e eficiente forma de expor a mesma Verdade conhecida há milênios e expressada pelas diversas grandes religiões e filosofias. A metodologia de ensino do Núcleo tem a característica especial de ser ao mesmo tempo simples e profunda e também prática. Devido a isso, ela tem o poder de facilitar sobremaneira a compreensão (percepção) da Verdade Eterna em contraposição às verdades temporais e efêmeras.

A compreensão da Verdade a que me refiro não é uma compreensão intelectual, da mente; é, isto sim, uma compreensão mais profunda, uma compreensão intuitiva. Em geral, é assim que ocorre o processo de aprendizado: inicia-se com o entendimento intelectual e, quando este é bem colocado, as portas para uma compreensão mais profunda (compreensão intuitiva, além do intelecto) se abrem. E a compreensão intuitiva, por sua vez, pode nos levar à percepção da Verdade intuída. A realização da Verdade ocorre somente quando alcançamos a percepção da Verdade, não bastando uma simples compreensão intelectual. Uma palestra ou livro podem ser elaborados contendo explicações muito bonitas, inteligentes e com uma lógica muito bem construída; contudo, por mais que eles contenham todas essas coisas, ainda não poderão nos proporcionar a percepção da Verdade a que se referem. Por isso o ensinamento nuclear, acima de todas as coisas, leva em conta a percepção. Você estará sempre se deparando com o termo "percepção", a fim de que a sua percepção seja direcionada e encontre o seu centro, a sua fonte, a essência, o Núcleo.

O Ser que somos é Consciência/Percepção/Atenção silenciosa, inteligente, indivisa e una. Todavia, para a visão mental, ela parece estar dividida ou fragmentada – porque é assim que a mente percebe. E se estamos identificados com a mente, a percepção nos parecerá estar dividida ou fragmentada. Por isso, a sua percepção deverá ser empurrada de volta para a percepção. A sua atenção deverá voltar-se para a própria atenção, fundir-se nela, e estabelecer-se ali completamente. Não somos corpos físicos e tampouco somos mente. Somos, isto sim, uma Existência misteriosa e insondável, que também pode ser denominada Inteligência, Silêncio, Consciência, Atenção ou Percepção.


II - O UNIVERSO REAL E A REPRESENTAÇÃO DIVINA

A fim de propiciar um fácil entendimento das verdades profundas, o Núcleo adota a metáfora do ator e da representação. Essa mesma metáfora está implícita nos ensinamentos utilizados por Krishna, na escritura sagrada do Bhagavad Gita, para revelar a verdade a Arjuna.

Quando uma peça de teatro está sendo encenada, um ator irá atuar no palco representando o papel de um personagem. Quanto melhor ele representar o personagem, melhor ator ele é. Um ator deve saber tudo a respeito de seu personagem, deve conhecer detalhes, adquirir grande intimidade com o personagem que irá representar; e quanto mais identificado ele estiver, mais fácil para ele será atuar como aquele personagem. Existem inclusive atores tão bons e eficientes que, ao atuarem, mergulham no papel de seus personagens tão profundamente ao ponto de esquecerem completamente de si mesmos. Nos momentos em que a peça teatral está sendo encenada, a história e o universo do personagem são tudo o que existe, e a realidade da vida do ator fica encoberta/esquecida em função de seu profundo envolvimento com a representação. A representação ganha extrema realidade para ele; se na representação ele for insultado, ele vai reagir ao insulto e ficar bravo. Ou, se na representação ele encontrar um ente querido que não via há muito tempo, ele vai ficar muito feliz. Quando o ator está mergulhado na representação, ele passa a agir em função dela; a representação torna-se real para ele.

O que Krishna revelou a Arjuna, no Bhagavad Gita, é que Deus é como um Ator e todo este universo é uma representação divina. Toda a história e todos os personagens que aqui existem estão sendo encenados por Deus. Deus é perfeito em tudo, até no ato de representar!

Neste mundo existem atores que, ao representarem o papel de um personagem, esquecem-se por completo da sua realidade como atores e tornam-se muito identificados com os personagens que estão representando. Eles são excelentes atores, a representação deles é perfeita! Se uma deles se envolver demasiadamente com a trama de uma peça,  a representação de repente poderá cair como um peso para ele. O que se passa numa representação não possui consistência ou peso algum, mas para aquele ator um peso irreal subitamente pode passar a ser real, e sua irritação ou aflição pode extrapolar os limites da realidade teatral. Até mesmo é possível o ator começar a chorar compulsivamente em razão do que está se desenrolando na trama. Nesse caso, basta que um companheiro mais consciente da realidade dê uma cutucada em seu colega ator e diga: "Calma, amigo! Não vê que o que está acontecendo é apenas uma representação? Por que tanta reação ou aflição excessiva? Você parece pensar que é o personagem que está representando, mas o seu personagem é apenas um personagem. Você é o ator, lembra?".

Também há aqueles atores que, enquanto estão representando o papel de seus personagens, mantém-se conscientes/alertas para o fato de que na realidade eles são atores e não o personagem que estão representando. Para eles a representação jamais cai como um peso, eles levam a representação com grande leveza e desenvoltura. Estes são os personagens despertos – eles permanecem conscientes de quem são, mesmo estando em meio à representação; eles em nada são afetados, pois sabem que a representação é apenas uma representação.

Um ser iluminado é aquele que conheceu a sua realidade como sendo Deus – a Consciência iluminada, o Ser Supremo – e manteve-se consciente disto. Ele está ciente de que é o Ator e pode perfeitamente prosseguir representando o papel de seu personagem no palco onde está ocorrendo a representação divina. Seres como Jesus, Buda, Krishna, Lao-Tsé, Yogananda (e toda sua linhagem de mestres), Ramana Maharshi, Nisargadatta Maharaj (e demais mestres da linhagem Advaita), Osho, Krishnamurti, Ramakrishna, Joel Goldsmith, Masaharu Taniguchi, Sri AmmaBhagavan e inúmeros outros... todos eles identificaram-se como sendo o Eu Real e mantiveram suas luzes acessas no mundo da representação, e cutucando aqueles colegas atores que estavam desempenhando uma perfeita representação de seus personagens, dizendo: "Amigo, não vê que tudo isso não passa de uma representação? Você é o Ator! Basta ficar consciente disso e tudo se resolve! Desperte!".

Se não estamos conscientes de nossa realidade divina, é porque ainda estamos demasiadamente identificados com os personagens que estamos representando.  Pensamos ser o Fulano, o Beltrano ou o Sicrano... o nosso senso de "eu sou" está atrelado a um personagem específico. Nesse sentido, "eu sou" não existe de verdade. Se em meditação nós o investigarmos e o perseguirmos até a sua origem (da mesma forma como seguimos uma correnteza de águas rio acima a fim de encontrar a nascente), veremos que no final ele desaparecerá. Se seguirmos o pensamento "eu sou" (que está atrelado ao corpo-mente) rio acima, descobriremos que não existe origem alguma para ele, e então ele desaparece. O senso "Eu sou" somente é real quando há a identificação do indivíduo com a Totalidade de tudo o que existe – então ele é permanente, nunca desaparece.

Não há nada de errado em estarmos inconscientes de Quem somos. "Quem somos" é um Ser perfeito, e Ele é perfeito até quando está representando. Se estamos identificados unicamente com os nossos personagens, isso apenas significa que somos grandes atores, a nossa representação está divina. Não há o julgamento de que "isso não deveria ser assim" ou de que "o ator não deveria estar tão identificado com o personagem". Mesmo nos teatros ou sets de filmagens não há nada de errado nisso. Os atores podem estar sempre à vontade para fazer o que quiserem. É apenas que a situação poderia ser outra – e bem melhor: se a pessoa estiver com a consciência de que é o ator e não o personagem, a qualidade da representação muda totalmente, adquire um sentido de universalidade, totalidade, leveza, abundância, completude. Quando na representação você se mantém consciente de Quem é, o desfrute da representação passa a ser pleno, de pura bem-aventurança, ao invés de ora bom ora ruim. E quem não iria querer algo assim?

Quando finalmente despertarmos, lembraremos de que somos o Ator que existe por detrás de nossos personagens; perceberemos o universo da dualidade como sendo uma representação divina. A Realidade Divina não é o mesmo que representação divina – elas são distintas. Teremos o nosso sentido de "eu sou" transportado para uma dimensão muito mais ampla, abrangente, universal, ilimitada e livre – a dimensão da Consciência do Ser.  No tempo certo, virá para cada um o momento em que a pessoa despertará e se lembrará de sua realidade como Ator, ao invés do personagem com o qual se identificou e representou tão perfeitamente.


III - CONSCIÊNCIA DO SER vs. MENTE DO PERSONAGEM

Começamos fazendo a distinção entre o que é a Consciência e a mente. A Consciência é Deus. Ela é infinita. A Fonte e a Origem, o Pai e a Mãe de tudo o que existe. Ela é atemporal, está completamente fora do tempo: passado, presente e futuro estão contidos nela. É um estado de potencialidade infinita, na qual todas as coisas já existem. Na Consciência do Ser tudo está consumado, terminado, pronto. É o Ser onipresente, onipotente e onisciente. A Consciência existe como tudo e ao mesmo tempo está além de tudo. Devido a isso, é impossível descrever definitivamente o que é a Consciência – porque ela sempre será isso, mas será muito mais. Em algumas tentativas de dizer algo sobre ela, os ensinamentos utilizam as qualificações: Amor, Sabedoria, Luz, Força, Paz, Bem-Aventurança, Vida, Harmonia, Alegria, Liberdade, Plenitude. Todas essas são qualidades divinas que o indivíduo experimenta em si mesmo (e expressa!) ao entrar em contato com Deus.

A Consciência é Universal, impessoal, toda-abrangente. No universo inteiro existe apenas uma única Consciência, e essa Consciência é a consciência de cada ser existente. Pedras, vegetais, animais, homens – são todos detentores da mesma consciência. Tudo está vivo e todos eles são a Consciência se expressando de maneiras distintas. Em um determinado lugar, a Consciência deseja Se manifestar e conhecer a experiência de ser uma pedra. Em outro momento, a Consciência Se manifesta como planta ou árvore a fim de saber o que é ser uma árvore. Depois, a Consciência decide Se expressar como animal porque deseja saber o que é ter essa experiência. E, por fim, manifesta-se também como o indivíduo, homem ou mulher, a fim de experienciar o que é ser homem ou mulher. Todas as coisas são a Consciência aparecendo como – aparecendo como a pedra, o vegetal, o animal, a humanidade. É com esse entendimento sagrado que determinadas religiões reconhecem, louvam e reverenciam tudo como sendo o divino. Toda a existência é divina. "Eu apareço como...".

Não há nada na existência que esteja "acima" ou "além" da Consciência. Ela ocupa a maior posição hierárquica, o grau máximo. A Consciência é suprema. Quando a mente surge, ela é um fenômeno menor. A mente ocupa o papel de ser um instrumento da Consciência do Ser.

Ao contrário da Consciência, a mente não é universal, não é impessoal e não é todo-abrangente. A mente tem a característica de estreitar as coisas. Ela restringe o senso de "Eu Sou" a uma parte (corpo) específico. Com a mente, Eu sou deixa de Se perceber como o Todo-Universal para Se perceber como sendo uma "parte" específica. Também, ao contrário da Consciência, a mente é sempre pessoal. Cada personagem tem uma história pessoal, vivenciou experiências pessoais, e foi construindo a sua visão pessoal (condicionamento) sobre a vida e o mundo. Ninguém jamais vivenciou exatamente as mesmas experiências. Mesmo aqueles que nasceram gêmeos siameses tiveram a sua visão ou interpretação de mundo construída de forma diferente, eles possuem mentes distintas. Neste mundo existem mais de 6 bilhões de pessoas, portanto mais de 6 bilhões de mentes, e cada uma delas pode declarar: "esta é a minha mente", mas ninguém pode afirmar que "esta é a minha consciência", porque a Consciência é uma só e não pertence a uma pessoa específica. A Consciência pertence a todos, ou a ninguém, dá no mesmo.

Sabendo tudo isso, chegamos à consagração de um princípio espiritual: A Consciência é do Ser; a mente é sempre do personagem. O Ser percebe com a Consciência; o personagem percebe com a mente.

Há em nós duas percepções: a percepção da Consciência do Ser (a percepção real) e a percepção da mente de nossos personagens. Em verdade, há apenas uma percepção que é sempre total, completa, una, integrada. A percepção é sempre a mesma. Quando a percepção está focada na mente, ela se adequa e percebe em conformidade com a mente. A mente é apenas um instrumento, ela é como uma lente de percepção, assim como um óculos. Se vestirmos um óculos com a lente azulada, ao olharmos para a paisagem lá fora, nós veremos tudo azulado, embora o que exista lá não seja necessariamente da cor azul. Olhando através desses óculos, a árvore marrom e verde será vista/percebida como azulada. A mente é esse óculos que limita e distorce a realidade. É importante compreender que a percepção que enxerga com os óculos é a mesma percepção que enxerga sem os óculos. Quando a percepção desloca o seu foco/atenção da mente para a Consciência, passamos a perceber do modo como a Consciência percebe.

Assim, podemos perceber a realidade através da percepção da Consciência do Ser ou através da percepção da mente do personagem. O modo como o Ser percebe a realidade é diferente do modo como a mente do personagem concebe (interpreta) a realidade. A mente enxerga muitos onde há apenas Um. E a Consciência enxerga um onde há apenas um – porque essa é de fato a Verdade. Deus, o Universo, é UM.

Devido a tudo o que foi explanado até agora, as percepções provenientes da Consciência do Ser foram chamadas pelo Núcleo de "percepções conscienciais". E as percepções oriundas da mente do personagem foram denominadas "percepções mentais."

A seguir abordaremos um quadro comparativo contrapondo as características da percepção consciencial e da percepção mental.

Continua...


quinta-feira, junho 06, 2019

O Agora é Luz; O Presente é Sombra

- Dárcio Dezolt - 


Os princípios da Verdade são claros e precisos, mas precisam ser treinados, para que os condicionamentos ilusórios aceitos pela humanidade  sejam quebrados. A humanidade não enxerga o Universo em que estamos, que é Luz e Perfeição do AGORA; em vista disso, somente vê o que lhe mostram os sentidos mortais, que é uma sombra  mutável chamada “momento presente”!

Durante as “contemplações”, o suposto “mundo temporal” é descartado por completo, para que fiquemos abertos à percepção única e iluminada de Deus sendo TUDO!

DEUS É TUDO NO AGORA PLENO EM QUE O SEU UNIVERSO BRILHA COMPLETO. Por outro lado, se perdermos de vista este AGORA, voltando a atenção ao referencial dos sentidos mortais, estaremos de volta às CRENÇAS COLETIVAS, onde se desdobram as ilusórias “imagens hipnóticas” que se fingem de “mundo material”.

Assim como alguém correndo não produz sombra de alguém parado, alguém na “plenitude da Oniação” não produz “aparência” de carência. Isto porque o suposto “mundo fenomênico” não é real, sendo meramente uma “sombra” em mutação.

O “AGORA” É LUZ; O PRESENTE É “SOMBRA”! Quanto mais a pessoa se dedicar a se ver na LUZ e não na SOMBRA, mais estará sendo conscientemente o CRISTO que verdadeiramente É, e mais verá a APARÊNCIA se ajustando à forma harmônica! Por isso Jesus disse: “Aquele que PERMANECER EM MIM dará frutos!”

“Permanecer em MIM” significa “PERMANECER NA ONIAÇÃO”, ou “PERMANECER NO AGORA”! Para isso, é importante fazermos pausas, em nosso dia a dia, para reconhecermos:

“EU SOU transcendente a estas imagens visíveis! Deus é invisível, EU SOU invisível! DEUS vive no AGORA IMUTÁVEL, EU VIVO NO AGORA IMUTÁVEL!”

Formando este hábito de com estas pausas de reconhecimento cortarmos a ILUSÃO de que “vivemos em mundo material”, mais e mais ficaremos “em MIM”, conscientemente na  Oniação, e vivenciando a Verdade.

A Seicho-no-ie assim diz: “A matéria é apenas sombra da mente; ver a sombra e considerá-la Realidade é ilusão. Cuidai para que não vos apegueis à ilusão”.

Quem estuda a Verdade não pode viver como ateus! É preciso que VIVA “EM MIM”! NA PRESENÇA GLORIOSA E ILUMINADA DO “CRISTO QUE JÁ É”! E onde os ateus caminham, enxergando matéria, é preciso que RECONHEÇA ESTAR EM  “SOLO SAGRADO”!

A “Mente de Cristo” nos é mais próxima do que a suposta “mente humana”. Puxe sua atenção da “sombra fenomênica” para a Mente de Cristo que é, EM SI MESMA, a Substância do Universo real em que estamos! Desse modo, o que é REAL poderá ser discernido, enquanto a “sombra temporal”  ficará fora de percepção.

Lembre-se: UNICAMENTE DEUS É REALIDADE! “NELE VIVEMOS, NOS MOVEMOS E EXISTIMOS!”.


segunda-feira, junho 03, 2019

Viva Convicto De Que “A Verdade É Verdadeira Já!"

- Dárcio Dezolt -


A Verdade,  quando revelada, já estava vigorando “desde o princípio”, sem jamais ser “algo” estando ainda “por acontecer”, seja por meio de “mentalizações”, “orações”, “contemplações”, ou por quaisquer outros meios! Todas estas “práticas espirituais” precisam ser entendidas como “expedientes” empregados unicamente para nos acharmos CONVICTOS de que “TUDO JÁ É ILUMINADO E PERFEITO”, AQUI E AGORA!

Quando Jesus disse que “com agrado, o Pai nos deu o Seu Reino”, não estava dizendo que, em algum instante, estivéramos FORA DELE! Revelava a VERDADE ETERNA E IMUTÁVEL, esperando que o povo a aceitasse e se visse liberto da CRENÇA NO “MUNDO DO PAI DA MENTIRA”!

Certa vez, caminhando pelo centro da cidade, percebi várias filas de pessoas indo em direção a algumas tendas ali montadas. Atravessei a rua para ver do que se tratava, e então eu vi várias faixas assim escritas: “Dê um sorriso e ganhe um livro de presente”. Tratava-se de uma campanha que estimulava na população o hábito de leitura. Assim era fenomenicamente entendida aquela “aparência”, uma vez que, na verdade, o FATO REAL, predominante,  era que, subjacente àquelas “aparências”, havia o “solo sagrado” em que TODOS, realmente, estávamos! Em seu desdobramento à visibilidade, como “bens acrescentados”, eram vistas as “aparências” com a distribuição gratuita de livros.

Suponhamos que, deixando o local, alguém distante daquela feira me perguntasse: “Você está vindo de lá? Viu o que está acontecendo, e o motivo de haver tantas pessoas em filas?”. Caso eu explicasse outra coisa, como, por exemplo: “Aquelas filas  ali se formaram porque um milionário está distribuindo notas de cem reais, a cada um que nelas entrar”,  e tirando do bolso uma daquelas notas, dizendo tê-la ganho dessa forma, certamente a mentira viraria “convicção” na mente daquela pessoa, e ela só iria se livrar dela indo ao local e descobrindo a verdade!

Esta analogia revela o motivo pelo qual Jesus chamou “este mundo” de “mundo do pai da mentira”! DEUS ESTÁ SENDO TUDO, A PERFEIÇÃO ESTÁ SENDO TUDO, NÓS JÁ SOMOS PERFEITOS, E VIVENDO NO REINO PERFEITO; PORÉM, ESTES FATOS REAIS NÃO SÃO RECONHECIDO, POR ESTAR A HUMANIDADE DANDO CRÉDITO ÀS MENTIRAS INTERMINÁVEIS  DA “MENTE CARNAL”! TAIS MENTIRAS SE TORNARAM “CONVICÇÃO ERRÔNEA DE MASSA”,   ENQUANTO  OS FATOS REAIS, QUE SÃO AS PRESENÇAS PERFEITAS DOS FILHOS DE DEUS NO REINO DE DEUS, SEQUER ENTRAM EM COGITAÇÃO!

As revelações da Verdade JÁ SÃO A VERDADE, e assim são percebidas no exato instante em forem cem por cento reconhecidas! Se alguém, aparentemente, estiver num hospital, debaixo de avaliações médicas atestando sua aparente “precária saúde”, este seria um exemplo de MENTIRA DO PAI DA MENTIRA, porque a VERDADE é o FATO PERMANENTE de estar ele em SOLO SAGRADO, sendo o CRISTO DE SAÚDE PLENA E RESPLANDECENTE, sem precisar de “nada deste mundo”, nem de “orações” e nem de “terapias de cura”! UNICAMENTE É REQUERIDO O RECONHECIMENTO  TOTAL E RADICAL DA VERDADE DE QUE “DEUS É TUDO”, DENTRO DA COMPREENSÃO DE QUE “A MENTIRA É AUSÊNCIA”, E NUNCA ” PRESENÇA TEMPORAL” A SER  PRIMEIRO ACEITA, PARA DEPOIS, SER MELHORADA OU CURADA!

Havia “milionário doando dinheiro”, na analogia empregada? NÃO! O CENÁRIO INTEIRO, MESMO PARECENDO SER REAL, ÀQUELE OUVINTE DA MINHA MENTIRA, ERA TOTAL “AUSÊNCIA”! O “NADA” APARENTANDO SER “REALIDADE”!

Enquanto não houver esta DEDICAÇÃO FERRENHA ao RECONHECIMENTO DA VERDADE, a humanidade aparentará estar sob o JUGO DAS MENTIRAS DA MENTE CARNAL! E ELAS SOMENTE DESAPARECERÃO QUANDO FOREM RECONHECIDAS COMO “AUSÊNCIAS”,  PELO RECONHECIMENTO DE QUE DEUS É ONIPRESENÇA!


sexta-feira, maio 31, 2019

"De que adianta se dizer Filho de Deus, e ter de viver no mundo?"


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Após eu ter dito a uma pessoa que “não existe mundo material nenhum”, uma vez que DEUS É ESPÍRITO - REALIDADE ESPIRITUAL PERFEITA, ETERNA E ONIPRESENTE - E NÃO MATÉRIA, ela me respondeu: “De que adianta viver afirmando isso, se você, do mesmo jeito que os demais, que nada sabem disso, vive do mesmo jeito que eles, tendo de encarar a vida material?”

Explicar a DIFERENÇA requereria explicar toda a Metafísica Absoluta à pessoa; porém, em geral, quando surge indagação dessa natureza, não há, de momento, interesse real da pessoa pela Verdade, e sim interesse em continuar vivendo “materialmente”, ou seja, acreditando ser real a suposta “vida terrena”. 

Em casos assim, é comum eu passar a ela apenas uma ideia central básica, para que a leve como semente! Por exemplo, eu lhe digo: “Se você orar e reconhecer "estar espiritualmente em Deus", o seu dia a dia se desdobrará diferente do que ele seria, caso você, em vez de fazer este reconhecimento, saísse de casa “carnalmente”, preocupado, ansioso, temeroso, acreditando “estar na matéria”. Isto porque o seu dia não existe predeterminado, sendo uma “sombra” da Vida em Deus, sombra que se mostrará estando mais ou menos “distorcida” em função do seu maior ou menor reconhecimento/envolvimento com a Verdade”.

O que a maioria desconhece, é isto: SOMENTE DEUS - A REALIDADE ESPIRITUAL PERFEITA ETERNA E ONIPRESENTE - EXISTE! 

Quando alguém se dedica a reconhecer esta Verdade, a Consciência divina é contemplada, a Sua atividade pura e perfeita atua sobre as falsas “crenças coletivas”, ou sobre a suposta “mente humana”, e, sendo a “crença” alterada, o suposto “dia terreno” igualmente se mostrará alterado, por ser, “este mundo”, uma manifestação ilusória do "estado mental" da pessoa.

Se alguém acreditar ter “CORPO DE LUZ, MANTIDO PERFEITO POR DEUS”, e o seu vizinho, por exemplo, acreditar ter “CORPO MATERIAL PASSÍVEL DE ADOECER”, mesmo que os DOIS sejam vistos por terceiros como “CORPOS CARNAIS”, a probabilidade de o vizinho “se mostrar com corpo doente” será muito maior do que o mesmo acontecer àquele que saiu convicto de “não ser carnal”, mas sim, “Filho espiritual de Deus”. E a razão é a seguinte: Quem emana a “onda da crença coletiva” também a atrai, e quem emana “onda divina”, atrai também ondas semelhantes. Esta é a chamada “Lei da Atração”. 

Portanto, dizer que “tanto faz” alguém acreditar na Verdade ou não acreditar, que do mesmo jeito terá de encarar “vida material”, é desconhecer completamente o processo todo!

A mesma coisa se dá, quanto a alguém que segue um tipo ou outro de doutrina. Cada uma traz em si o seu enfoque; e este, sendo abraçado pelos adeptos, faz com que eles emanem ou irradiem mentalmente suas crenças; e o mundo lhes responderá “na mesma moeda”. 

Jesus sabia disso! Por isso sua pregação partia do Alto e não de baixo! Partia da Verdade de que “somos deuses”, “luz do mundo”, “sal da terra”, e de que “somos um com o Pai como ele”. 

Infelizmente, as pessoas adotaram crenças religiosas autodepreciativas, baseadas no “juízo pela carne”, em que são consideradas como “pecadoras”, “espíritos ignorantes” em evolução, ou “míseras criaturas”; assim, irradiando mentalmente estas limitações e negatividades, vivem recebendo de volta suas próprias semeaduras. E então, ao se depararem com as situações negativas que mentalmente geraram, dão-lhes o nome de “provações de Deus”, que nunca teve nada a ver com aquilo!

“A lei foi dada por Moisés e a graça por Jesus Cristo”, diz a Bíblia. Explica que VOCÊ pode e deve “estar no mundo sem pertencer-lhe”, colocando bem no alto a SUA PRÓPRIA LUZ, E VIVENDO, DE FATO, A VIDA PELA GRAÇA! A VIDA QUE É DEUS RECONHECIDO COMO O CRISTO QUE VOCÊ É! 

CONTEMPLE:

CONTEMPLO A VERDADE DE QUE DEUS É ESPÍRITO, E É TUDO! 

CONTEMPLO A VERDADE DE QUE O CRISTO, O PAI EM MIM, É ESPÍRITO, E É TUDO! 

CONTEMPLO A MENTE DE DEUS COMO MENTE ÚNICA, PERFEITA E MANIFESTA, AQUI E AGORA, COMO A MENTE QUE EU SOU! 

IRRADIO AO UNIVERSO AS ELEVADAS ONDAS ESPIRITUAIS DE MINHA MENTE CRÍSTICA! COMO O UNIVERSO E EU SOMOS UM, IGUALMENTE “RECEBO” DO UNIVERSO UNICAMENTE O QUE VEM DE DEUS!


Divine Man : God Energy

quarta-feira, maio 29, 2019

O “AGORA DIVINO”, RECONHECIDO, ALTERA CADA “MOMENTO PRESENTE”!

- Dárcio Dezolt - 


Quando as mensagens realçam a importância do RECONHECIMENTO de estarmos VIVENDO NO “AGORA ABSOLUTO”,  que é REALIDADE,  sem nos permitirmos iludir pelas aparências, que são todas IRREALIDADES, há quem desconheça que as "imagens ilusórias" são sombras alteráveis, que se mostram "ora melhoradas", "ora pioradas", dependendo de as ORAÇÕES ABSOLUTAS estarem sendo praticadas ou não! Em outras palavras, o “momento presente”, que cada um aparentemente vê como seu dia a dia, NÃO SE PROJETA DE MODO FIXO, tenha a pessoa feito ou não sua orações de reconhecimento do AGORA ABSOLUTO!

“O QUE SE VÊ  PROCEDE DO QUE NÃO SE VÊ”, disse Paulo. Explicava que o cenário visível, para se projetar como "momento presente" de alguém, só lhe é possível como "sombra" da Oniação, ou seja, UNICAMENTE DEUS É REALIDADE ATIVA, enquanto o suposto "mundo fenomênico" não passa de um reflexo finito e alterável da Realidade Divina! Assemelha-se a um "mundo refletido num espelho", em que não haja nada nem ninguém em suas "imagens refletidas"!

“ORAI E VIGIAI SEM CESSAR”, diz a Bíblia. Por que Jesus orava tanto? Para reconhecer "ESTAR EM DEUS", e nunca em "aparências visíveis"; para saber estar sendo o "CRISTO EM ONIAÇÃO DO AGORA", e não estar sendo um "carnal gestado por Maria"; e para reconhecer que "NINGÚEM" existe vivo em supostas "imagens fenomênicas", por serem todas elas puras "miragens", sem história e sem vida, "sombras mortas" com que a "mente carnal" ilude a humanidade, convencendo-a de que o chamado "mundo do pai da mentira" seja algo verdadeiramente existente.

Orar é necessário, porém, o motivo que nos leva às orações e contemplações absolutas é de igual importância! A oração correta nos tira a atenção do "momento presente", rumando-a ao "AGORA PERMANENTE", em que "TUDO ESTÁ FEITO"! Cada reconhecimento desta Verdade revela que "SOMOS UM COM DEUS": ESPÍRITO, AMOR, PERFEIÇÃO E LUZ!

Feitas as preces e contemplações neste ENTENDIMENTO, o suposto “mundo de aparências” não mais será tomado como REALIDADE! E é quando se cumpre o que disse Paulo: "O que passamos a ver,  – como “MOMENTO PRESENTE” – procede do AGORA visto como o AGORA QUE DEUS VÊ". É desse modo que as aparências se ajustam à Realidade Divina, dando-nos a impressão de terem sido "melhoradas"!

Quanto menos orarmos, MENOS VEREMOS AS APARÊNCIAS SEREM “AJUSTADAS”. Por que? PORQUE, SEM A ORAÇÃO, ELAS ESTARÃO SENDO PROJETADAS COM AS INFLUÊNCIAS DUALISTAS DA SUPOSTA “MENTE CARNAL”. 

GRAVE BEM:

O MUNDO DE APARÊNCIAS É IRREALIDADE, QUE SE MOSTRA AJUSTADO À VONTADE DE DEUS, QUANDO NOS IDENTIFICAMOS COM DEUS; E SE MOSTRA DESAJUSTADO, QUANDO NOS DESCUIDAMOS E DEIXAMOS DE RECONHECER QUE VIVEMOS NO AGORA DIVINO.

SE NÃO ORARMOS DEVIDAMENTE, A MENTE CARNAL ENVIARÁ AS SUAS SUGESTÕES PARA NOS ILUDIR COM A MENTIRA DE QUE “SOMOS ALGUÉM DO MUNDO”!

É por esse motivo que, seguidamente, repetimos a revelação de Paulo: “EM DEUS VIVEMOS, NOS MOVEMOS E TEMOS O NOSSO SER” (Atos 17: 28).


segunda-feira, maio 27, 2019

COMENTÁRIOS AO TEXTO: "DE 'MENOS INFINITO' A 'MAIS INFINITO'”

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- Dárcio Dezolt - 


Nesta postagem, serão salientados alguns pontos essenciais às “contemplações absolutas”, sugeridos pela analogia do artigo aqui publicado, intitulado: De "Menos Infinito" a "Mais Infinito".

1. Não há a dualidade "reta" e “segmento de reta”. O “segmento” busca apenas representar a RETA ÚNICA, por ser ela impossível de ser mostrada tal como é, numa lousa do mundo.

2. A representação mostra um “segmento de reta” tendo “começo e fim”. Mas a “RETA REAL”, em pauta, sendo infinita, é sem começo e sem fim.

3. A Reta, que é REAL no UNIVERSO REAL e INFINITO, ao ser representada como “segmento finito”, não pode ser considerada como “aparenta” se mostrar numa lousa finita.

4. O professor, ao riscar na lousa a RETA como “segmento”, sabe que a RETA REAL e ÚNICA jamais poderia “estar na lousa”. E, caso alguém julgasse “ver a reta”, olhando para a lousa, estaria somente sendo “iludido” pelo “segmento” riscado pelo professor.

5.   Após a aula, o “segmento” seria “apagado” pela mesma  “mente falsa” que o riscou. E em momento algum a Reta teria passado pelo “tempo”,  e ter tido a aparente “duração temporal da aula”.

6.   A Reta Real e infinita é concepção de Deus, e somente tem existência no Agora Divino, em que tudo é perfeito e permanente.

7.   Caso a reta riscada como “segmento de reta” apresente alguma distorção ou defeito, percebido na lousa, jamais a Reta Real terá exibido qualquer imperfeição.

8.   A Reta Real jamais será “o segmento” que passou a existir quando o professor o riscou. Sempre a RETA esteve, está e estará presente,  mas no Universo tão infinito quanto ela própria.

9.   A Mente Real do professor é a que reconhece a Reta Real e Infinita, enquanto a’ “mente finita e ilusória” dele enxerga o “segmento” que aparentemente  teve começo pelas suas mãos.

10.  Deus é tudo, e Deus é espírito, razão pela qual tanto o professor como seus feitos jamais existiram, como jamais existiram o próprio “segmento de reta”, a lousa e o mundo em que pareceram existir. No caso,  estaria presente unicamente Deus se evidenciando como o Cristo e como a reta infinita levada em consideração.

Estes são os pontos principais a serem “contemplados”, para que “professor e segmento de reta” sejam descartados como “o velho homem e seus feitos”, enquanto o Deus Infinito – e suas Obras Perfeitas e Eternas – seja reconhecido como “o Reino chegado de Deus”, eternamente habitado por todos nós, pelo Cristo que somos, infinito como Deus, sem jamais ter pisado em suposto “mundo do pai da mentira”!


quinta-feira, maio 23, 2019

De "menos infinito" a "Mais Infinito"





- Dárcio Dezolt - 

Numa aula de Matemática, o professor desenhou na lousa um segmento de reta com cerca de um metro de comprimento, dizendo: “Este segmento representa na lousa a reta real, que vem de “menos infinito” e vai a “mais infinito”. Como sabia ele que a reta vinha de “menos infinito” e que ia até “mais infinito? Porque sendo assim considerada nos cálculos matemáticos, os resultados sempre deram certo. Portanto, os “princípios aceitos”, mesmo não podendo ser demonstrados, são empregados dessa forma: como axiomas ou princípios! Acolhidos com “coração de criança” pelos cientistas e matemáticos!

Quando o estudo da Verdade afirma que DEUS É TUDO, que DEUS é INFINITO, e que O HOMEM, SENDO INFINITO, É TUDO AQUILO QUE DEUS É, expressa os FATOS REAIS ESPIRITUAIS como princípios ou axiomas, possíveis de serem comprovados ao serem aceitos e postos na prática!

Os axiomas, assim como a reta declarada pelos matemáticos como “infinita”, sendo representada numa lousa como “segmento de reta”, INSINUA, com sua representação minúscula e finita, a verdade de que “a reta é infinita”, e sem poder caber, na lousa, em sua real natureza. PORTANTO, OLHAR O SEGMENTO DE RETA DE UM METRO, E ACREDITAR ESTAR “VENDO A RETA”, É ILUSÃO!

O matemático, apontando o “segmento riscado na lousa”, diz aos alunos: “Em nossa exposição, vamos empregar a reta que está na lousa!". Só que, para ele, a reta "vinha de MENOS INFINITO" e seguia até "MAIS INFINITO"! Ele bem sabe que A RETA EXISTE INTEIRA E QUE ESTÁ FORA DA LOUSA!

A “lousa” que nos mostra somente ILUSÃO se chama “mente carnal”. Não consegue mostrar nem Quem somos nem onde é que vivemos! Assim como a lousa do matemático não consegue nos mostrar a "reta verdadeira".

Quando Jesus confirmou que somos deuses, que SOMOS A LUZ DO MUNDO, via-nos sem ser com a "mente carnal"! E via-nos em Deus, na Realidade, e não "nascidos na lousa", a que chamou de "mundo do pai da mentira"!

O Matemático pode até "riscar na lousa" o segmento de reta com "começo" e com "fim". Por quê? Por ser mera REPRESENTAÇÃO FINITA, INCOMPLETA E, PORTANTO, ILUSÓRIA da RETA REAL, que é infinita, permanente, sem começo e sem fim!

Quando VOCÊ transpuser esta ANALOGIA para descartar a ILUSÃO e parar de se identificar com um "segmento de reta" – o suposto "corpo carnal" –, e passar a reconhecer que você é a "RETA INFINITA" – O PRÓPRIO DEUS VIVO –, então estará "sendo a Verdade" e não a "ilusão". E estará entendendo o que diz a Metafísica: "As aparências apenas insinuam a presença da Verdade subjacente a elas"!

E então fácil lhe ficará "descartar" os "segmentos de reta", todos limitados e finitos, por agora achar-se identificado com a "RETA INTEIRA E INFINITA", que é DEUS!

Esta é a compreensão DEMONSTRADA POR JESUS, ao declarar: “AQUELE QUE ME VÊ A MIM, VÊ O PAI”!

terça-feira, maio 21, 2019

O ABSOLUTO, VIVENDO, É QUEM VOCÊ AGORA É!

- Dárcio Dezolt


As revelações absolutas, constantes nas Escrituras, além de falarem em DEUS, falam ao mesmo tempo EM VOCÊ! Isto porque DEUS É TUDO, TUDO É DEUS, e a onipresença do Verbo Divino constitui a Identidade Crística Eterna que vive agora como a sua vida!

O suposto “mundo fenomênico”, como disse Buda, é uma ilusão de massa! E, como disse Jesus, é um “MUNDO DO PAI DA MENTIRA”, atuando hipnoticamente como uma  espécie de “véu”, a encobrir e nublar a Realidade Perfeita, que é o Absoluto vivendo!

“Antes que clamem, responderei”, disse Isaías; “Vosso Pai conhece as vossas necessidades antes de Lho pedirdes”, disse Jesus! Esta revelações, que são coincidentes, deixam bem claro que TUDO JÁ ESTÁ CONSUMADO, e, portanto, “ATENDIDO”, desde que a ilusória “mente que clama” desapareça de cena com sua cegueira, mediante nosso RECONHECIMENTO dessa Verdade.

“Antes que esta mente clame”, seus  corretos anseios já estavam todos atendidos! “Antes que esta mente peça”, suas reais necessidades já eram conhecidas e atendidas! Por quê? Porque unicamente o Absoluto Onisciente é realidade autossuprida universalmente e de modo perfeito!

Não existem “carências” nem “pedintes” no Universo do Absoluto! É por esse motivo que os “sinais” ou “milagres” são trazidos à “visibilidade fenomênica”, QUANDO A FÉ É GRANDIOSA!

A “FÉ” É A CERTEZA DAS “COISAS NÃO VISTAS”!

A “Fé” é  grandiosa quando INTUÍMOS a Verdade de que “NO ABSOLUTO VIVEMOS, NOS MOVEMOS E EXISTIMOS”!

Em O Caminho Infinito, Joel Goldsmith diz o seguinte: “Minha UNIÃO CONSCIENTE com Deus UNIFICA-ME COM TODO SER E IDEIA ESPIRITUAIS”. Comenta ele que, se esta frase tivesse sido escrita em sânscrito, com certeza receberia dos leitores a atenção devida, tal a importância de seu conteúdo! De fato, muitos se mostram como “devoradores de livros”, sem VIVER os princípios essenciais expostos neles!

QUEM MEDITA E CONTEMPLA SUA UNIÃO CONSCIENTE COM DEUS ESTÁ RECONHECENDO “SER O ABSOLUTO VIVENDO”, SER UM COM O TODO QUE O ABSOLUTO É! E SEM SER “CARNAL ALGUM” DO ILUSÓRIO “MUNDO DO PAI DA MENTIRA!

Portanto, PONHA EM PRÁTICA esta Verdade:

O ABSOLUTO, VIVENDO, É QUEM EU SOU – EXATAMENTE  AQUI E AGORA!


sexta-feira, maio 17, 2019

A Arte da Meditação - 18 (Final)


A ARTE DA MEDITAÇÃO
(Joel S. Goldsmith)

Capítulo 18 - UM CÍRCULO DE MESSIANISMO 

Nos tempos modernos é razoável esperar que haja muitas pessoas de tal modo dedicadas à via Crística, que suas próprias vidas se desenvolvam num contato espiritual permanente. 

Será concebível um grupo de adeptos ou ardentes aspirantes à Senda Espiritual que, sinceramente, aceitem a hipótese de que “por eles mesmos nada são e que Deus é tudo?” 

Será possível encontrar-se no mundo uma plêiade de indivíduos que tenham alcançado o nível de consciência em que as suas vidas passam a ser vividas pelo Espírito? 

Tal plêiade serviria de padrão para o mundo inteiro. Sempre tem surgido indivíduos que, isoladamente, conseguiram a Graça do Cristo, mas, em nenhum período da história do mundo foi essa conscientização alcançada e mantida por grupos, é que até o presente não foi encontrada nenhuma fórmula efetiva capaz de transmitir a Consciência Crística às multidões. 

Jesus ensinou a verdade a doze discípulos e mais três ou quatro aptos para entendê-la. 

Budha ministrou ensinamento da Verdade a vários adeptos, mas apenas dois O compreenderam. 

E entre os discípulos de Lao-Tse, só um correspondeu. 

Hoje a Sabedoria está alvorecendo na consciência humana. “Ouve ó Israel, o Senhor nosso Deus é UM”. Esse preceito de Unidade é o antigo segredo dos místicos revelado através dos grandes faróis espirituais do mundo, nas mais diversas épocas. É isso que nos capacita a compreender a Auto-Realização: Se eu estou no Pai e o Pai está em mim, então tu estás em mim e eu estou em ti; e estamos todos no Pai, unidos em uma só consciência. 

No mundo atual, não obstante as diversas formas de adoração religiosa existentes, os adeptos de qualquer crença devem estar aptos para aderir a essa antiga ciência de Unidade. 

Esse ensinamento é universal e de modo algum interfere, em nossa maneira habitual de adorar a Deus. 

Na realidade, não há separação entre “teu” ensinamento e “meu” ensinamento; o que há é o Espírito de Deus interpenetrando a consciência receptiva. 

O Espírito de Deus opera através de mim para tua libertação e através de ti, para a minha, uma vez que somos um só em Cristo. 

Em matéria de preceitos religiosos o mundo tem avançado, desde os remotos dias de Jesus, Budha, Lao-Tse; porém, a maior parte desses ensinamentos tem constituído apenas mera especulação no reino do intelecto. 

De algum modo, se em qualquer lugar houver um grupo que esteja vivenciando a vida Crística, esta terá de se manifestar. Mesmo sem falar sobre a Verdade, mesmo sem ministrar aulas sobre a verdade, basta viver a Verdade em silêncio e a Presença, o Poder de Deus serão manifestados. 

Enquanto permanecerem em discórdia e desarmonia, deverão resistir à tentação de “afirmar a Verdade”, buscando primeiro atingir o Centro Divino em seu interior onde foi erigido o Cristo e deixá-Lo “endireitar os caminhos”. 

A solução, a resposta para todos os problemas é a realização do Cristo. Ele é a bênção, não eles. Cristo sepultado no túmulo da mente, não aparecerá, não fará milagres, mas o Cristo ressurgido do túmulo através da Meditação e da Comunhão é o verdadeiro milagre. 

Quando a atividade do Cristo se faz presente em nossa consciência, todas as nossas necessidades são supridas, atingindo também aqueles que estiverem receptivos a essa presença. Estes passarão a influenciar outros, e assim sucessivamente poderão circundar o mundo inteiro. 

Toda pessoa que tenha se preparado para o despertamento do Cristo Interno, está apta a tornar-se parte integrante desse círculo de luz. 

Contudo, essa experiência, não é, de imediato acessível a todos, assim como não é possível a alguém avançar no estudo da Engenharia e do Direito sem os processos preliminares. 

Muitos daqueles que se interessam pelas coisas profundas do Espírito gostariam de incluir seus familiares e seus amigos como companheiros de jornada, mas, nem sempre isso é possível. 

Com freqüência, os membros da mesma família ou pessoas estreitamente ligadas por laços de amizade, amor ou outros interesses, são, justamente as que se opõem à Verdade; são o terreno estéril a que o Mestre se refere. 

A ninguém é dado saber ou julgar quem é que está pronto para o desabrochar da alma. 

Trata-se de algo que se processa dentro de cada um. Só mesmo entre ele e Deus. Mas, pouco a pouco, cada joelho deverá dobrar-se, até que finalmente todos participem da herança divina. 

O aperfeiçoamento espiritual sempre se inicia em um indivíduo, começa na consciência de uma pessoa, pode ser na tua, pode ser na minha e tudo depende do grau de conscientização do Cristo. 

O Cristo interno, ativo, realizado em alguém, torna-se uma poderosa força no mundo. A todo momento, é possível que haja alguma pessoa receptiva em qualquer lugar: em um hospital, em um cárcere, em um campo de batalha ou nos meandros da política, clamando: “Ó Deus, ajuda-me!” seja qual for o caso ou a circunstância, no momento em que uma súplica de uma alma receptiva for dirigida a Deus aí estará, em toda plenitude do Cristo Realizado. 

Ninguém pode aprisionar o transbordamento da plenitude do Cristo Realizado, livre do mundo, e ninguém podem avaliar quantas pessoas encontram cura mental, física, moral, financeira, através do simples ato de invocar o Desconhecido, esse Cristo liberto por ti ou por mim num momento de meditação. 

Essa é a razão pela qual sempre peço aos nossos adeptos do Caminho Infinito para que reservem um período de tempo, diariamente, para a meditação. Que esse período de tempo seja dedicado inteiramente a Deus, não para eles, suas famílias, seus negócios ou seus clientes, mas exclusivamente para Deus. 

Em outras palavras: reservemos para Deus um período de meditação no qual O buscamos de mãos limpas: “Pai, nada busco. Venho a Ti com o mesmo espírito com que iria a minha mãe, em condição de agasalhar-me para a comunhão por amor. Tu és o Pai e a Mãe do meu ser, Fonte de minha vida, minha Alma, meu Espírito. Não venho pedir-Te favores, venho a Ti pela alegria da comunhão, para sentir a segurança da Tua Mão na minha, o toque do Teu Dedo no meu ombro, para estar em Tua Presença”. 

A Presença de Deus quando realizada, na consciência de alguém, eleva-o à condição de Salvador do Mundo. Afastem-se da idéia errônea de que apenas um indivíduo pode manifestar o Espírito de Deus na terra. 

Qualquer pessoa está apta a realizar o Espírito de Deus que jaz latente em todos nós. Se este livro puder encaminhar, conduzir alguns para a realização dessa experiência, então, tais realizados se tornarão capazes de auxiliarem outros a encontrar o caminho que conduz a essa experiência. 

O Salvador é o Espírito de Deus, não um homem ou uma mulher, é o Espírito do Senhor que deve ser realizado por mim e por ti, individualmente. 

O máximo que um livro espiritual pode fazer é induzir o estudante à compreensão de que dentro dele está o reino de Deus e inspirar-lhe o desejo de O conquistar. 

O máximo que um mestre espiritual pode fazer é ampliar a consciência daqueles que o procuram de forma que eles consigam atingir a realização do Espírito do Senhor. 

Mas, um mestre, um veterano, no próprio caso de Jesus, o Cristo, não pode fazer isso para o mundo inteiro. Mesmo entre seus discípulos, nem todos foram receptivos; Judas não correspondeu ao Cristo. Somente aqueles que têm fome espiritual poderão ser elevados ao alcance da experiência de Deus através de um mestre espiritual. 

Em todas as épocas, muitos místicos tiveram oportunidade de abrir a consciência de adeptos para a experiência do Espírito do Senhor. 

Em alguns casos, centenas a obtiveram com a ajuda de seus mestres, mas o mundo os persegue em seu tenebroso caminho de destruição de modo que muitos daqueles que alcançaram esse elevado estado de consciência endeusaram tanto seus mestres quanto seus ensinamentos. 

Cada um que pelo esforço empregado conseguiu ser tocado pelo Cristo deve dedicar-se também a engrandecer a consciência de outros, do mesmo modo como a ele foi feito. E assim se torna testemunha da atividade do Cristo através de sua própria consciência, demonstrando ao mundo que, todo aquele que tiver suficiente interesse e devoção, poderá atingir mesma experiência. Onde quer que exista uma consciência realizada em Deus, ali se encontra um instrumento através do qual Deus pode agir para alcançar e tocar outras consciências, iluminando, suprindo e curando. 

Do mesmo modo, quando na meditação estiveres em sintonia com o Infinito Invisível, Cristo utilizará como canal tua consciência, para influenciar as vidas de outros, despertando também suas consciências e melhorando suas condições. 

A atividade do Cristo flui para onde quer que haja uma consciência humana receptiva, pela Graça de Deus. Dias virão em que, no mundo inteiro, haverá um Círculo de Sabedoria Espiritual formado pela Consciência Crística de mestres e adeptos. 

Então, o mundo será elevado, não de um por um, mas aos milhões. E se qualquer um buscar Iluminação será suficiente focalizar sua consciência na de um dos membros do Círculo de Almas Iluminadas. 

Quando a consciência se liberta pela meditação individual, não sofre mais as limitações de tempo e espaço, de modo que todo aquele que no mundo a toque, dela poderá participar. 

“A iluminação dissolve todos os laços materiais e une todos os homens com as cadeias douradas da compreensão espiritual; reconhece a liderança do Cristo, não segue ritual ou regra, mas pratica o Amor Divino, impessoal, universal. Não pratica outra adoração, além da chama interior sempre acesa no relicário do Espírito. Esta união é o estado livre da Fraternidade Espiritual. Somos um universo unido, sem limites físicos, em divino serviço a Deus, sem credos nem rituais, o Caminho sem medo, iluminado pela Graça”.

FIM

segunda-feira, maio 13, 2019

A Arte da Meditação - 17


A ARTE DA MEDITAÇÃO
(Joel S. Goldsmith)

CAPÍTULO 17 - ILUMINAÇÃO, COMUNHÃO, UNIÃO 

A Meditação conduz à iluminação que se torna comunhão e por fim união. 

A iluminação é uma experiência individual que não está relacionada com qualquer rito externo ou forma de adoração. Depende exclusivamente de nossa própria realização. É uma experiência que se processa dentro de nós mesmos, inteiramente à revelia de qualquer outra pessoa. Não pode ser praticada por ninguém, marido ou mulher, filho ou amigo, nem buscada em companhia de outros. 

É necessário isolar-se no íntimo santuário do próprio ser e aí realizar sua experiência de Deus. De certo modo é possível repartir nosso aperfeiçoamento com outros que já sejam iluminados ou estejam no Caminho da Iluminação, mas lembremo-nos sempre de que a experiência de Deus é individual. Se ela vier a nós no meio de uma multidão, mesmo assim, continuará solitária, sem nenhum participante. 

Nenhuma tentativa deve ser feita no sentido de propagar a verdade que foi revelada antes que ela se alicerce na própria consciência. Posteriormente a orientação virá sobre como, quando, e em que circunstâncias deveremos participar a revelação. 

A iluminação é acessível a todo indivíduo sequioso de consegui-la, de acordo com a intensidade desse desejo. 

Porém, enquanto estiver esforçando-se por esse contato com Deus, deve o aspirante manter oculta essa centelha até que ela se torne chama; e após os primeiros vislumbres de iluminação, conservar em segredo para o mundo, no íntimo de si mesmo, o Cristo recém-nascido. 

Não se deve falar Dele, de modo algum, revelá-la ao mundo, pois este, em sua ignorância e insensatez, pode tentar prejudicar destruindo a própria confiança e certeza em Sua Presença, em Seu Poder. 

O mundo procura sempre aniquilar o Cristo. Nas mais remotas escrituras conhecidas do homem, através de todos os tempos, as profecias indicam a vinda do Messias e sua crucificação. 

Há na natureza humana algo que não deseja ser destruído: egoísmo, malvadez, arrogância - e a Presença do Cristo é o único Poder que os destrói. 

Simbolicamente, a manutenção desse segredo se afigura à viagem ao Egito para esconder o Cristo infante. No exato momento em que o mundo percebe em alguém pura devoção ao Cristo, passa a ridicularizá-lo, tentando afastá-lo do porto em que ancorou. 

O anticristo, sugestão de uma entidade à parte de Deus (a mentalidade coletiva da humanidade), procura com a sutileza da serpente, semear dúvida e minar a fé. 

Deve-se, portanto mantê-lo em segredo, até quando a Consciência Crística de tal forma se desenvolver, se fundamentar, se radicar, que se torne a própria atividade da vida humana. Então poderemos enfrentar o mundo e revelá-Lo sem que nos preocupe ou afete qualquer dúvida ou abuso que o mundo lance sobre nós. 

É somente quando nós apresentamos o Cristo ao mundo que corremos o risco de perdê-lo. Quando o Cristo reveste nossa vida, Ele mesmo, silenciosamente, se apresenta ao mundo, tão suave, tão silenciosamente que todos sentirão Sua influência. 

Após os primeiros vislumbres, muitas tentações nos arrastam, mesmo Jesus enfrentou tentação de carência, a tentação da fama e a tentação do poder pessoal. Resistiu a elas e a todas superou. 

Essas mesmas tentações sitiam o ser humano e muitas vezes se multiplicam, tão logo ele consiga, mesmo que seja um grau mínimo de iluminação espiritual. Progredindo na Senda, essas tentações desvanecem, uma por uma, persistindo apenas o egoísmo, a tentação de acreditar que o eu da personalidade (ego) pode ser ou fazer algo. 

Essa também acabará cedendo ao Cristo erigido em nós. Não há limite para a profundidade da Cristificação. 

A iluminação conduz à comunhão, estágio no qual há trocas recíprocas, algo fluindo de Deus para nossa consciência e desta para Deus. É a meditação o caminho do mais intenso grau, jamais experimentado, mas nós não devemos conduzi-la, Deus é que a conduz. Ela não pode ser produzida por esforço algum de nossa parte, não pode ser forçada, a nós cabe pacientemente esperar e sentir o jubiloso e tranqüilo intercâmbio entre o Amor de Deus que nos toca e nosso amor que a Deus retorna. 

Na Comunhão, a atividade de Deus é contínua, sempre presente, eventualmente, é atingido um ponto de transição em que se opera uma transformação radical, já não vivemos nossa própria vida, Cristo vive em nós, e através de nós. Tornamo-nos meros instrumentos dessa divina atividade; já não temos vontade própria, já nada desejamos, vemos quando e para onde fomos enviados, já nada temos de nosso, nem provisões, nem mesmo saúde. 

Deus está vivendo Sua vida como nossa vida. Então, o manto do Espírito nos envolve e se alguém toca nossa consciência, é o Manto do Cristo que ele toca, ainda que seja apenas a fímbria do Manto, a cura e a redenção se manifestam. Envoltos nessa vestimenta, é desnecessário ir a algum lugar para transmitir a mensagem do Cristo ao mundo; o mundo nos buscará onde quer que estejamos, entretanto precisamos estar revestidos da Consciência do Cristo. 

Levar ao máximo, a Comunhão resulta em União com Deus; então, tal estado de consciência é alcançado e se torna possível a qualquer hora do dia ou da noite; recolhermo-nos interiormente e sentirmos a Presença do Senhor. É como se Ele tivesse dizendo: “Caminho a teu lado, mas agora estou dentro de ti”. 

Finalmente, a voz silenciosa: “Até o presente tenho estado dentro de ti, mas agora EU SOU TU, EU penso, falo e ajo como tu. Tua consciência e Minha consciência são Uma e a Mesma, pois agora, há somente MINHA CONSCIÊNCIA”. 

Alcançando esse estado, já não há comunhão, não há mais dois, há somente UM e esse é Deus, expressando-se, revelando-se, realizando. É o casamento místico em cujas núpcias somos testemunhas de nós mesmos, tornamo-nos 

Aquilo que Deus juntou, na União Indissolúvel que existiu desde o princípio: “Eu e o Pai somos Um”. Nessa união mística, todas as barreiras se diluem e mesmo nossas opiniões intelectuais se dissolvem na Sabedoria Universal. 

Há completa rendição do ego ao UM universal. “Tudo que tenho é Vosso, minhas mãos, a totalidade de meu coração, de meu corpo, não necessito de nada nem de ninguém. 

Dentro de mim está tudo o que eu preciso – pão, água e vinho”. Esse é o nível da experiência espiritual. 

No Canto de Salomão, esta experiência é descrita quase como se fora um amor humano, o que absolutamente não é. 

Na comunhão sentimos nosso amor fluindo para Deus e o amor de Deus fluindo em nós, como transborda o amor materno sobre seu amado filho. 

Tudo termina com a união, então, já não existe Eu, há apenas Deus e ao contemplarmos o mundo, vemos somente o que Deus vê, sentimos o que Deus sente, pois não há outra consciência, não há “tu”, não há “eu”, há apenas Deus. 

Esses momentos de União são de valor inestimável, são poucos esses momentos preciosos e revelam o mundo como ele é. Se alguém consegue experimentá-los uma vez, poderá experimentá-los sempre. 

É necessário somente “encontrar o caminho”. Dias virão em que a Terra ficará tão plena da Presença do Senhor que desaparecerá a lembrança desse período de materialidade. 

A iluminação dissolverá toda sombra criada pelo ego-personal, entre o Sol Divino e a luminosidade de Seus raios. Sobrevindo a iluminação, já não mais necessitamos dos objetos do mundo circunjacente, pois tudo e todos se tornam parte de nosso ser. Desaparece para sempre a inquietação porque Deus vive a nossa vida e nos transformamos em simples espectadores, observando Sua realização que se apresenta como nossa experiência. 

No silêncio de nossa consciência é que se expressa o Poder Creador de Deus. 

Tudo o que houver de bom para nós, onde quer que esteja no Universo, se encaminhará para nós. É a bondade de Deus que através de nós flui para o mundo. Já não teremos mais bens pessoais, desvanecendo-se o sentimento de posse, de aquisição e de poder pessoal. Em seu lugar, envolve-nos a Totalidade, a abundância de Deus em Sua Infinita Plenitude. 

A Glória de Deus se revela em nossa vida como nossa vida. Essa Plenitude então se manifesta como harmonia em nosso relacionamento, satisfação nos negócios, resplendor em nosso semblante e vigor em nosso corpo. Todo júbilo que se exterioriza do nosso ser é um testemunho silencioso do poder do EU.