"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Coisas maravilhosas estão acontecendo - 1/3

- Dorothy Rieke -


Certa noite, após uma reunião de testemunhos de quarta-feira, uma amiga minha falou alguma coisa a sua amiga. Ela falou com grande certeza e convicção na sua voz: “Não te preocupes com coisa alguma – coisas maravilhosas estão acontecendo". Disse isso com tanta ênfase que uma outra senhora também a ouviu. Esta senhora, no seu caminho para casa começou a refletir sobre esta atitude alegre e positiva. Reconheceu que esta atitude positiva e alegre não era nem um pouco a sua, aquela que tinha mantido todo o tempo. Inquietava-se com muitas coisas e por vários motivos: uma doença incurável, que se tornava cada vez pior; uma baixa contínua nos negócios; preocupação com seu filho que estava numa zona de perigo na Coréia. Perguntou-se a si mesma: “Como posso dizer que não estou preocupada”? Veio a resposta, como de Deus falasse para ela: “Porque Deus é tudo o que existe, não existe motivo nenhum para se preocupar”. Nessa noite, no caminho para casa, resolveu que, o que quer que acontecesse com seu corpo ou no seu negócio, recusar-se-ia a se preocupar e, em vez disso, rejubilar-se-ia pensando que acontecem coisas maravilhosas. Compreendeu que a base para uma tal atitude alegre era científica, porque estava convencida de que Deus era tudo e que Ele realmente se expressa.

Ficava firme na prática dessa atitude científica, positiva e alegre. Como resultado disso, ela foi curada muito depressa e o seu negócio se restabeleceu com tal grau de sucesso como nunca tinha acontecido anteriormente.

A nora desta senhora estava doente e pediu a sua sogra para ajudá-la. Ela também se preocupava com muitas coisas: sobre sua própria doença, sobre problemas na escola na qual lecionava e preocupava-se com seu jovem esposo, que estava na Coréia, em zona de perigo. A sogra lhe contou da atitude positiva e alegre e das coisas maravilhosas que aconteceram por ter ativado essa atitude. A nora resolveu também, que, o que quer que acontecesse com seu corpo ou nos seus assuntos, recusar-se-ia, constante e energicamente, a se preocupar, em vez disso, alegrar-se-ia com o fato de que acontecem coisas maravilhosas. Como resultado dessa atitude ela foi curada, o seu marido foi logo transferido para bem perto da cidade onde moravam que podia até esquecer que ele estava no exército. Na escola tudo se colocou em ordem. Mas, lá aconteceu uma coisa que desejo compartilhar. Um dia uma menina pequena disse-lhe: “Tenho uma amiga que quer se suicidar. Os pais dela não se amam mais. Na casa dela está tão horrível que realmente ela não quer mais viver. Que posso dizer a ela”? A professora, com sua maneira positiva e alegre de pensar, falou à menina em palavras simples “Diga à sua amiga que mesmo quando as coisas que acontecem em casa parecem horríveis, Deus fará com que coisas maravilhosas aconteçam, porque Ele a ama. Mas ela precisa saber disso, crer nisso e se alegrar com isso”.

Uma semana depois, esta pequena menina chegou junto à professora e disse-lhe: “Preciso confessar uma coisa, eu mesma era a menina que queria se suicidar. Mas, fui para casa e contei aos meus pais o que a senhora me tinha dito, e agora eles se amam e amam a mim também, e lá em casa tudo está tão bom, que por nada nesse mundo ainda pensaria em me suicidar”. Isso tudo a professora contou à sogra e ela deu um testemunho. Assim, a senhora que tinha dito, primeiramente, estas palavras positivas e alegres, ouviu como elas abençoaram seis pessoas; porque elas tinha ativado tais palavras em suas vidas.

Tirei duas conclusões muito importantes destes testemunhos: 1º) não faz diferença se a pessoa é Cientista Cristão experimentado, que estou a Ciência Cristã durante anos e ficou desanimado, ou se é alguém totalmente novato na Ciência Cristã a ponto de nem se dar conta de que é um Cientista Cristão; 2º) não importa se o problema seja de negócio, uma doença incurável, uma permanência numa zona perigosa, um problema entre relações pessoais – a mesma atitude positiva e alegre curou e continua curando.

Tenho dado este testemunho por toda parte nos Estados Unidos e em todos os países onde posso dar um testemunho. ainda me chegam notícias de todo o mundo. eu mesma fico firme na alegria de que não existe absolutamente nada sobre o que precisamos nos preocupar e que acontecem coisas maravilhosas. Então, seguem-se curas, como resultado essa maneira de agir.

A pouco tempo, quando meu marido deu conferência na Alemanha e na Suíca em língua alemã, passamos um mês em Munique, como preparação à conferência em alemão. Orei para que Deus me usasse numa maneira que resultasse em benção para os outros. Ele o fez. Deus me inspirou a pedir a alguém para traduzir o meu testemunho para o alemão. Um maravilhoso Cientista Cristão o traduziu e ma ajudou para que pudesse lê-lo corretamente. Cada quarta-feira eu lia meu testemunho em alemão, em várias igrejas. No fim de cada culto vinham os visitantes alemães e me agradeciam por este testemunho maravilhoso e, naturalmente, eles falavam tão depressa em alemão que eu não sabia o que diziam. Não podiam crer que alguém que pudesse ler tão bem em alemão, não pudesse compreendê-los. Então lhes disse que só conseguia falar alguma coisa em alemão e, desse dia em diante passamos a nos compreender bem melhor. Recebo ainda notícias entusiasmadas da Alemanha sobre o fato de que acontecem coisas maravilhosas porque existem pessoas que se recusam a se preocupar.

Uma das experiências mais entusiásticas tive na pequena cidade de Wetzikon, na Suíça. Meu marido lá proferiu a sua última conferência em língua alemã, em um domingo à tarde. As pessoas chegaram de todas as partes da Suíça e muitas também da Alemanha. A conferência deveria ser dada no salão de baile de um hotel. Mas por favor não imaginem que era um salão com os que se encontram em Detroit.

Era uma construção enxaimel de 300 anos. Muito antes que todas as pessoas que entrassem no salão, o dono aflito exclamava: “Não podemos deixar entrar mais ninguém. A casa é velha demais e cairá”. Meu marido resolveu o problema começando a conferência um pouco mais cedo e dando outra em seguida. Visto que as pessoas nunca haviam passado por tal situação e não sabiam o que fazer, encarreguei-me da situação: fiquei durante a primeira conferência fora da casa, para dar explicações às pessoas que chegavam. Enquanto eu estava ali e me rejubilava por causa das muitas pessoas que vinham para a conferência, uma senhora chegou-se a mim e disse que morava muito longe. O resto da família, exceto sua mãe, estava lá dentro, para ouvir a primeira conferência. A mãe não podia andar. Eles a trouxeram, mesmo sabendo que ela não podia ouvir a conferência, mas esperavam que o Sr. Rieke talvez pudesse falar com ela. Mas agora, prosseguiu, após a segunda conferência seria tarde demais para regressar a casa; perguntou-me se eu não poderia falar com ela. Creiam vocês ou não: falei com essa senhor durante 20 minutos em alemão. Disse coisas em alemão, das que nem em sonhos pensei poder expressar em alemão. Na minha bolsa havia uma cópia do meu testemunho que eu lia em todas a reuniões. Dei a ela e lhe disse que, se fizesse a mesma coisa, como as pessoas haviam feito nesse testemunho, ela seria curada também. Podem imaginar minha alegria quando recebi o testemunho de volta com a noticia de que ela fora curada totalmente!

O significado de “Não me preocupo com nada – acontecem coisas maravilhosas” não é uma fórmula, nem um simples desejo, no qual só queremos ver o bem, apesar de o mal estar presente. A afirmação, “não me preocupo com nada” baseia-se na mais importante de todas a leis metafísicas: na lei de que Deus é tudo Porque Deus é tudo, não há nada, absolutamente nada a respeito do que nos preocupar.

Vamos pensar um pouco acerca da totalidade de Deus. Ouça algumas afirmações que Deus mesmo faz, assim como escrito em Isaías: “Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus”. Sra. Eddy atribui grande importância à lei metafísica de que Deus é tudo. Em A Unidade do Bem, pág. 7, ela disse que encontra grande inspiração quando Considera a totalidade de Deus na seguinte frase do livro Ciência e Saúde, pág. 520: “A Mente insondável [Deus] já está expressa. A profundidade, a largura, a altura, o poder, a majestade e a glória do amor infinito enchem todo o espaço. Isso é o bastante”! Estou convicta de que todos nós procuramos compreender esta poderosa infinidade de Deus, cada um à sua maneira individual. Eu sinto bem forte Sua totalidade quando digo: “Claro: estou bem no centro de Deus; a 50 mil léguas acima e abaixo de mim e mais uma vez acima e abaixo, não existe nada a não ser Deus. Portanto, não existe absolutamente nada que possa me tocar, a não ser Deus. Não existe nada que possa me influenciar, governar ou controlar – senão Deus. No livro texto-lemos, à pág. 339:8-9: “Visto que Deus é Tudo, não há lugar para aquilo que Lhe seja dessemelhante”. Não podem existir os dois: Deus e o acaso (acidente), guerra, terremoto, furacão ou caos de qualquer forma. Existe só Deus. Não podem existir os dois: Deus e dores do coração, tumores, câncer, paralisia, epilepsia, resfriados, mal-estar ou doenças de qualquer outra espécie. SÓ HÁ DEUS! Não podem existir os dois: Deus e o ódio, o medo, as críticas, o rancor, a rebeldia, as preocupações de qualquer espécia – existe SÓ DEUS! Não podem existir os dois, Deus e uma crença e erro. Em virtude desta lei, cada pretensão ou suposição que se opõe a totalidade de Deus deve ser rejeitada e, assim, não restará nenhuma pretensão ou suposição, nenhum sonho, nenhuma ilusão: EXISTE SÓ DEUS! Como a lei da totalidade de Deus repreende uma pretensão ou uma suposição de uma outra lei? Porque é insondável, infinita, eterna Mente divina, é a única Mente; não existe uma outra mente, uma mente mortal que possa abrigar uma pretensão ou suposição de uma outra coisa que possa ser contrária a Deus. Existe só Deus, a Mente divina. Quão maravilhoso é compreender – não importa como se chama o erro – que ele é totalmente não-existente, impossível, em razão da presença, da totalidade de Deus. Então quando dizemos: “Não me preocupo com coisa alguma” somos realmente da opinião de que, em razão da totalidade de Deus, não existe nada com que possamos nos preocupar. Era impossível – em razão dessa totalidade de Deus – que um homem estivesse numa zona de perigo, que existissem problemas numa escola, que casais não se amassem, que uma carreira de sucesso se arruinasse, bem como era impossível que uma menina pudesse cometer suicídio.

Uma senhora jovem, que trabalhava sozinha num escritório, sentiu, de repente, fortes dores e percebeu que tinha perdido a voz e estava a ponto de desmaiar. Tudo o que ainda podia pensar era “Deus” e repetiu a palavra até ficar sem sentidos. Algum tempo depois, quando recuperou a consciência, só podia pensar “Deus”. Em fim pôde pronuncia a palavra “Deus” mas nada mais. Assim repetiu a palavra “Deus” até que pôde dizer “Deus é”, e repetiu “deus é” tantas vezes até que conseguiu dizer “DEUS É TUDO”. Ela estava tão grata e feliz por ser capaz de perceber, reconhecer e expressar, em palavras, a totalidade de Deus que em pouco tempo manifestou a perfeição. A sua cura foi completa e permanente. Oh, não é maravilhoso que, por causa dessa totalidade de Deus, não precisamos nos preocupar? Aliás, com o que você se preocupa? Com sua saúde, sua família, sua igreja, seu suprimento, seu país, problemas do mundo? Peço a todos, que repitam comigo: “Não me preocupo com nada. Porque Deus é tudo, não existe nada com o que deva me preocupar”.


DEUS SE EXPRESSA

A segunda lei básica da metafísica, que é a base de nossa palavra alegre e positiva é que Deus se expressa a Si mesmo. É maravilhoso compreender que Deus, que é Tudo em Tudo, é um Deus divino ativo. Só por contemplação e reflexão sobre Deus como Vida podemos reconhecer, claramente, que nunca existe uma interrupção do divino, Ser ativo. Quando consideramos Deus como Mente, percebemos que nunca pode existir uma Mente divina que nunca pensa, sabe, compreende e se expressa.

Quando consideramos Deus como Amor, é impossível que pensemos em Deus como Amor e não compreendamos que Ele sempre ama totalmente de modo ativo a Sua criação perfeita. Ouçam sobre a atividade de Deus, com a expressa o Salmo 104: “Deus... Sobrevestido de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina, pões na águas o vigamento da tua morada, tomas a nuvens por teu carro e voas nas asas do vento... Tu fazes rebentar fontes no vale, cujas águas correm entre os montes; dão de beber a todos os animais do campo; ... Do alto de tua morada regas os montes; ... Fazes crescer a relva para os animais”. Não é de estranhar que Davi exclamasse: “Deus meu como tu és magnificente! Cheia está a terra de tuas riquezas”. Assim acontecem coisas maravilhosas porque temos um divino Deus ativo. As coisas maravilhosas estão acontecendo devido ao nosso perfeito, todo poderoso, sempre presente e todo sábio Deus, que expressa todas as Suas qualidades em perfeito equilíbrio.

Esse único divino Deus ativo fez tudo o que pôde ser feito no universo. Ele não somente criou tudo, mas Ele sabe, compreende e expressa tudo. A definição de Mente no glossário do livro-texto da Ciência Cristã à página 591:22 diz: “A Divindade, que delineia, mas não é delineada”. Saber que Deus a tudo delineia e planeja é uma verdade básica muito importante, que precisamos aceitar na nossa esperança de que acontecem coisas maravilhosas. Duvido que existam palavras minhas que mais tenham sido pronunciadas do que estas: “O plano de Deus para o homem está em ação e não existe outro poder ou presença que possa interferir”Gostaria de discutir, hoje, sobre estas palavras com você, precisamente porque dizem respeito às coisas maravilhosas que estão acontecendo.

Cont...


quarta-feira, dezembro 07, 2016

A importância do Consolador ou Espírito Santo

- Paramahansa Yogananda - 


"Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito da verdade, que o mundo não pôde receber, porque junto não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos (...)

"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. 

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou: não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (João 14: 15-18, 26-27)

O mesmo conselho que Jesus deu a seus discípulos diretos aplica-se aos dias de hoje. Se um devoto o ama (quer dizer, ama o contato com a Consciência Crística presente em Jesus), então precisa seguir fielmente os mandamentos - as leis da disciplina física e mental e da meditação - que são necessários para manifestar a Consciência Crística na própria consciência de cada indivíduo.

No mundo cristão, poucos compreenderam a promessa de Jesus de que, depois que tivesse partido, ele enviaria o Espírito Santo. O Espírito Santo é o invisível e sagrado poder vibratório de Deus, que sustenta ativamente o universo: o Verbo ou Om [Aum], a Vibração Cósmica, o Grande Consolador, o Salvador de todas as tristezas. 


O VERBO: A VIBRAÇÃO CÓSMICA INTELIGENTE DE DEUS

A evolução científica da criação cósmica a partir do Deus Criador é sumariamente descrita em terminologia arcana, no livro do Gênesis do Antigo Testamento. No Novo Testamento, os primeiros versículos do Evangelho de São João podem ser corretamente denominados "Gênesis, segundo São João". Esses dois profundos relatos bíblicos, quando claramente apreendidos por meio da percepção intuitiva, correspondem exatamente à cosmologia espiritual apresentada nas escrituras da Índia, legadas desde a Idade de Ouro por seus rishis, que tinham o conhecimento de Deus.

São João foi possivelmente o maior entre os discípulos de Jesus. Assim como um professor escolar encontra entre seus alunos alguém cuja compreensão superior o classifica como o primeiro da classe, e há outros que devem necessariamente obter uma classificação inferior, também entre os discípulos de Jesus havia diferentes graus de habilidade para avaliar e absorver a profundidade e a amplitude dos ensinamentos do homem-Cristo. Os registros deixados por São João, entre os vários livros do Novo Testamento, evidenciam o mais elevado grau de realização divina, revelando as profundas verdades esotéricas que Jesus conhecia por sua própria experiencia e que transmitiu a João. Não apenas em seu evangelho, mas também em suas epístolas e, especialmente, nas profundas experiência metafísicas descritas simbolicamente no Apocalipse, João apresenta as verdades ensinadas por Jesus, do ponto de vista da percepção intuitiva interior. As palavras de João são precisas; por esse motivo, seu evangelho - embora o último entre os quatro do Novo Testamento - deveria ser considerado em primeiro lugar quando se procura o verdadeiro significado da vida e dos ensinamentos de Jesus. 

"No princípio..." 

Com essas palavras têm início as cosmogonias tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. "Princípio" refere-se ao surgimento da criação finita, pois no Absoluto Eterno - o Espírito - não há princípio nem fim. 

O Espírito, sendo a única Substância existente, não tinha senão a Si Mesmo com que criar. O Espírito e Sua criação universal não poderiam ser essencialmente diferentes, pois cada uma dessas duas Forças Infinitas sempiternas, seria consequentemente absoluta - o que, por definição - é uma impossibilidade. Uma criação ordenada requer a dualidade de Criador e objeto criado. Assim, o Espírito primeiro fez surgir uma Ilusão Mágica (Maya), a Medidora Mágica do Cosmos, (*Nota: A palavra sânscrita maya significa "a medidora": o poder mágico na criação, pelo qual limitações e divisões são aparentemente presentes no Imensurável e Indivisível.), que produz a ilusão de que uma porção do Infinito Indivisível esteja dividida em objetos finitos, independentes, assim como o oceano tranquilo torna-se distorcido em ondas individuais em sua superfície, por obra de uma tempestade. 

Toda criação é apenas o Espírito - aparente e temporariamente diversificado pela atividade vibratória criadora desse mesmo Espírito.

"No Princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no Princípio com Deus. 
Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.
Nele estava a Vida, e a Vida era a Luz dos homens" (João 1:1-4)

"Verbo" significa vibração inteligente, energia inteligente, emanando de Deus. A pronúncia de qualquer palavra, como "flor", expressa por um ser inteligente, consiste em energia sonora ou vibração, mais o pensamento que impregna essa vibração de um significado inteligente. De maneira parecida, o Verbo, que é o princípio e a fonte de todas as substâncias criadas, consiste na Vibração Cósmica [Espírito Santo] impregnada da Inteligência Cósmica [Consciência Crística]. 

O pensamento da matéria, a energia de que se compõe a matéria e a própria matéria - todas as coisas - são apenas diferentes vibrações de pensamento do Espírito. 

Antes da criação, há apenas o Espírito não diferenciado. Ao manifestar a criação, o Espírito torna-Se Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

O Espírito Não Manifestado tornou-Se Deus-Pai, Aquele que dá origem a toda vibração criadora. Deus-Pai, nas escrituras hindus, denomina-se Ishvara (o Governante Cósmico) ou Sat (a suprema e pura Essência da Consciência Cósmica) - a Inteligência Transcendente. Quer dizer, Deus-Pai existe transcendentalmente, não afetado por qualquer tremor da criação vibratória - uma Consciência Cósmica independente e consciente.

A força vibratória que emana do Espírito, dotada do poder criador ilusório de maya, é o Espírito Santo: a Vibração Cósmica, o Verbo, Om (Aum) ou Amém.

O Verbo, a energia criadora e o som da Vibração Cósmica, como ondas sonoras de um terremoto inimaginavelmente poderoso, emanou do Criador para manifestar o universo. Essa Vibração Cósmica, impregnada da Inteligência Cósmica, condensou-se em elementos sutis - raios térmicos, elétricos, magnéticos e de todo tipo; e então em átomos de vapor (gases), líquidos e sólidos. 

Uma vibração cósmica ativa em todo o espaço não poderia por si só criar ou sustentar um cosmos extraordinariamente complexo. Assim, a consciência transcendente de Deus-Pai manifestou-se na vibração do Espírito Santo, como o Filho - a Consciência Crística, a inteligência de Deus em toda a criação vibratória. Esse puro reflexo de Deus, presente no Espírito Santo, indiretamente guia este último para que crie, recrie, preserve e modele a criação de acordo com o propósito divino.

Os escritores bíblicos não versados nas terminologias que expressam o conhecimento de nossa era moderna, utilizaram muito apropriadamente os termos "Espírito Santo" e "Verbo" para designar o caráter da Vibração Cósmica Inteligente. Em "Verbo" está implícito um som vibratório dotado de poder de materialização. Em "Espírito", está implícita uma força consciente, invisível e inteligente. "Santo" caracteriza essa Vibração, porque é uma manifestação do Espírito e porque tenta criar o universo de acordo com os padrões perfeitos de Deus.

A designação desse "Espírito Santo" como Aum [Om], nas escrituras hindus, denota seu papel no plano criador de Deus: "A" representa akara, a vibração criadora; "U" simboliza ukara, vibração preservadora; e "M" refere-se a makara, o poder vibratório de dissolução. Uma tempestade, bramindo ao longo do mar, cria ondas grandes e pequenas, preserva-as por algum tempo e, então, ao aplacar-se, dissolve-as. Assim, Om ou Espírito anto, cria todas as coisas, preserva-as em miríades de formas e, por fim, dissolve-as no seio oceânico de Deus, para que sejam outra vez recriadas - um processo constante de renovação da vida e das formas no contínuo sonho cósmico de Deus.

Assim, o Verbo ou a Vibração Cósmica é a origem de "todas as coisas": "sem Ele nada do que foi feito se fez". O Verbo existiu desde os primórdios da criação - foi a primeira manifestação de Deus quando originou o universo. "O Verbo estava com Deus" - estava impregnado da inteligência refletida de Deus, a Consciência Crística; "e o Verbo era Deus" - vibrações de Seu próprio e único Ser.

As declarações de São João fazem eco a uma verdade eterna que ressoa em várias passagens dos antigos Vedas: que o Verbo cósmico vibratório (Vak) estava com Deus, o Pai-Criador (Prajapati), no princípio da criação, quando nada mais existia; e que, por intermédio de Vak, foram feitas todas as coisas; e que Vak é o próprio Brahman (Deus). 

"Isto diz o Amém [o Verbo Om], a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus." (Nota: Apocalipse 3:14. O Aum [Om] dos Vedas tornou-se a palavra sagrada Hum dos tibetanos. O Amim dos mulçumanos e o Amém dos egípcios, gregos, romanos, judeus e cristãos. O significado de Amém em hebraico é "seguro, fiel". O sagrado Som Cósmico de Om ou Amém é a testemunha da Presença Divina manifestada em toda a criação.


domingo, dezembro 04, 2016

Perceba Quem sou!

- Núcleo - 


MARAVILHOSO!

Isso Sou Eu!

Essas mensagens vêm do Núcleo, Fonte ou Essência de Quem Sou…

Eu… estou aparecendo como os autores de todos estes textos…

Eu… estou aparecendo como os divulgadores destes textos…

Eu… estou aparecendo como cada um dos leitores destes textos…

Sim, Sou Eu!

Sou Aquele que Vive em você;

Sou Quem percebe em você;

Sou Aquele que te conduz:

Do irreal ao Real;

Das trevas à Luz;

Da morte à Imortalidade…

Sim, sou a Consciência que te faz consciente de Quem Somos…

Eu Sou em você a percepção de que só há Um de nós…

E somos inseparáveis como a paciência e a sabedoria…

Eu Sou Alfa e Ômega; Princípio e Fim de todas coisas.

Estou em você e em tudo; e tudo está em Quem Sou…

Eleve-se em percepção!

Interaja Comigo!

Você pode!

Sim, você pode porque Eu posso!

Sou Eu em você Quem tudo pode…

Aja percebendo Quem age em você…

Aja com renúncia aos frutos da ação…

Então perceba que Sou Eu Quem age!

Aja com essa consciência de unidade Comigo.

Dê cada passo consciente de que Sou Eu Quem dá os passos…

Siga seu caminho consciente de que Eu Sou o Caminho!

Seja verdadeiro e consciente de que Eu Sou a Verdade!

Viva sua vida consciente de que Eu Sou a Vida!

Perceba que é somente por Mim que se vem a Mim…

Sinta aquela percepção em você que Me percebe!

E saiba que essa percepção em você é a Minha…

Concentre-se nesta percepção que Me percebe!

Contemple tudo o que ela te faz contemplar…

Então medite! Perceba-se Um Comigo.

Meditar é perceber!

Perceber o que É!

É perceber o Real…

É perceber-Me…

E perceber-Se…

Sim, medite!

Você pode!

Eu posso!

Sou você!

Sou Eu…


quarta-feira, novembro 30, 2016

Diálogos conscienciais: Meditar, perceber e Amar!



- Núcleo -


De que forma o Amor está relacionado à meditação?

A resposta pode ser obtida através do compartilhamento a seguir de um diálogo entre a "mente" e a "Consciência", entre o "homem" e "Deus", entre o "personagem" e o "Ser”.

Personagem: O que é meditação?
Ser: Meditação é percepção.

Personagem: Como faço para aprender a meditar?
Ser: Meditação é percepção. Você já está percebendo…

Personagem: O que estou percebendo é que sou um ser humano que quer aprender a meditar.
Ser: Quem medita percebe que não é um ser humano…

Personagem: Se já estou percebendo, mas eu não percebo que não sou um ser humano, quem é o eu que está percebendo?
Ser: É seu Eu verdadeiro; é Quem já está percebendo…

Personagem: Se não percebo meu Eu verdadeiro, que é Quem já está percebendo, como posso percebê-lo?
Ser: Meditando…

Personagem: Mas o que é meditar?
Ser: Meditar é perceber…

Personagem: Parece que voltamos ao início! Meditar é perceber… Espere um momento… perceber o que?
Ser: É apenas perceber…

Personagem: De fato já estou percebendo algo!
Ser: Sim, foi o que Eu disse, você já está percebendo…

Personagem: Mas estou percebendo apenas o meu mundo, o que todos percebem com os cinco sentidos de percepção.
Ser: É o que você já está percebendo…

Personagem: Mas eu quero perceber a Realidade Divina, não a realidade humana, que os iluminados dizem que não é real. Como posso perceber a Realidade Divina?
Ser: Há apenas uma realidade, que é percebida meditando…

Personagem: Eu me rendo! Não consigo sair disso. Sei que não vai adiantar eu perguntar novamente o que é meditar…
Ser: Não é preciso se render, apenas siga a direção correta…

Personagem: Mas minhas perguntas acabam sempre voltando ao mesmo ponto…
Ser: Mesmo no nível das perguntas, no nível da mente, faça a pergunta correta! Não desista!

Personagem: Está bem. Vamos lá… O que é meditação?
Ser: Já dei esta resposta. Meditação é percepção.

Personagem: Perguntei como faço para aprender a meditar?
Ser: Já dei esta resposta também. Quer que a repita?

Personagem: Não. Quero saber qual a pergunta correta aqui?
Ser: Quando disse que meditar é perceber… já dei a deixa… abri todas as possibilidades a você.

Personagem: Por que em vez de “dar a deixa” você não me diz logo qual o caminho a seguir para eu poder meditar?
Ser: Porque é você que escolhe o caminho que quer seguir… Suas escolhas definem a realidade de quem você está sendo. Escolhas não alteram a possibilidade de meditar e perceber. A possibilidade de meditar e perceber estará sempre a sua disposição!

Personagem: Você disse que meditar é apenas perceber…
Ser: Sim, é apenas perceber…

Personagem: Se é apenas perceber… e não é perceber algo, o que você percebe?
Ser: Percebo apenas a Mim mesmo!

Personagem: Mas você está me percebendo, já que estamos tendo um diálogo!
Ser: Sim, estou te percebendo em Mim mesmo…

Personagem: Como assim, me percebendo em você mesmo? Não estamos separados? Não tenho realidade fora de você?
Ser: Não estamos separados, percebo apenas a Mim mesmo! E somos Um só!

Personagem: Já sou você e estamos vivendo a mesma Vida? Se é assim, porque não estamos vivendo a mesma realidade?
Ser: Só há uma Vida, Eu sou essa Vida e estamos vivendo esta Vida. Mas a realidade que você vê vem de um tipo de percepção e a realidade que vejo vem de outro…

Personagem: Então refaço a pergunta sobre a percepção! Você disse que meditar é perceber e então perguntei: Perceber o que? Refaço a pergunta: Que tipo de percepção?
Ser: A percepção que resulta em uma ação consciente.

Personagem: Que ação consciente? O que devo fazer?
Ser: De início perceba que perguntas e respostas estão na percepção da mente… Não se detenha nesse nível. A percepção que se expressa numa ação consciente pode ser expandida ao infinito. Saiba: Estou sempre meditando, sempre percebendo a Mim mesmo e a Minha Realidade, que é a nossa, a única. Somos Um, por isso você pode Me perceber, ou seja, você pode perceber-Se. Quando você imerge em Mim e Me percebe, percebe que em realidade Sou Eu Quem está Se percebendo… Neste sentido, nunca há alguém além de Mim que Me percebe… Sou sempre Aquele que medita, Aquele que percebe! Por isso disse que: “Quem medita percebe que não é um ser humano”.

Personagem: Um mestre deu a entender num poema que sou fruto da Sua imaginação… Eu sou fruto da Sua imaginação?
Ser: Que mestre deu a entender isso?

Personagem: Você não sabe que mestre?! Como é possível você não saber se somos Um; se estou em você?
Ser: Quem disse que não sei? Apenas perguntei que mestre deu a entender isso, porque sei que outros lerão este nosso diálogo e eles saberão a quem e ao que você está se referindo. Assim poderão acompanhar melhor este diálogo.

Personagem: Percebo… Bem, o mestre a que me referi é Meher Baba em seu poema "O amante e o Amado", onde ele escreve:

Deus é amor. E o amor deve amar. E para se amar deve haver um amado. Mas como Deus é Existência infinita e eterna, não há ninguém para Ele amar além Dele mesmo. E para poder amar a Si mesmo ele deve imaginar-se como o amado a quem Ele como o amante imagina amar. A relação amado e amante implica separação. E a separação cria anseio e o anseio resulta em procura. E quanto mais ampla e intensa é a procura maior será a separação e mais terrível será o anseio. Quando o anseio é o mais intenso a separação está completa e a finalidade da separação, que tinha a finalidade de permitir que o amor pudesse experimentar a si mesmo como o amante e o amado, é cumprida; e a União é o que resulta. E quando a União é atingida, o Amante vem a saber que o tempo todo ele próprio era o Amado a quem ele amou e com quem desejou a União e que todas as situações impossíveis que Ele superou eram obstáculos que Ele mesmo colocou no caminho para Si mesmo. Atingir a União é tão incrivelmente difícil porque é impossível tornar-se o que você já é! A união não é nada além do conhecimento de si mesmo como o Sujeito Único.

Eu me refiro ao trecho em que ele escreveu: “E para poder amar a Si mesmo ele deve imaginar-se como o amado a quem Ele como o amante imagina amar”Por isso fiz a pergunta se sou fruto da Sua imaginação?

Ser: Estamos falando da ação consciente que resulta da percepção. Como disse, estou sempre meditando, sempre percebendo a Mim mesmo. A Minha Realidade resulta deste tipo de percepção que produz sempre uma ação consciente e muito amorosa. O Amor é a Minha Realidade e você é a expressão do Amor!

Personagem: Sou expressão do Amor de Deus! Então, o que alguém deve fazer para “ver” em sua realidade esse Amor?
Ser: Aceita uma resposta breve?

Personagem: Sim, claro!
Ser: Deve Amar!

Personagem: Nossa, resposta muito breve! O que é Amar?
Ser: Amar é o Verbo que expressa a ação de alguém que percebe Quem somos.

Personagem: Está dizendo que nós somos Um e devemos perceber isso para amar?
Ser: Não. Eu já percebo isso por todos nós e estou compartilhando o que percebo. Você deve amar para “ver o amor”, perceber o que percebo; e para viver a Minha realidade!

Personagem: Por onde começar a amar?
Ser: Comece se harmonizando com “o céu e a terra”! Ou seja, harmonize-se com todos os seres, com tudo que percebe em sua realidade!

Personagem: Efetivamente como fazer isso?
Ser: Note que o tipo de percepção de que estamos falando não implica necessariamente em fazer algo. Você pode estar fazendo algo ou não e mesmo assim “amando o que faz” e “interagindo comigo”. É agindo assim, ou seja, amando que se ativa esta percepção! A chave é: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como ama a você mesmo.

Personagem: Sim, eu sei, sei do que trata este diálogo sobre amor e a percepção… Sei que podemos interagir como estamos interagindo e ter a percepção de “Quem” Sou. Nesta percepção instantaneamente Eu Me “percebo” e todas as perguntas e respostas cessam. A bem-aventurança advém desta percepção oceânica na qual tudo Se revela como o Ser Real que tudo É…
Ser: Então você Se percebe…

Personagem: Não. Percebo que não sou eu…; ao menos não esse eu que pergunta… Ocorre exatamente o que você disse! Você Se percebe!
Ser: Sim, percebo que somos Um!

Personagem: Posso compartilhar este diálogo com todos eles?
Ser: Com todos eles? Por enquanto compartilhe apenas comigo…

Personagem: Mas agora estou te percebendo em todos eles…
Ser: Então compartilhe com todos eles!

Assim sendo, por estar harmonizado com “o céu e a terra”;
Por perceber o que estou percebendo [ Deus em cada um ];
Por desfrutar o que estou desfrutando [a percepção divina],
Compartilho esse diálogo com a divindade, com o Mestre…
Com Aquele que apareceu como leitor!
Com Aquele que pode ainda aparecer como vários outros…
Percebo o Mestre em todos!
E a todos agradeço!


domingo, novembro 27, 2016

Aos "divinos personagens"!

- Núcleo - 

Divinos personagens,

Sempre que uma pessoa comenta e enfatiza um texto já compartilhado, ela está ativando a percepção consciencial. Ao desfrutar o que percebeu do texto e compartilhar a sua própria ênfase, ela está dando um belo exemplo de como ativar esta percepção!

A propósito...

Sabem por que este meu atual "personagem" os chama de "Divinos personagens"?

Porque em verdade é quem todos estamos sendo nesta representação divina chamada de universo material!

Sim, na "Representação" somos todos "personificações do Ser", que é o único Ser Real, a única "Realidade".

Assim, a "Representação" é o cenário no qual surgem os "personagens". E tendo sido a "Representação concebida pelo Ser Real, que é Deus, Seus personagens são todos "seres divinos", ou seja, todas as personificações de Deus são originariamente e essencialmente seres divinos, que na "Representação" concebida por Deus, e por isso divina, aparecem como os personagens divinos.

O algo a ser percebido ou conscientizado é que a "Representação" é tida como "Realidade" pela mente do personagem!

Atentem bem! A Representação não é algo real! Mas por ser uma representação divina, ou seja, uma representação concebida por Deus, ela é percebida pela mente, ou seja, pela mente do personagem como sendo algo real, como sendo a realidade. Porém, a única Realidade é Deus!

E Quem percebe isso; Quem percebe que a única Realidade é Deus?

Apenas Deus! O Ser Real.

E como Deus percebe isso?

Com Sua própria Consciência!

É esse o ponto a ser notado!

A percepção de "quem estamos sendo" é a percepção da "mente do personagem" que estamos representando;

A percepção de "Quem somos" é a percepção da "Consciência do Ser" que realmente somos.

Ocorre que a Consciência do Ser, que é Deus, é onipresente! Inclusive na "Representação divina"!

Você está vendo a manifestação visível do invisível em tudo o que vê...

Ou seja: Você está vendo a manifestação visível do Ser Real, que é invisível, em tudo o que vê.

Isto ocorre porque você está vendo a manifestação do Ser Real com a visão da mente de quem está representando...

Mas quem você está representando é quem "você está sendo", não Quem "você É".

Em outras palavras, sua real identidade não é a do personagem divino que você está sendo (representando), mas sim, é a do Ser Real que você realmente É!

Assim, não há necessidade de "buscar espiritualmente" por sua Fonte, mas apenas de "perceber espiritualmente" que a Fonte é Quem você É!

A busca espiritual parte de um pensamento de separação entre personagem e Ser...

A percepção espiritual parte de uma percepção de unidade entre personagem e Ser!

A primeira parte de um pensamento e se debate;

A segunda parte de uma percepção e se aquieta...

O pensamento projeta a dualidade;

A percepção reconhece a Unidade!

Enfim, este meu atual "personagem" os chama de "Divinos personagens" porque percebe que em verdade é quem todos "estamos sendo" nesta "Representação divina"...

E Quem percebe isso em mim é Quem sou...

Quem Sou é na Realidade Quem todos Somos!

É o que percebo, desfruto e compartilho.

Saiba que, ao perceber Quem você realmente É, instantaneamente perceberá Quem todos Somos. E perceberá claramente Quem percebe em você!

Por perceber Quem percebe em mim; por perceber que é o Ser Real Quem percebe e que por isso esta percepção é possível a todos os "divinos personagens" é que desfruto e compartilho.

Namastê!

quinta-feira, novembro 24, 2016

O Tempo e a Eternidade

- Núcleo - 


Quem Eu Sou é o tempo e a Eternidade …
Em outras palavras…
Quem Eu Sou é o tempo (representação divina) e a Eternidade (Realidade Divina)
Não há exceção da divindade…
Há apenas onipresença!

Não há espaço vazio onde parece haver…
Não há solidão onde parece haver…
Não há nascimento, envelhecimento, doença ou morte, onde parece haver…
Há apenas Deus, o Ser Real;
Há apenas a divindade onipresente!

Onde parece haver ódio, Eu Sou o perdão…
Onde parece haver tristeza, Eu Sou a alegria…
Onde parece haver desespero, Eu Sou a esperança…
Eu Sou a Realidade por trás da representação!

O Amor é o Caminho para Me ver…
Eu Sou esse Amor divino!
Eu Sou o Caminho!
Eu Sou Quem ama…
Eu Sou Quem é amado…

Apareço como passado e futuro…
Mas Eu Sou o eterno presente!
Assim como apareço como você…
Mas Eu Sou Quem Eu Sou!

Você e Eu parecemos ser dois…
Mas Somos Um só Ser!
Você parece ser real…
Mas sua realidade Sou Eu!

Sim,
Sou o tempo e a eternidade…
A representação e a Realidade!


segunda-feira, novembro 21, 2016

Estudo Bíblico pela visão do Núcleo

- Núcleo -


Para início desse estudo vamos à questão das terminologias utilizadas. 

Para isso remeto os leitores deste post à leitura do que foi exposto na série “Preleções Nucleares – A Unidade Essencial”, publicada no blog Templo dos Iluminados, em especial ao início da explanação sobre a tabela sinótica com o esquema de duas colunas, no qual na coluna Um, no item 4, está o termo “Consciência” enquanto que na coluna dois, está no item 4 o termo “mente”.  Acessem: 

http://busca-espiritual.blogspot.com.br/2013/06/prelecoes-nucleares-unidade-essencial-23.html

Para se ter uma ideia da importância de se distinguir a terminologia usada pelos vários autores de ensinamentos espirituais, notem que Joel Goldsmith no Capítulo V do seu livro “O caminho infinito”, cujo título é A Alma, de início a define como sendo a Realidade do Ser. Contudo, ao longo do livro o termo “mente” é utilizado tanto para se referir à “Mente” de Cristo como à “mente” humana.

Para evitar ambiguidade no Núcleo usamos o termo “Consciência” para nos referir à “Mente de Cristo” e o termo “mente” para nos referir à “mente humana”.

Assim, há dois referenciais pelos quais podemos perceber algo: pela mente ou pela Consciência. Joel Goldsmith utiliza o termo “consciência material” quando se refere à percepção pela mente; por vezes usa também o termo “sentido material”, “sentidos finitos” etc., e usa o termo “consciência espiritual” quando se refere à percepção com os sentidos da Alma.

Se por um lado podemos perceber algo pela mente ou pela Consciência, aquilo que vemos como sendo a realidade que surge diante de nós é completamente diferente! Isto porque o que percebemos com a mente é a realidade aparente… Mas o que vemos com a Consciência é real. Essa diferença se torna perceptível e evidente quando vemos com a Consciência! A essencial e maior diferença entre estas visões é que apenas na visão da Consciência torna-se evidente que não há nada além de Si mesma; não há nada além da própria Consciência, pela qual fica evidente que tudo é expressão da própria Consciência de um Ser Único e Real.

Por isso a terminologia usada no Núcleo usa as expressões “Consciência do Ser” e “mente do personagem” para deixar ainda mais evidente que a única percepção que apreende o Real é a percepção da Consciência, a “percepção consciencial”. 

Assim a percepção mental vela nossa real identidade forjando uma identidade aparente [a de um personagem], enquanto a percepção consciencial desvela nossa real identidade.

Não devemos, contudo, descartar a percepção da mente, que é a percepção com a qual, enquanto representando nossos “personagens”, percebemos a realidade deste “mundo” porque há uma beleza incomensurável neste nosso mundo quando percebemos o que ele realmente é: Uma expressão magnificente da Glória de Deus! E ao mesmo tempo percebemos que é Deus mesmo em nós Quem nos faz conscientes dessa Sua Glória! Perceber “Quem faz” é em si algo glorioso! Esse é o ponto central que quase sempre não é notado com a devida atenção pelos seguidores de qualquer ensinamento espiritual, ou seja, o fato de que só é possível ver a Glória de Deus através de Sua própria visão!

Foi isso o que Jesus ressaltou quando Simão Pedro o reconheceu como Filho de Deus.

Vejam esta passagem:

“E, Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Ao que Jesus lhe afirmou: “Abençoado és tu, Simão, filho de Jonas! Pois isso não foi revelado a ti por carne ou sangue, mas pelo meu Pai que está nos céus.” (Mateus 16)

No budismo se diria: Somente Buda vê Buda.

Masaharu Taniguchi escreveu: “O mundo da Imagem Verdadeira criado por Deus [mundo da Consciência do Ser] é perfeito e harmonioso, não existindo qualquer mal. Esse mundo existe aqui, neste momento, mas os cinco sentidos carnais não conseguem percebê-lo. Somente a pessoa que desperta aquilo que poderíamos chamar de percepção da Imagem Verdadeira [percepção do Eu Verdadeiro ou percepção da Consciência do Ser] é que consegue ver mentalmente esse mundo perfeito.” [Leia-se “mentalmente” através da visão da “Mente” do “Eu Verdadeiro”. Segundo a terminologia usado no Núcleo diz-se “consciencialmente”]. [Do livro: “Imagem Verdadeira e Fenômeno”, página 53 – SNI]

Independente da terminologia utilizada importa o fato de que podemos apreender o universo que se apresenta a nós com nossa visão ou percepção mental ou com nossa visão ou percepção consciencial. Nosso propósito nesse estudo bíblico é enfocarmos a visão ou percepção consciencial.

O objetivo deste estudo é elucidar que podemos ler a Bíblia do ponto de vista da mente, ou seja, de nossa identidade humana, representada pela segunda coluna na tabela sinótica ou esquema de duas colunas da Unidade Essencial, ou do ponto de vista da Consciência, de nossa identidade divina, que é representada pela primeira coluna. Notamos, entretanto, que a leitura do ponto de vista mental nos dará um enfoque temporal da mensagem divina, ou seja, uma visão de que as coisas acontecem apenas como a mente concebe a realidade, numa percepção de passado/presente/futuro. Por outro lado, a leitura “consciencial” da mesma mensagem divina nos possibilita uma visão “atemporal”, na qual tudo existe num “eterno presente” e, assim, percebemos que a Bíblia é realmente uma revelação divina, algo que nos desperta e nos faz imediatamente conscientes de que Deus é a essência do nosso próprio Ser, e que de fato “vivemos, nos movemos e temos nossa existência em Deus.” (Atos 17:28).

O objetivo deste estudo é enfocar esta percepção.

Então, muitas passagens bíblicas que não têm sentido do ponto de vista mental, passam a ser percebidas como revelações essenciais sobre a natureza da realidade do Ser Real, de Quem realmente somos quando nos identificamos não do ponto de vista da mente, mas sim, da Consciência. Em João 8:56, Jesus relata uma “percepção consciencial” de Abraão. Sobre este relato os judeus perguntaram a Jesus: "Ainda não tem cinqüenta anos e viste Abraão?". Perguntaram isto porque Jesus não poderia ter conhecido Abraão, que viveu centenas de anos antes de todos eles, fato que do ponto de vista mental era algo lógico e evidente para todos os presentes naquele encontro, menos para Jesus, que, mesmo sabendo que todos ali o percebiam apenas mentalmente, não retirou o que disse e declarou: “Antes que Abraão existisse Eu Sou”. Esta declaração de Jesus sobre sua real identidade é essencial para o nosso estudo, por ser uma revelação consciencial. Ela significa não apenas que Jesus tem a percepção de sua real identidade real como Cristo, o Filho de Deus, a qual por ser atemporal existe antes do dia do encontro com os judeus, registrado nesta passagem, como significa, também, que existe antes do próprio Abraão. As mentes daqueles personagens todos, os judeus, não conseguiram assimilar a verdade revelada por Jesus. Isto os irritou bastante, e diz a Escritura que eles pegaram em pedras para apedrejá-lo, mas que Jesus se ocultou e retirou-se do templo.

O que importa para nós neste estudo não é condenar os judeus por sua revolta contra Jesus, mas sim, observar que eles agiram mentalmente e, então, não conseguiram assimilar a verdade declarada por Jesus; e, que não devemos proceder da mesma forma. Mas, o ponto mais importante desta passagem está em percebermos que a revelação de Jesus é consciencial. Ela diz respeito à identidade do Cristo, que é atemporal, ou seja, não está limitado à existência no tempo de Jesus, no tempo de Abraão ou mesmo antes de Abraão. Ela não pode ser percebida da forma como a mente concebe a realidade, como algo cindido em passado, presente e futuro. É a realidade eternamente presente.

Cristo declarou EU SOU e, portanto, ele continua sendo real e presente AGORA! No entanto, isto só é possível ser percebido consciencialmente. Jesus é o exemplo perfeito do ponto de vista da mente, que vê a representação divina e muitos personagens, de um personagem divino consciente de Quem ele é. Como personagem Ele é o próprio Deus “aparecendo como” no mundo dos personagens, para que todos os que nele crerem, ou seja, todos os que perceberem consciencialmente Quem ele É, sejam “Um” com ele, assim como ele é “Um” com Deus (João 17:22). Esta é uma declaração consciencial, na qual Jesus ora a Deus para que todos percebam o que ele percebe e que sejam o que ele é, para que percebam quem eles também são e que não permaneçam em pecado. Pecar é estar se vendo separado de Deus e, em termos bíblicos, é “pender para a carne”; é “cogitar das coisas da carne”, ou seja, é pender para a mente e permanecer nela. E o maior pecado é negar a existência do Espírito de Deus em nós. Aquele que assim procede “já está julgado”, porque a percepção consciencial está no Espírito, em nossa identidade e natureza divina. Quando a negamos (negar é fazer um julgamento, é estar na percepção mental), nós impossibilitamos que ela se revele e, assim, estamos condenando a nós mesmos a viver percebendo tudo mentalmente, nos isolando da Consciência do Ser em nós, ou seja, nos condenando a não perceber a Onipresença divina, o Espírito Santo, que é perceptível consciencialmente.

Nosso estudo tem o objetivo de nos livrar deste mal, a visão puramente mental da vida. E, então, compreenderemos porque Jesus pediu a Deus, não que nos tirasse do mundo (onde vivem os personagens, que são divinos quando percebidos consciencialmente), mas sim que nos livrasse do mal, desta visão apenas mental que não nos dá uma vida consciente da nossa unidade com Deus. (Jo 17:15)

Para finalizar este nosso estudo, vamos a uma passagem bíblica:

“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.” (1 Jo 3:2)

Apenas quando permitimos que o Espírito de Deus se manifeste em nós, ou seja, quando escolhemos agir conforme a percepção da Consciência do Ser em nós, é que percebemos “Quem” faz, “Quem” está diante de nós e “Quem” realmente somos.

Até então nós estamos na percepção mental, ou seja, estamos alheios à percepção da Consciência. Nós nos mantemos “inconscientes” de Deus e não sabemos o que fazemos.

Por isso Jesus, mesmo estando sendo crucificado, pediu a Deus que perdoasse seus ofensores, porque estava consciente de que eles não sabiam o que estavam fazendo!

A visão consciencial de Jesus muitas vezes surpreendeu e chocou a muitos. Isto fica claro observando a seguinte passagem bíblica:

Novamente, os judeus pegaram pedras para apedrejá-lo e ele lhes perguntou: “Tenho vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai, por qual delas querem me apedrejar? Então, lhe responderam os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, tu sendo homem te fazes Deus a ti mesmo”. (Jo 10:33).

Aqui também não devemos condenar os judeus, mas sim perceber que aqueles judeus só estavam percebendo Jesus mentalmente e estavam reagindo mentalmente. No Núcleo dizemos: “O que você prefere? Reagir ao personagem ou interagir com o Ser?” O que acontece é que quando escolhemos “reagir aos personagens” imediata e inadvertidamente nós estamos “agindo mentalmente”, exatamente como aqueles judeus e romanos fizeram!

Para “interagirmos com o Ser” precisamos “ouvir a voz da Consciência do Ser” em nós, e, para isso, precisamos nos dar um tempo, ainda que breve, devemos nos silenciar. Foi o que Jesus ensinou com um ato quando lhe trouxeram a mulher flagrada em adultério, para terem de que o acusar. Então Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão… Como insistissem na pergunta Jesus levantou e disse: Quem estiver sem pecado seja o primeiro a atirar pedra…

Está escrito:

"Eles falavam assim para prová-lo e terem alguma coisa de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo, como se não tivesse ouvido. Porque insistiram na pergunta, Ele se levantou e lhes disse: 'Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.' E, novamente, inclinou-se e escrevia na terra.” (João 8: 6-8)

Notamos que Jesus se deu um tempo antes de simplesmente reagir aos personagens… E é o que devemos fazer antes de agirmos impulsivamente, ou seja, reagir ao personagem.

Por fim, quando acusaram Jesus de blasfemar por se dizer Filho de Deus ele se defendeu dizendo que Quem disse que somos todos filhos do Altíssimo foi o próprio Deus e ainda  enfatizou que a Escritura não pode falhar! (João 10.34-35)

Contudo, enquanto agimos guiados apenas pela mente estamos inconscientes de nossa relação com Deus. Somente quando passamos a ouvir e a nos guiar pela Consciência é que nos tornamos conscientes de nossa origem e filiação divina. A Bíblia Sagrada diz isto claramente (e como afirma Jesus a escritura não pode falhar) da seguinte forma: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Romanos 8,14).

Eis a finalidade deste estudo bíblico, sermos guiados pelo Espírito de Deus em nós e agirmos conforme nossa real natureza e identidade de verdadeiros Filhos de Deus!

A paz seja com todos!


sexta-feira, novembro 18, 2016

Quem está na Consciência do Ser é o próprio Ser

- Núcleo -


Pergunta:  Seria correto dizer que "Deus é a Consciência onde todas as coisas aparecem"? E se Deus for a Consciência onde tudo aparece, as coisas que aparecem nela  na Consciência de Deus  também são Consciência/Deus?


Resposta: Você perguntou: "Estaria correto dizer que Deus é a Consciência onde todas as coisas aparecem?”

O mundo onde as coisas "aparecem" é aquele que a mente humana "vê". Em Deus, na Consciência do Ser, todas as coisas "são": você É, nós SOMOS. Estaria correto dizer que "Deus é a Consciência onde todas as coisas SÃO."

E você também pergunta: "as coisas que aparecem na Consciência que Deus é também são Consciência/Deus?"

Na Consciência do Ser não existem "coisas". Tudo o que É é o próprio Ser que Deus É manifestando-se como. Na percepção consciencial não há percepção de nada além de Deus, além do próprio Deus que Deus É, além do próprio Ser que o Ser É.

As manifestações do Ser, numa multiplicidade de formas, são o próprio Ser Real. No universo da Consciência do Ser há uma multiplicidade de seres, todos eles são o próprio Ser em diferentes manifestações. Em todo o universo só há o "Ser Real"Só Deus é Real. "Eu Sou" (eu sou pleno) é a percepção de Deus, o Ser único.

Mesmo no nosso mundo, nesse "universo que a mente do personagem percebe" também tudo é Deus, porém a mente projeta a dualidade, ela percebe muitos onde só há Um. "Estive preso e fostes Me visitar, tive fome e Me destes de comer".

"Homem: Suba a montanha!". Eleve-se em espírito. "Desperta, tu que dormes; Ergue-te do leito, e o Cristo (O Cristo do teu Ser) te dará luz (te proporcionará a visão unitária, a percepção da unicidade de tudo)."

Todas as perguntas e dúvidas provém da mente dos personagens; as respostas estão na Consciência do Ser. As perguntas "parecem" provir de seu personagem humano (que levantou a pergunta) e as respostas "parecem" ser dadas por mim, que estou lhe falando. Mas "só há um de nós".

Nós estamos contracenando com a divindade, num universo divino, onde só Deus é real. Se parece haver "você", se parece haver um "eu" (o que está respondendo à pergunta feita por você), e se parece haver alguém mais que esteja lendo esse diálogo entre mim e você, tudo não é o que parece.

Contemple o "Ser Real" aparecendo como um personagem, num cenário divino e perceberá que você não é o personagem (não é o que aparece); você é o Ser que está observando o cenário e os personagens que contracenam. Saia do espelho! Tudo o que está no espelho do "mundo visível pela mente" não é o que parece. A mente é a percepção do personagem que está "dentro do espelho", a visão do personagem. A Consciência do Ser é a visão do Observador, que Se percebe "fora do espelho". Essas percepções revelam realidades diferentes. O Observador percebe apenas a imagem de Si mesmo e seus reflexos no espelho, reflexos perfeitos, harmoniosos. Tudo o que Deus faz "é bom" (Deus criou o mundo e viu que tudo era bom). Mas, dentro do espelho, no mundo das imagens, no universo visto pelos personagens, no universo criado pela mente do personagem, Deus, o Ser Real, não é percebido. Nós existimos em Deus! Não há realidade fora do Ser. O que há é uma realidade aparente. É preciso transcender a mente para ouvir a Consciência Se expressar.

Transcender a mente é ativar uma percepção que está além dos cinco sentidos. Até que esta percepção seja ativada Deus não será percebido pelos sentidos da percepção mental: visão, audição, tato, olfato, paladar. Em contrapartida, quando esta percepção é ativada todos os cinco sentidos percebem a Presença de Deus em tudo! O mundo revela a maravilha que é, em toda a sua grandiosidade, tanto nas pequenas quanto nas grandes manifestações. Quando a Consciência do Ser é alcançada, então a vida do personagem se transforma, as "coincidências divinas" passam a se suceder no cotidiano, o suprimento vem, as maravilhas acontecem.

Cristo disse: "Eu vim para que tenha Vida em abundância"Cristo é Filho de Deus, Ele não vem da mente humana, Ele vem da parte do Pai, da Consciência do Ser, em nós. É preciso permitir que o "Filho de Deus" se manifeste em nós para que o "reino de Deus" (o Universo real, aquele que Deus criou) seja percebido por nós. Enquanto isso não acontece permanecemos no universo da mente (criado por nós). O universo aparente e mutável é o que a mente percebe, é aquilo que "parece" ser, é a interpretação que a mente dá às coisas. O Universo real é o que Deus criou (descrito no primeiro capítulo do Gênesis).

As manifestações mudam, mas é sempre o mesmo Ser, a mesma Fonte. Quando se contempla a indescritível beleza e imensidão do Oceano, está se percebendo a manifestação visível do Deus Invisível. Quando se contempla o céu, as estrelas, uma flor, a vida e inteligência que há nas plantas e nos animais, ou o movimento de uma folha ao vento, o equilíbrio do voo dos insetos; tudo isso está revelando o que está por trás, Deus Onipresente, Aquele que sempre É, de Eternidade à Eternidade. As diversas manifestações revelam apenas o mesmo Ser, em diferentes formas – uma infinidade delas. Em síntese, perceba Deus "aparecendo como", desfrute-O, contemple essa visão, ela é sua por herança divina. O Homem é "Filho de Deus". Então, seja o que você É, assuma sua real Identidade. Descarte a ilusão. Você é real.

Perceba o Real, contemple o Real, interaja com o universo como um Ser Espiritual que você É. Dirija-se ao Ser, à sua Realidade interna. Não procure nenhum mestre exterior, no mundo físico. Se surgir algum em seu caminho será Deus aparecendo em sua realidade visível, mas a percepção será a de que as respostas do mestre SEMPRE ESTIVERAM EM VOCÊ. São como os ensinamentos de Goldsmith ou de Jesus, que emergem de nosso Ser como verdades que não haviam sido antes percebidas, mas que se tornam plenamente compreensíveis, porque vêm da mesma Fonte interna do Ser, que está neles e que está em você. Quando você se dirige a Deus com suas dúvidas, Ele move o Universo para responder. Seus instrumentos poderão ser uma música, um encontro casual, um ruído, um texto, um livro, um e-mail ou mesmo o silêncio.

Esteja atento!


terça-feira, novembro 15, 2016

Um mergulho na imensidão oceânica do Ser!

 
 - Núcleo -



Há um Ser Real, Oceânico...
Deus é este Oceano de Luz, infinito e eterno. 
De Suas profundezas Deus emerge à superfície de Si mesmo como Ondas do Oceano...
O Ser oceânico, infinito e eterno, é Quem somos!

Quando imergimos nas profundezas, nos percebemos em Unidade com Deus.
Quando emergimos à superfície, aparecemos como Ondas do Oceano de Luz.
Assim, há apenas um Oceano de Luz e Ondas neste Oceano.

Na superfície sou uma Onda e nas profundezas, Oceano.
Quando emerjo Me percebo apenas como a Onda.
Quando imerjo Me percebo como o vasto Oceano.

Vi cada um de nós como essa Unidade oceânica e muitas Ondas.
Sei que esta é a nossa essência e Realidade, é Quem somos.
Saibam que vocês são todos Ondas de um Oceano de Luz.
É o que percebo, o que desfruto e o que aqui compartilho.


Divinos personagens,

Assim como há incontáveis ondas no oceano, há incontáveis personagens no Ser. Assim como o oceano se manifesta como incontáveis ondas e isso não altera Sua natureza e unicidade, o Ser se manifesta como incontáveis personagens e isso não altera Sua natureza e unicidade. Do ponto de vista de uma onda o oceano é imenso, mas há incontáveis outras ondas. Do ponto de vista de um personagem o Ser é imenso, mas há incontáveis outros personagens. Embora possa haver, do ponto de vista do oceano, incontáveis ondas, todas serão percebidas como manifestações do próprio oceano. E embora possa haver, do ponto de vista do Ser, incontáveis personagens, todos serão percebidos  como manifestações do próprio Ser.

Assim como o Ser se percebe como Único, os personagens se percebem como incontáveis. O Ser se percebe como real e os personagens se percebem como reais… Eis a representação divina! Os personagens se percebem como reais. Personagens não são seres reais, a não ser para si mesmos. Assim, a não ser na representação, ou seja, a não ser do ponto de vista dos personagens, a representação é real. Por ser uma representação divina ela é realística, ou seja, parece ser real para os personagens.

Assim, o universo material, por ser uma representação divina, ele é realístico, ou seja, parece ser real para os personagens. O tempo, por ser uma representação divina, ele é realístico, ou seja, parece ser real para os personagens. O espaço, por ser uma representação divina, é realístico, ou seja, parece ser real para os personagens. Os personagens, por serem representações divinas, eles são realísticos, ou seja, parecem ser reais para os personagens. Enfim, todo o cenário material, tempo, espaço e os próprios personagens, por serem representações divinas, eles são todos realísticos, ou seja, parecem ser reais para os personagens.

Há duas percepções possíveis, uma delas percebe o Ser Real; a outra, percebe a representação do Ser. A primeira percepção é real; a outra é realística. No momento em que perceber que a representação é o que é, ou seja, que é apenas uma representação, estará percebendo o real! Não haverá o que temer, pois ela já não será o seu Senhor e não te afetará como pode estar te afetando hoje. Você poderá inclusive descartá-la! O fim da representação não acarreta o fim do Ser, nem sequer o afeta! [Quem você É não é afetado por quem você está sendo!] No Núcleo temos falado sobre as duas percepções possíveis e temos enfatizado que a percepção que vê a representação e o realismo é a percepção mental; e que a percepção que vê o real é a percepção consciencial.

Na Bíblia, em sentido figurado, mas como uma profunda revelação, há a seguinte afirmação: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram." (Ap 21:3-4)

As “primeiras coisas” a que se refere esta revelação bíblica é aquilo percebido pela mente, ou seja, é a representação, na qual existe mundo material, tempo, espaço e personagens.

O capítulo 21 do Apocalipse descreve “o novo céu e a nova terra”, e relata uma experiência consciencial de João. Há que se observar que no Núcleo temos enfatizado que por ser uma “experiência consciencial”, ela não pertence apenas a quem a teve, ou seja, não é válida somente para quem a teve, mas também, é válida para quem a percebe! As “experiências conscienciais” são percepções da realidade do Ser, e como tal são atemporais, são não espaciais, imateriais e impessoais. Isto quer dizer que as “experiências conscienciais” não são experiências da mente de um personagem, são revelações da Consciência do Ser Real [por isso são experiências conscienciais]. E uma vez vivenciadas, podem ser desfrutadas e compartilhadas com todos. Relatos de “experiências conscienciais” estão presentes nas Sagradas Escrituras de todas as religiões e devem ser assimilados consciencialmente. Não fará sentido analisar mentalmente uma “experiência consciencial”, e pretender contextualizá-la como sendo de alguém [personalizá-la]; ou como sendo de algum tempo [passado, presente ou futuro]; ou como sendo de algum lugar [um local na terra, ou no espaço].

Aceite com naturalidade, a princípio, a percepção mental, sem esforço, sem lutar contra a representação, sem negá-la, sem pretender desmascará-la. Apenas observe todo o cenário e os personagens. Observe seus argumentos, seus gestos, suas convicções e não julgue, apenas observe. Observe a tudo. Depois, siga adiante! Imerja-se em sua própria observação e a contemple! Sim, veja seu personagem observando a tudo.

Se seguiu estes dois passos [se observou a tudo sem julgar e se contemplou seu personagem observando a tudo] estará a um passo de meditar, de ter “uma experiência consciencial”! Note que sua parte vai apenas até aqui! Concentração e contemplação. Não pretenda ir além, não tente “meditar”, pois, não é a mente Quem medita, é a Consciência, e ela não é influenciada por nada que a mente [a percepção do personagem] possa fazer.

Quando você decide se concentrar e contemplar o cenário, parece ser você quem está “batendo à porta” da Consciência para que você tenha a “experiência de meditação”, mas não é isso o que realmente está ocorrendo. É algo muito mais divino. É algo além da imaginação! É o próprio Ser Real “Quem” está “batendo à porta” da sua mente e te convidando a deixá-la.

Do ponto de vista do personagem parece que ele se dirigiu ao Ser, mas, em verdade foi o Ser Quem se dirigiu ao personagem! Isto é assim porque todo o enredo do personagem é escrito pelo Ser. Como exemplo, um personagem de quadrinhos, como o “cebolinha” não dá um passo se o Maurício de Souza [se o Autor do personagem “cebolinha”] não o desenhar dando um passo! Assim o “cebolinha” só pode ter a percepção de que ele, “cebolinha”, é um personagem, se o Maurício de Souza escrever este enredo para o “cebolinha”. Mesmo assim, o “cebolinha” jamais terá “esta percepção” [A percepção consciencial é sempre do Autor, nunca do personagem]. É a “Consciência do Ser” Quem percebe “consciencialmente”, não a “mente do personagem”.

Apenas quando o personagem se volta ao Ser Real é que ele está prestes a perceber Quem realmente É. Em qualquer outra busca o personagem está se enveredando na representação. No momento em que percebe Quem É, percebe que não é ele, enquanto personagem, Quem percebe; mas sim, que é Deus Quem percebe; e que há apenas o Ser; que somente Deus é Real.

Este texto é endereçado aos que estão compartilhando a Verdade de si mesmos, a percepção de sua real identidade! Nesta visão não há porque deixar de estar na representação. Nós não somos “personagens”; essa não é nossa real identidade! Somos Quem sempre fomos, Quem sempre seremos! Sabemos que "antes que houvessem personagens, nós somos"! Cada um de nós É Quem realmente É. Somos o Ser Real, a divindade atemporal.

O que muda entre nós, enquanto personagens, é a percepção deste fato! Muitos estão completamente imersos na ilusão, e se vêem separados de Deus, se imaginam “filhos pródigos”. Outros se vêem imersos em Deus, e se percebem “Filhos de Deus”! O que muda é a percepção que cada um quer ter, não o fato em si, pois, a única realidade, a “real identidade” de todos é Deus!

A humanidade sempre teve esse conhecimento. Krishna veio ao mundo e revelou este conhecimento divino; Buda veio ao mundo e revelou este conhecimento divino; Jesus Cristo veio ao mundo e revelou este conhecimento divino. Muitos mestres, como Yogananda, Ramakrishna, Ramana Maharishi e Masaharu Taniguchi vieram ao mundo e revelaram este conhecimento divino. Não é um conhecimento novo, nem uma “verdade nova”. Trata-se apenas de uma “revelação da Fonte”, uma “revelação do Núcleo”. Todos os que convergem para esta Fonte têm esta percepção. É uma percepção para ser desfrutada e compartilhada entre todos, não para ser imposta, mas apenas para ser vivenciada.

Assim, os que estão no Núcleo não devem ter a intenção de reunir seguidores de uma nova doutrina ou de uma nova religião, mas sim, devem ter a intenção de compartilhar com aqueles que quiserem, de todas as religiões, esta visão da divindade!

Afinal, não faz diferença para Deus que o personagem esteja na representação percebendo apenas a representação, mas, faz enorme diferença para o personagem que ele esteja na representação percebendo a divindade! É a diferença entre estar “vivendo o que a mente concebe” ou “vivendo o céu”!

Por fim, lembro esta revelação do Cristo, a divindade que “apareceu como” o divino personagem, o Filho de Deus: O “reino de Deus” está dentro de vós! O Ser Real é o “Oceano de Luz e Bem-aventurança”! E no Núcleo desfrutamos a imensidão deste Oceano. Glorifiquemos a Deus por compartilhar esta percepção!

A paz seja com todos.

Muito obrigado.