Bem-vindo ao Templo! O Amor de Deus habita o seu coração. Você é filho de Deus! Um Ser santo, sagrado, perfeito, eterno, sublime e bem-aventurado. Toda Vida é expressão da Grande Vida de Deus. Só existe a Unicidade Perfeita e Total! Essa Unicidade é Amor Absoluto - eis a Verdade. Este espaço é para aqueles que estão prontos para descobrir que já estão despertos, mas também é aberto a todos. Sejam todos bem-vindos ao Templo!
"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)
Amigos, confiram este vídeo belíssimo, inspirado e divino, gravado por Mooji. Ele expressa muito fidedignamente a realidade de Quem somos. Em verdade não há nenhum "Mooji" passando ensinamento. É a própria Consciência "aparecendo como". Namastê!
Amor é Divino. Você deve amar a todos. Mais ainda, transmita seu amor, mesmo para aqueles que não têm amor.
O amor é como a bússola do marinheiro; onde quer que você possa cultivá-lo, ele deve sempre apontar para Deus. Em cada ação em sua vida diária manifeste amor desinteressado. A Divindade emergirá desse amor. Este é o caminho mais fácil para a realização de Deus.
Mas por que as pessoas não estão tomando-o? É porque estão obcecadas com a ideia errada relativa aos meios de experimentar Deus. Consideram Deus como uma entidade remota atingível apenas por práticas espirituais árduas.
Deus está em toda parte. Não há necessidade de procurar Deus. Tudo o que você vê é uma manifestação do Divino. Todos os seres humanos que você vê são formas do Divino. Corrija sua visão defeituosa e você experimentará Deus em todas as coisas. O poder do amor é imensurável. Assim, desenvolva e pratique o sentido da unidade espiritual de todos os seres.
1) Meditar profundamente por um período curto é melhor do que meditar por um longo período com a cabeça voando. Por isso, no começo, não se force a sentar por longos períodos. Almeje meditações curtas e profundas. Gradualmente, você irá se acostumar com a profundidade e poderá aumentar o tempo da meditação.
2) Não sinta-se mal se você se pegar inquieto demais para meditar profundamente. A calma vem com o tempo, quando se pratica regularmente. Portanto, jamais se conforme com a ideia de que meditar não é para você. Lembre-se de que a calma é a sua eterna e verdadeira natureza.
3) Um discípulo estava tendo dificuldades com a sua meditação. Ele perguntou a Sri Yogananda: “Será que não estou tentando com empenho?”.
O mestre respondeu: “Você está tentando demais. Você está usando muita força de vontade. Está ficando nervoso. Apenas relaxe e fique tranquilo. Enquanto tentar meditar, você não conseguirá, assim como não consegue dormir quando tenta se forçar a dormir. A força de vontade deve ser usada gradualmente, caso contrário pode ser prejudicial. Por isso é melhor que no começo se enfatize o relaxamento.”
Não fique nervoso ou impaciente em seus esforços a procura de Deus. Abra o coração sem ficar ansioso por resultados. Seja paciente. Vá com calma e tranquilidade rumo a seu objetivo divino.
4) Um devoto estava com dificuldades em ficar acordado durante a meditação. Yogananda deu a seguinte sugestão: “Aperte bem seus olhos algumas vezes, depois abra-os bem e olhe a frente. Repita isso mais uma ou duas vezes. Se fizer isso, a sonolência irá embora.”
5) Tente ir além do pensamento pois se os pensamentos entram na sua cabeça você está funcionando no nível da consciência.
Quando você sonha, você entra no subconsciente e está mais ciente no seu corpo astral.
Quando sua consciência se recolhe mais profundamente na super-consciência você está centrado na felicidade, na espinha. Nesse estado de felicidade você está ciente no seu corpo causal, a alma.
6) A alma ama meditar pois em contato com o espírito é onde está a verdadeira alegria. Se você enfrentar resistência mental durante a meditação, lembre-se que a relutância em meditar vem do ego; não da alma.
7) Se alguém quer ser um grande pianista irá praticar 12 horas por dia. Se, em vez disso, praticar displicentemente alguns minutos por dia, jamais se tornará um bom pianista.
É assim que deve ser na procura por Deus. Como você pode achar que sabe quem é ele se não está realmente tentando? É muito difícil alcançar Deus. Se até mesmo um pianista precisa trabalhar duramente para atingir o sucesso, imagine o tamanho da dedicação de um devoto à meditação para compreender o Infinito!
Aqui, no entanto, está um pensamento encorajador: Qualquer um que se dedicar com sinceridade ao caminho da espiritualidade irá certamente atingir seu objetivo. Você não pode dizer o mesmo das ambições mais ordinárias. Nem todo mundo pode se tornar um grande pianista, não importa o quanto tente. Pois em cada campo existe pouco espaço no topo. Todo mundo, no entanto, pode clamar igualmente seu lugar como filho do Pai Celestial.
8) Quando sair, tente sentir que tudo ao seu redor faz parte da sua consciência expandida.
Olhe para as folhas nas árvores e tente sentir seus movimentos. Imagine que Deus está expressando seus pensamentos e inspirações através daqueles movimentos.
Observe as folhagens balançarem com o vento. Imagine que a brisa é o sopro de Deus no mundo, inspirando todos os seres e lhes dando vida.
Ouça o canto dos pássaros. Sinta que Deus, através de sua música, está tentando te tocar com a sensação de contentamento divino.
Esteja atento para os raios de sol na sua pele. Pense que o calor que você sente vir do sol é a energia de Deus. Deixe que ele encha o seu corpo de força e vitalidade. Imagine que a energia divina, através dos raios de sol, fortalece as criaturas por toda a Terra.
9) Medite mais e mais profundamente, até que calma e felicidade se tornem a sua natureza. Ficar imóvel não é difícil. Pensar que é difícil é o que o separa disso. Nunca pense que a alegria divina está longe de você e ela estará sempre com você.
Sri Bhagavan: Deeksha é o fenômeno em que o Divino vem ao homem, e a pessoa doando Deeksha, se disponibiliza para a divindade e se torna um instrumento. Parece que nos últimos anos tem havido uma maior intervenção divina na vida dos seres humanos e a este fenômeno denominamos DEEKSHA. Provavelmente a melhor palavra para usar seria a palavra "fenômeno". A Deeksha é um fenômeno.
Questão: Você pode explicar a importância da "experiência subjetiva" para a Deeksha?
Sri Bhagavan: Eu acho que existem basicamente três fatores envolvidos; Um deles é a pessoa que recebe Deeksha, o outro é a pessoa que dá Deeksha e o terceiro é a própria divindade. Porque às vezes temos notado que as pessoas que pensávamos que teriam um progresso lento, tiveram um progresso dramático. Muitas vezes nós tivemos pessoas adormecendo durante os cursos e assim mesmo eles atingiram a iluminação. Nós realmente não podemos comentar sobre as pessoas que você conhece. Também depende da pessoa doando Deeksha e depois, claro, o Divino que é a fonte suprema de tudo isso, e o que a Divindade decidir que vai acontecer.
Nós tivemos pessoas que poderíamos chamar de pessoas imorais, ou pessoas que não são o tipo certo de pessoas. Elas vêm recebendo Deeksha, e a Deeksha vem transformando mais e mais estas pessoas, então eu realmente não posso julgar essas questões. Mas podemos dizer que a regra diz que depende de quão receptivo você é, quais são suas crenças, qual é o seu condicionamento e da qualidade da pessoa que dá Deeksha e tudo o que a Divindade escolher para esse dia e para esta pessoa.
Questão: Então, o que você pode dizer para alguém que recebeu a Deeksha, mas não se sente abençoado, ou não se sente amado, ou que tenha memória e sentimentos desagradáveis?
Sri Bhagavan: Nós recomendamos às pessoas que devem continuar até que elas tenham progresso com as deekshas que recebem. Muitas vezes, é um processo de limpeza e em breve as bênçãos virão.
Questão: Você também disse que a Deeksha tem um tipo de inteligência que sabe para onde ir. Assim, parece-me que 3 coisas estão realmente acontecendo: 1) A Deeksha tem inteligência e sabe onde ela tem que agir; 2) há também a intenção de Doador de Deeksha; 3) e também há a intenção da pessoa que recebe Deeksha. E se tudo isso não se conectar? Se a Deeksha inteligente vai por uma estrada, mas a intenção vai por outra, qual tem maior peso?
Sri Bhagavan: A Deeksha é predominante, mas o efeito seria reduzido. Por exemplo, vamos dizer que você é um médico e você sabe que as artérias de seu paciente precisam ser desbloqueadas. Essa é a sua intenção como médico. Agora, como desbloquear artérias? Você não tem ideia. Mas a inteligência conhecida como Deeksha desbloqueia as artérias, por isso funciona. E acho que se você não sabe como elas serão desbloqueadas e não pode totalmente desbloqueá-las, se você tem uma forte intenção de que essas artérias serão desbloqueadas, então a Deeksha vai e faz exatamente isso. Como? Ela tem uma inteligência própria.
Questão: Você poderia dar alguns conselhos sobre a forma de criar uma intenção boa e positiva?
Sri Bhagavan: O coração tem que florescer. Você deve aprender a ouvir a outra pessoa. Realmente sinta por essa pessoa. Alguém vem e lhe diz sobre seus problemas financeiros, você deve colocar-se no lugar dela, para ver exatamente como esta pessoa está sofrendo e quais são os seus desejos. Você sabe disso, e então você começa a simpatizar com a pessoa e só então você deve doar a Deeksha. Não salte de uma vez e doe Deeksha. Você deve ter tempo, ouvir, conhecer a família, começar a sentir a pessoa, só então depois ir para a Deeksha. O coração desempenha um papel fundamental. Você pode levar em sua cabeça a vontade, mas se não houver calor no coração, a Deeksha não será verdadeiramente eficaz.
Questão: Entendo. Mas quando se fala de um grande coração, alguns doadores de Deeksha podem sentir: - "Eu não tenho um grande coração; como posso fazer para ter coração melhor?"
Sri Bhagavan: Você vai ter que receber Deeksha para ter um coração grande, porque a Deeksha pode realmente abrir os nossos corações, e em seguida, você retorna para doar suas Deekshas.
Questão: E se você receber a Deeksha realmente, terá que abrir seu coração e sentir muito amor. Então você deve receber a Deeksha onde alguém pode sentir seu coração e tem um monte de amor para lhe dar?
Sri Bhagavan: Exatamente.
Questão: E se você quiser receber a Deeksha para ter mais dinheiro, então a Deeksha Tony Robbins seria melhor?
Sri Bhagavan: Seria melhor, sim. (sorrindo)
Questão: E os outros? Seriam apenas 'Deeksha givers' inferiores? Esta é uma boa manira de vê-los?
Sri Bhagavan: Se o doador Deeksha estiver iluminado, ou em um alto estado de consciência, as deekshas serão muito diferentes, de fato. Há doadores de Deeksha que podem colocá-lo em um estado de amor, ou que podem colocá-lo em um estado de alegria; há também aqueles que irão colocá-lo em um estado de silêncio. Há doadores de Deeksha que são verdadeiros especialistas em verdade para a pessoa que você está recebendo a Deeksha.
Questão: Você acha que há alguém que não deva receber a Deeksha por algum motivo?
Sri Bhagavan: Basicamente não podemos julgar as pessoas, sabe? Se você chegar a alguém e disser: "olhe para essa pessoa é o próprio diabo"... Nós certamente não vamos julgar. Então, neste sentido, nunca senti isso de: "Essa pessoa não deve receber nenhuma Deeksha, ou aquela pessoa não deveria estar doando a Deeksha". Mas nós sentimos que talvez esta pessoa é mais qualificada do que esse outro. Você sente. Nós temos esses pensamentos, mas certamente nunca devemos condenar alguém. Dizer essa pessoa não é boa. Nós simplesmente não podemos pensar assim. Não é possível.
Questão: Bhagavan, quando alguém está recebendo a Deeksha, talvez pela primeira vez, ou depois de receber algumas vezes, qual é a melhor posição que a pessoa deve trazer para a Deeksha? Por exemplo, você mencionou a intenção. É sempre bom trazer uma intenção ao receber a Deeksha? É bom manter a calma antes de receber a Deeksha? Existe alguma maneira de você poder ajudar a Deeksha a ser mais eficaz, através de uma disposição correta?
Sri Bhagavan: Se as pessoas têm a mente aberta e se você tem um bom relacionamento, especialmente com seus pais, então a Deeksha será muito eficaz. No caso de você ter um mau relacionamento com sua mãe ou com seu pai, a Deeksha parece parar no meio do caminho, não parece funcionar para além disso, a não ser que, mais uma vez, você trabalhe e conserte seus relacionamentos e repita novamente a Deeksha. Assim, a partir da experiência, descobrimos que o fator mais importante é o relacionamento com seus pais; se os seus relacionamentos estiverem bem, a Deeksha será realmente poderosa.
Pergunta: Bhagavan, você nos diz para observar a mente. Quem é esse que vai ficar observando a mente, se não há o ‘self’?
Resposta: É a Consciência que está testemunhando. É isso o que denominamos Chit. E a consciência também tem bem-aventurança, que denominamos Ananda. É por isso que cantamos Sat-Chit-Ananda. Essas são as propriedades da consciência, portanto, ela também é a própria capacidade de testemunhar. Ela não pode participar, mas ela pode testemunhar. Então é a consciência que está testemunhando a mente, que está testemunhando os pensamentos. E quando a consciência testemunha, ela não se identifica. Ela simplesmente vê os pensamentos, vê a mente, vê as ações. E Você é essa pura consciência.
Nesse momento, você está identificando a si mesmo com a mente. É por isso que você está aprisionado dentro da mente. Mas uma vez que você salte fora, você estará livre das garras da mente e tudo o que você estará fazendo será testemunhar. Para testemunhar você precisa testemunhar e ver como é. Eu não tenho que descrever isso, senão você formará conceitos. Uma vez que você chegue lá, será tudo muito claro. Ninguém precisa ensinar nada a você. Você vai saber por si mesmo. Você vai chegar lá, não se preocupe.
A cada semana há mais pessoas chegando lá. O processo está se acelerando. Mais e mais pessoas estão realizando isso ao redor do mundo, e tão facilmente. Então elas começam a rir porque você vai se questionar ‘como eu pude não perceber isso todos esses anos?’. Tal é a simplicidade disso, tão simples quanto respirar. Você vai realmente rir de si mesmo.
Todas as coisas são testemunhadas, isso é tudo. É a consciência que está testemunhando, que está em todos os lugares, e ao mesmo tempo em lugar nenhum. Você não pode dizer que ela está aqui, ela está em toda parte. Todas as coisas estão sendo testemunhadas. E quanto mais eu falar disso, mais você formará conceitos com o que digo. Eu vou deixar assim, esperando que você chegue lá.
Pergunta: Bhagavan, podemos fazer algo para acabar com essa ‘corrida da mente’ pela sobrevivência?
Resposta: "Nesse momento você está preso na mente, e continua fazendo todas essas coisas para escapar do seu próprio sofrimento. Mas quando você despertar, você vai fazer as mesmas coisas. O mesmo trabalho, a mesma profissão, o mesmo negócio. Mas a experiência será totalmente diferente.
Agora, você está fazendo o que está fazendo. Uma vez que você se torne desperto, vamos dizer que você seja um carpinteiro, não será mais trabalho. À medida que você fizer a carpintaria, você vai amar isso, vai experienciar cada momento disso. Digamos que você seja um atendente em um escritório. À medida que você põe tinta no papel e escreve alguma coisa, isso será apreciável.
Todo trabalho se tornará bastante agradável. Nesse momento, ele é escravidão. Você precisa trabalhar para sobreviver ou como uma forma de escapar de seu próprio sofrimento. Mas isso não será mais necessário. O mesmo trabalho vai continuar. Se você for um alfaiate, você continua sendo um alfaiate estando desperto. Como barbeiro, sim, você continua sendo um barbeiro. Ou um cientista, você continua sendo um cientista.
Nada muda. A mesma esposa, os mesmos filhos, a mesma casa. Mas tudo parece muito, muito diferente. A experiência é muito diferente. O despertar não vai perturbar a sua vida normal, na verdade, você se torna muito eficiente. Você se torna muito capaz. Porque não vai haver stress, tensão, conflito, portanto, uma suprema eficiência surge disso. Não há com o que se preocupar em relação ao despertar."
QUESTÃO:"Eu como pessoa não existo." Como pode você dizer que você está em mim e eu em ti?
Bhagavan, por favor me ajude com o mistério a respeito de mim mesma. Isso não existe no ensinamento. Como pode você pode estar no 'eu' que não existe?
Resposta: "O 'eu' é criado pela mente.
A mente irá destruir tudo o que ela cria, o que existe é apenas o Divino.
Quando eu digo que eu estou em você ou o Divino está em você, o que queremos dizer é que você é o Divino e o Divino é você, não há separação. A separação é uma criação da mente; em última instância a própria mente vai se destruir.
E então você percebe que você é o Divino, você é o Universo, você é Tudo.
"Você é tudo o que é." E você também percebe que você existe sozinho, você é ÚNICO.
E que o que há é somente Oneness - Unidade.
Essas coisas não são compreendidas intelectualmente, elas são experienciadas.
Quando a mente desaparece, isso se torna a sua realidade. Seu inimigo é a mente."
QUESTÃO: Bhagavan, o que é exatamente o amor? O amor seria também uma emoção como raiva, como ciúme ou é um poder que está escondido no interior do homem? O amor lida com sofrimento ou alegria?
Sri Bhagavan: “O amor que estamos falando não é uma emoção, ou algum poder, como você diz.
Não é nenhuma dessas coisas.
Esse amor não pode ser explicado.
Nós podemos dizer o que ele não é.
Não é o amor dos pais pelos seus filhos.
Não é o amor entre um homem e uma mulher.
Não é o seu amor pelos seus amigos.
Não é apego. Não é possessão.
Não é interesse. Não é carinho.
Não é nenhuma dessas coisas.
É o material com o qual o Universo foi criado.
É o material do Universo. É sua verdadeira natureza.
Isso é tudo o que há.
Se você for mais e mais profundamente em direção à realidade do que existe, o que há é vazio.
Tudo é vazio.
Esse vazio é amor. É este amor que estamos falando.
Ele precisa ser experienciado.
Em um primeiro nível você tem que se tornar iluminado, em um segundo nível o Ser Divino deve estar com você, somente então você saberá o que é isso.
Caso contrário estará além da sua compreensão.
Nós não estamos condenando o amor que você está experienciando agora.
Este tipo de amor está perfeito.
O que estamos dizendo é, ESSE AMOR não tem CAUSA ou MOTIVO.
Se você vir uma pessoa, lá estará ESSE AMOR.
Se você vir uma formiga lá estará ESSE AMOR.
Não existe CAUSA para ESSE AMOR.
Para o amor que você conhece deve haver um motivo, uma causa.
Pode ser seu filho, esposa, amigo, então haverá amor.
Por outro lado, quando você experiencia o AMOR SEM CAUSA, você está em Unidade. Existe completa Unidade.
É um AMOR que nasce da Unidade.
Então, não existe uma causa.
Você não está mais separado do cão, do leproso, do mendigo ou do rico.
Questão: Bhagavan, por que as questões fundamentais surgem?
Sri Bhagavan: Veja, no começo não havia a mente.
A necessidade de sobrevivência criou a mente.
Como se você tivesse que se envolver numa luta ou numa resposta de fuga para sobreviver,
e você precisasse de um computador para lidar com isso, é aí que a mente surge.
E a mente para sobreviver tem que continuar seguindo,
ela tem que continuamente se comprometer com a atividade de “tornar-se”.
"Eu sou pobre, eu preciso me tornar rico." Há aí o tornar-se.
"Eu não sou famoso, eu preciso me tornar famoso". Há o tornar-se.
"Eu não sou saudável, eu preciso me tornar saudável". Há o tornar-se.
A menos que haja um trabalho contínuo, um contínuo tornar-se, a mente iria colapsar.
Porque a mente é apenas a atividade de tornar-se.
Então, quando certas coisas não lhe interessam, você começa a fazer as questões fundamentais.
De outra forma, a mente irá perecer.
Então, você tem que fazer certas perguntas para as quais você não consegue encontrar respostas.
Então, “Quem sou eu?”...
Claramente você não consegue saber essa resposta pela mente.
E “Quem criou Deus?”, “Existe um Deus ou não?”, “Quando este universo começou?”.
Ou: “O quão grande é esse universo?”, ou: “Quem criou Deus?”.
Essas são questões irrelevantes, mas não têm respostas.
Já que não há respostas na sua vida ou nas suas vidas, você continua procurando por respostas.
O que aconteceu a Buda? Ele tinha tudo na vida.
Ele era um príncipe, ele tinha 750 dançarinas para entretê-lo.
Ele tinha 3 palácios.
Mas quando sua infância se foi, ele largou tudo isso e saiu por aí, porque não havia nada para ele ansiar.
Portanto a questão fundamental a qual Buda se agarrou foi: “Qual é a verdade suprema?”
Essa era a coisa toda.
E o que o Buda descobriu?
Ele descobriu que não existe a tal suprema verdade.
Essa foi a sua iluminação.
Então, você levanta essas questões para sobreviver, para que a mente sobreviva.
Por exemplo, a pergunta: “Quem sou eu?”
Quem é você? Quem é você?
... Pois todos vocês devem fazer essa pergunta às vezes: “Quem sou eu?”.
Você é o Atman?
Então, é claro que você irá encontrar nas escrituras que: “você é o Atman, você é um com Brahman”.
Alguns vão dizer que “você é um com Deus”.
Outros vão dizer: "oh, não, você deve viver com Deus”.
Isso e aquilo.
Mas quem é você de verdade?
Você é essa pergunta.
E isso é tudo.
Ao perguntar “Quem sou eu?”, você está sobrevivendo, só isso.
Não existem respostas para essas perguntas.
As perguntas vão desaparecer e, quando as perguntas desaparecerem, você vai desaparecer.
Isso é tudo.
O que aconteceu com Buda? A pergunta desapareceu.
Qual é a verdade suprema?
Siddhartha desapareceu e Buda emergiu.
Venkatarama, o garoto, perguntou “Quem sou eu?”.
A pergunta desapareceu e Venkatarama se foi,
e apenas Ramana Maharshi permaneceu.
O mesmo ocorre com todos.
Então, não há respostas para essas questões.
Elas são apenas jogos, truques feitos pela mente a fim de que ela continue sobrevivendo.
Pois você precisa sobreviver, e para isso você se identifica com a mente.
Mas há pessoas que não recorrem à mente.
Para essas pessoas a mente apenas vem quando é chamada.
Caso contrário, não há mente.
Quando você está comendo, você está pensando em outra coisa.
Quando você está comendo, você deve comer.
Quando você está bebendo, você deve beber.
Quando você está se relacionando com sua esposa, você deve se relacionar com ela naquele momento.
De outra forma, você estará pensando o que você fez ontem, ou o que você deveria fazer amanhã.
Esses são os jogos da mente.
Portanto, através desses jogos você nunca se relacionará com a sua esposa,
com seu filho, com alguém importante para você,
porque sua mente está o tempo todo interferindo e distorcendo o que está acontecendo.
Imagens surgem.
Quando você tinha apenas se casado, não havia tantas imagens.
Então, muito rapidamente, as imagens começam a surgir.
Elas vêm da sociedade, dos seus pais, de todos os lugares.
E através dessas imagens você olha para a sua esposa.
Uma linda relação muito facilmente é destruída no momento que o casamento se realiza.
Muitos de vocês estão conscientes disso.
Agora isso está colocado no âmbito do casamento.
O sogro entra. A sogra entra. Várias pessoas entram. Os amigos entram.
E essa é uma imagem totalmente diferente, e as pessoas não se relacionam.
As imagens é que começam a se relacionar entre si.
E quando as imagens se relacionam, não há vida nisso.
Por que não há vida em você?
Você acha que está vivendo?
Não.
Você está apenas tentando existir.
É só isso.
Você é um grande artista em escapar.
Todos vocês têm um MBA na arte de administrar o sofrimento.
E espertamente você está administrando um pouco a família, um pouco o dinheiro, a fama,
um pouco aqui, um pouco ali.
É bom! Não estou dizendo para não fazer essas coisas.
Eu digo, pelos céus, façam essas coisas.
Não há nada que você possa fazer.
E assim você vai escapando a cada momento do que está acontecendo.
Se você está bebendo café, é isso que está acontecendo naquele momento.
Se você não escapar desta ação, pensando em alguma outra coisa,
você saberá o que é apreciar o café.
Então você é igual a um Buda.
Quando perguntaram pela primeira vez para Buda, depois da sua iluminação:
“Como você se sente agora, senhor?”,
Buda respondeu:
“Quando estou comendo uma tangerina, eu estou comendo uma tangerina”.
Ou seja, basta apenas fazer isso.
E a mente se desliga.
Só pessoas nas quais a mente foi desligada, nas quais o pensamento parou...
apenas elas puderam dizer: “Eu estou vivendo”.
Porque... o que é o pensamento?
O pensamento é o fluxo de memória.
E o que é a memória?
A memória é sempre o “ontem”.
E o que é o ontem?
Ele está sempre morto.
Então a morte está fluindo em você.
É só isso.
E se você pode morrer para o passado, essa é a verdadeira morte.
Você se torna vivo.
Você está vivo no momento.
Você pode estar comendo pimenta, um masala bara ou um dosa [pratos indianos],
ou assistindo a um filme, ou se relacionando com sua esposa;
ou seja, qualquer que seja a atividade, você está realmente envolvido nisso.
E então você começa a viver.
E você não vive.
Nós não estamos dizendo para desistir disso ou daquilo.
Não.
Nós estamos apenas lhe dizendo para experimentar a realidade como ela é.
Isso ocorre quando vocês estão completamente envolvidos como um ser humano.
Esse é o propósito da existência, o propósito de viver.
Mas você está apenas existindo porque simplesmente tem medo de morrer.
Dentro de você não há nada que não seja medo.
Camada, após camada, só há apenas medo no núcleo do seu ser.
É o medo que a mente está projetando.
E todo o tempo você está fugindo disso.
Caso contrário não há sentido para a sua vida.
Cada busca sua é uma fuga do medo central.
E é claro que a maneira como você escapa é determinada pelo programa.
É isto que é a vida de vocês.
E o que nós estamos tentando fazer é: levá-lo do Existir ao Viver.
E quando você começa a viver, você se torna um ser humano feliz.
Se as pessoas no mundo forem felizes, o mundo será feliz, não é?
Um ser humano feliz pode prejudicar os outros?
Não pode.
Apenas um ser humano infeliz, que tem dor dentro de si, pode possivelmente prejudicar os outros.
Do contrário, você não vai prejudicar os outros se você é feliz.
Se todas as pessoas do mundo forem felizes, vamos ter um mundo feliz.
E isso é o Céu na Terra.
Mas porque nós somos infelizes – infeliz com nossas esposas, infeliz com nossos filhos,
infelizes com nossos pais, infelizes com nossos amigos...
Tudo isso é a infelicidade coletiva, é a violência coletiva,
é o que se manifesta no mundo como terrorismo,
como guerra e todos os outros conflitos.
Não é que as nações são responsáveis, os políticos.
Não.
Isso é apenas num nível superficial.
Na profundidade, nós somos todos responsáveis.
Nós somos seres humanos infelizes.
Somos seres em conflito com nós mesmos e com os outros.
E esse conflito é que está se manifestando no mundo externo.
A menos que nós, como indivíduos, transformemos a nós mesmos,
não haverá esperanças para a humanidade.
Nós tivemos tantas revoluções: a Revolução Francesa, a Revolução Americana,
a Revolução Chinesa, a Revolução Russa, tantas revoluções...
Mas o homem mudou?
Não.
A dor permanece, o sofrimento permanece, a violência permanece – em diferentes formas.
Da mesma forma que os primeiros seres humanos que queriam uma lança ou uma pedra,
nós queremos um carro ou um avião.
O desejo continua.
Os objetos de desejo mudaram.
O homem antigo tinha medo do tigre, você tem medo do mercado de ações.
O medo continua.
Então as coisas continuam assim.
E, a menos que haja transformação interior, não há esperanças para nós,
ou para as nossas sociedades, nossas nações, ou para o mundo como um todo.
O núcleo do seu ser é o medo. O que existe no fundo do seu ser é apenas medo: medo de perder isso, medo de perder aquilo, errar aqui, ou outra preocupação ali.
O objeto do medo pode estar mudando. O homem neandertal teve suas próprias razões para sentir medo. O homem das cavernas que caçava tinha seus próprios motivos para ter medo; e assim também o homem medieval. O homem moderno tem medo da queda do mercado de ações, ou de sua esposa fugir dele.
Então ele tem todo tipo de medo, mas, basicamente, o medo segue pela história da humanidade, porque enquanto você existir, haverá medo, porque você não deveria existir. Você é apenas uma ilusão, e a cada momento há uma luta para sobreviver.
A menos que as formações mentais ocorram todo o tempo, você simplesmente deixaria de existir. Se os sentidos se separarem, você deixará de existir; se a velocidade das coordenações sensoriais diminuírem um pouco, você deixará de existir; se o cérebro parar de criar estas formações mentais, você deixará de existir; e a natureza está tentando fazer isso acontecer.
Deus está tentando fazer com que isso aconteça, mas você está resistindo a isso porque você tem medo de desaparecer. Você está assustado, você pensa que deixar de existir é algo terrível. Mas o que você não percebe é: quando você deixar de existir, será a maior alegria que jamais poderia imaginar.
Aqueles que deixaram de existir, você deve perguntar a eles. Eu tenho em volta de mim tantas pessoas que não existem, que se foram... e eles vivem a alegria 24 horas por dia, nada nunca os afeta. Porque enquanto você existir, você vai sofrer. Não que "você" seja passível de experimentar "sofrimento". Você = sofrimento. Se "você'" existe, isso é sofrimento; aquilo que você realmente é nada tem a ver com existir. Existir é uma limitação, um estreitamento, não é a verdade.
Uma vez que você desaparece, o que existe é amor incondicional, simplesmente amor sem nenhum motivo. O amor que vocês conhecem tem um motivo, mas o amor de que estou falando não tem uma razão, ele apenas está lá.
Você vê um cachorro, você o ama.
Você vê uma formiga, você a ama.
Você vê um ser humano, você o ama.
Isso simplesmente acontece, sem qualquer motivo.
E o que dizer sobre a alegria? A alegria de vocês tem limites, mas a alegria de que falo não tem limites. Tudo isso acontece porque você não está lá. Se você está lá, o amor que você conhece tem uma razão, o que não é amor. E a alegria que você conhece tem um limite, e a alegria que tem limite, não é alegria alguma.
Este é seu estado presente de existência.
Mas, tudo dito e feito, é bastante assustador deixar de existir. Você tem medo. Você deve pular na água sem saber como nadar. Então você começa a nadar. Mas se você continuar planejando, planejando, planejando, você poderá planejar até o dia da desgraça, mas você nunca irá nadar.
Você deve pular sem saber como nadar, você deve dar um mergulho.
Bem, todo ser humano tem uma mente, e essa mente não é nada senão medo. Não é que a mente experimente o medo, a mente em si é medo. A razão é: a mente está lá porque existe o "eu".
O "eu" na realidade não existe, e tem consciência disto, no fundo ele é consciente disso, que ele realmente não existe, mas ele quer existir. Então ele é como um ladrão dentro de uma casa, que tenta se esconder o tempo todo, para se proteger. O "eu" está tentando se proteger, e isto em si já é medo, porque a qualquer momento o "eu" pode desaparecer. O que é chamado de "eu biológico" está aí por conta da forma como seus sentidos estão sendo coordenados.
Na realidade, quando você está vendo, você não está ouvindo, quando você ouve, você não vê, quando você cheira, você não experimenta o sentido do toque. Mas tudo isso acontece tão rápido que parece que enquanto você vê, você ouve; parece que enquanto ouve, você pode tocar. Parece ser assim, mas na realidade, não é. Se, por alguma chance, isso for desacelerado você verá: o "eu" se foi.
Então o "eu" é um pobre impostor, que não está lá. Podemos dizer que ele é mais como alguém que capturou o presidente da Índia, escondeu-o em algum lugar, e se colocou como Abdul Kalam, o presidente. Quanto medo pode trazer para alguém uma situação dessas? As pessoas perceberão seu corte de cabelo, perceberão: "ele não é Abdul Kalam". Elas o verão caminhando por aí, e dirão: "ele não é Abdul Kalam". Ele poderá ser capturado a qualquer momento. Como seria viver uma vida assim? Imagine-se passando por essa situação.
É o mesmo problema do "eu", a qualquer momento ele pode desaparecer, ele precisa continuar lutando pela sua sobrevivência, por isso, ele gostaria de dizer: "Eu sou tão bem qualificado", "Eu sou tão poderoso, sou tão rico", "Essa é 'minha' esposa, esse é 'meu' pai, esse é 'meu' filho"... ele precisa continuar dizendo para si mesmo tudo isso, caso contrário, não estará lá.
Apenas quando o "outro" está lá é que o "eu" também está lá. Mas não há o "outro", não há o "eu", portanto, o coitado tem que ser algo, se prendendo às coisas, e é sempre o medo de que os outros podem descobri-lo, e irem embora; ele poderá perder isso, e quando ele perde algo, ele perde a si mesmo.
Portanto, ele deve estar continuamente com medo. O "eu" apenas se torna a mente, é por isso que eu disse: "a mente em si é medo". Nós não podemos transformar a mente, a mente é imutável, tem sido assim ao longo da história humana. É por isso que nós estamos te dizendo: "não gaste seu tempo tentando transformar a mente", a única coisa possível de se fazer é: você pode se tornar livre da sua mente. Deixe ser, isso é tudo, não gaste seu tempo transformando-a.
A princípio este parecer ser um texto singelo e despretensioso. Apenas parece! Trata-se em verdade de um texto profundo porque contém em si a mais profunda verdade já revelada ao ser humano. Esta revelação está exatamente no ponto em que diz: “você é um conceito”. Este conceito que é feito de quem estamos sendo é o que no Núcleo chamamos de “personagem”.
A principal característica de um “personagem” é o fato de não ser real! E o que dá realismo à visão do personagem sobre si mesmo é a percepção mental, ou seja, é a percepção da mente do próprio personagem quem atesta o “realismo” do mundo do personagem. O fato é que a mente tem a mesma natureza do personagem... Ou seja, a mente também não é real. E muito poucos “personagens” se dão conta disto! Os que se dão conta disto são os que no Núcleo são chamados de “personagens despertos”.
Embora em número reduzido no contexto do mundo dos personagens a principal característica destes “personagens despertos” é a total identidade com o Ser Real, que todos somos. Esta identificação com Quem somos não é feita pela “mente do personagem” mas pela “Consciência do Ser”. A principal diferença entre elas é que uma, a mente, é um conceito, um auto-conceito, e a outra, a Consciência, é real. A característica que as diferencia é que a mente percebe de forma dual e a Consciência percebe de forma unitária.
É neste ponto em que nem todos os ensinamentos espirituais deixam claro que é impossível à mente do personagem perceber a Unidade. Os personagens que percebem consciencialmente a Unidade sabem que sua real identidade não é a de “quem estão sendo”, ou seja, sabem que não são seres finitos, temporais, sujeitos a nascimentos e mortes, e a um contínuo processo de evolução dos seres. Eles sabem que tudo isso é a própria “Representação”, o próprio “universo dos personagens”, e que isto não é a Realidade de Quem somos! Aqui está o “núcleo” do texto! Este personagem desperto, que aparece na representação como Sri Bhagavan, está revelando uma vez mais e abertamente a todos que: a mente é uma prisão.
Contudo, não se trata de uma prisão real, pois, no momento em que se retira o foco da percepção da mente do personagem que está sendo representado (automaticamente, enfatiza o autor do texto, com o processo também automático de pensar e de acreditar como sendo real aquilo que é pensado) e se foca na percepção da Consciência ocorre a liberação da “prisão mental” e se passa daquilo que o autor do texto chama de mera condição de estar “existindo” para o real “viver”. Este é o momento em que se percebe a Unidade (percepção conciencial) que subjaz à multiplicidade (percepção mental).
Vale lembrar o que disse Aquele que na Representação apareceu como o divino personagem Jesus: “Eu vim para que tenham Vida, e vida em abundância.”
Assim seja (percebido por todos em Unidade), pois, assim já é.