"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

sexta-feira, agosto 14, 2015

Sobre nossa origem e real identidade

- Núcleo - 


Sobre nossa origem e real identidade, Masaharu Taniguchi disse:

“Nascemos por exigência de Deus, impelidos pela vontade dEle de Se auto-expressar. Todos os homens são, portanto, filhos de Deus. Não nos transformamos em filhos de Deus por meio de algum método ou ensinamento. Não é o leigo que se transforma em Deus por meio de asceses. Torna-se Deus aquele que nasceu de Deus. Torna-se Buda aquele que é originalmente Buda.” {Do livro "Preleções sobre a interpretação do Evangelho segundo João à luz do ensinamento da Seicho-No-Ie”, Página 23}

A seguir, na mesma página ele escreveu: “Significa que todos nós somos filhos unigênitos de Deus. Há, portanto, uma infinidade de filhos unigênitos. Quem vive em ilusão, sem despertar para o fato de que é filho unigênito, é um “filho pródigo” que deixou a casa para levar uma vida errante."

Em seguida fez a notável seguinte observação: "Os cristãos, que conhecem a interpretação comum da Bíblia, pensam que somente Jesus é o filho unigênito, mas, no Evangelho Segundo João, está claro que todos nós somos filhos de Deus, que em todos os homens habita a glória de Deus e todos são resplandecentes filhos unigênitos do Pai.”

Por “interpretação comum da Bíblia”, ele está se referindo ao tipo de interpretação mental, a qual é incapaz de adentrar à essência da revelação divina contida no texto bíblico, em contraposição à interpretação do Evangelho à luz do ensinamento da Seicho-No-Ie, que são percepções conscienciais compartilhadas em forma de ensinamentos.  

Na página anterior ele havia escrito que: “A interpretação superficial da Bíblia diz que até hoje não surgiu quem intuísse que o homem é filho de Deus,mas quando Jesus Cristo surgiu como filho de Deus, revelou a Verdade: “o Unigênito, que está no seio do Pai, ele mesmo é que o deu a conhecer”. Significa que só a Imagem Verdadeira pode conhecer a Imagem Verdadeira de filho de Deus. Encontramos citação semelhante na Sutra do Lótus.   

Por isso no texto se indaga: Quem percebe que a única Realidade é Deus?

Apenas Deus! O Ser Real.

E como Deus percebe isso?

Com Sua própria Consciência!

É esse o ponto a ser notado!

Ou seja, que isso não se percebe com a mente, mas com a Consciência, pela percepção, que é a verdadeira fé, “a certeza das coisas que não se vêem”. Citando o mestre budista Shinram, Masaharu Taniguchi esclareceu que Shinram disse que: “a grande fé é a natureza búdica, e a natureza búdica é o próprio Buda". Essa fé ou percepção consciencial traz à tona a Palavra de Deus que já habita em nosso interior. Assim passamos a reconhecer a Verdade expressa na Palavra do Mestre como sendo a Verdade que Vive em nós, até o momento em que percebemos que a Palavra do Mestre ressoa em nós porque há em nós mesmos algo que percebe a Verdade e que esse algo é a Consciência divina em nós.  

Na página 31 Masaharu Taniguchi escreve: “A sublimidade do ser humano está no fato de a sua Imagem Verdadeira ser uma auto-expressão de Deus..."

E esclareceu que: “O que Jesus quis dizer foi que a Imagem Verdadeira do homem é de filho de Deus, e que ele viera comunicar aos homens essa Verdade tão importante, mas lamentavelmente eles não estavam entendendo”.

A relação entre ator e personagem usada no Núcleo, na qual ator é a real identidade e personagem é uma identidade fictícia, objetiva facilitar esse entendimento.

Que assim seja!

Amém.

quarta-feira, agosto 12, 2015

Aos "divinos personagens"!


- Núcleo - 

Divinos personagens,

Sempre que uma pessoa comenta e enfatiza um texto já compartilhado, ela está ativando a percepção consciencial. Ao desfrutar o que percebeu do texto e compartilhar a sua própria ênfase, ela está dando um belo exemplo de como ativar esta percepção!

A propósito...

Sabem por que este meu atual "personagem" os chama de "Divinos personagens"?

Porque em verdade é quem todos estamos sendo nesta representação divina chamada de universo material!

Sim, na "Representação" somos todos "personificações do Ser", que é o único Ser Real, a única "Realidade".

Assim, a "Representação" é o cenário no qual surgem os "personagens". E tendo sido a "Representação concebida pelo Ser Real, que é Deus, Seus personagens são todos "seres divinos", ou seja, todas as personificações de Deus são originariamente e essencialmente seres divinos, que na "Representação" concebida por Deus, e por isso divina, aparecem como os personagens divinos.

O algo a ser percebido ou conscientizado é que a "Representação" é tida como "Realidade" pela mente do personagem!

Atentem bem! A Representação não é algo real! Mas por ser uma representação divina, ou seja, uma representação concebida por Deus, ela é percebida pela mente, ou seja, pela mente do personagem como sendo algo real, como sendo a realidade. Porém, a única Realidade é Deus!

E Quem percebe isso; Quem percebe que a única Realidade é Deus?

Apenas Deus! O Ser Real.

E como Deus percebe isso?

Com Sua própria Consciência!

É esse o ponto a ser notado!

A percepção de "quem estamos sendo" é a percepção da "mente do personagem" que estamos representando;

A percepção de "Quem somos" é a percepção da "Consciência do Ser" que realmente somos.

Ocorre que a Consciência do Ser, que é Deus, é onipresente! Inclusive na "Representação divina"!

Você está vendo a manifestação visível do invisível em tudo o que vê...

Ou seja: Você está vendo a manifestação visível do Ser Real, que é invisível, em tudo o que vê.

Isto ocorre porque você está vendo a manifestação do Ser Real com a visão da mente de quem está representando...

Mas quem você está representando é quem "você está sendo", não Quem "você É".

Em outras palavras, sua real identidade não é a do personagem divino que você está sendo (representando), mas sim, é a do Ser Real que você realmente É!

Assim, não há necessidade de "buscar espiritualmente" por sua Fonte, mas apenas de "perceber espiritualmente" que a Fonte é Quem você É!

A busca espiritual parte de um pensamento de separação entre personagem e Ser...

A percepção espiritual parte de uma percepção de unidade entre personagem e Ser!

A primeira parte de um pensamento e se debate;

A segunda parte de uma percepção e se aquieta...

O pensamento projeta a dualidade;

A percepção reconhece a Unidade!

Enfim, este meu atual "personagem" os chama de "Divinos personagens" porque percebe que em verdade é quem todos "estamos sendo" nesta "Representação divina"...

E Quem percebe isso em mim é Quem sou...

Quem Sou é na Realidade Quem todos Somos!

É o que percebo, desfruto e compartilho.

Saiba que, ao perceber Quem você realmente É, instantaneamente perceberá Quem todos Somos. E perceberá claramente Quem percebe em você!

Por perceber Quem percebe em mim; por perceber que é o Ser Real Quem percebe e que por isso esta percepção é possível a todos os "divinos personagens" é que desfruto e compartilho.

Namastê!

segunda-feira, agosto 10, 2015

O ponto de vista para se ler o Gita - 2/2


 - Núcleo -


O Gita, uma das mais respeitadas Sagradas Escrituras do Oriente, pertence a uma outra tradição e contexto espiritual. Mas, se você se permitir, verá que este texto universal te revelará o mesmo Cristo, não o Cristo a quem suplicamos que nos proteja, mas a quem agradecemos pela proteção e pela própria Vida que nos proporciona todos os dias de nossas vidas.

Neste sentido o texto que se segue é uma revelação. Uma revelação divina! As verdadeiras revelações não procedem dos pensamentos, da mente humana. Esta é uma grande dificuldade! As verdadeiras revelações surgem de percepções. Nem sempre a razão é capaz de apreender o real sentido de uma "percepção".

Pensamentos são produtos da mente; as percepções provêm da Consciência. O que o Maharaj está propondo é uma percepção, não um pensamento, esta é a barreira mental a ser transposta. O ponto de vista da Consciência desperta – a Consciência de Krishna – é o ponto de vista da Consciência do Ser, que Vive em nós, que é nossa Vida e real identidade, mas que, mesmo assim, não sabemos.

O problema está em que desconhecemos nossa real identidade. A mente é a máscara que vela a real identidade: A mente vela o Ser; a consciência O desvela. Assim, quando utilizamos a mente para descobrir quem somos, esta descoberta se torna um objetivo impossível. O pensamento, o raciocínio e a lógica humana são instrumentos inadequados para o fim de sabermos nossa real identidade. A nossa mente está condicionada por suas muitas crenças e pela própria forma com que percebe a realidade. Ela percebe de forma dual. Onde há apenas um Ser e Suas infinitas manifestações, a mente “percebe” muitos seres, todos individualizados... Ela percebe as formas, mas não a essência que existe em todas as formas.

Para se ler o Gita do ponto de vista de Krishna é necessário descartarmos a “máscara" da personalidade, e não presumirmos que somos nem mesmos “os Arjunas do mundo”. Tampouco devemos presumir que somos“o Krishna”, que no Gita é o Ser Real, a essência de todos os nomes e formas, a própria divindade.

Perceba esta sutileza: O Maharaj nos sugere que devemos adotar o ponto de vista de Krishna, e não que devemos nos identificar como sendo um personagem do Gita: o Krishna. Esta é uma revelação que nos virá como uma percepção, talvez ao longo da leitura do Gita, ao final, ou mesmo até algum tempo após. Não importa o tempo em que a percepção ocorrerá. Saiba apenas que é possível, embora não pareça evidente. Assuma o ponto de vista de Krishna e perceberá que o Gita está desvelando a Consciência que, no Gita, é representada por Krishna, a essência e real identidade de todos os seres. Se isto for feito, afirma o Maharaj: “Vocês entenderão, então, que no Vishva-rupa-darshan, o que o Senhor Krishna mostrou a Arjuna não era seu próprio Svarupa, mas o Svarupa – a verdadeira identidade – do próprio Arjuna e, por conseguinte, de todos os leitores do Gita".

Note que, no Gita, Arjuna representa “um ser humano bom”, que quer ouvir e seguir as orientações do Senhor. Mesmo assim, a percepção de Arjuna é mental. Onde há apenas um ele vê muitos. Então ele perde as forças e lamenta que “não pode lutar”. Percebendo as limitações da mente humana de Arjuna – seus conceitos e crenças equivocadas, ainda que, do ponto de vista humano, louváveis, dignas de respeito pelos demais seres humanos, até por seus oponentes –, Krishna sabe que esta visão mental e valores equivocados não livrará Arjuna da derrota.

Não somente “a mente de Arjuna” o ilude, mas também a mente iludirá a qualquer um que a tomar como ponto de partida e instrumento para “perceber” a verdade.

Para estarmos "iluminados pela Consciência", precisamos nos sintonizar com a Consciência do Ser - a “percepção consciencial” -, que no Gita se revela plenamente pela visão de Krishna e suas revelações, que é o ponto de vista sugerido para se ler o Gita, o qual transcende a percepção da mente de Arjuna, que é uma visão apenas humana e “mental”.

Na Bíblia conhecemos a ordem divina para nos “erguermos de entre os mortos”, ou seja, de nossas “visões mentais” da vida. Só então Cristo, a Consciência do Ser, nos iluminará, virá e nos dará vida, pois Cristo é a própria Vida que vive em nós.

Como advertência antes da leitura do texto, esteja atento e não presuma! Assuma o ponto de vista de Krishna para ler o Gita, mas não presuma nada. Presumir é fruto da mente, que ilude. Não presuma que você é o Krishna, assim também como não devemos presumir que somos “um com Deus”. Isto vem no tempo de Deus, como uma revelação, uma percepção. Você não precisará "acreditar", como também saberá que "não acreditar" não altera esta realidade... O acreditar ou não acreditar estão no nível da mente, e não na Consciência. Os que sabem que é possível, por exemplo, colocar um ovo em pé equilibrado, sem truques, não precisam acreditar. Os que não acreditam que isto seja possível não alteram a realidade de que isto não apenas é possível, mas que qualquer pessoa pode fazer isto. Da mesma forma qualquer pessoa pode “conhecer a verdade”, mas será preciso desfazer todos os condicionamentos e as crenças que tem a respeito do que é a Verdade. O conhecimento da Verdade liberta o homem. A "verdade a ser percebida" é que Deus, o Ser que Vive em nós, é a própria Verdade. Este Ser Real vive em todos os seres. Nenhum ser tem vida em si mesmo, e nem está separado do Ser - o único Ser. No ser humano, este Ser Se revela como Consciência, não como a “sua” ou a “minha” consciência, mas como a Consciência do Ser, Aquilo que “Eu Sou”, e que é impessoal, universal. Revelando sua real identidade, Cristo diz: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou.” O Cristo que vive de eternidade a eternidade é real e onipresente. Está em todos, aguardando apenas o momento em que será “percebido”.

Leia o Gita do ponto de vista de Krishna, e em algum ponto esta “percepção” sobrevirá e revelará a real identidade, não apenas de Krishna ou de Arjuna, mas, também, a de Cristo, a sua, a minha e a real identidade de todos os seres.

 Svarupa - a forma cósmica, a verdadeira identidade/face de Krishna revelada.

domingo, agosto 09, 2015

O ponto de vista para se ler o Gita - 1/2

Introdução: O texto a seguir que estará diante de você provém de outra tradição e contexto espiritual, o Gita, uma das mais respeitadas Sagradas Escrituras do oriente. Há um segredo em cada Escritura Sagrada - um segredo que, se for notado, garantirá o seu envolvimento, afinamento e compreensão dos textos sagrados em sua máxima profundidade. Todo conteúdo encontrado dentro de um livro sagrado não diz respeito a outra coisa senão a Deus, ao conhecimento da Verdade, à Consciência ou a Unidade. Só há uma Verdade e a característica da Verdade é ser UNIVERSAL; a Consciência é Una com tudo o que existe. E a Consciência carrega o Infinito dentro de si! É impossível algo estar existindo - algo ser! - e não estar em Unidade com a Consciência ou a Verdade. Você vive - esse fato por si só prova que você está na Unidade e é uno com tudo aquilo que está na Unidade com a Consciência, Deus. O Segredo é: saber/compreender que tudo o que as Escrituras Sagradas relatam são Verdades, são histórias concernentes a cada um de nós. O Gita narra o diálogo acontecido entre os personagens históricos "Krishna" e "Arjuna", porém todas as coisas nele contidas são simbologias, um reflexo externo de nossa própria história. Uma Escritura Sagrada não deve ser encarada apenas a partir de um contexto histórico, como se a Verdade ou as experiências vividas pelos personagens pertencessem a eles exclusivamente. Não! A história de Krishna é a minha própria história; a história de Jesus é a minha e a sua história. A Bíblia e o Gita não são livros, são espelhos. Há uma só Consciência sendo! A mesma Consciência que no passado apareceu como Krishna, está aparecendo como eu e você. Eis porque tudo o que está contido no Gita, sobretudo o que diz respeito a Krishna, é verdadeiro para você e para mim. No Gita, Krishna ensina ao Arjuna: "O Ser Divino que sou, você também o é! Não veja-se separado ou excluído de Mim, senão você estará preso na ilusão. Perceba que minha Consciência Divina é também a sua". Krishna pede a Arjuna que deixe de lado a visão mental/dual, troque/inverta o referencial e perceba de forma direta quem ele é.

Neste texto, Nisargadatta Maharaj, por saber que não há outra forma de ser a Verdade senão sendo a própria Verdade, pede que comecemos a ler o Gita do ponto de vista de Krishna ao invés do de Arjuna. Tanto o Gita como a Bíblia - assim como todas as escrituras sagradas - têm sido lidos pelas pessoas como se elas fossem buscadoras da Verdade que tentam, que desejam, que se esforçam e fazem de tudo (esforços pessoais) para compreender a Verdade e finalmente um dia realizá-La em si mesmas. Isso é impossivel; ninguém pode ser a Verdade se já não for a própria Verdade. Se uma pessoa não for a Verdade é impossível que um dia ela deixe a condição de "não ser a Verdade" e adentre a condição de "Ser a Verdade". É por isso que Nisargadatta diz: "Não leiam o Gita do ponto de vista do aspirante à Verdade. Leiam-no do ponto de vista de Krishna, da própria Verdade - você já é a Verdade; eis o motivo". O Gita não tem de ser um livro no qual sua mente trabalhe com diversas possibilidades ou passeie viajando/divagando em hipóteses fantasiosas, como: "vou ler o Gita para conseguir (no futuro) encontrar Deus, compreender a Verdade". Como espelho, as coisas que existiam só como possibilidades, o Gita torna-as concretas; aquelas hipóteses ou fantasias deixam de ser hipotéticas ou fantasiosas e são vistas como verdadeiras no exato momento presente. Tudo está ali! - Essa é a percepção a ser notada. A mente não necessita ir a lugar algum, ela deve ficar.

O Segredo de conhecer a Verdade está na Unidade - como em tudo há o UM se expressando, a Verdade válida para uma de Suas manifestações é também verdade para todas as outras. Que valor teria a Bíblia ou o Gita para mim, se tudo o que é encontrado neles não possuir relação alguma com o ser que sou? Se a verdade da Bíblia ou do Gita concernissem somente a um homem chamado Jesus ou a um de nome Krishna, então a Bíblia ou o Gita seria o livro deles somente. E, além de para Jesus e Krishna, tais escritos não teriam nenhuma razão de ser, pois, por mais que as escrituras alcançassem outros seres, nenhuma possibilidade de transformação ou de realização a eles jamais seria possível. Toda e qualquer busca do homem é por coisas que apontem e digam respeito ao próprio ser que ele é.

Por ora, ficaremos com este texto de Nisargadatta Maharaj. E a seguir, no próximo post, será feita uma explanação mais específica, aprofundando, com maiores detalhes, os assuntos discutidos neste texto do Maharaj.




"Em uma das sessões, uma distinta dama que visitava Maharaj fez uma pergunta sobre o Bhagavad Gita. Enquanto ela formulava sua questão nas palavras adequadas, Maharaj, repentinamente, perguntou-lhe: “De que ponto de vista você lê o Gita?”

Visitante: Do ponto de vista de que o Gita é, talvez, o guia mais importante para o buscador espiritual.

Maharaj: Por que esta resposta absurda? Certamente, ele é um guia muito importante para o buscador espiritual; não é um livro de ficção. Minha pergunta é: Qual o ponto de vista do qual você lê o livro?

Outro visitante: Senhor, eu o li como um dos Arjunas no mundo, para cujo benefício o Senhor foi generoso o bastante para expor o Gita.

Quando Maharaj buscou em torno uma outra resposta, houve apenas um murmúrio geral de confirmação desta.

Maharaj: Por que não ler o Gita do ponto de vista do Senhor Krishna?

Esta sugestão suscitou dois tipos simultâneos de reação de assombro de dois visitantes. Uma das reações foi uma exclamação escandalizada que claramente significava que a sugestão era equivalente a um sacrilégio. A outra foi de um único e rápido bater palmas, uma ação reflexa, obviamente, indicando alguma coisa como o "Eureka" de Arquimedes. Ambos os visitantes interessados estavam como que embaraçados por suas reações inconscientes e pelo fato de que as duas eram o exato oposto uma da outra. Maharaj deu um rápido olhar de aprovação ao que havia batido palmas e continuou:

Maharaj: Muitos livros religiosos se supõe ser a palavra de alguma pessoa iluminada. Por mais iluminada que seja uma pessoa, ela deve falar a partir de certos conceitos que achou aceitáveis. Mas a extraordinária distinção do Gita é que o Senhor Krishna falou do ponto de vista de que ele é a fonte de toda a manifestação, isto é, não do ponto de vista de um fenômeno, mas do númeno, do ponto de vista de que ‘a manifestação total sou eu mesmo’. Esta é a exclusividade do Gita.

Agora, disse Maharaj, considerem o que deve ter acontecido antes que qualquer texto religioso antigo tenha sido escrito. Em todos os casos, a pessoa iluminada deve ter tido pensamentos, os quais colocou em palavras, e as palavras usadas podem não ter sido muito adequadas para comunicar seus pensamentos exatos. As palavras do mestre poderiam ter sido ouvidas pela pessoa que as escreveu, e o que ela escreveu, certamente, seria de acordo com seu próprio entendimento e interpretação. Depois deste primeiro registro manuscrito, várias cópias dele teriam sido feitas por diversas pessoas e tais cópias conteriam numerosos erros. Em outras palavras, o que o leitor de qualquer tempo particular lê, e tenta assimilar, pode ser totalmente diferente do que realmente o mestre original pretendeu comunicar. Acrescentem a tudo isto as interpolações inconscientes, ou deliberadas, feitas por vários eruditos no curso dos séculos, e vocês entenderão o problema que eu estou tentando comunicar a vocês.

Disseram-me que o próprio Buda falou apenas na linguagem Maghadi, enquanto seu ensinamento, como foi anotado, está em Pali ou em Sânscrito, o que poderia ter sido feito apenas muitos anos mais tarde; o que agora temos de seus ensinamentos passou por numerosas mãos. Imaginem o número de alterações e acréscimos que foram infiltradas nele por um longo período. Não seria surpreendente que haja agora diferenças de opinião e disputas sobre o que Buda realmente disse, ou quis dizer?

Nestas circunstâncias, quando peço a vocês que leiam o Gita do ponto de vista do Senhor Krishna, peço que abandonem imediatamente a identidade com o complexo corpo-mente quando o lerem. Peço que leiam de acordo com o ponto de vista de que vocês são a consciência desperta – a consciência de Krishna – e não os objetos fenomênicos aos quais ela deu sensibilidade – para que o conhecimento que está no Gita seja verdadeiramente revelado para vocês. Vocês entenderão, então, que no Vishva-rupa-darshan, o que o Senhor Krishna mostrou a Arjuna não era seu próprio Svarupa, mas o Svarupa (a verdadeira identidade) do próprio Arjuna e, por conseguinte, de TODOS OS LEITORES do Gita.

Em resumo, leiam o Gita do ponto de vista do Senhor Krishna, como a consciência de Krishna; vocês então compreenderão que o fenômeno não pode ser ‘liberado’ porque ele não tem nenhuma existência independente; é apenas uma ilusão, uma sombra. Se o Gita for lido neste espírito, a consciência, a qual tem se identificado erradamente com o complexo corpo-mente, tornar-se-á consciente de sua verdadeira natureza e se fundirá com sua origem."
Cont...


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*Diálogos de Nisargadatta Maharaj extraídos do do site Editora Advaita

quinta-feira, agosto 06, 2015

Desfrutando percepções iluminadas

- Núcleo - 


Na postagem anterior, foram feitos os seguintes comentários:

- Visitante Anônimo disse: "Ainda aprecio com a mente. Mas, é muito reconfortante."

- Resposta do Gustavo ao comentário do visitante: "Se a mensagem (de alguma forma) te tocou profundamente, é porque ela surtiu efeito em algum lugar dentro de você que é além da mente. Você está reconhecendo/sentindo a veracidade dessas verdades. E a mentira não pode reconhecer a verdade. Somente a verdade reconhece a verdade. Como diz o texto do Núcleo: Somente Buda reconhece Buda, Somente Deus reconhece Deus. Deus em você já está reconhecendo. Sinta-se realmente reconfortado! Namastê!"

O que se segue são percepções advindas dos comentários acima citados.

Divinos personagens Gustavo e Anônimo,

Esses seus comentários são muito preciosos para enfatizar a revelação divina de Jesus de que “a colheita é agora”. Por isso, permitam-me compartilhar a seguinte percepção que poderá esclarecer a muitos outros divinos personagens como desfrutar percepções iluminadas.

Como exemplo seguem dois ensinamentos que são duas percepções iluminadas [percepções conscienciais compartilhadas por dois divinos personagens despertos]

Disse Jesus: “Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele.” (Marcos 10: 15)

Disse Masaharu Taniguchi: “A prática da Meditação Shinsokan consiste em acreditar incondicionalmente na revelação divina de que 'o homem é originariamente filho de Deus'; é aceitar essa Verdade com a mente dócil: 'Sim, sou filho de Deus, muito obrigado!'”.

Atentem bem ao que disseram Jesus e Masaharu Taniguchi: “receber o reino de Deus como uma criança” e “aceitar essa Verdade com a mente dócil”.

Receber a revelação divina  como uma criança e aceitar de forma dócil é receber e aceitar sem questionar, sem duvidar; é receber incondicionalmente a revelação divina.

Isto deve ser feito porque a mente [humana] não percebe o real. O grande problema  é que ela não percebe que não percebe...

Assim enquanto os olhos [da mente, que não percebem o real] veem que “daqui a quatro meses haverá a colheita”, Jesus [o iluminado que percebe o real] revela o que deve ser feito pelos que quiserem ver [com a Consciência]: "Abrir os olhos!". Simples assim! Dar foco na visão destes olhos e ver que “os campos estão maduros para a colheita”.

O que diria Jesus ao que diz: "ainda aprecio com a mente"?

Para enfatizar o mesmo ensinamento, Jesus diria algo com o mesmo sentido do que disse aos que (na passagem bíblica) disseram: "daqui a quatro meses haverá a colheita". 

Ele diria: “Você diz: ‘ainda aprecio com a mente’, mas eu lhe digo: Abra os olhos e veja! Pois [a percepção do] reino de Deus está em  vós.”

Abra os olhos e veja! [Abra os da Consciência, os olhos que vêem a Realidade subjacente à aparência]. É simples assim!

Por que não parece ser simples assim? E por que os personagens iluminados percebem de forma tão clara? Simplesmente porque eles não sobrepõem questionamentos, julgamentos e análises mentais às percepções conscienciais!

Os pensamentos que estão na mente se embasam em dados obtidos dos cinco sentidos, pelo uso da lógica, raciocinando sobre esses dados. Porém, os dados captados pelos cinco sentidos não expressam a realidade, mas apenas o que parece ser real.

Elucidou Aquele que na Representação aparece como o divino personagem Dárcio Dezolt:

“Muitas vezes a ilustração do “lápis dentro do copo com água” é encontrada na literatura espiritual. Ela é uma das melhores, por nos deixar conscientes de que “fato é fato” e  “aparência é aparência”. Coloque um lápis perfeito em um copo com água e observe-o pelo lado de fora, ao nível do líquido: o lápis terá a aparência de estar torto e também quebrado em duas partes! Que nos permite tirar, desta ilustração? Que o lápis continua inteiro e perfeito, mesmo enquanto a sua “aparência” estiver sendo a de um lápis imperfeito." [Fonte; http://fachodeluz.blog.br/wp/?p=5350]

Portanto, a mente se embasa em pensamentos, em aparências, mas não em percepções!

Por isso o “slogan” do Núcleo é: Perceba, desfrute e compartilhe.
Atenção! O “slogan” não é: Pense, desfrute e compartilhe.

Assim, enquanto a mente humana pensa que “daqui a quatro meses haverá a colheita”, a consciência divina compartilhada por Jesus revela o que deve ser feito pelos que quiserem perceber  [com a visão da Consciência]: Abrir os olhos [da Consciência] e verem que “os campos estão maduros para a colheita”.

Por isso Masaharu Taniguchi revelou que: “o Segredo da meditação Shinsokan consiste apenas em afirmar para si mesmo, com a mente dócil: 'Sim, sou filho de Deus, muito obrigado'. A pessoa diz mentalmente para si própria 'Você é filho de Deus' e responde 'Sim, sou filho de Deus, muito obrigado' — nisto se resume a Meditação Shinsokan."

Neste ponto deve ser notado o que Aquele que aparece como o divino personagem Gustavo disse: “Se a mensagem (de alguma forma) te tocou profundamente, é porque ela surtiu efeito em algum lugar dentro de você que é além da mente.”

Esse “lugar além da mente” é a percepção iluminada!

Notem que o Gustavo está compartilhado uma percepção consciencial; da mesma forma que Jesus compartilhou uma percepção consciencial; da mesma forma que Masaharu Taniguchi compartilhou uma percepção consciencial; da mesma forma que Dárcio Dezolt compartilhou uma percepção consciencial.

Atentem bem que nenhum deles partiu de um julgamento, ou seja, de uma atividade da mente, de um pensamento, mas sim de “lugar além da mente”, uma percepção que não está distorcida pelas aparências; uma percepção que, mesmo diante da imagem nítida de um “lápis quebrado”, sabe/percebe que o lápis está perfeito! Esta percepção os faz conscientes de que o lápis está perfeito AGORA, não apenas [no futuro] quando for retirado do líquido, ou seja, do contexto que faz com que aparente estar quebrado! Jesus não orou para que os discípulos fossem retirados do mundo, ou seja, do contexto em que se encontravam; Jesus orou ao Pai que eles fossem libertos da visão equivocada. "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” (Jo 17, 15)

O Gustavo disse: “Você está reconhecendo/sentindo a veracidade dessas verdades. E a mentira não pode reconhecer a verdade. Somente a verdade reconhece a verdade. Como diz o texto do Núcleo: Somente Buda reconhece Buda, Somente Deus reconhece Deus."

Esta é outra percepção iluminada que está sendo compartilhada! Pois somente o real percebe o real! É a percepção da Consciência – a percepção verdadeira - em nós quem percebe a Verdade! Em outras palavras, é a percepção da Imagem Verdadeira em nós quem percebe o Jissô (o aspecto verdadeiro). É a percepção do Buda – percepção búdica - em nós quem percebe a realidade de Buda. Enfim, é somente o “Cristo em nós” quem vai ao Pai; ou seja, é a percepção do Cristo – percepção crística - em nós quem percebe que o reino de Deus está presente em nós AGORA!.

Para finalizar esse comentário, segue-se mais uma percepção iluminada:

Disse o divino personagem Joel Goldsmith: “Quando Cristo se manifestar na consciência individual, aquele Cristo se espalhará como uma tocha ardente de um para outro, até que todo o mundo seja tocado por sua luz, iluminado pelo Espírito Santo, através do estudo da sabedoria espiritual ou pelo contato com um indivíduo iluminado. Quando a consciência individual se acende, a chama se espalha por toda parte, de um para outro, por todo o mundo.” [As Palavras do Mestre. Página 39]

Fazendo o contraponto que proporcionou este comentário, concluiu Aquele que aparece como o divino personagem Anônimo: “ainda aprecio com a mente. Mas, é muito reconfortante.”

Por sua vez, percebendo que esta não é senão uma autêntica percepção conclui Aquele que aparece como o divino personagem Gustavo dizendo: “Deus em você já está reconhecendo. Sinta-se realmente reconfortado!”

Enfim, a tudo devemos dar glória a Deus!

O que percebo e compartilho é que é Ele Quem faz! É Ele Quem nos faz perceber!

É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Anônimo e comenta algo;
É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Gustavo e compartilha Sua percepção iluminada;
É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Jesus e compartilha Seus ensinamentos iluminados;
É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Masaharu Taniguchi e compartilha Suas revelações divinas;
É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Dárcio Dezolt e compartilha Suas lições reveladoras;
É Ele Quem move o divino personagem que aparece como Joel Goldsmith e compartilha a “pequena voz silenciosa”;
É Ele Quem move todos os divinos personagens que aparecem como você, e como eu, e que nos possibilita desfrutar e compartilhar de Sua percepção iluminada.
Enfim, é Deus Quem age!

É Deus Quem aparece como Seu Filho amado Jesus.

Assim concluo parafraseando a percepção iluminada de Jesus, a percepção do reino de Deus: "Não vem [a percepção do] reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-la aqui! Ou: Lá está! Porque [a percepção do] reino de Deus está dentro de vós.”. (Lucas 17:20-21).

E compartilho esta oração iluminada de Masaharu Taniguchi: 

“Deus é o todo de tudo, Deus é perfeita Vida, Deus é perfeita sabedoria, Deus é perfeito amor. No interior de todas as coisas vive a Vida de Deus, vive a Sabedoria de Deus, vive o Amor de Deus”.

Através desta oração, contemplo concentradamente o mundo da Imagem Verdadeira, no qual as infinitas virtudes de Deus já existem no interior de todas as coisas; e, em seguida, oro: “Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade no mundo físico, assim como no mundo da Imagem Verdadeira”.

E na Meditação digo: “Ó Deus-Pai, que dais vida a todos os seres viventes, abençoai-me com [a percepção do] Vosso Espírito”.

E percebendo que esta oração já foi outrora semeada, a desfruto. E compartilho aquilo que também já foi outrora compartilhado por Jesus, algo de validade atemporal, que é a percepção iluminada de que tudo o que Deus semeou a colheita é agora!

A paz seja com todos.

terça-feira, agosto 04, 2015

A colheita é agora!


- Núcleo -


Jesus disse:

“Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.” (João 4: 35)

No post anterior cujo título é “Estudo bíblico pela visão do Núcleo”, está escrito:

“… podemos apreender o universo que se apresenta a nós com nossa visão ou percepção mental ou com nossa visão ou percepção consciencial. Nosso propósito nesse estudo bíblico é enfocarmos a visão ou percepção consciencial.”

“… a leitura do ponto de vista mental nos dará um enfoque temporal da mensagem divina, ou seja, uma visão de que as coisas acontecem apenas como a mente concebe a realidade, numa percepção de passado/presente/futuro. Por outro lado, a leitura “consciencial” da mesma mensagem divina nos possibilita uma visão “atemporal”, na qual tudo existe num “eterno presente” 

“Se por um lado podemos perceber algo pela mente ou pela Consciência aquilo que vemos como sendo a realidade que surge diante de nós é completamente diferente! Isto porque o que percebemos com a mente é a realidade aparente… Mas o que vemos com a Consciência é real.”

Na passagem acima citada Jesus está ensinando e ressaltando a diferença entre o que vemos a partir da percepção ou visão mental e o que podemos ver a partir da percepção ou visão consciencial.

É como se Jesus, que a tudo percebe consciencialmente, dissesse: “Vocês, todos os que estão percebendo apenas mentalmente, não dizem: ‘Daqui a quatro meses [ou seja, somente no futuro] haverá a colheita’?

E desfrutando o que percebe consciencialmente, é como se Jesus nos dissesse: Abram os olhos [os olhos da visão consciencial] e vejam os campos! [olhem para a realidade que se desvela a sua frente a partir dessa visão consciencial] Eles estão maduros para a colheita [eles já estão maduros, agora!] .” João 4: 35

E Jesus prosseguiu ensinando que:

“Aquele que colhe já recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe.”

Em outras palavras Jesus está compartilhando a percepção de que para que seja possível colher agora é imprescindível “abrir os olhos” da Consciência e ver que os campos já estão maduros!

Notem que a “visão da Consciência” já está aberta para todos os que se voltam para ela, pois a visão de Jesus, que está sendo revelada por ele mesmo, é a verdadeira visão, é a visão que desvela o real, é a própria percepção do Cristo que Vive em nós, é a Verdade!

Assim, a colheita, ou seja, a percepção que nos faculta desfrutar a graça divina, que está diante de nós e que já foi semeada, só é possível para os que escolhem ver em unidade com o semeador, com  a visão que o semeador – o Cristo em nós – está revelando!

Por isso Jesus diz: “Aquele que colhe [ aquele que colhe agora; aquele que escolhe perceber consciencialmente ] já recebe o seu salário [já desfruta o que percebe; já desfruta a graça, aquilo que foi semeado pelo semeador, o ensinamento, a forma de ver consciencialmente as obras de Deus] e colhe fruto para a vida eterna [colhe, ou seja, desfruta essa visão atemporal da realidade divina, do eterno presente] de forma que se alegram juntos o que semeia e o que colhe [de forma que se alegram juntos, ou seja, de forma que percebem, desfrutam e compartilham em unidade a mesma percepção atemporal da gloria de Deus], portanto, conclui Jesus dizendo: Assim é verdadeiro o ditado: ‘Um semeia, e outro colhe’.

Deus é o semeador, aquele que semeia a percepção consciencial, e os que colhem são os que percebem e agem conforme a percepção divina, a percepção atemporal, consciencial, que já foi semeada pelo semeador divino.

Dando ênfase a importância da ação que resulta dessa percepção Jesus nos inclui em sua ação, em sua obra divina, e faz um convite ao desfrute dessa percepção que nos compartilha [desfrute que se dá através da nossa ação], revelando:

“Eu os enviei para colherem o que vocês não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês vieram a usufruir do trabalho deles”.

“Eu [ou seja, o Semeador] os enviei para colherem [para desfrutarem da percepção consciencial já semeada] que vocês não cultivaram [pois foi semeada por Deus]. Outros realizaram o trabalho árduo [Deus é o próprio Semeador, que aparece como outros], e vocês vieram a usufruir do trabalho deles” [vocês, ou seja, todos os que escolhem usufruir, ver conforme a percepção ou visão que já foi semeada]; não conforme a visão que diz: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’, mas sim conforme a visão pela qual Jesus já nos disse: “Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.” (João 4: 35)

Assim seja percebido e desfrutado por todos, pois, a Colheita é Agora!

A paz seja com todos.


sábado, agosto 01, 2015

Estudo Bíblico pela visão do Núcleo

- Núcleo -


Para início desse estudo vamos à questão das terminologias utilizadas. 

Para isso remeto os leitores deste post à leitura do que foi exposto na série “Preleções Nucleares – A Unidade Essencial”, publicada no blog Templo dos Iluminados, em especial ao início da explanação sobre a tabela sinótica com o esquema de duas colunas, no qual na coluna Um, no item 4, está o termo “Consciência” enquanto que na coluna dois, está no item 4 o termo “mente”.  Acessem: 

http://busca-espiritual.blogspot.com.br/2013/06/prelecoes-nucleares-unidade-essencial-23.html

Para se ter uma ideia da importância de se distinguir a terminologia usada pelos vários autores de ensinamentos espirituais, notem que Joel Goldsmith no Capítulo V do seu livro “O caminho infinito”, cujo título é A Alma, de início a define como sendo a Realidade do Ser. Contudo, ao longo do livro o termo “mente” é utilizado tanto para se referir à “Mente” de Cristo como à “mente” humana.

Para evitar ambiguidade no Núcleo usamos o termo “Consciência” para nos referir à “Mente de Cristo” e o termo “mente” para nos referir à “mente humana”.

Assim, há dois referenciais pelos quais podemos perceber algo: pela mente ou pela Consciência. Joel Goldsmith utiliza o termo “consciência material” quando se refere à percepção pela mente; por vezes usa também o termo “sentido material”, “sentidos finitos” etc., e usa o termo “consciência espiritual” quando se refere à percepção com os sentidos da Alma.

Se por um lado podemos perceber algo pela mente ou pela Consciência, aquilo que vemos como sendo a realidade que surge diante de nós é completamente diferente! Isto porque o que percebemos com a mente é a realidade aparente… Mas o que vemos com a Consciência é real. Essa diferença se torna perceptível e evidente quando vemos com a Consciência! A essencial e maior diferença entre estas visões é que apenas na visão da Consciência torna-se evidente que não há nada além de Si mesma; não há nada além da própria Consciência, pela qual fica evidente que tudo é expressão da própria Consciência de um Ser Único e Real.

Por isso a terminologia usada no Núcleo usa as expressões “Consciência do Ser” e “mente do personagem” para deixar ainda mais evidente que a única percepção que apreende o Real é a percepção da Consciência, a “percepção consciencial”. 

Assim a percepção mental vela nossa real identidade forjando uma identidade aparente [a de um personagem], enquanto a percepção consciencial desvela nossa real identidade.

Não devemos, contudo, descartar a percepção da mente, que é a percepção com a qual, enquanto representando nossos “personagens”, percebemos a realidade deste “mundo” porque há uma beleza incomensurável neste nosso mundo quando percebemos o que ele realmente é: Uma expressão magnificente da Glória de Deus! E ao mesmo tempo percebemos que é Deus mesmo em nós Quem nos faz conscientes dessa Sua Glória! Perceber “Quem faz” é em si algo glorioso! Esse é o ponto central que quase sempre não é notado com a devida atenção pelos seguidores de qualquer ensinamento espiritual, ou seja, o fato de que só é possível ver a Glória de Deus através de Sua própria visão!

Foi isso o que Jesus ressaltou quando Simão Pedro o reconheceu como Filho de Deus.

Vejam esta passagem:

“E, Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Ao que Jesus lhe afirmou: “Abençoado és tu, Simão, filho de Jonas! Pois isso não foi revelado a ti por carne ou sangue, mas pelo meu Pai que está nos céus.” (Mateus 16)

No budismo se diria: Somente Buda vê Buda.

Masaharu Taniguchi escreveu: “O mundo da Imagem Verdadeira criado por Deus [mundo da Consciência do Ser] é perfeito e harmonioso, não existindo qualquer mal. Esse mundo existe aqui, neste momento, mas os cinco sentidos carnais não conseguem percebê-lo. Somente a pessoa que desperta aquilo que poderíamos chamar de percepção da Imagem Verdadeira [percepção do Eu Verdadeiro ou percepção da Consciência do Ser] é que consegue ver mentalmente esse mundo perfeito.” [Leia-se “mentalmente” através da visão da “Mente” do “Eu Verdadeiro”. Segundo a terminologia usado no Núcleo diz-se “consciencialmente”]. [Do livro: “Imagem Verdadeira e Fenômeno”, página 53 – SNI]

Independente da terminologia utilizada importa o fato de que podemos apreender o universo que se apresenta a nós com nossa visão ou percepção mental ou com nossa visão ou percepção consciencial. Nosso propósito nesse estudo bíblico é enfocarmos a visão ou percepção consciencial.

O objetivo deste estudo é elucidar que podemos ler a Bíblia do ponto de vista da mente, ou seja, de nossa identidade humana, representada pela segunda coluna na tabela sinótica ou esquema de duas colunas da Unidade Essencial, ou do ponto de vista da Consciência, de nossa identidade divina, que é representada pela primeira coluna. Notamos, entretanto, que a leitura do ponto de vista mental nos dará um enfoque temporal da mensagem divina, ou seja, uma visão de que as coisas acontecem apenas como a mente concebe a realidade, numa percepção de passado/presente/futuro. Por outro lado, a leitura “consciencial” da mesma mensagem divina nos possibilita uma visão “atemporal”, na qual tudo existe num “eterno presente” e, assim, percebemos que a Bíblia é realmente uma revelação divina, algo que nos desperta e nos faz imediatamente conscientes de que Deus é a essência do nosso próprio Ser, e que de fato “vivemos, nos movemos e temos nossa existência em Deus.” (Atos 17:28).

O objetivo deste estudo é enfocar esta percepção.

Então, muitas passagens bíblicas que não têm sentido do ponto de vista mental, passam a ser percebidas como revelações essenciais sobre a natureza da realidade do Ser Real, de Quem realmente somos quando nos identificamos não do ponto de vista da mente, mas sim, da Consciência. Em João 8:56, Jesus relata uma “percepção consciencial” de Abraão. Sobre este relato os judeus perguntaram a Jesus: "Ainda não tem cinqüenta anos e viste Abraão?". Perguntaram isto porque Jesus não poderia ter conhecido Abraão, que viveu centenas de anos antes de todos eles, fato que do ponto de vista mental era algo lógico e evidente para todos os presentes naquele encontro, menos para Jesus, que, mesmo sabendo que todos ali o percebiam apenas mentalmente, não retirou o que disse e declarou: “Antes que Abraão existisse Eu Sou”. Esta declaração de Jesus sobre sua real identidade é essencial para o nosso estudo, por ser uma revelação consciencial. Ela significa não apenas que Jesus tem a percepção de sua real identidade real como Cristo, o Filho de Deus, a qual por ser atemporal existe antes do dia do encontro com os judeus, registrado nesta passagem, como significa, também, que existe antes do próprio Abraão. As mentes daqueles personagens todos, os judeus, não conseguiram assimilar a verdade revelada por Jesus. Isto os irritou bastante, e diz a Escritura que eles pegaram em pedras para apedrejá-lo, mas que Jesus se ocultou e retirou-se do templo.

O que importa para nós neste estudo não é condenar os judeus por sua revolta contra Jesus, mas sim, observar que eles agiram mentalmente e, então, não conseguiram assimilar a verdade declarada por Jesus; e, que não devemos proceder da mesma forma. Mas, o ponto mais importante desta passagem está em percebermos que a revelação de Jesus é consciencial. Ela diz respeito à identidade do Cristo, que é atemporal, ou seja, não está limitado à existência no tempo de Jesus, no tempo de Abraão ou mesmo antes de Abraão. Ela não pode ser percebida da forma como a mente concebe a realidade, como algo cindido em passado, presente e futuro. É a realidade eternamente presente.

Cristo declarou EU SOU e, portanto, ele continua sendo real e presente AGORA! No entanto, isto só é possível ser percebido consciencialmente. Jesus é o exemplo perfeito do ponto de vista da mente, que vê a representação divina e muitos personagens, de um personagem divino consciente de Quem ele é. Como personagem Ele é o próprio Deus “aparecendo como” no mundo dos personagens, para que todos os que nele crerem, ou seja, todos os que perceberem consciencialmente Quem ele É, sejam “Um” com ele, assim como ele é “Um” com Deus (João 17:22). Esta é uma declaração consciencial, na qual Jesus ora a Deus para que todos percebam o que ele percebe e que sejam o que ele é, para que percebam quem eles também são e que não permaneçam em pecado. Pecar é estar se vendo separado de Deus e, em termos bíblicos, é “pender para a carne”; é “cogitar das coisas da carne”, ou seja, é pender para a mente e permanecer nela. E o maior pecado é negar a existência do Espírito de Deus em nós. Aquele que assim procede “já está julgado”, porque a percepção consciencial está no Espírito, em nossa identidade e natureza divina. Quando a negamos (negar é fazer um julgamento, é estar na percepção mental), nós impossibilitamos que ela se revele e, assim, estamos condenando a nós mesmos a viver percebendo tudo mentalmente, nos isolando da Consciência do Ser em nós, ou seja, nos condenando a não perceber a Onipresença divina, o Espírito Santo, que é perceptível consciencialmente.

Nosso estudo tem o objetivo de nos livrar deste mal, a visão puramente mental da vida. E, então, compreenderemos porque Jesus pediu a Deus, não que nos tirasse do mundo (onde vivem os personagens, que são divinos quando percebidos consciencialmente), mas sim que nos livrasse do mal, desta visão apenas mental que não nos dá uma vida consciente da nossa unidade com Deus. (Jo 17:15)

Para finalizar este nosso estudo, vamos a uma passagem bíblica:

“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.” (1 Jo 3:2)

Apenas quando permitimos que o Espírito de Deus se manifeste em nós, ou seja, quando escolhemos agir conforme a percepção da Consciência do Ser em nós, é que percebemos “Quem” faz, “Quem” está diante de nós e “Quem” realmente somos.

Até então nós estamos na percepção mental, ou seja, estamos alheios à percepção da Consciência. Nós nos mantemos “inconscientes” de Deus e não sabemos o que fazemos.

Por isso Jesus, mesmo estando sendo crucificado, pediu a Deus que perdoasse seus ofensores, porque estava consciente de que eles não sabiam o que estavam fazendo!

A visão consciencial de Jesus muitas vezes surpreendeu e chocou a muitos. Isto fica claro observando a seguinte passagem bíblica:

Novamente, os judeus pegaram pedras para apedrejá-lo e ele lhes perguntou: “Tenho vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai, por qual delas querem me apedrejar? Então, lhe responderam os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, tu sendo homem te fazes Deus a ti mesmo”. (Jo 10:33).

Aqui também não devemos condenar os judeus, mas sim perceber que aqueles judeus só estavam percebendo Jesus mentalmente e estavam reagindo mentalmente. No Núcleo dizemos: “O que você prefere? Reagir ao personagem ou interagir com o Ser?” O que acontece é que quando escolhemos “reagir aos personagens” imediata e inadvertidamente nós estamos “agindo mentalmente”, exatamente como aqueles judeus e romanos fizeram!

Para “interagirmos com o Ser” precisamos “ouvir a voz da Consciência do Ser” em nós, e, para isso, precisamos nos dar um tempo, ainda que breve, devemos nos silenciar. Foi o que Jesus ensinou com um ato quando lhe trouxeram a mulher flagrada em adultério, para terem de que o acusar. Então Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão… Como insistissem na pergunta Jesus levantou e disse: Quem estiver sem pecado seja o primeiro a atirar pedra…

Está escrito:

"Eles falavam assim para prová-lo e terem alguma coisa de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo, como se não tivesse ouvido. Porque insistiram na pergunta, Ele se levantou e lhes disse: 'Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.' E, novamente, inclinou-se e escrevia na terra.” (João 8: 6-8)

Notamos que Jesus se deu um tempo antes de simplesmente reagir aos personagens… E é o que devemos fazer antes de agirmos impulsivamente, ou seja, reagir ao personagem.

Por fim, quando acusaram Jesus de blasfemar por se dizer Filho de Deus ele se defendeu dizendo que Quem disse que somos todos filhos do Altíssimo foi o próprio Deus e ainda  enfatizou que a Escritura não pode falhar! (João 10.34-35)

Contudo, enquanto agimos guiados apenas pela mente estamos inconscientes de nossa relação com Deus. Somente quando passamos a ouvir e a nos guiar pela Consciência é que nos tornamos conscientes de nossa origem e filiação divina. A Bíblia Sagrada diz isto claramente (e como afirma Jesus a escritura não pode falhar) da seguinte forma: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Romanos 8,14).

Eis a finalidade deste estudo bíblico, sermos guiados pelo Espírito de Deus em nós e agirmos conforme nossa real natureza e identidade de verdadeiros Filhos de Deus!

A paz seja com todos!


sexta-feira, julho 31, 2015

A Paz de Deus está brilhando em mim Agora



- "A iluminação é apenas um reconhecimento, não uma mudança em absoluto."

- "A Paz de Deus está brilhando em ti agora, e do teu coração ela se estende ao mundo todo."

- "Senta-te quieto e fecha os olhos. A Luz dentro de ti é o suficiente."
(Um Curso em Milagres)



quarta-feira, julho 29, 2015

O Ser Absoluto

- Mooji -

O Absoluto não pode realmente ser conhecido.
Ele não pode ser conhecido fenomenalmente, como uma coisa que conhece outra coisa, pois não é um objecto de qualquer espécie.
Ele não pode ser conhecido dessa maneira porque você, você mesmo, é ele.
O núcleo do seu ser é esse Ser Absoluto, absolutamente.

Você tem pensado que você é um tipo particular de pessoa de um determinado país, e que têm meditado e praticado para chegar ao Absoluto. Mas aquele que aparentemente está fazendo todas estas coisas é apenas uma identidade que é criada ou imaginada no Absoluto.
Não é o Absoluto.

O Absoluto, que é a consciência imutável, está por trás de tudo isso.
Na verdade, não está por trás de nada e também não está na frente de nada, não está no meio de nada, nem do lado de fora de nada.
Nenhum destes termos se aplica a Ele.
E, no entanto, não é um mistério.
Se é um mistério, então, para quem é um mistério?
Aquele para quem é um mistério é apenas uma aparência surgindo na consciência pura.
A partir do reino da mente, o Absoluto não pode ser apreendido.
Ninguém pode apreende-lo.

Ser capaz de compreender algo que não está dentro da bolha da mente é quase impossível.
É igualmente difícil para a consciência, que assumiu a forma humana, ser o que é e ver através da ilusão de que não é a forma do corpo, mas pura consciência.
Poderia ser dito ser o maior desafio ou convite na vida: discernir o real do irreal e descobrir sua natureza eterna.

Quando você é guiado por um verdadeiro mestre/professor ou pela graça de Deus/Ser, tudo torna-se sublimemente simples.
Se minhas palavras ressoam em você, então pegue o que acabei de dizer e deixe tudo mais; vá para casa e não deixe ir o que eu lhe disse.
Tudo o que é necessário está encapsulada nestas palavras.
Continue a pensar sobre elas, continue contemplando e elas vão guiar você até em casa e o libertar.
Conforme esta flor for abrindo sua fragrância dentro de você, ela vai explodir com tudo o que não é verdade.


segunda-feira, julho 27, 2015

Consagração do Aposento



Hoje ficaremos com uma linda e poderosa oração: A Consagração do Aposento. Ela também é um "encantamento", o que significa que sua recitação tem o poder de movimentar energias positivas, produzindo efeitos de graça e bençãos no ambiente consagrado. Esta consagração deve ser recitada diariamente por toda e qualquer pessoa que deseje obter um desenvolvimento espiritual, mental, moral ou material. Sendo recitada com verdadeira compreensão de seu sentido real e com a convicção de que suas palavras exprimem a REALIDADE, ela pode refazer e reformar inteiramente a vida e o destino do recitante. É uma oração profunda, de natureza universal, ecumênica.

Sente-se tranquilamente em teu aposento e diga estas palavras em voz alta:


Dentro do circulo infinito da Divina Presença, que me envolve inteiramente, afirmo:

Há uma só Presença aqui: é a da Harmonia, que faz vibrar todos os corações de felicidade e alegria.
Quem quer que aqui entre, sentirá as vibrações da Divina Harmonia.

Há uma só Presença aqui, é a do Amor.
Deus é Amor que envolve todos os seres num só sentimento de unidade.
Este recinto está cheio da Presença do Amor.
No Amor eu vivo, me movo e existo.
Quem quer que aqui entre, sentirá a pura e santa Presença do Amor.

Há uma só Presença aqui, é a da Verdade.
Tudo o que aqui existe, tudo que aqui se fala, tudo o que aqui se pensa é expressão da Verdade.
Quem quer que aqui entre, sentirá a Presença da Verdade.

Há uma só Presença aqui, é a da Justiça.
A Justiça reina neste recinto.
Todos os atos aqui praticados são regidos e inspirados pela Justiça.
Quem quer que aqui entre, sentirá a Presença da Justiça.

Há uma só Presença aqui, é a Presença de Deus, o Bem.
Nenhum mal poder entrar aqui.
Não há mal em Deus.
Deus, o Bem, reside aqui.
Quem quer que aqui entre, sentirá a Presença Divina do Bem.

Há uma só Presença aqui, é a Presença de Deus, a Vida.
Deus é a Vida essencial de todos os seres.
É a saúde do corpo e da mente.
Quem quer que aqui entre, sentirá a Divina Presença da Vida e da Saúde.

Há uma só Presença aqui, é a Presença de Deus, a Prosperidade.
Deus é prosperidade, pois Ele faz tudo crescer e prosperar.
Deus se expressa na Prosperidade de tudo o que aqui é empreendido em Seu Nome.
Quem quer que aqui entre, sentirá a Divina Presença da Prosperidade e da Abundância.

Pelo símbolo esotérico das Asas Divinas, estou em vibração harmoniosa com as correntes universais da Sabedoria, do Poder e da Alegria.

A Presença da Divina Sabedoria manifesta-se aqui.
A Presença da Alegria Divina é profundamente sentida por todos os que aqui penetram.

Na mais perfeita comunhão entre o meu eu inferior e o meu Eu Superior - que é Deus em mim -, consagro este recinto à Perfeita expressão de todas as qualidades Divinas que há em mim e em todos os seres.

As vibrações do meu Pensamento são forças de Deus em mim, que aqui ficam armazenadas e daqui se irradiam para todos os seres, constituindo este lugar um centro de emissão e recepção de tudo quanto é Bom, Alegre e Próspero.

Agradeço-Te, ó Deus, porque este recinto está cheio da Tua Presença.
Agradeço-Te, por que vivo e me movo por Ti.
Agradeço-Te, por que vivo em Tua Vida, Verdade, Saúde, Prosperidade, Paz, Sabedoria, Alegria e Amor.
Agradeço-Te, porque estou em Harmonia, Amor, Verdade e Justiça com todos os seres.

Que assim Seja.


* Observação: Se quiser consagrar o local onde está (casa, apartamento e lares em geral, além de centros de culto, adoração, concentração e meditação) faça durante uma semana seguida e, após isto, sempre no início da semana para abençoar e dar boas vindas as novas energias que fluirão através da mesma. Acenda um incenso e consagre cada canto lendo estas palavras em voz alta.

A “Consagração do Aposento” é uma das pérolas que ornam com inigualável beleza o rico tesouro ritualístico do “Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento”, primeira ordem esotérica estabelecida no Brasil, cujo propósito é estudar as forças ocultas da natureza e do homem e promover o despertar das energias latentes no pensamento humano. Desde sua fundação, a entidade adotou como lema os princípios de Harmonia, Amor, Verdade e Justiça.

Boas práticas!