"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

A experiência de transição para o Eu Real

- Núcleo -


"Se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus;
Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano;
E vos renoveis no espírito da vossa mente;
E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade."
(Efésios 4:21-24)


Personificações da divindade.

Permitam-me compartilhar percepções advindas deste maravilhoso texto!

Neste texto Joel Goldsmith fala da “experiência de transição”. Trata-se de uma transição para o que ele chama de “quarta dimensão”.

O que é a “a experiência de transição” Joel Goldsmith expõe no texto “Os Dois Pactos”, também publicado neste blog em: http://busca-espiritual.blogspot.com.br/2011/01/os-dois-pactos.html

Tenham em consideração os dois textos para acompanhar as percepções aqui compartilhadas. 

De início, atentem que “O Caminho Infinito” [o grande ensinamento espiritual de Joel Goldsmith compartilhado com a humanidade] é uma unidade. Assim, todos os seus textos devem ser vistos como uma unidade, ainda que os temas sejam tratados em textos diversos. 

O tema da experiência de transição é tratado com profundidade nestes dois textos citados.

A profundidade está no fato de que nestes dois textos Goldsmith expõe o que é a experiência de transição, quem a vivencia, de que forma é vivenciada, qual o motivo de ser vivenciada, quando e quais as conseqüências desta experiência! 

Assim, no texto "Os Dois Pactos" Goldsmith é enfático ao afirmar que: “virá um dia, na consciência de cada um de nós - para alguns agora mesmo e para outros daqui a diversas existências -, quando pela Graça interior seremos capazes e desejosos não só de nos livrar dos desgostos da carne, mas também de seus proveitos e prazeres; desejaremos nos familiarizar com nossa identidade espiritual, ou seidade, com essa nova criatura, outra que não a antiga, saudável e honrada, uma criatura nova nascida do Espírito. Essa é a experiência de transição.”

Para compreendermos a essência desta grande revelação compartilhada por Goldsmith devemos atentar que há um “fio condutor” que a desvela para nós. Este “fio condutor” aparece neste texto! Este “fio condutor” é essencialmente nossa identidade espiritual ou o que Goldsmith muito inspiradamente denomina de “seidade”! 

Sobre a identidade espiritual Goldsmith expõe que: 

“A individualidade humana é sempre limitada, sempre finita, consistindo, na sua maior parte, daquilo que aprendemos através da educação, da experiência pessoal, do ambiente e das influências hereditárias. Oculto atrás deste eu pessoal, contudo, está nosso Eu Verdadeiro. Há um outro Ser, Algo além da pessoa física e mental. Paulo denominou esse Algo de 'Cristo', que realmente quer dizer 'o filho de Deus', a identidade espiritual de nosso ser, a nossa realidade.”

Dito de outra forma, esta nossa identidade espiritual é a própria “seidade”, que é um termo que se refere diretamente ao Ser, e é usado para evidenciar o “Ser” que realmente somos; para expressar a realidade de Quem Somos; em outras palavras, para desvelar o Ser que Eu Sou. 

A experiência de transição refere-se à transição de nossa vida enquanto identificados com a limitada “individualidade humana” (eu pessoal), para uma vida identificada com nosso “Eu Verdadeiro”, que é aquele “Algo além da pessoa física e mental”, ou seja, “o Cristo, o filho de Deus, a identidade espiritual de nosso ser, a nossa realidade.”. 

A essa nossa real identidade, divina, em outros textos Goldsmith a expressa como sendo Lei, Causa, Princípio, que é a realidade de Quem Somos, Deus. 

Há neste ponto um detalhe sutil que pode confundir e causar enorme equívoco nos autênticos buscadores espirituais, e até mesmo desviá-los do caminho! A sutileza é a seguinte: Mesmo sendo verdadeira a percepção: “Eu Sou Deus”, a pessoa não deve partir da afirmação [mental] de que: “eu sou Deus”. Isso só iria insuflar o ego e afastar ainda mais o buscador da experiência de transição.

“Eu Sou Deus” trata-se de uma “percepção” [não mental] de Quem Somos!

Enfatize-se que “Eu Sou Deus” é uma percepção [consciencial] daquela nossa “Seidade”, de nossa unidade com o Ser, com o Eu. De forma alguma deve ser confundida com uma afirmação [mental] de que “eu sou Deus”. 

Na Bíblia está escrito: "Aquieta-te e saiba: Eu Sou Deus". Ou seja: Aquieta a tua mente [faça completo silêncio, não faça afirmações sobre nada], E apenas saiba [perceba que]: Eu Sou. 

Enquanto as afirmações partem de nossa “mente condicionada”, as percepções nos sobrevêm “do alto”, da Consciência do Ser que Somos, de Deus, e sempre como revelações do Eu que Eu Sou. Joel Goldsmith compartilhou a percepção de que há um Ser Real, que é Deus. E que esse Ser é a Lei, Causa, Princípio que rege nossa experiência humana. Embora Deus seja a única realidade, o Caminho Infinito não reduz a experiência humana a algo sem importância ou nada. Esse elevado ensinamento espiritual dá em muitos textos lições práticas de como o ser humano pode levar sua vida a ser regida pelo Cristo de seu próprio Ser, partindo da correta identificação! 

Em outro texto Joel Goldsmith ensina que:

“Quanto mais você aprende a se identificar com o Eu que Eu sou, em vez de se identificar com o corpo e com a experiência humana, mais qualidades espirituais se manifestarão em sua experiência. Se eu tivesse que tentar ser um ser humano muito bom, fracassaria. Mas, se tentar esquecer meu aspecto humano e residir no Eu que Eu sou e perceber que o Eu é Deus, então, Ele Se manifestará no corpo, nos pensamentos e nas ações que se originarem.”

Partindo da correta identificação em outro texto Goldsmith fala da percepção, que ele chama de “percepção mística” da unidade e onipresença divina, assim: 

“Deus, a Consciência divina, que é sua consciência individual, está onde você se encontra. Porque Ele é onipotente, Ele tem todo o poder para fazer por você. Porque Ele é amor divino, é Seu grande prazer dar a você o reino. Você precisa apenas permanecer na compreensão da presença de Deus, entendê-LO como aqui e agora. Então você terá a percepção mística de que nunca pode estar em qualquer lugar onde Deus não está. Sempre soubemos que Deus é a essência de tudo o que aparece. Sempre soubemos que Deus é a fonte de toda provisão. Então, onde este ensinamento difere de outros ensinamentos? Em parte nisto: Deus é a sua consciência, em vez de algo aqui fora ou lá em cima. Este é o verdadeiro âmago da Mensagem do “Caminho Infinito”.

Sua revelação mais importante [do Caminho Infinito] é a de que Deus não é algo muito distante (Marcos, 1-14, 15), mas a de que Deus é a sua verdadeira consciência. 

"Quando você compreender isto, você terá descoberto o segredo da vida. A partir daí tudo se manifesta, se demonstra e se revela. Sua própria consciência aparece como o seu Eu, como a sua alegria, a sua prosperidade e o seu sucesso, como a sua felicidade, o seu lar e como todos os seus relacionamentos – sociais, financeiros e comerciais.”

Enfim, como o expressou Goldsmith:

“Chega um momento, em nossa experiência, em que já não somos unicamente nós (aspecto humano), senão que alargamos nossa consciência para a percepção de uma Presença interna. Este momento de transição ocorre quando esta Presença se-nos torna real e assume a direção de nossa vida. A partir desta experiência, não mais ficamos “cuidadosos com a nossa vida”, porque sentiremos sempre a proximidade desse Algo – que é o Cristo ou Presença divina – que harmoniza nossa experiência diária.”

Assim seja esta Presença Interna perceptível para todos, pois, assim É!
Que todos percebam este Infinito Invisível;
Que percebendo, o desfrutem em sua experiência diária;
E que o desfrutando, o compartilhem generosamente.

Namastê.



sexta-feira, fevereiro 13, 2015

A Quarta Dimensão

- Joel S. Goldsmith -


Quando Jesus Cristo disse: “Eu, de mim mesmo, nada posso; o Pai em Mim é quem faz as obras”; e Paulo afirmou: “Não mais eu quem vive, mas o Cristo vive em mim” – revelaram a quarta dimensão da vida, na qual “não só de pão vive o homem” e nem por sua vontade, esforços ou sabedoria pessoais.

Chega um momento, em nossa experiência, em que já não somos unicamente nós (aspecto humano), senão que alargamos nossa consciência para a percepção de uma Presença interna. Este momento de transição ocorre quando esta Presença se-nos torna real e assume a direção de nossa vida. A partir desta experiência, não mais ficamos “cuidadosos com a nossa vida”, porque sentiremos sempre a proximidade desse Algo – que é o Cristo ou Presença divina – que harmoniza nossa experiência diária.

Nesta experiência de transição, deixamos de ser meramente seres humanos (que elaboram os próprios pensamentos, planejam as próprias vidas e resolvem seus assuntos particulares) para atingir um nível de consciência em que sentimos realmente esta Presença interior. Vivemos, então, como se nos houvéssemos separado um pouco de nós mesmos – digamos, uns dois ou três centímetros – passando a observar, como simples espectadores, o modo como estamos vivendo.

Se neste momento estamos na esfera profissional, veremos que nos chegam outros negócios dos quais não somos responsáveis – ou seja: sobre cuja realização não fizemos esforços pessoais. Se formos escritores, músicos, etc., receberemos idéias e temas com os quais jamais havíamos sonhado e que inspiradamente nos chegam do íntimo. Saberemos, então, que não os estamos gerando, mas que são dados por uma Graça interna.

Se estamos empenhados num Trabalho Espiritual, de cura ou pregação, veremos que os pacientes e estudantes nos serão encaminhados, mas será o Espírito que os sanará e ensinará. Compreenderemos, então: “Vivo – mas não eu, senão que o Cristo é Quem vive minha vida. Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.”

Em tal estado, convertemo-nos no instrumento consciente de ação da Consciência divina. Então compreendemos a citação do Mestre: “Não sou eu quem faz as obras, mas o Pai que mora em mim é Quem as faz”. Jesus queria significar que de seu próprio conhecimento ou esforço ele nada podia fazer, senão que era a atividade da Verdade, em sua Consciência, que tornava possíveis os milagres de cura, de conforto ou de alimentar multidões.

Vimos a ser, pois, o veículo através do qual a vida vive a si mesma ou o mensageiro levando a divina Mensagem. Saberemos que já não estamos vivendo a própria vida, senão que a Presença e o Poder a estão vivendo, fazendo de nossa instrumentação humana o seu modo de expressão ou meio de atividade. Esta vivência nos permitirá entender claramente porque o Mestre disse: “Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior que eu”. Não que isto sugira dualidade ou separação, pois seria um retorno à crença passada de um Deus separado do homem. Já aprendemos que Deus Se manifesta individualmente como Eu e Tu, o que vem mostrar que Eu Sou, Deus, embora sendo um Princípio infinito, universal, divino, da vida, aparece como eu e tu individual, de modo que em verdade “Eu e o Pai somos um”: o Ser interno a exprimir-Se como o indivíduo externo.

Não obstante, tudo isto são meras declarações da verdade, até o momento mesmo de nossa transição, em que a experiência interna converte estas idéias em verdade viva, em realidade palpável. Aí estas declarações da Verdade cederão lugar à Presença interna, que se torna uma experiência real.

Ao alçar-nos a este lugar na Consciência, em que o Cristo vive as nossas vidas, constatamos ao mesmo tempo, que o Cristo mantém e provê nossa existência inteira, suprindo-nos vitalidade, iniciativa, inteligência, amor, persistência, valor e saúde, necessários ao atingimento de nossas metas. Ele também nos subministra recursos materiais bastantes, reconhecimento e prestígio, já que, havendo tomado o leme de nossas vidas, poderá manejar todas as coisas devidamente, na amplitude de nosso nível, promovendo a realização total de nossa vida. Ele irá adiante de nós, proporcionando transportes, hospedagem, oportunidades e êxito em tudo que empreendermos.

Aqueles que se ocupam do Ministério Espiritual logo verão que este Infinito invisível supre tudo o que é preciso para a completa manifestação da mensagem, posto que “o meu ensino não é meu, e sim dAquele que me enviou”. Tudo o que seja necessário à expressão da Mensagem e, quem quer que seja o inspirado ou Mensageiro, tenhamos a certeza de que será apoiado, sustido e suprido por Aquele que é a Fonte e a Inspiração da Mensagem.

Quer esteja no exercício de atividades comerciais, quer nas artes, numa profissão liberal ou nos deveres do lar, a pessoa inspirada sente-se, de imediato, livre de toda responsabilidade pessoal, na medida em que o Infinito Invisível se converte na Alma e atividade de seu ser.

Compreendamos, agora, que quando Jesus fala do Pai que está nEle, refere-se ao Poder e à Presença divina que lhe animaram o ser e que constituía o poder curativo, o poder que multiplicou pães e peixes, o poder que apaziguou a tempestade, o poder que ressuscitou Lázaro dentre os mortos. Da mesma forma, compreendemos o que disse Paulo, quando fala que tudo podia através de Cristo, aludindo ao Poder divino que chamamos o Infinito Invisível. Foi esse Poder que possibilitou ao “Apóstolo dos gentios” cumprir sua missão de levar a mensagem cristã ao mundo de sua época. Ele recebia, dessa Presença interna, a força, a inspiração, a coragem e todo sustento.

“O Pai que mora em mim é Quem faz as obras” (de Jesus) e o “Cristo que me fortalece” (de Paulo) são um e o mesmo Espírito interno, a mesma Consciência da Verdade, que supria o povo prometido com o maná, e o guiava “como nuvem durante o dia e coluna de fogo durante a noite”, através da realização de Moisés; que aparecia como tortas assadas sobre a rocha, como corvo trazendo alimento ou como uma viúva oferecendo alimento, através da realização de Elias; na forma de cura maravilhosa, à porta do Templo, chamada Formosa, pela realização de Pedro e João. “O mesmo Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos, dará também a vida a vossos corpos mortais”.

Isto tudo é muito claro: existe um Espírito em nós, uma Chispa divina que denominamos o Cristo, que nos eleva à Quarta Dimensão da vida – a um estado de Consciência em que não mais vivemos pelos esforços pessoais, pela sabedoria, pelo poder ou pela saúde pessoais – no qual somos investidos de um Poder que nos vem de dentro do Reino de nosso próprio ser.

Novamente repito: há um nível que atingimos neste mundo, em que já não vivemos a própria vida, senão que o Infinito Invisível a vive por nós, precedendo-nos no Caminho e solucionando tudo. Ele nos acompanha como a Fonte e a atividade de nossa vida diária, revelando-Se como água, maná, alimento, proteção, segurança e saúde. E ainda que o templo de nosso corpo ou o nosso lar fossem destruídos e nossos negócios desfeitos, esse Infinito Invisível os reconstruiria rapidamente, “restituindo os anos que foram consumidos pelo gafanhoto”.

Mesmo que defrontemos dificuldades, temores e discórdias – servirão para mostrar ao mundo que dentro de nós há um poder que supera as vicissitudes e tentações: “Maior é Aquele que está em mim, do que o que está no mundo”.

Pois bem, neste exaltado estado de Consciência Crística, avançamos sem barreira material, sem impedimentos físicos, emocionais, mentais ou financeiros. Em tal estado de Consciência divina, que é o Céu, as realidades do mundo de Deus se nos tornam tão reais quanto o plano sensorial, porque as limitações dos sentidos se desvaneceram.

Aos poucos, vamos entendendo que esta Presença e Poder são atemporais, pois, independentemente de quando se revelem à nossa Consciência, em verdade sempre existiram dentro de nós, sem que o soubéssemos. Em outras palavras, embora este Infinito Invisível esteja conosco agora, só chegará a ser marcantemente real e poderoso em nossa experiência – como o foi para os profetas hebreus e aos cristãos iluminados de outras épocas – através do desenvolvimento da Verdade em nossa Consciência; através da conscientização da Verdade em nossa Consciência; através da atividade da Verdade em nossa Consciência.

Agora dediquemos um momento à natureza ou função deste Poder que chamamos o Cristo. O Cristo é a atividade, a substância e a lei invisível de tudo quanto aparece como efeito. É por isso que não devemos deixar-nos hipnotizar pelas aparências. Com isso quero dizer que, se humanamente temos saúde ou riqueza, isso não significa havermos alcançado a imortalidade, a segurança. Mesmo que tenhamos um refúgio antiatômico na montanha, não pensemos haver encontrado segurança. Não ponhamos nossa fé ou dependência em nada, em nenhum efeito, em nenhuma pessoa. Doutra parte, não tenhamos temor ao pecado, à enfermidade ou à carência. Eles não têm poder nenhum. “Ainda que eu tenha de atravessar o vale das sombras da morte, não receio mal algum, porque Tu estás comigo”.

Ao encarar as condições humanas do bem e do mal aparentes, lembremo-nos sempre de tomar consciência de que todo efeito espiritual, harmonioso, é produzido pela atividade do Cristo. A atividade do Cristo manterá e sustentará todos os acontecimentos e experiências felizes e harmoniosas. Ainda que estes sejam momentaneamente perturbados ou destruídos, não nos deixemos alarmar. Não nos preocupemos com os órgãos ou funções de nosso corpo, nem pela situação econômica ou política, posto que a atividade do Cristo é a lei de Ressurreição de tudo isso.

O propósito de nosso Ministério Espiritual é o de nos elevar à Quarta Dimensão, onde não mais vivemos de efeitos, nem só de pão, ou vitaminas ou sais minerais; onde vivemos mercê da atividade do Cristo, do Infinito Invisível. Nesta Quarta Dimensão da vida, que é Consciência Espiritual, todo efeito que surgir em nossa experiência, será na medida de nossa necessidade, para suprir-nos abundantemente.

Recordemos, sem lugar a dúvidas, que o Cristo é o fundamento, a lei ou o desabrochar de nossa experiência.

A Quarta Dimensão é esse estado de consciência em que toda a nossa confiança, fé, dependência e compreensão estão firmadas no Infinito Invisível, no Qual aprendemos a usufruir as conquistas do Espírito e as harmonias de viver diariamente na Graça.

Ainda que não O contemplemos com nossos olhos, sem dúvida alguma, na câmara secreta, interna, de nosso ser, descobriremos espiritualmente, em nossa meditação, a atividade do Cristo em nossa vida!


quinta-feira, fevereiro 12, 2015

"Buscar-Me-eis, e Me encontrareis..."

- Núcleo - 


Divinos personagens!

Permitam-me compartilhar percepções advindas destas palavras divinas:

"E então Me invocareis, e ireis, e passareis a orar a Mim, e Eu vos ouvirei. Buscar-Me-eis, e Me encontrareis quando Me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte." (Jr. 29: 12-14)

Quando o homem (a mente humana) ora a Deus (a Consciência do Ser) ativa-se a “percepção” de que apenas Deus, a Consciência do Ser, é real. A oração correta é aquela que conduz o homem à percepção de que Deus é a única verdade; Ele é a “realidade do Ser”. Enquanto nos identificamos como “seres humanos” estamos inconscientes de nossa “filiação divina”. Para sabermos quem realmente somos devemos orar a Deus, sem cessar. Deus é onipresente e pode nos ouvir em qualquer situação. Não é preciso estarmos inativos para estarmos orando, em plena comunhão com Deus. As atividades físicas e mentais não excluem a possibilidade de estarmos “despertos para a realidade divina”, conscientes de que Deus é presença constante em nossas vidas; de que existimos, vivemos e nos movemos em Deus, pois Ele é a verdade, nós somos o que imaginamos estar sendo.

O “mergulho em Deus”, a imersão na realidade divina de nossa existência é realizada pela oração, uma atitude de entrega absoluta de nossas vidas a Deus, com a certeza, a confiança inabalável de que Deus sabe o que faz!

Assim, para “encontrarmos” Deus, para percebermos a presença de Deus em nossas vidas, devemos “buscar a Deus de todo o nosso coração”; Ao invés de nos preocuparmos com nossas vidas, com o que haveremos de vestir ou de comer, devemos passar a orar sem cessar, a invocar Deus, até sermos “achados do Senhor”! Sim, há um momento sublime em que Deus se revela a nós na oração, e em que todos os pensamentos cessam. É um momento de pura percepção, no qual desvela-se a realidade de que Deus é o único Ser Real, a única Consciência, na qual há plena perfeição.

No evangelho de João há uma revelação: “No início era o Verbo; o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Ainda é assim! O Verbo continua sendo Deus. O Verbo é a “consciência divina”! Jesus estava consciente de sua “identidade divina”. Assim, além de se identificar como sendo o “filho do homem” ele também se identificava como sendo “filho de Deus”. Humanamente todos somos filhos do homem, e todos os filhos do homem que estão conscientes de sua identidade espiritual são “filhos de Deus”.

Para nos tornarmos conscientes de que somos “filhos de Deus” devemos “nascer novamente”. Não se trata de um novo nascimento físico, mas, de um nascimento espiritual, pois, “todo aquele que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é Espírito”. Nesse “novo nascimento” nossa vida já não é a vida do personagem, da pessoa que estamos sendo, mas sim, a Vida de Deus que está Se expressando através de nós e como nós. A partir desse “novo nascimento”, espiritual, nos tornamos conscientes de que não somos nós que vivemos, mas sim, Cristo é quem vive em nós! Cristo é o Verbo, a “consciência divina” em nós. Ninguém chega a Deus senão através desse “nascimento”, que revela essa “consciência divina”. Nascendo em espírito nos tornamos conscientes dessa “filiação divina”, de que somos a “imagem e semelhança” de Deus, e temos a Vida eterna.

Desperte a percepção da “consciência divina”, a percepção consciencial. Observe essas instruções e perceba como se trata de uma real revelação:

“E então Me invocareis, e ireis, e passareis a orar a Mim, ..."
Então, Invoque a Deus, vá em frente e passe a orar!

“e Eu vos ouvirei.”
Sim, Deus é real! Esta “consciência divina” em você é real, e te ouvirá!

“Buscar-Me-eis, e Me encontrareis quando Me buscardes de todo o vosso coração.”
Veja! É uma promessa divina, de que Ele será encontrado quando orares !

“Serei achado de vós, diz o SENHOR”
A vitória é certa! O próprio Senhor o confirma! Nada mais é necessário!

“e farei mudar a vossa sorte."
A quem chegou até aqui, e percebe “a revelação”, a sorte já está mudada!

Estarmos unido a Deus é nos mantermos despertos consciencialmente. Sejamos "fiéis" a essa nova e eterna aliança "não feita por mãos humanas".

Que o homem (a percepção mental humana) não separe o que Deus (a Consciência do Ser) uniu. Esta separação ocorre no exato momento em que ativamos a percepção mental e "julgamos". Julgar significa valorar mentalmente algo como bom ou mau, certo ou errado. Apenas desfrutemos o universo de Deus onde realmente habitamos.

Estarmos "casados" ou "em união com o divino" é estarmos conscientes de que vivemos num universo espiritual, puramente consciencial, no qual a atividade de Deus pode ser percebida em cada movimento, em cada acontecimento, em cada momento e em todas as formas. Nossa real identidade é a de Filhos do Altíssimo. Mantenhamo-nos nesta percepção, nesse estado consciente de eterna união com o divino! Esse é o casamento espiritual da aparência (o personagem que estamos sendo) com a essência ( o Ser que realmente somos).

Mantenhamo-nos todos na Presença, sempre fiéis à nossa "aliança com Deus"!

Saudações e que a paz seja com todos!



domingo, fevereiro 08, 2015

Revelações do Mestre

- Núcleo -


"Chegará o dia em que aparentemente desaparecerei da face da Terra, e então pensarão que Masaharu Taniguchi morreu. No entanto, jamais morrerei. Irei encontrá-los novamente. Poderemos encontrar-nos novamente, e nessa hora os senhores também estarão com outro aspecto, mais esplêndido e cheio de vitalidade, e não será só uma vez; vamos nos encontrar várias vezes, pois, nós,  que somos filhos de Deus, estamos todos ligados por um elo divino e jamais acontece de nos separarmos de alguém que encontramos uma vez. Masaharu Taniguchi está presente em todos os senhores. Masaharu Taniguchi irá se manifestar em grande número de pessoas e extinguirá todas as teorias materialistas errôneas existentes no mundo inteiro, e assim a humanidade será salva da destruição."
(Masaharu Taniguchi)


Divinos Personagens,

Estou transcrevendo esta mensagem de Masaharu Taniguchi, a fim de que reflitam, desfrutem e compartilhem. Masaharu Taniguchi, líder e fundador da Seicho-No-Ie, escreveu esta mensagem pouco antes de seu “aparente desaparecimento da face da terra”. Uma forma de compartilhar esta mensagem é torná-la conhecida de todos a fim de que possamos desfrutar o presente.

Compartilho aqui as Palavras da Fonte, que vivificam e confirmam as Palavras da Mensagem de Masaharu Taniguchi.

É chegado o momento de se perceberem a si mesmos “com outro aspecto, mais explêndido e cheio de vitalidade”!

Esse “outro aspecto” emerge de uma visão unitária, uma percepção na qual o Mestre não está fora e Sua mensagem não está distante no tempo e no espaço, mas sim, está presente em cada um, agora. Em verdade o Mestre já está presente em todos, pois, Sua mensagem foi amplamente difundida e conscientizada.

Agora, para que o Mestre emerja em cada um esta conscientização da mensagem deve consubstanciar-se na percepção de que o Mestre Vive em nós. Esta percepção é a de que vivemos porque o Mestre Vive em nós. Assim, Sua mensagem estará sendo realmente percebida e vivenciada e perceberemos o Mestre em nós; e Ele Se manifestará em muitos outros.

Com esta percepção, não mental, não dual, não fragmentada em “eu e o outro” ou em “passado, presente e futuro”, mas sim, consciencial, unitária, percebemos “o novo céu e a nova terra”, onde Deus Vive entre os homens, que é a realidade do Jissô, na qual o Mestre Vive. Então, o encontro com o Mestre se realiza e novos encontros se realizam, pois, percebemos que no momento da criação divina nos encontramos e que “estamos todos ligados por um elo divino e jamais acontece de nos separarmos de alguém que encontramos uma vez.”

Personificações da divindade, percebam sua real natureza e identidade de Filhos de Deus e permitam que o Mestre Se manifeste em “um grande número de pessoas” e que “a humanidade seja salva da destruição.” Esta destruição advém da “pendência para a carne”, que é matéria. Mas nos foi revelado e já nos conscientizamos de que matéria não existe.

Sabemos pelas Escrituras que “a pendência para a carne dá para a morte; e que a pendência para o Espírito dá para a Vida e Paz.”. Sabemos também que “o que é nascido da carne é carne e que o que é nascido do Espírito é Espírito.” Portanto, importa agora que todos tenhamos este “nascimento espiritual” esta percepção plena da realidade espiritual, para que possamos desfrutar da presença de Deus e das coisas de Seu Reino.

Deus está presente em Seu Reino e o Reino de Deus está em nós. Deus é o Mestre, a Realidade Suprema, e como Filhos de Deus, criados a Sua Imagem e Semelhança somos Filhos e herdeiros. Nossa principal “herança” é a percepção de nossa natureza de Filhos de Deus, que nos faz agir conforme nossa fé, conforme esta percepção, pois, não há verdadeira percepção sem ação. Aquele que percebe ser Filho de Deus tem os Pensamentos de Deus e age orientado pelo Espírito de Deus, como Filho de Deus. São estes os que cumprem o que foi revelado pelo Mestre de que “grande número de pessoas” iriam manifestá-Lo.

Percebam a Verdade manifesta nestas Revelações do Mestre;
Desfrutem Sua mensagem realizando o Mestre em si mesmos;
Compartilhem esta visão do Mestre, a percepção consciencial.

É chegado o Tempo!

Percebam, desfrutem e compartilhem.

Muito Obrigado.



sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Correta leitura da Palavra de Deus

- Núcleo - 


Quando pela primeira vez foi publicado este post, foi feito o seguinte comentário:

“Este texto comentado é um 'divisor de águas' neste blog! Nunca antes o próprio autor deste blog revelou tão abertamente sua percepção de Quem Somos; Nunca antes ficou tão explícito o que há no caminho espiritual para ser percebido e desfrutado por todos!"

Este post continua sendo um divisor de águas, e poderá sê-lo também pra você, leitor, tanto quanto foi para o divino personagem Gustavo, quanto foi um divisor de águas para Jesus quando num dia de sábado entrou na sinagoga, e levantou-se para ler... E disse: "Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos.” (Lucas 4:16-21)

Por que é divisor de águas?

A resposta está no próprio texto bíblico, neste detalhe: "e levantou-se para ler..." 
O detalhe não está no fato de Jesus ter lido a escritura mas sim em como a leu!
Jesus leu esta passagem com a Consciência de que é a palavra de Deus!

E como está escrito [em Hebreus 4;12], a Palavra de Deus "é viva e eficaz, mais cortante que qualquer espada de dois gumes; capaz de penetrar até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é sensível para perceber os pensamentos e intenções do coração."

Por tê-la lido com a percepção de que é de fato a palavra de Deus, Jesus começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos.” (Lucas 4:16-21)

É necessário que a Palavra de Deus seja lida com a consciência de que não provém da mente, a mente dos personagens, mas da própria Consciência. Com essa percepção as graças sempre serão dadas a Deus!

Em 1 Tessalonicenses 2:13 foi compartilhada esta percepção: “Outro motivo ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a Palavra que de nós ouvistes, que provém de Deus, acolhestes não como simples ensino de homens, mas sim como, em verdade é, a Palavra de Deus, a qual, com toda certeza, está operando eficazmente em vós, os que credes.”

Sobre a expressão "os que credes”, atentem que há uma grande diferença entre acreditar e crer, porque crer é ter fé, é perceber! O acreditar é algo mental e depende dos condicionamentos a que se expôs a pessoa (o personagem), enquanto o perceber é algo consciencial, livre de condicionamentos. Acreditar ou não acreditar não altera a realidade. No momento em que percebemos a realidade passamos a saber, a conhecer. E então tanto o "acreditar" ou "não acreditar" perdem o sentido. 

No momento em que alguém percebe que aquelas palavras de Isaías são em verdade a palavra de Deus expressa através de Isaías, há uma percepção de algo de validade atemporal e impessoal. Quando Jesus as lê, percebe que se trata da Palavra de Deus e por isso começa a dizer-lhes: “hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos.” 

O cumprimento da escritura em nós se dá apenas através da percepção da Verdade nela expressa, e não pelo mero acreditar em que ela é verdadeira. Jesus não disse: acredite na verdade e ela os libertará, mas sim conheça a verdade e ela os libertará!

Normalmente as pessoas acreditam no que vêem (com a mente) sem se darem conta de que o que vêem pode estar sendo apenas um simples efeito daquilo em que acreditam...

Sobre este ponto, o que se segue é um elucidativo exemplo de uma forma equivocada de ler em contraposição à leitura perfeita de Jesus sobre o que leu. Trata-se de uma leitora de A Verdade da Vida, que expôs objetivamente tudo o que via diante dos seus olhos (da mente), e escreveu:

“Eu li A Verdade da Vida, mas meu marido não se curou da doença. Tornei-me adepta, mas ele não se curou... Diversos tipos de infelicidade estão surgindo um após outro. Até agora, eu não vi realizar-se nada do que desejei, mas pelo menos este desejo gostaria que fosse atendido: quero que transfiram meu marido do cargo que está ocupando agora...”

Sobre esta “leitura” de A Verdade da Vida, Masaharu Taniguchi deu uma resposta a princípio lúdica mas muito profunda, dizendo: “Esta é a carta que recebi hoje de uma senhora. Que parte de A Verdade da Vida ela terá lido?”

Eis o ponto! 

A Verdade da Vida é uma revelação divina! Veio através de Masaharu Taniguchi, que foi a forma como Deus Sumiyoshi escolheu para aparecer no cenário do mundo fenomênico.

Será que os que lêem A Verdade da Vida o fazem da forma correta, assim como Jesus leu as palavras de Isaías, ou estão fazendo como essa leitora de A Verdade da Vida?

É essencial atentar ao fato de que mesmo diante de um texto que expresse a Verdade, como o texto bíblico de Isaías ou o texto de A Verdade da Vida, é necessária uma leitura correta, sem o que não haverá libertação dos pensamentos condicionantes de quem os lê, pensamentos esses que delimitam a representação divina vivenciada pelo personagem. 

Para enfatizar a leitura correta, Masaharu Taniguchi respondeu a carta da leitora e elucidou que:

“A Imagem Verdadeira da Vida já tem todos os desejos realizados” – este é o nosso ensinamento. Ainda que na face da Terra o tempo esteja nublado ou chuvoso, o Sol não está coberto de nuvens. Este é o Aspecto Verdadeiro. Da mesma maneira, ainda que este mundo se mostre adverso para nós, no Aspecto Verdadeiro temos todos os desejos já realizados. Se contemplarmos este Aspecto Verdadeiro, brotará a alegria em nossa alma. Brotando a alegria na alma, essa alegria manifestar-se-á no mundo das formas e nosso destino tornar-se-á feliz. 

Como essa senhora tem apenas queixas na “mente”, surgem-lhe somente motivos para queixas, de acordo com a lei “Os três mundos são a manifestação da mente”. Justamente porque a pessoa se queixa é que sucedem “coisas que lhe causam queixa”. A felicidade não virá se a pessoa ficar descontente com Deus, quando é ela própria quem está criando motivos de queixa para si. Realmente, tudo é feito conforme se crê. 

Quando eu digo “Se você não tiver queixas na sua mente, não surgirão coisas que lhe causam queixa”, os queixosos me respondem: “Se desaparecerem as coisas que me causam queixa, poderei deixar de me queixar; mas, aparecendo tantas coisas desagradáveis, não é possível deixar de me queixar”. E assim, queixam-se todos os dias, e esse “pensamento de queixa” é concretizado no dia seguinte em forma de “incidentes desagradáveis”; em consequência, queixam-se mais ainda. Assim, para tais pessoas, a queixa e a infelicidade giram num círculo vicioso interminável.

Isso acontece porque não conhecem a lei da mente. Como pensam ser real a infelicidade que está acontecendo agora diante de seus olhos, não conseguem alegrar-se por mais que o tentem, e suas queixas continuam interminavelmente. As queixas são como o carvão que move a locomotiva da “infelicidade”. Não adianta dizerem “Ó locomotiva da infelicidade, não se mova”, se essas pessoas continuam ativando o fogo na fornalha da locomotiva.

“Então, como poderemos deixar de nos queixar?” – perguntarão. Basta pensar: “O que está acontecendo agora diante de meus olhos é a materialização dos meus pensamentos do passado, os quais estão se apagando desta forma. Graças a Deus!” Em seguida, agradecendo, mentalizar: “Seja o que for que esteja acontecendo diante de mim, isso é apenas a projeção dos pensamentos e não existe de verdade. Na verdade, agora, eu, meu marido e meus filhos somos todos saudáveis e felizes... Graças a Deus!”.

A mente é a origem de todas as coisas. [A Verdade da Vida, vol. 37, páginas 131 a 133]

Por fim, a Palavra de Deus é percebida consciencialmente e percebemos que não provém de nossas mentes e nem das mentes de outros personagens. Ela vem realmente de Deus, por isso damos graças a Deus. Dar graças a Deus está presente tanto na mensagem de Masaharu Taniguchi quanto é enfatizada em Tessalonicenses e repetida aqui: “Outro motivo ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a Palavra que de nós ouvistes, que provém de Deus, acolhestes não como simples ensino de homens, mas sim como, em verdade é, a Palavra de Deus, a qual, com toda certeza, está operando eficazmente em vós, os que credes.”

"Os que crêem" não são aqueles que acreditam (mentalmente) na onipresença divina, mas os que a percebem! São estes os que tem fé!

"Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem." [Hebreus 11:1].

Notem que não é aquilo que vêem o que move os que tem fé, mas o que percebem (consciencialmente) e que na maior parte das vezes ainda não está visível aos olhos da mente dos personagens. Por isso os que verdadeiramente tem fé são aqueles guiados pelo Espírito de Deus e não pelo pensamento de suas mentes, por isso são chamados Filhos de Deus, como está em Romanos 8;14: “Porquanto, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." 

E os que percebem, agem. Por isso no Núcleo é dito que não há percepção sem ação! Ao perceber Jesus agiu e disse: 'Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos”.

Agora é com você! Que “leitura” fará desta percepção divina compartilhada por Jesus?

A sua postura diante do texto de Isaías, que já foi identificado como a Palavra de Deus e lido corretamente por Jesus, poderá ser para você um divisor de águas em sua vida!

Namastê.



terça-feira, fevereiro 03, 2015

"O Espírito do Senhor está sobre mim"

- Gustavo -

“E chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. E foi dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: 'O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.' E cerrando o livro e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: 'Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos.'” (Lucas 4:16-21)


A passagem bíblica acima destacada relata o início do ministério espiritual de Jesus, e ela comporta um fundamento ou princípio espiritual de grande importância. Em geral, as pessoas pensam que essa passagem bíblica foi escrita meramente para informar ou narrar um fato a mais do dia-a-dia de Jesus, e por isso aproveitam muito pouco do que está ali contido. O significado espiritual dessa passagem está presente (oculto) em cada ação e atitude tomadas por Jesus, que não por acaso foram ali registradas. Jesus sabia exatamente o que estava fazendo. Por isso, se pudermos compreender cada uma de suas atitudes, teremos condição de nos colocar na posição de fazer o mesmo que ele, ou seja: acessar a mesma Presença ou Consciência com a Qual ele se identificava.

Jesus identificou em si mesmo a unção do Espírito do Senhor. Estando à frente de toda a sinagoga, Jesus abriu o livro de Isaías (um profeta do antigo testamento, que viveu centenas de anos antes de Jesus). E em seu livro, o profeta Isaías dizia: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres, curar os quebrantados de coração, apregoar a liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor". Isaías era um profeta muito reconhecido devido à devoção e intimidade que tinha com Deus e às obras que realizava em Seu nome. Ao proferir que "O Espírito do Senhor está sobre mim, e me ungiu...", Isaías não estava profetizando, ele não se referia a um Messias que surgiria no futuro, tampouco falava sobre outra pessoa senão de si próprio. Mas, Jesus tomou as palavras de Isaías como válidas para si mesmoJesus compreendeu/reconheceu que a Verdade a respeito de Isaías era também a Verdade a respeito de si mesmo, o que permitiu a ele dizer diante de todos: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pelo que me ungiu... hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos."

É muito importante notar que em sua vida Jesus jamais se encontrou com Isaías, não o conheceu, e nunca teve algum contato com ele. Muito pelo contrário: Isaías e Jesus estavam distantes na existência não só por força separativa do espaço físico mas também do tempo; Isaías viveu na terra centenas de anos antes de Jesus. Apesar da atuação da poderosa força separativa de Maya (tempo e  espaço), Jesus identificou a verdade proferida por Isaías (centenas de anos atrás) como válida para si mesmo (hoje).

Ao reconhecer que a Verdade válida para Isaías era a verdadeira para si próprio, Jesus acessou a percepção adimensional e atemporal (sem tempo ou espaço) da Unidade, onde ele e Isaías estavam integrados, não-separados. Em tal dimensão, o Universo não faz distinção de lugares ou seres; Ele é ao mesmo tempo todos os lugares e todos os seres, impessoalmente. Todos os "seres" e "lugares" são o Universo.

Fazendo uma comparação com o plano cartesiano da matemática, na dimensão da Unidade o Universo pode ser representado como a "reta" ou "linha" traçada no papel. A reta nada mais é do que uma sucessão "pontos" conectados entre si; em uma reta, todos os "pontos" devem estar "colados" uns no outros, do contrário haverá uma "interrupção" na formação da reta, o que fará com que a reta deixe de ser uma "reta" e passe a ser uma "semi-reta". E uma semi-reta não é uma reta (por vários motivos: a reta é infinita, a semi-reta é finita; a reta é uma só e inteira, a semi-reta é dividida e incompleta, além de outras diferenças que não convém falar neste post, ou desviaremos do tema). Assim, o ponto "Isaías" não é o mesmo ponto denominado "Jesus". Mas ambos são a reta - formam a reta (compõem a reta, integram a reta). A reta no ponto chamado "Jesus" é a mesma reta no ponto chamado "Isaías". Eis os princípios da Unidade e da Individualidade dos quais se reveste o Todo Universal.

Por exemplo: Uma reta (a reta inteira) é vermelha, vibra na tonalidade "Om", exala agradável essência de lavanda. O ponto "A" ouve o ponto "Z" dizer de si mesmo: "minha cor é vermelha, eu vibro na tonalidade OM, e exalo agradável odor de lavanda". Nesse caso, o ponto "A" poderá afirmar o mesmo sobre si, desde que reconheça que ele e o ponto Z estão na mesma reta. As características do ponto Z existem em razão da reta, e não em razão do próprio ponto Z. E não importa que o ponto Z esteja longe, aparentemente distante do ponto A: o que vale para o Z, lá longe onde ele está, vale também para o ponto "A", "B", "C"... pois a reta é sempre a mesma - a validade é conferida em decorrência reta e não do ponto. A verdade sobre a reta é uma verdade universal, e vale para todos os pontos.

Retomando: Jesus, abrindo o livro de Isaías, achou o lugar que estava escrito: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, curar os quebrantados de coração, apregoar a liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor" ". E imediatamente fez identificação total com as palavras reveladas por Isaías. Com esse exemplo, Jesus ofereceu a mim, a você, e à humanidade toda a possibilidade de "seguí-lo", ou seja: abrir também o livro de Isaías e reconhecer que "O Espírito de Deus é sobre mim, e me ungiu". A unção que estava com Isaías e Jesus está também com cada um de nós que hoje tomamos o conhecimento dessas palavras.

A condição de separação que existia entre Jesus e Isaías é a mesma que há entre Jesus e cada um de nós. Olhando a partir de onde Jesus se encontrava, Isaías estava longe, no passado; olhando a partir daqui onde estamos, Jesus aparenta estar distante há 2000 anos. E hoje nós podemos abrir o livro da Bíblia e ali encontrar palavras/afirmações tremendas da verdade ditas por Jesus: "Eu e o Pai somos um", "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida", "Quem me vê a mim, vê Aquele que me enviou". Através do exemplo e atitude que demonstrou diante de todos os que estavam na sinagoga, Jesus ofereceu-nos a oportunidade de "seguí-lo", mostrando que também podemos nos identificar com as palavras e as revelações divinas e sagradas, exatamente como ele fez.

Jesus se proclamou o filho unigênito de Deus, e disse: "Eu e o Pai somos um". Buda disse: "Eu sou o único iluminado em todo o universo". Krishna disse: "Eu sou Brahmam, o Único, o Imperecível. Sou o Brahmam imanente em tudo, o Espírito que habita em todas as coisas".

O que Jesus disse de si mesmo é válido para a humanidade inteira, hoje. O que Buda disse de si mesmo também é válido para a humanidade toda, hoje. O que Krishna afirmou sobre si mesmo também é a verdade sobre todos, hoje. É a Unidade do Todo que nos outorga autoridade para afirmar tais verdades sobre nós mesmos. E é através de nossa identificação com essas Verdades que passamos a percebê-las como reais e efetivas. A identificação torna-se percepção consciente. É necessário coragem para fazer essa ousada identificação, porque a mente coletiva da humanidade, dotada de complexo de inferioridade, está abarrotada de sentimento de auto-punição e de pensamentos de culpa, não-merecimento, pecado. Estas são as características da mente que projeta a separatividade: ela projeta a "exclusão", o "afastamento", o "eu não mereço", "não sou digno" - estes são os símbolos que representam a mente separativista. A Mente Una, por sua vez, é representada pelos símbolos: "eu estou incluso", "faço parte, "eu mereço", "sou digno".

Isto é uma revelação, uma percepção que cada um deve ter, não é um mero ensinamento teórico. A consciência de que “o Espírito do Senhor está sobre mim” nos faz “ungidos” do Senhor. Os personagens inconscientes (que escutavam Jesus falar na sinagoga) não aceitavam esta percepção nem para si, nem para outrem, por isso muitos se escandalizaram com a revelação de Jesus. As pessoas que lá estavam (identificadas com a mente separatista) aceitariam com naturalidade a afirmação de que “o espírito do mundo está sobre mim”, mas elas não aceitam que alguém perceba que: “o Espírito do Senhor está sobre mim”.

Afine-se com a Mente Una, exatamente como Jesus fez, ao reconhecer: "hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos". Hoje, também, todas as escrituras sagradas e todas as Verdades universais estão se cumprindo aqui, exatamente onde estamos, em quem somos.



*Nota: Se você gostou da abordagem do texto, e deseja saber mais sobre a percepção mental e a percepção consciencial, acesse a série: "Preleções Nucleares: A Unidade Essencial", clicando aqui.


sábado, janeiro 31, 2015

Não seguir, mas ser o Mestre

- Núcleo -


"Só de levantar o seu braço, ou se movimentar, isso só é possível pela força de Deus. Enquanto você achar que realiza as obras, sempre vai ser uma pessoa limitada, é preciso anular o seu “eu” e manifestar Deus. Deus está dentro de nós e em todas as coisas que nos cercam, qualquer problema pode ser resolvido por Deus. Assim entregando nas mãos Dele, e anulando nosso “eu”, ele vai resolver os problemas, movendo as pessoas que nos cercam, beneficiando a todos." 
(Do livro A Verdade vol. 9, de Masaharu Taniguchi)

...“E então você abre espaço para perceber que ao anular seu eu, você não anulou nada em você, ao contrário você somente afirmou mais o seu Eu Real pois o Eu de Deus não é algo separado do seu eu!”


Esta revelação sobre sua real identidade pode ser visualizada da seguinte forma: O seu “Eu Real” é o Ator, é Quem você É; e o “seu eu” é o Personagem, é quem você está sendo, quem você está representando. Perceba que não existe distância alguma entre o “Ser divino”, que você É, e o “ser humano” que você está representando.  A mente do personagem acredita que você é o ser humano; mas a Consciência do Ser sabe que você É o Ser divino!

Perceba que o Ator divino que você É (o Ser consciencial) pode existir sem que esteja representando. Quem você É não depende da existência do personagem que você está sendo. Mas a existência do personagem depende de um ator que o esteja interpretando. Quem você está sendo (o personagem) não existe separado de Quem você realmente É (o Ser Real).

Sua identidade como um Ser Humano – o ser que vive num universo material –, é uma representação. Sua identidade como um Ser Consciencial – o ser que Vive num universo consciencial, o Universo da Consciência de Deus –, é Real. O ator é real, o personagem é a representação.

Alguns questionam:

1) Porque as pessoas/as “personas”/as máscaras do Ser/ vivem sempre a representação? 
Porque usam apenas a percepção da mente dos personagens que representam.

2) Como é possível viver a realidade divina?
Usando a percepção da Consciência do Ser que todos somos, a percepção consciencial.

3) Como é possível usar a percepção consciencial?
Agindo como Quem você É!

4) Como é possível agir como o Ser e não como o personagem?
Sendo Quem você É!

É isso o que todos os Mestres da humanidade vieram ensinar!

O intuito dos religiosos é que você professe a religião que eles professam; mas o desejo dos Mestres sobre os quais as religiões foram fundadas é que você seja a mesma verdade, ou seja: Quem eles são! Que percebam o que eles percebem! Que estejam onde eles estão!

Exemplo: Um cristão te dirá para seguir os ensinamentos do cristianismo; mas Jesus orou a Deus para que todos aqueles que Deus fez chegar até ele “fossem Um”, com Ele e com Deus!

Um mero seguidor da Seicho-No-Ie te dirá para seguir os ensinamentos da Seicho-No-Ie, os ensinamentos de Masaharu Taniguchi. Mas Masaharu Taniguchi disse que todos os seus seguidores são Masaharu Taniguchi!

Religiões pertencem à Representação, ao mundo fenomênico. O real Mestre está na Realidade Única. O divino personagem que “apareceu como” Masaharu Taniguchi é em Verdade Deus Sumiyoshi! Este é o Ser Real por trás de Masaharu Taniguchi, que é um Ser Consciencial, uno com Deus; que sabe ser o próprio Deus!

Antes de aderirem às razões das mentes dos leais seguidores de uma ou de outra religião considerem o esclarecimento dado por Masaharu Taniguchi no livro “A Verdade da Vida, volume 7”, de que “Seicho-No-Ie” é um estado em que todas as pessoas procedentes das mais diversas religiões/linhas/filosofias conseguem viver amistosamente, dando-se as mãos, como membros de uma única família – isto é “Seicho-no-Ie”.

A divisão entre seguidores de diversas denominações cristãs, e mesmo a divisão entre seguidores da Seicho-No-Ie, é mental, e só faz sentido para as mentes dos personagens que aderem aos argumentos dos defensores de uma ou de outra.

O autêntico seguidor de Jesus Cristo é aquele que quer ser aquilo que Cristo orou a Deus para que fossem: Um com Cristo! O autêntico seguidor de Masaharu Taniguchi é aquele que Ele revelou que É: Um Masaharu Taniguchi!

Não se considerem apenas como seguidores de uma religião.
O Mestre atua na Representação e revela Quem todos somos!
O Mestre atua na Representação para reconduzi-los a Deus!
Cristo faz isso; Masaharu Taniguchi faz isso. Sim, Eles vivem!
A “sede” da verdadeira “religião” destes Mestres está no céu!
E esse céu está na Realidade Divina, não na Representação!

O Mestre não Se vela!
O Mestre Se revela!

O Mestre não Se afasta e não desampara!
O Mestre está Se revelando Aqui, Agora! [no mundo em meio ao caos aparente]

Aquele que se dirige ao “amplo salão interno” de sua própria religião O percebe! É possível percebê-lO em sua “religião”, mas você terá que estar “no Núcleo” da sua própria religião!

Reflita:

Você pretende continuar sendo um eterno seguidor de Cristo?
Ou aceita ser o que Ele orou para que você perceba: Que É “Um com Cristo”!
Você pretende apenas continuar sendo da Seicho-No-Ie?
Ou quer perceber que É Masaharu Taniguchi!

Ser um Masaharu Taniguchi significa que você estará sempre percebendo que o local onde está é “Solo Sagrado”, que Sua realidade é o Jissô! E que “todo homem é Filho de Deus”, quer eles saibam disso ou não! E Sua Luz se projetará em qualquer lugar que estiver, pois, onde você estiver, lá estará o Mestre! Ele não está separado de você. Ele é sua própria Vida e sua própria Verdade. O Mestre sempre será sua Fonte de inspiração!

Portanto, estando neste “amplo salão interno”, neste núcleo, você vai estar olhando para o preletor no púlpito e ver Jissô, ver Deus, ver o Ser Real, não importando se é o preletor da Seicho-No-Ie que está pregando, ou mesmo se é um pastor, se é um rabino ou um padre! A sua relação será sempre com Deus!

Deus “aparecerá à sua mente como um personagem”, porque você está na representação, mas a qualquer momento Ele mesmo Se revelará dizendo, como fez Cristo aos discípulos: “Não Tema, sou Eu!”

Neste instante você perceberá que a Única Realidade é Deus!
Saberá que você não tem existência real nesta “representação”!
E perceberá, por fim, que é Quem você É Quem te faz saber isso!

Da mesma forma que É Quem Sou que me faz saber isso.

Namastê!



quarta-feira, janeiro 28, 2015

"Eu Sou Krishna"

- Núcleo -


No Gita, Krishna disse a Arjuna: “Eu sou a testemunha; por Mim, este aglomerado de cinco elementos chamado Universo, todos estes objetos móveis e imóveis, são formados. Seja qual for o nome ou a forma adorada, Eu sou o Destinatário, porque Eu sou a Meta de todos. Eu sou o Único. Não há nenhum Outro. Eu Mesmo Me torno o Adorado, através de Meus muitos Nomes e Formas. Não apenas isso, Eu sou o Fruto de todas as ações, o Doador do Fruto e o Instigador. Perceber-Me é verdadeiramente a libertação. É o Jivanmuktha (libertado mesmo enquanto vivo) que alcança essa realização. Arjuna, se alguém aspira tornar-se um Jivanmuktha, deve-se eliminar totalmente o apego ao corpo.” (Sathya Sai Baba)


Divinos Personagens,

Que bela mensagem escolhida pelo Ser, a quem desde já reverencio e agradeço!

Krishna (a divindade) declara:

“Perceber-Me é verdadeiramente a libertação.”

E também:

“É o Jivanmuktha (libertado mesmo enquanto vivo) que alcança essa realização.”

Atma é o Ser Real. Jiva é o personagem. Muktha (libertado) provém de Moksha, que significa libertação. A vida é a representação divina.

O personagem (Jiva) deve aspirar por conhecer sua real identidade (Atma), ou seja, deve perceber Quem ele É. Quando na representação divina esta percepção da real identidade ocorre ao personagem, ele é chamado “Jivanmuktha” (aquele que está liberto mesmo enquanto vive, mesmo enquanto representa).

No momento em que o “Jivanmuktha” percebe que a real identidade do personagem (Jiva) é o Ser (Atma) ele então pode declarar: “Eu Sou o Atma”, ou como disse Cristo: “Eu e o Pai somos Um.”

O Atma (o Ser Real) quando considerado independentemente da representação divina é descrito como Paramatma (Deus Absoluto). A mais alta realização é perceber que a única realidade é Paramatma (Deus Absoluto). E sendo o Paramatma o “Deus Absoluto”, significa que não há nada além de Si mesmo. Paramatma é também o Deus descrito como "o Todo-Poderoso".

Entre os “Poderes” do “Todo-Poderoso”, está o “Poder de Agir”. Porém, não há ninguém e nada além de Si mesmo, por ser Deus o “Absoluto”, ou seja, a “Única Realidade”. Mas não há limites para Deus. Tendo o “Poder de Agir”, e não tendo limites, Deus age! E, sendo a “Única Realidade”, Deus cria em Si mesmo um universo divino no qual manifesta o Seu “Poder de Agir”! Com Seu Poder de Agir, o universo que Deus criou foi o algo mais divino que se possa conceber: Um universo de seres plenamente conscientes de Quem são, de que são todos o que Deus É, de que É o Ser Real, o Único! 

Embora este universo de seres conscientes de Quem são esteja além do alcance das palavras e da imaginação - porque existem muitos seres mas que são todos o mesmo Ser -, é Real. É o universo da Consciência de Deus. No Núcleo este universo criado por Deus é chamado de universo consciencial. Na Seicho-No-Ie é chamado de Mundo da Imagem Verdadeira, ou  Jissô. No cristianismo é chamado de Paraíso ou Reino de Deus. No budismo é o Nirvana. Como disse o poeta, uma rosa é uma rosa, seja qual for o nome que se dê a ela…

Os seres conscientes de Quem são tem consciência deste “Poder de Agir” e criam uma representação divina, um universo onde tudo é possível, inclusive com personagens que não têm a consciência de Quem são, e isto abre muitas possibilidades à própria representação! Por ser uma manifestação do Poder divino, a representação é muito realística! Nela tudo parece ser real: o cenário e uma multiplicidade de divinos personagens com muitos nomes e formas! Mas também, por ser uma representação divina, na qual tudo é possível, entre todas as possibilidades, na representação divina, está a possibilidade de que os divinos personagens possam voltar a ter consciência da realidade de Quem são!

Por isso, Krishna, sendo um dos “seres conscienciais”, mesmo estando na representação, mantém a consciência de Quem ele É, e declara: “Perceber-Me é verdadeiramente a libertação.”

E revela quem, na representação, ou seja, que tipo de personagem pode ter esta percepção:

“É o Jivanmuktha (libertado mesmo enquanto vivo) que alcança essa realização.”

Portanto, mesmo estando na representação, é possível “estar liberto” e ter esta consciência, a percepção de um Jivanmuktha, que no Núcleo é chamada de “percepção consciencial”.

Personificações da divindade:

Leiam com atenção o que acaba de ser comentado. Se o fizerem terão um benefício imenso! Pois, não se trata de um simples comentário. Trata-se de uma “versão atual” de uma Verdade atemporal capaz de libertar os personagens! Muitos personagens querem de fato saber a Verdade. Esta é uma grande oportunidade, pois a Verdade sobre a real identidade de cada um dos personagens do Ser está novamente sendo abertamente revelada. Todos podem tê-la!

Observem que nesta “nova versão” apresentada no Núcleo a ênfase não é dada a nenhum Mestre especificamente, mas sim, à percepção! O que importa é que você perceba sua real identidade, não importando a que Mestre segue! E é assim porque com esta percepção a Verdade será conhecida e o real Mestre emergirá em você! Pois, o verdadeiro Mestre está na Consciência do Ser que você É! Este “universo consciencial”, este Reino de Deus, o Nirvana, não está fora de você, nem longe de você. Estes conceitos de fora e longe são apenas conceitos, só existem na representação divina, não se aplicam ao universo consciencial, não se aplicam a Quem você realmente É. Não há de fato um Mestre fora de você, nem longe.

Por isso Krishna disse: “Perceber-Me”.

Assim, este comentário é para os que querem “estar na representação” mas não serem subjugados pela representação. Por isso é feita esta elucidação, e é dado este esclarecimento. É algo que não vem da “mente de um personagem”; é algo atemporal, algo que não vem da identificação com o Jiva, mas com o Atma!

A propósito: termos como “Jiva”, “Atma”, “Paramatma” vêm do hinduísmo e são usados para descrever a realidade divina. Na Seicho-No-Ie são usados termos como “mundo da Imagem Verdadeira”, “mundo fenomênico”, “Jissô”. No cristianismo são usados termos e expressões como: “Filho de Deus”, “O Verbo se fez Carne”, “Viver em Cristo”, etc. Ou seja: cada religião ou filosofia espiritual usa termos próprios e expressões como uma forma de resgatar o significado espiritual da Verdade que foi revelada por algum Mestre, mas que com o tempo e com as muitas traduções das palavras do Mestre e das muitas reinterpretações, foi se perdendo.

Em resumo, o comentário acima expõe de forma sintética o ensinamento compartilhado no Núcleo de que: A Única Realidade é Deus. Deus é o único Ser Real. Ele é Absoluto, ou seja, não há outro Ser Real. Toda a Verdade se resume nisto e poderia ser colocado um ponto final aqui. Alguns até ficam nesse ponto! Mas Deus é Todo-Poderoso. Ele pode tudo! Ele pode criar, ou seja, Ele pode “fazer existir o que não existe”. E Deus criou um universo de seres plenamente conscientes de Quem são, de que são o Ser Real, Único! Este universo criado por Deus é Real. É o universo da Consciência de Deus, o universo consciencial. Os seres deste “universo consciencial”, os “seres conscienciais” criaram uma representação divina. Estes “seres conscienciais” assumiram papéis na representação divina e estão representando…

Você é um ser consciencial como Krishna, e a representação divina não altera esta realidade! Todos os seres conscienciais são plenamente conscientes de que são a própria divindade. 

Não há uma nova verdade sendo revelada, pois, o ensinamento compartilhado no Núcleo é uma versão atualizada de uma verdade atemporal.

Por isso compartilho que: Não há sequer uma única nova verdade a ser revelada, nem mesmo uma nova consciência a ser desenvolvida. Nossa Consciência está plenamente desperta e já somos filhos de Deus, criados a Sua imagem e semelhança. O que nos falta é tão somente percebermos esta realidade nos desfazendo dos nossos condicionamentos.

Jesus disse: Conheça a Verdade e a Verdade te libertará.

Krishna disse: "Perceber-Me é verdadeiramente a libertação."

Não é possível “perceber o Ser” com a “mente do personagem”. Esta “percepção” não está na mente, mas, sim, na Consciência! A Consciência está na essência, no “núcleo do Ser” que você É!

“Vá para o Ser, para Krishna!”

Perceba-O, desfrute e compartilhe!

Namastê.



segunda-feira, janeiro 26, 2015

Sempre Aqui (Núcleo)




Após essa série de textos do Núcleo, deve ter ficado bem claro Quem sou Eu e quem é o personagem

Há uma unidade essencial entre o personagem e Eu, mas os personagens muitas vezes se percebem separados de Mim, como se essa unicidade não existisse. Mas ela existe, porque Eu sou, Eu existo, e estou aqui para garantir isso. Sei que somos um. Mas, para aqueles que estão profundamente mergulhados em suas "mentes de personagem", realmente irá parecer que o personagem existe independente do Ser - o Eu sou que Eu sou. Eles terão a impressão de que estão separados de Mim. 

Mas Eu estou aqui para lembrá-los, por intermédio de inumeráveis meios, que Eu estou sempre aqui. Aqui mesmo "Eu apareço como...". Eu apareço como aquele que escreve este texto, e também apareço como texto escrito, e também apareço como aquele que está lendo o texto. Há uma unidade entre nós, que sou Eu mesmo. Percebam que estou aparecendo como esta bela música a fim de expressar Quem sou. E, ao expressar e compartilhar com você a realidade de Quem Eu sou, você poderá perceber-Me. 

Quando você Me perceber, verá que em verdade sou Eu percebendo a Mim mesmo. Somente identificado Comigo é que você será capaz de perceber-Me (e, consequentemente, perceber-Se); apenas enquanto um personagem, ter essa percepção é impossível. Mas isso não é impossível para você, porque neste momento Eu lhe revelo: Eu estou em você, você está em Mim. Quando você move a sua mão, sou Eu quem move a sua mão. Note a intimidade, a proximidade, a unidade que há entre nós! E ao perceber Quem move a sua mão, perceba (simultaneamente) Quem percebeu isso em você. Assim como o seu "movimento da mão" não pode ocorrer isolado de Mim, sua percepção também não existe isolada de Mim.

Perceba! Estou sempre em você, estou sempre aqui!





Por toda vida
Você procurou por Mim
Mas Eu estive
Sempre aqui!

Eu estava tão perto
Claro como a luz do sol
Ao céu aberto
Mesmo assim você não viu...

Eu sou farol
Pra quem se perdeu no alto mar
Sou na noite o clarão
Sou teu chão
Se o teu chão desabar...

A qualquer dia
Sem esperar
Você vai saber
Onde Me encontrar
Pois estou em você
E sempre vou estar!


sábado, janeiro 24, 2015

Perceba Quem sou!

 - Núcleo -


MARAVILHOSO!

Isso Sou Eu!

Essas mensagens vêm do Núcleo, Fonte ou Essência de Quem Sou…

Eu… estou aparecendo como os autores de todos estes textos…

Eu… estou aparecendo como os divulgadores destes textos…

Eu… estou aparecendo como cada um dos leitores destes textos…

Sim, Sou Eu!

Sou Aquele que Vive em você;

Sou Quem percebe em você;

Sou Aquele que te conduz:

Do irreal ao Real;

Das trevas à Luz;

Da morte à Imortalidade…

Sim, sou a Consciência que te faz consciente de Quem Somos…

Eu Sou em você a percepção de que só há Um de nós…

E somos inseparáveis como a paciência e a sabedoria…

Eu Sou Alfa e Ômega; Princípio e Fim de todas coisas.

Estou em você e em tudo; e tudo está em Quem Sou…

Eleve-se em percepção!

Interaja Comigo!

Você pode!

Sim, você pode porque Eu posso!

Sou Eu em você Quem tudo pode…

Aja percebendo Quem age em você…

Aja com renúncia aos frutos da ação…

Então perceba que Sou Eu Quem age!

Aja com essa consciência de unidade Comigo.

Dê cada passo consciente de que Sou Eu Quem dá os passos…

Siga seu caminho consciente de que Eu Sou o Caminho!

Seja verdadeiro e consciente de que Eu Sou a Verdade!

Viva sua vida consciente de que Eu Sou a Vida!

Perceba que é somente por Mim que se vem a Mim…

Sinta aquela percepção em você que Me percebe!

E saiba que essa percepção em você é a Minha…

Concentre-se nesta percepção que Me percebe!

Contemple tudo o que ela te faz contemplar…

Então medite! Perceba-se Um Comigo.

Meditar é perceber!

Perceber o que É!

É perceber o Real…

É perceber-Me…

E perceber-Se…

Sim, medite!

Você pode!

Eu posso!

Sou você!

Sou Eu…