"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

domingo, outubro 12, 2014

"Eu venci o mundo"

 Capítulo 18 

"EU VENCI O MUNDO”

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


A Verdade jamais é afetada pelo erro

A Bíblia contém inúmeras citações iluminadoras, verdadeiras fontes de inspiração, que podem nos servir como temas para darmos início às meditações de autotratamento. Não devemos encarar as citações como "promessas para o futuro", pois a Verdade sobre nós -- sobre o Eu que cada um de nós já É -- é a Verdade a nosso respeito exatamente AGORA, mesmo que, segundo o julgamento "deste mundo", tudo possa parecer testificar o contrário.

Um praticista de cura espiritual deve manter nitidamente em sua consciência este importantíssimo ponto: a Verdade jamais é afetada pelo erro. O Universo divino jamais é afetado pelos ilusórios conceitos ou falsas crenças que a mente humana cria ou retêm a seu respeito. Há um princípio! Absoluto! Portanto, mesmo que a "mente carnal" esteja testificando algum erro, a PERFEIÇÃO ABSOLUTA constitui o Fato verdadeiro existente, apesar de todas as aparências supostamente em contrário.

Mesmo que um aluno de matemática "erre na conta", e chegue à conclusão de que cinco maçãs mais cinco laranjas sejam onze frutas, a resposta "dez" continuará existindo, intacta, garantida pelo eterno princípio verdadeiro da matemática. Mesmo que a humanidade inteira, olhando para o quadro-negro, enxergue nele escrito aquele erro do aluno, o "onze", ou seja, mesmo que coletivamente esteja sendo dado aquele falso testemunho da presença do erro, a VERDADE continuará sendo o ÚNICO resultado realmente existente: o número "dez".

Precisamos analisar o Universo dessa forma, caso tenhamos por meta, "vencer o mundo". Precisamos RECONHECER o resultado divinamente revelado como o CORRETO, sempre presente, mesmo que "o mundo" nos traga seus incontáveis resultados FALSOS, que são desprovidos de qualquer princípio que os pudesse sustentar ou endossar.

Seriedade e Serenidade

Os princípios espirituais devem ser aplicados com seriedade e serenidade. Se o resultado da conta for DEZ, não precisamos ficar apreensivos ou preocupados em afirmar esse resultado correto centenas de vezes, ou em negar, um por um, resultados FALSOS para a questão em pauta. Os princípios devem ser utilizados "sem esforços mentais". A VERDADE É! O praticista é aquela pessoa que, diante dos infinitos resultados falsos para a conta, olha para todos eles considerando-os como um "todo falso". Por que? Simplesmente por já ter, estabelecido em sua mente, o único RESULTADO CORRETO possível. Por já ter, a priori, seguindo nossa analogia com a matemática, reconhecido o "DEZ" como a verdade para aquela questão.

O praticista é aquele que JÁ SABE A RESPOSTA DO TESTE, mesmo que este lhe seja apresentado juntamente com uma infinidade de alternativas possíveis.

Deixe o mundo do "quadro-negro"

O quadro-negro de uma escola aceita tanto o resultado correto como o incorreto de uma conta. A consciência do professor de matemática, já convicta do resultado certo, ao olhar para o "onze" escrito pelo aluno na lousa, imediatamente "enxerga" o "dez" em seu lugar. Sequer por um momento iria levar em consideração aquele resultado absurdo, ou erro, e tampouco iria correr o risco de admiti-lo como verdadeiro.

O Universo Real também existe incólume em nossa Consciência da Verdade. Todos os males e imperfeições sugeridos pela "mente carnal" são meramente "erros", resultados descabidos, pura ilusão insubstancial desenhada no quadro "este mundo". Para o praticista espiritual, o resultado único possível, diante de quaisquer "erros", é a presença constante da HARMONIA DIVINA! A ONIPRESENÇA DIVINA! Ele sabe, de antemão, que o Cristo é a única Vida presente como todos os seres; sabe, portanto, ser ele próprio este Cristo de Deus, e que todo suposto "paciente seu" é igualmente este mesmo Cristo. Desse modo, através deste discernimento espiritual, ele acaba por "vencer o mundo".

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sexta-feira, outubro 10, 2014

"Não são do mundo, como eu do mundo não sou"

 Capítulo 17 

"NÃO SÃO DO MUNDO, COMO EU DO MUNDO NÃO SOU" 
(João 17: 16)

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O foco de nossa atenção

Pelo condicionamento trazido pela "mente carnal", a humanidade se habituou a tudo conseguir através de esforços e lutas empreendidos no mundo percebido pelos sentidos físicos. O pior de tudo é que este condicionamento, de "aguardar vir de fora", abrange também o campo do estudo e conhecimento da Verdade. E assim, inúmeras pessoas, levadas por tais aceitações errôneas, ficam anos a fio à espera de um "MESTRE" que as possa salvar. 

Precisamos aniquilar radicalmente este ilusório condicionamento! Nossa atenção deve, necessariamente, permanecer centralizada na Verdade, e o FOCO desta atenção é unicamente o seguinte: EU SOU!

Quando o discípulo está preparado, o Mestre aparece

A frase “Quando o discípulo está preparado, o Mestre aparece”, é bem conhecida pelos estudantes da Verdade. Porém, levados pelo condicionamento da mente humana, muitos deles ainda estão À ESPERA do "mestre", ora tentando achá-Lo em algum ensinamento, curso ou livro, ora através de "preparações”, das mais variadas, na esperança de que através delas, um "mestre" lhes possa aparecer.

Além disso, há também pessoas que acreditam tê-lo encontrado! Mas, para elas, o "mestre" é alguma "pessoa iluminada", com a qual tiveram a oportunidade de trocar idéias e revelações sobre a Verdade. Desse modo, uma vez mais, as pessoas se limitam a reconhecer fora delas próprias a existência do "mestre prometido". Realizam cursos e mais cursos, lêem livros e mais livros, sentem-se um pouquinho fortalecidas, mas acabam por concluir que NÃO SE REALIZARAM PLENAMENTE! O motivo? O de sempre! Aguardar que "do mundo" lhes venha a "Minha paz". Obviamente, não somos contrários aos cursos, palestras e livros sobre a Verdade! Apenas alertamos que eles são um meio e não o fim. Cada pessoa precisa possuir nítida consciência deste ponto: O ÚNICO MESTRE QUE EXISTE CHAMA-SE: "EU SOU".

Quando alguém perceber que o EU que ele próprio já é, constitui "o Mestre", esta percepção será a "preparação única" a fazer com que "o Mestre" lhe apareça. Em outras palavras, "o discípulo preparado é seu Mestre"! Unidade! Quem se dedicar à Prática do Silêncio levando em conta todos estes pontos, acabará por comprovar que a Verdade é esta!

Encontrar o Mestre significa encontrar a Si mesmo

O "Mestre" é a Consciência Espiritual própria de cada um. Encontrá-Lo significa reconhecê-Lo. Quando "encontramos" a nossa Consciência Iluminada, estamos, na verdade, descobrindo nossa REAL IDENTIDADE, sempre-existente, pois, "quando vier o Consolador, ...ele testificará de MIM. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio."

A função dos princípios

Os princípios de cura, que temos visto nestas páginas, não devem ser utilizados como instrumentos de luta contra os erros do mundo. Eles somente nos servem como alicerce momentâneo, durante a fase inicial de "autotratamento", para podermos soltar os falsos condicionamentos oriundos da "mente carnal" e perceber, na quietude do Silêncio interno, que JAMAIS FOMOS SERES DESTE MUNDO. Discerniremos que o "EU", a nossa Consciência Iluminada, é a própria Presença divina aparecendo COMO o " nosso ser".

Contemplemos esta Verdade: "Eu, do mundo, não sou", pois vivo no Meu reino! A despeito de todas as aparências ou crenças em contrário, EU, DO MUNDO, NÃO SOU! EU, simplesmente, SOU! Percebamos a profundidade da revelação de Cristo: "Não são do mundo, como eu do mundo não sou". E, mais importante ainda, percebamos sua validade para cada um de nós!

PSApesar de Cristo nos ter dito: "Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra”, Buda nos ter dito: "O homem jamais esteve no ventre materno", e a Ciência Cristã nos ter revelado que "Não existe vida, inteligência nem substância na matéria", a maioria vive, até hoje, à mercê destas crenças falsas! Por quê? Por não ter se dedicado a reconhecer radicalmente estas Verdades como VERDADEIRAS!

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quarta-feira, outubro 08, 2014

A miragem não se encontra no deserto

 Capítulo 16 

A MIRAGEM NÃO SE ENCONTRA NO DESERTO

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Se um andarilho, no deserto, repentinamente visualizar um lago inexistente, fruto de sua alucinação, esta miragem somente irá "existir" para a mente dele. A compreensão deste ponto é de vital importância na prática da cura espiritual. Se a miragem não se encontra no deserto, mas apenas na mente iludida da pessoa, seria ridículo acreditarmos que tal imagem mental ilusória pudesse, de alguma forma, atuar verdadeiramente no deserto, já que este, durante todo o tempo, permaneceria em seu estado originário, isto é, seco!

Sempre que estivermos diante de alguma situação de imperfeição, devemos, instantaneamente, "localizar" este quadro a nós apresentado. A tendência normal seria a de crermos que a "situação imperfeita" estivesse realmente acontecendo "lá fora", e que nós, de algum modo, devêssemos tentar "corrigir" aquela "imperfeição". Porém, do ponto de vista da "cura espiritual", nada conseguiremos positivamente, se formos agir desta forma. O quadro "este mundo", com todas as suas situações, boas ou más, não existe "lá fora"; tal qual a MIRAGEM, este quadro somente está "existindo" dentro da mente coletiva da humanidade.

Assim como o deserto permanece seco lá fora, sem lago algum, também o Universo Divino em que estamos, permanece perfeito, infinitamente perfeito, "lá fora", independente de quaisquer imperfeições por nós vistas na "miragem" criada pela mente carnal. Em outras palavras, deveremos abandonar radicalmente a errônea tendência de querer "curar", "melhorar" ou "corrigir" alguma situação supostamente presente "lá fora", no mundo.

O Procedimento Correto

Quando afirmamos que o Universo já é perfeito, e que o "mundo imperfeito" não existe "lá fora", não passando de uma espécie de filme ou quadro mental, presente em "nossa mente" (a ilusória mente coletiva), em geral surge esta pergunta: "Como transformar estes quadros mentais desarmônicos em quadros harmoniosos?” O praticista de cura espiritual não pode estar munido desta intenção: sua função é permanecer numa posição neutra e transcendental diante destes quadros falsos. Para tanto, ele se utiliza dos princípios de cura e da "Prática do Silêncio". Os princípios lhe dão a ajuda inicial no sentido de se posicionar de forma neutra, diante dos quadros ilusórios. Assim, caminhando contemplativamente rumo ao seu próprio íntimo, paulatinamente acabará por se descobrir em sua real identidade divina, "habitando no esconderijo do Altíssimo e repousando à sombra do Onipotente". Somente neste Silêncio interior poderemos constatar a veracidade do Poder Único e da Presença Única constituindo o NOSSO PRÓPRIO SER!

Há, aqui, um ponto importante a ser lembrado: os princípios não irão nos isolar das crenças coletivas para que possamos "nos tornar um com Deus". Eles apenas nos auxiliarão no RECONHECIMENTO de que JÁ ESTAMOS ISOLADOS DAS CRENÇAS UNIVERSAIS E JÁ SOMOS UM COM DEUS. A miragem jamais poderá ser isolada do deserto, pelo simples fato de ser meramente miragem. O homem jamais poderá ser isolado das crenças ilusórias, pelo simples fato de serem todas elas ilusórias.

Precisamos CONTEMPLAR a Realidade da maneira MAIS DIRETA POSSÍVEL! Sem esforços! Deus É! A Graça divina é de imediata e instantânea disponibilidade! 

Volte-se interiormente e reconheça o Reino DENTRO de seu próprio Ser; sinta-se imerso em Deus e interpenetrado pelo Amor Onipresente! Lembre-se do Ponto de Partida Fundamental do Autotratamento:

Diante de qualquer chamado de ajuda, 
solte imediatamente o nome, o corpo, a doença ou 
o problema do chamado "paciente", 
e passe diretamente 
à palavra"Deus".

Para ser entendido como a pessoa receberá a ajuda, sem que seu nome ou condição sejam informados ao praticista, podemos empregar a seguinte ilustração:

Suponhamos que as ondas espirituais perfeitas do Universo Divino fossem as ondas de televisão. Quando estas ondas são captadas pela antena coletiva de um prédio, passam a ser captadas por todos os aparelhos de TV ligados que estiverem no edifício. Assim, a antena coletiva terá captado uma "imagem coletiva", vista por todos os moradores do prédio. Se a antena coletiva receber os sinais da emissora de TV com a perfeição total, todos os aparelhos receberão a "imagem coletiva" também perfeita. O praticista de cura espiritual pode ser comparado à "antena que capta a perfeição". Todos os que a ele estiverem "ligados", em Consciência, receberão a "imagem perfeita" por ele captada. A antena coletiva não aperfeiçoa a onda emitida! Apenas CAPTA-A corretamente. O praticista também não tenta aperfeiçoar nada. Ele simplesmente capta e reconhece a PERFEIÇÃO DIVINA ONIPOTENTE E ONIPRESENTE. Assim, todos os seus "pacientes" poderão ser os "televisores" que transmitem as imagens perfeitas.

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segunda-feira, outubro 06, 2014

O Corpo Espiritual - O Templo Sagrado

 Capítulo 15 

O CORPO ESPIRITUAL - O TEMPLO SAGRADO

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Deus aparece COMO tudo o que realmente existe. Cada um de nós, inegavelmente, é um ser existente. Assim, como Deus totaliza a Existência real, cada um de nós somente pode estar sendo a própria manifestação divina individualizada, conforme nos revelam as Escrituras.

ONIPRESENÇA: Deus aparece agora COMO cada um de nós. Mas, sabemos que temos também um corpo; portanto, sendo Onipresente, Deus aparece também COMO o nosso corpo.

UNIDADE: Deus aparece COMO cada um de nós, e Deus aparece COMO o nosso Corpo.

AUTOTRATAMENTO: Não existe "o Corpo de Deus"e o "nosso corpo". O Corpo de Deus é o que vínhamos chamando de "nosso corpo". Somente existe UM CORPO, UNO, UNIVERSAL: Deus aparecendo COMO o Corpo-Universo e, ao mesmo tempo, especificamente COMO cada "Corpo individual". Deus é Espírito. O Espírito aparece COMO Corpo: UNIDADE ESPIRITUAL -- ONIPRESENÇA.O corpo que vínhamos considerando ser "o nosso corpo", nada tem a ver com o Corpo que aqui estamos considerando. Como temos visto, todo o Universo, reconhecido mediante os limitados recursos da mente humana, é uma "imagem mental finita", uma "sombra-una" da Realidade Una. Este chamado "corpo visível" não passa de uma imagem ou conceito do Corpo Espiritual, e não é existência verdadeira, por mais que pareça ser. Ele apenas é "integrante" do quadro ilusório: nada tem a ver conosco ou com nosso Corpo real.

Nosso Corpo verdadeiro é espiritual, invisível aos olhos da "mente carnal": é, portanto, transcendental, eterno e perfeito. Pessoa alguma consegue visualizar o seu próprio corpo com o auxílio da mente carnal. Quando realizamos o autotratamento relativo à cura espiritual, encaramos todo o cenário perceptível à mente carnal como ILUSÃO, sem deixarmos de incluir o "conceito de corpo" como componente do quadro ilusório. Passamos a contemplar todo o cenário a partir de um referencial ou ponto de vista transcendental com relação a ele.

Após o período de autotratamento, permanecemos numa atitude ATIVA de "escuta", aguardando a "percepção" da Presença divina aparecendo como o nosso ser. E é quando o ilusório conceito de dualidade se rende à Verdade Absoluta, transcendente às aparências deste "conceito de mundo" aceito pela mente carnal. O Cristo constitui AGORA a totalidade de nosso Ser. Já somos o Cristo em manifestação! Somos EXISTÊNCIA AUTÔNOMA em relação à falsa existência aparente -- o conceito ilusório a nosso respeito e a respeito de nosso corpo, "criado" pela mente carnal.

Quando afirmamos esta VERDADE, muitos fazem a seguinte pergunta: "Se somos o Cristo e se temos um corpo espiritual perfeito, por que não "vemos" esta realidade? A resposta é a seguinte: "Nós VEMOS esta Realidade, mas com os nossos "Olhos Reais". Os olhos humanos apenas vêem o "mundo de sua criação", ou seja, ilusão somente vê ilusão. Quando sumir a "mente que não vê o Cristo", terá sumido também a "mente" autora da pergunta. Tanto a "mente que pergunta" como a "mente que responde" são a mesmíssima "mente carnal", e devem ser reconhecidas como NADA! Isso feito, a Mente Onipresente, a nossa Mente verdadeira, Onisciente, revelará a natureza real de nosso Ser, e de nosso Corpo: NATUREZA ESPIRITUAL.

É por esse motivo que, num autotratamento, jamais levamos em conta o "corpo do paciente". Pelo contrário, abandonamos imediatamente aquilo tudo, cientes de que apenas deixamos de lado o "falso corpo" do mesmo, criado pela mente carnal, para reconhecermos o Princípio da Unidade: DEUS APARECENDO COMO O CORPO VERDADEIRAMENTE EXISTENTE, O ÚNICO CORPO EXISTENTE. E, ESTE CORPO JÁ É ESPIRITUAL E PERFEITO, jamais passível de curas.

O "conceito de corpo", aceito pela "mente carnal", jamais consegue interferir em nosso Corpo verdadeiro: uma ilusão jamais interfere naquilo que é real. A ilusão é para ser reconhecida imediatamente como "nada". A mente carnal coletiva emite seu "conceito de corpo", mas aquilo jamais se torna um corpo verdadeiro: não passa de simples imagem mental ou hipnótica -- sem realidade, substância, lei ou presença.

Para a mente carnal, é muito difícil aceitar que as suas "criações" são puríssimo "nada". Precisamos comprovar a Verdade por nós mesmos, aplicando com seriedade os "Princípios de cura" que, com naturalidade, nos levam a concluir que "temos a mente de Cristo".

Jamais devemos considerar o Corpo real como algo separado de nosso Ser. O Ser que Deus é, aparece COMO o Ser que cada um de nós é, e aparece COMO o Corpo que cada um de nós possui --- UNIDADE E INDIVISIBILIDADE: AQUI E AGORA! Entremos no Silêncio e contemplemos estas Verdades!

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmosPorque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (I Coríntios 6: 19-20)

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sexta-feira, outubro 03, 2014

A mente humana e suas armadilhas

 Capítulo 14 

A MENTE HUMANA E SUAS ARMADILHAS

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Comentamos rapidamente, no sexto capítulo, os três pontos principais que, de uma forma ou outra, influenciam a humanidade no sentido de impedi-la de vivenciar a Verdade a ela revelada, ou seja: que cada um de nós já é a própria Presença Viva de Deus na forma de Ser individual.

Os pontos que foram abordados são os seguintes:

a) complexo de inferioridade
b) autopunição inconsciente
c) falta de determinação para vivenciar a Verdade.

Precisamos analisar bem estes três fatores, caso ainda estejamos relutantes quanto a acolher os princípios espirituais e, deste modo, endossando as ilusórias sugestões da mente carnal e "vivenciando" as suas conseqüências.

Já vimos a base do estudo: ESTAMOS VIVENDO AGORA NUM UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO. SOMOS A PRÓPRIA PRESENÇA DE DEUS SE MANIFESTANDO COMO DEUS EM FORMA INDIVIDUAL. Estaríamos afirmando que "o homem já é Deus"? Sim! Exatamente isto! Mas, antes, deveremos entender claramente que aquilo que a humanidade rotula de "homem" não é Deus! Esta compreensão é fundamental!

O HOMEM É DEUS! Porém, devemos saber realmente em que consiste a natureza do "homem". Em João 12:45, encontramos a seguinte frase de Cristo: "E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou." Falava do "homem real", presente exatamente onde a mente carnal simplesmente via um "ser humano material". O Universo divino e seus integrantes são INVISÍVEIS para a mente humana! Assim, tudo que for visto humanamente é mero CONCEITO FINITO referente à Realidade espiritual onipresente, ou seja, mera "imagem aparente". Este CONCEITO não pode nem deve ser confundido com a REALIDADE.

Do ponto de vista espiritual, O HOMEM JÁ É O PRÓPRIO DEUS. E esta Verdade é uma realidade já manifesta AQUI e AGORA! Eu, você, todos os seres, somos exatamente AGORA a AUTO-EXPRESSÃO INDIVIDUALIZADA DO SER ABSOLUTO. Não devemos julgar "segundo as aparências".

A cura espiritual está diretamente ligada à nossa capacidade de "não julgar segundo as aparências". Já sabemos: as "aparências" não nos revelam a Realidade presente; e, somente isto já constitui motivo para as deixarmos de lado radicalmente. Nós não somos "vistos" pela mente humana da maneira que realmente nós já somos! A mente cria um "conceito visível", e nos induz a crer ser ele uma realidade. Desse modo, crendo que somos o "conceito falho", assumimos como nossos todos os defeitos e falhas apresentados pelo "conceito". Isto é a "ilusão". Quem, com esta aceitação ilusória, poderia acreditar que ELE PRÓPRIO É DEUS? Ninguém! Seria mesmo impossível! Nós, entretanto, "conhecemos a Verdade libertadora". Qual seria esta Verdade? O HOMEM É DEUS! A "aparência", este "conceito" forjado pela mente humana, é "ilusão": puro NADA!

A ilustração do espelho e a poeira

Se estivermos diante de um espelho empoeirado, nossa primeira impressão poderá ser: "O espelho está todo sujo". Mas, se analisarmos de outra maneira, poderemos concluir: "Existe poeira sobre o espelho". As duas conclusões, sobre o mesmo fato, apesar de parecidas, trazem idéias totalmente diferentes. No primeiro caso, o "espelho" e a "poeira" foram unificados: no outro, o "espelho" e a "poeira" foram considerados isoladamente. Mesmo que a poeira esteja sobre o espelho, o espelho estará sempre limpo, e a sujeira estará sendo a poeira em si. Assim, estaria incorreto afirmarmos que "o espelho estaria sujo".

Esta simples ilustração mostra o mecanismo sutil pelo qual nos isolamos das "crenças coletivas" para assumir que DEUS É O NOSSO SER INDIVIDUAL. As aparentes limitações, ou imperfeições, não fazem parte de nosso Ser real; assim, não podem ser "unificadas" e "incorporadas" ao nosso Ser. Eis por que a Bíblia registra: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito." 

Nos ensinamentos de O Caminho Infinito, como já vimos anteriormente, existe o chamado "Princípio de Impersonalização do mal", utilizado justamente para este fim: auxiliar-nos a separar o que "somos" daquilo que "não somos", ou seja, dar-nos a nítida visão de que "o espelho é o espelho, e a poeira é a poeira". Com a utilização correta do princípio, poderemos eliminar radicalmente todos os complexos de inferioridade e demais conceitos ilusórios que nos dificultavam a fazer a identificação sincera como nossa VERDADEIRA E ÚNICA IDENTIDADE: a nossa Identidade espiritual, o Cristo.

Os complexos de inferioridade, a falsa modéstia, a atitude tomada por aquele que diz: "Quem sou eu, para dizer que sou Deus?", tudo isso não passa de armadilha da mente humana. A pessoa, argumentando dessa maneira, sempre encontra uma justificativa para seus supostos erros. Ela acaba "ficando com o direito de errar", pois alega que somente Deus é perfeito. O ensinamento absoluto é radicalmente contrário a esta cômoda e ilusória posição. Neste estudo, a exemplo de Jesus Cristo, cada um deverá assumir, resolutamente, uma atitude de perfeição em todos os aspectos de sua vida. A recomendação deixada por Jesus foi a seguinte: "Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus." (Mateus 6: 48). Naturalmente, ele não esperava que o "conceito" de homem fosse perfeito, mas, que o descartássemos de nós, para que pudéssemos assumir nossa real condição divina, sempre imaculadamente perfeita!

Não devemos fazer uso de subterfúgios! PRECISAMOS VIVENCIAR A VERDADE REVELADA COM DETERMINAÇÃO CRÍSTICA! A Verdade é esta: SOMOS SERES ESPIRITUAIS PERFEITOS! Devemos reconhecer a perfeição divina manifestada COMO a nossa própria Vida! Nossa VIDA já é perfeita! É o Cristo! "Eu sou a ressurreição e a vida". 

EU, a CONSCIÊNCIA INFINITA ESPIRITUAL, SOU A "SUA" VIDA. Não devemos jamais confundir o nosso "Eu Perfeito" com esse aspecto visível aparente, ou com seus ilusórios pensamentos. Sempre que notarmos, em nós, algum comportamento que difira da perfeição, deveremos decididamente IMPERSONALIZAR O ERRO: "Isso nada tem a ver comigo! São pensamentos hipnóticos sugeridos pela "mente carnal". Somente existe a Mente divina! E esta, sim, é a Minha Mente!"Se persistirmos nestes autotratamentos, rapidamente eliminaremos os complexos de inferioridade e os sentimentos de culpa e autopunição. Mas, isto nos irá requerer DECISÃO!

Após "impersonalizarmos o erro", deveremos dar o passo seguinte, e aplicarmos o já visto "Princípio de nadificação", reconhecendo que, como DEUS É TUDO, o "erro" é NADA: sem substância, realidade, ou poder.

A chamada "mente carnal" não é mente verdadeira. Trata-se de uma "crença ilusória" em dois poderes. Aceitemos, com determinação, a Verdade de que DEUS É O ÚNICO PODER, e fiquemos livres da atuação hipnótica desta falsa crença e de suas armadilhas em nossas vidas.

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quarta-feira, outubro 01, 2014

Como Aplicar a Verdade Libertadora

 Capítulo 13 

COMO APLICAR A VERDADE LIBERTADORA

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Iremos, à medida que formos acompanhando o presente texto, aplicar os princípios já vistos anteriormente, e que permitem a atuação direta da Verdade em nossas vidas.

Somos, neste exato instante, a própria EMANAÇÃO DIVINA -- uma Existência Eterna -- isenta de quaisquer conceitos de bem e de mal. Somos um SER PURO! SIMPLESMENTE SOMOS! Isto, de forma individual, representa o fato de que EU SOU! Nada além disso: EU SIMPLESMENTE SOU!

O Ser que EU SOU, já é o Cristo (O Ungido). Isento de quaisquer pecados, carmas ou limitações! As crenças coletivas não podem operar através de minha Natureza Crística! A Minha Mente, um instrumento divino, unicamente permite a atuação da Verdade em minha vida!

Reconheço, desta maneira, que tanto eu quanto todas as demais pessoas, estamos também formando ou sendo esta plenitude da Unidade Divina, totalmente isolados das crenças falsas em dois poderes.

Acabo, agora, de aplicar o Principio de Impersonalização do erro, difundido por Joel S. Goldsmith. Reconheço que o mal nada mais é que uma simples aparência -- um quadro mental -- sem nenhuma relação com alguma pessoa ou condição.

Sinto a Presença de Deus sendo o Ser que EU SOU. Apesar disso, continuo vendo este "mundo aparente", constituído de uma sucessão de quadros mentais. Apesar de vê-los, mantenho-me internamente isolado deles. Vejo-os de um ponto de vista transcendental. Assim, apenas os observo sem a mínima intenção de modificá-los. Também não os rotulo de quadros "bons" ou "maus"; Simplesmente encaro-os serenamente e numa atitude de total neutralidade. (sem julgamentos)

A partir de agora, sejam quais forem as pessoas ou condições presentes neste quadro mental por mim observadas, eu reconheço tudo aquilo como simples cenário hipnótico -- transitório, sem poder, sem substância, jamais vindo de Deus! Conseqüentemente, reconheço que quadros desse tipo são o puríssimo NADA! Sim, se estes quadros não são eternos, não são provenientes de Deus. E, se não vieram de Deus, eles simplesmente NÃO VIERAM DE LUGAR ALGUM! São simples MIRAGENS!

Desta forma, aplicamos o Princípio de Nadificação do erro: o erro é NADA desde o princípio: não pode desaparecer justamente porque jamais teve início ou chegou a existir.

A localização do "quadro hipnótico" que contém o bem e o mal

Como já dissemos, os conceitos de bem e mal são ilusórios. Não existem no Universo Espiritual em que agora (e sempre) vivemos. Os quadros mentais sugeridos pelas crenças coletivas NÃO PODEM JAMAIS SER PROJETADOS NO MUNDO EXTERIOR! Onde estariam? Unicamente na ilusória "mente carnal". Entendendo-se este ponto fundamental, isto é, que as imagens que vemos como "Este mundo" nunca estão exteriorizadas, mas sim sempre "presentes" dentro da mente carnal -- a falsa mente que acredita em dois poderes, quando, na verdade, há somente UM --, compreendido este fato, compreender-se-á também o motivo de não necessitarmos de "modificar", "curar" ou "melhorar" alguma pessoa ou condição do MUNDO EXTERIOR.

Este é o segredo: O MUNDO EXTERIOR É SEMPRE PERFEITO! Nele, as obras de Deus são permanentes, já estão realizadas. O "mundo defeituoso" somente aparenta existir, mas não passa de um "quadro mental", uma espécie de sonho, presente apenas como forma hipnótica na mente humana, sem realmente estar existindo. A experiência das pessoas hipnotizadas, que viram quadros inexistentes a elas sugeridos por um hipnotizador, bem ilustra este mecanismo.

Isto elucida melhor o fato de termos dito, em capítulos precedentes, que "o paciente" do praticista de cura espiritual nunca é uma pessoa ou condição do mundo exterior. Naquela ocasião, afirmamos que “o nosso paciente será a todo instante este "quadro mental" que tenta se fazer passar por Realidade, mas que não passa de uma "aparência”, ou de uma ilusão(vide Cap. 08)

Uma vez compreendido que o "mundo aparente" é somente um quadro mental, entenderemos a afirmação de que:

JÁ ESTAMOS, EXATAMENTE AGORA, 
NO PERFEITO UNIVERSO ESPIRITUAL DE DEUS, 
VIVENDO COMO A PRÓPRIA EMANAÇÃO INDIVIDUALIZADA DIVINA!

Após isolarmos completamente o "mal" de nós mesmos, e de todas as pessoas (impersonalização), e reconhecermos que aquilo tudo era simplesmente um quadro mental ilusório, simples NADA, já que não veio de Deus (nadificação), permaneceremos serenos, relaxados e tranquilos. Neste Silêncio, o EU ÚNICO Se nos revelará como Onipresença e Onipotência. Por piores que pareçam ser os "problemas" ou as "condições", não nos deixemos sugestionar por eles! Não são reais! São simples quadros mentais sem substância! O Silêncio Interior contemplativo provará serem eles o NADA!

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domingo, setembro 28, 2014

O Princípio da Neutralidade e a Cura

 Capítulo 12 

O PRINCÍPIO DA NEUTRALIDADE E A CURA

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


O estado de cura é a posição imediata da pessoa que aplica o que chamamos de "princípio da neutralidade". O nosso verdadeiro EU se encontra permanentemente em condição de neutralidade, ou seja, em posição transcendental, isenta dos opostos "bem e mal". O nosso verdadeiro EU já se encontra nesta condição transcendental. Os conceitos de bem e mal não são pertencentes à nossa Essência! Nada têm a ver conosco. Ambos os conceitos somente existem para a ilusória mente humana e não passam de crenças coletivamente aceitas, sem qualquer fundamento, realidade, substância e poder.

Como o nosso EU se encontra permanentemente alheio às crenças coletivas falsas, não seria de todo incorreto afirmarmos que estamos permanentemente em "estado de cura". Isto equivale a dizer que o "trabalho de cura" consiste unicamente do reconhecimento de que o "estado de cura" já é uma realidade.

Enquanto permitirmos que a mente humana atue hipnoticamente sobre nós, por meio de suas crenças errôneas, iremos aceitar a irrealidade da presença do bem e do mal como se ambos realmente fossem verdadeiros. Porém, se partirmos da premissa correta, que reconhece que SOMENTE DEUS É, simplesmente É, e que tanto o bem como o mal não passam de conceitos insubstanciais, evitaremos a atuação das crenças errôneas em nossas mentes e conseguiremos visualizar a perfeição divina transcendental em seu conceito limitado possível de ser captado pela mente humana.

A mente humana analisa tudo segundo as aparências que desfilam à sua frente, rotulando-as de boas ou más. Se não tomarmos as rédeas em nossas mãos, ficaremos à mercê daqueles falsos julgamentos e sempre ansiosos nesta vida: ora fugindo das más aparências, ora buscando as boas aparências, ou mesmo procurando conservá-las. É neste ponto que a humanidade falha. As aparências não têm substância real. Não passam de quadros mentais transitórios de natureza puramente hipnótica! SOMENTE A REALIDADE ESPIRITUAL É EXISTÊNCIA REAL E PERMANENTE!

O "Princípio da neutralidade" é um recurso prático de que dispomos para nos isolarmos internamente da ilusória crença em dois poderes e para nos isolarmos das aparências deste mundo. Com ele, ficamos com uma idéia melhor de nosso objetivo: a permanência em atitude neutra diante de quaisquer aparências deste mundo, na consciência de que SOMENTE DEUS É!

Exemplo de aplicação

Suponha que encontremos duas pessoas conhecidas, e que elas nos venham contar as novidades atuais de suas vidas. Uma delas, muito satisfeita, nos informa ter ganhado na loteria, ficado muito rica e feliz. A outra, pelo contrário, começa a se lamentar por sua falta de sorte, contando ter perdido o seu emprego e que está atualmente sem qualquer perspectiva de melhoria em seu destino. Qual seria a nossa reação? Sem a aplicação dos princípios espirituais, sem dúvida seríamos levados pela crença universal em dois poderes, que aceita a existência de situações boas e situações más. Ficaríamos felizes com as notícias da primeira pessoa e, ao mesmo tempo, tristes por causa da segunda. Observe, aqui, como atuam sobre nós as sugestões hipnóticas. A nossa amizade humana fez com que nos abríssemos totalmente às crenças universais! E quem veio a se beneficiar com isso? Ninguém!

Encaremos a mesma situação com a aplicação do Princípio da neutralidade. Isolemo-nos internamente de todo aquele cenário visível. Ao realizarmos isto, contemplemos o quadro em sua íntegra, com toda a condição e com todas as pessoas nele presentes, sem deixar de incluir nossa aparência visível. Nós próprios, os demais, os diálogos travados, as boas e más notícias comentadas, enfim, todo o cenário será internamente reconhecido como um quadro global aparente. Não nos sentiremos inclinados a internamente influenciá-lo em qualquer aspecto. Longe disso, estaremos reconhecendo que não existe Deus em parte alguma daquele cenário. Reconheceremos que não existe componente algum daquele quadro que contenha características de eternidade e imortalidade. Nem tampouco existem recursos para fazer com que tal quadro transitório venha a se tornar eterno. Reconheceremos, então, a sua transitoriedade ou efemeridade. Em seguida, constataremos que no quadro, em si, não há poder algum capaz de atuar sobre nós. Se não permitirmos que ele nos influencie, jamais ele terá, por si mesmo, algum poder para tal. Continuando, observaremos que o quadro todo não contém nenhum elemento de bem ou de mal. Nós é que o vínhamos conceituando daquela maneira, por o estarmos avaliando segundo os ditames da mente humana. A nossa posição, assim, será NEUTRA diante do cenário em questão. Não iremos levar em consideração nenhum de seus supostos bons ou maus acontecimentos. A aplicação deste princípio possibilitará à nossa mente se tornar serena e isenta de ansiedade diante de quaisquer condições presentes no quadro. Não levaremos em consideração nem condições, nem problemas e nem as pessoas nele presentes. Consideraremos unicamente o quadro em si:

Eis à minha frente o quadro "Este mundo". O que vejo nele não é bom nem mau. Ele é um simples quadro! Sem poder e sem substância. Não quero mudá-lo nem criticá-lo. Olho para ele como se fosse uma tela de televisão. Não o julgo. Apenas reconheço-o como uma APARÊNCIA. Nele não existe Deus! Nele não existe substância nem realidade. Ele não passa de um simples quadro hipnótico sugerido pela mente humana. Aquieto-me no reconhecimento desta Verdade. Vou ainda mais além: somente a Mente divina existe realmente! Assim, a chamada "mente humana" não é existência verdadeira. Se a mente que sugeria aquele quadro não existe, não existe mente alguma para "pensá-lo". Sendo a MINHA MENTE a Mente única que existe, e ela não reconhece mais nenhum desses quadros como reais ou dotados de poder, posso discernir a Presença de Deus aparecendo COMO a própria Substância de tudo que realmente existe. Somente Deus É!

Qualquer que seja o quadro sugerido à nossa mente, por mais catastrófico que pareça ser à mente humana, ele não passa de uma imagem hipnótica! Enquanto sentirmos o "peso" do cenário em nossa mente, numa tentativa de criar em nós alguma reação no sentido de tentar melhorá-lo, odiá-lo ou amá-lo, precisaremos persistir na aplicação do Princípio da neutralidade.

Chegaremos, por fim, à nossa Consciência verdadeira, a Consciência transcendente ao bem e ao mal ilusórios, para discernirmos diretamente o perfeito Universo do Espírito, em que nos encontramos exatamente agora e sempre.

Não devemos acreditar que Deus participe deste mundo aparente. Não existe Deus na ilusão. Não acreditemos que Deus tenha "ressuscitado Lázaro" algum dia! As obras de Deus são permanentes! Deus jamais atua em cenários transitórios. O que não é eterno nada tem a ver com Deus. "EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA". EU SOU A CONSCIÊNCIA QUE SABE QUE TUDO JÁ ESTÁ CURADO. EU SOU A SUA CONSCIÊNCIA! EU SOU A CONSCIÊNCIA ÚNICA! EU SOU!

A aplicação do Princípio da neutralidade tem o seu final determinado pelo sentimento interno de alívio e de total desprendimento com relação ao quadro sugerido pela mente humana -- o nosso "paciente"--, e esse sentimento ocorre concomitantemente com o sentimento da Presença de Deus constituindo o nosso Ser e constituindo todo este Universo da Realidade em que estamos.

Se, por acaso, terminarmos o "autotratamento" relativo a determinado quadro e ele voltar à nossa mente posteriormente, deveremos repetir o processo até que o alívio interior se torne permanente, numa condição de serenidade e convicção plenas. Este será o "sinal" de que a cura foi realizada.

Um ponto a ser lembrado é o seguinte: nós poderemos concordar externamente com as outras pessoas do quadro, quando seus problemas forem por elas apresentados; porém, interiormente, isolamo-nos totalmente de toda a condição para aplicarmos os princípios aqui expostos. Jamais iremos discutir ou contra-argumentar com os demais. Já dissemos, e agora repetimos, que todo tratamento é "autotratamento". Depende somente de nós mesmos. Assim, deveremos realizá-lo com determinação. As "Obras de Deus" já estão realizadas, e são a Perfeição Absoluta! Os princípios apenas nos auxiliam no reconhecimento desta Verdade.

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sexta-feira, setembro 26, 2014

"Não está escrito: Sois Deuses?!"

 Capítulo 11 

"NÃO ESTÁ ESCRITO: SOIS DEUSES?!”João 10:34

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


A Verdade única, que procuramos revelar nestas páginas, é esta: "Vós sois deuses". Os princípios que expusemos não passam de artifícios a serem usados pela mente humana a fim de que ela se torne uma simples transparência para que a Verdade marque Sua presença neste mundo aparente. Jamais devemos aceitar que a Verdade não esteja totalmente manifesta, ou que o Cristo não esteja manifesto como cada um de nós. O fato de a Verdade marcar ou não presença neste mundo visível em nada altera a condição verdadeira deste universo e de cada um de nós. Não temos reiterado que este conceito material de mundo é completamente ilusório? É um mero conceito da mente humana.

Muitos até já conseguem admitir a própria natureza divina; porém, fazem-no como se esta divindade fosse algo latente, "morto", não ainda manifestado! Para eles, soaria muito bem a citação bíblica com o verbo no futuro: "Sereis deuses". E, sujeitos à hipnótica influência das crenças coletivas, passam anos a fio se esforçando para "se tornarem deuses". Ora, não foi esta a intenção original de Adão, ao "comer do fruto do conhecimento do bem e do mal"? Não pretendia ele suplantar a Deus em sabedoria? Tratamos, aqui, de temas bem profundos. Mas, nem por isso eles são arrastados em longas explanações teóricas. Não temos a intenção de apresentar "tratados metafísicos"; antes, objetivamos expor diretamente os Princípios Espirituais capazes de propiciar aos interessados uma comprovação na prática pelos frutos obtidos. Que frutos seriam? Já sabemos: os visíveis são todos uma ilusão! Mas, são úteis para comprovar que o UNIVERSO ESPIRITUAL, sendo mentalmente reconhecido como JÁ MANIFESTO, se mostra presente como "aparência", nos moldes concebidos pela mente humana.

Os frutos verdadeiros

Como temos afirmado, o "universo aparente" é ilusório. Por mais frutos que a pessoa consiga neste mundo ilusório, ela não os terá para sempre. A ilusão é efêmera, transitória! Não queremos dizer que as boas coisas deste mundo visível sejam desprezíveis! Queremos somente salientar que devemos dar uma parada para conscientizar a ilusória natureza deste mundo aparente. Esta percepção nos levará à lógica conclusão de que devemos buscar os frutos verdadeiros e eternos, frutos que já nos pertencem exatamente agora. Nesse sentido, também nos alertou Jesus: "Trabalhai pela comida que não perece".

A mente humana aceita com naturalidade a errônea idéia de dualidade, e tenta a todo instante iludir-nos com ela, apesar de toda literatura mística pregar a Verdade do Princípio da UNIDADE.

O estudante da Verdade lê citações do tipo: "Vós sois deuses", "Eu e o Pai somos um", "Vós sois a luz do mundo", e fica aguardando que em algum "futuro" estas verdades se mostrem válidas para ele. De pessoas assim, ouvimos: "De que adianta ficar repetindo que "Eu sou Deus", se internamente eu não sinto isso como experiência atual?", ou, "Até mesmo Jesus Cristo disse não ter sido ele o autor de suas obras, mas o Pai que nele estava; logo, também ele aceitava a dualidade". Analisemos estes temas à luz da Verdade absoluta:

A dualidade é apenas uma aparência. O universo que é captado pela mente humana é um quadro mental com duas características básicas: 

a) é ilusório; b) é uma imagem una.

No capítulo 01, falamos a esse respeito: se o universo real é UNO, sua imagem, formada na mente, também só poderá ser una. Todas as obras, palavras ou pensamentos, que são por nós discernidos através da mente humana, são o NADA! Não passa de uma ILUSÃO, simples APARÊNCIA. Assim, todas as pessoas e situações presentes neste "quadro mental" devem ser por nós reavaliadas como sendo meros "componentes" de um QUADRO GLOBAL, que é ilusório. Eis por que jamais damos "tratamentos espirituais" a pessoas ou condições como se fossem os nossos "pacientes diretos". O "paciente" é sempre o "quadro mental em si", considerado como um todo, e, sobretudo, um todo ilusório.

No capítulo 07, ao falarmos de Jesus Cristo e Barrabás, explicamos este assunto: se forem percebidos pela mente humana, tais imagens devem ser por nós consideradas como ILUSÃO. Este é o sentido das palavras de Jesus, ao afirmar que "de mim mesmo nada sou", ou "não sou eu quem realiza as minhas obras". ILUSÃO NÃO GERA OBRA ALGUMA! ILUSÃO JAMAIS VEM A SER ALGUMA COISA! PERSONAGEM DE UM QUADRO ILUSÓRIO JAMAIS SE TORNARÁ DEUS!

A pessoa aceita a dualidade por achar que ela própria é exatamente como a mente humana a conceitua. Seguindo os padrões errôneos e limitados desta mente ilusória, ela observa a si mesma, se compara com as outras pessoas, ou até mesmo se compara com Jesus Cristo, se julga muito aquém do desejado ou da perfeição, e acaba por se convencer de que "realmente ainda lhe falta muito para ser perfeito como Cristo". E qual seria a postura do próprio Jesus, diante da mente humana rotulando-o de bom? O cap. 10:18, de Marcos, registra a resposta: "Por que me chamas bom? ninguém há bom senão um, que é Deus". Pregava a UNIDADE!

 A dualidade não passa de aparência, e deve ser por nós reconhecida como tal. Não somos estes seres limitados e imperfeitos vistos pela mente humana. Não devemos nos basear em "julgamentos segundo as aparências", nem referentes a nós mesmos nem aos demais. Apliquemos decididamente estas verdades em nossas vidas! Eliminemos de vez os complexos de inferioridade e os conceitos e pensamentos oriundos da "mente carnal". É exatamente neste estado "vazio" de conceitos e de pensamentos que constataremos a veracidade da citação: "Eu disse: Sois deuses!"

O reconhecimento iluminado

Diante da aparente dualidade -- a presença de um EU divino e um eu humano --, devemos imediatamente reconhecer:

"Este ser que parece existir como se fosse o meu Eu nada tem a ver comigo. 
Ele não é existência verdadeira! 
Não passa de componente do quadro ilusório mostrado pela mente humana. 
Este ser não é Deus! Nem seus pensamentos são de Deus. 
Isso tudo pertence a um quadro puramente hipnótico apresentado pela "mente carnal". 
Impersonalizo, neste instante, o quadro todo. 
Vejo-o como "miragem". 
Percebo agora que EU SOU EXISTÊNCIA AUTÔNOMA com relação a tal miragem. 
Percebo agora que Deus é a única EXISTÊNCIA. 
Sei também que inclusive estes próprios pensamentos são divagações da mente ilusória. 
E, a partir desta contra-argumentação, aguardo na quietude e no silêncio aquele "vazio" das crenças coletivas, que se traduz como a própria PLENITUDE E TOTALIDADE DIVINAS. 
Só existe Deus! Deus Se revela como o Ser que EU SOU -- UNIDADE!

Habituemo-nos a não mais confundir o nosso Eu Real com o conceito criado pela mente humana a nosso respeito ou a respeito dos demais. Isolemo-nos internamente, realizemos o "autotratamento" durante a meditação contemplativa, e aguardemos o silêncio e paz interiores que demonstram, por si, o NADA das aparências (boas ou más) deste mundo, e a PLENITUDE do infinito REINO ESPIRITUAL em que vivemos. Este Silêncio e esta Paz constituem os frutos verdadeiros. Com eles, saberemos que já estamos no UNIVERSO ESPIRITUAL DIVINO, único universo realmente existente. Saberemos, também, que as declarações da Verdade contidas nas Escrituras se referem a NÓS PRÓPRIOS; referem-se a este AGORA!"Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?"


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quarta-feira, setembro 24, 2014

A "desintegração" da Ilusão

 Capítulo 10 

A "DESINTEGRAÇÃO" DA ILUSÃO

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


A base da "cura espiritual"  está no seguinte princípio: já estamos vivendo num universo espiritual perfeito, e somos todos, exatamente agora, aquilo que Deus é, tudo que Deus é e somente o que Deus é, pois Deus, sendo Onipresença, aparece COMO este universo inteiro e COMO cada manifestação nele contida.

Já vimos que tudo aquilo possível de ser percebido pela mente humana é uma ILUSÃO. Assim, não cabe a nós "estudar a Verdade a fim de nos livrarmos da ilusão". Nosso estudo tem por objetivo este ponto básico, isto é, se nos mantivermos no reconhecimento de que Deus está aparecendo COMO o nosso ser e COMO todo o universo em que estamos, a ilusão deixará de parecer existir. Precisamos nos aprofundar mais no sentido da palavra "ilusão". Se aquilo que percebemos com a mente humana é ilusão, isso quer dizer que não precisamos fazer coisa alguma para "desintegrarmos" tal ilusão. Porém, é exatamente neste ponto que precisamos prestar muita atenção: a Consciência espiritual, a nossa Consciência divina, somente capta a Realidade. Para a nossa Consciência, não existe ilusão, bem como não existe desintegração da ilusão. A nossa Consciência Individual, ou Cristo-Consciência, capta o universo e seus habitantes exatamente como de fato são exatamente agora: PERFEITOS! A ilusão somente pode ser admitida pela mente humana. Sim, ela pode ser admitida, apesar de não existir, assim como um acontecimento pode ser admitido como existente pela mente de quem dorme, durante um sonho, mas que se mostra como inexistente tão logo ele desperte. Seria necessário aquele despertar para "desintegrar" o acontecimento do sonho? Não! Tal "acontecimento" jamais esteve existindo! Porém, sua falsa existência lhe era atribuída pela "mente-em-sonho".

Também "este mundo", captado pela mente humana, é um sonho: "o sonho de Adão", este suposto "homem feito de barro" inventado pela mente ilusória. A Consciência Espiritual não desintegra este "homem de barro", não tenta melhorá-lo nem fazer com que ele se aperfeiçoe ou evolua. A Consciência Espiritual vê o homem "à imagem e semelhança de Deus", pois é esta nossa real e eterna natureza. Exatamente no ponto em que a mente humana mostrava um "carpinteiro de Nazaré", chamado Jesus, a Consciência Espiritual revelava a Onipresença Divina Individualizada: o Cristo! "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito."

O problema surge quando o estudante da Verdade começa a reconhecer a sua real natureza, bem com a real natureza do universo -- natureza espiritual --, e persiste em dar aberturas à ilusória mente humana, por se mostrar curioso em saber "quando virá a melhoria da aparência", "o que era a ilusão", "por que a situação melhorou? Ou piorou? ou não mudou?, etc. ESTA É A ARMADILHA! Ele nem percebe que voltou a "sonhar", ou seja, que "reassumiu o antigo "julgamento segundo as aparências" , voltando a avaliar a si, e ao universo, segundo os padrões materiais da mente humana. Em suma, ele abandonou, talvez inconscientemente, a própria base do estudo de que "já estamos vivendo num perfeito universo espiritual" e que, em vista da Onipresença divina, "já somos tudo aquilo que Deus é".

Este retorno ao dualismo, de início, é normal e não deve ser visto como elemento desanimador. Com a prática persistente, os princípios revelados irão se firmando cada vez mais, e a atuação hipnótica das crenças ilusórias irá se reduzindo à mesma proporção. Assim, com naturalidade, a revelação da real identidade virá a cada um, quando, desse modo, será percebido que "jamais existiu realmente um estudante da Verdade".

Não existem verdadeiramente  mestre e discípulo. Tanto um como outro são personagens do "cinema coletivo" aceito pela mente humana. Buda disse: "Seres animados, seres inanimados, seres com sensibilidade, seres desprovidos de sensibilidade, cada qual já é iluminado." A mesma visão foi a de Jesus, ao dizer aos discípulos: "Sois a luz do mundo". Mas jamais esse tipo de reconhecimento virá de uma "mente humana evoluída". Ele somente virá mediante a VISÃO ESPIRITUAL, capaz de discernir o Universo espiritual em que já vivemos, e, conseqüentemente, o NADA que "constitui" a ilusória mente humana.

Como vimos, a Consciência Espiritual somente vê a Realidade. Será que, com isso, ela "desfará" a ILUSÃO? Jamais! A Consciência Espiritual somente vê a Realidade, e isso é tudo. Não houve, não há nem jamais haverá ilusão a ser desfeita! Se alguém assim pensou, isto apenas comprova a presença de vestígios de seu envolvimento com a mente humana e seus conceitos. ILUSÃO, como o próprio nome diz, é NADA!

Quando nos compenetramos de que "este mundo", assim como nos mostra a ilusória mente humana, é meramente um quadro irreal, de natureza hipnótica, criamos a receptividade ideal para discernirmos a Realidade.

Joel S. Goldsmith costuma citar, em suas obras, o caso de um hipnotizador que fazia com que a pessoa acreditasse na presença de um cão no palco, quando então pedia a ela que o expulsasse dali. E, para diversão de todos, a pessoa realmente se esforçava para expulsá-lo do palco, como se verdadeiramente o cão ali estivesse. Mas o cão não estava no palco: estava na mente iludida da pessoa: estava "existindo" unicamente para ela, enquanto a sugestão hipnótica perdurava.

Qual era a natureza daquele cão? Uma ILUSÃO! Apenas uma APARÊNCIA. Para um praticista de cura espiritual, TODO O MUNDO VISÍVEL é reconhecido como "imagem mental ilusória", isenta de qualquer poder real, cuja capacidade de atuação sobre nós é NULA, se assim o reconhecermos. Se, pelo contrário, dermos crédito a ela, sua "ação sobre nós" será ilusória de forma idêntica à ação do cão sobre a pessoa hipnotizada para acreditar realmente em sua existência.

Quando reconhecemos a Verdade, concomitantemente a ILUSÃO "se desfaz". Esta é uma maneira até imprópria de expressarmos o mecanismo, uma vez que "aquilo que não existe não pode se desfazer". Nosso objetivo, quando empregamos estas palavras, é fazer com que o leitor capte intuitivamente este tema, pois os assuntos espirituais não podem ser tratados com sucesso intelectualmente.

Suponhamos que alguém de nós se aproxime relatando algum problema de doença. A doença não será o foco de nossa atenção, seja ela qual for. Não iremos tentar convencer ninguém de que "doença não existe". Iremos, instantaneamente, reconhecer internamente que, apesar de invisível, Deus é TUDO QUE EXISTE. O nosso "autotratamento" se prende exclusivamente à TOTALIDADE DIVINA, pois, como já vimos, a ILUSÃO tem o seu NADA revelado concomitantemente com o radical reconhecimento constante da TOTALIDADE DE DEUS.

Todo o nosso trabalho se dá no INVISÍVEL, pois INVISÍVEL é o Universo perfeito em que estamos, e INVISÍVEIS somos todos nós, habitantes perfeitos e iluminados deste mesmo Universo.

O praticista espiritual permanece SEMPRE transcendente às aparências do mundo visível, sem se preocupar se a "aparência" está melhorando, piorando ou se mantendo da mesma forma. Não temos a revelação de que "o Meu reino não é deste mundo"?

Assimilemos bem este ponto: não existe ILUSÃO; portanto, não existe "desintegração da ilusão". Analisemos com profundidade o que parece óbvio: a ilusão é uma ILUSÃO! Somente existe O INVISÍVEL; TODO PODER É INVISÍVEL! O EU SOU INVISÍVEL!

OBS: Estes princípios, apenas lidos, não têm valor algum! São Verdades profundas e eternas, mas que exigirão recolhimento interno, quietude, contemplação e percepção, além de total receptividade à sua manifestação.

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segunda-feira, setembro 22, 2014

Aplicação do Princípio da Unicidade

 Capítulo 09 

APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA UNICIDADE

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


A chave da vivência espiritual está na assimilação profunda do sentido místico da palavra "Unidade". Se analisarmos o mundo segundo os conceitos da mente humana, dificilmente iremos aceitar esta pedra fundamental de nosso estudo, ou seja, que O UNO É O TODO E O TODO É O UNO. Se este princípio for entendido realmente, isto é, se for ACEITO mentalmente como verdadeiro, estará dado o primeiro passo rumo à sua aplicação em nossa vida.

A Verdade "Eu e o Pai somos um"

O mundo se apresenta à mente humana como constituído de infinitas variedades de manifestações, todas elas aparentemente isoladas ou independentes entre si. Mas, pelo discernimento espiritual, todo o conceito de separatividade desaparece, diante da revelação da ONIPRESENÇA DIVINA, APARECENDO COMO CADA MANIFESTAÇÃO INDIVIDUAL. Não existe a mínima separação entre o EU que EU SOU e o EU QUE DEUS É, pois "EU E O PAI SOMOS UM". Deus aparece COMO o meu ser, COMO a minha Mente e COMO o meu Corpo. Deus aparece COMO o UNIVERSO INTEIRO, pois DEUS É ONIPRESENÇA.

Quando dizemos que DEUS É O SER INDIVIDUAL, isto significa que a TOTALIDADE DE DEUS APARECE COMO O SER QUE CADA UM DE NÓS JÁ É. Quando dizemos que EU SOU O PODER ÚNICO, isto significa que O ÚNICO PODER EXISTENTE ESTÁ APARECENDO INDIVIDUALIZADO COMO O PODER QUE EU SOU. Não se trata, aqui, de nenhum "poder pessoal" ou "isolado". O que a mente humana chama de "poder pessoal" não passa de um conceito ilusório, pois, pelo Princípio da Unidade, só há UM PODER, infinito, transcendente às aparências "deste mundo", e que harmonicamente aparece COMO infinitas manifestações.

Qualquer tentativa de "querer usar a Verdade" de modo individualista será mera pretensão da mente humana, sem qualquer apoio dos princípios espirituais. Isso se aplica bem à cura espiritual: se houver alguém pensando em curar "o outro", estará contrário à percepção da UNIDADE. Para a aplicação do Princípio da Unidade, o praticista permanece em silêncio, aguardando a percepção da Presença divina em SI MESMO, pois se Deus constitui o seu próprio ser, e se Deus constitui todos os seres, não haverá, nesta percepção da Onipresença, ninguém para ser curado e nem para curar. Se surgir o "desejo de curar alguém", imediatamente a pessoa deverá fazer o "autotratamento", abandonando o mais rápido possível aquela intenção, substituindo-a pela Verdade do Ser: Deus aparece como todo ser individual em existência!

Somos Um em Cristo

"Eu (Cristo) sou a videira verdadeira, e meu Pai é o Agricultor." O Cristo é a videira (ou o tronco) e NÓS somos os ramos. Cada indivíduo parece ser um ramo sozinho, desligado, separado e à parte de qualquer outro galho, e cada um provavelmente está imaginando como pode progredir sozinho. De onde ele consegue sua vida, sabedoria e suprimento? O que o sustém? Cada um está avançando, lutando e empenhando-se para conseguir, com seus próprios esforços, felicidade e salvação, como se essa luta pudesse manter e suprir-lhe a vida. E aqui as Escrituras claramente afirmam que NÓS SOMOS RAMOS LIGADOS À VIDEIRA."(Joel S. Goldsmith)

Uma equipe de futebol é uma equipe, apesar de aparecer como diversos jogadores. Se o conceito de UNIDADE permanecer junto a cada um dos jogadores, o TODO irá operar com um objetivo único. O "autor" daquele objetivo não será "visto no campo" -- o técnico --, mas o seu objetivo também será o da equipe, e, conseqüentemente, o objetivo de cada jogador. Apesar de limitada, esta analogia dá uma idéia do que queremos dizer com as palavras "poder espiritual", "unidade" e "onipresença". O técnico está "onipresente em campo" COMO cada um dos jogadores de sua equipe.

Para o "jogador espiritual", há ainda outra vantagem: o adversário é uma ILUSÃO e não precisa ser enfrentado! Há um só Poder! Uma só Presença! Deus aparece COMO os jogadores de "ambas as equipes". Não haverá, então, "duas" equipes, mas tão somente a "equipe única".

Um reconhecimento dessa natureza é o próprio "Princípio da Unidade" em ação, ou posto em prática!

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