"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quinta-feira, setembro 11, 2014

A Prática da Cura Espiritual

 Capítulo 05 

A PRÁTICA DA CURA ESPIRITUAL

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Neste capítulo, abordaremos objetivamente a aplicação prática dos princípios espirituais comentados anteriormente, e que se encontram resumidamente na frase acima.

O procedimento para curarmos espiritualmente é um "Autotratamento", ou seja, um trabalho interno de consciência, que jamais visa a alterar alguma condição imperfeita referente a alguma pessoa ou circunstância que vínhamos percebendo através da mente humana. A totalidade do que é discernido pela mente humana é NADA. Todos os problemas relacionados com pessoas e circunstâncias ao nosso redor são como "bolhas de sabão já estouradas" –– puro NADA. Nesse caso, quem são realmente as pessoas com quem estamos convivendo? "Eis que EU estou convosco desde o princípio". Esta é a resposta! Todos vivemos com a Vida que é Deus! Para percebermos isto, fazemos o Autotratamento.

 1. DEUS É. DEUS É A ÚNICA PESSOA QUE EXISTE. CADA PESSOA JÁ É O FILHO DE DEUS, O CRISTO, O PRÓPRIO DEUS MANIFESTO COMO SER INDIVIDUAL.

Devemos nos interiorizar e nos compenetrar do sentido destas palavras. Sem nenhum esforço mental. Apenas nos colocaremos em atitude receptiva, que nos conduzirá naturalmente ao discernimento claro desta realidade. JAMAIS LEVAMOS À NOSSA MENTE ALGUMA "PESSOA HUMANA" OU "PROBLEMA". JAMAIS! Pelo contrário, desconsideraremos radicalmente todas as impressões colhidas pela mente humana. Nossa mente se ocupará exclusivamente com a Verdade de que DEUS É TUDO! Se soltarmos da mente aquilo que já é NADA, a Verdade será percebida como já ocupante do espaço todo (Onipresença), enquanto o que é NADA será por nós conscientizado como inexistente –– ILUSÃO.

2. NÃO PRETENDEREMOS AJUDAR OU CURAR OUTRAS "PESSOAS", MUITO MENOS A NÓS MESMOS. COMO IRÍAMOS "CURAR ILUSÃO"? NÃO! O AUTO-TRATAMENTO CONSISTE NUMA COMPREENSÃO INTERIOR DA IDENTIDADE ESPIRITUAL DE CADA SER. A CHAMADA "CURA" SERÁ UMA CONSEQÜÊNCIA DIRETA DESTA COMPREENSÃO INTERNA DA NATUREZA DIVINA DE CADA PESSOA.

Para nos desvencilharmos rapidamente das alegações errôneas sugeridas pela mente carnal, poderemos utilizar, no autotratamento, meditações contemplativas como as do seguinte tipo:

"Acabei de receber informação sobre alguém com um problema. Porém, isto não se refere a alguma pessoa. Tampouco é algo relacionado com a pessoa. Todo ser que existe, é DEUS INDIVIDUALIZADO. Assim , a informação que me veio não passa de uma sugestão. Uma "tentação" no sentido de que eu venha a acreditar na existência de "alguém" separado de Deus. Não me deixarei enganar! Somente considerarei a verdadeira existência de Deus, aparecendo COMO ser individual."

Desse modo, pelo reconhecimento interno de que apenas nos defrontávamos com uma "imagem hipnótica", sem realidade, sem substância, puro NADA, contemplaremos intuitivamente, com os "olhos espirituais", a Identidade Divina da pessoa em questão. Não iremos resolver problema algum de saúde, financeiro, moral, etc. Reconheceremos que DEUS É ONIPRESENÇA E INFINITUDE! Não há, no universo inteiro, "espaço para ser ocupado por imperfeição", já que Deus é onipresente e infinito. Ponderaremos a esse respeito durante o autotratamento.

3. CADA PROBLEMA QUE PARECE ENVOLVER ALGUMA PESSOA OU CONDIÇÃO SERÁ RESOLVIDO "DENTRO DE NÓS".

O chamado "problema" nunca será solucionado pela "mudança da outra pessoa". Iremos resolvê-lo DENTRO DE NÓS. Eis por que damos ao "tratamento" o nome de AUTOTRATAMENTO. Jamais deveremos dizer que "a pessoa está hipnotizada pela crença coletiva", ou que "ela está na ilusão". Se assim dissermos, estaremos endossando a ilusão. Deveremos, imediatamente, dar o "autotratamento", isolando mentalmente a pessoa por completo do problema, conforme dissemos anteriormente. No ensinamento de O Caminho Infinito, isto recebe o nome de "impersonalização da ilusão".

4MANTENDO A MENTE TOTALMENTE OCUPADA COM A VERDADE DO SER, FICAREMOS DIANTE DO QUADRO MENTAL (MUNDO VISÍVEL) COMPLETAMENTE DESCONTRAÍDOS, SEM TEMÊ-LO E SEM ODIÁ-LO. NESTE PONTO, SABEREMOS QUE O CENÁRIO VISÍVEL É "MIRAGEM", PURO "NADA".

Quando estivermos conscientes de que o "quadro" a nós trazido pela mente carnal é "miragem", sem qualquer poder sobre nós, sua nulidade será constatada. O Caminho Infinito dá a este princípio o nome de "nadificação da ilusão". Trata-se de uma postura neutra diante do quadro visível apresentado, em que nos colocamos convictamente apoiados na Verdade: Deus constitui o Ser individual. Deus constitui o nosso Ser individual. Deus constitui o Ser individual de todas as pessoas. 

"Isto não é o que aparenta ser: isto é Deus que Se manifesta como...". Firmes nesta conscientização, veremos a manifestação espontânea da Verdade dentro de nós.

5. O AUTOTRATAMENTO NÃO TERMINA COM A MUDANÇA OCORRIDA NA "OUTRA" PESSOA, MAS QUANDO SENTIMOS A “SOLTURA” DA CRENÇA FALSA DENTRO DE NÓS.

Não deveremos ficar voltados a verificar se houve alterações nos demais, o que seria simplesmente voltar a buscar impressões baseadas na mente carnal. O praticista da cura espiritual busca somente uma "impressão interna", um sinal revelado de que "a obra está feita". SOMENTE DEUS EXISTE! 

Este discernimento se traduz como a "cura espiritual".

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terça-feira, setembro 09, 2014

A Unicidade

 Capítulo 04 

A UNICIDADE

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Todo o trabalho de cura espiritual se baseia no despertar interior para a Verdade contida nesta única declaração de Cristo: "Eu e o Pai somos um". À primeira vista, podemos ser levados a uma falsa concepção do sentido absoluto desta frase. Caso isso ocorra, isto é, se continuarmos aceitando a existência de um "Eu" e, também, a de um "Pai", vistos como "duas" existências, e não como "uma só", estaremos novamente iludidos pela crença na dualidade ou separatividade.

A dualidade e a separatividade não existem

Não existe ser algum separado de Deus. Sendo Deus a própria Onipresença, a mínima ideia que possa desviar o nosso pensamento para a crença na existência de um "Eu" que possa "se tornar um com Deus" não passa de "ilusão".

Não podemos "nos tornar" um com Deus. Esta UNIDADE já existe! Quando dizemos "Eu e o Pai somos um", nada mais queremos afirmar, senão esta Verdade fundamental: DEUS SE MANIFESTA COMO O SER QUE EU SOU.

Esta UNIDADE já existe AGORA! Não será fato a ser gerado através de estudos ou meditações. Deus aparece como o Ser individual, independentemente de a "mente carnal" estar consciente ou não deste fato, ou realidade. Com efeito, estejamos ou não conscientes desta Verdade, o fato é que Deus constitui o nosso EU, isto é, EU SOU DEUS INDIVIDUALIZADO!

Em muitos textos metafísicos, encontramos frases explicativas sobre esta Verdade, e é dada ênfase particular no sentido de que devemos "conscientizar" esta Unidade. Entretanto, este "conscientizar" não implica esforço mental algum, ou melhor, não implica nenhum tipo de esforço: pelo contrário, trata-se de um "despertar", um simples e suave "reconhecer", uma natural e interna modificação de conceitos, feita com "coração de criança". Poderia ser comparado ao "reconhecimento" de que o sol está "agora" brilhando no firmamento, embora a "mente carnal" possa estar aceitando que "é noite" ou que é "dia nublado".

Deus já está manifesto como o Cristo que constitui seu "Eu"

Não devemos acreditar que o Cristo está em nós em forma "latente", ou que "precisa ser dinamizado ou posto em expressão"; não devemos  acreditar que, "tendo o Cristo em nosso interior", precisamos conscientizar a Verdade para "fazer" com que Ele Se manifeste! O Cristo, nosso "Eu", já está manifesto! O Cristo constitui a nossa real identidade: Deus aparecendo como Ser individual! Deus já está manifesto agora! Deus é Vida! Estamos vivos! Estamos vivendo agora num universo espiritual e perfeito, mas que não pode ser discernido pela ilusória "mente carnal". Também aqui podemos recordar o paralelo já visto: o sol já está brilhando no céu, mas a "mente carnal" não o pode perceber durante a noite. Entretanto, somos capazes de RECONHECER que, apesar de a aparência ser a de estarmos "sem sol", o fato verídico é o de que ele permanece brilhando no firmamento. Quando modificamos nossos conceitos desta maneira, percebemos que o sol sempre esteve brilhando, mesmo nos intervalos em que, sem analisarmos deste modo, acreditávamos que ele estivesse ausente.

Também o Cristo já está manifesto como o Eu de cada um de nós. Não há forma de O colocarmos "em expressão". Não podemos gerar um acontecimento que Deus já faz acontecer agora. É deste "despertar" que estamos falando. "Eis que estou à porta, e bato". Tudo é AGORA!  Neste exato momento! Não adie este simples reconhecimento! Acolha esta Verdade revelada com "coração de criança"! O paraíso será vivenciado aqui e agora.

Não devemos partir do "mundo visível" para julgar tanto a nós como ao nosso próximo. Não. Este "conceito de mundo" não é o Reino de Deus, o nosso universo real. Precisamos partir do "Mundo Invisível", em que realmente estamos vivendo na mais absoluta perfeição. Jamais poderemos reconhecer a nós mesmos como "Deus aparecendo como Ser individual", se partirmos dos conceitos feitos sobre nós tendo por base esta "aparência" de mundo. Tampouco conseguiremos reconhecer o Cristo manifesto como todas as demais pessoas! Já dissemos anteriormente: o "mundo visível" é somente uma "aparência" do universo: não é um "mundo verdadeiro". Assim, deixemos "este mundo" de lado e passemos, internamente, a reconhecer a "mente de Cristo" sendo a nossa mente, cônscios de que ela está agora discernindo o real Reino de Deus, eternamente perfeito, em que todos habitamos.

"Não julgueis segundo as aparências"

Se deixarmos de nos julgar segundo a "aparência" de nosso ser, e reconhecermos que somos "invisíveis" para a suposta "mente carnal", poderemos discernir a Presença de Deus, aqui e agora, como o nosso próprio Eu Individual, isento de imperfeições e problemas de qualquer espécie. Com plena nitidez, estaremos percebendo o significado real, amplo e absoluto da frase "Eu e o Pai somos um". A chave da chamada "cura espiritual" encontra-se na percepção desta UNIDADE.

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domingo, setembro 07, 2014

A Perfeição Presente

 Capítulo 03 

A PERFEIÇÃO PRESENTE

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Quando afirmamos que já estamos num universo perfeito, isto entra em direto conflito com o que se pode observar através da mente humana. O mundo por ela captado necessita de muitas correções e melhorias. Porém, observemos o seguinte: a mente que discerne este mundo limitado, mortal e transitório é a mesma que intenta melhorá-lo ou corrigi-lo em algum aspecto ou em muitos deles. Isto merece uma análise mais profunda, pois passamos a notar que, afinal, todo o processo envolvido se dá unicamente num plano humano, sem qualquer relação com o universo verdadeiro e perfeito em que vivemos realmente.

Se a mente captar o universo corretamente, ela própria ficará desprovida de algo a ser corrigido ou melhorado. O universo aparente, por não traduzir corretamente o real universo, que é divino, somente "existe" como "aparência", como analisamos na primeira parte desta série. Nós, como estudantes da Verdade, não podemos cair na armadilha de querer corrigir ou melhorar um "conceito de universo" distorcido, empregando a própria mente distorcida "autora" do mesmo! O papel de nossa mente é o de captar o universo tal como ele já é: perfeito! E nunca o de aceitá-lo inicialmente como imperfeito para, depois, dar-lhe algum tipo de "tratamento espiritual".

Vejamos uma ilustração: certa pessoa observa uma paisagem, através das "lentes naturais" de seus olhos e, juntamente, através das lentes vermelhas de seus óculos. A paisagem observada trará informações trazidas em conjunto por esse jogo de lentes -- naturais e artificiais; assim, ela "verá" uma "paisagem aparente", avermelhada, somente "existente" na mente dela, porém destituída de qualquer realidade no mundo exterior. Se a pessoa quiser contemplar a paisagem em seu colorido natural e coletivo, terá que primeiro descartar os óculos de lentes vermelhas. A paisagem colorida será por ela vista de imediato, pois já estava ali disponível mesmo enquanto era reconhecida como avermelhada. Seria absurdo a pessoa pretender  "melhorar ou corrigir" a imagem vermelha, forçando-a a se mostrar com todas as cores, que sempre ali estiveram presentes, sem tirar os óculos de lentes vermelhas. A paisagem já estava colorida! O fator que a limitava à cor única era a utilização das lentes vermelhas.

Analogamente, o mundo em que vivemos já está infinitamente perfeito. Nada há para ser curado, corrigido ou melhorado! E, para podermos contemplá-lo corretamente, teremos que lançar fora a "lente limitante": a chamada "mente carnal" ou mente humana coletiva. Todo o universo mortal não passa de uma imagem mental ilusória, inexistente, mas que "aparenta" existir externamente a exemplo da paisagem "vermelha", que jamais pôde ser exteriorizada realmente. Desse modo, por pior que possa ser a "condição externa" a nós apresentada pela mente humana, não devemos nos preocupar com ela nem desejar ansiosamente melhorá-la. Nossa atitude deverá ser a de imediatamente reconhecer que "o quadro todo" não existe realmente "lá fora". Ele é  a "paisagem vermelha", pura ilusão. Lá fora, intacto, está o universo espiritual, infinitamente perfeito, exatamente agora. Este mecanismo de reconhecimento precisa ser analisado, assimilado, treinado e posto em prática. O treino continuado irá nos facilitando descondicionar a mente do hábito coletivo da humanidade, que é o de aceitar as "aparências" como realidades externas para, depois, tentar corrigi-las ou melhorá-las.

Leitor, observe bem a sua mente. Analise o grau de intenção, nela contido, de melhorar ou corrigir algum aspecto de sua vida. O seu "problema" será exatamente equivalente a este seu grau de intenção. Abandone conscientemente tal intenção ilusória! Reconheça que tudo já está perfeito! SOMENTE EXISTE DEUS! Somente a Onipresença É!

Nossa permanência neste simples reconhecimento da existência única de Deus, feito segundo os moldes aqui expostos, constitui a "Prática da cura espiritual". Não iremos "curar" nada! Apenas reconheceremos que, externamente, tudo está constantemente perfeito ou curado! Não aceite argumentos que pareçam justificar algum adiamento na aplicação dos princípios da Verdade. Toda Verdade que conhecemos deve e pode ser praticada agora! Como já frisamos anteriormente, somente existe o "agora". Dissemos, também, que somente existe Deus. Conclusão: DEUS É TUDO AGORA! Como "EU" vivo agora, e, como SOMENTE EXISTE DEUS, "EU SOU DEUS AGORA!" Este  radical reconhecimento nos será requerido "agora", caso desejarmos desfrutar da Verdade Absoluta libertadora.

A afirmação "EU SOU DEUS AGORA" sempre encontrará rejeição por parte da ilusória "mente carnal". São diversas as teorias apresentadas, e que visam a dar justificativas referentes aos males e sofrimentos do mundo. Foi criada, inclusive, uma chamada "lei de causa e efeito", ou "lei do carma", como se de fato fosse possível haver algo que se contrapusesse à Vontade divina, revelada por Jesus, que é a de "com agrado dar-nos o Reino". Não atribuamos poder algum às teorias ou ensinamentos humanos que busquem justificar o ilusório "mal". Tudo isso parte da ilusória "mente carnal", a crença em dois poderes, quando, por revelação, sabemos que DEUS É ONIPOTENTE!

Os que realmente desejarem desfrutar da Verdade, em nível prático, deverão convictamente viver a partir deste alicerce verdadeiro: HÁ SOMENTE UM PODER REAL, QUE É DEUS! Toda limitação que aparenta existir no universo está, o tempo todo, nesta "mente ilusória", tal qual um pesadelo noturno, sendo, portanto, sem realidade e sem substância verdadeira.

Façamos uma pausa! Paremos o suficiente para nos compenetrarmos de que estamos todos, já agora, na plenitude da Perfeição divina. "Nele vivemos, nos movimentamos, e temos o nosso ser." (Atos 17:28). Não devemos nos resignar diante de quaisquer aparentes limitações! Precisamos nos sentir divinamente plenificados, em todos os sentidos, exatamente aqui e agora! Somente existe O AGORA! Basta que despertemos para este fato. Jamais adie o seu bem. Jamais espere que Deus venha, futuramente, preencher alguma lacuna em sua vida.

VOCÊ É, AGORA, TUDO AQUILO QUE DEUS É! DEUS É TUDO! DEUS SE EXPRESSA COMO TUDO! VOCÊ É A EXPRESSÃO VIVA DO PRÓPRIO DEUS! Eis por que Cristo disse: "Eu e o Pai somos um".

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sexta-feira, setembro 05, 2014

O que acelera a percepção da Verdade

 Capítulo 02       

O QUE ACELERA A PERCEPÇÃO DA VERDADE

Todo o universo é infinitamente perfeito agora. Todos os seres já são infinitamente perfeitos agora. Todos os acontecimentos estão se manifestando em harmonia perfeita agora. Só existe o universo espiritual perfeito. Só existe o agora. Nada há para ser corrigido ou melhorado.


Há pessoas que dizem sentir enorme dificuldade para "conscientizar a Verdade", apesar de já terem conhecido intelectualmente os princípios fundamentais da Metafísica. Nesta parte, procuraremos abordar alguns pontos que poderão ajudá-las a praticar os princípios, acelerando, desse modo, a própria conscientização dos mesmos.

1. Não devemos julgar que o estudo ou as meditações nos tornam mais iluminados, enquanto o grosso da humanidade permanece na ilusão. "Tornamo-nos" iluminados à medida que reconhecermos que "a humanidade toda já é iluminada". Se, pelo contrário, fôssemos acreditar na existência de seres em ilusão, nós é que a estaríamos endossando, movidos pela crença de que existem seres apartados de Deus.

Assim, devemos estar alerta para o fato de ser a Verdade algo de natureza universal: A VERDADE É, AQUI E AGORA, PARA TODOS OS SERES.

Este item, de certa forma, nos amplia a visão da "Conclusão Fundamental" com que encerramos o capítulo anterior, e que iremos, agora, repetir devido à sua importância:TODO O UNIVERSO JÁ É INFINITAMENTE PERFEITO AGORA. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA. TODOS OS ACONTECIMENTOS ESTÃO SE MANIFESTANDO EM HARMONIA PERFEITA AGORA. SÓ EXISTE O UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO; SÓ EXISTE O AGORA. NADA HÁ PARA SER CORRIGIDO OU MELHORADO.

2. Quando se diz "conscientizar a Verdade", isto não implica nenhum esforço mental. Conscientizar a Verdade significa RECONHECER a Verdade, sem a necessidade de qualquer esforço. Sim, a Verdade É! Não iremos alterá-La sob nenhum aspecto. Cabe a cada um de nós um sereno reconhecimento interno de cada um de seus princípios. A cada Verdade que formos reconhecendo, iremos testemunhando visivelmente a livre manifestação "DAQUILO QUE ERA DESDE O PRINCÍPIO", através da mente humana.

3. Há estudantes da Verdade que se afastam do mundo e das pessoas para unicamente "ficarem conscientizando a Verdade", isoladamente. Permanecem meses e meses presos a citações bíblicas, etc., e se esquecem de que exatamente "o mundo e as pessoas" são os objetos principais, reais e ideais para nosso "treino de percepção". Em outras palavras, se aproveitarmos todos os nossos contatos "humanos" para nos conscientizarmos de que "estamos num universo espiritual, em que TODOS os habitantes já são o Cristo", rapidamente adquiriremos o hábito de "não julgar segundo as aparências".

Não será "fugindo das aparências" que iremos conscientizar a Verdade; exatamente no meio delas é que iremos, internamente, reconhecer a Onipresença Divina.

Uma emissora de TV emite sinais invisíveis à mente humana, e que se tornam visíveis na forma de imagens ao serem sintonizadas por um aparelho de televisão. Se o aparelho usado for do tipo preto-e-branco, os sinais invisíveis serão "vistos" em preto e branco; se ele for a cores, os sinais invisíveis serão observados como imagem colorida. Porém, nos dois casos, as imagens não passam de "aparências" das ondas invisíveis. De modo análogo, a ONIPRESENÇA DIVINA INVISÍVEL pode Se tornar "visível" em conformidade com os recursos de captação da mente humana.

Para não "julgarmos segundo as aparências", devemos procurar viver o nosso cotidiano em estado de "julgamento justo", ou seja, viver conscientes de que as imagens do mundo visível são meramente imagens-reflexo das Ondas Divinas. Quando pudermos olhar as imagens "deste mundo" da mesma forma com que olhamos as imagens em preto e branco da televisão, cientes de que "não são existência real", mas representações visíveis das ondas invisíveis emitidas, então poderemos dizer que estamos CONSCIENTES da Verdade. Não precisaremos "fugir" das imagens em preto-e-branco para fazermos o reconhecimento de que elas são mero "conceito eletrônico" e não uma existência real. Na mesma hora, já saberemos internamente, sem esforço algum, que a tela de TV nos mostra uma imagem aparente. Este reconhecimento será feito automaticamente. É este o estado de consciência em que deveremos viver. Iremos olhar o mundo e as pessoas de forma que, automaticamente, de imediato nos chegue à lembrança o "julgamento justo": estamos num mundo invisível, habitado por seres invisíveis, na perfeição eterna absoluta, na ONIPRESENÇA DIVINA, e, o mundo visível é mera "imagem finita", captada pela "televisão" da mente carnal.

4. Não devemos cair na armadilha de acreditar que existam muitos males e problemas no mundo, DOS QUAIS poderemos nos livrar através da Verdade. Não existem "males", no plural, mas UMA ILUSÃO, no singular. Se Deus é ONIPRESENÇA, a imagem ilusória não pode estar existindo realmente. Assim, não devemos nos preocupar em resolver vários problemas de saúde, de finanças e outros, que pareçam estar existindo ao mesmo tempo. O "problema" é sempre UM SÓ: a crença de que somos seres apartados de Deus. Lembremo-nos de nossa verdadeira identidade: "Aquieta-te e sabe, EU SOU DEUS".

5. Há pessoas que costumam argumentar da seguinte maneira: "Não dei a menor  importância às queixas de doença de um conhecido meu, mas mesmo assim esse meu 'tratamento' não o curou." Há enorme diferença entre conscientizarmos internamente que a ilusão é NADA e, simplesmente, ficarmos numa atitude de "indiferença" diante dos quadros ilusórios. A indiferença não constitui "tratamento espiritual", pois nela não se inclui o reconhecimento interno e consciente da ONIPRESENÇA DIVINA. Esta conscientização é o "julgamento justo", recomendado por Jesus. Não devemos "julgar segundo as aparências", mas precisamos "julgar consoante julgamento justo".

6. Outro aspecto a ser considerado é o seguinte: a conscientização da Verdade não elimina os "males" do conceito material de mundo, isto é, não corrige este mundo retratado pela mente humana. A conscientização da Verdade elimina o próprio conceito material de mundo, capacitando-nos a discernir o universo espiritual verdadeiro, único  realmente  existente. Portanto, não devemos buscar resultados no "mundo visível", mas sentir (perceber) a Atividade do Cristo em nossa consciência. Os resultados visíveis serão "os bens vindos de acréscimo", quando não os  buscarmos diretamente, mas sim, em primeiro lugar, buscarmos dentro de nós "o reino de Deus e a Sua justiça".

7. Quando nos sentamos para meditar, normalmente ficamos com os "olhos carnais" cerrados, aguardando uma "abertura dos olhos espirituais". Se procurarmos viver o nosso dia-a-dia dedicando-nos à conscientização da Verdade em nosso meio ambiente, estaremos realmente vivendo os princípios espirituais na prática. Este modo de viver é o do "orai, e vigiai sem cessar", segundo o qual  nos mantemos permanentemente conscientes daquilo que é REALIDADE e daquilo que é ILUSÃO. Este modo de viver é também aquele em que "vivemos no mundo sem pertencer-lhe". Não seria preciso cerrar os olhos físicos. Mesmo com eles abertos, estaríamos meditando, pois abertos estariam os nossos sentidos internos. Chegaremos, então, à compreensão de que somente existe o sentido espiritual interno, divino, a Mente do Cristo em nós, que discerne as coisas espiritualmente.

"Conclusão Fundamental", citada anteriormente, deve ser cuidadosamente analisada e posta em prática COM DECISÃO. Se nos decidirmos por colocá-la realmente em prática, em breve constataremos os frutos da Verdade aparecendo em nossas vidas.

O conhecimento intelectual da Verdade e a meditação isolada têm papéis importantes em nosso estudo; porém, é na vida prática que podemos vir a comprovar realmente o nosso grau de conscientização. A VERDADE É! Assim nos ensinam os princípios metafísicos. A VERDADE É! Assim devemos comprová-los na PRÁTICA.

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quarta-feira, setembro 03, 2014

Universo Verdadeiro vs. Universo Aparente

 Capítulo 01       

UNIVERSO VERDADEIRO versus UNIVERSO APARENTE


Os princípios da cura espiritual, quando corretamente aplicados, nos conduzem a resultados rápidos e duradouros. A cura espiritual, num sentido mais amplo, trata da eliminação do falso conceito de universo que vínhamos retendo, dando-nos uma compreensão correta deste mesmo universo. Daí, poder considerar que um indivíduo se encontra “curado espiritualmente” quando se mostrar consciente de que se encontra, já agora e neste exato instante, num perfeito reino espiritual. 

Neste primeiro capítulo, daremos uma visão global do assunto. Caso alguém julgar confuso ou difícil, isto é natural. Nos capítulos seguintes, cada passo desta parte inicial será analisada detalhadamente, até que a "terapia metafísica" seja plenamente compreendida, assimilada e passível de ser posta em prática.

Relação entre o Universo real e o Universo da aparência 

Existe somente um universo, e este é o espiritual. O universo visível, ou perceptível pela mente humana (universo aparente), é um conceito do universo espiritual, ou seja, é como a mente humana consegue traduzir ou captar este universo espiritual em que estamos. Portanto, não há dois universos, mas apenas um, e, deste universo único, é criado um conceito, baseado em informações limitadas colhidas pela mente humana. A esse “conceito” de universo, damos o nome de “universo aparente”. 

O Universo real possui infinitas dimensões

O conceito de universo, que coletivamente aceitamos, é de natureza muito limitada. Tudo é traduzido nas três dimensões de comprimento, largura e profundidade, e  no fator tempo. São estes  os elementos de que dispomos, humanamente, para compor este conceito. Se partirmos do ponto de vista humano, estaremos irremediavelmente limitados pelos parâmetros de tempo e espaço. Mas, será que realmente estamos sendo limitados pelo universo em que nos encontramos? Ou nos limitamos somente pelo conceito de universo? No primeiro caso, estaríamos limitados pela própria Vontade de Deus. No segundo, nós próprios é que estaríamos traçando nossas limitações. Como saber qual das hipóteses é verdadeira? Certamente, poderíamos lançar mão de inúmeros argumentos, teorias e exemplos. Porém, nestes capítulos sobre a “cura", não pretendemos abordar o assunto intelectualmente. Queremos apresentar uma visão puramente espiritual do universo, que o considere ilimitado e composto de infinitas dimensões; e, a partir disso, visamos à comprovação da veracidade do exposto pelos frutos obtidos graças a esta nova conceituação. Resumindo, assumiremos, "a priori", a hipótese de já estarmos vivendo num UNIVERSO INFINITODIMENSIONAL, ESPIRITUAL E PERFEITO, e iremos observar os resultados que serão obtidos no desdobramento de nosso dia-a-dia.

AXIOMA PRIMEIRO: ESTAMOS NUM UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO E DE INFINITAS DIMENSÕES

O vocábulo "Unidade" é largamente empregado nos textos metafísicos, por ser de máxima importância. O universo "causa" é uno; assim, o universo "efeito" também deve permanecer em unidade. Sendo una a causa, uno será o efeito, apesar de o "efeito" se manifestar como infinitas formas. Em outras palavras, o Todo-Infinito-Causa aparece como o Todo-Infinito-Efeito, e a totalidade do "Agente-Causa" permanece no "Efeito" também integralmente. O Princípio da Unidade estabelece que a Causa-Una permanece como Efeito-uno, apesar de discernido como se existissem infinitas manifestações isoladas, independentes ou autônomas entre si.

AXIOMA SEGUNDO: A TOTALIDADE DO UNO SE FAZ PRESENTE COMO CADA UM DE NÓS E COMO CADA SITUAÇÃO OU CIRCUNSTÂNCIA POR NÓS DISCERNIDA

Relação entre o Universo uno e o Universo aparente

Como vimos, o universo real, uno, é traduzido pela mente humana como  mundo de três dimensões. Mas, sendo uno o universo real, una também deverá ser a imagem dele criada pela mente humana na forma de conceito ou "tradução finita". Isto significa que o mundo captado pela mente humana é uma cópia finita do mundo real; e, sendo "cópia", também deverá ser encarado como uno.

AXIOMA TERCEIRO: O UNIVERSO APARENTE É "REFLEXO" UNO: UM QUADRO MENTAL IMPESSOAL E ISENTO DE SUBSTÂNCIA, REALIDADE  E PODER.

Apesar de termos dito que o "universo aparente" é uno, é  bom esclarecermos que este linguajar é utilizado meramente para fins didáticos. Estas considerações, que à primeira vista podem parecer complicadas, serão depois bem compreendidas, tornando-se o alicerce para a "edificação" da mente transparente ou receptiva ao discernimento das "coisas espirituais". Se este universo visível, tal como aparenta ser, é mero conceito feito pela mente carnal coletiva, podemos concluir que todo ele é uma "ilusão", pois não se fundamenta em realidade alguma! Somente o universo espiritual é real. Quando as vibrações infinitas são captadas pela mente humana limitada às três dimensões, elas são de certo modo "filtradas", e mostradas de maneira distorcida ou incompleta sob o aspecto deste suposto "mundo visível". É por este motivo que o chamamos de ILUSÓRIO! Não passa de uma imagem mental (reflexo) do universo espiritual, ou seja, de simples "aparência". É preciso que saibamos que no âmago deste universo aparente, exatamente agora, existe o universo real e perfeito, o chamado "Reino de Deus". Nosso Axioma 1, já citado, é o RECONHECIMENTO desta Verdade.

Mas, sendo ilusório este mundo visível, por que chegamos a comentar que ele é "uno"? Por nos facilitar na aplicação do "Princípio de impersonalização da ilusão" (a ser discutido). Se o que vemos é um "quadro mental uno", cópia imperfeita do verdadeiro universo-causa, poderemos contemplá-lo como um "cenário ilusório global". Passaremos a abandonar a falsa idéia de que o mal está localizado em determinada pessoa ou condição isolada: antes, tomaremos consciência de que o chamado "mal", além de ser ilusão, é ilusão impessoal. Nossa permanência nesse "reconhecimento" constitui a aplicação deste "Princípio de impersonalização da ilusão".

O cenário visível não possui poder algum

Após a aplicação do "princípio de impersonalização", daremos o passo seguinte: o "reconhecimento" de que o universo visível, este "cenário-uno" captado pela mente humana, não tem realidade nem poder, justamente por não passar de simples "quadro na mente humana", uma "aparência". Poderemos contemplá-lo sem a ânsia de querer "melhorá-lo", por termos já reconhecido que nele não reside poder algum. Esta contemplação descontraída do "universo aparente" -- com ou sem problemas --, feita com o reconhecimento de que ele não passa de uma espécie de miragem, um cenário ilusório -- puro NADA --, constitui o "Princípio de nadificação da ilusão", que completa a ação humana de preparação para a cura espiritual.

Receptividade ao discernimento espiritual

Com a mente ocupada no RECONHECIMENTO DA PRESENÇA DO UNIVERSO INFINITO PERFEITO E AUSÊNCIA DA "APARÊNCIA VISÍVEL IMPERFEITA", tornamo-nos receptivos à livre manifestação da Mente divina em nós, à livre manifestação de nossa verdadeira identidade, que é espiritual. Este "livre fluir" da Realidade é a ação verdadeira que, a partir de então, passa a surgir visivelmente para a mente humana como  "terapia de cura divina".

Uma análise cuidadosa de tudo que aqui foi dito, trará uma nítida visão dos profundos ensinamentos espirituais que nos foram revelados. A chamada "cura" é, portanto, uma conseqüência natural da prática convicta destes princípios.  

 CONCLUSÃO FUNDAMENTAL: 
(a base de todo o trabalho metafísico)

TODO O UNIVERSO JÁ É INFINITAMENTE PERFEITO AGORA. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA. TODOS OS ACONTECIMENTOS ESTÃO SE MANIFESTANDO EM HARMONIA PERFEITA AGORA. SÓ EXISTE O UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO; SÓ EXISTE O AGORA. NADA HÁ PARA SER CORRIGIDO OU MELHORADO.

Cont...

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segunda-feira, setembro 01, 2014

A Cura Espiritual em seus Princípios Básicos (Introdução)

Gugu


Terminamos a exposição da primeira parte desta série. Para quem não sabe, esta série está sendo dividida em duas partes. A primeira parte consiste na publicação de um novo livro de Joel Goldsmith intitulado "Deus, a Substância de toda a forma", ainda não editado em português. A cada capítulo do livro foram tecidos comentários visando destacar e esclarecer pontos importantes que compõem os ensinamentos do Caminho Infinito. Agora vamos iniciar a segunda parte, que trata de um livro brilhante escrito por Dárcio Dezolt, que explica detalhadamente os princípios da Cura Espiritual ensinados no Caminho Infinito. Este livro "A Cura Espiritual em seus princípios básicos" complementa ainda mais a exposição de toda a mensagem que veio sendo passada até agora. Como o próprio nome diz, é um livro voltado inteiramente para o aprendizado da Cura Espiritual, todavia este livro objetiva – antes de tudo – o despertar espiritual/consciencial do indivíduo. E isso é realmente assim, porque uma cura espiritual somente pode ocorrer se o praticante tiver algum grau ou medida de iluminação espiritual. É possível realizar curas sem que a pessoa tenha despertado para uma consciência iluminada, porém tal cura será de natureza mental e não espiritual.

Em tempo: O que é a Cura Espiritual? Talvez muitos interpretem o termo "cura espiritual" como sendo "cura realizada por intermédio de médiuns ou espíritos", mas o significado dessa expressão está muito além disso. "Cura espiritual" pode ser também denominada "Cura divina". Não se trata necessariamente de cura de "doenças" ou "problemas", e sim de curar o "homem em si", restaurando-lhe a integridade à nível da Alma/Consciência. Joel Goldsmith explica exatamente o significado da cura espiritual em seu livro "A Arte de Curar pelo Espírito". Ele diz:

"Por motivos vários procura o homem cura espiritual. Muitos a procuram por causa de doenças corporais, outros para solucionar problemas de ordem emocional, moral ou econômica; outros ainda por causa de uma inquietação interna que os atormenta, apesar de todos os sucessos externos que talvez tenham encontrado em sua vida. Cedo ou tarde, descobrirão eles, que nunca deixará de haver inquietação, tristeza e descontentamento enquanto não estabelecerem contato consciente com a Fonte da vida, mesmo que se encontrem em plena saúde e prosperidade. O homem só encontra verdadeira harmonia em seu ser quando encontra Deus, quando entra numa comunhão interna com algo maior do que ele mesmo. E isto é a sua cura verdadeira e permanente. É esta a cura que o mundo busca. Cura espiritual é muito mais que uma experiência meramente física ou psíquica; é o descobrimento de uma comunhão interna com algo maior, algo muitíssimo maior do que jamais possa ser encontrado no mundo; é a experiência do nosso encontro com Deus. Quando repousamos nessa maravilhosa paz, o corpo toma as suas funções normais, e essas funções se realizam, daí por diante, por uma força que não parece ser dele. E é então que o nosso corpo revela saúde perfeita e plena, força, juventude e vitalidade - dons de Deus todos eles. Cura espiritual é o contato do espírito de Deus com o do homem; a alma, quando tocada pelo espírito divino, desperta para uma nova dimensão da vida, uma dimensão espiritual - e "onde reina o espírito de Deus, aí há liberdade". Quando o homem atinge esse estado de consciência vive ele numa nova dimensão da vida, além do estado tridimensional conhecido, e faz experiências totalmente desconhecidas no plano comum da vida humana. É esta a meta que a humanidade demanda, embora não saiba nitidamente qual seja essa meta e quais os métodos que a ela conduzem."

O tema do presente é livro a Cura Espiritual. Este é um livro é especial porque consegue expor uma mensagem grandiosa, poderosa (e muito profunda!) de forma super simples, eloquente, clara e objetiva. Exemplos e analogias são apresentados de maneira bastante didática e consistente, propiciando ao leitor não apenas a assimilação teórica dos ensinamentos, mas também a prática dos princípios espirituais. O livro fala tudo por si mesmo, dispensando a necessidade de comentários. Aqueles que assimilarem as mensagens deste livro (e as praticarem em períodos de contemplações) passarão a ter grande capacidade para trazer saúde, harmonia, suprimento, e todas as formas de bem necessários às suas vidas. É um livro realmente extraordinário. Assim, registro aqui os meus sinceros agradecimentos à Dárcio Dezolt por ter se colocado como instrumento ou veículo para conceber de forma tão pura e inspirada este livro maravilhoso. É motivo de imensa alegria para mim a oportunidade de publicá-lo neste blog e compartilhá-lo com o mundo. Agradeço também a Deus, que é Quem realmente tudo faz.

Namastê!

Agora entraremos no livro "A Cura Espiritual em seus Princípios Básicos". Seguem as palavras de introdução:


INTRODUÇÃO
- Dárcio Dezolt -

Cristo disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28). Este volume, versando sobre a cura espiritual, destina-se ao leitor "cansado e oprimido", não apenas em vista dos desafios e problemas que a vida lhe tem apresentado, mas, também, "cansado e oprimido" diante de tanta coisa que lhe tem sido oferecida sob o rótulo de Verdade, religião, ou denominação, e que não chegou, efetivamente, a lhe proporcionar o "alívio" prometido.

A humanidade está viciada em tentar obter as coisas "vindas de fora". O convite libertador nos dá outra diretriz: "Vinde a MIM, (...) e EU vos aliviarei."  Voltemo-nos para DENTRO de nós mesmos, para reconhecer a milenar revelação de todos os grandes mestres, ou seja, para reconhecer que este "EU", exatamente agora, é a nossa própria Consciência espiritual: o próprio Deus aparecendo como o ser individual que é o nosso ser.

As palavras aqui expostas não tentarão "convencer" alguém de que os princípios citados são verdadeiros. Isto seria adotar um propósito intelectual, dirigido à mente humana, e esta jamais iria se dar por satisfeita. Nosso objetivo é o de unicamente registrar os princípios divinos, acompanhando-os com comentários que julgamos serem úteis na aplicação dos mesmos por parte daqueles que se sentirem sinceramente atraídos e interessados.

A Verdade não é algo de que devamos "convencer" alguém a seu respeito. Será aceita ou não em função da abertura interna que cada um  demonstrar possuir no momento. Quando o EU ÚNICO, presente, portanto, no "autor" e no "leitor", Se mostrar como estando em "sintonia total", a mensagem será reconhecida como verdadeira e a aceitação será vista como natural ou espontânea. Neste sentido, disse Cristo: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem."

Os capítulos são curtos e objetivos. A cada leitura, cada um deverá ficar mais convicto de que jamais deverá conseguir alguma coisa "lá fora", diretamente no suposto mundo das aparências, mas sim DENTRO DELE  MESMO!

"O reino de Deus está dentro de vós". Apesar da clareza desta declaração de Cristo, muitos se vêem "cansados e oprimidos", tentando a todo custo obter a felicidade "fora de si mesmos". Os materialistas se esforçam no "mundo material"; os mentalistas se esforçam no "mundo mental"; entretanto, apesar destes esforços todos, muitos continuam na posição de "cansados e oprimidos". Por quê? Não vieram "A MIM", ao "Pão da Vida", à Presença de Deus em SI mesmos! Esta é a Verdade contida no Salmo 127:1: "Se Deus não edificar a casa (consciência), em vão trabalham os que nela labutam."

Mas o Caminho continua aberto! DEUS É! "Vinde a MIM (EU, a SUA Consciência espiritual), e EU VOS ALIVIAREI".

Após o conhecimento e estudo da mensagem aqui exposta, se VOCÊ, leitor, se achar convicto de que a solução para tudo reside em VOCÊ PRÓPRIO, pelo atingir do SILÊNCIO INTERIOR, e que o "mundo objetivo" é mero reflexo do "mundo subjetivo", esteja certo de ter alcançado o nosso objetivo, quando da apresentação do presente livro.

"Buscai, em primeiro lugar,
o reino de Deus e a sua justiça,
e todas as demais coisas
 vos serão
 acrescentadas".


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quinta-feira, agosto 28, 2014

Comentários Nucleares à série do Caminho Infinito













Divinos personagens [personificações do Ser Real],

Permitam-me comentar este iluminado comentário que fecha esta série do iluminado ensinamento do Caminho Infinito fazendo um paralelo entre ensinamentos iluminados que têm sido publicados neste Templo dos Iluminados.

Aquele que na Representação aparece como o divino personagem “Gugu” escreveu:

“O Caminho Infinito diz que, por mais que todas as qualidades e atributos de Deus estejam incorporados/presentes em nossa consciência, nenhum resultado prático iremos obter se não tivermos a "percepção consciente" dessa Verdade.”

Esclareceu que:

“Isso significa que apenas saber (ter o conhecimento intelectual) da Verdade não fará com que sejamos beneficiados por ela.”

E complementou, dizendo que:

"É necessário meditar e contemplar a Verdade, até que Sua realidade se torne uma percepção consciente para nós.”

Por sua vez, Aquele que na Representação apareceu como o divino personagem Joel Goldsmith resumiu todo o iluminado ensinamento do Caminho Infinito nestes termos:

“vai ter com Deus esperando Deus”

Isto é assim porque a Realidade é Deus!

O único Ser Real é Deus!

Se há algo a “ser conscientizado” é que é o próprio Deus Quem percebe que é Deus!

A chave de compreensão de todo o ensinamento espiritual do Caminho Infinito está condensada na expressão "percepção consciente"!

Notem que não se trata de “pensamento consciente” mas de “percepção consciente”!

Isto porque “pensamento” é a atividade da “mente do personagem” e está no âmbito da Representação, enquanto que “percepção” é a atividade da “Consciência do Ser” e está no âmbito da Realidade! Assim sendo, podemos dizer que: “A mente pensa e a Consciência percebe”.  Esta percepção como atividade da Consciência é comumente chamada de meditação. Por isso dizemos: “A mente pensa e a Consciência medita”.  

O que deve ser notado é que Quem medita ou percebe, é a própria Consciência!

No ensinamento da Seicho-No-Ie, Aquele que na Representação apareceu como o divino personagem Masaharu Taniguchi ensinou algo de extrema importância para todos os que vão meditar! A Meditação Shinsokan tem início com a percepção de que: “Neste momento deixo o mundo dos cinco sentidos e entro no mundo da Imagem Verdadeira”.

O que Masaharu Taniguchi esclareceu e que deve-se notar é que é o próprio “eu” da Imagem Verdadeira Quem deixa o mundo dos cinco sentidos... Ou seja, não é o "eu" do personagem Quem percebe ou medita, mas o Eu do Ser Real.

Assim, na verdadeira meditação há a percepção de Si mesmo por Si mesmo, ou seja, há a percepção de Quem Somos por Quem realmente Somos; de Quem “Eu Sou” por Quem “Eu Sou”; há a percepção da Realidade do Ser pelo “Eu” de nossa real identidade!  

Transcrevo algo pertinente, trecho do texto publicado no site do Núcleo (em http://nucleu.com/2013/02/26/asatoma-om-%E0%A5%90-parte-2/):

“Observem a sutileza de que na Meditação Shinsokan é o Eu da Imagem Verdadeira Quem medita, pois, como disse Masaharu Taniguchi no livro 'Explicações detalhadas sobre a Meditação Shinsokan': “A mente que mentaliza 'Sou a Imagem Verdadeira e estou no mundo da Imagem Verdadeira' é a mente da Imagem Verdadeira que veio através do poder divino da Imagem Verdadeira. Portanto, o eu que mentaliza a Imagem Verdadeira é o Eu iluminado desde o princípio (o eu da Imagem Verdadeira). A Meditação Shinsokan não é uma prática comum realizada pelo pequeno ego. É uma poderosa prática espiritual na qual a Imagem Verdadeira realiza a Imagem Verdadeira – a isso se diz tornar-se Buda ou iluminar-se.”

E em comentário a isso foi escrito que:  

“O que existe de verdade é unicamente a Grande Vida do Universo.”

Para os que acompanham estes textos e comentários, saibam que a frase acima, de Masaharu Taniguchi, quando conscientizada, se torna o elo entre o conteúdo dos textos [a verdade revelada] e as “experiências conscienciais” [a verdade vivenciada]. Em termos práticos, Masaharu Taniguchi, nas páginas 228 a 232 do livro “Despertar Espiritual”, narra um caso verídico de pessoa que vivenciou a sensação de ser um com Deus. Vivenciar a sensação de ser um com Deus é ter uma “experiência consciencial”, ou seja, é ter uma “experiência de percepção consciencial”. [Acessem neste blog http://busca-espiritual.blogspot.com.br/2014/06/ensinamentos-essenciais-da-seicho-no-ie_8.html] 

Atentem ao que está escrito na página 27 do livro “Explicações detalhadas sobre a Meditação Shinsokan": "A Meditação Shinsokan consiste em captar o Eu verdadeiro através da “percepção da Imagem Verdadeira”. Na página 28 Masaharu Taniguchi adverte que: “Enquanto não compreendermos este princípio através da “percepção da Imagem Verdadeira”, ou seja, pelo processo de reconhecimento direto de que é a Verdade dentro de nós que sintoniza com a Verdade imanente no Universo, não conseguiremos apreender o nosso Eu verdadeiro. Praticamos a Meditação Shinsokan para captar esse Eu”.

Este caso citado por Masaharu Taniguchi é exemplo do “processo de reconhecimento direto”, que no Núcleo é chamado de “experiência de percepção consciencial”.

O que será revelado a seguir tanto pode chocar alguns quanto pode despertar outros.

Normalmente a relação entre discípulo e Mestre ou é do tipo reverencial, como no caso dos adeptos que têm um profundo sentimento de reverência e agradecimento ao Mestre e seus ensinamentos; ou é uma relação do tipo devocional, como no caso dos devotos que têm um profundo sentimento de devoção pelo Mestre a quem consideram Deus manifesto.

O que pode chocar alguns ou despertar outros é a revelação de que é apenas o próprio Ser Real Quem Se percebe! Ou seja, é o Eu Verdadeiro quem percebe o Eu Verdadeiro.

A implicação desta revelação que tanto pode chocar quanto despertar é que enquanto o “adepto” se mantém apenas numa relação reverencial com seu Mestre (ou enquanto o “devoto” se mantém apenas numa relação devocional com seu Mestre), não ocorre o “processo de reconhecimento direto”, ou seja, a “experiência de percepção consciencial”. Isto porque é o próprio Mestre Quem Se percebe! É a “percepção do Mestre” que percebe a Unidade Deus-Filho de Deus! Esta “percepção” está em nós, mas não está em nossa mente, não está na representação, por isso não está na mente do personagem [adepto ou devoto] que estamos representando; esta percepção está na própria “Consciência” do Ser que somos! A Consciência do Ser que somos e a Consciência do Mestre é uma só, porque somos um único Ser! Quando Pedro respondeu a Jesus a pergunta “Quem dizem que é o Filho do homem?", dizendo: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”, Jesus não atribuiu esta percepção à mente de Pedro; Jesus atribuiu a percepção de Pedro ao Pai, que está no Céu, ou seja, ao Ser que está na Realidade, não na representação.

Masaharu Taniguchi deu o seguinte exemplo ao Sr. Sawada, que então pode vivenciar a sensação de ser um com Deus: “Ao olhar para o rio Yodo, você pensa que está vendo as águas do rio Yodo? Ou pensa que está vendo as águas do lago Biwa? Na Verdade, as águas do rio Yodo se originam do lago Biwa. Em outras palavras, não existem realmente águas do rio Yodo. ‘Águas do rio Yodo´ é apenas uma denominação que as águas originadas do lago Biwa recebem num trecho do seu curso. O mesmo pode se dizer dos seres humanos. Não existe Vida com denominação própria, como, por exemplo, Vida de Sawada, Vida de Taniguchi etc. O que existe de verdade é unicamente a Grande Vida do Universo.”

Como uma oração o “adepto” se mantém numa relação reverencial com seu Mestre (e como uma oração o “devoto” se mantém numa relação devocional com seu Mestre); e assim convém que seja até que esta oração conduza o adepto ou devoto à meditação, à experiência de Unidade; à percepção de que existe de verdade unicamente a Grande Vida do Universo.

Eis porque os ensinamentos da Seicho-No-Ie e do Caminho Infinito se equivalem!

E se equivalem porque são ensinamentos que não provieram da “mente” dos divinos personagens que os revelaram, porque não foram ensinamentos “pensados”; foram “percepções” advindas da “Consciência do Ser”, do “Eu Verdadeiro” de Si mesmos. Enfim, foram percepções advindas da Fonte, Núcleo, Origem ou Essência do Ser Real, da Realidade e real identidade de Quem Somos.

E de forma iluminada Joel Goldsmith resumiu isso orientando assim: “vai ter com Deus esperando Deus”!

É exatamente essa a percepção iluminada: Aquele que É em mim percebe, desfruta, contempla Aquele que É em você! 

Namastê.


quarta-feira, agosto 27, 2014

Comentando o capítulo 12

- Gustavo -


O Caminho Infinito diz que, por mais que todas as qualidades e atributos de Deus estejam incorporados/presentes em nossa consciência, nenhum resultado prático iremos obter se não tivermos a "percepção consciente" dessa Verdade. Isso significa que apenas saber (ter o conhecimento intelectual) da Verdade não fará com que sejamos beneficiados por ela. É necessário meditar e contemplar a Verdade, até que Sua realidade se torne uma percepção consciente para nós. Ao longo dos capítulos deste livro (e dos comentários aos capítulos) foram entregues ao leitor os "princípios" ou "chaves de compreensão" necessários para fazê-lo adquirir a percepção consciente da Verdade. Joel Goldsmith diz que, se a "percepção consciente" da Verdade não nos vem como um dom divino (apenas uns poucos têm esse privilégio!), o modo de atingi-la é através de meditação (exercícios de percepção) e estudo das verdades das Escrituras ou da literatura espiritual. Portanto, agora, a nós unicamente cabe a parte de pôr em prática o que foi ensinado.

É necessário estabelecermos diariamente a conscientização da Presença de Deus (do Reino de Deus) em nós. À medida que vamos praticando, recebemos orientação/colaboração invisível (divina), somos guiados pelo Espírito a nos elevar cada vez mais em consciência, sempre de modo a aumentar a nossa percepção da Verdade. Por sua vez, quanto maior for a nossa percepção consciente da Verdade, maior será a nossa capacidade de realizar as demonstrações de saúde, suprimento, harmonia, bem estar, etc.. A princípio pode parecer que o Caminho Infinito seja um ensinamento voltado para a realização de curas espirituais (tais como a melhoria de saúde, finanças, relacionamentos, e obtenção de outras graças materiais), mas não é assim. Este é um ensinamento de realização/iluminação espiritual. Goldsmith afirma que a cura espiritual é um efeito decorrente ou secundário da conscientização da Realidade imutável de Deus. Incansavelmente, em suas obras, Goldsmith diz que nada há para ser curado, alterado ou melhorado – pois a Realidade Perfeita já é agora! O indivíduo somente começa a realizar curas espirituais na medida em que compreende verdadeiramente que não existem curas para serem realizadas. Deus já é tudo! Todos os seres, que são a plena expressão/manifestação de Deus, também já são perfeitos! Ter a percepção dessa Verdade faz com que, no universo das aparências, as imagens se ajustem à realidade presente na consciência do curador. No livro "A Arte de Curar pelo Espírito", Goldsmith diz:

"Enquanto não vires a Deus manifestado na pessoa que está diante de ti, terás vontade de pedir a Deus para que faça algo por alguém - e isto derrotará a sua intenção. O tratamento, em sua totalidade, se desenrola no plano de Deus, dentro da conscientização de Deus como sendo a vida de cada indivíduo, como sendo a lei de cada um, como lei individual, como Espírito divino em forma de substância individual  dentro da conscientização de Deus como a Causa Única. Ora, se Deus é a Causa única, então deve Ele ser também o Efeito único; e, se Ele é o Efeito único, então, está, com isto, terminado o tratamento. O curador não tem de tratar com nenhuma outra coisa: apenas Deus como Causa, Deus como Efeito, Deus como Lei, Deus como o verdadeiro ser de cada indivíduo. Toda vez que pensas que teu paciente necessita de ajuda, está turvada a tua visão espiritual. Não te dirijas a Deus com o desejo de curar ou ser curado; não vás ter com Deus esperando emprego; não vás ter com Deus na expectativa de receber segurança e proteção: vai ter com Deus esperando Deus. Vai ter com Deus na esperança de receber a experiência espiritual de sua presença. Ora unicamente para que Deus se revele como luz, como a plenitude da luz, como a verdade em toda a sua plenitude. Ora para teres luz, verdade, iluminação; ora para teres mais sabedoria. E verás como então Deus se manifesta na forma de harmonia nos acontecimentos, nas coisas ordinárias de cada dia."

Em suma, o curador não lida com "duas realidades" ou "dois poderes". O curador não intenta fazer com que um "poder superior" atue em favor de uma "realidade inferior" proporcionando curas ou melhorias. Antes, ele reconhece que não existe "realidade inferior" para ser melhorada ou curada. Deus não pode curar o que não existe! Em contrapartida, o que existe já é perfeito, iluminado e completo, desde sempre! Deus é tudo agora! Essa é a única realidade. Quando realizamos as contemplações absolutas, não apenas elevamos nossa consciência acima da crença coletiva, mas, juntamente conosco, elevamos em alguma medida a consciência da humanidade inteira. O mundo inteiro (principalmente aqueles de convivência próxima a nós!) recebe benefícios/iluminação quando um simples indivíduo contempla a Verdade de que Deus é a única realidade.

Goldsmith também adverte:

"Poderá não ser hoje, amanhã, na próxima semana e nem no próximo ano que chegaremos a demonstrar a plenitude de Deus, a totalidade de Deus. Porém Deus é tudo; Deus é infinito, onipotente, onipresente, onisciente; e na medida de nossa conscientização deste fato, nós iremos demonstrando aquelas quantidades e qualidades da totalidade. Só porque ainda não completamos nossa demonstração de ascensão não significa que não tenhamos alcançado Deus. Quando a tivermos alcançado precisaremos seguir avante com paciência até chegar a hora em que Deus em Sua totalidade seja revelado na experiência de ascensão acima de todo mundo da crença."

Conforme dito no início, foram entregues ao estudante todas as ferramentas capazes de proporcionar sua realização em Deus. Goldsmith afirma que haverá um momento em que faremos a nossa "ascensão" para acima de todo o mundo da crença. Quando isso acontecer, todo o senso de "materialidade" e "separação" cessarão de vez em nossa percepção, e unicamente Deus e Sua perfeita unicidade constituirão a nossa realidade. No entanto, até que esse momento glorioso chegue, deveremos lidar com as crenças universais intrusas, que se apresentam como se fossem realidade. Mas podemos alcançar Deus mesmo sem ter realizado a "ascensão". Mesmo sem ter conscientizado plenamente a Sua presença, podemos captar interiormente a visão de Deus como sendo a Consciência Infinita que abrange todo o Bem; interiormente podemos captar a visão de Deus como sendo a substância e a realidade de toda a criação. Isso será o bastante. O que permitirá captarmos a visão é a correta compreensão/apreensão/aplicação dos princípios espirituais durante as práticas contemplativas. Uma vez tido o vislumbre, o contato foi estabelecido, Deus foi alcançado. A partir de então, o nosso trabalho será somente o de repetir aquele contato vezes e mais vezes, a fim de que a nossa visão de Deus se torne cada vez mais clara, nítida e pura. Então poderemos estar em constante contato com Deus, recebendo toda orientação, auxílio e benefícios necessários para cada momento de nossa vida. Paramahansa Yogananda escreve que, certa vez, fez a seguinte pergunta para seu mestre:

- Mestre, quando eu encontrarei Deus?
O mestre respondeu-lhe:
- Oh… Você já o encontrou.
- Não, mestre, creio que não.
- Sim… você já o encontrou. Estou certo que você não está esperando encontrar um personagem memorável, enfeitando um trono num cantinho antisséptico do Cosmo. Percebo, entretanto, que você imagina que a posse de poderes miraculosos é a prova de que alguém encontrou Deus. Não. Pode-se alcançar o domínio sobre o Universo inteiro e, no entanto, descobrir que Deus se esquiva. O progresso espiritual é medido pela profundeza da bem-aventurança alcançada em meditação.


Os princípios espirituais nos proporcionarão convicção/fé inabalável na Verdade, em Deus, o Infinito Invisível. A Bíblia diz que "fé é a certeza das coisas que não se vêem" (Hebreus 11:1). De início, pode ser que, em razão de dúvidas, incertezas e outras limitações, as contemplações absolutas aparentem ser ineficientes; mas o progresso espiritual não é necessariamente medido pela capacidade que a pessoa tem de realizar curas ou demonstrações. À medida que o indivíduo for se dedicando ao estudo e às práticas, cada vez mais receberá auxílio divino a fim de que progrida em compreensão, certeza e percepção da Verdade. Então a Verdade se tornará cada vez mais real e tangível. Basta que o estudante atenha-se aos princípios espirituais que foram expostos, e infalivelmente obterá resultados. Quanto mais ele descobrir que Deus (e o Reino de Deus) habita em seu universo interior (que é infinito, único!), maior será a sua realização, libertação, bem-aventurança e paz. E perceberá que os acontecimentos do mundo exterior passarão a corresponder à conscientização interna da Realidade Divina. Por fim, virá a ascensão, momento em que, assim como o fez Jesus, o indivíduo poderá afirmar: "Eu venci o mundo". Esse é o propósito dos ensinamentos do Caminho Infinito.

Que todos os seres, de todos os mundos, possam despertar para essa Verdade.
Todos os seres, de todos os mundos, vivem agora essa Verdade.
Assim é!

Namastê!


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sábado, agosto 23, 2014

O desdobramento do bem pela atividade da Consciência Individual

DEUS, A SUBSTÂNCIA DE TODA A FORMA
(Joel S. Goldsmith)

- Capítulo 12 (Final) -

O DESDOBRAMENTO DO BEM PELA ATIVIDADE DA CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL

Vamos começar a trançar os fios – estes fios de consciência – a fim de formar uma forte corda de conscientização e de compreensão, e trazê-la para a aplicação prática, ou em outras palavras, ter o Verbo feito carne.

Nosso esforço, nosso desejo, nossa prece, visa compreender a Deus. Isto significa compreender a infinitude, eternidade e imortalidade. Como Deus é o tema de nosso trabalho, de nossa compreensão e de nossa revelação, então a infinitude, a imortalidade e a eternidade devem ser a natureza de seu efeito em nossa experiência.

Poderá não ser hoje, amanhã, na próxima semana e nem no próximo ano que chegaremos a demonstrar a plenitude de Deus, a totalidade de Deus. Porém Deus é tudo; Deus é infinito, onipotente, onipresente, onisciente; e na medida de nossa conscientização deste fato, nós iremos demonstrando aquelas quantidades e qualidades da totalidade. Só porque ainda não completamos nossa demonstração de ascensão não significa que não tenhamos alcançado a visão de DeusQuando a tivermos alcançado precisaremos seguir avante com paciência até chegar a hora em que Deus em Sua totalidade seja revelado na experiência da ascensão acima de todo mundo da crença.

Foi somente nos momentos finais do ministério de Jesus que ele pôde dizer: “Eu venci o mundo.” (João 16: 33). Assim, apenas no momento da ascensão, no momento em que tivermos atingido a plenitude da conscientização, é que nós, também, poderemos dizer: “Eu venci o mundo.” Mas isto não serve de desculpa para justificar nosso atraso nessa escalada de desenvolvimento e revelação. Não serve como desculpa esperarmos a aposentadoria para termos mais tempo, ou esperarmos o dia da morte, quando teríamos mais tempo ainda.

Nosso dia começa agora. E sendo este dia acompanhado continuamente de sucessivos dias de desenvolvimento da consciência, não haverá tal coisa como um dia de morte: será uma contínua experiência de desdobramento do bem.

Todos vocês que captaram esta visão de Deus como Consciência e da Consciência incorporando todo o bem – da Consciência governando e controlando a experiência individual, da Consciência como sendo a substância, a lei e a forma do ser individual e de toda a creação – podem começar a elevar a própria consciência ao discernimento espiritual das coisas de Deus.


A ATIVIDADE DA VERDADE NA CONSCIÊNCIA SE DESDOBRA COMO SEU BEM

Neste ponto você está subindo mais um degrau. Atinja esta visão: o bem de Deus; o bem que é a atividade de Deus; o bem que é um desenrolar, uma revelação e uma experiência de Deus é a atividade de sua consciência individual. Todo o bem que se manifesta em seu mundo – tudo de bom, onde quer que seja experimentado, onde quer que esteja sendo revelado ou entendido, tudo de bom que possa ter existido em qualquer lugar ou época, é a atividade de sua consciência individual. Não existe um Deus distante. Deus está mais próximo que nosso fôlego e mais perto que nossas mãos e pés. Qual a razão disso? É porque Deus constitui a consciência do indivíduo. Sob toda circunstância em que pareça haver necessidade da onipresença de Deus, conscientize que é a onipresença de sua consciência individual que constitui o Deus de seu universo.

Quando Eddie Rickenbacker estava abandonado num barco no Oceano Pacífico, não foi a consciência de seu mestre ou a consciência de seu praticista que lhe trouxe auxílio. Foi a consciência de seu ser individual, onipresente onde ele estava, que lhe possibilitou alcançar um pássaro para se alimentar, que lhe possibilitou arranjar um peixe no fundo de seu barco – o peixe havia pulado da água para dentro do barco – e que lhe possibilitou conseguir chuva num céu sem nuvens. Era a atividade de sua própria consciência aparecendo como alimento e como chuva. E foi a atividade de sua consciência que por fim apareceu como segurança.

É a atividade de sua consciência que aparece como saúde de seu corpo, como oportunidades nos negócios, como discernimento certo na hora certa, como encontro da pessoa certa no momento certo e nas circunstâncias adequadas. É a atividade de sua própria consciência aparecendo como sua experiência. Vamos perceber que:

“Eu e o Pai somos um”. Deus é a minha consciência individual, e é a atividade de minha consciência individual que aparece a mim como lar, negócio ou dinheiro, ou como talento, genialidade ou habilidade. Tudo é atividade de minha própria consciência. O que tem-me separado de meu bem é a crença na existência de algo distante, um poder, um Deus “lá fora”, ou que havia alguma coisa que eu estava tentando alcançar e não podia.”

Realmente, você nunca irá alcança-la, até que conscientize que o reino de Deus está dentro de você e que este é o único lugar a se dirigir para a aquisição de algo: o seu interior, a sua própria consciência. Não faz a menor diferença qual possa ser a sua necessidade; não importa se ela é pequena ou grande; poderia variar desde uma agulha até uma âncora. Não há limites na demonstração de sua consciência: somente você coloca limites em sua atividade!


O OBJETIVO DA CONSCIÊNCIA É INFINITO

Se formos ao mar com um pequeno copo, poderemos voltar somente com um pequeno copo cheio de oceano, mas se levarmos baldes, teremos baldes cheios de oceano. O oceano é suficientemente grande para nos fornecer qualquer quantidade que necessitemos. Assim também ocorre com a Consciência, com Deus aparecendo como nossa consciência individual. Podemos nos dirigir àquela Consciência por algo pequeno, ou podemos ir a ela com grande objetivos, pois a Consciência, mesmo a consciência individual, sua e minha, é infinita em seu raio de ação.

A partir de agora, não fique apenas pensando sobre isso, mas ponha-o em prática de forma que, ao surgir alguma necessidade de qualquer nome ou natureza, você imediatamente se dirija ao interior de sua própria consciência num estado de receptividade com aquele “ouvido que escuta”, e deixe sua consciência expandir e revelar tudo o que for necessário em sua experiência.

Não devemos, contudo, nos esquecer, em todo esse buscar, do aspecto sobre o qual estamos falando. Não devemos retornar a um linguajar alegórico ou metafórico. Estamos removendo o véu do tema: “O que é Deus?”, revelando Deus como a consciência individual. Nunca volte a pensar n’Ele como sendo algo distante, algo que precise de preces ou de agrados sob qualquer aspecto. Pense em Deus como sendo a substância real de seu ser, que você pode atingir no silêncio e deixar manifestar como um mundo cheio de harmonia, paz e saúde.

A atividade da consciência individual aparece como demonstração sob toda a forma de bem que possa ser necessário e adequado para o momento. Lembre-se, porém, que a consciência não é a sua mente “pensante”; a consciência nada tem a ver com os pensamentos que você pensa; a consciência nada tem a ver com seu esforço individual físico ou mental. Quando eu falo de consciência, não estou me referindo ao intelecto ou à mente racional que serve somente como veículo, mas eu me refiro àquilo que realmente é a substância ou realidade da mente humana. Ao se dirigir interiormente a esta Consciência infinita de seu ser, dirija-se numa atitude de escuta, de receptividade, de esperar que Ela Se revele. Não é preciso dizer nada a ela; não é preciso pedir aquilo que você está precisando ou desejando. Se você conhece a sua necessidade, Ela também a conhece.

Sem qualquer palavra, sem qualquer pensamento, sem dar a Ela o nome da pessoa a quem deseja beneficiar, ou o nome da doença que você quer tratar, ou ainda sem especificar qual é a sua necessidade, volte-se interiormente numa atitude receptiva de que aguarda a resposta para certa pergunta, e permita que a Consciência Se manifeste e Se revele a você.

Isto não é fácil, eu sei, porém o caminho é este: é este o caminho do desenvolvimento; é este o caminho espiritual; é este o caminho pelo qual nos tornamos conscientes de nossa unidade com Deus.


CONFIE NA ATIVIDADE DE SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA

É possível para uma pessoa utilizar todas as afirmações da verdade que ela conheça e ainda assim obstruir a sua própria demonstração. Por exemplo, se ela estiver desempregada, suas afirmações serão em função de um emprego: “Eu trato dos negócios do Pai” ou “Eu estou empregado”. Mas poderia ocorrer de, naquele momento, a real demonstração ser justamente o fato de estar sem emprego, demonstração a qual estaria sendo limitada em razão da tentativa de se “demonstrar um emprego”.

Isso me faz lembrar de um amigo que vivia numa fazenda pela qual passaram duas ou três gerações de sua família. Sempre eu ficava pensando em quão duramente eles deviam ter trabalhado para desenvolver aquele pedaço de terra e retirar do solo a própria subsistência. Se eram religiosos, como devem ter orado para que algumas das pedras fossem removidas da terra, ou para terem mais resistência física para trabalhar na fazenda, ou ainda orado por um melhor tempo que fizesse render maior produção de batatas. Estou certo de que nos anos em que viveram na fazenda eles oraram bastante a fim de arrancar o seu sustento.

No entanto, a terceira geração que veio encontrou petróleo naquela fazenda! E agora a mesma fazenda já tem cinco poços de petróleo. Deu para perceber o significado dessa exemplificação? Nunca delineie sua demonstração à Consciência. Aquilo delineado poderá não ser o que a Consciência tem para você. Suponha que você faça um plano e ore para que Deus lhe dê forças para trabalhar em sua fazenda, para semear e plantar. Suponha que ore para que mais meia dúzia de trabalhadores apareça para ajuda-lo na colheita, onde exatamente se encontra o petróleo, à espera de poder jorrar. Deu para captar o sentido? Nunca diga à sua consciência o que você pensa a respeito do que deveria ser a sua demonstração, pois isso a impediria de operar livremente. Quase todos têm trabalhado arduamente por anos seguidos, e talvez isso pudesse ser evitado caso tivessem confiado que a atividade da própria consciência os conduziria rumo à demonstração.

Foi a atividade de sua consciência que formou o seu corpo. Não foi a atividade da consciência de algum Deus distante. Foi a atividade da consciência de seu próprio ser que formou oseu corpo. É a atividade da consciência que o tem conduzido através dos anos, e muito provavelmente, em algumas vezes, tem sido difícil para ela avançar contra os seus próprios esforços.


DEUS ESTÁ PERTO DE VOCÊ

Vamos relaxar na conscientização de que não temos que ir a terras distantes para encontrar Deus. Nossa busca por Deus não é realizada externamente no mundo. Você se recorda de quantas vezes os homens saíram em busca do Cálice Sagrado e de quantas vezes eles voltaram para casa cansados e doentes e foram encontra-lo em seus próprios jardins? A história do Cálice Sagrado é simbólica, ilustrando o fato de que eles estavam, na realidade, indo em busca de felicidade, paz, harmonia e alegria, mas que se enganaram ao tentar consegui-las no mundo, com todos os recursos humanos disponíveis – toda a força humana, todo o raciocínio humano e até com todo o dinheiro que tinham. Quando o mundo não pode dar a eles o que buscavam, quando a mente deles não pode dar a eles o que buscavam, quando toda a habilidade e dinheiro foram empregados em vão, foi então que eles voltaram para casa e puderam encontra-lo exatamente onde ele sempre tinha estado. Era todo o tempo a atividade da própria consciência deles e, quando abandonaram os meios do mundo, e exaustos abandonaram a busca, ele apareceu.

Algo de natureza semelhante é o que ocorre conosco quando dispendemos muito esforço ao darmos tratamento e nos sentimos cansados ou esgotados. A Consciência Se expande e nos diz: “Você é uma pessoa tola! Eu estava aqui o tempo todo.” Sim, às vezes nós mesmos nos ludibriamos de tal maneira.


A MENTE COMO UM INSTRUMENTO

Porém, embora a mente humana, a mente racional, não seja a consciência, nem por isso ela deve ser posta de lado ou destruída. Ela tem a sua posição. É ela que age para nós quando recebemos sabedoria e conhecimento da consciência. A direção, a orientação, a inspiração e o conhecimento vêm a nós individualmente por ação da consciência, e nossa mente e nosso corpo são utilizados como veículos de transporte daquele comando.

Portanto, não tentemos abolir a mente humana e nem parar de pensar. Muitas coisas maravilhosas nos vêm através do nosso pensamento, mas devemos deixar que ele seja inspirado por um processo espiritual da consciência. Deixemos a nossa mente serena enquanto ficamos “na escuta”. O escutar é uma atividade da mente humana, a qual pode ser utilizada para deixar a Alma ou Consciência aparecer. O ponto principal que gostaria de ressaltar aqui é sobre a capacidade que a Consciência tem de Se revelar a nós sem que necessite da mente pensante; esta última é usada para as ordens e orientações recebidas serem exteriorizadas.


ESTABELEÇA DIARIAMENTE A CONSCIENTIZAÇÃO DE DEUS

A Consciência somente se revela a nós quando estamos receptivos e mantemos a linha aberta. Neste trabalho, nós aprendemos a jamais sair de casa pela manhã sem que tenhamos feito o contato com a Consciência, ou sem que tenhamos recebido da Consciência algum impulso, algo que pareça nos dizer: “Tudo está bem. Vá em frente.” Pode vir também na forma de um senso de satisfação ou sentimento de paz. Talvez você dissesse: “Sim, mas ainda não sei que rumo tomar.” Mas não tem nada a ver. Siga adiante e faça o que estiver à mão, e, no instante em que forem necessários a Intervenção, Poder e Sabedoria divinos, você os encontrará disponíveis na forma mais adequada.

O ponto importante é mantermos aquele contato. O fato de você ter realizado hoje o contato não implicará necessariamente que estará conscientemente unido àquela Consciência por todo o tempo. “Neste mundo”, um mesmerismo universal ou sugestão universal é lançado em nossa direção nas vinte e quatro horas do dia. Esta crença universal vem a nós através dos pensamentos humanos, do rádio, dos jornais e da agitação geral da consciência humana. Nós somos envolvidos por um mundo-conceito tão forte que se torna mesmérico, capaz de nos separar da atividade de nossa própria consciência. Por isso, nos estágios preliminares deste trabalho, é necessário que façamos conscientemente a “sintonia” com bastante frequência.

Todos os que estão neste caminho deveriam aprender a nunca sair de casa antes de ter sentido aquele contato interior, não importa o quanto estejam ocupados, mesmo que fosse preciso se levantar uns quinze minutos mais cedo para realiza-lo. Mesmo que não haja uma sensação de que o contato tenha sido feito, é importante sentar-se por alguns instantes com ouvidos abertos, numa receptividade que dá as boas vindas a Deus. Em outras palavras, pelo menos nós podemos abrir nossa consciência, preparando-a para o que possa nos vir, e só então irmos rumo aos nossos negócios. Como já disse, nos estágios iniciais isto deveria ser repetido ao meio dia e à noite, ou seja, ao menos umas três vezes por dia. Também, se acordarmos durante a noite, devemos reconhecer que não se trata de mera insônia, mas que estaremos despertos e alertas para alguma finalidade. Esta finalidade seria nós fazermos a “sintonia” na quietude da noite, para recebermos algo que nos fosse necessário saber. Se não for para sabermos algo naquele momento, pelo menos nos foi dada uma oportunidade de estabelecer nosso contato. E isso é tudo de que necessitamos.

Quando sentimos ter perdido nosso contato com Deus, isto é devido ou às crenças do mundo, que são universais e de efeito mesmérico, ou aos nossos receios, dúvidas ou inexperiência em seguir a orientação interior. Um ou vários desses fatores contribuem para romper o nosso contato com a Consciência. Assim, ele deve novamente ser restaurado: temos que nos sentar e “escutar”; temos que estar silenciosos e receptivos; temos que nos conscientizar de que o nosso bem somente aparecerá como atividade de nossa consciência individual. Devemos sempre estar lembrados de que: "Meu bem se manifesta como atividade de minha própria consciência. É a atividade de minha consciência que aparece externamente na forma de saúde, harmonia, paz, alegria, cooperação, amizade, eternidade, imortalidade, vida, verdade e amor."


SUA CONSCIÊNCIA DETERMINA A SUA EXPERIÊNCIA

Você ficará surpreso ante as coisas miraculosas que acontecem a partir do momento em que você conscientiza ser o seu bem um desenvolvimento da consciência individual, a partir do momento em que você não fica mais aguardando a vinda de seu bem “daqui” ou “dali”, de pessoa, lugar ou coisa, ou a partir do momento em que você o aguarda como um fluxo da atividade de sua própria consciência individual. Milagres passam a acontecer a partir daquele momento, e eles realmente são milagres. A multiplicação dos pães e peixes é um exemplo do que ocorre quando, igual a Jesus, você se volta para o Pai – sua própria Consciência – e conscientiza que você não pode sair para comprar alimento suficiente para alimentar quatro ou cinco mil pessoas, e que portanto ele deve começar a fluir através de atividades de sua própria consciência.

Eu tenho visto repetidamente o que acontece às pessoas, quando elas se conscientizam de que todo o seu bem não pode vir a elas do “exterior”, e que nenhuma condição má externa consegue impedir o curso do seu bem até elas. Você acredita poder existir algo no mundo exterior capaz de impedir que sua consciência se desenvolva e se revele na forma de seu bem? Não existe. O mundo exterior não consegue atingir o interior de sua consciência para governa-la ou afeta-la.

As condições externas nos afetam somente quando acreditamos que nosso bem possa vir de pessoas, lugares ou coisas, isto é, de algo externo. Uma vez que reconhecido que o mundo “de fora” nada tem a ver com o desenrolar de nosso bem, já que nada “de fora” consegue atingir a sua atividade de aparecer em todas as formas de bem, então não poderá haver qualquer efeito de condições externas em nossa experiência.

Todo o reino de Deus está dentro de sua própria consciência! Todo o reino de Deus se desdobra a você do interior de seu próprio ser, e nada – nenhum grupo de pessoas, nenhuma forma de governo, nenhum tipo de economia – pode de alguma maneira entrar em sua consciência e impedi-la de expressar o seu bem individual. Como é maravilhoso saber que do início ao fim dos tempos teremos todo o bem de que necessitarmos continuamente a fluir pela atividade de nossa própria consciência, e que o seu desenvolvimento nunca depende de algo que esteja se passando no mundo exterior! Você percebeu como pôde Moisés fazer cair maná do céu e retirar água da rocha? Ou como Jesus conseguiu ouro na boca de um peixe? Aquilo foi possível por não ser, em absoluto, uma atividade do exterior. Era o desenrolar da própria consciência que apareceu externamente na forma necessária para o momento. Tanto Moisés como Jesus conheciam este segredo, o segredo de que tudo ocorre dentro da consciência.


“EU SOU” APARECE COMO FORMA

Salomão também conhecia este segredo. Anos atrás, num antigo livro trazido a mim em Boston, eu descobri a palavra secreta da Maçonaria, que havia sido perdida há muito tempo durante a construção do templo do rei Salomão. Estava escrito que naquela época os que se elevavam ao grau de mestre maçom recebiam a palavra secreta, a palavra que lhes possibilitariam viajar para qualquer parte do mundo, e esta palavra-chave identificá-los-iam como mestres.

A palavra foi perdida, e como não é mais usada na Maçonaria, ela não é um segredo. Realmente, poucos são os maçons que sabem algo a esse respeito. Porém o autor daquele livro, após muitos e muitos anos de pesquisa, descobriu que a antiga e perdida palavra secreta dos mestres maçons era “EU SOU”. EU SOU é aquela antiga palavra, e se os construtores daquele templo a tivessem conhecido, ela lhes teria garantido, onde eles estivessem, as maiores regalias – aquelas de um mestre maçom.

Este foi o segredo de Moisés, o segredo de Salomão e o segredo de Jesus:

"Eu sou. Deus é a minha própria consciência. Deus é a consciência individual, e onde eu estou, Deus está. Portanto, onde quer que eu esteja, o meu bem se manifesta. 'Se desço ao inferno, nele te encontras', porque se eu estiver lá, Deus estará lá, e meu bem se manifestará lá. Para onde irei a fim de me subtrair da tua presença?'. Como poderia eu sair de minha própria consciência? Enquanto eu estiver consciente, isto não poderá ocorrer. E é esta própria consciência – a atividade desta consciência que constitui o meu suprimento, as minhas oportunidades, a minha sabedoria – que me orienta e dirige."

É bastante poético dizer: “Ele está mais próximo que a respiração, e mais perto que as mãos e os pés”, ou “o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17: 21). Porém nós precisamos mais do que poesia, mais do que beleza de expressão para nos tornarmos concretamente cônscios de Deus, da natureza de Deus e da atividade de Deus em nossa experiência individual.

Quando você se habituar com a ideia de que a atividade de sua consciência lhe aparece em todas as formas de bem, será capaz de dar o passo seguinte e se conscientizar de que a atividade de sua consciência aparece como a saúde de seu paciente. Como há somente uma Consciência, e como um com Deus é a maioria, então o seu contato com a Consciência, sua conscientização de que a atividade de sua consciência aparece em todas as formas de bem faz com que esta atividade apareça como a saúde e a harmonia de seu paciente. Isto é o que faz com que as práticas metafísicas sejam possíveis.

Seja qual for a prática metafísica empregada para atingir um fim desejado, ela não consiste em uma transferência de pensamentos de um a outro indivíduo. Não se trata do uso de uma mente sobre outra, embora existam muitos praticista que pensem que estas atividades humanas de sugestionar ou influenciar aos outros são parte da prática metafísica. Na realidade não são. Se tais pessoas compreendessem a prática metafísica, prontamente veriam que é a própria conscientização de unidade com Deus que aparece como a saúde e a harmonia de seus pacientes. Não é o poder da vontade; não é o desejo do praticista de que o paciente fique bom; não é um praticista sugestionando um paciente: “você está bem e está ciente disso.” Nada disso é parte da moderna prática metafísica.


UNIDADE CONSCIENTE

A prática metafísica consiste da consciente unidade com Deus por parte do praticista, que aparece externamente como sua saúde, riqueza, sucesso e também como o bem daqueles que a ele se dirigem. O contato é feito quando uma pessoa pede ajuda ao praticista, seja para si mesma, seja para algum parente ou amigo. “Você me ajudará?”, ou, “você ajudará o meu filho?”, ou, “você ajudará o meu amigo?”. Basta isso; isso é o suficiente para estabelecer a unidade da consciência, trazendo o necessitado à consciência do praticista, e tudo que tomar lugar como atividade desta consciência será externamente expresso como harmonia e plenitude do paciente. Em outras palavras, seria fácil tomar a sala repleta de pessoas em minha consciência, como seria fácil para alguma delas ou todas elas se manterem fora. Isto é o que acontece quando observamos uma, duas ou três pessoas sendo curadas e você fica imaginando o porque de as outras seis ou sete não receberem a cura.
Aqueles que se curaram estavam de alguma maneira ligados ao praticista: estavam sintonizados nele, unos com ele, por simpatia ou por outra razão, de forma que se fizeram parte da consciência dele. Os outros, que não receberam a cura, provavelmente se sentaram pensando: “Eu gostaria que ele pudesse fazê-lo, mas será que ele pode?”. E com tal atitude se mantiveram do lado de fora. Na verdade, somente na crença é que eles se mantiveram fora, mas é desta maneira que não puderam se beneficiar com a atividade da consciência do praticista.
Não é que a pessoa, o paciente ou o estudante necessariamente se faça uno com a consciência pessoal do praticista, mas sim uno com a verdade. Ele se coloca mais ou menos na conscientização de que “Eu sou uno com a verdade; eu sou uno com a consciência da verdade; eu sou uno com a verdade que está aparecendo na forma deste praticista ou deste mestre.” Isto significa estar uno com a verdade, e não uno com a personalidade ou mente do praticista, uno com a verdade do indivíduo, com a consciência espiritual do indivíduo. E naquele senso de sintonia, de unidade, as curas ocorrem.
Quando você passar a conhecer que a verdade é a sua consciência individual, e que a atividade desta consciência aparece externamente como a harmonia do seu ser, ou como a harmonia de todos que se dirigem a seus pensamentos, então começam a surgir as curas. A cura é a prova desta mensagem, ou alguma mensagem, ser verdadeira ou não. O modo como esta mensagem é apresentada nada tem a ver com o fato de ela ser ou não verdadeira. Se for verdadeira deve resultar em harmonia e paz, em saúde, alegria, prosperidade e plenitude, ao menos em alguma medida em sua experiência individual e na experiência daqueles que o procuram solicitando ajuda. Esta constitui a prova de que a mensagem é verdadeira.
A função da verdade é dissipar a ilusão dos sentidos, e no momento em que nos colocamos neste caminho e compreendemos esta verdade, é esperado que iniciemos os trabalho de cura. Como poderia alguém falhar na realização das “maiores obras”, após ter entendido ser a atividade de sua consciência individual aquilo que aparece externamente como a saúde e harmonia do universo que o toca?

“Estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.” (Marcos 16: 17-18)

FIM