"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quinta-feira, dezembro 05, 2013

Não julgueis

 - Núcleo -
 
Julgar é perceber mentalmente!
 
O que pensa estar vendo quando julga? Está vendo o resultado do seu julgamento, da sua visão mental. Ou seja, você não saiu dos limites de sua própria mente. Nada “lá fora” foi de fato percebido, porque não há nada “lá fora”! Você está vendo o “universo mental”, uma concepção da própria mente. Não é o universo Real. Não é o “Jissô”; não é o “Reino de Deus”; não é a “Realidade Consciencial”.
 
Eu [sua real identidade] tem mostrado isso a você de diferentes formas, através de muitos mestres, que são divinos personagens que parecem estar “fora” de você. Um deles disse: “O Reino de Deus está dentro de vós.” O que está sendo dito agora é: Não tente ver isso de forma dual, ou seja, não tente ver isso com a percepção que concebe algo como estando “dentro ou fora”. A mente, que vê de forma dual, concebe o tempo assim: O passado está “fora” do presente; e da mesma forma, o futuro está “fora” do presente. Então, com essa concepção “o presente” vai ficando sempre “fora”, de instante a instante, porque vai se tornando passado… Mas, a vida está sempre presente, está sempre diante do foco de nossa visão. Vivemos o presente. Memória e Imaginação nos auxiliam nessa percepção do que é nossa vida. Instantaneamente concebemos o momento recente na memória e isso passa a ser o passado; e instantaneamente concebemos o momento próximo na imaginação e isso vem a ser o futuro. Memória e imaginação são concepções mentais. A vida é o presente. Passado e futuro são conceitos que estão em nossa mente, na mente do personagem. Mas não estamos passando por um caminho composto de passado, presente e futuro; nós Somos o próprio Caminho; Somos a própria Vida!
 
Nós Somos a Verdade. A revelação de Jesus ao dizer: “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida”, não foi apenas uma declaração sobre Quem Ele era, mas sim, é uma revelação sobre Quem você É! Cristo não está vivo no passado, não está fora, Ele está Vivo! Está vivo em você! Mas você não pode chegar a Ele, ou seja, não pode percebê-Lo, a não ser por Ele mesmo. Não podemos perceber o Cristo em nós a não ser através do próprio Cristo que Vive em nós.
 
E aqui voltamos ao ponto em que foi dito: “Julgar é perceber mentalmente.” O que pensa estar vendo quando julga que o Cristo está no passado, que está “fora”? Está vendo apenas o resultado do seu julgamento, da sua visão mental. Com a percepção mental não chegará “ao Pai”, ou seja, não chegará a perceber Deus. Por isso no Núcleo é dito: “Perceba Quem faz”. Isto quer dizer: “Acesse o Cristo” que vive em você. Acesse esta percepção divina. Não julgue!
 
Se quiser você pode apenas receber as palavras de Cristo como revelações de sua própria Consciência, sem julgar. Cristo revelou: Eu e o Pai somos Um. Cristo revelou: Eu neles e tu em Mim, para que sejam todos “aperfeiçoados na Unidade”. Não tente julgar uma revelação dessas. Apenas a aceite “como criança”, com aquele espírito que não julga, mas que apenas desfruta o presente, a revelação que lhe é dada. Num instante qualquer perceberá que isto é verdade; e perceberá que Quem percebe isso em você não é sua mente, é o próprio Cristo em você! E então, por perceber Quem faz, assim como um apóstolo de Cristo você poderá dizer: "Vivo, mas já não sou eu Quem vive, é Cristo Quem vive em Mim."

Namastê.

 
Comentário:

Caros co-criadores,

Verdadeira e precisa é a percepção deste texto que aparece como a manifestação do SER: a causa primordial de nossa desconexão com a divindade é justamente o julgamento.

Apesar de ser algo prejudicial, porquanto embota nossa percepção (nossa ligação com a divindade interna), tem sido por muitos séculos o aspecto mais evidente em nós personagens; em qualquer situação que estejamos inseridos, o julgamento é sempre a primeira experiência que se apresenta.

Isso acontece porque o julgamento é o mecanismo mais eficiente que a mente possui; ela não funciona sem a análise das informações captadas pelos cinco sentidos e uma posterior conclusão. Tal mecanismo é quase que instantâneo.

Para nosso alívio contudo, o SER nunca nos deixou desamparados e, através dos tempos, sempre se manifestou de forma mais expressiva, “aparecendo como” personagens despertos, todos eles divulgando a mesma mensagem: o mestre não sou eu mas sim O EU. Foi assim com Pitágoras, Apolônio de Tiana, Simão Magus, Jesus e TODOS seus apóstolos, Buda, Mohamed, Krishna, Rama, Gandhi, Sai Baba e um sem número de outros personagens, talvez não tão famosos, porém igualmente cientes da unidade onipresente.

Auspicioso porque não depende mais de um mestre distante, inacessível e detentor de todos os poderes do universo, mas sim, através de personagens comuns, que vivem o dia-a-dia igual todos os outros personagens, que não descartam a percepção mental e não propõem nenhum dogma ou fórmula mágica para a ascensão espiritual, exceto a insistência em que alguns princípios devem ser não só praticados, mas também preservados, se é que queremos mesmo viver a Realidade e não mais o que nosso julgamento nos apresenta.

Assim, os princípios de não julgar, de perceber que “EU aparece como”, e de que “O mestre é DEUS”, precisam nortear nossas vidas; não podem ser questionados; não podem ser mudados, não porque seja uma religião com dogmas, mas dado nossa afirmação de que queremos interagir com o SER e não reagir aos personagens (outro ensinamento nuclear), é preciso desligar o automático do julgamento, das percepções puramente mentais, pois caso continuemos nesse automático, não conseguiremos a transcendência que estamos dizendo que queremos.

Os ensinamentos do NÚCLEO, como o de todos os “mestres” que caminharam por este mundo, não são teorias idealizadas por um personagem inteligente, mas sim revelações provenientes de percepções conscienciais profundas; são resultado de interiorização e consequente acesso ao que na Índia é chamado de “registro akáshico”, que nada mais é do que o desvelar do Deus interno, que motiva todas as ações (mais uma revelação nuclear).

Caso nossa real determinação seja esse encontro com a divindade interna, as ferramentas para isso encontram-se nesses princípios, que não são novos, mas que trazem nova roupagem ao “religare”, na medida em que permite a todos, sem exceção de raça, credo, ou dogmas, desvelar esse Deus.

Nossa parte, é fazermos a nós mesmos a pergunta: o que realmente você quer?

OM SAI RAM


terça-feira, dezembro 03, 2013

O Silêncio Contemplativo

- Núcleo -
 
 
Pergunta de um divino personagem em meio a um diálogo:
 
1) A percepção do Ser que somos pode ser ativada por meio do pensamento?
 
2) E também: o pensamento pode ser aquilo que daria “início” ao processo de ativação da percepção consciencial?
 
Respondendo a pergunta:
 
Lembra-se da frase bíblica que o Goldsmith sempre enfatizou? Esta frase: “Nem pela força, nem pelo poder, mas pelo meu espírito”. Ele elucidava que: Nem pela força (física), nem pelo poder (mental), mas pelo meu Espírito.
 
No livro O Trovejar do Silêncio ele até faz uma análise da evolução histórica da busca do homem por poder, que da força física passou a ser a força da mente, por meio de pensamentos positivos, até que se chega ao “poder do espírito”.
 
Pensamentos estão no nível da mente, são produzidos pela atividade mental. O que ativa a percepção consciencial é uma mistura sutil de silêncio e contemplação, que chamo de “silêncio contemplativo”. Não se trata de um silêncio no sentido de “ausência de som”, mas sim de um estado de alerta para a “manifestação do espírito santo” em nós. Alguns chamam isso de “descida do espírito santo”, mas é mais propriamente uma ascensão do foco da atenção ou percepção do nível de pensamentos que estão na mente do personagem que estamos sendo para o nível espiritual de percepção do Ser que somos.
 
No nível do Ser não há pensamento bom ou mau, há apenas uma percepção clara da realidade divina. Nossos pensamentos são atividades mentais sobre informações que nos chegam através dos cinco sentidos. O universo percebido pelos cinco sentidos não é o universo real, mas aparente. O universo criado por Deus é consciencial e não físico como o universo captado pelos cinco sentidos. O universo real está na Consciência de Deus, e tudo o que existe está também neste universo real. Nós somos “seres conscienciais” e existimos neste universo que é essencialmente espiritual e divino.
 
O que nos faz acreditar sermos “seres humanos” vivendo num universo físico é a mente humana, condicionada a pensar que isso é real. Quando o condicionamento é desfeito nos libertamos do emaranhado dos pensamentos e conceitos mentais e percebemos o real, não através de novos pensamentos, mas por um sentido espiritual de percepção. Quando a “trava de nossos olhos”, é removida, quando conceitos e preconceitos são descartados, podemos “perceber” a onipresença do Criador em cada manifestação de Sua criação.
 
Em síntese, não há necessidade de pensar em nada, apenas se concentre no momento presente e contemple o que está acontecendo! Você pode se mover, então contemple seus movimentos. Contemple as maravilhas, os milagres que estão diante de você! Esse é o início do despertar. Creia em Mim. Num instante você percebe que somente Deus pode estar sendo a causa de tudo isso e dessa percepção. Quando perceber que através de você a Vida está contemplando a Si mesma… desfaz-se a ilusão da separatividade e você se reconhece em união com Deus.
 
Por meio do silêncio contemplativo, ativar a percepção consciencial não requer qualquer esforço mental. É uma consequência natural. O sentimento de unidade espiritual com Cristo, o Espírito de Deus vivo que "anda sobre as águas turbulentas da mente"  vem e Se revela: Não temas, sou Eu!
 
Veja! Quem diz isto é a voz consciencial, que expressa ideias divinas, que não provém da mente humana. Estes são pensamentos divinos. Existem. Mas é um tema amplo que requer muitas considerações.
 
Por agora é só.
 

sábado, novembro 30, 2013

Onde nos leva o caminho espiritual?

- Núcleo -

"Aquele que Me percebe em toda parte e contempla todas as coisas em Mim nunca Me perde de vista, nem Eu jamais o perco de vista." (Bhagavad Gita VI:27, 29-30)


Divinos Personagens,

Eis um texto bastante “nuclear”!

Quando meus olhos físicos leram o texto acima, que se encontra na página 89 do livro “A Yoga de Jesus”, imediatamente percebi que este é um texto, uma revelação divina, que deve ser compartilhada, especialmente com os que estão no caminho espiritual.

A propósito, onde nos leva o caminho espiritual? Este caminho nos leva à percepção do sagrado a cada momento da vida. Ele nos torna conscientes da beleza das coisas simples que inundam nossas vidas todos os instantes, como cada movimento que fazemos, cada olhar que lançamos, cada momento que respiramos; a contemplação do silêncio ou dos sons da natureza, enfim, tudo. É uma simples questão de percepção, de nos mantermos conscientes dos “eternos presentes” e da presença de Deus.

Enquanto nos mantemos imersos em nossos pensamentos ou enquanto nos mantemos na expectativa do momento de união com Deus que reservamos para meditar ou orar, nossa atenção não está focada no presente, então não estamos desfrutando o presente e perdemos a benção daquele momento. Por certo devemos reservar um tempo dedicado à meditação e oração, mas que este tempo seja o de exercitarmos e manter nossa atenção no presente e na onipresença. Assim, quando estamos em grupo, compartilhamos com os demais a consciência que temos da benção que é o momento de estarmos reunidos, como familiares, como irmãos, como pais e filhos, como amigos. Estas são oportunidades em que estamos experimentando o amor de Deus em suas infinitas formas. Da mesma forma, enquanto estamos sós podemos desfrutar o amor de Deus em silêncio, em oração, em contemplação ou em meditação, ou seja, ouvindo Deus, falando com Deus, percebendo Deus ou sendo um com Deus!
 
A percepção de que nossa vida é a oportunidade de estarmos desfrutando o onipresente amor de Deus, enquanto personagens, é a chave de uma vida humana realizadora, aquilo que Jesus revelou ao dizer: "Eu vim para que tenham Vida em abundância". No Núcleo enfatizamos que “crer” é perceber Quem faz. Assim, os que creem, ou seja, os que não apenas acreditam nas palavras de Jesus, mas sim os que tem fé, os que percebem a verdade que elas expressam têm “vida em abundância”. Então, mantenham-se atentos, percebam Quem faz e desfrutem o presente!
 
Façam isso a cada momento. Não se separem do momento de comunhão com Deus, porque Deus não Se separa de Seus filhos em instante algum. A mensagem de hoje começa com uma citação do Bhagavad Gita e termina com uma citação bíblica, porque os textos sagrados legados à humanidade são revelações divinas, do mesmo Deus único. E a revelação bíblica é esta: “Pois, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Rm 8:14)

Escolham estar “casados com Deus”. Mantenham esta união espiritual; não permitam que alguns pensamentos da mente separem aquilo que Deus uniu. Sejam guiados pela percepção da Consciência do Ser que está em cada um, que revela a unidade essencial que existe entre cada presente neste universo e Deus; entre o personagem e o Ser.

Saudações a todos.
 
 

quinta-feira, novembro 28, 2013

Alcançando Deus, Alcançando o Nirvana


 Thich Nhat Hanh

Tanto na prática cristã quanto na prática budista, se você não for capaz de alcançar com suficiente profundidade o mundo fenomenal, será muito difícil, ou talvez impossível, alcançar o mundo numenal – a origem de ser. Se você tem consciência de que o ar fresco está lá e se consegue alcançar e usufruir profundamente o ar fresco, você tem a chance de tocar a base do ar fresco. É como a onda alcançando a água. A prática de tocar profundamente as coisas no nível horizontal nos dá a capacidade de alcançar Deus – de tocar o nível numenal ou a dimensão vertical.
Sabemos que a onda é a água e também que a água é a base da onda. A onda sobre porque esquece este fato fundamental. Ao se comparar com outras ondas, ela sofre. Sente raiva, inveja e medo porque não consegue tocar a base do ser, que é a água. Se a onda conseguir tocar profundamente a água, sua base de ser, ela transcenderá seu medo, inveja e todos os tipos de sofrimento.
Alcançar esta suprema dimensão proporciona-nos um imenso alívio. Temos que praticar na vida cotidiana para que nos tornemos capazes de alcançar a suprema perfeição. Você pode alcançar a suprema perfeição quando bebe uma xícara de chá ou quando pratica meditação enquanto simplesmente caminha. Podemos atingir o mundo numenal entrando profundamente em contato com o mundo fenomenal.
No budismo, falamos de nirvana. Não julgamos possível falar sobre nirvana porque se trata do nível numenal, onde todas as noções, conceitos e palavras são inadequados para descrevê-lo. O máximo que podemos falar sobre nirvana é que ele transcende todas as noções e conceitos.
No mundo fenomenal, vemos que existem nascimento e morte. Há chegadas e partidas. Ser e não ser. No entanto, no nirvana, a base da equivalência a Deus, não existem nascimento, morte, chegada, partida, nem ser ou não ser. Todos estes conceitos precisam ser transcendidos.
É possível alcançar o nirvana? O fato é que vocês são o nirvana. O nirvana está à disposição de vocês vinte e quatro horas por dia. É como a onda e a água. Vocês não precisam procurar o nirvana em outro lugar ou no futuro. Porque já são ele. O nirvana é o princípio do seu ser.
Uma das maneiras de alcançar o mundo do não-nascimento e da não-morte é alcançar o mundo do nascimento e da morte. Seus próprios corpos contêm nirvana. Se se aprofundarem bastante nele, alcançarão o princípio dos seus seres. Se pensam que só conseguirão alcançar Deus abandonando tudo no mundo, duvido que conseguirão alcançá-lo. Se estiverem buscando o nirvana rejeitando tudo que existe em vocês e à sua volta, ou seja, forma, sentimentos, percepção, concepções mentais e consciência, não conseguirão atingir o nirvana de maneira alguma. Se eliminarem todas as ondas, não haverá água para tocar.

segunda-feira, novembro 25, 2013

As 8 chaves da Paz Interior (Prem Baba)

Prem Baba

Primeira chave: Silêncio

O silêncio é uma forma de bater na porta do salão da verdade. Ele é a base que te prepara para qualquer prática; é o alicerce do edifício da consciência. Tudo que é belo e verdadeiro nasce do silêncio.
 
Um instante de silencio é suficiente para exorcizar todos os demônios, porque os demônios são os pensamentos. Se existe um pensamento compulsivo constantemente assombrando a sua mente, é porque você deu muita atenção a ele, ou seja, você o alimentou acreditando nele. Mas, ao aquietar a mente, todos os fantasmas desaparecem. Não importa quão antiga seja a escuridão, uma pequena fresta de luz dissipa toda escuridão porque ela é somente a ausência de luz. O silêncio invoca a luz. Quando a mente se acalma, tudo se acalma.
 
O preço para a realização espiritual é a solidão. Em algum momento você vai ter que encarar a si próprio. Por isso é fundamental aprender a ficar sozinho e em silêncio. Você também pode chamar esta prática de meditação. Mas, eu não quero que você se perca no labirinto das idéias e conceitos, na ginástica do intelecto. Permita-se apenas ficar retirado e em silêncio, observando a grama crescer. Abandone toda a pressa e todo o desejo de chegar a algum lugar. 
 
Feche os olhos e focalize no ponto entre as sobrancelhas. Brinque de cultivar o silêncio.
 
Segunda chave: Verdade

Falar a verdade não quer dizer que você vai sair por aí dizendo aos outros tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o fato do outro não estar pronto para ouvi-la, o que pode gerar mais conflito, mais guerra. Seguir a verdade significa ouvir o chamado do seu coração.

Se ainda há desconforto e sofrimento na sua vida, significa que ainda há uma camada de mentira
te envolvendo. Seja corajoso para encarar suas mentiras. Sem coragem você não será capaz de encarar a verdade. Procure identificar quando você ainda não pode ser honesto com você mesmo e com a vida; quando você tem que usar uma máscara e não pode ser autêntico e espontâneo; quando você tem que fingir que é diferente do que é. Dê uma olhada nas diversas áreas da sua vida. 
 
Você terá algum trabalho, mas é um bom trabalho. Lembre-se que “a verdade vos libertará”.
 
Terceira chave: Ação Correta
 
Isso não tem nada a ver com moralismo. A ação correta, ou ação consciente, não se baseia no que está fora, ou seja, não depende da aprovação do mundo externo. Não é seguir um manual com regras sobre o que está certo ou errado. É uma ação determinada pela intuição, que é a voz do silêncio. É ter coragem de ser você mesmo, autêntico e espontâneo. Agir conscientemente significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o Caminho do Coração.

Quarta chave: Não Violência
 
A não violência é a ação sem ego. É a atitude não contaminada pela vingança e pelo ódio. É não dar passagem para a maldade que provoca sofrimento no outro, não importa em qual nível.
 
A não violência ou ahimsa, como é conhecida na tradição do hinduísmo, não é cruzar os braços e ficar esperando que as coisas aconteçam. Ela, muitas vezes, envolve ação, atitude. Mas, é uma ação que nasce do coração - é espontânea e sempre vem com sabedoria e compaixão. Não é o ódio ou o medo se manifestando.

Eu mesmo já questionei o poder de ahimsa. Parece que só deu certo com Gandhi, na Índia. Mas, não é verdade. Ahimsa é o remédio que esse planeta precisa. A compaixão é o remédio e ahimsa é compaixão.

Quinta chave: Amor Consciente
 
Eu uso esta palavra ‘consciente’, porque a palavra amor foi degenerada. Nós demos a ela tantos outros significados que não têm nada a ver com a sua essência. Para o senso comum, o amor está ligado ao egoísmo, a uma satisfação pessoal. Ele é confundido com a paixão, com o sexo e até mesmo com o ódio. Isso acontece de uma forma inconsciente: a entidade acredita estar amando porque não tem consciência do que é amor.

Não é possível definir o amor com palavras, mas eu posso dizer que amar inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz. Inclui ver o potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar. É querer ver o outro feliz sem querer absolutamente nada em troca. Em última instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente.

Mas, para que possa utilizar essa chave se faz necessário que você reconheça o seu desamor.
 
Procure identificar em quais situações e com quem você ainda não pode ser amoroso. Aonde e com quem o seu amor não flui livremente? Em que situações o seu coração se fecha? Aí há uma pista para você. Vá atrás dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo. Essa é uma forma de trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu irmão; amigo do seu vizinho. 

Aprender a não julgar os erros do outro. Antes de levantar o seu dedo para acusar o outro, olhe para si mesmo, e pergunte: “Será que eu não tenho um defeito igual, ou outros até piores?” “Será que o meu vizinho não tem nada de bom para eu focar a minha atenção?” Comece a focar no bom que o outro tem. Essa é sua grande missão.

Sexta chave: Presença

Estar presente significa estar total na ação. É lembrar-se de si mesmo a cada instante. Quando você pode experienciar a presença, a sua energia cresce e você percebe o amor passando por você. Se puder sustentar esse estado de alerta, você terá a percepção de que tudo é sagrado, e a partir dessa percepção, poderá expandir sua energia conscientemente na direção do outro.

Eu sugiro uma prática bem simples para o seu dia a dia. Habitue-se a perguntar: Onde estou? O que estou fazendo? Permita-se parar, apenas por alguns segundos, absolutamente tudo o que você está fazendo. No meio da ação, pare e pergunte-se: Quem está fazendo? Assim você interrompe a imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a totalidade na ação. Esse é o caminho.
 
A presença é a chave mestra. Mas, porque não vamos diretamente para ela? Porque nem todos estão prontos para usufruir dela. Poucos estão maduros para abandonar o pensar compulsivo, já que isso lhes dá um senso de identidade. Então, em muitos casos, é necessário um trabalho de purificação  que é este trabalho de transformação do “eu inferior”, para que você esteja pronto para ancorar a presença. Para isso, o corpo é o portal. Sinta-se ocupando o corpo. Sinta seu campo de energia e mova-se a partir dessa percepção.

Sétima chave: Serviço Desinteressado

Servir desinteressadamente significa colocar seus dons e talentos a serviço do amor. É quando você pode se doar verdadeiramente ao outro, sem máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o que é certo com a intenção de ser recompensado. O único objetivo é ver o outro bilhar. Você se torna o amor que se move em direção à construção.
 
Acordar pela manhã, consciente de que está acordando para servir, ilumina a alegria de viver. Naturalmente, a consciência do serviço aumenta a conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha seus talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se expressa através de você - é o próprio amor que está se expressando. No serviço, você se torna um canal do amor. Por isso, eu digo que o serviço é uma forma de manter a chama da conexão acesa. O amor e a felicidade passam por você para chegar ao outro, não importa o que você esteja fazendo, se está cuidando do jardim, construindo uma casa, cozinhando, cuidando de uma empresa ou de uma pessoa.
 
Oitava chave: Lembrança Constante de Deus

Lembre-se de que Deus está em tudo: dentro, acima, abaixo, dos lados - em todos os lugares.
 
Ele é a vida única que age em todos os corpos e é o seu Eu Real. Essa percepção de que tudo é Um e de que a energia espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo contentamento. Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser vivida. A sua vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar um tsunami, mas você não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé se torna constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.

A partir dessa conexão, você olha para o outro e enxerga além das aparências, porque você vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo. Este é um sincero namaste: a divindade que está em mim saúda a divindade que está em ti.

Se verdadeiramente utilizar essas oito chaves na sua vida, inevitavelmente você irá experienciar a paz. Essa é a minha experiência.

Durante a fase do desenvolvimento da consciência que eu chamo de “ABC da Espiritualidade” ou purificação do “eu inferior”, muitas vezes, descobrimos verdades pouco agradáveis sobre nós mesmos. Durante esse processo, enfrentamos obstáculos que precisam ser removidos. Aos poucos, nós aprendemos a identificá-los e removê-los e, ao removermos aquilo que não nos serve mais, podemos nos tornar canais do amor divino, para que ele flua livremente através de nós."

 

sábado, novembro 23, 2013

O Guerreiro Pacífico (Filme)

Hoje eu gostaria de trazer o filme Peacefull Warrior (O Guerreiro Pacífico; em português ficou traduzido como "Poder além da vida").
 
Este filme é excelente, qualquer pessoa que trilha o caminho da espiritualidade deveria assistir. A história mostra o encontro do jovem Dan Millman com o sábio Sócrates, e de como este se torna o seu professor e lhe ensina os segredos do Caminho do Guerreiro Pacífico, segredos simples e ao mesmo tempo profundos que provocam o autoconhecimento e total transformação na vida do aprendiz. É um filme interessante e divertido, completamente fundamentado nos ensinamentos do Zen, que nos revela o significado e a sabedoria de viver no estado de Presença, no instante sagrado do Aqui-Agora.
 
Eu tentei fazer com que o vídeo aparecesse diretamente aqui no blog, mas a incorporação não foi permitida. Por isso, deixo o link para que cliquem e acessem. Não deixem de assistir. Existem livros que são de leitura obrigatória para os buscadores espirituais. E existem também filmes que são de conhecimento indispensável. Este filme é um deles!
 
Namastê!
 


 
 

quinta-feira, novembro 21, 2013

Você não está só (Núcleo)

 
- Núcleo -
 

Quando sentir solidão, dirija-se a Deus com o seguinte pensamento: "Deus é meu Pai, minha Mãe, meu Filho, meu Amigo, meu Espírito protetor. Para quem conhece Deus não existe solidão. Eu descobri o Pai eterno, a Mãe eterna, o Filho eterno, o Amigo eterno, o Espírito protetor eterno. Chamando por Deus, Ele me responde imediatamente. Deus Se manifesta entre os membros de minha família, através de meu pai, minha mãe, meu sogro, minha sogra, meu filho, minha filha, meu neto. E me ama concretamente. Quando alguém de minha família me trata friamente ou duramente, essa atitude é apenas reflexo de minha mente dominada pela ilusão, que não consegue visualizar a perfeição da Imagem Verdadeira de tais pessoas." (Autor: Masaharu Taniguchi)
 
 
O pensamento divino acima foi percebido por um "personagem consciente".
 
Esteja você também consciente de que Deus é Onipresente. Por ser Onipresente está também em você. Reflita sobre estes pensamentos divinos até perceber algo. Quando perceber esse "algo" saberá que é uma mensagem divina especial a você!
 
Assim que li este pensamento percebi imediatamente que deveria compartilhá-lo. Sei que alguém vai se beneficiar especialmente dele. Estou fazendo a minha parte entregando a você esta mensagem.
 
No Núcleo o tema abordado foi a necessidade de nos despertarmos das ilusões que a mente cria e que nos condiciona a uma vida limitada por nossas crenças. Inconscientes de que a Deus tudo é possível, vive o ser humano limitado a crer que seus problemas são insolúveis. Assim, vive "dormindo" ou vive "entre os mortos".
 
Mas, a mensagem da Consciência divina expressa numa passagem bíblica nos revela que temos algo a fazer: Devemos nos despertar desse sono e nos levantar de entre os mortos, nestes termos:
 
"Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará." (Efésios 5:14)
 
Também devemos procurar ouvir Deus, que Se manifesta como esta Consciência, a consciência interior que nos revela a "vontade do Senhor". Nós devemos buscar conhecer os pensamentos de Deus, da Consciência do Ser que está em nós, que não são os nossos pensamentos, ou seja, os pensamentos que estão em nossa mente.
 
"Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor." (Efésios 5:17)
 
Perceba que VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ. A divindade é onipresente e está em você! Jesus Cristo já nos revelou a verdade de que: O reino de Deus está dentro de vós.
 
Mas se continuar usando a mente apenas para julgar as situações, estará diante de problemas de difícil solução. Se, em vez de julgar, procurar direcionar a mente para ouvir a voz da Consciência, então, no tempo certo, conhecerá o pensamento de Deus, a luz a ser revelada por Cristo, que é VIVO, de eternidade a eternidade. E quando o seguimos, Cristo Se revela a nós! E nos dá a Si mesmo! Ele é a vida, a própria vida em abundância.
 
No Bhagavad Gita, há um belo simbolismo deste direcionamento que devemos dar a nossas vidas, sobre que devemos seguir a voz da Consciência divina em nós e não nos limitarmos a seguir apenas a voz de nossa mente humana. No Gita, Arjuna, o personagem que busca seguir as orientações do Senhor, entrega as rédeas da carruagem da vida ao Senhor, Krishna, o divino eterno condutor, e vence a guerra!
 
Todo aquele que age como Arjuna, procurando seguir a voz da Consciência e não a voz da mente, no devido tempo poderá fazer a declaração: "Eu venci o mundo"! Mas saberá também que este "Eu" que vence o mundo não é o sentido pessoal do "eu" humano. A ilusão da dualidade concebida por este "eu" humano se esvai, revelando a verdade de que "Eu" e o "Pai" somos "Um" ou: "Eu Sou o Ser Real".
 
Este é o sentido da verdade expressa por Jesus Cristo: "Eu e o Pai somo Um". Isto só é possível àquele que conhece sua real identidade, de que é o próprio Ser, eterno, não sujeito a nascimento ou morte. Quem conheceu sua real identidade, sabe que a pessoa (o personagem que está representando) de si mesmo nada pode, mas que o Ser Real, é quem realmente faz, quem de fato "vence o mundo".
 
Por saber sua real identidade Jesus declara: "Antes que Abraão existisse Eu Sou." Jesus sabe que o eu humano, o sentido pessoal de "eu" não tem nenhum poder, mas sim, o "Eu" universal e impessoal. Deus onipresente é a Fonte desse poder, e por isso ele declara: "eu de mim nada posso, o Pai em mim é Quem realiza as obras".
 
No Núcleo dizemos que o único Ser Real é Deus e que todos os demais seres são personificações ou personagens de Deus. Nem todos os personagens tem consciência de sua identidade e origem divina. E assim vivem "vidas mentais".
 
São como o filho pródigo, estão distanciados do Pai, mas um dia retornarão à "casa do Pai", ao "núcleo", à percepção de sua origem e filiação divinas. Assim seja.
 
Saúdo a todos os divinos personagens.


 

segunda-feira, novembro 18, 2013

Sou Eu!

- Núcleo -

"Quando alguém atingiu o estado de perceber a Divindade em cada ser, quando todos os instrumentos do conhecimento trazem a experiência de tal Divindade e quando somente Ele é visto, ouvido, provado, cheirado e tocado, sem dúvida, o homem torna-se uma parte do Corpo de Deus e vive n’Ele e com Ele. Esse caminho não é previsto ou recomendado apenas para o os homens extraordinários . Ele está ao alcance de todos, pois todos têm fome de Deus. Quando esse dever para com seu próprio progresso é retomado, você receberá uma nova força no primeiro passo, experimentará uma alegria nova e mais pura, será revigorado por uma nova santidade. Portanto, cada pessoa deve buscar o próprio dharma (dever individual). Você deve planejar sua vida de acordo com os fundamentos espirituais de sua cultura e ouvir a voz de Deus.” (Sathya Sai Baba)

 
Divinos personagens,

Que belo “pensamento do dia”, de hoje!

Obrigado!

Agradeço ao Ser Real “aparecendo como” divinos personagens: Um, que postou o “pensamento do dia”; outro que o enviou; e outros com os quais o texto está sendo compartilhado.

É uma experiência divina perceber “Quem faz” e “Quem está aparecendo como”!

O que este texto possibilita é o que no Núcleo chamamos de “percepção consciencial”!

É o que está revelando esta primeira parte do “pensamento do dia”, observem:

“Quando alguém atingiu o estado de perceber a Divindade em cada ser, quando todos os instrumentos do conhecimento trazem a experiência de tal Divindade e quando somente Ele é visto, ouvido, provado, cheirado e tocado, sem dúvida, o homem torna-se uma parte do Corpo de Deus e vive n’Ele e com Ele."
 
O texto trata de “atingir o estado de perceber a Divindade em cada ser”.

Atentem bem… é um “estado de perceber”.

Então, neste momento, deixe-se conduzir por este “estado de perceber”, e contemple:

“Quem elaborou o texto?”
“Quem o compartilha?”
“Quem o comenta?”
“Quem o lê?”

Sim! Não se exclua! Neste exato momento [No presente, pois esta percepção só é possível no presente], Quem o lê?

Quando estas “perguntas” a princípio surgem na mente, e então as substituímos pelo estado de contemplação [este é um estágio intermediário quase sempre necessário] a resposta então surge, mas não surge como uma resposta, mas sim, como AQUELE ESTADO DE PERCEPÇÃO, que pode ser traduzido por um simples: “Sou Eu!”

Agora, neste estado de percepção todas as perguntas se diluem e percebemos que:

“Quem elaborou o texto?”
“Quem o compartilha?”
“Quem o comenta?”
“Quem agora o lê?
 
Sou Eu!

Sugiro, então, que siga este caminho. Continue lendo o texto, porque o texto continua e ressalta que:
 
“Esse caminho não é previsto ou recomendado apenas para o os homens extraordinários . Ele está ao alcance de todos, pois todos têm fome de Deus. Quando esse dever para com seu próprio progresso é retomado, você receberá uma nova força no primeiro passo, experimentará uma alegria nova e mais pura, será revigorado por uma nova santidade.”

E finaliza: “Portanto, cada pessoa deve buscar o próprio dharma (dever individual). Você deve planejar sua vida de acordo com os fundamentos espirituais de sua cultura e ouvir a voz de Deus.”

“Ouvir a voz de Deus”… É o que acontece quando estamos “focados em Deus”, não no mundo; ou seja, quando estamos no “Núcleo” do nosso próprio Ser, percebendo "Quem faz" e "Quem aparece como". Ele é o Ser Real que, em nós, nos faz perceber a Si mesmo.
 
Este texto é um convite àquele “estado de percepção”. Que todos aceitem e percebam:

“Quem elaborou o texto…”
“Quem o compartilha…”
“Quem o comenta…”
“Quem agora o lê…”
 
Sou Eu!

Saudações a todos.
 

domingo, novembro 17, 2013

Se Deus é invisível a você...

Sathya Sai Baba
 
 
“Nada nasce sem a vontade de Deus, nada acontece sem a Sua vontade. Essa é a mensagem dos Vedas. Compreenda bem as escrituras e essa lição incutirá em você. Pulgas sugam e provam apenas o sangue da vaca, mas podemos extrair dela leite doce, nutritivo. Da mesma forma, você deve extrair e aprender com as escrituras a potência da vontade do Senhor.
 
Se fixar-se em tal fé, você será capaz de enfrentar todos os perigos. No Ramayana, nem todas as pedras que o Senhor Rama pisou se transformaram em um ser humano. Apenas uma pedra transformou-se na forma de Ahalya, pois arrependimento e penitência haviam elevado a pedra a conquistar a Graça do Senhor.
 
Se Deus é invisível a você, a culpa está dentro de si. Você é incapaz de reconhecer suas diversas manifestações. Você mesmo é Sua própria manifestação. Corrija sua visão!”