"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

sábado, maio 05, 2012

O Caminho para sorver a Vida Infinita - 01

Masaharu Taniguchi


É falsa a afirmação de que, "para salvar a humanidade, nós precisamos pensar na doença, proferir palestras acerca de doenças e pesquisar sobre elas." Como a doença e a desgraça não são produtos de Deus, elas não podem ser existências reais. Ninguém pode ter qualquer conhecimento verdadeiro sobre a doença ou a desgraça, porque não podemos conhecer algo que na realidade não existe, e, mesmo que estudemos esse resultado da ilusão, não nos é possível conhecer cientificamente a Verdade. A pessoa que, esquecendo totalmente as doenças, conheceu o Mundo da Imagem Verdadeira (Jisso) tal qual foi criado por Deus é, em verdade, o maior médico do mundo, superior a um doutor que conheceu tudo sobre a doença, produto da ilusão humana.

Caro leitor, imagine um pouco o mundo da Imagem Verdadeira - só ele é o mundo que realmente existe. No Mundo da Imagem Verdadeira (Jisso), todas as coisas manifestam a Sabedoria de infinita, o Amor infinito e a Vida infinita de Deus, do modo mais mavioso, mais belo e perfeito possível, tal qual foram criados por Deus. O mundo que percebemos com os cinco sentidos não é o mundo da Imagem Verdadeira a que me refiro. Nele, devido às inúmeras lentes mentais, às vezes ocorrem refrações e confusões, as imagens se sobrepõem umas às outras e, como consequência disso, observa-se um aspecto tal que A prejudica B, B domina C, e C atormenta D. Mas, como este mundo que vemos através dos cinco sentidos é o mundo do falso aspecto, das falsas aparências, tudo o que existe nele se transforma e se modifica infinitamente, não havendo uma coisa que seja verdadeira. Aquele que se apega ao mundo das falsas aparências, considerando-o real, caminha junto com o que não é existência real, que não é Verdade, que usa o disfarce de existência real. Assim, em sua existência há dor, há doença, há desgraça e há morte. Enquanto nos apegamos ao falso aspecto, acreditando que seja real, somos obrigados a viver sempre no mundo da ilusão, sofrendo esses infortúnios. Viver eternamente no mundo da ilusão significa viver à mercê da ilusão propriamente dita. Em oposição a isso, no mundo da Imagem Verdadeira não há doença, morte, angústia ou sofrimento. Nele, a doença, a morte, a angústia e o sofrimento não podem ser encontrados. Tais coisas não existem no mundo da Imagem Verdadeira. Portanto, deixando nossa mente viver livre no mundo da Imagem Verdadeira, não seremos atormentados por essas desgraças. Conhecer a Verdade é apreender vivenciando a Imagem Verdadeira de nossa própria Vida; é captar com exatidão o mundo Eterno da Imagem Verdadeira.

Captar com exatidão o mundo da Imagem Verdadeira é sentir diretamente todas as coisas nele existentes, exatamente como as "Mãos de Deus" as criou, no seu estado original, imaculado, sublime, perfeito e harmonioso. Apreender a Imagem Verdadeira da própria Vida é viver sem se prender ao aspecto falso irreal, do mundo presente.

Caro leitor, assim como Deus é perfeito, no mundo por Ele criado somente aquilo que é perfeito é verdadeira existência. Por isso, no mundo da Imagem Verdadeira a doença não pode existir, porque ela não é o aspecto perfeito criado por Deus. E também, no mundo da Imagem Verdadeira, os infortúnios não podem existir, porque o infortúnio não seria produto digno da criação de Deus. Quando nós adentramos o mundo da Imagem Verdadeira, tal qual foi criado por Deus, vemos todos os infortúnios serem expulsos para fora do portal. Adentremos o portal da Verdade; o lar da Verdade - a ele denominamos Seicho-No-Ie (Lar do Progredir Infinito). Abramos o portal da Verdade e mergulhemos na Imagem Verdadeira, que assim seremos libertos de todo tipo de infortúnio. Nesse instante, já não teremos um pingo sequer de deficiência; nesse momento, estaremos totalmente libertos de quais quer infortúnios.

Há inúmeros meios de conseguirmos saúde ou felicidade momentânea, satisfação parcial ou liberdade limitada. Mas a conquista da saúde perfeita e eterna ou da liberdade irrestrita e universal tal qual é a Existência real só será possível se abrirmos a porta da Imagem Verdadeira da Vida, isto é, se conhecermos o aspecto real da Existência e não nos afastarmos do mundo da Imagem Verdadeira nem por um segundo. Nós não temos outro caminho melhor que este para alcançar a liberdade perfeita e completa. Este, sim, é o melhor caminho para conquistarmos a saúde infinita. Não somente no que se refere à saúde, mas também no que diz respeito à Vida, inteligência, riqueza, capacidade e em todos os demais campos, não há canal melhor que este para receber o fluxo infinitamente abundante. Se compreendermos realmente a Verdade, não haverá necessidade alguma de percorrer outros caminhos. Conhecendo o ponto principal, tudo estará sob o nosso controle. Se recorrermos a outros meios sem conhecer o ponto principal, mesmo que consigamos algum resultado, este não passará de um "fragmento". Quando abrimos a porta da Imagem Verdadeira, imediatamente descobrimos o "todo". Veja a Imagem Verdadeira; o mundo da Imagem Verdadeira está totalmente provido de todas as coisas boas para nós. Nele não existe uma coisa sequer que não seja boa para nós.

O método mais simples de encontrar a porta que, ao ser aberta, faz introduzir no mundo fenomênico o aspecto perfeito e próspero exatamente como é a imagem Verdadeira, tornando-o realidade, é contemplar corretamente o aspecto verdadeiro da realidade e da nossa própria Vida através da prática da Meditação Shinsokan. Enquanto observamos as coisas através dos cinco sentidos, a nossa consciência não vê a Realidade, e é ludibriada pelo fenômeno, ou seja, imagem falsa. Por mais que vejamos através dos cinco sentidos coisas que pareçam ser a Verdade, ainda não estaremos vendo nada mais do que o mundo do fenômeno, a existência falsa e transitória. Mas quando mudamos a direção da nossa mente e contemplamos a Imagem Verdadeira das existências, isto é, quando contemplamos a essência harmoniosa e completa que jaz nas profundezas de todas as pessoas, coisas e fatos, a nossa consciência capta a Imagem Verdadeira. Despertamos para o fato de que estamos ligados, preenchidos e envoltos pela Imagem Verdadeira de todas as coisas e pela Imagem Verdadeira da Vida. Vemos nitidamente a perfeição da Vida da Imagem Verdadeira e preenchemos nossa mente com todas as coisas boas inerentes à Imagem Verdadeira do homem, que é Deus. Quando isso acontece, tudo que é saudável, perfeito e bom pertencente à Imagem Verdadeira do homem - isto é, Deus - se manifestará globalmente em toda nossa existência, de acordo com a lei da materizalização dos pensamentos. Portanto, sendo a Imagem Verdadeira originária do homem a saúde eternamente perfeita, esta saúde atravessará todo o nosso organismo e se tornará realidade.

Enquanto morarmos no mundo da Imagem Verdadeira, ou seja, enquanto mantivermos com firmeza na mente o mundo da Imagem Verdadeira, nenhuma célula sequer do nosso corpo conseguirá adoecer, e sofrimento ou tristeza não poderão penetrar em nosso coração por um instante sequer, nem como sombra. Se os tecidos do corpo carnal com vida não apodrecem nem se desintegram como matéria, é porque estão sendo mantidos pelo poder da mente. Se o estado do corpo carnal está sendo conservado devido ao poder da mente, podemos dizer que o corpo carnal tem dentro de si a mente. Por isso, aquilo que entra em nossa mente, seja o que for, poderá infiltrar-se na mente de todas as nossas células. Se nós conscientizamos compenetradamente a Imagem Verdadeira perfeita da nossa própria Vida, a qual pertence ao mundo da Existência real, essa idéia que se infiltra em nossas células torna-se saudável, e a concepção da saúde absoluta acaba por reparar todas as nossas células, todos os tecidos do nosso corpo. Isto porque todos os tecidos do corpo carnal são governados pela mente. Se, desta maneira, permanecer compenetradamente no mundo da Imagem Verdadeira, o homem do mundo fenomênico refletirá o mundo iluminado da Imagem Verdadeira, e em todos os seus aspectos manifestar-se-ão coisas boas, dentre as quais a saúde perfeita, que não passa de uma delas. Por isso, permanecendo compenetradamente no mundo da Imagem Verdadeira e reconhecendo sempre a Imagem Verdadeira da nossa própria Vida, não há necessidade de nos preocuparmos com o corpo carnal. Aliás, se considerarmos o corpo carnal como algo distinto da verdadeira existência, preocuparmo-nos, recorrermos a artifícios e nos apegarmos a ele, isso poderá impedir-nos de atingir a consciência perfeita da verdadeira existência.

Se você visualizar, durante a prática da Meditação Shinsokan, a Vida perfeita e harmoniosa do homem como sendo uma de suas faces e, simultaneamente, o corpo carnal como sendo a outra face, assim mentalizando que a Vida de Deus, que é Espírito, flui para dentro do recipiente chamado corpo carnal, estará admitindo duas existências distintas no homem - uma perfeita e outra imperfeita -, não podendo dizer que esteja praticando a Meditação Shinsokan perfeita. Enquanto considerarmos o corpo carnal como uma existência imperfeita em contraposição à verdadeira existência, não se pode dizer que conhecemos realmente a Imagem Verdadeira da Vida. Aliás, justamente porque possuímos tal visão do homem é que surgiu uma série de doenças em nossa vida. No mundo da Imagem Verdadeira, ou seja, no mundo da verdadeira existência, o homem é um ser uno: só existe o homem sublime, que é Espírito. Não podemos considerar o nosso corpo carnal como uma existência distinta da Imagem Verdadeira. O que de fato existe é unicamente o "eu", que é o sagrado filho de Deus; o corpo carnal é apenas projeção dessa essência sagrada, e não uma existência que se contrapõe à Imagem Verdadeira.

O homem verdadeiro - isto é, o aspecto originário do homem - jamais deixou de ser saudável. O homem da Imagem Verdadeira foi sempre saudável e continuará sendo saudável, porque o aspecto originário do homem é filho de Deus. Então, o corpo carnal, o que seria? O corpo carnal também não é algo distinto do aspecto originário do homem. Assim sendo, ele só pode ser igual a esse aspecto originário em todos os sentidos. Se o corpo carnal mostra-se imperfeito, a causa disso está no filme mental. Se o corpo carnal do homem, que é projeção, não está revelando a saúde perfeita, o aspecto originário do homem, é porque existem manchas no filme mental. Portanto, o meio de curar a doença do corpo carnal não é corrigir a imagem projetada, mas sim retirar a mancha que há no filme. Se agirmos no sentido de retirarmos a mancha do filme da "mente" para projetar corretamente a Imagem Verdadeira da Vida, a imagem projetada (corpo carnal) voltará à perfeição do filho de Deus, da Imagem Verdadeira. É nisso que consiste o caminho da cura espontânea, suprema e perfeita, bem como da liberação do homem que é verdadeiramente livre.

O aspecto originário do homem, ou seja, a Imagem Verdadeira do homem é perfeita. A "mente" é o filme que deve revelar a perfeição desse aspecto originário, e a imagem revelada é manifestada na tela chamada mundo fenomênico, em forma de homem concreto, visível aos olhos carnais. Mas essa manifestação nem sempre é igual ao aspecto original. Quando o homem carnal não está revelando corretamente a perfeição da Imagem Verdadeira, geralmente designamos esse fenômeno de "desgraça" ou de "doença", e tentamos eliminar esse aspecto imperfeito atuando diretamente sobre ele. Nós, na maioria das vezes, tentamos recuperar o homem carnal retificando a situação manifestada na tela do mundo concreto, desprezando a causa (filme mental). Em outras palavras, tentamos purificar o curso da água, sem purificar a nascente. Como consequência disso, cria-se uma série de movimentos pró-recuperação e métodos de cura complexos. Esses movimentos concretos e inúmeros métodos de cura procuram eliminar a própria desgraça ou doença através da sintomatologia, mas não conseguem aniquilar uma causa sequer. A única eficácia conseguida é atenuar momentaneamente o medo da pessoa e com isso impedir o avanço da consequência. Por mais que tentemos atuar sobre o fenômeno, não conseguimos mais do que um paliativo; portanto, enquanto não aprendermos como eliminar a causa, não conseguiremos a libertação digna do homem verdadeiro.

Como a causa encontra-se no filme da "mente", precisamos retirar dele todas as manchas. Quando o fazemos, a nossa imagem neste mundo fenomênico - homem carnal - é projetada com saúde perfeita, exatamente igual à da nossa Imagem Verdadeira, que é "Deus". Quando a mente projeta perfeitamente o Aspecto Real do homem, o homem fenomênico manifesta a perfeição do seu aspecto originário; o "homem-carnal" torna-se perfeita cópia do "homem-Imagem Verdadeira", isto é, torna-se o ser que foi feito à imagem de Deus.
Cont...


Do livro "A Verdade da Vida, vol. 08", pp. 87 à 94


quarta-feira, maio 02, 2012

Comentários sobre o Texto da Lorraine

Dárcio Dezolt


O texto postado, denominado "Compreendendo a Natureza do Problema como sugestão hipnótica ou aparência", de autoria de Lorraine Sinkler, merece ser muito bem lido e posto detalhadamente em prática. Para quem não sabe, Lorraine foi aluna e depois biógrafa de Joel S. Goldsmith, e também quem compilou suas palestras para editá-las em formato de livros.

Este texto explica passo a passo os princípios da cura espiritual, revela como lidarmos com “este mundo” e também como nos firmarmos na perfeição imutável do Ser que somos e do Universo verdadeiro em que estamos. O principal é cada um encontrar tempo o bastante para realmente se dedicar a estes princípios, uma vez que mera leitura dos mesmos pouco ou nada lhe adiantará.

Na primeira parte ela nos alerta quanto ao erro comum de alguém estudar a Verdade retendo na mente a crença de que “algo deve melhorar pela atividade de Deus”. A pessoa não percebe que, com esta intenção, retém a “mente carnal”, deixando de realmente reconhecer a Mente divina como ÚNICA! 

Ao dar o exemplo da “aparência”, ela explica que estamos nos movendo juntamente com a Terra, enquanto a “aparência” é a de que estamos parados. No nosso caso, esta “aparência” é a de estarmos vivendo na matéria, com corpos mutáveis, enquanto O FATO É OUTRO: somos o Templo de Deus e vivemos na Realidade espiritual perfeita e onipresente! Se não transpusermos estas noções para nossas vidas, ou seja, se não pararmos para discernir que “De fato, agora eu percebo que mesmo aparentando estar parado, já estou em movimento em unidade com a Terra”, para, em seguida, aplicarmos o princípio ao estudo, discernindo: “Realmente, agora eu percebo que, mesmo aparentando existir corpo físico, saudável ou doentio, O FATO É OUTRO: aqui e agora é o Reino absoluto de Deus e meu Eu é Deus mesmo em unidade com o Infinito, e meu corpo, o Templo de Deus”, os textos de nada nos valerão. Eles funcionam no desmantelamento do que é ILUSÃO unicamente quando nos ocupamos em descartar a aparência, trocando-a pelo FATO PERFEITO PERMANENTE. Sem haver esta dedicação em percepção, a pessoa apenas ficará acumulando informações no suposto intelecto, dizendo “ter entendido tudo”.

A autora usa também a palavra “hipnotismo”, para uma vez mais explicar que “este mundo” é puro “nada”. Imagine-se em sua casa e sendo hipnotizado para se achar num deserto: algo teria realmente mudado? Não! Você estaria em sua casa da mesma forma, apenas ILUDIDO por simples imagem mental da “sugestão”. Adiantaria ler sem discernir espiritualmente o que foi lido? Não. Você está sendo informado de que DEUS É SEU EU e que SEU REINO É AQUI E AGORA, E COM VOCÊ JÁ NELE VIVENDO! 

E o “mundo de três dimensões”? Mera “imagem mental”, sem realidade e sem substância real, tal qual uma imagem gerada por um hipnotizador! Vivemos em INFINITAS dimensões! Se quiser tirar proveito destes ensinamentos, terá, realmente, que se dedicar a “desmantelar a ilusão” pelo conhecimento da Verdade que eles expõem! Talvez você até possa ter lido e “entendido” o que leu; mas, terá praticado este entendimento no desmantelamento das crenças falsas? É este o ponto!

Sugiro, agora, que releia o texto  já postado, fazendo uso das informações como se fossem “manual de instrução”. O estudo da Verdade é científico! Requer o conhecimento e a prática dos princípios revelados. Releia! Anote à parte o que deverá mentalmente reconhecer! O que vale, nisso tudo, é unicamente a prática!


domingo, abril 29, 2012

"Vós sois a luz do mundo"

 Dárcio Dezolt


Imagine a cena: Jesus diante da multidão, sendo por ele vista como a "Luz de Deus” em cada indivíduo, revelando com clareza: “Sois a Luz do mundo!”. Aquela era a Verdade sobre cada ouvinte; e era a Verdade dita por ele a cada coração! Que deveria fazer cada ouvinte, ao  escutar a Verdade sobre si mesmo? Deveria fazer da informação uma definição definitiva de seu próprio Ser como sendo “Luz do mundo”, sem jamais voltar a se julgar um mero ser humano sob crenças falsas!

Podemos imaginar também o que deve ter passado pela mente de cada um daqueles ouvintes: “Eu, Luz do mundo?, Onde está esta Luz? Um pecador como eu poderia ser Luz do mundo? Se sou Luz do mundo, como posso ter tantos problemas?”, etc.. Entretanto, Jesus expunha o que via; e, o que via, era DEUS sendo TUDO!

A aceitação da Verdade não depende de avaliações da suposta “mente humana”. Trata-se de uma aceitação espontânea, natural, que transcende esta mente ilusória! Trata-se de uma aceitação chamada por Jesus, de “coração de criança”. A Verdade É! E VOCÊ É A LUZ DO MUNDO! Contar com aceitação ou rejeição da mente humana em nada altera o fato! Em vista disso, você tem duas opções: viver agora sem mais se julgar pela carne, irradiando a Luz da Verdade “pelos poros”, como fala a Ciência Cristã, ou permanecer na cegueira mental coletiva, com suas conhecidas frases baseadas na ILUSÃO! Algumas delas? “Um dia eu chegarei lá!”, “Quando eu tiver bastante tempo para meditar, eu irei desintegrar a ilusão”, “Se não tivesse vivido tanto tempo condicionado por falsas crenças, eu poderia aceitar de imediato que sou Luz do mundo”…

Não é à toa que há registrado na Bíblia que “a mente carnal é a inimizade contra Deus”. Se VOCÊ deixá-la de lado, assumindo “ter a Mente de Cristo”, estará irradiando a SUA LUZ, sem dar brecha às mentiras criadas sobre seu Ser. Irradiar a Luz é SER A LUZ! SER A VERDADE! SER DEUS! “SOIS A LUZ DO MUNDO!”


quinta-feira, abril 26, 2012

"Deus é tudo" importa que "ilusão é nada"

   Dárcio Dezolt


O modo de atuação da mente humana consiste em lançar sobre nós, como se fosse verdade, uma avalanche de crenças falsas na forma de “imagens hipnóticas”. Se acreditarmos em tais imagens, elas receberão o endosso e poder que lhe dermos; por outro lado, se desviarmos nossa atenção para Deus, para o Reino de Deus, para a Verdade eterna e perfeita, estas imagens tenderão a se amoldar ao “padrão divino”, onde nem bem nem mal existem, mas, existe unicamente o constante estado de perfeição.

O cuidado que devemos tomar é mantermos a nossa permanência em Deus, sejam quais forem as supostas imperfeições, os supostos conflitos ou problemas. Mesmo que estas imagens se mostrem insistentes, jamais dê poder a elas por reconhecer esta insistência aparente. Contemple Deus como TUDO e, olhando as “imagens hipnóticas” à sua frente, tire delas o poder de serem reais e também insistentes, usando pensamentos do seguinte tipo: “De nada adianta esta imagem tentar forçar-me a crer ser ela real; além de irreal, ela não tem poder algum para insistir em manter sua presença diante de mim como se fosse realidade. Deus é TUDO; portanto, unicamente a PERFEIÇÃO DIVINA está presente em todo o Universo, inclusive onde esta 'imagem hipnótica' aparenta estar."

Esse tipo de  Autotratamento é bastante útil, quando associado com as “contemplações absolutas da Verdade”, feitas através da “Prática do Silêncio”.

Viver a Verdade é viver Realidade espiritual onipresente, consciente de que “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (Atos 17:28). E esta vivência é nossa permanência eterna na Onipresença, o que exclui toda suposta “existência mortal ou material”, chamada, em vista disso, de ILUSÃO DE MASSA.

Contudo, acreditar que “algo além de Deus” é ILUSÃO DE MASSA é acreditar em “ilusão de massa”, ou seja, se a mente se deixar prender a esta dualidade, sem entender que IRREALIDADE É NADA, as crenças falsas aparentarão estar em vigor e operando sobre cada um, sendo apenas batizadas de “ILUSÃO DE MASSA”. 

Quando é dito que DEUS É TUDO, e que o nosso “ponto de partida” é estarmos identificados com esta totalidade, o que precisa ser entendido, é que TUDO É REALIDADE INFINITA, ESPIRITUAL PERFEITA, e que todas as supostas “imagens hipnóticas”, que aparentam existir, não existem! São irrealidades! São “nada!”

Joel S. Goldsmith fez a seguinte colocação: "Sabem por que demoramos tanto para nos livrar dos males, discórdias e demais condições materiais? O motivo é devido inteiramente à nossa falta de habilidade em captar a grandiosa revelação de que não há realidade na ilusão".

Partir da TOTALIDADE da Realidade significa partir da NULIDADE da irrealidade. Medite! As contemplações da Verdade são simplesmente cada um ser Deus, cada um se discernir sendo a Verdade absoluta, reconhecendo: “Não há outro ao lado de Mim”. Quando a “mente” que supostamente "vê" ILUSÃO DE MASSA é descartada, pela admissão livre, suave, espontânea e radical  de que “Temos a Mente de Cristo”, a palavra “ilusão” sumirá em sua nulidade. Ocupe-se, portanto, em “ter a mente de Cristo”, e a discernir unicamente o que esta Mente, que é divina, aceita como Fato real.

DEUS E HOMEM SÃO UM! Inquebrantavelmente UM! A revelação da Verdade está fundamentada unicamente nesta UNIDADE: "Dei-lhes a glória para serem um, como nós, ó Pai, somos um - perfeitos em UNIDADE" (João 17: 22). Quando Jesus diz que "deu-nos a glória de ser um com Deus", está, de fato,  "revelando-nos" uma Verdade permanente! Exatamente AGORA, Deus e VOCÊ são um! Jamais a suposta "mente humana" enxergará esta UNIDADE, que é discernida apenas ESPIRITUALMENTE! E é Fato PRESENTE!

Deus mantém o Universo infinito sendo TUDO! E Deus mantém VOCÊ, que é o CRISTO, em SI MESMO! DEUS MANTÉM O CRISTO SENDO VOCÊ! Em vista disso, suas "contemplações da Verdade" são sem esforço e atemporais! AGORA, NESTE EXATO AGORA,  DEUS O MANTÉM SENDO UNICAMENTE O CRISTO! Não existe "matéria" e não existe "ser nascido de pai na Terra": DEUS É TUDO! Livre-se da dualidade e, com "coração de menino", reconheça esta Verdade, que é a própria Verdade sendo VOCÊ!


segunda-feira, abril 23, 2012

Compreendendo a natureza do problema como SUGESTÃO HIPNÓTICA ou APARÊNCIA


Lorraine Sinkler


Mesmo com dedicada prática, talvez não tenhamos atingido a união consciente com a Fonte de nosso ser. Um motivo deve haver, e este é o seguinte: estamos diante de Deus e do problema. Estamos, no fundo, tentando ver se Deus já atuou no caso. Apesar de muitos se acharem avançados demais para cair numa armadilha como esta, o fato é que acabam esperando que alguma situação desagradável comece a melhorar.

Isto nos leva ao mais importante dos princípios de cura. Devido à infinidade e bondade de Deus, a natureza do problema deve ser uma “aparência”, uma "sugestão", uma "crença hipnótica", uma errônea compreensão a respeito da bondade eterna de Deus.

Há vários tipos de aparências. Uma delas é a que nos faz pensar que estamos parados, embora a Terra esteja girando velozmente em torno de seu eixo. Uma aparência não traduz o que verdadeiramente É. Na cura espiritual, o problema deve ser entendido como uma aparência ou sugestão, e uma sugestão jamais faz a coisa ser real. Qualquer palavra que nos dê ideia de que o problema é inexistência passa a ser valiosa. A palavra “tentação” pode servir para descrever a crença universal de que possamos estar separados de Deus, com vida própria, e que possa existir algo que nos cause dor e sofrimento. Na verdade, há somente uma Substância, uma Vida, um Ser. A tentação que nos chega, é no sentido de nos fazer crer na existência de algo além de Deus no centro de nosso ser, o próprio EU que nós somos.

Jesus assim reagia às sugestões que lhe vinham: “Afasta-te, Satanás!”, ou seja, “afaste-se, tentação! Nada me levará a crer na existência de algum poder ou vida ao lado do Uno!”.

“Hipnotismo” é outra palavra útil. O hipnotismo jamais cria algo real. Suponha que eu fosse hipnotizado para acreditar que um tigre estivesse entrando na sala. Que faria? Provavelmente sairia correndo o mais rápido possível! E aqueles não hipnotizados iriam dizer: “Que deu nele?” O fato de estar hipnotizado para ver um tigre não criaria um deles no local. O hipnotismo apenas criaria uma impressão, uma sugestão de algo que não existe realmente.

Como seres humanos, estamos hipnotizados pela crença no bem e no mal, atuando sob a hipnose do mundo das aparências. Entretanto, tudo o que vemos tem por substância o hipnotismo, mero conceito ou imagem mental, que apenas tem “substância” na mente.

A mente que aceita dois poderes é chamada de mente carnal, ou mente humana universal. Já a mente preenchida pela Verdade é clara transparência para o Universo espiritual, revelando o Corpo espiritual na plenitude de sua perfeição e o Universo em sua essência espiritual. A mente carnal constantemente julga e avalia em termos de quadros ou imagens mentais e nunca em termos de Realidade. Ela reconhece somente um conceito do Universo e do Corpo espiritual perfeitos, que jamais necessitam de melhorias ou de curas.

Já somos o SER PERFEITO que não necessita de cura. Basta afastarmos o que esconde esta perfeição, para que a chamada “cura” apareça. Mas ela não se dará enquanto estivermos acreditando que teremos de modificar alguma coisa. Cabe a nós perceber aquilo como “aparência”, que dispensa qualquer modificação, bastando-nos olhar além dela.

Para isso, devemos eliminar as crenças que nublam a mente, nutrindo-a com a Verdade, com a sabedoria e leituras espirituais. Os conceitos passam a ruir, a mente se torna bem transparente e o Verbo flui do interior para “se tornar carne” em nossa vida.

O corpo que vemos é uma formação mental; não é corpo sólido de carne e osso, mas uma formação mental de conceitos. Exatamente onde aparenta estar um corpo físico, existe o Corpo espiritual. O conceito material de corpo é um quadro na mente, o que explica porque nunca estamos lidando com condições físicas. O que aparece como condição física é, de fato, formação mental: um quadro que se apaga pela transformação de nossa mente.

Frente a uma suposta doença mortal, não é fácil serenarmos a mente para atingirmos a paz na meditação. Porém, assim que for reconhecido que aquilo é uma imagem mental, formada mentalmente, tendo em vista que “matéria é formação da mente”, tornamo-nos aptos a permanecer sentados para discernir a presença real do Universo e do Corpo espirituais, exatamente aqui e agora.

Podemos desenvolver um estado de consciência em que ficamos imunes a todos os males do mundo. Contudo, isto só nos será possível da seguinte forma: vendo os problemas pelo que realmente são. Que são eles? São a “mente carnal”, imagens mentais que desfilam diante de nós. Há somente uma “mente carnal”, razão pela qual todos vemos coletivamente o mesmo quadro. A Unidade é um princípio que jamais pode ser esquecido. Existe uma só Consciência; e, na realidade, existe apenas uma mente, que atua como instrumento da Consciência única. Na crença, contudo, há a aceitação de dois poderes, e esta crença no bem e no mal é o que constitui a chamada “mente carnal”.

Sempre é importante lembrar que estamos diante de simples quadros mentais. A mente gera quadros que aparentam ser matéria sólida; entretanto, jamais estes quadros chegam a alterar a Realidade ali presente. Se as montanhas estiverem encobertas por nuvens, poderiam estas nuvens modificá-las? Jamais! Nuvens, miragens, hipnotismo, ou “mente carnal” – com suas crenças no bem e no mal – nunca chegam a modificar o mínimo que seja da Realidade, por mais que, para nós, estas nuvens, a miragem, ou o hipnotismo, aparentem fortemente ser reais. E continuarão aparentando ser reais enquanto permanecermos no patamar da mente ou da matéria.

Somente quando elevamos nossa consciência ao ponto em que a mente se torna um espelho perfeito é que veremos a Realidade que não necessita de cura. O que vemos com a mente não iluminada é uma percepção equivocada da Realidade divina, a que podemos chamar de “mente carnal”, aparência, sugestão, tentação ou hipnotismo.

Há uma grande diferença entre acreditar que algo seja real e aquilo ser real de fato. O hipnotismo jamais cria alguma coisa ou condição. Eis por que se torna importante que rapidamente, diante de um problema, seja reconhecido que sua única “substância” é hipnotismo ou aparência. Devido ao hipnotismo universal, acabamos aceitando a crença em doença. Não sejamos, contudo, tolos a ponto de acreditar que o hipnotismo cria mesmo uma doença! Não cria! Repito: o hipnotismo jamais cria alguma coisa; ele somente gera uma "crença" de que aquilo existe. Jamais o hipnotismo modifica o Universo espiritual e a criação espiritual (Realidade). Nunca ele modifica a Unidade; nunca ele cria uma dualidade.

Alcançaremos um estágio em que deixaremos de pensar em tratar uma condição ou o corpo de alguém. Instantaneamente reconheceremos ser aquilo a “mente carnal”, aparência ou hipnotismo. Quando cessa o hipnotismo, cessa também todo o conceito material de mundo –este conceito de mundo material ou de corpo físico é dissipado.

Nunca tratamos de uma condição: tratamos de um hipnotismo. O hipnotismo é a “substância” do problema. Conscientes disso, ficamos repousados na percepção de que jamais o hipnotismo cria coisa alguma. Nosso trabalho é reconhecer que, como Deus, o Ser infinito, está aparecendo como Ser individual, não existe pessoa passível de ser hipnotizada, e esta Verdade inclui o nosso Ser. Assim, eu não posso ser hipnotizado; não existe mente que acredite em dois poderes: a mente única que existe, é instrumento puro de Deus.

Um motivo pelo qual muitos fracassam na cura é que tentam mudar uma condição, como se ela fosse real, em vez de discernirem que ela é um falso conceito mental da Realidade ali presente. O hipnotismo é a “substância” de todos os males que afligem o mundo. É vitalmente importante lembrarmos que o hipnotismo não cria uma coisa, mas cria somente a tentação de nos fazer crer na existência de uma condição ou um poder além de Deus.

O mundo da Realidade divina está aqui e agora. A pessoa da Realidade divina está aqui e agora. O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus. Se um quadro for visto através de vidro fosco, mostrar-se-á distorcido; porém, quando o vidro for transparente, a Harmonia divina sempre-existente conseguirá ser observada através dele. Para atingirmos a consciência deste princípio, precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado. Uma pessoa não hipnotizada, firmada no princípio de que DEUS É TUDO, E NADA MAIS EXISTE, pode retirar um grupo de pessoas do hipnotismo.

Como poderia haver união consciente com Deus, quando a máscara da crença universal se interpõe entre Deus e você? Isto é possível através do reconhecimento de que este “mundo de aparências” é hipnotismo; assim, passamos a ver, através da máscara, o Coração do Universo do Espírito.

Somos um com o Pai, e nessa Unidade reconhecemos somente um Eu, uma Vida. Transcendendo o hipnotismo, observamos a glória do Universo de Deus.

Tudo que é conhecido pelos cinco sentidos físicos não passa de uma forma de hipnotismo. O real, o eterno, a criação divina, que é a própria expressão de Deus, somente pode ser conhecido através do discernimento espiritual. Quando nossos olhos se abrem para a Realidade divina, ficamos conscientes de que não há pessoas nem condições que necessitem de cura ou mudança.

Toda condição negativa é uma “tentação” para que aceitemos algum poder apartado do Poder de Deus. Cada problema é um ponto a nos fazer recordar que vivemos no Universo espiritual, perfeito e pleno. Se algo inferior estiver sendo reconhecido, significa que ficamos hipnotizados; e assim, temos por incumbência despertar, para vivermos constante e continuamente na atmosfera do amor, da paz e da plenitude do Reino interior.

Este trabalho contínuo de encararmos cada problema como hipnotismo, um “nada”, um “não-poder” ou “não-substância”, nos conduz à Consciência mística da Unidade, em que não existe “Deus e”, mas que existe somente Deus: Deus aparecendo como ser individual, e Deus aparecendo como Universo espiritual.

O Universo espiritual, feito da Substância do Espírito, formado pela Consciência e mantido pela Lei espiritual, está exatamente AQUI. Neste Universo espiritual não existe doença, não existe falta ou limitação, não existe infelicidade ou discórdia, nem tampouco ser algum para ser curado ou modificado. Há somente o Reino da Divina Harmonia e Paz, que a tudo permeia, sem distúrbio de qualquer natureza,

Aceitemos ou não, o fato é que estamos neste Universo espiritual neste instante. Não temos de ir a algum lugar para encontrá-Lo. Ele está exatamente aqui, onde nós estamos. Portanto, assim deve ser a nossa oração:

“Pai, que meus olhos sejam abertos, permitindo-me ver e contemplar este Universo espiritual! Revele-me a Sua Glória, aqui e agora. Não permita que eu tente modificar este Universo! Deixe-me somente contemplá-Lo”.


O Caminho espiritual não se reduz a meditações de dez ou vinte minutos, em que há o reconhecimento do único Poder e única Presença, enquanto saímos pelo mundo esquecidos dessa Unidade pelo resto do dia. Este Caminho é o do reconhecimento constante da Presença de Deus onde quer que estejamos, o que nos requer um estado de alerta a cada segundo.

Pela prática constante destes princípios, eles se tornarão parte de nossa consciência de tal forma, que jamais poderemos ser convencidos da existência de algum outro poder ao lado daquele Poder único.


sábado, abril 21, 2012

A Mente de Cristo desconhece ilusão

Dárcio Dezolt


O trabalho interior, de reconhecimento de que “temos a Mente de Cristo”, é a princípio um “autotratamento mental”, quando aceitamos as revelações de que as crenças no bem e no mal são meramente “sugestões hipnóticas”, sem realidade, substância e poder. Assim, durante a “Prática do Silêncio”, consideramos a ILUSÃO chamada “mundo material” realmente como o definiu Jesus: “o mundo do pai da mentira”.

As imagens “deste mundo” são integralmente ILUSÓRIAS! Não são, de fato, realidades “vistas”. Aparentemente, “este mundo” é visto ou reconhecido como “algo presente” pela suposta “mente humana”; O Fato real, entretanto, é que a Mente divina está ocupando a Onipresença na condição de discerni-La como TUDO! Por isso partimos da presença de Deus como TUDO, sem jamais levarmos em conta “aparências” que simulam existir, e que são simples “miragens” - puríssimo “nada”. Nós temos a Mente de Cristo; e esta Mente, que é divina, somente tem conhecimento e entendimento da Perfeição absoluta. Desse modo, ao “contemplarmos” a Verdade, mesmo que a princípio reconheçamos a natureza hipnótica do “mundo terreno” (e reconheçamos também a natureza hipnótica da “mente” que fez aquele reconhecimento), este chamado “autotratamento” é inteiramente mental e, portanto, faz parte da “sugestão hipnótica” tanto quanto “o mundo e as coisas do mundo”. Não há Deus algum reconhecendo que “este mundo” é ILUSÃO! Em outras palavras, a Mente de Cristo, que temos, jamais dá "autotratamentos”, jamais reconhece que “este mundo” é sugestão hipnótica, jamais é afetada pela ILUSÃO, e jamais tem conhecimento de algo além de Deus.

O “autotratamento” atua contra a ILUSÃO na própria ILUSÃO, enquanto que VOCÊ, que é DEUS SENDO VOCÊ, permanece na ONIPRESENÇA sem participar de nada disso: nem da ILUSÃO nem do suposto “desmantelamento” da ILUSÃO! A Mente de Cristo, que é a SUA, já é livre de ILUSÃO, sequer tem conhecimento desse fato, uma vez que unicamente sabe da Perfeição onipresente. E como a ILUSÃO somente aparenta existir, sendo “anulada” em si mesma, deixa de ser “sugestão hipnótica” para ser o que é: inexistência!

Em vista do que foi dito, VOCÊ É A MENTE DE CRISTO! Não é a “mente que medita”, “mente que desmantela a ilusão”, NEM TAMPOUCO A “MENTE” que discerne a ILUSÃO como “sugestão hipnótica”: VOCÊ É A MENTE QUE DEUS É! NADA MAIS!


quarta-feira, abril 18, 2012

O Segredo dos Segredos

Joel S. Goldsmith


Segredo dos Segredos é o seguinte: nunca tente curar matéria como matéria; nunca tente alterar pressão sanguínea, reduzir febre, etc. Praticista não é médico e nada tem a ver com curas do corpo. Pela Graça de Deus, tivemos a revelação de que este é um Universo espiritual, que somos inteiramente espirituais, que temos corpos espirituais perfeitos, e que é nossa função corrigir a crença de que o homem e o universo são materiais ou mortais. Jamais tratamos de uma pessoa ou de um corpo: nosso trabalho é impessoal e lida com a crença do mundo. Por isso é que não olhamos para o corpo tentando verificar se ele está saudável ou melhorando.

Assim que você compreender que há um Princípio que rege seu Universo, jamais voltará a crer na existência de doença, pecado ou guerra. Qualquer quadro diante dos sentidos deve ser entendido como ilusão. Um erro não pode ter forma objetiva. Assim, você na terá de lutar contra o erro, pecado ou discórdia. Bastará que fique sentado quietamente, declarando a Palavra da Verdade, encorajamento e fé, para demonstrar a inexistência da matéria, da doença, da morte. Ver-se-á livre da ansiedade e encontrará a liberdade em Deus. Não volte atrás para ver como estão indo as coisas! Elas estarão indo na direção certa, pouco importando o que você possa estar vendo ou ouvindo. 

Somos governados inteiramente por Deus. Pais humanos não fabricam corpo, cérebro ou mente para crianças! E o corpo não é criado por si; não tem ação própria. O poder, chamado Deus, Vida, Mente, Espírito, fez a Criação e a mantém e sustém. A mente do indivíduo, somente, produz efeito sobre o seu corpo. E a mente real do indivíduo é Deus.

Qualquer quadro mortal, presente temporariamente, deve ser desprezado, até Deus lhe revelar o quadro perfeito. Ao aprender a se desviar do sentido material, você estará desenvolvendo sua visão espiritual; e então, a Realidade poderá ser contemplada.



terça-feira, abril 17, 2012

Toda aparência é ilusão

Siddharameshwar Maharaj


Toda a aparência é ilusão (Maya) e o "presenciador" é Brahman. O que é visto, ou seja, a aparência, é falsa; e o que vê é Brahman. Há uma declaração nos Vedas que diz que existem somente duas entidades, aquilo é visto e Aquele que vê. O Vedanta declara isso de maneira contundente. Neste mundo não há nada além do observador e do observado. Aquele que reside no coração de cada um é Brahman, e Ele é "Real".

Quem se refugia no que é visto, perece; e quem se refugia em Brahman, alcança o estado Dele. Se você concentrar a atenção no visto (no mundo objetivo), você será destruído assim como aquilo que é visto (o mundo objetivo). A pergunta é: se aquilo que é visto não é verdadeiro, por que é visível então? O que é visto é falso, porque tudo o que é visto é a magia criada pelo olho. É por isso que não é verdadeiro. No espelho vemos um rosto, isso implica que parecem existir dois rostos; significa então, que existe de fato dois "você"? O fato é que "você" é somente um, mas, entretanto, parecem existir dois. Um pintor pinta quadros com tinta, e diz: "esta é uma montanha, este é o Sr. Vishnu, esta é a Deusa Lakshmi". Você aceita isso como real? Você é o criador. O que na realidade é madeira (a tela) aceitamos como se fosse carne. É o milagre do olho. Aquele que adorar o "Eu Real" desvendará o próprio "Eu Real". 

Este mundo mortal é feito de terra e será reduzido a poeira apenas. O corpo humano vem da maternidade e vai para a tumba. Devemos comer o interior do côco e jogar a casca. Aquele que come a casca consegue só quebrar os dentes.


sexta-feira, abril 13, 2012

Evidência e Aparência

Dárcio Dezolt


Bastante conhecido, na Metafísica, é o exemplo do lápis colocado dentro de um copo com água. Visto de fora, ele aparenta estar torto e quebrado. Que é a evidência? É a manifestação imediata daquilo que já é, ou seja, o lápis inteiro, em estado perfeito. E que é aparência? Como o próprio nome diz, é aparência, uma ilusão de imperfeição, que apenas aparenta existir, e que é inexistente.

A mente humana vê aparências, e nunca a evidência. Que é a Evidência? é O UNIVERSO INFINITO, PRESENTE AQUI E AGORA, impossível de ser discernido pela mente humana.

Em I Cor. 2:9-12, lemos que "As coisas que o olho não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo Seu Espírito:... Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo que só vê as coisas do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus."

Paulo estava aqui neste mundo, quando teve a revelação. O reino de Deus é aqui mesmo, quando deixamos de lado a aparência vista pela mente humana para focalizarmos a atenção completamente no Espírito de Deus, a Mente do Cristo, que recebemos de Deus. A citação diz que não recebemos o espírito do mundo, ou seja, a chamada mente humana. A mente humana vê a ilusão que ela aceita como real; o Espírito de Deus, em NÓS, já vê a realidade: O UNIVERSO PERFEITO!

Na Metafísica, temos a Prática do Silêncio, períodos que reservamos para reconhecer a totalidade de Deus e seu Universo Perfeito. Após estes períodos, precisamos, no dia-a-dia, manter esta percepção. Como? Separando o que a mente humana vê daquilo que o Espírito de Deus em nós vê. Por exemplo, se estivermos presos num congestionamento de trânsito, poderemos reconhecer: "a mente humana, não a MINHA MENTE, vê um congestionamento; entretanto, eu não tenho mente humana. Assim, enquanto ela vê o congestionamento, a minha Mente, que é o Espírito de Deus em mim, vê a Realidade espiritual sempre presente." Isto não é mentalização. É um reconhecimento que promove uma soltura da crença em mente humana, enquanto a Presença de Deus e Seu Universo é percebida. Retornando à ilustração do lápis dentro do copo com água, é como se percebêssemos: "A mente humana vê o lápis quebrado, mas a minha Mente sabe que ele está como sempre esteve: perfeito."

Precisamos reconhecer que as revelações são válidas para todos nós. Se Paulo diz que "recebemos não o espírito do mundo (mente humana), mas o Espírito de Deus", devemos levar a sério tais afirmações, para "podermos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus".

Em geral, diante de uma aparência desarmônica vista pela mente humana, desejamos reverter o quadro, mudando-o para uma situação harmônica. Não é esta a prática correta. "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito". Reconheçamos que a mente humana vê o quadro imperfeito; porém, não reconheçamos que ela seja a NOSSA MENTE. Enquanto ela vê e dá testemunho da mentira, toda a nossa atenção estará na Realidade imutável: Temos a Mente do Cristo, que reconhece, aqui e agora, a TOTALIDADE DE DEUS e SEU REINO PERFEITO E IMUTÁVEL. Quem se dedicar a esta prática de reconhecimento da Realidade, desprezando os quadros ilusórios apresentados pela mente humana a ela mesma, dará testemunho da Verdade. E, esta Verdade aparecerá também visivelmente. DEUS É, DE FATO, TUDO O QUE EXISTE.


quarta-feira, abril 11, 2012

Não lute com a ilusão

Joel S. Goldsmith


Se for chamado a dar ajuda espiritual a alguém, tente abandonar a prática de fazer afirmações e negações. É uma verdade sagrada que Deus é o único agente de cura. Uma ilusão deverá ser dissipada; porém, seria tolice crermos que isso possa ser feito pela mente humana. Assuma como absoluta a frase de Jesus: "Eu, de mim mesmo, nada faço."

Eis a atitude que devemos tomar: sentados, de olhos fechados, deixamos que o Verbo se manifeste. O trabalho será assim realizado. A cura ocorrerá por não depender de conhecimento ou de compreensão humana da Verdade. A confiança em Deus, na própria Verdade, dissipará a ilusão da mente mortal. O Verbo divino expresso será a prece. Não há nada neste mundo humano que não se possa realizar mediante o recebimento do Verbo divino no pensamento.

O erro, ou o mal, sendo irreal -- um sentido ilusório -- não pode ser exteriorizado (nunca pode ser uma pessoa, lugar ou coisa). Você não viverá harmoniosamente enquanto não entender a natureza da ilusão como sendo uma forma de hipnotismo universal, ou crença universal. Até então, irá temer ou odiar esta ou aquela forma de ilusão.

Mas a ilusão, independentemente da forma com que possa aparecer -- se como pessoa ou condição -- não é para ser temida, odiada, vencida ou destruída: é simplesmente para ser conhecida como NADA.

Pecado, doença, morte - não são problemas: são as formas sob as quais a ilusão ÚNICA aparece. O mal é sempre ilusão, embora possa aparecer como pessoa, condição, falta ou limitação.

Quando a ilusão é tratada como hipnotismo -- o NADA pretendendo ser alguma coisa -- ela desaparece em sua nulidade. Lutar contra seria fatal. Sempre aquilo que estiver aparecendo como mal estará sendo meramente uma sugestão mental agressiva. E você, com esta percepção, irá vê-la se auto-destruindo. Assim, diante de qualquer tipo de ilusão de mal, lembre-se: ela não tem poder algum para ser algo além do que é: miragem, nada. Para ilustrar essa nulidade do mal, analisemos uma parábola oriental do homem que confundiu uma corda enrolada com uma cobra:

"Por volta de 500 A.C. foi escrito: É fácil acontecer de um homem, ao se banhar, pisar numa corda e imaginar que se trate de uma serpente. Ficará aterrorizado e tremerá de medo, antecipando todo o sofrimento causado pelo veneno dentro de seus pensamentos. Que alívio não irá sentir ao perceber que a corda não é uma serpente! A razão de seu susto era o seu erro, sua ignorância, sua ilusão. Se a natureza verdadeira da corda for reconhecida, ele recuperará a sua tranquilidade mental: ficará alegre e feliz. Este é o estado mental daquele que reconhece que não existe nenhum ego pessoal, e que a causa de todos os seus problemas e cuidados é uma miragem, uma sombra, um sonho."

Ao senso material, pecado e doença aparecem como entidades reais, tendo substância, lei, causa e efeito. Ao senso material, o pecado e a doença parecem sólidos e pessoais. Mas, para a consciência espiritual, ambos são irrealidades, existindo apenas como o produto da crença universal numa identidade apartada de Deus.

Na metafísica, as curas do pecado e doença surgem à medida da conscientização da infinitude - da totalidade absoluta da eterna Vida e suas manifestações, e da irreal natureza de qualquer forma da ilusão.