"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

quarta-feira, março 14, 2012

Prece funciona!


Allen White


A prece é poderosa; ou melhor, a prece correta é poderosa. Quando tudo mais falhar, somos impelidos a orar. Isto será uma boa atitude, desde que sua prece seja corretamente focalizada. A prece corretamente focada SEMPRE FUNCIONA.

Segundo Cristo Jesus, a prece corretamente focalizada é aquela focalizada no reino de Deus – não a prece que rodeia, rodeia, e sempre gira em torno de um eventual problema à mão. Suas palavras foram: “Buscai primeiro o reino de Deus, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”. Quando você ora para compreender a natureza de Deus, você está orando corretamente. Quando você ora para compreender seu relacionamento com Deus, você está orando corretamente. Quando você ora para compreender onde está, e o que é o reino de Deus, você está orando corretamente.

Leitor, exatamente agora, a sua Consciência está repleta de conhecimento e entendimento do reino. Mesmo em meio ao que aparente ser condição ameaçadora à vida, paz, alegria e prosperidade, quando sua prece se focalizar na percepção de Deus e no conhecimento de Deus, VOCÊ descobrirá que somente o que Deus é, VOCÊ é, e o que Deus não é, VOCÊ não é.

Não, a prece correta não irá curar alguma doença em seu fígado, mas lhe revelará que nunca existiu um fígado necessitado de cura. A prece correta não irá abarrotar sua conta bancária, mas lhe revelará que “tudo que é do Pai é seu" AGORA, porque “você e o Pai são um” – o mesmo Um.


*Comentário:

DEUS É TUDO e, o que aparenta existir ao lado de Deus, é pura ILUSÃO. Devemos sempre ler, praticar e estudar esses ensinamentos e princípios, para que não fiquemos a lidar com “dois poderes” em vez de UM, que é a única Verdade em expressão. A mente humana é a crença mesmérica que faz sempre alusão à infindável luta entre o bem e o mal, por acreditar tanto num como noutro! Porém, crença hipnótica não gera fato! E o FATO é que Deus é TUDO, e é o ÚNICO PODER!

O estudo parte do princípio da Unicidade de Deus, ou seja, sendo TUDO, Deus é a Mente ÚNICA em atividade, exatamente AGORA! Esta Mente, única e, portanto, SUA Mente, está sendo sempre Harmonia onipresente, e é este o Fato real e eterno da Existência. Vimos, no texto acima, escrito por Allen White, que as orações funcionam quando a Verdade é focalizada e todo e qualquer suposto “problema” é desfocalizado! Exemplificando, se você começa seu dia recebendo uma forte “sugestão” de que precisa resolver algum conflito com outra pessoa, caso deixe esta ideia prevalecer àquela que corresponde ao Fato, você terá seu dia iniciado e mantido sob a influência do “mesmerismo”.

Quer dizer que jamais devemos buscar resolver as coisas que vemos erradas? Não! Pelo contrário, justamente por estudarmos a Verdade, devemos sempre estar com a harmonia em foco! Entretanto, antes de qualquer outra coisa, devemos PERCEBER A ONIPRESENÇA DA HARMONIA já “dentro de nós”, pois, é na mente humana que as SUGESTÕES de desarmonias, desavenças e conflitos nos chegam! Se, impensadamente, corrermos em direção ao mundo para “tirar tudo à limpo”, estaremos acreditando “no mundo” e não no REINO DE DEUS!

Este é o conteúdo-chave do artigo “Prece Funciona!”, de Allen White. Portanto, sejam quais forem as aparentes “situações de conflito”, entenda-as rapidamente como sendo “sugestões mentais mesméricas”, faça esta mente ilusória se calar, usando a Ciência Mental, e depois a “Contemplação absoluta”, que é a Mística do estudo, até sentir-se inteiramente harmonioso e em comunhão com Deus. Nesta condição de “paz interior”, você poderá “ir ao mundo” ou “ir às pessoas” para resolver as pendências que possam requerer sua atenção; mas, assim sereno e convicto de que sua Mente é a mesma Mente que está atuante em “todos”, verá que tudo se resolverá harmoniosamente, por ter a ilusão de “duas” mentes sido desmantelada! DEUS É TUDO! A Mente de Deus é ÚNICA! Ela é a SUA, é a MINHA, é a de TODOS! Esta percepção anula a crença em “conflitos pessoais”. Eram todos puramente SUGESTÕES MENTAIS ILUSÓRIAS!
- Dárcio Dezolt


segunda-feira, março 12, 2012

A "inexistência do corpo carnal" mencionada na Sutra de Vimalakirti


Masaharu Taniguchi


(Palestra realizada em 2 de julho de 1936)

"Qual miragem, este corpo é produto do pensamento invertido; qual sonho, este corpor é irreal; qual sombra, este corpo resulta de carma e de meio; este corpo é como virbação e é regido por causas e meios cármicos; qual nuvem, este corpo se transforma e se desfaz rapidamente: qual relâmpago, este corpo tem breve duração." (Sutra de Vimalakirti ou 'Avalokiteshvara')


Este trecho, extraído da Sutra de Vimalakitri, diz claramente que "qual miragem, este corpo é produto do pensamento invertido; qual sonho, este corpo é irreal". Quando a Seicho-No-Ie prega que "o corpo carnal não existe", certas pessoas criticam, dizendo: "É um absurdo pregar que não existe o corpo carnal, cuja existência estamos vendo com nossos próprios olhos. Tal ensinamento é herético". Entretanto, a Sutra de Vimalakirti diz que "este corpo é produto do pensamento invertido". "Pensamento invertido" significa ilusão. É "ilusão" julgar existente o que não existe e considerar inexistente o que existe. Por isso se diz "pensamento invertido". O corpo carnal não existe, mas as pessoas o vêem como existente - isso é que é pensamento invertido ou ilusão. E é dessa ilusão que surge este corpo. Por isso a referida sutra diz "Qual miragem, este corpo é produto do pensamento invertido", o que corresponde ao que é dito na Seicho-No-Ie: "O corpo carnal não existe". Dizendo com palavras difíceis, como faz a Sutra de Vimalakirti, a mensagem parece algo importante e profundo, mas não cala no fundo de nossa alma. Mas, dizendo com palavras fáceis que "o corpo carnal não existe", como faz a Seicho-No-Ie, as pessoas entendem melhor, libertam-se da ilusão e consequentemente ocorrem curas, havendo até casos em que a doença desaparece instantaneamente.

A frase "Qual sonho, este corpo é irreal" quer dizer que o corpo carnal é como as imagens do sonho, portanto é falsa existência. "Qual sombra, este corpo resulta de carma e de meio" significa que este corpo não é verdadeiro e não tem substância, tal qual sombra, sendo apenas manifestação do carma, que assume forma quando encontra um "meio" propício. Carma é a vibração do acúmulo de nossos atos, palavras e pensamentos do passado. Em outras palavras, constituem carma não só as nossas ações físicas, mas também tudo o que pensamos e expressamos em palavras. Portanto, quando digo que "este corpo é manifestação do carma", estou dizendo que o corpo é manifestação de ondas vibratórias. E esta afirmação coincide com a tese da ciência moderna, segundo a qual todos os fatos e coisas deste mundo fenomênico são formas variadas de manifestação das ondas de éter. Estas, quando encontram um "meio", manifestam-se de determinada forma. Analogamente, o carma também se manifesta assumindo forma somente quando encontra um "meio". Eis a razão por que se diz que "este corpo resulta de carma e de meio".

A ciência moderna, o budismo e a Seicho-No-Ie pregam a mesma Verdade. Tudo que possui forma é transformação de ondas vibratórias, que se solidificam quando encontram um "meio" apropriado. Por exemplo, os raios solares são ondas é só se transformam em luz quando encontram um obstáculo, um "meio". Se não existisse o "meio", não teríamos a luz do Sol, mesmo existindo raios solares. Quando subimos a uma altura de 200 quilômetros, lá encontraremos um espaço em trevas. Já que nos aproximamos mais do Sol, deveríamos encontrar mais luz, mas não é o que acontece. Segundo os cientistas, lá é uma escuridão total porque no vácuo, mesmo havendo ondas de luz provenientes do Sol, não existem "meios" que os reflitam. E, mesmo aqui na Terra, os cegos não vêem a luz do Sol porque, embora as ondas de luz estejam presentes, eles não são dotados de "meio" para transformar essas ondas em luz. Este é um problema relacionado com a visão, mas o mesmo tipo de problema ocorre com a audição, o olfato, a gustação e até com o tato. Sem o "meio", as existências não se tornam concretas.

Poderá alguém pensar que os elementos perceptíveis ao tato (parede, mesa, bola, etc.) existem de modo concreto, independentemente do "meio" chamado tato, mas se enganam. A distância, por exemplo, entre os átomos de uma parede é comparável à distância que separa os astros no Universo. Logo, a matéria não é algo compacto e sólido como parece, e deveria ser extremamente permeável. Se ela nos parece sólida e não podemos atravessá-la, é devido ao "meio" (nosso corpo físico). Se não existisse esse "meio", poderíamos atravessar livremente os corpos considerados sólidos. Tanto é que os raios cósmicos, os raios X e os espíritos atravessam livremente as paredes.

Desta forma, mesmo existindo o carma (vibração mental), ele não se manifesta quando não existe um "meio" adequado. Isso quer dizer que o nosso corpo físico não passa de produto do carma, que está manifestado conforme o "meio" que encontrou, não sendo, portanto, uma existência própria, firme e sólida; nossas ondas mentais é que, tendo encontrado o "meio", estão manifestando tal aparência. Nisto é que consiste o corpo carnal. Referindo-se a isso, a Sutra de Vimalakirti diz: "Este corpo é como vibração e é regido por causas e meios cármicos; qual nuvem, este corpo se transforma e se desfaz rapidamente; qual relâmpago, este corpo tem breve duração".

É feliz essa comparação do corpo carnal com a vibração. Mesmo que um programa de rádio esteja sendo transmitido por uma emissora, não podemos ouví-lo se não tivermos um rádio (meio). Quando, porém, existe o "meio" chamado radiorreceptor, que capta as ondas de transmissão, estas se manifestam de modo perceptível aos nossos ouvidos. E o nosso corpo carnal é comparável ao som que ouvimos por meio de rádio.

As ondas de rádio tornam-se perceptíveis ao ouvido através do rádio, e as ondas (o carma) invisíveis de televisão tornam-se visíveis através do "meio" chamado televisor. Entretanto, embora o som radiofônico e a imagem televisiva estejam se manifestando respectivamente por meio de rádio e televisor, isso não significa que o locutor ou os atores estejam presentes no rádio ou no televisor. O que neles existe são apenas ondas ou carmas. Esses carmas ou ondas é que, encontrando o "meio" chamado rádio ou televisor, manifestam-se como som ou imagem perceptível aos nossoa sentidos.

Da mesma forma, o nosso corpo carnal também, na verdade não existe. O que existe é apenas o carma, a vibração. Esse carma é que, tendo encontrado um "meio" apropriado, manifestou-se em forma de corpo carnal. Por isso dizemos que "o corpo carnal, na verdade, não existe". Ele é simples resultado de "causa" e "meio", razão por que a referida sutra diz: "este corpo é como vibração e é regido por causas e meios cármicos". Se o nosso corpo se destrói, é porque não é existência verdadeira. Como não é algo firme nem eterno, e sim uma imagem manifestada através de um "meio", é natural que se destrua quando desaparece esse "meio". O corpo carnal não possui forma própria e firme, pois se transfigura quando ocorre alteração no "meio" através do qual está sendo manifestado. A umidade do ar, por exemplo, quando entra em contato com o "meio" chamado temperatura baixa, transforma-se em gotículas de água e assume a forma de nuvem. Se não existisse esse meio, a umidade atmosférica não se tornaria visível. E, mesmo existindo a temperatura baixa, o vapor condensado não tomaria a forma de nuvem, se não existisse outro meio chamado atmosfera. Portanto, quando não existe o "meio", a forma também não existe. Assim também é o nosso corpo carnal. Este não é existência verdadeira. É o carma que, através do "meio", está manifestando essa forma.

Logo, o corpo carnal não é o nosso Eu verdadeiro, sendo comparável a uma nuvem que se dispersa facilmente. Por isso, a Sutra de Vimalakirti diz: "Qual nuvem, este corpo se transforma e se desfaz rapidamente". O trecho seguinte da mesma sutra, onde se lê "qual relâmpago, este corpo tem breve duração", quer dizer que o nosso corpo carnal, que julgamos existente, é algo efêmero que acaba desaparecendo, pois não passa de imagem manifestada pelas ondas cármics através de um "meio".

É importante compreendermos realmente que o corpo carnal não existe de modo verdadeiro, pois, enquanto pensarmos que o corpo carnal seja uma existência sólida, ficaremos apegado a ele e teremos tristezas e dores. Por exemplo, quando alguém adoece ou morre, teremos de ficar tristes ou sofrer. Na verdade, já que o corpo carnal é passageiro como o relâmpago e jamais existiu de verdade, é natural que acabe desaparecendo. Até o sr. Koozui Ootami, um dos líderes do budismo do Japão, escreveu em seu livro: "A idéia de que a morte seja algo grave e doloroso vem da errônea crença de que existe o eu carnal. O corpo carnal não existe. Logo, não existe nem o nascimento nem a morte". É impressionante que muitos budistas considerem correta uma tese quando eles próprios pregam, mas considerem errada a mesma tese quando pregada por outros.

Olhando distraidamente o nosso corpo carnal, ele parece sempre igual, ontem hoje e amanhã. Porém, estudando-o minuciosamente, compreenderemos que suas células estão sendo substituídas incessantemente, isto é, que o nosso corpo carnal está em constante transformação. E isso já estava escrito na Sutra de Vimalakirti há quase três mil anos, o que atesta a grande sabedoria de Sakyamuni.

Como se vê, a filosofia da "inexistência do corpo carnal" não é nenhuma novidade inventada pela Seicho-No-Ie; a novidade ou a diferença está na forma de expressá-la. Como a nossa forma de expressar possui grande força, a mente das pessoas que lêem a obra A Verdade da Vida atinge diretamente a Essência da Vida, resultando frequentemente na cura de enfermidades. A Verdade pregada pela Seicho-No-Ie é tão antiga quanto o céu e a terra, mas a forma de expressá-la é que é nova e original. Nesse sentido, a Seicho-No-Ie deveria ser considerada arte literária em vez de filosofia ou religião. E eu desejaria ser chamado de literato em vez de religioso. Ninguém precisa se desesperar só porque surgiu uma "religião nova".

Segundo o zen-budismo, a Verdade é algo inexprimível em palavras e transmissível somente de alma para alma através de convivência, mas a Seicho-No-Ie, por meio de exímio emprego de palavras, faz a Verdade penetrar na alma das pessoas, simplificando assim os treinamentos ascéticos para alcançar o despertar espiritual. Até agora, os praticantes do zen alcançavam a Verdade a muito custo, fazendo meditação sob orientação severa do mestre durante anos e anos. Mas, agora, a Verdade, pode ser assimilada apenas pela leitura de livros da Seicho-No-Ie. Nem todos o conseguem facilmente, mas existem muitos que alcançam um grau de despertar equivalente ao alcançado pelo mestre zen-budista Hakuin que, através de seu despertar, curou-se de tuberculose.

Portanto, a Seicho-No-Ie é uma arte literária. Prefiro que ela seja chamada de nova arte em vez de nova religião. Repito que a Seicho-No-Ie não inventou nenhuma Verdade nova. Apenas transmite ensinamentos milenares, mas, como o faz por meio de uma arte verbal eficaz, possui força para vivificar a alma das pessoas. Eis o mistério da obra A Verdade da Vida.


Do livro "A Verdade da Vida, vol. 27"; pp. 121 à 127



quinta-feira, março 08, 2012

O sentido que discerne perfeição

Dárcio Dezolt


Assim como alguém, que tenha na mente a figura perfeita de um quadrado, sente dificuldade para reproduzi-lo com perfeição à mão livre, num bloco de desenho, a mente humana sente a mesma dificuldade para retratar o que verdadeiramente somos na Mente de Deus. Por mais que você tente se ver sendo perfeito, usando esta mente inapta, nunca esta perfeição lhe será visível! O Ser que somos é Deus em forma individual! Jamais a suposta "mente humana" terá capacidade de lhe mostrar sua real identidade eterna!

O importante, no caso, é você ter a certeza de estar sempre em estado de perfeição. Você é um ser criado à "imagem e semelhança" de Deus! Para se ver perfeito, você terá de usar a Mente divina, que assim o mantém! Medite! Descarte a mente que somente capta limitações, imperfeições e coisas mutáveis ou temporais! Volva sua atenção à Mente divina! Em seguida, deixe que esta Mente, espontaneamente, lhe revele sua perfeição!

Tudo o que Deus faz, e o que Deus é, é perfeição absoluta! Não há "obras de Deus" no suposto mundo material! Tire dele toda a atenção, e na certeza de que a perfeição é eternamente a sua Identidade, medite e intua esta perfeição já em evidência! Ouça a Voz de Deus sendo o Filho que VOCÊ É! "Tu és meu Filho amado em quem tenho me comprazido!" Assim se deu com Jesus a revelação direta do Pai sobre ele, que, em vista disso, pôde discernir que "eu e o Pai somos um".

Dê atenção à sua Mente iluminada! Espere dela a revelação de sua perfeição! O Sentido que discerne a perfeição onipresente está em VOCÊ! É o Sentido divino de Autopercepção! Livre-se dos conceitos mentais e humanos e fique atento! O "Céu" se lhe mostrará aberto!


quarta-feira, março 07, 2012

Ciência Cristã


Mary Baker Eddy


A época atual aspira por um Princípio perfeito de todas as coisas; anseia pela perfeição na arte, na invenção e na fabricação. Por que, então, a religião deveria permanecer inalterada e por que não haveríamos de alcançar um cristianismo mais perfeito e mais prático? Nunca é certo atrasar-se nas coisas mais essenciais, procedentes da norma do bem que regula o destino humano. A habilidade humana não faz mais do que prestigiar aquilo que no futuro há de surgir como a sua origem divina. Na proporção em que formos abandonando os sistemas e as teorias materiais, as doutrinas e os dogmas pessoais, para humildemente subirmos à colina da Ciência, alcançaremos o máximo de perfeição em todas as coisas.

O Espírito é onipotente; portanto, um cristianismo mais espiritual será um que terá mais poder, pois aperfeiçoa, através da Ciência, a arte mais importante de todas — a cura.

A cura metafísica, ou Ciência Cristã, é uma exigência da nossa época. Todo homem e toda mulher a desejaria e a exigiria se ele e ela percebessem o seu infinito valor e sua sólida base. O Princípio infalível e permanente de toda a cura é Deus, e este Princípio deveria ser buscado através do amor pelo bem, por motivos mais espirituais e desinteressados. Compreender-se-á então que ele procede de Deus e não do homem, e isto impedirá que a humanidade se precipite promiscuamente, ensinando e praticando em nome da ciência vivificadora, se não o reconhecermos e não o oferecermos resistência, para assim serem estranguladas as suas intenções.

A norma da cura metafísica é violada quando acreditamos poder remendar a velha vestimenta do uso de medicamentos com a fazenda nova da metafísica, ou quando tentamos distorcer a fatal força magnética da mente mortal, denominada hipnotismo, dando-a um corte mais moderno e denominar isto de “cura-pela-mente" ou — o que aos olhos da Verdade é ainda pior — chamar isto de metafísica! Palavras bonitas em vez de uma boa conduta, retidão fingida em vez de um caráter íntegro, má prática mental em vez da prática da medicina autêntica, são pobres substituições das quais se valem os fracos e mundanos, que consideram a norma da Ciência Cristã demasiadamente elevada para eles.

O que se pode deduzir de um perito em matemática que duvida da exatidão de uma regra, porque não está disposto a trabalhar o suficiente para usá-la? A perfeição da regra da Ciência Cristã é o que constitui a sua utilidade: possui uma norma real; mesmo se alguns não a alcançam, outros aproximar-se-ão dela, e estes são os únicos que permanecem fieis a esta norma.

Devemos compreender que a matéria é uma crença falsa, ou um produto da mente mortal; disto deduzimos que a sensação não está na matéria, mas na assim chamada mente; que vemos e sentimos a doença somente em função da nossa crença nela: então não haverá mais matéria que nos impeça ver o Espírito e que obstrua as rodas do progresso. Abrimos as nossas asas em vão quando tentamos elevar-nos acima do erro, usando conceitos especulativos a respeito da Verdade.

O Amor é o Princípio da Ciência divina; através dos sentidos materiais não tomamos conhecimento do Amor, nem é ele adquirido através de uma reprovável tentativa de aparentarmos o que ainda não conseguimos ser: um Cristão. No nosso amor para com o homem, adquirimos uma compreensão verdadeira de que o Amor é Deus; de nenhuma outra maneira podemos alcançar este conceito espiritual e elevar-nos — e continuar elevando-nos — em direção às coisas mais essenciais e divinas. O que impede o progresso do homem é a sua vanglória, ou farisaísmo da época, como também o seu esforço por furtar de outros para poupar árduo trabalho; são erros que não encontram espaço na Ciência. O conhecimento empírico é pior do que inútil: jamais ajudou ao homem adiantar-se um passo sequer na escala do ser.

Que uma mulher tenha-se aventurado sobre um terreno tão desconhecido e que, esquecendo-se de si mesma, prosseguiu em estabelecer este poderoso sistema de cura metafísica, chamado Ciência Cristã, ante tantos obstáculos -- sim, toda a corrente da mortalidade --, é motivo de sério assombro para pensadores profundos. Que, além disto, ela alcançou algum progresso e que, no meio de uma época tão envolvida em pecado e sensualismo, se aprofundou nas verdades espirituais do ser que constituem a perfeição física e mental, lhes parece ainda mais inconcebível. Neste novo curso da metafísica, Deus é considerado mais do que absoluto e supremo; e o Cristo encontra-se revestido com maior esplendor, como o nosso Salvador da doença, do pecado e da morte. A paternalidade de Deus para com Vida, Verdade e Amor, glorifica a Sua soberania.

Através deste sistema, o homem também obtém um novo conhecimento do seu relacionamento com Deus. Já não precisa mais pecar, adoecer e morrer a fim de alcançar o céu; antes é obrigado a vencer o pecado, a doença e a morte, possuindo a faculdade para tanto, e isto porque, como imagem e semelhança de Deus, ele reflete Aquele que destrói a morte e o inferno. Mediante este reflexo, o homem torna-se participante daquela Mente da qual surgiu o universo.

Na Ciência Cristã, o progresso não é motivado pelo ensino, mas pela demonstração. Esta Ciência melhora e regenera a humanidade, libertando-a de todo o erro através da luz e do amor da Verdade. Ela confere ao gênero humano aspirações mais elevadas e novas possibilidades. Ela coloca o machado na raiz da árvore do conhecimento, para cortar tudo o que não traz bons frutos: “E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço” (Mateus 11:6). Ela relaciona a mente com valores mais espirituais, sistematiza a atividade, confere um significado mais perspicaz da Verdade e um maior anseio por ela.

Se estamos famintos e sedentos por uma vida melhor, a obteremos e nos tornaremos Cientistas Cristãos; compreenderemos Deus corretamente e conheceremos algo a respeito do homem ideal, o homem verdadeiro, harmonioso e eterno. Esta evolução do pensamento abrirá o caminho às eras; impulsionará corretamente as engrenagens do raciocínio, educará os afetos para talentos mais elevados e impedirá que o cristianismo seja influenciado por superstições de épocas passadas.


domingo, março 04, 2012

Pense em lugar da crença coletiva

Dárcio Dezolt


Deus, sendo TUDO, é o ÚNICO Poder em atividade onipresente. A Presença divina é Onipotência, e a “crença coletiva”, que acredita em poder do bem e poder do mal é, portanto, falsa! Diante de Pilatos, que lhe afirmava ter poder sobre ele, ou para soltá-lo ou para crucificá-lo, Jesus respondeu: “Não terias poder algum contra mim, se este não te fosse dado do Alto”. Explicava a Pilatos que a “crença coletiva” somente atuaria sobre ele com a sua autorização, isto é, com ele permitindo a sua livre atuação sem que a destruísse pela Verdade.

Joseph Murphy coloca repetidamente em seus livros: “Se você não pensar por si mesmo, a crença coletiva pensará em seu lugar”. Isso quer dizer que diante das falsidades devemos praticar a Verdade! Também Joel S. Goldsmith, em suas obras, dá ênfase contínua ao fato de que “a crença em dois poderes” é a ILUSÃO a ser encarada e dissipada, o que é feito pela admissão incondicional e consciente de que Deus é o ÚNICO Poder.

Você dá poder a pessoas? A condições negativas? Você dá poder a algo além da Onipotência? Você dá poder à matéria? A dores e sofrimentos? Você dá poder às “aparências”? Sim ou não? Conscientemente, não! O que ocorre, caso você julgue que sim, é o seguinte: VOCÊ DEIXOU DE PENSAR POR SI MESMO! E, por isso, deixou-se arrastar pela “crença coletiva”. Muitos lutam contra doenças, contra situações discordantes em seu ambiente, contra inúmeras condições das “aparências”, por acreditar serem reais, quando a verdadeira “batalha” seria interior! Uma “batalha” desencadeada no silêncio da contemplação da Verdade absoluta: DEUS É O ÚNICO PODER! Enquanto sua mente não for aceita como sendo a Mente de Deus, você estará permitindo à “crença coletiva” a suposta atuação hipnótica em sua experiência. Tão logo você destitua esta “crença coletiva” deste seu “poder hipnótico”, que não passa de “sugestão mesmérica”, a Verdade da Onipotência será discernida.

“Temos a Mente de Cristo”, disse Paulo. Esta Mente é a Mente de Deus sendo a Mente real de todos nós! Identifique-se com ela! Não fique à mercê de “crenças coletivas”; assuma sua atitude e pratique a Verdade! Todos os supostos problemas, que aparentemente o aborrecem, têm o “poder do Alto” que a eles VOCÊ está atribuindo! Quando VOCÊ destituí-los deste “poder”, eles sumirão! Que eram? A arcaica “crença em dois poderes” atuando hipnoticamente sobre você, e, atuando ILUSORIAMENTE!


quinta-feira, março 01, 2012

Revelação Divina do Juízo Final

ligaj  Deus Sumiyoshi
Seicho-no-Ie


"Cristo virá novamente e julgará" refere-se ao momento presente. Cristo não é carne, é Verdade. Cristo não é carne, é Luz. Não espere que EU volte em um corpo carnal. Não é que estou de volta, agora aqui? Sou o Caminho, a Verdade, a Luz. Eu - a Verdade, a Luz - venho para julgar a ilusão e a treva; lanço ao fogo do inferno todas as ilusões e trevas, e as queimo totalmente. Saiba que justamente agora é o Juízo Final.

Porém, não há o que temer: minha religião não é a religião do temor. Aquele que tiver queimado a ilusão, viverá; aquele que tiver queimado a treva, pelo contrário, verá a luz. A doença será curada e o padecimento se apagará. Pois, o que é queimado não é o seu eu, é o falso eu. O falso eu não vem de Deus. O eu que não veio de Deus não é Realidade; o eu que não é Realidade vai manifestar o que é e se apagará. A Minha vinda tem a finalidade de separar a Verdade da mentira, a Realidade da falsidade, e sepultar definitivamente, como irrealidades, de modo inviolável, a mentira e a falsidade.

- Revelação Divina de 28 de setembro de 1931.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Veja sem os óculos que NÃO são seus


Dárcio Dezolt


Se alguém com visão perfeita usar os óculos de outra pessoa, e tentar ler algum jornal, verá as letras todas distorcidas; tão logo remova os óculos indevidos, as letras voltarão a se mostrar perfeitas a ele. Enquanto com aqueles óculos, seus olhos perfeitos e as letras perfeitas no jornal pareciam irregulares! Esta simples ilustração, entendida, o fará parar de acreditar nas imperfeições vistas pelos “óculos” que você usa, e que não são os seus: os “óculos” chamados “mente humana”.

Em I Cor. 2, Paulo explica que não recebemos o “espírito do mundo”, que no homem “vê” as coisas do mundo (mente humana), mas recebemos o espírito que vem de Deus (Mente de Cristo), para “discernirmos espiritualmente o que nos é dado por Deus”. Na Bíblia, Paulo também revela que "a inclinação para a carne (mente humana) é a inimizade contra Deus." (Rm 8:7). Estas revelações são exatamente o conteúdo da ilustração dos óculos que não eram da pessoa! O Universo é espiritual e não contém matéria! Usando os “óculos” chamados “mente humana”, a Luz espiritual onipresente deixará de ser vista, MESMO ESTANDO À SUA FRENTE! Do mesmo modo com que as “letras perfeitas” no jornal ali estavam presentes, mas sem serem assim percebidas! É por isso que os textos da Verdade sempre dizem: “Pare de ver aparências! Contemple os Fatos reais!” Quando você entender esta ilustração e passar a aceitar que TUDO ESTÁ PERFEITO, mesmo estando com “ÓCULOS QUE NÃO SÃO SEUS”, entenderá o que é “contemplar a Verdade”.

As distorções “vistas” pela “mente humana” não alteram em nada sua Consciência iluminada! Você eternamente discerne o Universo como “perfeição absoluta”. Se alguém disser: “Um dia, quando eu me livrar desta mente carnal, eu estarei iluminado, e verei o Universo de Luz!”, o que estará, de fato, fazendo? Negando os Fatos permanentes, negando ser a Presença de Deus e dando indevidamente poder “aos óculos que não são seus”, como se eles, de fato, influíssem nas “obras permanentes de Deus”. Não influem! A chamada “mente humana” é a ILUSÃO! Não pense em se livrar dela para, “um dia”, discernir a Realidade Eterna! Tire dela todo o poder, assim como jamais acreditaria que “óculos de outra pessoa”, usados por você, “deformariam” os seus olhos ou aquilo observado por eles! TUDO É DEUS! PERFEIÇÃO ABSOLUTA! E as “aparências”, as imagens finitas e distorcidas que a “mente humana” nos sugere, são NADA! Tanto as imagens quanto a suposta “mente que as vê”.

Não se contente em apenas entender esta ilustração intelectualmente! Pratique-a, olhando o que tem diante de você, aqui e agora, e discernindo que “DEUS É TUDO”, enquanto DESCARTA o supostamente “visto através da mente ilusória”, que é, de fato, NADA! Onde existiam as “letras distorcidas” do jornal? EM LUGAR ALGUM! Eram “aparências”, falsidades!


sábado, fevereiro 25, 2012

Ilusão é o que aparenta existir onde Deus é tudo

Dárcio Dezolt


Por quê os ensinamentos metafísicos batem sempre na mesma tecla: “Contemple Deus como tudo e o suposto “resto” como nada?” Porque DEUS é TUDO e a ILUSÃO é unicamente o que APARENTA existir onde brilha o Universo de Luz em Sua perfeição absoluta! Em outras palavras, “ilusão” é o que aparenta existir onde DEUS É TUDO!

Exatamente onde alguém supõe passar por situação desarmônica, dolorosa e sofredora, existe Deus sendo o seu próprio Ser individual e passando pela experiência gloriosa de ser o Cristo, o homem perfeito! A conhecida ilustração da pessoa num ônibus, que se ilude achando ter ele saído em movimento, enquanto o que se movimentou foi de fato o ônibus ao lado, traduz o mecanismo ilusório: o Fato ser um, e a pessoa “vivenciar”, ilusoriamente, “outro fato”, que jamais existiu! Nesta ilustração, qual seria o fato? O ônibus da pessoa estar parado! Qual seria a “ilusão”? A pessoa estar no ônibus parado, mas tendo a nítida impressão de estar no ônibus em movimento. Quando ela estará “de novo” no ônibus parado? A resposta é: de novo, jamais! Não estaria em movimento! Era ILUSÃO! E como dar fim à ILUSÃO? Reconhecer que ela não teve começo, uma vez que o fato real revela o seu ônibus parado, enquanto o outro, ao lado, é que se movimentou.

Quando VOCÊ será livre pela Verdade de ser Expressão individual de Deus? Quando “enxergar” seu “ônibus parado”; quando não acreditar que ele se movimentou; quando contemplar o fato verdadeiro: o meu ônibus está parado e o outro, ao lado, é que se movimentou! É por esse motivo que não “lutamos contra ilusão”; somente fazemos a tradução verdadeira do Fato, que jamais esteve sendo outro, que não a perfeição! Que diz a “ilusão”? Que o homem é um ser humano, imperfeito, nascendo, mudando e morrendo em mundo material. Esta colocação equivale àquele que se vê no ônibus “em movimento”, apesar de ele estar parado! Que diz a Verdade? Que o homem é um Ser divino, imutável, perfeito, que jamais nasce, muda, sofre ou morre, por ser habitante permanente do Reino do Absoluto!

“Ilusão” é nada! A crença num fato fictício, enquanto o FATO REAL é deixado de lado! O apóstolo Paulo escreveu: “Anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo o homem perfeito em Cristo” (Cl. 1:28). Que está ele dizendo? Para nos apresentarmos a nós mesmos como “homem perfeito em Cristo”, sem quaisquer envolvimentos com mortal imperfeito, sofredor ou dotado de “pai sobre a Terra”. Desmantelar toda aceitação fraudulenta é o propósito deste estudo, quando, com autoridade e conhecimento, ficamos convictos da Verdade, sem darmos qualquer crédito às “aparências” ilusórias. Algo semelhante à pessoa que, estando no ônibus parado, propositadamente reconhece: “Este ônibus está parado! MESMO QUE APARENTE ESTAR SE MOVIMENTANDO!”

E se você, lendo tudo isso, não parar para conscientemente desmantelar as falsidades, pelo discordar delas mediante o reconhecimento consciente do que é a Verdade, de nada lhe terá valido esta leitura! “Trabalhai pela comida que não perece”, disse Jesus. O estudo da Verdade está nesta prática da Presença única de Deus, enquanto as falsidades, que nos chegam hipnoticamente através das “aparências”, ficam todas reduzidas a inexistências.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Conscientizando a Presença de Deus - 5/5

Joel S. Goldsmith


ESTÁGIOS DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL

Nem todo homem atingiu o nível de consciência em que pode descansar, em completa confiança, no Espírito, sem qualquer preocupação, a fim de demonstrar as suas necessidades. A humanidade é dividida em níveis de consciência. Está desabrochando gradualmente, evoluindo de um nível material para o mental e, eventualmente, deste para um nível espiritual de consciência, onde a meta essencial da vida é a demonstração da presença de Deus.

Homens e mulheres têm recebido muita ajuda, literatura e escolas para se aproximarem do nível metafísico ou espiritual. São ensinamentos dados em vários níveis. Não se pode dizer que um esteja certo e outro errado. No estado material de consciência, a força, o poder e a substância materiais são bem conhecidos. Neste plano não é errado que se usem os medicamentos, a cirurgia e outros meios da matéria médica para a saúde, porque este é o propósito destas coisas no plano material. Na medida em que o estado de consciência material é substituído pelo mental, a pessoa vai usando menos remédios materiais, forças e poderes físicos e mais recursos mentais. Não significa que um esteja certo e o outro errado, mas sim que são expressões de dois estados diferentes de consciência.

Quanto mais uma pessoa avança no campo mental, menos usará os recursos materiais. Com o tempo, até usará menos os recursos mentais porque, na medida em que se eleva no plano mental, tanto mais aprende a confiar na intuição do que no poder mental. Então, pouco a pouco irá se elevando do plano mental ao espiritual -- porque de são dois estados de consciência diferentes. Não são sinônimos. Neste ponto, não usará mais os recursos materiais e nem os mentais. Quanto maior for a consciência espiritual atingida, menos usará os recursos mentais.

Compreendamos que são três diferentes estados de consciência. Saibamos que no plano material sempre há dois poderes: um maior e outro menor. Usemos o poder maior para vencer o menor.

Igualmente se dá no plano mental. Uma pessoa de forte mentalidade, que aprendeu a concentrar mais poderosamente o pensamento e a projetá-lo, pode usar essa habilidade para tratamento e pode dominar outra pessoa de fraca mentalidade. Assim, no plano mental também há dois poderes: o maior a vencer o menor.

No plano espiritual, porém, os dois poderes são eliminados. No plano espiritual não há poder. Muito já foi falado e escrito acerca do uso do poder espiritual ou poder de Deus, mas não há tal poder para ser usado. Ninguém pode usá-lo. Ninguém, jamais, foi capaz de usar o poder de Deus, porque em Espírito não há poder.

Deus É. Só isto pode ser conhecido. Mas Deus não é um poder e nem mesmo um poder sobre qualquer coisa, exceto no sentido de que Deus é a Substância, a Essência, a Lei para o desenvolvimento creativo de todas as coisas, de todas as formas. Deus é um poder sobre a Sua creação, somente no sentido de que Deus é a atividade creativa, a substância e a Lei que fazem desabrochar e que mantêm todas as formas creadas. Mas Ele nunca é um poder sobre qualquer coisa.

DEIXEMOS QUE DEUS NOS USE

O poder de Deus não pode ser usado por ninguém. Nem mesmo Jesus Cristo o fez, pois Ele disse: "Eu, de mim mesmo, não faço nada. O Pai, que vive em mim, é Quem faz as obras!". Mas Deus Se revela na quietude e na ausência de poder. E onde a Presença de Deus Se revela, ali há harmonia e liberdade. Não é que Deus esteja a criar a harmonia e liberdade ou que as manifeste. Deus é isso! E no silêncio Deus Se manifesta como a nossa própria vida de nosso ser, como a própria Luz para os nossos passos, como a própria Presença que vai adiante de nós. A presença de Deus é paz, saúde e segurança. Ela Se torna harmonia infinita, abundância infinita e totalidade infinita.

Na medida em que conquistamos a nossa quietude e silêncio interiores é que Deus pode manifestar as Suas maravilhas através de nós. Ninguém pode usar Deus, mas Deus pode usar-nos. Deus pode viver através de nós, em nós e como nós. Deus pode fazer. Não nós. Neste ponto está toda a diferença entre sucesso e fracasso no plano espiritual. A pessoa que pensa poder usar o poder espiritual está meramente usando o poder de sua própria mente, porque ninguém pode usar a Infinitude de Deus.

Podemos, isto sim, aquietar... Aquietar. Se pudermos ficar suficientemente quietos, Deus Se exprimirá como nosso próprio Ser. Ele aparecerá como a Inteligência de nossa mente; como a habilidade de nossos dedos, como a voz de nossa garganta. Significa: Deus usando-nos. Não que nós usemos Deus. Você pode usar seus músculos, seu corpo, sua mente. Mas aí você tem de parar. Mais que isto não pode fazer. Você não pode usar Deus porque Deus é a Essência de seu Ser.

Enquanto há um Você separado de seu corpo e além da mente, há um Você, mas esse Você não está separado de Deus. Portanto, não há um Você para usar Deus: há somente Deus manifestando-Se como Você; Deus funcionando ou vivendo como Você. Este é o sentido da encarnação. Foi isto o que desejou significar o Mestre quando disse: "O Pai, que está em mim". E foi também isto que Paulo exprimiu, ao dizer: "Não mais sou eu quem vive: o Cristo vive em mim". Sim, o Cristo é a sua vida, o seu Ser: O Eu que você é!

VÁ A DEUS POR ELE MESMO

Não há espaço e sua consciência, para Deus e você. Deus vive como Você; Deus é a sua vida, a sua mente e o seu Ser. Até mesmo seu corpo é templo do Deus vivo. Com esta compreensão você entenderá a unicidade, a imortalidade, a eternidade, a infinitude e a convicção de que você só se limita na medida em que se põe como uma entidade separada de Deus. Ninguém jamais duvidará da imortalidade, quando compreender profundamente que Deus constitui o seu Ser.

Não preciso de poderes, porque Eu que Eu Sou constitui o Tudo e o único poder - um poder espiritual - e não há poderes além dEle. Deus constitui o meu Ser e a minha vida. Descanse nesta Palavra da Verdade. Disse o Mestre: "Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus". Enquanto demonstramos a palavra de Deus, temos um suprimento infinito que nos permite viver. Mas estejamos seguros de estar demonstrando apenas a palavra de Deus -- não suas formas -- mas deixando-O aparecer na forma necessária.

No último negócio (atividade) que eu tinha, vi que as coisas iam cada vez piores. Pedi uma praticista para ajudar-me. Mas a situação não melhorou. Fui procurar outro praticista. Mas tudo piorava. Quando liquidei o negócio, havia passado por cinco praticistas. Onde estava a dificuldade? É que, quando eu procurava os praticistas, não ia a busca de Deus. Ao invés disso, ia em busca de mais negócios, de mais pedidos. Isto era uma linguagem estranha para Deus. Ele não a pode compreender. Deixei então o mundo dos negócios e tornei-me um praticista. Aí o problema da carência desapareceu. Vi, então, que o trabalho dos praticistas tinha dado frutos. Levaram-me à justa vocação. Agora o suprimento vem de acordo com a vontade de Deus, não a minha; no tempo de Deus, não no meu. Mas não veio enquanto eu me separava de Deus e procurava dizer-lhe o que deveria fazer para mim. Você já parou para pensar como é ridículo querer dar ordens a Deus? O homem cuja respiração está em suas narinas, procurando Deus para determinar-Lhe o que deve fazer!

Nessa experiência, aprendi que não devemos ir a Deus para negócios e outras coisas materiais, nem mesmo por saúde. Vamos a Deus por Ele mesmo, porque tendo Deus, temos tudo. Mas nada conseguiremos enquanto nos mantivermos num "eu" mundano, humano, separado de Deus. Não há espaço para Mim e para ti -- diz Deus -- pois Eu encho todo o espaço: Eu Sou um Deus ciumento. Não há espaço para Algo fora de Mim. Há somente EU. Eu Sou tudo!

SEJA UM OBSERVADOR

"O Pai que habita em Mim, Ele é Quem faz as obras"... "Cristo vive em mim"... "Maior é Aquele que está em ti do que aquele que está no mundo"... "porque cumprirá o que foi ordenado a Meu respeito"... "o Senhor aperfeiçoará o que me concerne".

Em cada uma destas citações, referimo-nos a Ele -- mas o Ele que habita em nós. Assim, podemos compreender o Mestre, quando Ele disse: "Aquele que me vê, vê Aquele que me enviou". "Eu e o Pai somos um".

Há, então, necessidade de buscar um poder, quando o Infinito Invisível já está em nós e constituí nossa verdadeira identidade? Ele faz aquilo que nos é dado fazer! Ele aperfeiçoa aquilo que nos concerne. E Ele está em nós! Esta convicção tira imediatamente nossos olhos lá de fora e nos previne que não há ninguém que nos possa barrar; prova-nos que não precisamos de buscar influências externas e nem procurar alguma coisa fora, porque já temos tudo dentro de nós o Pai, o Cristo, que vive as nossas vidas.

Sim, há em nós Algo invisível. Chame-o de Cristo, ou Deus, ou Pai em mim. Chame-O como você quiser: O Espírito de Deus no íntimo do homem; a Consciência transcendental; ou Presença Transcendental -- mas saiba que Ele é invisível, Infinito, embora esteja mais perto de você do que a sua respiração. Se você subir ao céu, Ele irá com você; se você fizer a sua cama no inferno, lá você O encontrará; se você andar pelo vale da sombra da morte, nada temerás, porque Ele irá com você. Sim, o Reino de Deus está dentro de você. Você vive, move-se e tem o seu Ser em Deus e Deus vive em você!

Se eu estivesse repetindo estas verdades bíblicas silenciosamente ou oralmente, com os olhos fechados ou abertos, chamaria a isto de meditação contemplativa. Ao terminar esta meditação, estaria quieto e tomaria o próximo passo, que é falar: "Senhor, Teu servo escuta". E como dizem as escrituras que "Ele levantou a Sua voz e a terra se derreteu", manterei meu ouvido interno aberto, como se estivesse realmente ouvindo a voz de Deus.

Depois, se permanecer tranquilo, poderei receber uma comunicação do Infinito Invisível. Pode ser que seja uma mensagem, ou uma respiração profunda, ou uma sensação de calor. Pode também, vir como uma sensação de alívio: como se um fardo tivesse caído de meus ombros. Mas, de algum modo, dentro de um minuto ou dois, receberei a convicção interna: "Está feito! Deus está em cena". Meu trabalho, para aquele período, então se completa, porque fiquei conscientemente firmado na Presença de Deus como um observador, uma testemunha, contemplando a ação de Deus. Amanhã de manhã o resultado poderá vir pela correspondência, ou por telefone ou um telegrama: alguma pessoa por quem estou orando, me dirá que houve uma resposta. Eu saberei que Deus respondeu, derretendo o erro e restabelecendo a harmonia.


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quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Conscientizando a Presença de Deus - 4/5


Joel S. Goldsmith


A MENSAGEM DAS ESCRITURAS

Só pode haver uma meta para o buscador sincero: conhecer verdadeiramente Deus, como disse o Mestre: "Buscai primeiro o Reino de Deus (que está em vós) e todas as demais coisas vos serão dadas por acréscimo". Esta é a direção apontada por todas as Escrituras Sagradas e, por isso, elas assumiram um papel tão importante no destino da humanidade.

Cada grande Mestre criou sua própria Escritura -- uma mensagem adequada a seu povo. Em conjunto, elas compõem a literatura espiritual do mundo. Krishna, o primeiro homem de luz de que temos conhecimento histórico, deu ao mundo as primeiras Escrituras, que foram incorporadas nos VEDAS e nos UPANISHADES (que inclui o Bhagavad-Gita) na tradição Hindu. A tradição chinesa é a herança deixada pelo iluminado Lao-Tsé: o Caminho do TAO. Gautama, o Buda, incorporou à sabedoria indiana a sua mensagem e Shankara acrescentou o ADVAITA. Jesus Cristo nos trouxe a Sua Boa Nova, da qual destacamos o "Sermão da Montanha" -- um modo de viver pela Graça. O apóstolo Paulo nos deu mensagens práticas para viver em Cristo que foram acrescentadas aos Evangelhos, em O Novo Testamento. Nanak trouxe o seu rico ensinamento aos Sikhs, na Índia. E a todas estas Escrituras, Mary Baker Eddy nos ofereceu sua Escritura Metafísica: "Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras", como acréscimo metafísico para nossa época.

Qual o propósito de todas estas Escrituras? A resposta está no próprio exemplo deixado pelos homens e mulheres que as escreveram ou transmitiram: eles atingiram a Consciência divina e se consagraram tão amorosamente aos demais -- ansiosos de partilhar as alturas que atingiram porque sabiam, por experiência própria, que não há plenitude de vida e nem meta maior na vida que a infusão de nossas consciências na de Deus, numa unidade de Graça inexprimível!

A GRANDE E ÚNICA DEMONSTRAÇÃO

Aprender a importância da meditação (no sentido que lhe damos aqui) é um dos primeiros requisitos no desenvolvimento da consciência espiritual.

A partir de nossas capacidades intelectuais, de nossos conhecimentos e quantidade de informações adquiridas, nossa consciência espiritual se expande somente com o exercitamento da meditação. A consciência espiritual só pode ser desenvolvida no silêncio da receptividade e entrega ao Divino interno - não pelo pensar, ouvir ou ler. Um minuto real de silêncio interno nos desenvolve mais do que vinte e quatro horas de leitura. Eis porque ouvir palestras, ler, estudar, devem ser meios que nos capacitem a alcançar aquele silêncio interno, conhecido como meditação. Quando meditamos e abrimos a Alma interna ou faculdade espiritual, não só podemos compreender melhor as coisas que conhecíamos nebulosamente, mas também coisas de que nunca havíamos ouvido falar.

Na quietude e no sossego do silêncio, tornamo-nos capazes de receber aquilo que não pode ser captado pelos ouvidos comuns. Quanto mais amiúde meditamos - não em extensão de tempo, mas por pequenos períodos, ainda que de apenas 1, 2 ou 3 minutos - tanto mais rapidamente desenvolvemos nossa consciência espiritual. E tanto mais a harmonia espiritual se manifestará em nossa experiência. Ao fechar nossos olhos e mergulhar na escuridão interna, lá encontramos o reino de Deus inteiro, pronto para derramar-se em nossa mente, em nosso coração, em nosso corpo, em nossas atividades e relacionamentos, e até mesmo em nossa carteira.

Fechar os olhos é uma atitude expressiva: de fechar as janelas dos sentidos para o mundo e abrir-nos ao Ser profundo. É convidar Deus ou o Espírito a ensinar-nos, a banhar-nos com Sua luz, a abençoar-nos com Sua plenitude. Ao aquietar-nos e entregarmo-nos, o Espírito Se exprime em nós como Graça. A Medida de nosso Ser é a Infinitude.

O primeiro e maior princípio deste Caminho - sobre o qual se fundamenta toda a sua atividade - é que Deus constitui o Ser individual - meu e seu.

Deus é a minha mente, a minha vida, a Alma, o espírito. Deus é a minha capacidade. Portanto, tenho acesso à Inteligência Infinita, à Vida eterna e infinita. Tenho acesso ao suprimento infinito, à harmonia infinita, à paz, à perfeição e a todas as coisas que representam a infinitude de Deus. Esta infinitude pode ser trazida à nossa experiência na medida de nossa compreensão da Verdade: "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará". Notemos: não é a Verdade que liberta, mas a compreensão dela. Saiba, então: nada menos que a infinitude constitui a natureza e o caráter, a qualidade e a quantidade de nosso Ser.

Podemos demonstrar essa infinitude na medida de nossa realização e atingimento dessa compreensão. O simples conhecimento de que Deus é a nossa Mente, não nos capacita a ser infinitamente inteligentes. Só a convicção de que Deus constitui a nossa Mente é que faz a sabedoria infinita de Deus acessível à nossa consciência individual, para fazer-nos compreender, saber, discernir e manifestar. Jesus disse: "Eu, de mim mesmo, nada faço". Podemos ir além e dizer: "eu, de meu próprio ser, não posso ser nada; eu, de meu próprio ser, não posso ter nada; mas devido à minha sintonia ou unicidade com Deus, tudo o que o pai tem é meu". Esta infinitude de Deus torna-se individualmente nossa, por decorrência de nossa ligação com Ele; de nossa conscientização da Verdade.

A PRESENÇA DE DEUS É A ÚNICA DEMONSTRAÇÃO NECESSÁRIA

"Não vos preocupeis quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir... Vosso Pai celestial bem sabe que necessitais destas coisas". Este é o principio sobre o qual a demonstração de nossa vida inteira deve ser fundada. Nunca devemos tentar demonstrar qualquer coisa em qualquer tempo: nem saúde, nem prosperidade; nem suprimento; êxito em negócios; harmonia no lar ou nas amizades. Se o fizermos, estaremos demonstrando a finitude ou forma - e toda forma é destrutível e limitada. Em vez disso, deixemos de nos preocupar com o que havemos de comer ou beber ou vestir, ou como seremos alojados ou como melhorar nossos relacionamentos. Devemos buscar, em primeiro lugar, a realização de Deus; a consciência da Presença de Deus. Então Ele aparecerá como forma finita: como suprimento, como companheirismo, como lar, como transporte ou como segurança.

Deus é a "salvação de minha face"; "O Senhor é minha rocha e fortaleza"; "Deus é meu rochedo e nele confiarei"; "Deus é a força de minha salvação e meu alto retiro"; "Deus é meu refúgio"... Então por que demonstrar saúde, suprimento, segurança? Nossa necessidade não é de demonstrar altos retiros, abrigos e fortalezas, mas demonstrar Deus, que é torre alta, a proteção real, o único poder capaz de nos sobrepor às perturbações de toda espécie, sejam bombas, pobreza, discórdia etc...

Neste Caminho não tentamos demonstrar paz, mas, sim, a conscientização da presença de Deus. Ao adquirir esta consciência, encontramos nossa paz, nosso descanso, contentamento, abundância e plenitude em todas as coisas.

"Onde o Espírito do Senhor está, ali há liberdade" - liberdade do verdadeiro sentido: liberdade, justiça, misericórdia, benevolência, abundância.

A base inteira de demonstração deste Caminho é a conscientização da presença de Deus. Só isto é que devemos demonstrar. Não há espaço para qualquer outra demonstração. Não conheço melhor meio para eliminar febres e caroços; nenhum outro modo mais eficaz para levar um desempregado ao emprego certo; ou harmonizar desentendimentos em família, ou melhorar os negócios ou comunidades. Temos harmonizado disputas entre patrões e empregados; temos trazido reconciliação entre membros de família e pacificado relacionamentos humanos. E como podemos realizar todas estas coisas? De um só modo: conscientização da presença de Deus!

Quando somos solicitados a ajudar, através da contemplação e reconhecimento da Verdade - o que chamamos de tratamento - elevamo-nos a um plano de consciência tranquilo, onde a presença de Deus pode ser realmente sentida e realizada. Deus se torna, então, algo mais do que a simples palavra ou conceito mental: converte-se em Algo atual, real, uma Presença perceptível, vivenciada, tangível, dentro de nós. Quase poderíamos dizer que vimos Deus face a face ou, pelo menos, que muitas vezes sentimos o Seu toque!

Tenho sentido esta gentil Presença em meu íntimo e às vezes fora de mim, pela contemplação de Deus; em meditar e habitar nEle como uma realidade sempre presente. Não importa o tipo de problema que estejamos enfrentando agora. A solução está em conscientizar a presença de Deus em nosso íntimo e deixar que Ele vá adiante de nós para acertar as coisas; que Ele caminhe ao nosso lado como proteção; ou atrás de nós, como real proteção. Deus não pode ser definido ou analisado, mas compreendido como uma Presença invisível.

Ninguém jamais comete o erro de tentar compreender o que Deus é. Ele está além de nossa compreensão, porque a compreensão é finita e Deus é infinito. Bem disse Maimônidas, o místico hebreu: "Dizer que Deus é, é tudo que se pode dizer ou conhecer de Deus. Dizer que Deus é bom, ou poderoso, ou presente, ou amor, nada mais é do que dizer que Deus é". Esse é o único e necessário conhecimento. Dizer "Deus é" é compreender que não apenas Deus é, mas que se encontra mais próximo do que a nossa respiração; mais perto do que nossos pés e mãos. Nesse reconhecimento, o lugar em que piso é solo sagrado e ouço o Pai dizer-me: "Filho, tu estás sempre comigo; tudo o que é meu é teu. Sim, tudo o que Eu Sou, tu és".

Todavia, da quantidade e qualidade da natureza infinita de Deus, só podemos demonstrar o grau de realização que tivermos atingido. No entanto, por pequena que seja nossa realização da Presença de Deus em nós, isso já produz milagres em nossa experiência! Deus aparece como cumprimento da necessidade do Momento.

Em "êxodo" é dito que, quando Moisés conduzia o povo hebreu para fora do Egito, eles eram guiados durante o dia por uma nuvem; e de noite, por uma coluna de fogo. Mas estou seguro de que ele nunca pensou em demonstrar estas coisas. Talvez, a única coisa que Moisés mais desejava era de contar com a presença de Deus; a certeza de que, aonde ele fosse, Deus iria com ele. Era a convicção de que ele não podia estar fora de Deus, porque "nEle vivia, se movia e tinha o seu ser". E Deus nele estava.

Foi por esta realização que a presença de Deus se manifestou como nuvem durante o dia e como coluna de fogo, durante a noite, e mais tarde, quando foi necessário, como o maná caído do céu. Será que Moisés pensou no maná ou apenas conscientizou Deus? Quase posso dizer que ele orou: "Pai, onde estou, Tu estás. Onde Estás, eu estou, pois sou aquilo que Eu Sou. Tu e eu somos um". Aprendemos que Jesus demonstrou a multiplicação dos pães e peixes para nutrir as multidões. No entanto, ele apenas olhou para o céu e conscientizou a presença de Deus. E este reconhecimento do único poder, do único suprimento, foi que multiplicou os pães e peixes, para atender à necessidade do momento.

Elias também demonstrou a presença de Deus quando, fugindo do deserto, era alimentado por um corvo. E também foi nutrido por bolinhos que uma pobre viúva partilhava com ele, com o óleo que não se extinguia; com a farinha que não acabava. Ele também tinha reconhecimento desta verdade: "Onde estou, Tu estás; onde Estás, eu estou, porque somos um". Foi assim que o suprimento lhe chegou no momento certo, pelo corvo e pela pobre viúva de Serepta. Mas estou certo de que Elias nunca pensou que um corvo lhe trouxesse comida ou uma viúva pobre lhe cozesse bolinhos.

Elias tal como é revelado pelas escrituras, era um homem que vivia, se movia e tinha o seu ser em Deus, constantemente, não vivendo, por um momento sequer, fora da Divina atmosfera. Ele nunca se preocupava com o que deveria comer, ou beber ou vestir. Ele tinha Deus: e isto lhe bastava!

O apóstolo Paulo demonstrou a mesma confiança: "A Minha Graça te basta!" Não foi dito que o dinheiro era a suficiência; ou a segurança; ou bens. Deus apenas disse: "A Minha Graça te basta!" E onde a Graça de Deus está, há plenitude. Nada de Deus pode ser limitado por tempo e espaço. A graça está além. Não há tempo ou espaço em que Deus não esteja. Ele habita em plenitude, para manifestar as coisas segundo as necessidades.

"Em Tua Presença há abundância de alegrias; em Tua mão direita há delicias perpetuamente". Por que preocupar-nos, então? Basta-nos a Presença de Deus! Quando estamos em Sua Presença, estamos na presença da plenitude, da saúde, de suprimento, de harmonioso relacionamento e de serviço útil. E ainda sobrarão doze cestas! A Presença transcendental - que chamamos Consciência de Deus, é a substância de nossa demonstração. Quando temos a substância, que é Deus, temos tudo o que é necessário ao nosso desenvolvimento ou demonstração.

O problema de suprimento é constante. Não há um dia e nem um momento durante o dia em que não tenhamos necessidade de alguma coisa. Uma delas, muito necessária, é o dinheiro. Mas o dinheiro toma a forma necessária, no tempo e lugar em que nos achamos.

Tenho viajado por todos os lugares. Nos Estados Unidos o dinheiro aparece como dólares; na Inglaterra como libras ou Shillings; na Alemanha como Marcos; na Suíça e na França como Francos. Muito raramente nos dão Dólares na Europa, Ásia ou Austrália. E nos Estados Unidos não nos dão outra moeda que não seja Dólares. Por que é assim? Porque o suprimento - Deus - é onipresente, mas toma a forma necessária segundo a experiência imediata.

Se, em vez de dinheiro, a necessidade fosse alimento, o suprimento viria como alimento. Se fosse de transporte, apareceria como meio de transporte. A idéia é de que não nos devemos preocupar pela forma de suprimento ou com a forma de demonstração. Devemos apenas conscientizar a substância, que é Deus, exprimindo-Se como torre alta, fortaleza, saúde corporal. Deus é a essência necessária, a substância, o tudo em tudo da demonstração. É a forma que cuida de si mesma.
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