"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

O que saber para curar espiritualmente (Goldsmith)

Joel S. Goldsmith


Tudo que sabemos sobre Deus não passa de conceito, e não aquilo que realmente Deus é. Nenhuma verdade que conhecemos é, de fato, a Verdade. Deus nos é revelado quando alcançamos a quietude interna. A Verdade é percebida e demonstrada claramente quando nos tornamos receptivos à Sua Presença. Nada permanece oculto para os que buscam a Deus por Deus mesmo – pela alegria, paz, vida e amor de Deus – pela Experiência em si.

Aprendendo a descartar nossas opiniões, crenças e teorias sobre Deus, percebendo o vazio dos conceitos humanos sobre a Verdade – discernimos Deus preenchendo o nosso Ser a ponto de viver a nossa própria vida!

Nesta experiência é revelado o próximo grande segredo da vida: nós não conhecemos o homem; não nos conhecemos uns aos outros; nem mesmo conhecemos a natureza dos animais ou das plantas. Sobre eles, somente vínhamos retendo opiniões e convicções baseadas em aparências. Vínhamos rotulando as pessoas de boas e más, de amigas e inimigas; acreditávamos ser isto saúde e ser aquilo uma doença. Julgávamos tudo “segundo as aparências”, enquanto o Mestre nos preveniu para que julgássemos “segundo a reta justiça”.

Todo o trabalho de cura espiritual se fundamenta nesta habilidade de ignorarmos as aparências e contemplarmos, “através delas”, este “julgamento justo”.

A habilidade de se conseguir esta capacidade curativa, ou discernimento verdadeiro, decorre da busca pela real percepção de Deus. Ao nos defrontarmos com alguma pessoa ou condição, precisamos evitar todo julgamento, todas as opiniões e conceitos, entendendo que nenhum deles representa realmente a verdade relativa àquela condição.

No exato instante em que cessamos de aceitar a aparência, e paramos de emitir uma opinião ou formar conceitos sobre a pessoa ou situação, alcançamos o Silêncio em que verificamos a ausência do pensamento humano, do medo, ódio ou julgamento – e então, o Pai interior (nossa própria Consciência crística) nos revelará a Verdade sobre a pessoa, condição ou situação. Nenhum de nós pode conhecer humanamente a Verdade, mas Deus pode, e irá fazê-lo, naquele momento de Quietude, revelando-nos a Verdade sobre tudo que nos for requerido saber.

Aproxime-se de cada pessoa ou condição da mesma forma com que se aproximaria de Deus – com pleno conhecimento de que todo o seu saber não é verdadeiro, sendo apenas um conceito ou opinião baseada numa aparência – mas como Deus possui o conhecimento verdadeiro, na quietude interna aguarde poder ouvir e conhecer a Verdade, e observar a Realidade espiritual concernente à pessoa ou situação em foco.

Na revelação recebida internamente, em paz e quietude, está a cura. Eis por que sabemos que nem eu nem ninguém realiza curas – porém, podemos ser instrumentos pelos quais a “consciência curativa” nos abençoa e também aos que nos encontram.

Vínhamos aprendendo que o “curador” é a Consciência espiritual. Agora conhecemos a natureza desta Consciência: a habilidade de refrearmos a aceitação dos conceitos sobre Deus e sobre o homem, e um instante de quietude humana, que permita ao Espírito Divino revelar-Se.

A Consciência espiritual é a sua e a minha consciência, quando desprovida de senso pessoal, desejos e conceitos de vida. A Consciência espiritual é a sua e a minha, quando nos recusamos a aceitar conceitos, temores e ódios do mundo, para recebermos internamente a paz e confiança provenientes da conscientização de Sua Presença.


quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Deus desconhece circunstâncias

Emmet Fox


Deus não se preocupa com as circunstâncias. O fato imutável é que Deus tem todo o poder e pode trazer harmonia e cura em qualquer circunstância, a qualquer hora e em qualquer lugar. Ele está além do tempo, do espaço e da mente carnal.

Não faz diferença para Deus o quanto uma determinada dificuldade já durou. Não faz diferença quanta oposição aparente há a superar – Deus não se preocupa com circunstâncias.

Deus não tem que preparar agora, para fazer com que algo aconteça no ano que vem; tampouco é incapaz de fazer algo agora, porque deixou de tomar alguma providência no ano que passou. Deus pode fazer qualquer coisa, em qualquer lugar, a qualquer hora, sem referência a outra coisa ou pessoa.

Nossas mentes carnais estão sempre colocando dificuldades no caminho da demonstração. Dizemos “tarde demais” ou “cedo demais” ou “longe demais” ou “perto demais” ou “demasiado” ou “de menos” e, deste modo, liquidamos a nossa demonstração. Porém tudo isso é funcionamento da mente carnal, e não tem nada a ver com Deus.

Determine hoje que você demonstrará saúde, felicidade e êxito verdadeiro, pela percepção de que Deus está trabalhando em você e através de você para fazer com que essas coisas aconteçam. E não permita, por um só segundo, que a mente carnal lhe diga que isso não pode ser feito. Pode ser feito; e se você levar a sério, será feito.

Deus não se preocupa com as circunstâncias, e, se você se recusar a deixar que elas inibam o seu pensamento, elas não poderão impedir a sua manifestação.


"Com Deus todas as coisas são possíveis." – Mateus 19:26

domingo, janeiro 29, 2012

A Verdade e a Ilusão (Masaharu Taniguchi)

Masaharu Taniguchi


Iwamura - Gostaria que me explicasse por que o corpo carnal é produto da ilusão.

Taniguchi - O homem é originariamente filho de Deus. Deus constitui a essência do homem. Sendo Deus Espírito, e não matéria, o homem, que é filho de Deus, também é Espírito e não a matéria chamada corpo carnal. Pensar erroneamente que o homem seja corpo carnal constitui ilusão; e a projeção dessa ilusão constitui o corpo carnal.

Iwamura - Se o corpo carnal é projeção da ilusão, quando o corpo carnal deixar de existir extinguir-se-á a ilusão?

Taniguchi - Nem sempre. O corpo carnal é projeção da ideia que há na mente; por isso nem sempre sua extinção significa a extinção da ideia. O corpo carnal é a imagem que nossa mente projeta na tela chamada mundo material; quando essa imagem (ideia) se projeta na tela chamada mundo astral, surge em forma de corpo astral.

Iwamura - Entendi. E se nos livrarmos totalmente da ilusão, como ficará este mundo?

Taniguchi - Este mundo está se extinguindo a cada momento. Tomando o corpo carnal como exemplo, o meu corpo de agora já não é mais o mesmo de uma hora atrás; hé elementos que se transformaram em suor, outros em urina, a disposição sanguínea também mudou totalmente. Esta mudança significa a extinção de alguma coisa que existia anteriormente e o surgimento de outra nova no seu lugar. Se nossa mente abandonar a ilusão e passar a ter pensamentos corretos, desaparecerá o corpo carnal insano e surgirá o corpo carnal são. Da mesma forma, se abandonarmos a ilusão, o mundo fenomênico imperfeito desaparecerá e em breve surgirá um mundo perfeito refletindo fielmente o mundo verdadeiro, isto é, será feita a vontade de Deus, assim na terra como no céu.

Iwamura - Entendo que o nosso corpo carnal imperfeito seja projeção da mente, mas a Natureza, as árvores, os astros, etc., em seu estado atual não é exatamente como Deus a criou? Parece-me que na pureza do céu azul ou na beleza do verde das árvores não há mínimo de pensamento impuro...

Taniguchi - Por mais que nos pareça puro ou belo, todo este mundo perceptível aos cinco sentidos é mundo da projeção. Pensar que este mundo, assim como se apresenta, já é o mundo verdadeiro, o mundo da existência verdadeira, é um erro. De fato, o céu azul é límpido e puro, as árvores são verdes e belas. Neles existe o reflexo do mundo verdadeiro. Mas a beleza do mundo verdadeiro nem se compara com essa beleza imperfeita projetada. Este mundo fenomênico é um mundo da ilusão, em que a beleza do mundo verdadeiro se reflete de maneira impefeita; nele, luz e treva estão mescladas. A consciência de que somos filhos de Deus é a luz, a realidade. A ilusão que admite sermos a matéria chamada corpo carnal é a treva, a falsidade. Mistura de luz e treva, de realidade e falsidade - é isto que caracteriza este mundo. Se toda a natureza perceptível aos cinco sentidos fosse a realidade tal qual Deus criou, a lei do mais forte que vigora entre os animais - a cobra que devora o sapo, o leão que mata e come o carneiro - também seria real. Se fosse assim, não poderíamos dizer que Deus é amor, nem que Deus é harmonia. Quando se admite que o mundo perceptível aos cinco sentidos é, assim mesmo, o mundo verdadeiro criado por Deus, invalida-se e se contradiz a Verdade de que Deus Criador é Bem.

Iwamura - Se este mundo imperfeito perceptível aos cinco sentidos não é o mundo tal qual Deus criou, e sim um mundo da ilusão onde se projeta imperfeitamente o mundo verdadeiro criado por Deus, o que seria esse mundo da ilusão?

Taniguchi - O mundo da ilusão não existe verdadeiramente. Quando uma coisa inexistente aparenta existir, é ilusão. Se algo existente mostra que existe, é realidade e não ilusão. Na verdade, a ilusão propriamente dita não existe. Sendo a ilusão algo inexistente que aparenta existir, desaparecerá se conhecermos a Verdade.

Iwamura - E por que é que se tem a ilusão de que uma coisa inexistente existe?

Taniguchi - Isso, em budismo, também constitui uma questão assaz complicada, e existe o que se chama Teoria da Origem da Ilusão. Ainda não houve um só filósofo no mundo que tenha conseguido explicar de maneira convincente de onde surgiu a ilusão. Há quem explique com a teoria do surgimento causal, isto é, que "aquela ideia surgiu por acaso", mas não é considerada uma explicação satisfatória. Na minha opinião, já que a ilusão não existe verdadeiramente, o próprio fato de buscar a origem daquilo que é inexistente é ilusório. Se buscarmos a sua origem, estamos pressupondo que existe. Mas não adianta buscar insistentemente a origem do que não existe.

Iwamura - Como podemos saber que não existe?

Taniguchi - Enquanto ficarmos buscando insistentemente a sua localização ou a sua origem, não compreenderemos que a ilusão não existe. Quando deixarmos de lado o que não existe e conscientizarmos do que existe realmente - a Verdade sagrada de que somos filhos de Deus -, a ilusão revelará por si a sua verdadeira natureza que é a inexistência e desaparecerá. Não existe outro meio de provar a inexistência da ilusão.

Tomemos como exemplo um indivíduo que sonha que um ladrão de alguma penetrou em sua casa equipada com a maior e a mais efetiva engenhosidade de segurança: enquanto ele ficar procurando o ladrão, pensando que ele deve estar em algum lugar da casa, ficará criando a imagem do ladrão na sua mente e continuará temendo-a. Mas, se o indivíduo despertar e tocar com as mãos a fechadura firmemente trancada e perceber que não há meio algum de o ladrão penetrar em sua casa, desfar-se-á o sonho de que há um ladrão dentro de sua casa. A ilusão é como esse sonho: quando tocamos a essência de nossa Vida com nossa intuição e despertamos para a Verdade de que somos filhos de Deus, imunes à invasão da imperfeição, a ilusão desaparece. Diz-se "percepção da Imagem Verdadeira" o fato de conhecermos a essência da Vida (filho de Deus), tocando-a diretamente com nossa alma. O apóstolo Paulo disse: "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus". E, quando nosso espírito testifica e conscientiza que somos filhos de Deus, a ilusão desaparece por si mesma.


(Do livro "A Verdade da Vida, vol. 16", pp. 51-56)


sexta-feira, janeiro 27, 2012

Os dois reinos da iluminação (Osho)

OSHO


"Quem sou eu?" tem de ser perguntado nos recantos mais profundos do seu ser. Você tem de ressoar com esta pergunta. Ela tem de vibrar em você, pulsar em seu sangue, em suas células. Tem de ser tornar um ponto de interrogação na sua própria alma.

E, quando a mente está silenciosa, você vai saber. Não que alguma resposta será recebida por você em palavras, não que você será capaz de escrever em suas anotações que "esta é a resposta". Não que você consiga dizer a alguém "esta é a resposta". Se você conseguir dizê-la a alguém, esta não é a resposta. Se você conseguir escrevê-la em uma agenda, esta não é a resposta. Quando a verdadeira resposta aparece, ela é tão existencial que é inexpressível.

Essa é uma das coisas mais difíceis de se fazer - permanecer com uma pergunta e não buscar a resposta. Porque a mente é muito perspicaz; ela pode fornecer uma resposta falsa. Ela pode consolá-lo; pode lhe dar algo a que se agarrar; e então a pergunta não é respondida, mas suprimida. Então você vai em frente acreditando na resposta, e a pergunta permanece nas profundezas do seu inconsciente como uma ferida. A cura não aconteceu.

Permaneça com a pergunta - alerta, consciente, não buscando, não tentando encontrar uma resposta. Por mais difícil que isto seja, você pode fazê-lo. Pode ser feito. Eu o fiz. E todos aqueles que dissolveram suas perguntas o fizeram. A própria consciência, o fogo da consciência, queima a questão. E não é que você receberá uma resposta. Ninguém jamais recebeu alguma resposta. Se você permanecer com a pergunta, pouco a pouco a pergunta desaparecerá. Certo dia, de repente, você descobre que está ali, e a pergunta não está. Você está ali sem uma pergunta. Essa é a resposta. Você, sem uma pergunta, é a resposta.

Faça a pergunta básica, a pergunta mais fundamental: "Quem sou eu?"

Quem? Deixe a sua consciência penetrar nela, como uma seta que vai penetrando cada vez mais fundo. E não tenha pressa de encontrar a resposta - porque a mente é astuta. Se você estiver com pressa, impaciente, a mente pode lhe proporcionar uma resposta. A mente pode citar os livros sagrados; ela é o demônio! Ela pode dizer: "Sim, você é um deus, você é pura consciência, você é a verdade fundamental, uma alma eterna, um ser imortal". Essas respostas podem destruir sua própria busca. Um buscador tem de estar alerta para as respostas prontas. Elas estão disponíveis; de todos os lados elas estão sendo apresentadas a você.

A existência é tão vasta, tão misteriosa... E é bom que seja assim. Não é possível haver respostas porque a vida é um mistério. Se houvesse alguma resposta, a vida não seria um mistério. Pense apenas no infortúnio que seria se você tivesse conseguido encontrar a resposta. Então a vida não valeria a pena; então viver não teria nenhum significado. Como você não consegue encontrar a resposta, a vida continua tendo um significado infinito. Deus não é a resposta; a divindade é o estado de espírito em que a pergunta desapareceu. A divindade é o estado de não mente.

Não fique preocupado, porque o que pode desaparecer merece desaparecer. Não tem sentido se agarrar a isso, a algo que não é seu. Você é você quando o falso se foi e o ser novo - inocente, despoluído - surge em seu lugar. Ninguém pode responder à sua pergunta "Quem sou eu?" - apenas você vai saber.

E quando a pergunta desaparece, você não consegue dizer quem você é, mas você sabe. Isso não é conhecimento; é um saber. Você não pode responder, mas você sabe. Você pode dançá-la, mas não pode responder a ela. Você pode sorrí-la, mas não pode responder a ela. Você vai vivenciá-la, mas não pode responder a ela.

Se todas as suas perguntas puderem ser eliminadas... Escute atentamente o que eu estou dizendo: Se todas as suas perguntas puderem ser eliminadas, sua ignorância estará prestes a desaparecer, e o que permanece é a inocência. E a inocência é uma luz em si mesma.

Nessa inocência você não conhece nenhuma pergunta, nenhuma resposta, porque todo o reino das perguntas e respostas é deixado para trás. Tornou-se irrelevante, você o transcendeu. Você está puro de perguntas e puro de respostas. Esse estado é iluminação. E, se você for suficientemente corajoso, pode até mesmo ir além dele.

Ele vai lhe proporcionar todas as belas experiências descritas pelos místicos ao longo dos tempos: seu coração vai dançar em êxtase, todo o seu ser vai se tornar um belo nascer do sol... milhares de lótus vão florescer em você.

Se você quiser, pode fazer o seu lar neste ponto.

No passado as pessoas paravam aqui, porque onde você consegue encontrar um lugar melhor? Gautama - o Buda, chamou este lugar de "Paraíso de Lótus".

Mas se você for um buscador nato...

Vou lhe sugerir que faça um pequeno descanso, desfrute de todas as belezas da iluminação, mas não faça disso um ponto final. Vá além, porque a vida, sua jornada, é interminável, e muita coisa absolutamente indescritível ainda vai acontecer.

A experiência da iluminação também é indescritível, mas tem sido descrita por todos que a experienciaram. Todos dizem que ela é indescritível, mas ainda assim a descrevem - que ela é repleta de luz, que é repleta de alegria, que é o máximo em termos de bem-aventurança. Se isso não é uma descrição, então o que é descrição?

Esta é a primeira vez que estou dizendo isso: durante milhares de anos as pessoas que se tornaram iluminadas vêm dizendo que essa é uma experiência que não pode ser descrita, e ao mesmo tempo a têm descrito, têm passado a vida a cantá-la. Mas além da iluminação você certamente entra em um mundo que é indescritível. Porque na iluminação você ainda está presente; do contrário, quem está sentindo a bem-aventurança, quem está vendo a luz? Kabir diz: "...como se milhares de sóis houvessem nascido". Quem está vendo isso?

A iluminação é a experiência máxima - mas ainda assim é experiência, e a experiência está ali. Indo além dela, não há mais experienciador. Você se dissolve.

Sua separação da existência é a única questão que tem de ser resolvida. Além da iluminação, você perde suas fronteiras, você não existe mais. Quem estaria ali para experienciar?

Você precisa de uma tremenda coragem para abandonar seu ego e atingir a iluminação. Você vai precisar de um milhão de vezes mais coragem para abandonar a si mesmo e atingir o que está além - e o que está além é o real.


quinta-feira, janeiro 26, 2012

"Se tu és o Filho de Deus..."

Dárcio Dezolt


O Chamado intelecto humano pode ser visto como nosso "tentador". Precisamos desmascará-lo, uma vez que vem enganado a muitos estudantes sinceros da Verdade. Certo autor dizia em seu artigo que "ninguém poderá viver acima de seu grau de Consciência crística atingido". E justificou este ponto de vista afirmando que "caminhar sobre as águas" somente será possível àquele que atingir o grau de Cristicidade correspondente àquela atividade.

Exatamente sobre esse tipo de "tentação" é que desejamos fazer um alerta. Analisado intelectualmente, o argumento daquele autor parecerá muito lógico, óbvio e até incontestável. Contudo, teríamos nos dado conta de que acabamos "caindo na tentação"? Como reagiria Jesus diante de tal desafio? Vejamos esta passagem: "Se tu és o filho de Deus, lançate daqui abaixo; porque está escrito: Que a seus anjos dará ordens a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus". (Mateus 4:6-7)

A Verdade é simples demais! Porém, escapa ao intelecto humano. Esta é apenas uma, dentre as inúmeras passagens em que a "tentação" aparece com desafios semelhantes: "Se você é o filho de Deus, faça isso, faça aquilo, etc." Todas as chamadas atividades humanas são inexistências. Repudiemos os ensinamentos que nos analisam segundo as aparências! Somos o Filho de Deus, independente de quaisquer provas ou demonstrações que possam ser concebidas nesta "aparência" de mundo. Somos o Filho de Deus pela Graça. E não existe tal coisa como um ser humano se elevando em consciência para se sobrepor aos desafios deste mundo aparente. "EU VENCI O MUNDO". Existe somente Deus aparecendo como o nosso Eu individual. Para este EU, não há nem os desafios do mundo e nem "este" mundo. Poderia uma simples "aparência" lançar algum tipo de desafio? "O Meu Reino não é deste Mundo".

Cabe, a cada um de nós, ficarmos receptivos a esta Verdade. A este estado máximo de receptividade, damos o nome de "conscientização da Verdade". JAMAIS DEVEMOS TENTAR AVALIAR O GRAU DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VERDADE QUE SUPOSTAMENTE ATINGIMOS OU DEIXAMOS DE ATINGIR. ISTO SERIA O MESMO QUE ANULAR A PRÓPRIA CONSCIENTIZAÇÃO, PELO RETORNO À ACEITAÇÃO DA DUALIDADE. "Não tentarás o Senhor teu Deus...".

Alguém poderia dizer: "Mas Jesus caminhou sobre as águas; assim, se eu ainda não consigo fazer o mesmo, como deixar de admiti-lo?" Na verdade, não é a atividade "andar sobre as águas" que está nos interessando. O QUE NÃO DEVEMOS ADMITIR É A EXISTÊNCIA DESTE "OUTRO EU" QUE NÃO CONSEGUE ANDAR SOBRE AS ÁGUAS! SOMENTE EXISTE DEUS! DEUS ESTÁ SE MANIFESTANDO COMO O EU QUE EU SOU, E QUE VOCÊ É!

Entendamos o Universo do Espírito! Deus, Se manifestando como o EU que EU SOU, realiza as "minhas obras". Todas as nossas atividades são espirituais, imperceptíveis aos ilusórios "olhos" deste mundo aparente. Aparência é aparência! O Mar Vermelho era terra para o povo de Deus, e era água para os soldados do faraó. "Caminhar sobre as águas" significa "caminhar acima das crenças", ou seja, pisar em terra firme. Quando caminhamos com a percepção de que Deus é o nosso Ser, o "mar de crenças" se abre, e caminhamos "sobre as águas", que, para nós, jamais existiram!

Jamais acreditemos que faremos obras divinas, enquanto alimentarmos a falsa crença de que existimos também como seres humanos. Não existe humanidade: apenas Cristicidade (Verbo)

A Presença Divina age COMO cada um de nós, aqui e agora. Esta simples percepção responde aos desafios do tipo: "Se tu és o Filho de Deus..." E equivale à resposta de Jesus: "Não tentarás o Senhor teu Deus". Por isso dissemos que APARÊNCIA É APARÊNCIA. Assim como somos, já somos INDIVIDUALIZAÇÃO DE DEUS, a despeito das aparências em contrário. Mesmo que nada provemos ou demonstremos neste "mundo de aparências", já somos o Filho de Deus. Sendo que "Eu e o Pai somos um", a QUEM deveria eu estar provando algo?


quarta-feira, janeiro 25, 2012

Buda disse...



Buda disse:

“Indo por um caminho, um homem vê um grande rio; sua margem mais próxima parece perigosa e assustadora, a outra, segura. Ele pega paus e folhas, constrói uma jangada, atravessa o rio e chega à outra margem. Agora suponha que, ao chegar, ele pegue a jangada, coloque-a na cabeça e siga o seu caminho, levando-a onde for. Estaria usando a jangada de maneira adequada? Não. Um homem sensato perceberá que a jangada foi muito útil para atravessar o rio e chegar a salvo à outra margem, mas que, uma vez do outro lado, é melhor abandonar a jangada e prosseguir sem ela. Isso é usar a jangada adequadamente. Do mesmo modo, todas as verdades devem ser usadas para as travessias; não convém levá-las consigo depois de haver chegado. É preciso abandonar até mesmo o insight mais profundo do ensinamento mais completo; quanto mais dos ensinamentos incompletos.”

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Deus desconhece seres nascidos na matéria


Dárcio Dezolt


A Unidade que somos, em Deus, é total e exclusivamente espiritual. Não existe matéria; portanto, não existe ligação de inexistências com aquilo que tem Realidade. Deus desconhece seres nascidos na matéria! Caso conhecesse, seriam todos nascidos perfeitos, sem exceção! O que Deus conhece é toda a Realidade. As crenças que admitem um mundo material, paralelo ao da Verdade, são a ILUSÃO! Se Deus conhecesse seres nascidos nesta crença, Ele teria de ser a imperfeição de todos eles, uma vez que Deus é tudo!

Deus é tudo que tem Realidade! Não acredite que Deus saiba algo sobre os pesadelos de alguém! E Deus, igualmente, não tem conhecimento deste suposto “mundo material”. Jesus disse com todas as letras: O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO; O PRÍNCIPE DESTE MUNDO É O PAI DA MENTIRA! Quem acatar estas Verdades sem bloqueios, sem crenças opostas ou contestações, meditará vendo a si mesmo unicamente como “Emanação espiritual de Deus”, e, esta identidade divina, especificada como o nosso Eu individual, já é UMA com Deus, e reconhecida por Deus. É neste tipo de contemplação que conhecemos a Verdade que já somos.

Não medite achando ser “alguém material” à espera da Luz divina! Medite vendo-se como a Luz onipresente, no ponto em que agora está! Você, consciente de ser a Luz específica, chamada de Eu, é Deus consciente de estar manifestado como ser individual. “Eu Sou” é seu nome – o nome da Eternidade perfeita expressa como Indivíduo-Luz, ou Cristo!

sábado, janeiro 21, 2012

A principal ilusão do homem


Vernon Howard

Uma fábula do Oriente antigo conta-nos a história de um mágico rico, mas perverso que possuía grandes rebanhos de carneiros. Não querendo mandar erguer dispendiosas cercas ou contratar pastores, imaginou um plano inteligente. Hipnotizou os carneiros e lhes contou toda sorte de mentiras sobre suas respectivas identidades. Convenceu um carneiro de que ele era um leão, outro que era uma águia, e assim por diante. Pelo hipnotismo levou-os a acreditar que tudo o que fazia era em beneficio deles e que mal algum lhes aconteceria enquanto nele confiassem. E desta maneira os ingênuos carneiros serviram às finalidades egoístas do maldoso mágico.

De idêntica maneira são os homens hipnotizados. O cruel mágico é o conjunto de falsas ilusões de cada um. Não apenas pensam que as ilusões são boas, mas não têm a mínima ideia de que estão em estado hipnótico! Enquanto sonham, não sabem que sonham. (Chuang-Tsé ).

A principal ilusão do homem, nutriz de todas as demais, é o falso senso do eu. Um homem não é o que pensa que é. Observou, a respeito, o filósofo escocês David Hume: "É fictícia a identidade que atribuímos à mente do homem...” Por ora, podemos dizer o seguinte: Não tema desfazer-se da identidade adquirida, inventada, desse falso sentimento de "Eu". Isto equivaleria temer o desaparecimento de uma dor de cabeça. E é isso o que é o imaginário EU - uma grande dor de cabeça.

Ao começar a suspeitar de que não é o tipo de pessoa que pensa ser, você se tomará crescentemente perturbado. Considere isso como uma manobra meramente astuciosa do falso eu que quer apegar-se à falsa exigência à sua custa. Pacientemente suportando a perturbação, você se dirige para outra grande região - a compreensão - que constitui a vitória.

Daí se segue irrefutavelmente que aquele que usa corretamente esta compreensão não pode ser vítima da dor. (Baruch Spinoza).

Justamente porque não existe o eu humano habitualmente concebido, tampouco existem coisas tais como força ou fraqueza humanas, sabedoria ou estupidez, sucesso ou derrota, bondade ou maldade, ou outros opostos do mesmo jaez. Coisa alguma nos pertence: pertence tudo a Deus, à Supermente, ou a qualquer nome que você decida dar à realidade final.


quinta-feira, janeiro 19, 2012

Explanações sobre a Metafísica

Pergunta: "Como posso ajudar uma pessoa que tem transtorno de personalidade? Além disso, se os males são ilusão, é possível curar casos de doenças de alto risco, como alguém que esta precisando de uma cirurgia da qual poderá ter complicações? Essa técnica de ver a perfeição não pode gerar uma negligência se uma pessoa doente não quiser se tratar por julgar que não existe doença alguma e que tudo está em perfeita harmonia? Enfim, ao mesmo tempo em que aceito essa ideia de que somos deuses, já trabalhei em hospital e ainda lido com pessoas "doentes". Às vezes tudo parece tão contraditorio dentro de mim..."





Resposta: As respostas que vou lhe dar estão embasadas nos ensinamentos metafísicos. Inicialmente, sobre a sua primeira pergunta.

"Como posso ajudar uma pessoa que tem transtorno de personalidade?"

É possível que a pessoa com transtorno de personalidade fique curada. Contemplar com os olhos da mente a perfeição (a Verdade, o Aspecto Real, o Jisso, Deus) do outro possibilita trazer à superfície essa perfeição que se encontra adormecida na Essência. Basicamente esse é o método da cura metafísica: 1) negar o aspecto aparentemente manifestado (fenômeno); 2) perceber que aquela imperfeição manifestada não foi criada por Deus e, portanto, não existe; 3) contemplar/enxergar a perfeição que Deus colocou nela (Ele só colocou perfeição e mais nada!), e que existe por detrás daquela imagem imperfeita aparentemente manifestada. Esse é o método.

Contudo, não basta apenas imaginarmos tais coisas em nossa mente. Não basta ficarmos martelando em nossas mentes pensamentos insistentes do tipo "aquela doença não existe", "fulano já é perfeito", etc., para que a cura metafísica ocorra. É necessário realmente PERCEBER essa Verdade. Ela está VIVA e é REAL. Deve ser percebida, e não meramente pensada. Quando a cura ocorre mediante o envio de pensamentos de saúde, o que ocorreu foi cura mental, e não metafísica. Mas quando a cura ocorre pela percepção profunda da Verdade, diz-se "cura metafísica" ou "cura divina".

Veja o que Masaharu Taniguchi explica na Verdade da Vida, volume 01:

"Se nós contemplarmos o Homem-Deus que existe no outro, não é só a doença do outro que se curará, mas também se transformará profundamente a personalidade do outro. Contudo, é um erro pensar que o 'Shinsokan' seja um método curador de doença. A cura da doença é uma graça acessória e a graça do Shinsokan é, na Verdade, ampla e ilimitada, tanto que a personalidade, bem como o destino, bem como as circunstâncias podem ser melhoradas através do Shinsokan."

No mesmo livro, mais adiante, sobre o assunto "para curar o próximo", ele faz uma observação:

"Para curarmos a doença de um irmão por meio da cura divina, é preciso que tenhamos purificada a nossa mente. Será necessário que, de nossa mente, tenha sido retirado tudo aquilo que possa ser chamado de 'pecado' ou 'ilusão', de tal modo que haja a fluência da força infinita de Deus através da nossa mente, que servirá de canal. O âmago do coração do doente está carente do caloroso amor. Deus é Amor, por isso, não se poderá compreender Deus verdadeiramente, se não houver um amor bem profundo. Então, com muito mais razão, conseguir curar o paciente será uma obra realizável somente quando se tiver tornado muito grande o amor no coração."

É necessário uma grande habilidade da parte do curador para efetuar uma cura divina. Para fazê-la, a pessoa deve desenvolver uma consciência curativa elevada. Quanto mais evidente para o curador a inexistência total da matéria e a existência ÚNICA da PERFEIÇÃO, maior é o seu estado de consciência curativo. Essa percepção deve ser buscada e desenvolvida mediante um rigorosa dedicação e treinamento de olhar através das aparências (imagens) mostradas pela mente humana. Para alguns, essa percepção vem como uma graça, um dom. Porém, geralmente, a maioria das pessoas devem trabalhar duro para obtê-la. Joel Goldsmith diz que aquele que quiser curar espiritualmente deve se dedicar a este treinamento da mesma maneira como um grande músico se dedica a aprender piano. Não é brincadeira mesmo, porque todas as imagens encenadas pela mente humana parecem ser terrivelmente reais para a mente daqueles que não realizaram a inexistência do fenômeno. São por demais reais para eles e, portanto, no nível de suas mentes (o único nível para eles!) são afetados e sentem como realidade. A Ciência Cristã, por exemplo, possui pessoas chamadas "praticistas", pessoas especialmente treinadas a orar/meditar para atender chamados de ajuda daqueles que lá foram buscar auxílio. Portanto, devemos ter bom senso e ser bastante razoáveis na hora de decidirmos abdicar de cuidados médicos. Falarei sobre isso ao responder as próximas perguntas.

Agora, passemos à segunda pergunta.

"Se os males são ilusão, é possível curar casos de doenças de alto risco, como alguém que esta precisando de uma cirurgia da qual poderá ter complicações? Essa técnica de ver a perfeição não pode gerar uma negligência se uma pessoa doente não quiser se tratar por julgar que não existe doença alguma e que tudo está em perfeita harmonia?"

A finalidade da cura metafísica é realizar a ilusão pelo que ela é: NADA! Todos os males são ilusão, assim como todas as doenças - desde a dor de cabeça até a mais temida e "incurável" doença. Para ver mais sobre isso, leia aqui e aqui. Joel Goldsmith, que era curador espiritual, repete muitas vezes, em suas obras, que curar um pequeno resfriado ou um câncer terminal é a mesma coisa para quem tem a consciência da Verdade de que Deus é tudo e é somente perfeição.

Mas, conforme dito antes, é perigoso para um indivíduo em estado grave ou terminal que ainda não atingiu a consciência curativa abandonar remédios ou deixar de recorrer à ajuda da medicina. Existe grande diferença entre alguém que acredita ingenuamente que "se abandonar os remédios ou tratamentos materiais, serei curado, pois meu ser verdadeiro já é saudável" e alguém com a consciência da Verdade aflorada. Aquela primeira pessoa está numa crença cega, que não é percepção espiritual. Mas o que tem de fato o conhecimento da Verdade não depende de acreditar ou não: ele sabe! Devemos enfatizar isso: a pessoa tem que realmente saber o que está fazendo.

Se estivermos realmente conscientes da Verdade da perfeição divina (e, consequentemente, de nosso ser), não ficaremos preocupados em tomar remédios ou deixar de tomar remédios. Também não precisaremos dispensar os tratamentos da medicina. Sobre essa questão, veja o que Masaharu Taniguchi diz no livro A Verdade da Vida, volume 4:

São muitos os testemunhos de cura de pessoas que leram as revistas sagradas Seicho-no-Ie ou o livro sagrado A Verdade da Vida e abandonaram os remédios e os tratamentos médicos. Mas não devemos nos equivocar, pensando que a moléstia foi curada porque se abandonou o tratamento médico ou porque se deixou de tomar remédios. A verdadeira cura da doença – não o desaparecimento temporário da doença – será possível somente pela conscientização de que o aspecto real e original (A Imagem Verdadeira) da Vida é filho de Deus, perfeito e harmonioso por natureza. Embora a doença seja aparentemente curada por outros métodos, não se trata de uma cura verdadeira. Isso deve ficar especialmente gravado em nossa mente.

Muitos dos adeptos alegram-se dizendo que foram curados ao pararem de tomar remédios, mas o fato de parecer que a doença foi curada com o abandono dos remédios forma um bom par com o fato de parecer que foi curada pela ingestão de remédios. Isso é apenas a aparência. Uma vez que a Vida é filho de Deus originado de Deus, jamais poderá ser beneficiada ou prejudicada pelos remédios. Isto é a Imagem Verdadeira da Vida. Ao despertarmos para a Imagem Verdadeira da Vida, ocorre a cura da doença. Esta simplesmente revela a sua inexistência. Desta forma, quando se conscientiza o aspecto verdadeiro da Vida, os remédios tornam-se desnecessários.

A causa primeira da cura está na compreensão do aspecto verdadeiro da Vida do homem, filho de Deus, e dessa causa primeira decorrem as consequências tais como a cura da doença ou o ato de abandonar os remédios. Tanto a cura da doença como o abandono dos remédios são igualmente consequências. Por conseguinte, o fato de abandonar os remédios não constitui a causa da cura. Expressando isso em termos do zen-budismo, teríamos a seguinte sequência de perguntas e respostas:

- Qual o efeito de se tomar remédios?
- Nenhum.
- Qual o efeito de se parar de tomar remédios?
- Nenhum.

Sendo assim, é uma grande insensatez abandonar os remédios sem despertar para o aspecto real e original da Vida, pensando que basta parar de tomar remédios para curar a doença. Isso é o mesmo que considerar os remédios como uma espécie de corda que “amarra” a Vida. Quem acha que abandonando os remédios vai se livrar dessa corda, está acreditando que a matéria tenha o poder de “amarrar” a Vida, e que a Vida seja algo passível de ser “amarrada” pela matéria. Com uma crença tão duvidosa em relação à Vida, mesmo que a pessoa pare de tomar remédios, não haverá efeito algum. Já que no recôndito de sua mente essa pessoa está admitindo a idéia errônea de que a matéria tem o poder de “amarrar” a vida, o seu ato de abandonar os remédios nada mais é que uma outra maneira de expressar o pensamento de que “a Vida é impotente”.
(Acesso ao texto inteiro aqui e aqui)

Ainda sobre a questão dos remédios, ou tratamentos materiais, ele também escreve:

"Como vimos, um objeto material, além do trabalho físico ou do trabalho químico próprio de pura matéria, possui uma misteriosa força salvadora. Se assim é, uma dose de remédios em pó ou uma medida de remédio em gotas mostrar-se-á eficaz ou não, dependendo das vibrações mentais de amor da pessoa que o prepara, do que da substância material do remédio em si. Aos olhos carnais o remédio pode ser visto como remédio material; porém, se admitirmos que isso é um intermediário que traz consigo as vibrações de amor, ele manifestará uma grande eficácia, superior ao efeito químico do remédio. Ao contrário disso, até mesmo um remédio indicado por um médico eminente, se o boticário preparou-o num estado de rancor, admoestado intensamente pelo diretor, não será só ineficaz como poderá causar até malefícios devido às vibrações de rancor. Sob este ponto de vista, o trabalho de preparar um remédio, independentemente do aspecto externo e material do mesmo, é um trabalho deveras divino em que se dosam harmonicamente a Verdade e o Amor, utilizando a matéria como meio." (A Verdade da Vida, volume 3)

Em outras palavras, Masaharu Taniguchi está dizendo o seguinte: se realmente tivermos despertados para o Jisso (Aspecto Perfeito e Verdadeiro) da Vida, constataremos que o ser que somos é perfeito, impassível ser influenciado/afetado positivamente ou negativamente pelos tratamentos materiais. Pensar que é o remédio que cura a nossa doença significa estar com a mente apegada aos remédios e, por conseguinte, desconhecer a Verdade. Contudo, pensar que "parar de tomar os remédios é o que proporcionará a cura" significa apegar-se aos remédios novamente, só que agora pelo lado contrário. Logo, não precisamos nos preocupar com tal questão. Se for oferecido um remédio a pessoa, ao invés de contradizer seus amigos ou familiares dizendo "não aceitarei este tratamento, porque sou perfeito e vou me curar sozinho", a pessoa pode simplesmente receber com gratidão o remédio ofertado com amor por seus entes queridos. O que a pessoa estará aceitando não é o remédio ou o tratamento material em si, mas o amor sincero que está sendo ofertado através daquele meio. Em última análise, se estivermos despertos pra Verdade não precisamos nos preocupar com coisa alguma. Basta agir naturalmente.


segunda-feira, janeiro 16, 2012

Dê testemunho da Verdade!

Dárcio Dezolt


Não saia pelo mundo para "ver como ele está"; não olhe para seu corpo para "ver como ele está"; não olhe para seus negócios para "ver como eles estão". Isto seria um ímã para "aparências" iludi-lo!

DEUS É TUDO! Seu papel é "dar testemunho da Verdade", e jamais "ver como a ilusão está". Desse modo, saia pelo mundo "testemunhando" estar em "solo santo", vendo seu corpo como "Templo de Deus", contemplando "seus negócios" como integrantes da Oniação divina! Em outras palavras, não espere do mundo informação nenhuma! Ele não lhe dirá a Verdade jamais! Emita, você,antecipadamente, a opinião iluminada sobre ele, sem se deixar iludir pelas imagens tridimensionais, e sim vendo, "através" delas, a IMUTÁVEL perfeição absoluta!

Jesus disse: "Vim ao mundo a fim de dar testemunho da verdade" (João, 18: 37). Explicava a função do Cristo, nele, em VOCÊ, e em todos! Se há a revelação de que "Cristo é tudo em todos" (Col. 3: 11), é para ser entendido que "estamos no mundo a fim de dar testemunho da verdade". E este testemunho não é discordar das "aparências" para tentar ansiosamente mudá-las para melhor; antes, é dar "testemunho da verdade" já presente "no lugar das aparências", assim como diante dos trilhos de trem, com "aparência" de se juntarem ao longe, você internamente daria o "testemunho da verdade": os trilhos estão paralelos!