
Eric Butterworth
Jesus uma vez perguntou a seus discípulos (Mt. 16:13-17): “Quem dizem os homens que é o Filho do homem?” Eles responderam: “Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas”. Jesus disse-lhes: "E vós, quem dizeis que eu sou?”. Pode-se imaginar o silêncio constrangido dos discípulos confusos quanto ao seu significado e buscando dentro de si uma resposta. E foi Pedro quem corajosamente respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo.” E Jesus disse-lhe: “Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas meu Pai que está nos céus.”
O ponto a ser destacado aqui é que não importa quem estamos avaliando, realmente não podemos saber sobre o homem por meio do nosso conhecimento da sua origem ou pela análise intelectual do seu caráter. A única avaliação correta de qualquer homem é em termos daquilo que ele pode ser, do seu potencial. Jesus está dizendo a Pedro: “Você não chegou a essa resposta através da racionalização da minha personalidade, da minha aparência física, ou por qualquer coisa através do sentido da observação. Teve uma revelação interior da divindade dentro de mim. Você viu o Cristo não pela visão, mas pelo esclarecimento.”
Vamos ser cuidadosos neste ponto, pois podemos perder o sentido do princípio da Divindade do Homem. Isto tem sido usado com frequência para provar que Jesus era o Cristo de Deus, que Ele era Deus que veio de “lá” para viver um tempo como homem. Observando novamente esta passagem, notaremos que é Pedro e não Jesus que está sendo louvado. Jesus comprovou as Suas capacidades divinas muitas vezes vendo o coração das pessoas e revelando as suas grandezas inatas. Porém, agora é Pedro quem tem um clarão de percepção espiritual e que vê além da pessoa para o verdadeiro - para o divino em Jesus. Pedro revela a sua própria divindade somente pelo fato de ver a divindade em Jesus.
Jesus fica feliz com a evidência de esclarecimento espiritual. E diz: “Eu digo-te que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minhaIgreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu tedarei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobra a terraserá ligado também nos céus; e tudo o que desatares sobre a terra será desatado também nos céus” (Mt. 16:18,19).
A confusão estabelecida quanto a esta passagem foi a responsável pelo desenvolvimento da Igreja cristã. Inequivocamente, aceitamos que Jesus está dizendo: “Pedro, estou orgulhoso de ti e por isso erguerei a minha organização eclesiástica sobre ti, tu serás o líder.” Literalmente tem sido aceito que a Igreja de São Pedro, em Roma, foi construída sobre os ossos sepultados de Pedro.
O que Jesus realmente pensava? Primeiro, devemos lembrar que o nome do homem a quem chamamos Pedro era na verdade Simão. “Pedro” foi um apelido utilizado somente após este incidente. A primeira vez em que foi usado foi quando Jesus disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja.” Ele não estava dando um nome ao homem, mas louvando a qualidade apresentada pelo homem. A qualidade era petros, termo semelhante a “fé”, significando a firmeza semelhante à da rocha.
Jesus está elogiando Simão (Pedro) por ser firme e perceptivo. E diz que sobre essa percepção é que a Igreja será construída. Lemos na palavra “Igreja” tudo o que isto tem significado através dos séculos desde então. Porém naquela época não havia precedente. A palavra“Igreja” significava “escolhidos”. Sabendo que Jesus sempre falava dos pensamentos mais do que dos fatos, podemos ver que Ele estava se referindo a um aglomerado de idéias nas consciência espiritual. Paulo deve ter sentido este significado, pois disse: “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Cor.3:16).
A “Igreja” que Jesus fala em construir é a vida interior do homem. Ele diz que para construir esta vida interior devemos desenvolver a percepção para nos vermos e aos outros sob o contexto da Divindade do Homem. Na verdade, parece evidente que Jesus estava dando a Simão (Pedro) algo para o qual viver. Ele tinha o caráter semelhante a uma rocha. Era o mais impetuoso e instável de todos os discípulos. Provavelmente Jesus teve problemas com ele. Porém, com este clarão de insight, “Pedro” deu evidências de seu potencial interior. Jesus ficou feliz e orou para que ele construísse a sua consciência de fé e estabilidade. Passagens posteriores mostram que esta confiança surtiu algum efeito em Pedro, mas finalmente ele demonstrou tudo o que Jesus esperara dele e mais. Visto desta forma, isso traz esperanças paravocê e para mim.
Comentário:
Esse texto lembra estas passagens bíblicas, que dizem mais ou menos assim (transcrevo apenas o sentido das passagens):
1) "Os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem jamais sentiu o que Deus tem preparado para nós, desde a fundação dos tempos".
2) "O que é espiritual só pode ser discernido espiritualmente, de Espírito para Espírito."
3) "A mente humana é a inimizade contra Deus".
4) "Temos a Mente de Cristo".
Agora, analisando o texto postado,
Quando Jesus perguntou aos discípulos quem pensavam eles que ele (Jesus) era, quase todos estavam vendo-o segundo a mente humana ou carnal, que é a "inimizade contra Deus". Exceto Pedro, que disse: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Pedro enxergou Jesus com outros olhos - olhos espirituais que revelam a visão espiritual. Jesus não foi discernido por Pedro de "mente para Espírito", mas de "Espírito para Espírito". Assim, o que permitiu a Pedro ver quem era Jesus? Foi a Mente de Cristo, que já estava nele presente "desde antes da fundação dos tempos". E a condição básica - o detalhe mais importante desta passagem que deve ser compreendido, e para o qual devemos atentar - é que Pedro teve de revelar sua própria divindade a fim de reconhecer a divindade em Jesus. Somente Deus em nós reconhece Deus no outro - o mesmo Deus em nós reconhece a Si mesmo no outro. Isso é apenas mais uma evidência que aponta para o fato de que "somos todos um só".
A Bíblia revela que "nós não recebemos o espírito do mundo que só vê as coisas do mundo, mas que foi-nos dada a Mente de Cristo para que pudéssemos dircernir tudo o que nos foi dado gratuitamente por Deus." E essa sagrada Escritura completa: "não recebemos a mente do mundo que só vê as coisas do mundo, mas temos a mente de Cristo." Nós já a temos agora mesmo, neste instante. De modo que não precisamos "desenvolvê-la" ou "despertá-la".
Enquanto os discípulos olhavam para Jesus com a "mente carnal", Jesus era o João Batista, o Jeremias, o Elias, ou algum dos profetas. Porque é assim que a mente humana vê, limitadamente, sempre com base "na carne e no sangue", ou seja, com base no mundo. Por isso é dito que a "mente carnal é a inimizade contra Deus". Por outro lado, a Mente de Cristo nos permite ver aquilo que foi "preparado para nós desde a fundação dos tempos", cujos "olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem jamais sentiu". Ao perceber que Pedro teve visão, devido a sua resposta diferenciada, Jesus disse-lhe: "Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não lhe revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está no céus.".
Jesus disse: "Tende olhos, mas não vedes?"... "Quem me vê a mim, vê o Pai que me enviou". Mas a visão a que Jesus se refere exige a atuação da Mente de Cristo (que já é a nossa!), e não da mente humana do personagem (esta não é a nossa, mas a do personagem, apenas). A percepção que advém da Mente de Cristo é a pedra angular a que Jesus fez menção, quando disse a Simão Barjonas: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre essa pedra edificarei a minha igreja". Está claro, então, que a percepção iluminada a partir da qual Pedro respondeu a pergunta feita por Jesus é a própria base, o fundamento da mensagem de Cristo. Aos olhos da Mente de Cristo, a mente carnal (que é a inimizade contra Deus) não existe. Mas prefiro deixar o aprofundamento dessa questão para uma outra oportunidade.
O personagem, de si mesmo, nada pode fazer. Não pode perceber espiritualmente/consciencialmente por si mesmo. Quem percebe é o Pai, a Consciência do Ser nele. Por isso, a Bíblia ilustrativamente diz: "Ficai na cidade, até que do Alto sejais revestidos de poder". O homem precisa ser paciente e humilde; deve buscar, cumprir com a sua parte, e esperar (esse é o "ficai na cidade"). O homem não pode, por si mesmo, adquirir tal poder, assim ele o atinge/recebe não por esforços próprios, mas pela Graça (e isso é o "até que do Alto sejai revestidos de poder"). Esse "poder" é a percepção que advém da Consciência do Ser (que habita o Alto), e que a mente humana do personagem é impotente e incapaz de perceber. A revelação vem do Alto. Quem percebe é a Consciência do Ser em nós, o Ser que realmente somos. A percepção é de Ser para Ser. Jamais se comunica com a mente dos personagens, Porque o Ser é tudo o que há.
O ponto a ser destacado aqui é que não importa quem estamos avaliando, realmente não podemos saber sobre o homem por meio do nosso conhecimento da sua origem ou pela análise intelectual do seu caráter. A única avaliação correta de qualquer homem é em termos daquilo que ele pode ser, do seu potencial. Jesus está dizendo a Pedro: “Você não chegou a essa resposta através da racionalização da minha personalidade, da minha aparência física, ou por qualquer coisa através do sentido da observação. Teve uma revelação interior da divindade dentro de mim. Você viu o Cristo não pela visão, mas pelo esclarecimento.”
Vamos ser cuidadosos neste ponto, pois podemos perder o sentido do princípio da Divindade do Homem. Isto tem sido usado com frequência para provar que Jesus era o Cristo de Deus, que Ele era Deus que veio de “lá” para viver um tempo como homem. Observando novamente esta passagem, notaremos que é Pedro e não Jesus que está sendo louvado. Jesus comprovou as Suas capacidades divinas muitas vezes vendo o coração das pessoas e revelando as suas grandezas inatas. Porém, agora é Pedro quem tem um clarão de percepção espiritual e que vê além da pessoa para o verdadeiro - para o divino em Jesus. Pedro revela a sua própria divindade somente pelo fato de ver a divindade em Jesus.
Jesus fica feliz com a evidência de esclarecimento espiritual. E diz: “Eu digo-te que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minhaIgreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu tedarei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobra a terraserá ligado também nos céus; e tudo o que desatares sobre a terra será desatado também nos céus” (Mt. 16:18,19).
A confusão estabelecida quanto a esta passagem foi a responsável pelo desenvolvimento da Igreja cristã. Inequivocamente, aceitamos que Jesus está dizendo: “Pedro, estou orgulhoso de ti e por isso erguerei a minha organização eclesiástica sobre ti, tu serás o líder.” Literalmente tem sido aceito que a Igreja de São Pedro, em Roma, foi construída sobre os ossos sepultados de Pedro.
O que Jesus realmente pensava? Primeiro, devemos lembrar que o nome do homem a quem chamamos Pedro era na verdade Simão. “Pedro” foi um apelido utilizado somente após este incidente. A primeira vez em que foi usado foi quando Jesus disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja.” Ele não estava dando um nome ao homem, mas louvando a qualidade apresentada pelo homem. A qualidade era petros, termo semelhante a “fé”, significando a firmeza semelhante à da rocha.
Jesus está elogiando Simão (Pedro) por ser firme e perceptivo. E diz que sobre essa percepção é que a Igreja será construída. Lemos na palavra “Igreja” tudo o que isto tem significado através dos séculos desde então. Porém naquela época não havia precedente. A palavra“Igreja” significava “escolhidos”. Sabendo que Jesus sempre falava dos pensamentos mais do que dos fatos, podemos ver que Ele estava se referindo a um aglomerado de idéias nas consciência espiritual. Paulo deve ter sentido este significado, pois disse: “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Cor.3:16).
A “Igreja” que Jesus fala em construir é a vida interior do homem. Ele diz que para construir esta vida interior devemos desenvolver a percepção para nos vermos e aos outros sob o contexto da Divindade do Homem. Na verdade, parece evidente que Jesus estava dando a Simão (Pedro) algo para o qual viver. Ele tinha o caráter semelhante a uma rocha. Era o mais impetuoso e instável de todos os discípulos. Provavelmente Jesus teve problemas com ele. Porém, com este clarão de insight, “Pedro” deu evidências de seu potencial interior. Jesus ficou feliz e orou para que ele construísse a sua consciência de fé e estabilidade. Passagens posteriores mostram que esta confiança surtiu algum efeito em Pedro, mas finalmente ele demonstrou tudo o que Jesus esperara dele e mais. Visto desta forma, isso traz esperanças paravocê e para mim.
Do livro “Descobrindo seu poder interior.”
Comentário:
Esse texto lembra estas passagens bíblicas, que dizem mais ou menos assim (transcrevo apenas o sentido das passagens):
1) "Os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem jamais sentiu o que Deus tem preparado para nós, desde a fundação dos tempos".
2) "O que é espiritual só pode ser discernido espiritualmente, de Espírito para Espírito."
3) "A mente humana é a inimizade contra Deus".
4) "Temos a Mente de Cristo".
Agora, analisando o texto postado,
Quando Jesus perguntou aos discípulos quem pensavam eles que ele (Jesus) era, quase todos estavam vendo-o segundo a mente humana ou carnal, que é a "inimizade contra Deus". Exceto Pedro, que disse: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Pedro enxergou Jesus com outros olhos - olhos espirituais que revelam a visão espiritual. Jesus não foi discernido por Pedro de "mente para Espírito", mas de "Espírito para Espírito". Assim, o que permitiu a Pedro ver quem era Jesus? Foi a Mente de Cristo, que já estava nele presente "desde antes da fundação dos tempos". E a condição básica - o detalhe mais importante desta passagem que deve ser compreendido, e para o qual devemos atentar - é que Pedro teve de revelar sua própria divindade a fim de reconhecer a divindade em Jesus. Somente Deus em nós reconhece Deus no outro - o mesmo Deus em nós reconhece a Si mesmo no outro. Isso é apenas mais uma evidência que aponta para o fato de que "somos todos um só".
A Bíblia revela que "nós não recebemos o espírito do mundo que só vê as coisas do mundo, mas que foi-nos dada a Mente de Cristo para que pudéssemos dircernir tudo o que nos foi dado gratuitamente por Deus." E essa sagrada Escritura completa: "não recebemos a mente do mundo que só vê as coisas do mundo, mas temos a mente de Cristo." Nós já a temos agora mesmo, neste instante. De modo que não precisamos "desenvolvê-la" ou "despertá-la".
Enquanto os discípulos olhavam para Jesus com a "mente carnal", Jesus era o João Batista, o Jeremias, o Elias, ou algum dos profetas. Porque é assim que a mente humana vê, limitadamente, sempre com base "na carne e no sangue", ou seja, com base no mundo. Por isso é dito que a "mente carnal é a inimizade contra Deus". Por outro lado, a Mente de Cristo nos permite ver aquilo que foi "preparado para nós desde a fundação dos tempos", cujos "olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem jamais sentiu". Ao perceber que Pedro teve visão, devido a sua resposta diferenciada, Jesus disse-lhe: "Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não lhe revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está no céus.".
Jesus disse: "Tende olhos, mas não vedes?"... "Quem me vê a mim, vê o Pai que me enviou". Mas a visão a que Jesus se refere exige a atuação da Mente de Cristo (que já é a nossa!), e não da mente humana do personagem (esta não é a nossa, mas a do personagem, apenas). A percepção que advém da Mente de Cristo é a pedra angular a que Jesus fez menção, quando disse a Simão Barjonas: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre essa pedra edificarei a minha igreja". Está claro, então, que a percepção iluminada a partir da qual Pedro respondeu a pergunta feita por Jesus é a própria base, o fundamento da mensagem de Cristo. Aos olhos da Mente de Cristo, a mente carnal (que é a inimizade contra Deus) não existe. Mas prefiro deixar o aprofundamento dessa questão para uma outra oportunidade.
O personagem, de si mesmo, nada pode fazer. Não pode perceber espiritualmente/consciencialmente por si mesmo. Quem percebe é o Pai, a Consciência do Ser nele. Por isso, a Bíblia ilustrativamente diz: "Ficai na cidade, até que do Alto sejais revestidos de poder". O homem precisa ser paciente e humilde; deve buscar, cumprir com a sua parte, e esperar (esse é o "ficai na cidade"). O homem não pode, por si mesmo, adquirir tal poder, assim ele o atinge/recebe não por esforços próprios, mas pela Graça (e isso é o "até que do Alto sejai revestidos de poder"). Esse "poder" é a percepção que advém da Consciência do Ser (que habita o Alto), e que a mente humana do personagem é impotente e incapaz de perceber. A revelação vem do Alto. Quem percebe é a Consciência do Ser em nós, o Ser que realmente somos. A percepção é de Ser para Ser. Jamais se comunica com a mente dos personagens, Porque o Ser é tudo o que há.












